I - É o Homem Imortal?


Esta semana um conhecido me fez as seguintes perguntas:  

“Quando Deus disse para Adão que se ele comesse do fruto proibido morreria, que tipo de morte Deus estava falando? Se o homem é imortal; Satanás ao dizer que o homem não morreria ele estava certo?”

“as demais denominações, e olha que são muitas que na unanimidade concordam em dizer que o espírito/alma é imortal se assim fosse satanás não estaria certo ao dizer que: "certamente NÃO morreras"? se alguma parte do homem fosse imortal, Deus estaria mentindo e satanás dizendo a verdade, estou certo? (é apenas um pensamento meu).”

Ao que respondi:

Meu caro amigo, creio que sua pergunta quanto ao "tipo de morte", traz embutida uma pergunta sobre o que seria a morte espiritual. Estou enganada? O cinema e a televisão têm transmitido a mensagem do espiritismo e seu conceito de morte. Creio na proposta de vida e morte apresentada na abordagem da Bíblia. Considero a Bíblia como a fonte única da verdade sobre isto, porque creio que ela é a Palavra de Deus. Há quem diga que o episódio do Jardim do Éden, por exemplo, é uma lenda. Há mesmo alguns que se dizem cristãos que creem que a Bíblia encerra em sua narrativa algumas "fábulas e lendas". Não faço parte desse time. Deus, em Sua Palavra não nos conta lendas. Jesus amava usar parábolas. Mas, parábolas são parábolas e a própria Bíblia as identifica como parábolas.

Jesus algumas vezes usou de parábolas para facilitar a compreensão de Sua mensagem. Portanto, é errado criar uma doutrina bíblica em cima de uma parábola. Muitos, inclusive alguns cristãos, têm feito isto com a parábola de Lázaro. 

Dentro do Cristianismo existem mais de 3.000 subdivisões, todas com a Bíblia aberta, mas em sua maioria fazendo o que querem e não o que Deus diz em Sua Palavra que demos fazer. Por que tanta divisão dentro do cristianismo? Você pode ler um pouco sobre esta diversidade na fé aqui.

Ora, o inimigo de Deus não quer cristãos equilibrados. Ou nos leva ao radicalismo ou ao liberalismo.

Segundo o catolicismo a alma fica no céu, no purgatório ou no inferno até o juízo final. Depois do Juízo final, as almas do céu e do purgatório vão ressuscitar. Os ímpios irão para o inferno o qual crêem ser para sempre. Acreditam na comunicação com alguns mortos. É o caso da comunicação com os santos canonizados ou Maria. Pelo menos foi isto que aprendi nos meus anos de estudante em escola católica! 

Para uma parte dos irmãos do seguimento evangélico os fiéis vão encontrar-se com o Salvador (na glória) por ocasião de sua morte. Os infiéis vão para o inferno. 

Para outros seguimentos cristãos a morte é como um sono. Num estado de inconsciência temporária enquanto Deus não vem ressuscitar seu corpo físico. Para esses cristãos, o momento da ressurreição se dará por ocasião do segundo advento de Jesus (Deus Filho). Porém, a grande maioria dos cristãos não acredita na comunicação com nenhum morto. 

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, da qual sou membro, não crê como a maioria das igrejas evangélicas que creem que os justos ao morrerem “vão para a Glória” (para junto de Deus). Como já disse a base para muitas delas é a parábola de Lázaro, mas ninguém pode construir uma doutrina, a verdade teológica a partir de uma parábola.

Compartilho o pensamento da morte como um sono temporário. Creio que o Senhor Jesus retornará ainda uma segunda vez a Terra para reivindicá-la das mãos do Seu arqui-inimigo. A Terra pertence ao Senhor Jesus, Ele é o Seu Deus Criador. A Ele pertence toda a Terra e tudo o que nela há. Creio que por ocasião de Seu retorno, o qual não sabemos nem o dia nem a hora, os mortos ressuscitarão. (João 5:20-29; João 6:39-40)


O que a Bíblia diz ser a Imortalidade?

A imortalidade é o estado ou qualidade daquilo que não está sujeito à morte. Ora, as Escrituras revelam que o Deus eterno, somente Ele, é imortal. (1Timóteo 1:171Timóteo 6:13-16)

Logo, segundo a Bíblia o homem não possui a imortalidade como algo inerente a si, mas como algo vindo de Deus e, portanto condicional. Se você fizer um estudo sério sobre o estado da morte vai ver que a verdade converge para a mortalidade do homem. Não existe uma entidade espiritual que se separa por ocasião da morte. O que retorna para Deus é o dom da vida, o fôlego do viver, o respirar de Deus. Esse não é uma entidade, mas é um dom imortal porque vem de Deus e Deus é imortal. Esse dom nos será novamente concedido por ocasião do segundo retorno do Senhor a esta Terra.

Mortos, não saberemos mais nada do que passa debaixo do sol. Deixaremos de existir. Ficaremos na terra até sermos novamente pó. Nem mesmo os justos vão para junto de Deus por ocasião da morte. A Bíblia fala de alguns casos especiais como: Moisés, Enoque, Elias. E os salvos que foram ressuscitados por ocasião da ressurreição de Jesus. Mas, com relação ao estado da morte ela é clara: o homem morreu, voltou ao pó. (Eclesiastes 12:7)

“No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gênesis 3:19) 

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Eclesiastes 9:5 e 10)

Se sua dúvida estiver no conceito de morte segundo o espiritismo, digo que Deus quando disse “certamente morrerás”, estava falando do processo que põe fim a vida. Do cessar de respirar, do deixar de existir.

A imortalidade é um atributo de Deus que Ele concede às Suas criaturas. O homem é mortal. A imortalidade que o homem possuía antes de sua queda estava condicionada à sua obediência aos conselhos divinos. Portanto, quando Satanás disse que o homem não morreria estava contando uma meia verdade.

Entenda o contexto em que estas coisas aconteceram: Gênesis 2.16-17 - 3:1-4

A Bíblia diz que Deus os advertiu quanto ao fato de experimentarem o fruto proibido, mas não os privou de experimentá-lo. Ele os deixou moralmente livres para escolher. Adão e Eva o pegaram e o comeram. Em consequência, experimentaram a desobediência, passaram a conhecer o bem e o mal, provaram do sentimento de culpa e o mais triste, da morte. 

A perda da imortalidade foi um ato de misericórdia de Deus. Quão triste seria para Adão e Eva viverem por toda eternidade testemunhando as consequências de sua rebelião! (Gênesis 2:9 e 17) Este verso é extraordinário, pois evoca Deus marcando Sua Soberania.

. A árvore da vida (que não foi proibida) é a árvore que nutria Adão e Eva. Deus os alimentava com Sua própria vida. Seu próprio fôlego. Esta árvore ligava a criatura ao Criador. Daí porque o homem possuía a imortalidade. Uma vez rompida esta relação com o Criador, perder-se-ia essa imortalidade. É isto que tem que ser entendido aqui: “... porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

A criatura não deveria tocá-la, pois esta era a diferença entre eles. A vida que recebia chegava até a criatura porque Deus fazia provisões. 

. A árvore do conhecimento também tinha um papel importante nesta relação, pois fixava nesta comunicação a diferença entre criatura e Criador. Note que uma unia, outra demarcava as fronteiras.

É importantíssimo considerar que não se tratava, portanto, de árvores misteriosas, capazes de transmitir vida ou a ciência, mas representavam um símbolo na relação criatura/Criador.

Muitos se equivocam e atribuem a Deus à criação do mal pelo fato de ter Deus plantado a árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas, esta árvore não era o mal em si, era apenas o sinal de maturidade moral para a criatura. Representava a lealdade e a obediência do homem à vontade do seu Criador, dando-lhe a conhecer a diferença entre o bem e o mal. O bem seria sempre exercido através da confiança e obediência da criatura. O mal por sua vez seria exercido a partir da desconfiança e do não reconhecimento da soberania do criador: rebelião. 

Lembrando que experimentar a “árvore do conhecimento” é a resultante do exercício do livre arbítrio. Conhecer o bem e o mal nada mais é que viver os seus efeitos.

Note que o verso fala no estabelecimento da possibilidade do contato com a morte através da desobediência: “... no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Há uma condição para que a morte se estabeleça. Deus não impôs a obediência, apenas a colocou como pré- requisito para a vida eterna. Disse que se desobedecessem sofreriam a ação da morte.

Experimentando “da árvore do conhecimento” o homem tornava-se maduro moralmente perante as regras. E porque era criatura mortal este conhecimento produziu um efeito devastador: a morte. Um efeito que em nada atingiu o Criador, que é imortal e Soberano sobre todas as coisas, inclusive sobre o mal.

