Deve ter sido um anjo

“Deve ter sido um anjo” é a tradução do título do livro em inglês, It must have been an Angel, escrito pela escritora Marjorie Lewis Lloyo.

São delas estas palavras: “Deus é um ‘socorro bem presente nas tribulações.’ (Salmos 46:1) e os anjos são Seus mensageiros. De hora em hora, diariamente, semanalmente e anualmente, esses mensageiros protegem o povo de Deus – nunca compreenderemos por completo este lado da eternidade! A intervenção divina não é insólita, de rara ocorrência. Pergunte a qualquer cristão e ele pode falar-lhe de inexplicáveis coincidências – providências que vão além da razão humana...”

Isto aconteceu em fevereiro de 1998 em Itaipu, no Rio de Janeiro. Era feriado de carnaval e a praia estava muito cheia.

Rodrigo, Bárbara, Ana

Fui com meus dois filhos, Rodrigo e Victor, na época com 5 e 1 ano e 7 meses respectivamente. Viajaram conosco meu pai, meu sogro, minha sogra, minha cunhada e minhas 3 sobrinhas.
O sol estava quente, o mar estava lindo e a praia completamente cheia! Nosso passeio fora bem planejado e tudo parecia perfeito! Até que...

Rodrigo me chamou e disse: “Mamãe posso ir ali brincar com as meninas (primas)?

Olhei calculando a distância onde estavam minhas sobrinhas e vi que estavam pertinho, então disse: Pode sim, meu filho. Mas, vai direto e com cuidado.

Por alguns segundos voltei meu olhar para o meu outro pequenininho, Victor, que dormia na areia à sombra do guarda sol. Foram apenas alguns segundos... não mais do que isto!

Voltei meu olhar para a direção onde estavam as meninas e vi que continuavam lá no mesmo local, ao lado esquerdo de onde eu estava. Mas, fui surpreendida por Bárbara, minha sobrinha: “tia, porque o Rodrigo não pode ir brincar com a gente?”

Eu disse:

-Bárbara, ele está com vocês! Deixei-o ir há alguns minutos.

-Mas tia, ele não chegou lá!

Olhei angustiada... Rodrigo não estava lá! O primeiro sentimento foi de desespero, depois de culpa, depois de impotência. Estava simplesmente apavorada... e clamei: “Senhor me ajude! Socorra-me! Traga meu filhinho de volta!” Não consegui pensar em outra coisa além do meu Deus.

Meu pequeno Victor ainda dormia inocente e calmamente... estava alheio a todo o nosso drama. Tomei-o em meus braços e sai à procura do meu Rodrigo.

Não pude deixar de me condenar. Pensava... Como pude deixá-lo ir só! Por que não o acompanhei!

A praia estava lotadíssima e eu precisava deixar uma referência para ele caso ele conseguisse voltar. Não era prudente sair do local. Decidi deixar as crianças pequenas no local sob o cuidado de adultos e fomos procurá-lo eu e Bárbara, pois já conhecia a praia e era das crianças, a maior.

Anunciamos nos alto-falantes das barracas de comidas e seguimos a procurar. Já havia se passado um bom tempo desde o desaparecimento do meu filho...

Estava cansada, com a pele ardendo, queimada pelo sol... Já havia percorrido toda a extensão da praia por várias vezes e não o encontrava em lugar algum. Perguntava a todos e ninguém o havia visto.

Sentei-me próximo ao meio fio e ali fiquei totalmente impotente e sem forças. Sempre em pensamento dizia: Meu Deus me ajuda! Essa praia está lotada. Tem turistas de todos os lugares. Há notícias de crianças desaparecidas... Socorre-me meu Deus!

E enfim veio a resposta ao meu clamor... avistei Bárbara vindo em minha direção, de mãos dadas com o Rodrigo!

- Onde você o encontrou? Perguntei.

- Eu estava andando e o Rodrigo veio até mim.

Perguntei ao Rodrigo: Filho, como você encontrou a Bárbara? Onde você estava? Para que lado você foi?

