Serei contigo, pois EU SOU o teu Deus - 2



Em Isaías 65.24 existe uma linda e certa promessa de Deus: “E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.”

Salmo 91.14-15 “Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei”.

É isto que não entendo, por que há um Deus assim tão solicito ao alcance de todos, tão pronto para amar, cuidar, proteger e há alguns que insistem em rejeitá-LO? Preferem negar Sua existência ou simplesmente dizer que: “não Ele não é bom, Ele não é amor. Ele é vingativo, megalomaníaco, sangrento, cruel.”

Decididamente esse não é o meu Deus. Tenho optado por esconder-me embaixo de Sua proteção. E por isso, tenho sempre achado socorro nos momentos de aflição.

Como o salmista, digo que Ele é um Deus fiel a Sua promessa: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente” (Salmo 91:1)

Vou contar-lhe uma das muitas provas dessa verdade que aconteceu em minha vida.

Era um fim de expediente normal de trabalho. A vontade de pegar meu filho na creche, ir para casa e poder enfim descansar era enorme! Estava especialmente cansada naquele dia.

Cansada, principalmente, emocionalmente. A minha profissão favorecia isto: deparava-me diariamente com a forte desigualdade social. Convivia diariamente com o sofrimento humano provocado pela realidade social, fruto da loucura que é a ganância econômica.

No meu escritório via muitos pais de famílias chorarem pela dificuldade que tinham de alimentar seus filhos com o tão pouco que ganhavam.

Estávamos no ano de 1995. Ao chegar em casa retirei a roupinha do meu filho Israel, na época com 3 aninhos. Sabia que ele queria correr depressa para os braços da avó. Deixei-o apenas de meias e cueca. Ele correu para a cozinha em busca da avó, enquanto fui atender a campainha que acabara de tocar.

Estávamos já assentados, eu, meu esposo e cunhado. Não ouvimos nem grito, nem choro. O que vimos foi nosso filho desmaiado nos braços da avó. Ela disse que não sabia o que tinha acontecido. Sentiu apenas uma pancada nas pernas. Quando olhou ele já estava desmaiado no chão. Os olhinhos estavam fechados, parecia não respirar, embora guardasse o semblante tranquilo. Era como se estivesse dormindo. Que contraste! Alguns minutos antes ele estava correndo, saltitando... sorrindo!

Meu esposo e meu cunhado jogavam-no para cima para fazê-lo tornar. Foi então, que em desesperado silêncio clamei ao Senhor por Israel. Ninguém jamais poderá me dizer o contrário, pois sei que aquela voz em meu ouvido foi real: “quando ele descer, bata com força na planta dos pés”.

E eu o fiz. Meu filho num suspiro começou a tornar. Tive que repetir a palmada, então Israel abriu os olhinhos, chorou e disse: “estou cansado mamãe, quero dormir”. Não sei quanto tempo durou essa agonia, mas eu sei em Quem eu cri naquele momento e Ele me respondeu.

No dia seguinte os técnicos vieram em minha casa e afirmaram que a minha geladeira estava passando corrente. Israel levara um tremendo choque elétrico. Eu louvo ao Senhor por Sua fidelidade! Eu O louvo por ter estado conosco naquele noite.

Durante minha vida vivi e tenho vivido muitas experiências com Deus. Não posso negar o que Ele tem feito por mim. Tem sido o socorro presente na tribulação. O Amigo fiel, capaz de compreender os segredos da alma e que por isso, também tem me disciplinado e corrigido. Também tenho recebido muitos “nãos” do Senhor e tenho procurado não me ofender com Suas respostas. Nesses instantes, sempre vem em minha mente o seguinte verso bíblico: “bem-aventurado é aquele que não se ofende em mim.”

Tenho que respeitar e aceitar os Seus silêncios, os Seus nãos, o Seu Tempo. Ele é o Senhor e eu a serva. Sei que me ama profundamente e que só tem “bons pensamentos acerca de mim”. Ele é meu Grande Amigo, Aquele a quem abro o meu coração, meus pensamentos, meus segredos e falhas. Não tenho medo de procurá-LO, não tenho vergonha, não importa a besteira que tenha cometido sei que me receberá. Com Seu amor me repreenderá, mas não me condenará, nem me humilhará. Sei que não importa o tamanho do problema, o momento, ainda que de madrugada, ou onde eu estiver Ele lá estará. Para me ouvir, me confortar, me encorajar.

Naquela noite a Palavra do Senhor aos meus ouvidos foram palavras de vida para o meu filho. E eu não tenho nenhuma dúvida que aquela voz ecoou dos lábios do Grande EU SOU em socorro as minhas súplicas. Eu louvo ao SENHOR por Sua bondade e misericordia.