Mas, há uma promessa de Deus que se cumprirá por ocasião do próximo retorno do Senhor Jesus. Ganharemos novamente essa imortalidade e isto foi conquistada na ressurreição de Jesus. Por isso, Jesus é essencial para a vida eterna.

Leia Apocalipse 22. Chamo sua atenção para os versos 1 e 2: “Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.

No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.” 

Note que o rio da água da vida sai do trono de Deus e é na margem desse rio que se encontra a árvore da vida. Ainda que seja interpretado como simbólico, o que penso eu ser literal, aponta Deus como fonte da vida.

Isto me faz refletir sobre a mensagem espírita da reencarnação. Ela perde sentido ao se confrontar com o fato de que Deus é a possibilidade da eternidade, não o processo reencarnatório. O homem voltará a ser imortal no Reino que Deus estabelecerá para toda a eternidade.

Quem quer conhecer a verdade não se furta de buscá-la mesmo que lhe pareça fatigante e doloroso. 


Recomendamos a leitura desses artigos:






Série de estudos sobre Espiritismo,  com Leandro Quadros:


Estudo 2: O primeiro pilar do espiritismo: A reencarnação – Parte 1

Estudo 3: O primeiro pilar do espiritismo: A reencarnação – Parte 2

Estudo 4: O segundo pilar do espiritismo: O estado do homem após a morte

Estudo 5: O terceiro pilar do espiritismo: A lei do karma

Estudo 6: O quarto pilar do espiritismo: Os médiuns

Estudo 7: O quinto pilar do espiritismo: A lei da evolução

Estudo 8: O Jesus da Bíblia é o mesmo apresentado pelo espiritismo?

Estudo 9: O que Deus espera de você, amigo espírita


Que Deus possa abençoar sua leitura e estudo e a verdade possa torná-lo livre, como livres têm que ser todos os homens.


Ruth Alencar

Comentários

  1. Parabéns à autora.
    Infelizmente Satanás idealizou a mais lusória de todas as esperanças. A vida depois da morte. Muityos queridos anestesiam a mente com a crença de que os seus amados estão gozando as delícias do Céu, enquanto outros sofrem os horrores da dúvida de que possam os seus a ser torturados por toda a eternidade no fogo do inferno devido a uma breve vida de desenganos. Ainda há os que buscam, inutilmente, a satisfação de entreter contato com os que se foram através de uma sessão espírita...
    Mas graças a Deus, há esperança e ela está revelada na Palavra do SENHOR.
    O espiritismo é o último engano e só os que fortaleceram á fé com o conhecimento da Palavra poderão resistir e vencer.
    Que Deus ilumine a autora do texto, bem como esse blog como instrumento de salvação.

    Evanildo Ferreira de Carvalho

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  2. Ruth
    Fazendo sempre bem feito, porque sempre faz com amor.
    Parabéns.

    Tenho as minhas convicções fundamentadas no que, presunçosamente, chamo de Essência do Propósito de Deus em relação a todas as suas criaturas.
    Os atributos, onisciência, onipresença e onipotência divinas, dão à minha convicção consistência que alimenta e conforta a minha fé.
    Concordo que “Quem quer conhecer a verdade não se furta de buscá-la... mesmo que lhe pareça fatigante e dolorido.” Porém, nada é mais gratificante do que se chegar ao que, para nós, representa a Verdade.
    Sou um homem feliz, realizado, pois eu descobri a VERDADE.
    Verdade que, para mim, continua relativa, mas que tenho certeza do seu absolutismo. Verdade que a cada dia se torna mais verdadeira e cristalina, e que certamente hei de conhecer por inteiro.
    Creio que a Essência do Propósito de Deus é que todos os seus filhos sejam felizes eternamente.
    Creio que Ele tem ciência de tudo que diz respeito a mim.
    Creio que Ele está presente em minha vida a todo instante.
    Creio que Ele tem poder para realizar a Sua vontade.

    Creio que todo engano é fruto da ignorância, de falta de conhecimento do Divino.
    Creio que a minha ignorância não pode se sobrepor à vontade de Deus.
    Creio que nenhuma força – ignorância, mal, ou qualquer outra – prevalecerá anti à vontade Divina, de me salvar.
    Creio que a felicidade que vivo hoje é só o começo da eterna glória que me aguarda no porvir, nas mansões celestiais.

    CREIO NA IMORTABILIDADE DO ESPÍRITO, DA CONSCIÊNCIA.

    O homem, enquanto um molde de pó, era simplesmente um boneco. Quando Deus introduziu oxigênio em suas narinas, ele tornou-se alma vivente, porém em estado vegetativo, e depois que Deus lhe deu o espírito, a consciência, estava completa a Sua obra: o ser humano.

    A ordem inversa da criação ocorre da seguinte forma: faltando oxigênio nos pulmões, segue-se a falência do corpo e a conseqüente perda da consciência, isto é, a volta do espírito para Deus. Alguém poderá dizer: mas tem muita gente que perde a consciência antes de morrer, os casos de morte cerebral. Lógico. Nesse caso o homem volta à condição que tinha antes que Deus lhe desse o espírito de consciência. Uma vida vegetativa. Ainda se pode questionar: mas existem casos em que a consciência volta. Lógico. Existem casos, também, em que o corpo é ressuscitado. Lázaro é o exemplo mais conhecido.
    Há algum problema com esses fatos?
    Há, por ventura, limitação para o poder de Deus?
    Creio que não.

    As coisas de Deus são muito lógicas.
    Só não vejo lógica para explicar o próprio Deus, mas a partir d’Ele todas as coisas são lógicas. Um paradoxo: pode ser ilógica a Fonte de toda lógica?

    A resposta depende de um simples raciocínio lógico.

    Fraternalmente, em Cristo.

    Pedro F. Alves.

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  3. Evanildo e Pedro

    Como bem disse Sócrates “A vida sem reflexão não merece ser vivida". Essa frase encerra uma grande verdade, a verdade de que o refletir liberta. Não é livre aquele que não pensa.

    Gosto muito da amplitude dessa frase de Jacques -Bénigne Bossuoet : "A reflexão é o olho da alma" Ela é um eco da vontade divina:

    “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12.1)

    “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.”(Oséias 6:6)

    O conselho de Paulo, um dos discípulos de Jesus, para o jovem Timóteo vale também para nós: “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência.” (I Timóteo 6:20)

    Renato Mezan, um dos maiores psicanalistas da América Latina, afirmou que “o exorcismo da possessão demoníaca não é mais do que um mecanismo de proteção. A pessoa quer expulsar de si tudo o que considera perigoso e condenável.”
    (citado no livro Terceiro Milênio e as profecias do Apocalipse: como viver sem medo do futuro. Alejandro Bullón, pág. 19. Casa Publicadora Brasileira. 2000)

    Estou preparando um estudo para ser postado aqui sobre a questão do Bem e do Mal. O que tenho observado é que há uma tendência crescente para a incredulidade na existência real de Satanás e seus anjos maus. Sem falar daqueles que os consideram apenas uma energia negativa. Explicam que os anjos bons são apenas os “espíritos desencarnados” de seres humanos falecidos.

    Eu creio fortemente que o Bem e o Mal são “Pessoas” e que suas essências encerram princípios. Não podemos negar que existem forças antagônicas e poderosas em operação neste mundo, procurando captar a mente e a obediência de todos os homens. Mas isto será estudado no próximo tema.

    (cont)

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  4. Pedro,

    você disse : “CREIO NA IMORTABILIDADE DO ESPÍRITO, DA CONSCIÊNCIA.”

    Será que entendi errado? Estaria você afirmando que há uma entidade (espírito) que se separa do corpo físico por ocasião da morte?

    A Bíblia é clara quando afirma que o homem não possui a imortalidade como algo inerente a si, mas como algo vindo de Deus. Esse “algo” é o dom da vida, o fôlego do Criador. Não é um “espírito”, uma “consciência”. O que retorna para Deus é o dom da vida, o fôlego do viver, o respirar de Deus. A vida é um atributo de Deus, Deus é imortal, por isso, só Ele poderá nos conceder a imortalidade de volta.

    Mortos, não saberemos mais nada do que passa debaixo do sol. Deixaremos de existir. Ficaremos na terra até sermos novamente pó. Nem mesmo os justos vão para junto de Deus por ocasião da morte. Como citei no texto a Bíblia fala de alguns casos especiais como: Moisés, Enoque, Elias. Mas, com relação ao estado da morte ela é clara: morreu, voltou ao pó.

