Como Entendo 1 Samuel 15 (parte 1)

Um verso bíblico que tem gerado muitos questionamentos até mesmo entre os cristãos é a citação de 1 Samuel 15: 2-3

Destacamos: "Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.”

Quem era Ameleque e os amelequitas? Por que “crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos”? Permita-me compartilhar com você este texto de John Mac Arthur Jr em seu artigo Despedaçando Agague: “O mandamento de Deus era claro Saul tinha que proceder cruelmente em relação aos amelequitas, matando até mesmo as criancinhas de peito e animais. Toda a tribo tinha que ser total e impiedosamente arrasada – nenhum refém poderia ser tomado.

O que faria um Deus de amor infinito impor um julgamento tão severo? Os amalequitas eram uma antiga raça nômade, descendentes de Esaú (Gênesis 36:12). Habitavam a parte sul de Canaã e eram eternos inimigos dos Israelitas. Pertenciam à mesma tribo que cruelmente atacou Israel em Refidim, logo após o Êxodo, na famosa batalha em que Arão e Hur tiveram que sustentar os braços de Moisés (Êxodo 17:8-13). Eles emboscaram Israel pela retaguarda e massacraram os soldados dominados, que estavam extenuados (Deuteronômio 25:18). A mais poderosa e selvagem tribo de toda a região atacou Israel covardemente. Naquele dia Deus livrou Israel sobrenaturalmente, e os amalequitas fugiram procurando refúgio. Naquele dia Deus jurou a Moisés: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro e repete-o a Josué; porque eu hei de riscar totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu. E Moisés edificou um altar e lhe chamou: O SENHOR É Minha Bandeira. E disse: Porquanto o SENHOR jurou, haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração 
(Deuteronômio 25:17-19).” 

Lembram da história dos 12 espias, entre eles Josué e Calebe? Leia Números 13: 27-29;  24:20-25)

"Os amelequitas costumavam atormentar Israel indo às suas terras depois de a plantação ter sido semeada, e movimentando-se na terra cultivada com suas barracas e animais, destruíam tudo pelo caminho: “Porque, cada vez que Israel semeava, os midianitas e os amalequitas, como também os povos do Oriente, subiam contra ele. E contra ele se acampavam, destruindo os produtos da terra até à vizinhança de Gaza, e não deixavam em Israel sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos.

Pois subiam com os seus gados e tendas e vinham como gafanhotos, em tanta multidão, que não se podiam contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra para a destruir. Assim, Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas; então, os filhos de Israel clamavam ao SENHOR.” 
(Juízes 6:3-5) Eles odiavam a Deus, detestavam Israel e pareciam ter prazer em atos perversos e destrutivos.

As instruções de Deus para Saul, portanto, cumpriram o voto que Ele havia jurado a Moisés. Saul tinha que eliminar a tribo para sempre. Ele e os seus exércitos eram o instrumento pelos quais a justiça de Deus seria levada a cabo. Seu santo julgamento para um povo mau. (...)

Porém, Saul cumpriu parcialmente as ordens divinas ao poupar Agague. E Samuel teve que completar a obra:
 “Disse Samuel: Traze-me aqui Agague, rei dos amalequitas. Agague veio a ele, confiante; e disse: Certamente, já se foi a amargura da morte. Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou mulheres, assim desfilhada ficará tua mãe entre as mulheres. E Samuel despedaçou a Agague perante o SENHOR, em Gilgal.” (1 Samuel 15:32-33)

Nossa mente recua, instintivamente, ao que parece ser um ato impiedoso. Mas foi Deus quem mandou que isto fosse feito. Era um ato de julgamento divino para mostrar a ira santa de um Deus indignado contra o pecado devasso. (...) A batalha que tinha por objetivo exterminar os amelequitas para sempre terminou sem que este objetivo fosse alcançado. A bíblia registra que depois de alguns anos, a tribo revigorada atacou repentinamente o território sul e levou cativas as mulheres e crianças – incluindo a família de Davi.
 (1 Samuel 30:1-5)

