Pedras que Clamam

Você já ouviu falar das pedras que crescem? É difícil imaginar uma pedra crescer, não é? 





Este fenômeno real pode ser observado na pequena cidade de Costesti, um vilarejo na região de Valcea ao sul da Romênia. Você com certeza já ouviu falar da Transilvânia, terra natal do personagem do vampiro Conde Drácula. A Romênia sempre foi um lugar misterioso. Mas, ao contrário do personagem místico este é um fenômeno bem real. Essas pedras que crescem são chamadas Trovants.





Os Trovants são formações rochosas que permanecem quietas e distantes do olhar dos curiosos até que chova. É como se estivessem vivas, daí popularmente serem chamadas de “pedras que crescem”.




Na verdade são pedras que possuem “um miolo de rocha dura”, mas guardam em sua estrutura externa areia. Segundo os geólogos estas rochas são resultantes de um processo de cimentação ocorrido milhões de anos atrás nesta região. O fenômeno é tão curioso que em 2004 foi construído o “Muzeul Trovantilor” (Trovants Museum Natural Reserve), localizado a 8 km de Horezu, na cidade de Costesti. Este museu foi inclusive declarado patrimônio mundial pela UNESCO. Ele abriga pedras pequeninas ou até de 8 metros de altura.

Cientificamente essas pedras seriam concreções de areia e seu formato irregular é produto da secreção irregular do cimento. A formação das pedras da Romênia teria relação com mudanças naturais chamadas Diagênes.

Interessante, o que faz o fenômeno acontecer é a ação da água. Tão logo a última gota de chuva cai as pedras começam a se multiplicar de modo impressionante. Uma pedra arredondada pode transformar-se facilmente numa pedra oval. A água provoca tanto o crescimento como a mudança na forma da pedra.

Foi inevitável não pensar na ação do Espírito Santo registrada em João 7:37-39.

“Aqui, Jesus compara o Espírito à água. A água é essencial à vida. Não pode haver vida sem água. Então, não pode haver vida espiritual sem a presença do Espírito. Da mesma forma, a água não é algo que podemos fazer por nós mesmos. Para isso, somos totalmente dependentes de Deus. O mesmo se dá com o Espírito. Note, também, a ideia da água que flui do coração daqueles que creem em Jesus. Aqui o Senhor revela uma verdade fundamental sobre os que nEle creem: aquilo que eles receberam pela vontade do Espírito, por sua vez, flui deles para os outros.” (Arnold V. Wallenkampf, Ph.D., diretor associado do instituto de pesquisas Bíblicas da IASD, O Espírito Santo, lição da Escola Sabatina , 2º trimestre, abril-junho 2006, p. 10-14)

O melhor que há em nós é obra da presença de Deus em nossas vidas. Sem a ação da água as pedras da Romênia não cresceriam. Seriam apenas pedras comuns.

Como dissemos no texto "Os Girassóis "“a Bíblia é perfeitamente clara sobre o tipo de vida que os seguidores do Senhor devem ter. Mas também é clara, afirmando que podemos ser o que Deus deseja que sejamos unicamente mediante um poder de cima, operando em nosso coração. Por nós mesmos, simplesmente estamos muito longe de nos reformar à vista de Deus. Só o poder depurador, regenerador e santificador do Espírito é que pode nos habilitar a refletir a pureza e o caráter de Jesus. Este é o alvo de todo o que professa seguir a Cristo.” (idem)

As pedras crescem na Romênia. E se eu lhes falasse de outro fenômeno natural conhecido como: O Misterioso Movimento das Pedras ou Rochas deslizantes no deserto do Vale da Morte?





O Vale da Morte é uma depressão influenciada pelo clima árido, situado no Deserto de Monjave na Califórnia, EUA. Um fato intrigante neste Vale é em relação às pedras que deslizam, ou seja, rochas que se movem de forma inexplicável. O que se sabe é que a movimentação das pedras deixou rastros sobre a superfície do relevo por onde percorreram.




O fenômeno pode ser observado especialmente em Racetrack Playa, um lago seco onde foram estudados e registrados os mais notáveis movimentos das pedras. Pedras de tamanhos variados (algumas pesam até 300kg)  são encontradas a distâncias de até milhares de metros de sua posição original deixando rastros atrás de si marcados na lama seca que sugerem um movimento por tração e com extensão e direção variados, sem evidência alguma de intervenção humana ou animal.

Alguns rastros mostram linhas quase retilíneas, ou curvas suaves, outros têm angulações abruptas e irregulares. A direção predominante é sul/sudeste - norte/nordeste, consistente com os ventos dominantes da área e sugerindo a força eólica como causa do fenômeno. A natureza dos rastros indica que o movimento se dá quando a superfície da playa está saturada de umidade, mas não profundamente inundada. São marcas efêmeras que não sobrevivem à próxima chuva, embora os rastros mais profundos possam perdurar por alguns anos.



Bob Sharp e Dwight Carey, em 1972, iniciaram uma pesquisa monitorando cerca de 30 pedras. Cada pedra recebeu um nome e foram observadas por um período de sete anos. Cercas de proteção para prevenir a ação dos ventos (uma hipótese cogitada em 1948) foram montadas, mas as rochas moveram-se da mesma forma, trazendo resultados ainda mais intrigantes.

Algumas pedras selecionadas lado a lado apresentaram movimento de apenas uma, com o seu par permanecendo completamente imóvel. Foi difícil encontrar uma resposta satisfatória.