    Mas, se o que você disse não foi o que entendi, continuemos com nossas reflexões.

    Você disse: “As coisas de Deus são muito lógicas. Só não vejo lógica para explicar o próprio Deus, mas a partir d’Ele todas as coisas são lógicas. Um paradoxo: pode ser ilógica a Fonte de toda lógica? A resposta depende de um simples raciocínio lógico.”

    Deus é revelado em Sua Palavra, a Bíblia. É nos dito que Deus é tardio em irar-Se e grande em benignidade (Jonas 4:2); tem prazer na misericórdia (Miquéias 7:18); Ele é amor (I S. João 4:8).

    Muitos quando lêem a Bíblia ficam confusos. Pensam no Deus do Velho Testamento, a respeito dos Seus juízos, trovões e ameaças.

    Com nossa mente limitada é possível que na própria Bíblia encontremos uma incompleta representação de Deus, de Seu caráter, de como Ele realmente é. Quão facilmente podemos formar uma idéia errônea de como é Deus, se olharmos apenas para a superfície!

    Deus não fez o homem e a mulher segundo o modelo dos animais. Deus os criou a “Sua imagem”.

    Há em nós, portanto, manifestação dessa essência divina: a imagem e semelhança moral, intelectual e emocional do Criador. Porém, somos criaturas e isto indica que há uma fronteira que demarca o nosso limite. Um limite que Deus por Ser Quem É não conhece. Exatamente porque Sua essência é o Seu Ser mesmo.

    Deus determinou que o homem dominasse sobre tudo, pois ao homem foi dado o legado de ser Seu representante no cuidado da Terra. Fomos feitos a Sua imagem: moral, intelectual e espiritual.

    Verdade seja dita que a humanidade muito se afastou de sua missão. E o homem que é o racional tem se comportado de maneira irracional.

    Mas apesar disto, Deus com Seu amor e misericórdia decidiu continuar nos amando... não desistiu de nós, apesar de havermos nos tornado assim tão diferente da Sua criação original.

    (cont)

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  5. Finalizando...

    Há mistérios no divino que não poderei alcançar. Mas isto não significa que Ele seja uma incógnita! Podemos compreender Sua essência sem medo de afirmarmos que Ele é o Bem em sua mais perfeita natureza: justiça e amor.

    Jesus Cristo foi o instrumento divino para que O conheçamos. Quando tenho questões sobre Deus reflito em Jesus, em Suas atitudes e palavras então encontro as respostas.

    Jesus expressou em tudo a essência do Seu Reino: um reino de bondade, paz e amor – um reino onde qualquer um poderia fazer parte. Porque Jesus não via nação, raça, cor. Jesus não via homens a serem condenados, mas a serem salvos.

    Jesus não somente falava do amor de Deus, Ele o provava. Em Sua presença os gemidos cessavam e mortos ressuscitavam. Os desesperados encontravam a paz.

    Jesus não parava para perguntar sobre a que raças, nações ou religiões pertenciam. Jesus não perguntava se tinham dinheiro para dar... Ele não retinha nada de ninguém.

    Mas, dava-lhes tudo o que de mais precioso procuravam: o descanso da alma. E Jesus disse que Ele e o Pai eram um. A essência de Jesus é a essência de Deus.

    Você lembra o que Ele disse para Samuel por ocasião da unção de Davi? O homem vê o exterior, Deus vê o coração. Cada ato interventivo de Deus junto à humanidade e na História, teve um contexto e eles não podem ser compreendidos separados desse contexto. E é aqui que devemos fazer uso da racionalidade, para melhor conhecer Seu amor e justiça.

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  6. Ruth

    Gosto muito de dialogar com você. Sempre saiu ganhando, por isso fico protelando as coisas.

    O homem, enquanto um molde de pó, era simplesmente um boneco. Quando Deus introduziu oxigênio em suas narinas, ele tornou-se alma vivente, porém em estado vegetativo, e depois que Deus lhe deu o espírito, a consciência, estava completa a Sua obra: o ser humano.

    Minha dileta irmãzinha, vou rogar-lhe uma gentileza, de já, certo de que você me atenderá com grande satisfação.

    Analise esse texto que você me mandou. Analise-o com bastante cuidado, com muita atenção. Por favor!
    Darwin chegou bem perto da realidade! Faltou-lhe apenas um “estalo” para identificar a Fonte.
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    “A Bíblia é clara quando afirma que o homem não possui a imortalidade como algo inerente a si, mas como algo vindo de Deus. Esse “algo” é o dom da vida, o fôlego do Criador. Não é um “espírito”, uma “consciência”. O que retorna para Deus é o dom da vida, o fôlego do viver, o respirar de Deus. A vida é um atributo de Deus, Deus é imortal, por isso, só Ele poderá nos conceder a imortalidade de volta.”
    .
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    Se procedermos a uma regressão existencial do ser humano, fatalmente iremos encontrar em Adão o nosso ponto de partida. Ele não teve antecessores humanos. Adão foi o primeiro homem a existir e a sua constituição deu-se a partir da manufaturação de dois produtos já existentes na natureza – barro e oxigênio – e pela adição de um novo elemento: espírito.
    Primeiramente o barro foi moldado, e depois o oxigênio “soprado” em suas narinas, tornando-o alma vivente e, finalmente, Deus lhe concedeu o essencial: o espírito (consciência).
    Como podemos perceber, dois dos elementos utilizados – terra e oxigênio – já faziam parte da natureza manifesta, portanto, já existentes. Quanto ao outro, é um atributo só encontrado no próprio Deus e cuja manifestação acontece de forma direta e individual, a cada oportunidade em que um novo ser humano é formado.
    A progressão do ser humano tem inicio com Adão e termina com a morte física, ocasião em que o corpo, que veio do pó, ao pó voltará; o oxigênio que veio do éter, ao éter retornará; e, finalmente, o espírito – consciência –, que procede de Deus, para Ele há de voltar.

    Pedro F. Alves

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  7. Pedro, serei longa... mas será preciso.

    Sempre saímos ganhando... essa é a verdade a ser dita.

    Você recomendou uma leitura cuidadosa sobre esta minha citação:

    “A Bíblia é clara quando afirma que o homem não possui a imortalidade como algo inerente a si, mas como algo vindo de Deus. Esse “algo” é o dom da vida, o fôlego do Criador. Não é um “espírito”, uma “consciência”. O que retorna para Deus é o dom da vida, o fôlego do viver, o respirar de Deus. A vida é um atributo de Deus, Deus é imortal, por isso, só Ele poderá nos conceder a imortalidade de volta.”

    Sempre parto do princípio que a verdade é progressiva. Quero falar-lhe de algo que já se discute no meio científico.

    Você já ouviu falar em Epigenética?

    Epigenética “é o estudo dos mecanismos moleculares por meio dos quais o meio ambiente controla a atividade genética.”1 É um campo da biologia que estuda as interações causais entre genes e seus produtos que são responsáveis pela produção do fenótipo. Não é nada novo na ciência, na verdade, o termo epigenética existe há mais de cem anos. Porém, é hoje uma das áreas mais atuantes da pesquisa científica em geral.

    A epigenética estuda “como o ambiente (natureza) pode influenciar o comportamento das células sem modificar o código genético. É uma nova face da ciência, que revela mais detalhes sobre o complexo sistema e estrutura das doenças, incluindo o câncer e a esquizofrenia.”1

    O que é isto em termos práticos? A epigenética investiga a informação contida no DNA, a qual é transmitida na divisão celular, mas que não constitui parte da seqüência do DNA. Se eu pudesse resumir em cinco palavras é isto que diz a epigenética: somos mais que nossos genes. Isto é, os genes não são responsáveis por tudo.

    Por exemplo, investigações genéticas têm demonstrado que gêmeos idênticos (possuidores do mesmo genoma) apresentam diferenças em seu comportamento e fisiologia. E é ai que entra em cena a epigenética como uma explicação dessas diferenças.

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  8. Recentemente li um artigo muito interessante do Dr. Eloi Garcia, PhD, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e pesquisador titular aposentado do Instituto Oswaldo Cruz (IOC, FIOCRUZ), bolsista 1A do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciência (desde 1987) e da Academia Brasileira de Medicina Veterinária (desde 1996).