Quando Davi encontrou os amelequitas saqueadores
 “Eis que estavam espalhados sobre toda a região, comendo, bebendo e fazendo festa por todo aquele grande despojo que tomaram da terra dos filisteus e da terra de Judá. Feriu-os Davi, desde o crepúsculo vespertino até à tarde do dia seguinte, e nenhum deles escapou, senão só quatrocentos moços que, montados em camelos, fugiram. (1 Samuel 30:16-19)

Os amelequitas são uma ilustração adequada do pecado que permanece na vida do crente. Aquele pecado já totalmente derrotado – deve ser tratado com crueldade e despedaçado, ou então ele irá reviver e continuar a saquear e espoliar nosso coração e tirar o vigor da nossa força espiritual. (...)
 A Bíblia ordena a mortificar o pecado: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência].” (Colossenses 3:5-6) Não podemos obedecer parcialmente ou ser indiferentes quando procuramos eliminar o pecado de nossa vida.”

Concordo com esta abordagem e leitura que John Mac Arthur Jr. faz com relação ao caso dos amelequitas. Deus sempre insistirá com o homem sobre a importância que tem o elemento moral. Precisamos compreender que a justiça tem duas faces, uma delas é o castigo dos delinquentes.

Saul foi displicente com relação às instruções divinas e isto trouxe conseqüências sobre Israel no futuro, incluindo suas crianças e mulheres quando foram levadas cativas como escravos. Assim como as crianças amelequitas também sofreram as conseqüências pelos atos criminosos do seu povo. Os amelequitas faziam parte dos povos cananeus e muitas dessas crianças eram fruto de relações incestuosas devido à imensa promiscuidade sexual e moral vivida por esses povos.

Saul também fez parte da justiça divina e foi reprovado como rei, uma vez que o orgulho e a vaidade o moveram a poupar Agague. (1 Samuel 15: 8-12) A leitura que faço deste texto de 1 Samuel 15: 2-3 é a de que Deus não tem dois pesos e duas medidas em Suas intervenções de justiça. Foi por isso que Ele depôs Saul e toda a sua descendência do trono. Que grande lição temos aqui do caráter justo de Deus!

Por favor, tome 10 minutinhos para ver esse vídeo.





As ações interventivas de Deus não visam o homem, mas o pecado. Deus amará sempre o homem, mesmo quando ele é um Hittler. Ele não tem prazer na morte do ímpio, mas ira-se contra a sua iniquidade. Se os homens compreendessem a essência do Evangelho da Graça e da Misericórdia de Deus não vislumbrariam um Deus vingativo ou sanguinário em Suas ações interventivas na história da humanidade. Um dos “atributos de Deus é que Ele é a essência da Graça. Graça e misericórdia são almas gêmeas fraternas. Tiveram início na mesma pessoa, brotaram da mesma fonte e aparecem simultaneamente, mas não são idênticas. A misericórdia não nos dá aquilo que merecemos; a graça nos dá o que não merecemos.” 

“O pecado não é páreo para a graça de Deus. Qualquer que possa ser o impacto do pecado, Sua graça é mais potente. Deus é um Deus doador; Ele nos concede o Seu amor e ama concedê-lo – graça é um dos Seus maiores prazeres.”
 (A Bíblia da Mulher)

O Evangelho da Graça, tão plenamente vivido em Jesus, é o que me seduz na Bíblia. Creio que o verdadeiro amor é eterno, não é um sentimento imaturo que dança conforme a música ou que é levado pelo vento. É eterno assim como Deus. Concluo então que Deus ainda que aplique a justiça o faz por amor. Ninguém em todo o Universo pode falar com mais autoridade sobre o amor do que Deus. Ninguém! Quem são os homens para achar que têm mais critérios de justiça e de amor do que Deus?

