Não Há outros deuses diante de Ti

por Alejandro Bullón


"Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; e nada existe que se compare às Tuas obras.” (Salmo 86:8.)

“A sua atitude diante das dificuldades da vida depende da dimensão de seu Deus. Se seu Deus for pequeno, fabricado, imaginado, qualquer problema será uma barreira impossível de ser vencida. O ser humano é contraditório. Gosta de pequenos deuses, apenas para acalmar a consciência. Deuses “chaveiros, amuletos, energia, luz, aura”. Deus está em tudo, afirma a criatura. Repetem isso todos os dias e acabam acreditando.

É cômodo acreditar num deus que não mostra o caminho. Limita-se a acompanhar e estar a « serviço » da criatura. A tragédia é que, diante das circunstâncias difíceis da vida, você descobre que todos esses deuses « criados » são apenas paliativos. Não fazem nada. Nada resolvem. Não há poder neles!

Foi essa realidade que levou Davi a fazer a oração registrada no Salmo 86. Neste salmo, o poeta expressa súplica e confiança. Ele vivia um momento terrível. "Estou aflito e necessitado." (v1). Da perspectiva humana, parecia não mais haver solução. Ele não mais tinha forças para continuar lutando. Limitava-se a chorar. As lágrimas pareciam lavar o coração da angústia que o sufocava.

Davi não criou pequenos deuses. Nas noites claras e estreladas, enquanto cuidava do seu rebanho no campo, ele contemplava a grandeza do Deus Criador. Seu Deus estava acima de qualquer outro deus. Era incomparável e eterno. Por isso, nesta oração, ele suplicava e ao mesmo tempo confiava.

Qual é o drama que você vive neste momento? Qual é a tragédia que parece destruir a vida de alguém que você ama? Sente-se indefeso, incapaz de fazer algo para ajudar e se limita a sofrer? Antes de iniciar a caminhada deste dia, separe uns minutos para meditar nas grandes obras que Deus já fez na sua própria história. Acaso Deus não o livrou outras vezes? Se o fez antes, por que não o fará agora? Então, com o coração cheio de confiança, repita: "Não há entre os deuses semelhantes a Ti, Senhor; e nada existe que se compare às Tuas obras.”



Deus não fez o homem e a mulher segundo o modelo dos animais. Deus os criou à Sua imagem. Há em nós, portanto, manifestação dessa semelhança moral, intelectual e emocional do Criador. Porém, somos criaturas e isso implica numa fronteira que demarca o nosso limite. Um limite que Deus, por ser Quem Ele É, não conhece.

Um dia o mal deixará de fazer parte de nossa natureza e voltaremos à semelhança em bondade e amor com o nosso Criador. Ele nos prometeu fazer tudo de novo. Não porque nos tornaremos "deuses" por sucessivas reencarnações , mas porque teremos exercido o nosso livre arbítrio e alcançado pela graça e misericórdia de deus o dom da eternidade. Jesus nos abriu o caminho ao abrir os Seus braços sobre aquela cruz. Isto implicou em morte e dor, a Sua própria morte. Este foi um mal que se tornou necessário. Mas, é porque o amor tem disso... ele traz em si o aroma do espinho.


Ruth Alencar

Comentários

  1. Repetindo.

    “A sua atitude diante das dificuldades da vida depende da dimensão de seu Deus.”
    Alejandro Bullón

    Deus é, para cada um de nós, do tamanho do conhecimento que temos d’Ele.
    CONHECER A DEUS É TUDO.
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    “Jesus nos ab riu o caminho ao abrir os Seus braços sobre a cruz. Isto implicou em morte e em dor, a Sua própria, isto foi um mal que se fez necessário. Mas é porque o amor tem disso... ele trás em si o aroma do espinho”

    Minha irmãzinha, acho lindo a pureza das suas colocações, elas traduzem a sua consagração, a sua devoção, a sua generosidade, a sua fé.

    Eu, sem a pretensão de ofender, no meu ceticismo em relação ao romantismo fantasioso das religiões, não creio em mal necessário, particularmente em si tratando de Deus.
    Também não creio que o amor traga em si mesmo resquícios de espinhos.

    Estamos falando de Deus e do Seu amor!
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    No meu entender, comete-se, nesse caso, o mesmo engano que se comete na interpretação do verso seguinte, quando se afirma que Deus há de nos julgar de acordo com o julgamento que fazemos do nosso próximo.

    Mateus 7: 2 - Porque, com o juízo com que julgardes, sereis julgados, e, com a medida com que tiverdes medido, vos hão de medir a vós.

    Pedro
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  2. Pedro vc diz:

    "não creio em mal necessário, particularmente em si tratando de Deus."

    Acontece que morrer para Deus que é imortal é um paradoxo. Deus teve que percorrer caminhos diferentes de Si mesmo (a morte), para que tivéssemos acesso a vida. Deus morrer? Sim, Jesus é Deus. Jesus era a face de Deus naquela cruz.

    Não me referi ao "mal necessário" como algo criado por Deus, mas como um instrumento que O atingia para o bem da verdade do Seu amor e da Sua justiça.

    "Também não creio que o amor traga em si mesmo resquícios de espinhos. Estamos falando de Deus e do Seu amor!"

    Traz, Pedro, a coroa que estava a rasgar a pele do nosso Deus naquela cruz era real e foi confecionada com espinhos reais.

    Mas, os piores espinhos Jesus experimentou ao saber que naquela cruz estaria por um tempo separado do Pai e que depois dela teria que separar-Se dos Seus amigos.

    Jesus sabia que muitos aceitariam Seu sacrifício, mas também que muitos rejeitariam. Foram espinhos... os pecados da humanidade que o puseram ali.

    O amor dói, sim senhor! Pelo que o motiva assim como pelo que ele pode produzir.

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  3. Com relação a este seu comentário:

    "No meu entender, comete-se, nesse caso, o mesmo engano que se comete na interpretação do verso seguinte, quando se afirma que Deus há de nos julgar de acordo com o julgamento que fazemos do nosso próximo.

    Mateus 7: 2 - Porque, com o juízo com que julgardes, sereis julgados, e, com a medida com que tiverdes medido, vos hão de medir a vós."

    Estou enviando para a Brigida o pedido para que ela poste um texto que acabo de escrever em resposta a este seu comentário. O título do texto será: O Problema da Literalidade na Leitura.


    P.S. Não se preocupe não consigo ver ofensa em seus questionamentos.

    abraço

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