    Veja o artigo neste link:

    http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=30541

    Segundo Dr. Eloi, “o hábito de fumar, o uso de esteróides e certas drogas também influenciam as funções genéticas por interagir química ou fisicamente com o DNA. O estilo de vida e exposição ambiental geralmente é diferente entre as pessoas por mais próximas que sejam. Isto leva aos fatores ambientais serem responsáveis por mudanças em um mesmo genótipo para diferentes fenótipos. Estas diferenças epigenéticas também levam a diferente susceptibilidade a doenças como o câncer, artrites, depressão de desordens psíquicas e emocionais. Hoje se sabe que enquanto o genoma é o mesmo em nossas células, o epigenoma é diferente em cada uma dos 250 tipos de células diferentes que formam o ser humano.”

    Você deve estar se perguntando por que estou falando sobre isto. Qual a relação disto tudo com o tema em discussão?

    Vc disse: “O homem, enquanto um molde de pó, era simplesmente um boneco. Quando Deus introduziu oxigênio em suas narinas, ele tornou-se alma vivente, porém em estado vegetativo, e depois que Deus lhe deu o espírito, a consciência, estava completa a Sua obra: o ser humano.”

    Concordo, apenas acrescento que há algo que não podemos esquecer: a nossa individualidade. Deus nos criou para sermos únicos, embora sigamos uma seqüência de hereditariedade. Não somos cópias de nossos ancestrais, nem “invólucros” de “espíritos que reencarnam”. Nem eu, nem você, nem ninguém é seqüência de vidas passadas.

    (cont)

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  9. Somos indivíduos responsáveis, cada um, diante do Criador. Onde estaríamos vendo um boneco de barro, Deus estava vendo um ser com todas as suas complexidades e respostas apreendidas no exercício do viver.

    Hoje há uma “apropriação” das informações científicas sobre a epigenética por parte da corrente de pensamento espírita.

    O que quero dizer é que o espiritismo hoje não se limita mais na fundamentação religiosa, mas busca na ciência o socorro para sua comprovação filosófica. Quando afirmam que o DNA é controlado pela energia que emana dos pensamentos, estão dizendo que nossas projeções mentais influenciam diretamente em nossa saúde.
    Isto vai ao encontro das afirmações espiritualistas que afirmam a existência de um poder interior capaz de trazer ao homem a libertação espiritual.

    Não lhe parece isto uma meia verdade?

    Sim, uma meia verdade. Pois ninguém pode negar a importância de ter bons pensamentos acerca de si mesmo e dos outros.

    Eu poderia citar inúmeras passagens bíblicas onde Deus revela o quanto é importante a questão do pensamento na ação dos homens.

    Gênesis 6:5 é um bom exemplo. A maldade do homem se havia multiplicado porque era continuamente mau o desígnio do seu coração.

    A Bíblia e a Ciência estão mais compatíveis entre si do que muitos pensam. Inclusive com relação à importância do pensamento sobre o ser.
    Mas, por outro lado, segundo a Bíblia, não é verdade que o homem possa libertar-se a si mesmo como afirmam as filosofias espiritualistas, que buscam agora na ciência referendar suas afirmações.

    Quando o homem se supervaloriza ou se valoriza excluindo a necessidade da intervenção de Deus em seu socorro, é uma presa fácil nas mãos do inimigo de Deus. Lembre, seu maior objetivo é minar a nossa confiança em Deus e em Sua Palavra. Então, ele diz: você viverá, não morrerá. Você terá outras oportunidades de vida. Reencarnará e terá novas chances. Em cada uma delas você se esforçará, fará boas obras até chegar a ser um ‘espírito superior’. Algumas crenças dizem até chegar a ser um deus.

    Isto não é muito diferente do que ele disse para Eva: “não morrereis, sereis como Deus, sabendo o bem e o mal...” (Gênesis 3).

    (cont)

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  10. A teoria da imortalidade da alma foi uma das falsidades que o catolicismo romano tomou emprestado do paganismo, e incorporou-a ao cristianismo. Martinho Lutero classificou-a como uma “monstruosa fábula.” (O Problema da Imortalidade, de E.Petavel)

    Em nenhum lugar de Sua Palavra, Deus diz que é por ocasião da morte que os justos vão para a sua recompensa e os ímpios ao seu castigo.

    Devagarzinho aquele que gosta de contar meias verdades tem induzido a humanidade a rejeitar essa relação e a procurar em si mesma a solução para seus problemas. Por isso, muitos procuram respostas nas teorias humanas quando deveriam buscar na teologia. Afastam-se da verdadeira Ciência. E porque a ciência humana é limitada e incapaz de explicar e responder de maneira completa os seus por quês e como, muitos procuram suas respostas no misticismo. Muitas teorias humanas, teses religiosas e filosofias de vida nasceram desta busca. A crença na imortalidade da alma é uma delas. Dela surgiu o espiritismo, o budismo, o hinduísmo, as inúmeras filosofias que compõem a Nova Era, o culto aos homens e mulheres ditos “santos” e canonizados por seguimentos do cristianismo.

    “Muitos cientistas usam o nome de Deus não porque O estão reconhecendo como tal, mas porque O vêem dentro de um conceito abstrato, como uma forma de energia impessoal. Muitos cientistas hoje estão enveredando para a linha que estabelece um paralelo entre a física e o misticismo. Declaram que a ciência ultrapassou os limites da capacidade humana de percepção sensorial. Daí porque não se pode mais confiar de forma absoluta na lógica e na razão. E apontam como solução a busca da verdade através da meditação oriental.”2

    O inimigo de Deus é o maior interessado de que as pessoas se afastem da verdadeira ciência e busquem o misticismo como respostas às suas dúvidas. Ele é o maior interessado em que o ser humano creia que pode se auto-redimir através da ‘‘evolução espiritual’’, e que o pecado é uma ilusão judaico-cristã. Ele, o inimigo de Deus, que desde o início do mundo vem contestando a forma como Deus governa no Universo.

    Sou criacionista, mas não fixista. Acredito no processo evolutivo por adaptação. O problema com a teoria Evolucionista é que com ela vieram as dúvidas sobre a criação narrada em Gênesis e houve grande força para o argumento ateísta. Mas, com o tempo a ciência mostrou-se incompetente para dar todas as respostas e o ateísmo deixou de ser a verdade absoluta, surgiu uma nova brecha: o sobrenatural.
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  11. Vc disse: “Como podemos perceber, dois dos elementos utilizados – terra e oxigênio – já faziam parte da natureza manifesta, portanto, já existentes. Quanto ao outro, é um atributo só encontrado no próprio Deus e cuja manifestação acontece de forma direta e individual, a cada oportunidade em que um novo ser humano é formado.”

    Verdade, mas temos que ressaltar que a imortalidade prometida pelo Criador à humanidade estava sob a condição da obediência e foi perdida pela transgressão. Assim, Adão e Eva não puderam transmitir para sua posteridade o que não mais possuíam. Longe de Deus não há imortalidade. O homem não guarda em sua natureza a imortalidade. Essa é a verdade completa.

    A Bíblia ensina de modo claro o que Deus deseja que saibamos acerca da morte e seu remédio. Toda pessoa deve interessar-se no que lhe há de acontecer por ocasião da morte. Deve saber justamente para onde vai quando o último suspiro abandonar seu corpo, pois todo vivente defronta o mistério da morte, mais cedo ou mais tarde.

    Não lhe parece lógico que quanto menos soubermos sobre Deus e Seu amor, mais nos voltaremos para nós mesmos, mais seremos egoístas? Há uma velha tese: não busque a Deus, você não precisa de dEle para resolver seus problemas e conflitos.

    Nenhum de nós seria enganado se guardasse no coração a história do jardim do Éden. Não foi a serpente que falou, pois animais não se exprimem numa linguagem humana, clara e inteligente. Foi um espírito enganador. O mesmo que, sob a forma de um anjo, tentou enganar Jesus: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2 Coríntios 11:14)
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  12. Para os que pensam que compactuo com a intolerância religiosa, digo: Satanás e seus agentes vêm interferindo ao longo da história da humanidade em seus assuntos de fé. Eles têm agido entre os cristãos e os não cristãos.
    Muitos cultos, evangélicos ou não, hoje estão abarrotados de manifestações sobrenaturais! Muitos púlpitos têm se transformado em verdadeiros palcos de shows. Pregadores gritam, pulam, enquanto os fiéis com as mãos para cima choram e se “contorcem” emocionalmente! Línguas estranhas se manifestam e verdadeiros “shows” de possessões demoníacas se revelam. Pregadores travam diálogo com os demônios.

    Presenciamos hoje em algumas igrejas evangélicas o culto emocional. Deus quer um culto racional. Todo culto impregnado pela emoção tende a irracionalidade e Deus quer nos receber conscientes de nossa fé.