Por isso, calem-se diante Dele, pois Ele é Deus. Sua soberania e Sua vontade têm que ser aceitas em nossas vidas exatamente porque ao conhecê-LO sabemos que é amor e justiça. Ele não é o homem que se engana. Esse é o Deus a quem eu sirvo e de quem eu lhes falo. Não o que Dawkins fala em seus delírios.


Continuação do tema:



Ruth Alencar

Todos os textos sobre o tema O Grande Conflito já publicados pelo Nossas Letras estão condensados neste álbum em nossa página do facebook. Você pode acessá-los a partir de suas imagens neste link aqui. Basta clicar na imagem e o novo tema surge.

Ou ainda, se preferir, pode acessar diretamente da página Índice Geral no item:  8 - O Bem e o Mal


Comentários

  1. Sejam bem vindos!



    Melhor visualização do blog no Google Chrome e Firefox!



    Em alguns navegadores poderá ocorrer a não visualização de comentários postados ou poderá ocorrer a visualização de comentários sobrepostos aos posts recomendados: "Poderá também gostar de:".


    Boa leitura a todos!

    ResponderExcluir
  2. Alguns dizem que Deus pune porque Deus é Justiça...

    Creio em Um Deus onisciente que vê não apenas o presente, mas conhece o passado e o futuro.
    Desobedecer a Deus e fazer “do nosso jeito” pensando ser o melhor, que passará despercebido, é ilusão.
    Fazemos escolhas erradas, mas Deus nos mostra o caminho certo. Devemos confiar que ao colocarmos a nossas vidas nas mãos DEle, nosso caminho estará seguro. Pois Ele estará sempre ao nosso lado.

    ResponderExcluir
  3. Que Deus nos ajude a compreender isto.



    É claro que este texto não termina aqui... tenho algo ainda a dizer sobre 1 Samuel 15 em outros textos. Aguardem.

    ResponderExcluir
  4. “Quem planta vento colhe tempestade.”

    Isto se aplica só aos agentes primários ou é extensivo às reações de revide?
    Só a Caim ou também aos seus perseguidores?

    .
    .
    Deus não aprova o revide:

    Ge 4: 13 – Então, disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que posa ser perdoada.
    14 – Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará.
    15 – O Senhor, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse.

    .
    .
    Deus recomenda a vingança:

    Ex 21: 23 Mas, se houver morte, então, darás vida por vida.
    24 Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé...
    Lev 24: 19 quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado algum homem, assim lhe será feito.
    Deut 19: 21 O teu olho não terá piedade dele; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão pé por pé.

    .
    .
    Jesus prega o amor:

    Mat 5: 38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
    39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.

    .
    .

    ResponderExcluir
  5. .
    .

    Então,

    - Deus é misericórdia plena só em Jesus?
    - Antes de Cristo, Deus não mandava oferecer a outra face?
    - Jesus veio mudar a Deus ou dá-Lo a conhecer?

    .
    .

    Como o clichê “Deus é amor, mas, também é justiça” explica onde Deus é amor e onde Ele é justiça em “dente por dente” e “oferece-lhe também a outra”?

    .
    .

    Afinal

    Deus é ou não imutável?
    A Sua aparente mutabilidade não é justificada pela falta de conhecimento que nós temos dEle?
    Afinal, será que o problema não está na interpretação literal de textos cujo sentido da essência é outro?

    .
    .

    ResponderExcluir
  6. .
    .
    Este é o meu entendimento:

    Eu creio que Deus é absolutamente imutável; creio na Sua justiça amorável; creio que o Seu perdão e a Sua misericórdia são graciosos e infinitos; creio que o sacrifício vicário de Jesus representa salvação.
    “Eu Sou o Caminho a Verdade e a Vida”

    Eu não creio que Deus manda matar nem destruir; não creio que Ele se vinga, castiga, amaldiçoa, odeia, se ira...