Paula Messina (1988) assinala que embora haja tendência de as rochas maiores deixarem rastros mais curtos, uma regra neste sentido não é consistente com as observações, e os dados coletados mostram uma configuração bastante caótica e imprevisível. Sugere ainda que a comprovada formação de uma película de limo lubrificante por cianobactérias aumenta a viscosidade da lama e favorece o deslizamento. Diz também que o gelo, ainda que possa colaborar, não é um fator imprescindível para a movimentação, já que ocorrências foram registradas em temperaturas acima do congelamento. Uma causa sugerida para a movimentação em trajetos altamente irregulares é a captura de rochas por fortes redemoinhos de vento, chamados na região de Dust Devils.

A pesquisadora, cotejando a literatura disponível, lamenta a ausência de relações significativas entre tamanho das rochas, sua origem, sua localização, seus trajetos e as condições geológicas e atmosféricas no local, e a partir desta inconsistência entre os dados, que não indicam um mecanismo formador único, aceita a hipótese de causas múltiplas para o fenômeno, sendo cada caso produzido por fatores diferentes. Por fim conclui que o vento apenas, embora sob várias formas e condições, associado a uma superfície úmida da playa, é suficiente para a formação do fenômeno, mas admite que até que seja testemunhado visualmente uma rocha em movimento, a causa definitiva ainda deve permanecer conjetural.”
Em 1995 o professor John Reid e seis estudantes da Universidade de Massachussetts estudaram o caso e encontraram várias incongruências, embora tenham conseguido provar em algumas ocorrências a efetiva colaboração do gelo no processo.1 



O fenômeno pode ser observado especialmente em Racetrack Playa, um lago seco onde foram estudados e registrados os mais notáveis movimentos das pedras. Pedras de tamanhos variados (algumas pesam até 300kg)  são encontradas a distâncias de até milhares de metros de sua posição original deixando rastros atrás de si marcados na lama seca que sugerem um movimento por tração e com extensão e direção variados, sem evidência alguma de intervenção humana ou animal.

Alguns rastros mostram linhas quase retilíneas, ou curvas suaves, outros têm angulações abruptas e irregulares. A direção predominante é sul/sudeste - norte/nordeste, consistente com os ventos dominantes da área e sugerindo a força eólica como causa do fenômeno. A natureza dos rastros indica que o movimento se dá quando a superfície da playa está saturada de umidade, mas não profundamente inundada. São marcas efêmeras que não sobrevivem à próxima chuva, embora os rastros mais profundos possam perdurar por alguns anos.




Reflita em João 8:3-11

Assim como permanece o mistério das pedras que deslizam, mistério também é o que Jesus escreveu no chão. O certo, porém é que o que estava escrito falou em silêncio a cada um que alí estava com a pedra para matar. Pois, suas consciências lhes acusou. Revelou-lhes o próprio pecado. E, portanto, tão rápido estavam em condenar aquela pobre mulher!


Quanta lição pode a natureza nos dá! Abramos nossos olhos para que nelas, como um espelho, possamos ver o reflexo de nossas próprias faces espirituais.


Referências:

1- fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Rochas_deslizantes_de_Racetrack_Playa)


Ruth Alencar 

Comentários

  1. Sejam bem vindos!



    Melhor visualização do blog no Google Chrome e Firefox!



    Em alguns navegadores poderá ocorrer a não visualização de comentários postados ou poderá ocorrer a visualização de comentários sobrepostos aos posts recomendados: "Poderá também gostar de:".


    Boa leitura a todos!

    ResponderExcluir
  2. Excelente meditação, Ruth!

    Assim continuo também pensando: "Um pouco de ciência nos afasta de Deus, muito nos aproxima."

    A Natureza criada por Ele, nos oferece lindas lições todos os dias.

    Triste é não termos sensibilidade ou tempo para apreciá-las.

    ResponderExcluir
  3. Inspirador como sempre, alias esse foi intrigante, nunca tinha ouvido falar sobre essas pedras...
    Eu quero deixar minhas marcas por onde eu passar, que o Espirito Santo me molde, me empurre me faça ser um vaso novo!!!!

    ResponderExcluir
  4. Para mim também foi uma novidade essa informação sobre as pedras. Admiro você ...sua capacidade de reflexão, de inspiração. Deus , com certeza, tem usado você para levar muitos aos pés de Jesus.Que Ele seja sempre a fonte que te ilumina e te abençoe cada vez mais.

    ResponderExcluir
  5. Realmente, uma bela meditação, Ruth. Falaram profundo ao meu coração as palavras de Arnold V. Wallenkampf. Afinal, assim como a água é condição para a existência da vida, assim é o Espírito Santo para a nossa vida espiritual. Lindo, lindo! E profundo!
    Verdadeiramente, o Senhor tem usado você com graça e poder. É impossível não ser tocado por Ele por meio de suas palavras. Glória a Deus!! Sempre! E vida vitoriosa a você!

    Abração,
    Tatiana Cavalcante

    ResponderExcluir
  6. Respostas
    1. Que bom que você gostou Sueli. Que Deus abençoe você.

      Excluir

Postar um comentário

Estamos felizes com sua participação. Volte sempre. Responderemos seu comentário logo que possível.

Postagens mais visitadas deste blog

3º Dia: Por que as coisas pioram quando mais buscamos a Deus?

5º Dia: Unges a minha cabeça com óleo e o meu cálice transborda

O Rio Jordão: As Águas de Naamã