    “Deus está em busca de verdadeiros adoradores. Cada ser humano inevitavelmente vai adorar alguém ou alguma coisa. Nossa escolha não é se vamos adorar ou não, mas o que ou a quem vamos adorar. (...) De acordo com Jesus, os verdadeiros adoradores são aqueles que adoram a Deus ‘em espírito e em verdade’ (João 4:23). (...) Quando o apóstolo João encontrou um ser angelical, ele prostrou-se em adoração, mas recebeu a seguinte repreensão do mensageiro celestial: ‘Vê, não faças isso... adora a Deus.’ (Apocalipse 19:10). (...) Como qualquer coisa que se repete, a adoração corre o perigo de se tornar mecânica, rotineira. (...) Pode tomar formas de entretenimento ou de encontros sociais onde o Senhor pode olhar para nós e dizer: ‘Este povo se aproxima de Mim e com a sua boca e com o seus lábios Me honra, mas o seu coração está longe de Mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu’ (Isaías 29:13). (...) Só a música que parte de um coração tocado pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu pelos nossos pecados, é adoração ‘em espírito e em verdade’. (...) Se esta não for a sua experiência, não houve adoração; simplesmente um serviço religioso.”3

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  13. Que devemos fazer para alcançar novamente a imortalidade?

    “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (I S. João 5:12)

    O que tenho dito até aqui, com certeza irá de encontro à fé de muitos, mas creio na Bíblia como a Palavra de Deus e não posso me omitir, neste. O inimigo de Deus tem feito com que muitos acreditem que “a alma humana é imortal”. Ele mente, pois a Bíblia diz que apenas Jesus “tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível.” (I Timóteo 6:16). Esse mentiroso é um poderoso enganador. Unicamente estudando a Palavra de Deus e conhecendo os enganos usados por esse sinistro poder, seremos capazes de escapar de suas ciladas.

    Mais do que nunca temos escutado sobre experiências mediúnicas. E estas experiências têm transposto as fronteiras das sessões espíritas. Este tema tem invadido novelas, filmes e livros. E mais recentemente dogmas católicos vêm intensificando-o, numa roupagem diferente: o culto a Maria. As experiências vividas em Medjugorie são um dos exemplos disso.

    Satanás age por meio de pessoas, ideologias e conceitos religiosos. Seus agentes principais são os que menos suspeitamos estar sob o seu domínio. Nem sempre aquilo que representa paz e caridade pertence a Jesus. Por isso, Jesus disse: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.” (Mateus 10:16)

    A caridade não é consagrada a Deus quando se transforma num poder para o mal, quando alimenta a vaidade, ao encher o homem de justiça própria e autopromoção. A verdade é: somente em Jesus nos tornamos melhores, sem Ele nada somos. Não são nossas atitudes e práticas que nos ‘promovem’ ou nos ‘habilitam’ a sermos filhos de Deus. Mas o que é gerado pela presença de Jesus em nosso caráter que nos faz viver em conseqüência. Não alcanço a vida eterna com minhas obras, mas a graça de Deus, a obra realizada através da morte expiatória de Jesus (Deus Filho), por mim, me permite obtê-la.
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  14. Creio que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita e, portanto para mim, a referência máxima quando me deparo com os mais diversos ensinamentos.

    “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” (Isaías 8:19-20)

    Todos, ateus, islâmicos, budistas, hindus, espíritas e cristãos (católicos ou evangélicos), somos seres inteligentes, dotados do livre arbítrio e moralmente responsáveis diante do fenômeno fé. Porém, a existência de Deus é real e independe de nossa posição. Ele existe como Único Deus, Poderoso e Criador. Ele não nos impede de assumirmos a fé que escolhemos porque Ele nos respeita como seres livres, mas isto não muda a verdade. Toda religião, filosofia de vida ou ato de fé que se contradiz com os Seus princípios não são aceitos por Ele. E, um dia, todos teremos que comparecer perante o Seu tribunal e responderemos as conseqüências da opção assumida. E isto não ocorre ou ocorrerá por ocasião da morte de cada um, mas somente quando Ele vier a Terra pela segunda vez, com o intuído de retomar Seus filhos das mãos do Seu inimigo. Então, Ele virá não mais como um Salvador, mas como um Juiz.

    As profecias da Palavra de Deus que tratam de nossa época, falam acerca de grandes enganos. O inimigo de Deus sabe que tem pouco tempo para concluir sua obra enganosa. Precisamos estar conscientes disso. Saul, que por algum tempo vivera tão próximo de Deus, em desespero volveu-se para uma médium, a fim de conhecer o futuro. Teve fim trágico. O diabo lhe disse o que tanto desejava saber, e a seguir esboçou os acontecimentos que dele fariam um suicida. Perdeu não somente a vida terrestre, mas também um lugar no reino de Deus.

    Em Sua Palavra Deus nos adverte a todos, dos perigos implicados em tratar com um médium ou um feiticeiro, pois pretendem poder comunicar-se com os mortos. Como já vimos, "os mortos não sabem coisa alguma." Estão inconscientes. Se, como diz a Bíblia, estão em sono profundo, então esses espíritos ativos ficam desmascarados como espírito que buscam enganar.

    Saiba que Satanás pode apresentar uma contrafação tão parecida com a verdade, que engana os que estão dispostos a serem enganados. Sobre o erro fatal da imortalidade repousa a doutrina da consciência na morte, doutrina que, semelhantemente à do tormento eterno (inferno, purgatório), se opõe aos ensinos da Bíblia e aos ditames da razão.
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  15. Finalizando...

    Se for verdade que a morte é uma forma de “reciclar” a alma da humanidade por que estamos cada vez piores? A Terra parece estar em convulsão e muitas de suas tragédias naturais são os resultados das ações dos homens. A justiça dos homens é muitas vezes injustiça. O respeito à vida e ao próximo parece não existir. Deveríamos estar melhores após tantos processos de reencarnação, evolução, transmigração da alma!

    Meu coração se acalma e aceita a mensagem de que estou de passagem sim, mas não sou invólucro para a ‘vida’ de outro ser. Sou eu que vivo que decido que prestarei contas com Deus por meus atos e decisões tomadas durante minha existência. Não temo a morte. Creio no seu perdão e na promessa de ressurreição por ocasião do retorno do meu grande Salvador. Creio que Ele revestirá meu corpo corruptível com a incorruptibilidade, como um dom Seu. Não precisarei morrer, renascer, morrer, renascer... afim de obtê-la. Jesus já me deu a garantia através de Sua morte. Preciso, porém, viver em conseqüência dessa fé. Amar e cuidar de mim, de minha espiritualidade, ser cristã no sentido pleno da palavra. Amar a Deus e obedecer Sua vontade. Amar meu próximo, de modo que o meu viver beneficie o seu. Devo ser uma benção para os outros e amá-los.

    Desejo, no mais profundo dos meus sentimentos, que essas reflexões produzam os sentimentos mais nobres naqueles que as lêem. Pois, não há aqui afirmação denominacional. Tudo se baseia nos ensinamentos contidos na Palavra Escrita. Que a razão e a lógica nos permitam perceber nossa real condição: objetos de amor e criaturas de um Ser infinitamente inteligente, amoroso, poderoso, forte e misericordioso.

    1-http://www.guia.heu.nom.br/epigenetica.htm

    2-Roberto César de Azevedo, educador, biólogo (USP), texto Adorai Aquele que fez as águas,, editado pela Revista Adventista de Maio,1998. Casa Publicadora Brasileira.

    3-Derek Morris. Lição da Escola Sabatina, julho-setembro. 2005,pág.73-78. Casa Publicadora Brasileira

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  16. Diletíssima Ruth

    “Tenho consciência que fui longa...”

    Preocupa-me a disponibilidade dos outros, quanto a mim, gosto de ler os seus escritos. São instrutivos e agradáveis. Mande brasa!
    Mas, preciso da sua paciência, quanto aos meus comentários!

    Epigenética – “Estudos em animais mostram que esta alteração (que não é mutação) pode ser transmitida para os filhotes. Semelhanças com Lamarck não são meras coincidências: características adquiridas sendo transmitidas.”

    Nada foi revelado para uma existência estática, Deus é imutável, porém todos os elementos por Ele revelados são notavelmente dinâmicos, principalmente o conhecimento.
    Cada transformação da natureza confirma a dinâmica misericordiosa de Deus e a teoria da Evolução Teológica.

    Darwin chegou bem perto da realidade! Faltou-lhe apenas um “estalo”, para identificar a Fonte.

    – A Teoria da Evolução é inegável, com tanto que tenha como fundamento básico o desenvolvimento teológico;

    – A Seleção Natural está absolutamente em harmonia com a dinâmica evolucionista teológica;

    – O Designe Inteligente é uma realidade que encontra respaldo Divino, desde que aceito o óbvio: Deus é o Designer.