Calmamente ele respondeu:

-Mamãe eu estava procurando as meninas, fui para aquele lado. Disse apontando para o lado oposto ao que elas estavam. E continuou:

- Como não encontrei, voltei e me perdi. Comecei a chorar então um moço me perguntou por que eu estava chorando. Disse a ele que tinha perdido minha mãe. Ele me deu a mão e disse que me ajudaria a encontrar você. Colocou-me nos ombros para que eu pudesse te ver do alto. Foi quando vi a Bá e disse para ele que ela era minha prima. O moço me colocou no chão e chegando próximo a ela me disse para ir encontrá-la. Desci correndo.

Perguntei à Bárbara:

- Bá, você agradeceu ao moço que ajudou o Rodrigo?

Ela respondeu:

- Não tia... Quando o Rodrigo chegou, ele virou-se para me mostrar o homem e não o viu mais. Ele havia sumido. E Rodrigo acrescentou:

- É mamãe, o moço parecia bonzinho, estava vestido com camisa branca, era forte a alto.

Então, já voltando para avisar o resto da família, fui pensando... Como as crianças não o viram, em questão de segundos, após ele deixar o Rodrigo indo em direção à Bárbara? Por que ele não o entregou pessoalmente para a prima? Por que ele não se assegurou de que ela o levaria em segurança de volta para a família?...

Foram muitas indagações... e uma só resposta. Agradeci a Deus por ter trazido meu filho de volta e em segurança. Deus ouviu meu pedido de socorro! Ele viu minha angústia! Ele enviou um anjo...

Naquele dia um anjo veio até aquela praia especialmente para pegar a mão de uma pequena criança, colocou-a em seus ombros e a livrou do perigo. Veio para socorrer uma mulher e fazer por ela o que ela não podia realizar por si mesma.

Cumpriu-se em mim as palavras das Escrituras: “...e clamamos ao SENHOR, e Ele ouviu a nossa voz, e mandou o Anjo...” (Números 20:16)

“Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.” (Salmos 18:6)

Você pode estar se perguntando: “Um anjo?”, “Por que não um ser humano?”

A lógica me diz que um ser humano teria levado meu filho pessoalmente e teria se certificado de que a criança estaria com um adulto. Não teria desaparecido tão rapidamente como se quisesse ocultar-se?

Foi um anjo sim. Creio e concordo firmemente com estas palavras da escritora Ellen White: “O Universo Celestial manifesta grande interesse por este mundo porque Jesus pagou um infinito preço por seus moradores.” (Ellen White in Review and Herald, 22 de novembro de 1898)

Um dia quando encontrar-me com o meu SENHOR e SALVADOR Jesus vou pedir-lhe para conhecer esse anjo que me devolveu a paz em meio à aflição. Quero conversar com ele... abraçá-lo!


Comentários

  1. Abençoados sejam vc e seus filhinhos.

    Comovente história e seu desfecho então... foi maravilhoso!

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  2. Realmente, Ruth!

    Foi um dos dias inesquecíveis que já tive em minha vida.

    Assim como outros, que pude sentir claramente a intervenção de Divina em nossas vidas e que sem ela o desfecho poderia ser trágico.

    Creio nas promessas que Jesus nos fez!

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  3. Olá, Brígida, quão maravilhoso é o Senhor que das alturas ouve o clamor de seus filhinhos!
    Deus seja louvado.
    Eu creio demais na sua história, pois o Senhor tem feito grandes livramentos e ouvido meus pedidos de socorro. Ele nunca falhou...amo-O demais!Vale a pena servir e obedecer ao Senhor.

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  4. Olá Marta!
    O Senhor não nos desampara jamais!
    Tenho vivido muitas experiências...
    Pretendo postar aos poucos, pois tenho sentido a necessidade de compartilhar a grandeza de nosso Deus, que é um Pai de Amor e de misericórdia!
    Está sempre ao nosso lado, basta apenas clamar e Ele nos envia auxílio!

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