Ruth Alencar

Comentários

  1. Muito aprendemos sobre o amor e o cuidado de Deus através de experiências com nossos filhos.
    Penso que não há meio maior de nos tocar, de nos comover e convencer de que Deus é um Pai de amor e misericórdia, pois, somos mães e o que mais amamos nesta terra são nossos filhos. Toda experiência vinda de momentos de aflição com nossos filhos, são inesquecíveis.
    Por isso glorifico ao meu Deus, por cuidar dos meus filhos...não penso muito em mim... Penso neles! Se peço vida e saúde para mim, peço para que possa cuidar dos filhos que O Senhor me deu!

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  2. Bri,

    muitas coisas, no campo espiritual, foram melhores compreendidas por mim depois que me tornei mãe.


    A maternidade, a paternidade é algo absurdamente divino. Quando olho para meus filhos contemplo também o amor que Deus tem por mim.

    Ser pai e mãe é uma grande responsabilidade. Deus tem me feito vivenciar experiências maravilhosas e meus filhos têm sido os mestres em cada uma delas.

    Não é por acaso que Deus Se identificou com um pai e uma mãe quando quis falar do Seu profundo amor.

    "Pode uma mãe esquecer-se do filho que amamenta? Eu jamais me esquecerei de ti, pois tenho o teu nome gravado na palma da minha mão."

    "Qual o filho que pede pão e o pai lhe dá uma pedra? (...) se vós sabeis ser bons pais , muito mais é o vosso Pai Celeste."

    Está escrito que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Unigênito Filho por amor de nós.

    Se eu lhe perguntar quem sofreu mais no momento... naquela cruz, quem você responderia? O Pai ou o Filho?

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  3. Ao assistir esse video, imaginei como será maravilhoso vermos os acordes celestiais enaltecendo o amor do Pai e tb será maravilhoso estarmos no meio da multidão de salvos cantando o hino ao Cordeiro...ah, nada se comparará quando pudermos contemplar Seu lindo rosto e ouvir a Sua voz melodiosa a nos falar.
    Ele é ímpar, vale a pena tê-lo como o primeiro em nossas vidas. Jesus te abençoe, Ruth...

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  4. "É isto que não entendo, por que há um Deus assim tão solicito ao alcance de todos, tão pronto para amar, cuidar, proteger e há alguns que insistem em rejeitar? Preferem negar Sua existência ou simplesmente dizer que: “não Ele não é bom, Ele não é amor. Ele é vingativo, megalomaníaco, sangrento, cruel."

    Claro que você entende, Ruth.

    É ignorância. É falta de conhecimento.
    CONHECER A DEUS É TUDO.

    É impossível conhecer a Deus e dizer que Ele não é bom, que não é amor!

    É impossível conhecer a Deus e acreditar que Ele é vingativo, sangrento, cruel,destruidor,odiento matador, esquecido, que vive se arrependendo do que faz.

    Estes são problemas causados pela interpretação literal de alguns textos bíblicos.
    Um pouco mais de atenção e o mal entendido será desfeito!


    Vingança

    Vingança é um ato de violência
    Representado pela incoerência
    De com as próprias mãos fazer justiça;
    Justiça que se faz com injustiça.

    É sangradouro por onde deságua
    Antipatia, gana, ira, mágoa,
    Zanga, ódio, rancor, intolerância,
    Fúria, egoísmo e arrogância.

    É incrível, mas é pura verdade,
    São tantos os que dizem crer em Deus,
    Acreditarem na sua concórdia,

    No entanto, cometem a maldade
    De apontar como atributos Seus:
    Ódio, vingança, dor, morte, discórdia.

    Pedro

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  5. "Claro que você entende, Ruth. É ignorância. É falta de conhecimento.CONHECER A DEUS É TUDO."

    hehehehehe... vou complicar para vc. Entendo, compreendo,mas não concordo.

    Entendo que a rejeição pode ser algo mais profundo que a "ignorância", pode ser orgulho, vaidade, insubmissão.

    Entendo que admitir Deus siginifica abandonar conceitos antigos e arraigados e se desfazer de tudo isto é trabalhoso... significa me diminuir. Quantos estão realmente dispostos a isto?

    Por isso, as palavras do Mestre: "Pai, perdoa porque eles não sabem o que fazem."

    Ignorância? Acho que não, pelo menos não da maioria! Alguns talvez...

    O senso de justiça e moral é tão relativo no homem quanto a sua real vontade de aceitar um Ser superior a dirigir-lhe a vida.

    Reconhecer a exitência de Deus implica em responsabilidades para com Ele. Preciso me esvaziar para preencer o que está vazio.

    Entendeu?

    Entendo, entendo sim... só não compreendo o orgulho impedir, pelo menos o experimentar.

    Se eu não experimento, como saberei que não é bom para mim?

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