    – Nós seremos permanentes aprendizes! A ciência evoluirá eternamente, pois, onisciente só existe Deus, e o Seu conhecimento será transmitido de forma paulatina e infinita.

    Pedro

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  17. Ruth

    – Como podemos perceber, dois dos elementos utilizados – terra e oxigênio – já faziam parte da natureza manifesta, portanto, já existentes. Quanto ao outro, é um atributo só encontrado no próprio Deus e cuja manifestação acontece de forma direta e individual, a cada oportunidade em que um novo ser humano é formado.

    Em relação ao texto acima, quando você diz:

    1 - “Verdade, mas temos que ressaltar que a imortalidade prometida pelo Criador à humanidade estava sob a condição da obediência e foi perdida pela transgressão. Assim, Adão e Eva não puderam transmitir para sua posteridade o que não mais possuíam. Longe de Deus não há imortalidade. O homem não guarda em sua natureza a imortalidade. Essa é a verdade completa.”

    – Se essa foi a condição para que o homem vivesse eternamente, Deus estava exigindo dele algo absolutamente impossível de se conseguir, pois fora Ele mesmo que criara o homem sem essa capacidade.
    O homem foi criado em estado de pureza, isto é, não tinha maldade em seu coração, foi agraciado com o livre arbítrio, porém limitado em conhecimento.
    O que se pode esperar de um inocente que tenha liberdade plena, irrestrita, porém limitado em conhecimento? Que erre, claro! Mas, a causa do engano será maldade ou ignorância? Não há dúvida, ignorância. Entendo.
    Ora, se Deus perdoa o tempo da ignorância, a resposta quem dá é Ele mesmo, ao criar o plano da redenção. mesmo antes da existência do homem.
    Afinal, qual era o propósito do plano da redenção?

    Não se entenda que estou insinuando que Deus é culpado pelos enganos cometidos pelo homem, mas não podemos deixar de admitir que Ele é corresponsável, e assumiu essa co-responsabilidade ao se oferecer em sacrifício vicário para que se cumprisse a Sua Justiça Amorável.

    2 – “Concordo, apenas acrescento que há algo que não podemos esquecer: a nossa individualidade.”

    – É exatamente o que está afirmado no texto acima. Com a ênfase de: direta e individual.
    Quanto à questão do espiritismo que você faz referência, logo a seguir, também eu não consigo assimilar.

    3 – “A Bíblia é clara quando afirma que o homem não possui a imortalidade como algo inerente a si, mas como algo vindo de Deus. Esse “algo” é o dom da vida, o fôlego do Criador. Não é um “espírito”, uma “consciência”. O que retorna para Deus é o dom da vida, o fôlego do viver, o respirar de Deus. A vida é um atributo de Deus, Deus é imortal, por isso, só Ele poderá nos conceder a imortalidade de volta.”

    – Parece-me que, também aqui, estamos de acordo, exceto na questão do que é fôlego de vida e o que é consciência.

    No meu entender corpo, fôlego de vida e consciência são coisas distintas e claras.
    Quanto ao corpo não há questionamento.
    O fôlego é o oxigênio que mantém vivo o corpo.
    Consciência é o entendimento que Deus nos dá. Direto e individual.

    Veja se esse exemplo ajuda a me entender!

    Um indivíduo pode perder a consciência (estado de coma) por muito tempo, e o seu corpo manter-se respirando e, conseqüentemente, vivo. A consciência poderá voltar ou não, mas, certamente, não será a causa da sua morte. Já em relação ao oxigênio, se faltar, será fatal.
    A mortalidade do corpo está bem clara. Por falta de oxigênio! Quanto à consciência, que pode ir e voltar, não se pode dizer que ao sair ela morreu, pois se morresse não voltaria. Já a questão de para onde ela vai é outra história.
    Creio que ela vive eternamente em Deus, donde provém.

    Com o devido respeito ao seu entendimento, acho que não estou fugindo de nada do que está na Bíblia, apenas tenho cuidado para não cair nas “armadilhas” da literalidade textual de alguns versos.

    Entendimentos de aprendiz!

    Abraços.

    Pedro

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  18. Pedro

    Antes de tudo gostaria de sugerir a visita e uma leitura neste site. É muito bom. Sugiro em especial que você assista os vídeos postados neste texto: “DARWINISMO, CRIACIONISMO E DESIGN INTELIGENTE.

    http://www.apologia.com.br/?p=76

    Eu prefiro deixar a discussão mais profunda sobre as mais diversas teorias científicas para um outro momento, em um tópico específico.

    Achei suas perguntas muito complexas, então vou respondê-las no próximo texto: “Alma Vivente: Consciência e Fôlego”

    Um grande abraço

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  19. .
    .
    Ruth

    “Neste final de semana se estiver de bobeira convido vc para um pouco de reflexão.”

    Li, reli, valeu!

    Como os meus comentários foram muito longos tomei a liberdade de passá-los para o seu e-mail.

    Fique à vontade, se quiser postá-los aqui, tudo bem!

    Pedro

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  20. Pedro disse: “Não postei esses comentários no site temendo que as pessoas possam entender que há entre nós uma disputa, onde cada um que sufocar o outro.”

    Elas poderão pensar somente porque não sabem que somos amigos.

    Sufocar um ao outro!!! Imagina... estamos em processo de aprendizagem mútua.

    Pedro disse: “queremos partilhar o que temos de melhor, segundo o nosso entendimento.”

    Concordo plenamente com esta afirmação.


    Com relação aos outros comentários que vc fez por e-mail acho melhor desenvolvê-los num segundo texto. Aguarde.

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  21. eu sou pastor,e creio piamente na imortalidade da alma.Quero começar com algumas perguntas: os anjos são imortais ou não?onde está escrito na BÍBLIA, que a história do rico e lázaro é uma parábola?o título não vale, pois não é inspirado!!!nesta história, nós vemos pessoas reais, e outras caracteristicas mais de que Jesus não estava falando de parábola mas de uma história realíssima.MEUS irmãos, por Favor, não citem a BÍBLIA FORA DO SEU CONTEXTO!!!!!!!!!!!!!

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  22. Pastor vc disse:

    “eu sou pastor,e creio piamente na imortalidade da alma.”

    Quero que saiba que respeito profundamente sua opinião, porém, diante de tudo o que conheço e que está escrito na palavra de Deus, preciso lhe dizer que se decidimos ensinar a palavra de Deus, não podemos acrescentar a essa Palavra os nossos próprios conceitos. Senão corremos o risco de ensinar o evangelho segundo os homens, pensando estar ensinando o evangelho segundo Jesus Cristo.

    Em 1 Timóteo 6:13-16 está escrito que Deus é o único que possui a imortalidade.

    “Exorto-te, perante Deus, que preserva a vida de todas as coisas, e perante Cristo Jesus, que, diante de Pôncio Pilatos, fez a boa confissão, que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo; a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”

    Alguns comentaristas analisando esta passagem bíblica argumentam que Paulo aqui está fazendo uma referência explicativa ao fato dos argumentos do Imperador de Roma que exigia para si honras que eram devidas somente a Deus.

    Porém, ainda que fosse o caso não invalida a essência do que disse Paulo: Deus é o único a possuir a imortalidade. Só Deus possui vida eterna em forma inerente. Todos os seres criados são mortais, e, portanto, devem cumprir com certas condições para que sua vida continue.

    Que condição era esta?

    Não transgredir a vontade de Deus. A morte é o salário do pecado. A imortalidade condicional da humanidade por conta do pecado do primeiro casal foi retirada.

    Veja:

    Gênesis 3: 1-4: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

    Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.”


    Quem disse que o homem é imortal foi Lucifer, contrariando a palavra de Deus:

    Gênesis 2: 16-17 : “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”


    Originalmente o ser humano foi criado para não morrer, porém, a partir do momento em que desobedeceu a vontade divina a humanidade perdeu esta característica.

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  23. Vc diz:

    “Quero começar com algumas perguntas: os anjos são imortais ou não?”

    Os anjos possuem a imortalidade, porém, diferentemente de Deus e semelhantemente aos homens, ela também é condicional para os anjos.

    Isto é, enquanto permanecerem leais à vontade de Deus e consequentemente não transgredirem a vontade de Deus, terão essa imortalidade.

    Satanás e a terça parte dos anjos que foram expulsos do céu por suas rebeliões conhecerão a morte. Pois está escrito que o mal não se levantará uma segunda vez.

    “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” (Apocalipse 12:12).

    Então, pastor, até mesmo um anjo pode conhecer a mortalidade. Os anjos que pecaram, assim como os homens, perderam a imortalidade.

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  24. O senhor fala em contexto pastor, então somos dois, pois creio que a Bíblia é um livro contextualizado.

    Jesus, com a Sua ressurreição nos garante que no futuro, em Seu Reino teremos novamente a imortalidade perdida. Paulo nos fala disto:

    Faço um convite para que abra a sua Bíblia em 1 Corintios 15.

    Leu? O que lhe parece? Vc exige a contextualização e eu também. Vejamos verso por verso de ! Coríntios 15:

    1 Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais;

    2 por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.

    3 Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,

    4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

    5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.

    6 Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.

    7 Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos

    8 e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.

    9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.

    10 Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.

    11 Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes.

    12 Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?

    13 E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou.

    14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;

    15 e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.

    16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

    17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.

    18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.

    19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

    20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

    21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.

    22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.

    23 Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.

    Qual o contexto dessas palavras de Paulo?

    Paulo aqui está falando que a ressurreição de Jesus nos garante novamente a imortalidade. Porém, em nenhum momento aqui está falando que o homem é imortal, mas que ganhará de novo a imortalidade por ocasião de Sua vinda.

    Se o crente em Jesus quando morre vai direto para o Reino de Deus e os ímpios são atirados num inferno a queimar eternamente, há algo de estranho e de contraditório aqui.Pelo menos, à luz da Bíblia há sim.

    Por que será que a Bíblia diz bem aventurados os que fazem parte da primeira ressurreição?

    Outra coisa, que matéria é essa que não se consome?

    Veja bem o que Paulo diz: “mas que ganhará de novo a imortalidade por ocasião de sua vinda.”

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  25. 24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.

    25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.

    26 O último inimigo a ser destruído é a morte.

    27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou.

    28 Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

    29 Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos? Se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles?


    Veja o que diz o teólogo George Knight quando, analisando 1 Coríntios 15, comenta dizendo que a descontextualização e a má interpretação dos escritos sagrados produzem teorias estranhas à mensagem da Bíblia:

    Para ele a interpretação descontextualizada “conduziu os fundadores de uma das Igrejas ao crescimento mais rápido do mundo a batizar os vivos em favor dos seus ancestrais mortos. Alguns Corintianos se batizavam em nome de alguns que estavam mortos, este movimento moderno fez deste conceito um elemento fundamental de sua fé, embora tal prática contradiga o sentido profundo do batismo que encontramos no restante do Novo testamento, e que é uma resposta da fé em conseqüência do arrependimento. Este assunto é tocado apenas em um lugar no Novo testamento. É algo marginal, que contradiz o claro ensinamento do apóstolo Paulo sobre a salvação. Esta contradição deveria ter servido de advertência. Tomar um texto obscuro como fundamento de uma doutrina não sai de graça.

    O capítulo 15 de 1 Coríntios trata de um assunto decisivo para a teologia cristã, a saber, a realidade da ressurreição corporal de Cristo e a ressurreição, no fim dos tempos, dos que crêem Nele. Esta doutrina essencial está no centro do Novo Testamento. Entretanto, alguns em Corinto, duvidavam da ressurreição de Cristo e da futura ressurreição dos santos. Aos que descriam, Paulo respondeu, que a fé deles era vã se não havia ressurreição e que eles eram os mais infelizes dos homens. (cf. v. 12-19).

    Esta confusão ia, para alguns dentre eles, até a prática do batismo pelos mortos. Se seguirmos a argumentação do capítulo, é evidente que Paulo não defende a prática do batismo pelos mortos, mas que ele pergunta aos coríntios porque eles agem assim se eles não crêem de forma alguma na ressurreição dos corpos. Paulo coloca em evidência a contradição deles e sugere que a lógica deles deveria lhes conduzir a uma conclusão razoável.

    Para concluir, dizemos que alguns coríntios não tinham clareza com relação à ressurreição e o batismo. No entanto, algumas pessoas dos tempos modernos descobriram em 1 Coríntios 15:19 o que eles consideraram como luz nova e têm empregado este texto isolado e obscuro como fundamento de uma de suas maiores doutrinas.

    Uma abordagem da leitura que dá ênfase sobre o que é diferente e novo conduz à teologia periférica. E tal teologia está sempre longe de ser bíblica. Outra leitura de 1 Coríntios 15 exige um estudo do tema central que marca todo o capítulo.

    Paulo começa dizendo a seus leitores que o centro do Evangelho (ou boas novas) é o Cristo morto por nossos pecados e ressuscitado dos mortos (v.1-4). Ele conclui com a promessa da ressurreição no fim dos tempos dos que aceitaram as boas novas da morte e da ressurreição do Cristo em seu favor. (v.51-56).

    O tema central do capítulo é a ressurreição, não o batismo dos mortos. Este último forneceu a Paulo somente uma ilustração de pano de fundo, com a ajuda desta ilustração Paulo coloca em evidência a incoerência dos Coríntios em relação ao assunto tratado. Utilizar uma ilustração para dela fazer uma doutrina é um erro. Elaborar uma teologia periférica pode permitir a qualquer um chegar a “novas luzes”, mas finalmente esta luz pode parecer trevas quando colocada no contexto do ensinamento central e sólido da Bíblia.”

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  26. 30 E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora?

    31 Dia após dia, morro! Eu o protesto, irmãos, pela glória que tenho em vós outros, em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    32 Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos.

    33 Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

    34 Tornai-vos à sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa.

    35 Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?

    36 Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer;

    37 e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente.

    38 Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado.

    39 Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, e outra, a dos peixes.

    40 Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres.

    41 Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor.

    42 Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.

    43 Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.

    44 Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

    45 Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.

    46 Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual.

    47 O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.

    48 Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais.

    49 E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.

    50 Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
    51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,

    52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

    53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.

    54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

    55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

    56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

    57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

    58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.


    Paulo afirma que a ressurreição dos justos com corpos glorificados acontecerá. Os justos serão ressuscitados, então eles não estão em vida com Deus ainda. Veja, isto está claro no verso 52:

    "num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados."

    A ressurreição será um evento futuro por ocasião da volta de Cristo. Esta é uma das mais reconfortantes verdades que se podem apresentar aos que nesta vida vão debilitando-se devido às enfermidades, que com temor antecipam a tumba.

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  27. O dom da imortalidade, pastor, será recebido somente pelos que aceitam a salvação que Deus oferece mediante Jesus Cristo. Se estamos entre estes, este dom será seu e meu quando Jesus vier outra vez (ver João 3: 16; Romanos. 2: 7; 6: 23; 2 Coríntios . 5: 4.

    Após a Sua ressurreição Jesus mesmo, ao ser abordado por Maria quando ressuscitou disse: "Não me toques pois ainda não subi ao Pai".

    Interessante isto, Jesus, o Filho de Deus enquanto morto não foi para junto do Pai. Dormia em Seu túmuilo até ser despertado por Deus.

    "Não me toques porque ainda não subi ao Pai". Ele enquanto morto, descansou, dormiu em sua tumba, não esteve no Reino de Deus.

    O mesmo se dará conosco que cremos na ressurreição. Se morrermos antes da volta de Cristo, dormiremos em nossos túmulos, mas por ocasião da volta de Cristo, ressuscitaremos para encontrarmos com Ele nas nuvens do Céus:

    1 Tessalonicenses 4:13-18:

    "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.

    Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.

    Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

    Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras."


    Estes versos são claros demais para mim.

    Este, então, fala por si mesmo:

    "num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados."

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  28. Vc pergunta:

    “onde está escrito na BÍBLIA, que a história do rico e lázaro é uma parábola?”

    A passagem em questão se encontra em Lucas 16. O contexto é o contraste que Jesus faz entre o ensino da Lei e o espírito dos fariseus. Jesus aqui descreve o destino diferente de dois homens: um homem rico e um homem miserável.

    Bom, temos apenas duas opções:

    1- Ou este texto deve ser interpretado literalmente e isto o coloca em contradição fragrante com relação a todos os outros textos das Escrituras a respeito do estado da morte;

    2- Ou damos a este texto um sentido figurado, salvaguardando assim a harmonia entre o ensinamento bíblico como um todo.

    À luz do contexto dos ensinamentos de Cristo sobre o tema ouso concluir sem receio que há um sentido figurado nestas palavras do Mestre.

    A Bíblia faz uso deste expediente. Veja Juízes 9:7-15.

    Quem pode atrever-se a dizer que tal passagem bíblica deva ser entendida em seu sentido literal? Jesus fez uso constante de parábolas para facilitar um ensinamento moral.

    Convido vc a refletir sobre:

    Mateus 16: 6-12; Lucas 13: 31,32 ; Jo]ao 2:19-21 ; Romanos 11: 16-21, 24.

    A Bíblia se exprime tanto em linguagem literal, tanto em linguagem figurada.

    Vc interpretaria literalmente o texto:

    “Se o teu olho te escandaliza, arranque-o fora”?

    Tem gente que faz isto, soube da história de um homem, um cristão, que ao separar-se da esposa e temendo pecar por fornicação, baseando-se nesta passagem bíblica cortou seu pênis.

    Pastor, existem palavras nesta história contada por Jesus que nos permitem concluir que o texto é uma alegoria:

    Há um grande ensinamento de conteúdo moral nesta história. Veja que o capítulo 16 está abordando a questão da fidelidade do servo. Jesus, inclusive, introduz Suas palavras com uma parábola anterior: o administrador infiel.

    O verso 14 diz que os fariseus eram avarentos e um pouco mais adianta fala de que Deus, diferentemente do homem, vê o coração.

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  29. Veja:

    “Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.”

    Antes da hora da ressurreição não tem sentido para os mortos abrir os olhos e sentir a necessidade de refrescar a língua. A Bíblia ensina que não é “no além” que se deve decidir o destino de cada um, mas na vida presente.

    Através dessa história Jesus estava desmentindo o pensamento da grande maioria dos judeus daquela época que estavam persuadidos de que a miséria material ou física de um homem era a marca inquestionável de uma maldição de Deus. E que a riqueza e a santidade aos olhos deles significassem Sua benção.

    Quando propôs esta história, onde um rico é enviado ao tormento eterno e o pobre é conduzido à felicidade, Jesus queria que compreendessem que eles se enganavam quanto à maneira que Deus julga os homens.

    Pastor, lida literalmente esta história traz uma confusão tremenda quando é confrontada com os outros versos bíblicos de que o estado da morte reduz o homem ao pó e neste processo morrem tb seus pensamentos, todos os seus conhecimentos, enfim, sua consciência.

    Sim, há uma inconsciência dos homens enquanto estão mortos. Porém, eles permanecerão na memória de Deus, para Quem retornou o dom da vida. E que não é uma entidade, mas o dom da vida.

    "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol." (Eclesiaste 9:5-6)

    Jesus não poderia contradizer com Suas palavras esta verdade tão clara e tão disseminada pelas Escrituras.

    Os judeus eram influenciados pela cultura grega quanto ao estado dos mortos. Eles pensavam que após a morte os culpados eram precipitados em um lugar de suplício.

    A verdadeira mensagem das Escrituras quanto ao julgamento dos culpados é esta:

    “Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.” (Judas 5-7)


    Acreditar num inferno que queima eternamente, mesmo alguém ímpio, é ir contra a misericórdia de Deus que diz não ter prazer na morte de um ímpio.

    A Biblia diz que haverá o grande Dia de Deus, onde será dado o veridito final a todos os homens. Leia Apocalipse 20.

    Pelos séculos dos séculos significa dizer que para sempre o mal não se levantará outra vez. Estará eternamente subjulgado. Não haverá um inferno queimando matérias finitas (corpos) eternamente, isto é ilógico!

    Não haverá num fogo eterno, ladeado por um povo que goza a felicidade eterna. Isto é ilógico quando conhecemos Deus e sabemos que Ele é amor e misericórdia e que não encontra prazer na morte, enm mesmo de um ímpio.

    A Bíblia diz que não haverá mais lágrimas, nem dor, nem morte. Como inserir um inferno eterno no novo tempo de paz que Deus proverá em seu Novo Reino?

    A história é uma parábola sim. Era uma reprimenda moral de Jesus para os fariseus por seus conceitos equivocados de moral.

    Muitos cristãos e igrejas têm utilizado esta passagem para justificar a teoria (doutrina) de um inferno eterno, onde os penitentes seriam atormentados sem fim. Volto a dizer que crer nisto é ir de encontro ao que a Bíblia tem ensinado: Deus é amor.

    um abraço

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  30. Esse blog está mais para um excelente curso online de teologia que para um simples blog com textos isolados.

    Percebo que tem uma sequencia lógica em todos os assuntos e isso é muito bom!

    Parabéns pelos comentários edificantes e esclarecedores, pois mesmo aqueles que conhecem e crêem na Bíblia como o centro da referência cristã, me incluo nesses, não teria tais respostas ao "pé da letra" para responder a um tema que, infelizmente, transborda em engano às mentes e corações de muitos cristãos.

    Não creio no evangelho dos homens, aquele que sofreu corrupção por vários séculos até hoje. Creio no evangelho de Jesus, Aquele que não muda e que não se contradiz.

    O homem sempre foi corrupto e contraditório, Jesus não!

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  31. "eu sou pastor,e creio piamente na imortalidade da alma."

    Pastor,

    Se me permite lhe fazer algumas perguntas, creio que como homem preparado para guiar suas ovelhas saberá me responder.

    - A alma é imortal, certo? Sendo assim, para onde vai a alma após a morte do corpo físico?

    - Céu? Inferno? Purgatório? Ou as almas perdidas ficam nos rodeando quando não são dígnas de ir para o céu?

    - As almas voltam a se reencarnar em outro corpo ou em outro ser vivo?

    - O que o senhor quer dizer com "e creio piamente na imortalidade da alma."?

    Peço a gentileza de me orientar através do contexto bíblico sobre essa convicção. Se possível peço a citação bíblica para que eu estude mais sobre isso.

    Grata.

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  32. Amiga Ruth. Se "creio piamente numa alma imortal", logo, os animais como seres viventes (nephesh hayyah,)por sua vez, possuem uma alma imortal. Segundo esta doutrina, para onde irá sua alma após a morte? Porventura a alma de um tigre se encontrará com a de um bezerro? Ou uma irá para o inferno e a outra para o seio de Abraão. Marcos Sancho

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  33. Queridos do blog
    Não entendi quando o Pastor , disse que não é parabola , pq o Senhor ( pastor ) chegou a esta conclusão de ser ou naõ ser párabola ?
    Aguardo resposta

    ResponderExcluir
  34. Marcos,

    O cristão não crê na imortalidade da alma, mas na ressurreição da pessoa. O cristão crê como é dito nas Escrituras que somente um possui a imortalidade, a saber, Deus.

    Este princípio devemos, então, aplicar também aos animais. Eles não possuem, também, o atributo divino da imortalidade.Se o próprio homem feito à imagem de Deus não o possue o que diremos então com relação aos animais!

    Indico este texto do Leandro Quadros:

    Os animais irão para o Céu?

    http://novotempo.com/namiradaverdade/2009/07/15/os-animais-irao-para-o-ceu/

    Particularmente, eu gostaria muito de poder rever meus amiguinhos lá.

    Honestamente não conheço outra passagem da Bíblia mais direta com relação a este tema, do que Eclesiastes 3.

    O que sabemos com certeza é que a Bíblia menciona sobre a existência dos animais na Nova Terra. Então, eles existirão lá. Porém, a Bíblia nada menciona sobre a ressurreição dos animais.

    Vejamos o que diz o texto de Eclesiastes 3: 16-22 :

    17: Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e para toda obra.

    18 Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais.

    19 Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade.

    20 Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão.

    21 Quem sabe se o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos animais para baixo, para a terra?

    22 Pelo que vi não haver coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua recompensa; quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

    O que existe no próprio homem para sugerir que o seu destino é tão diferente do destino dos irracionais? Dizer que a alma do homem por sua própria natureza é eterna e que é uma criatura viva e independente do corpo, ou que qualquer ser humano seja imortal a não ser pela ressurreição do dia do retorno do Senhor excetuando Enoque e Elias) é uma doutrina sem nenhuma base bíblica. Nenhuma!

    um grande abraço

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  35. Anônimo vc disse:

    "Queridos do blog

    Não entendi quando o Pastor , disse que não é parabola , pq o Senhor ( pastor ) chegou a esta conclusão de ser ou naõ ser párabola ? Aguardo resposta"

    Abordamos especificamente este tema neste texto:

    II- A vida somente por Jesus Cristo: Analisando a parábola do rico e Lázaro

    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2011/05/ii-vida-somente-por-jesus-cristo.html

    Qualquer dúvida ainda sobre esta questão vá diretamente neste texto. Transferi seu comentário para lá. Vou enviar sua pergunta para o referido pastor e aguardar que elese manifeste seja por e-mail, seja no próprio blog.

    um grande abraço

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