    Eu creio que Deus permite que nós façamos as nossas escolhas, e que elas dependem do conhecimento que nós temos dEle; creio que Deus permite que nós soframos as conseqüências materiais dos nossos enganos.

    “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que Tu enviaste”.

    .
    .

    O vídeo é lindo, porém, muito mais lindo é a mensagem de Romanos 8. “Nada nos separará do amor de Deus”

    A quem se atribuir maior crueldade, aos amalequitas ou aos romanos?
    .
    .

    ResponderExcluir
  7. Olá, Pedro gosto muito de ler seus comentários. Hoje à tarde será postado um texto, não conclusivo pois outros textos reflexivos já estão sendo trabalhado por nós, que trará seqüência a este texto. Enviei ontem à tarde para a Brígida: O Bem e o Mal (parte 7)- Como Entendo 1 Samuel 15 (parte 2).

    Mas, gostaria de comentar algumas coisas que vc falou. Vc disse:

    “Quem planta vento colhe tempestade. Isto se aplica só aos agentes primários ou é extensivo às reações de revide? Só a Caim ou também aos seus perseguidores?”


    Penso que dois episódios envolvendo o discípulo Pedro são dois bons exemplos e podem muito bem nos ajudar com relação a pergunta que vc faz.

    O primeiro se encontra registrado em Mat. 18:21-35 e Lucas 17:3-4

    “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

    Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.”

    O segundo exemplo é o que podemos encontrar em Mateus 26: 50-53, Marcos 14:43-50, Lucas 22:47-53 e João 18:2-11.

    “Então, Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco. Mas Jesus disse a Pedro: Mete a espada na bainha; não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?”

    Estas citações bíblicas são auto-explicativas e encerram uma mensagem de misericórdia, perdão, tolerância (sem permissividade), mas também evocam um apelo à responsabilidade do devedor. O crime não se extingue pelo perdão. O perdão apaga a culpa, mas as consequências permanecem.

    Não, “Deus não aprova o revide”. Exatamente porque o homem não é Onisciente e, portanto, incapaz de julgar com equidade. Sabemos que Pedro tencionou proteger Jesus, mas também sabemos que Pedro O negou posteriormente. Este é o homem, oscilante e mutável. Nossa justiça não se equipara à de Deus, que é imutável, pois tudo sabe.

    ResponderExcluir
  8. Pedro,

    Permita-me dizer o que creio e penso sobre a diferença entre Deus e a imutabilidade DEle. Me corrijam se estiver errada, pois estamos todos aprendendo.

    Você disse:

    "Deus recomenda a vingança:

    Ex 21: 23 Mas, se houver morte, então, darás vida por vida.
    24 Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé...
    Lev 24: 19 quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado algum homem, assim lhe será feito.
    Deut 19: 21 O teu olho não terá piedade dele; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão pé por pé."

    Bem, separei esta parte pois aqui nesse momento Deus está se dirigindo a um povo escolhido e diferente.

    Como diferente?

    Um povo que esteve "longe" do conhecimento que seus pais tinham sobre Deus e a Lei que já existia antes mesmo de ser escrita em pedra e dada ao povo liberto do Egito.

    Aqui nesse momento parece que Deus é vingativo.

    Mas devemos nos lembrar para quem foi ensinado essas coisas.

    Então respondo com perguntas:

    - Que povo era esse e onde esteve, sobre qual e que domínio?

    - Como ensinamos as nossas crianças a não fazer o que é errado?

    Vamos tentar meditar sobre esse ponto que para mim, esse é o diferencial.

    Como disse, me corrijam se estiver errada, pois estou aqui aprendendo também e compartilhando o que penso.

    Veja que "Deus não aprova o revide", "Deus recomenda a vingança" e "Jesus prega o amor", são tempos e pessoas de conhecimento diferentes.

    Assim como na educação de crianças, jovens e adultos, temos um método diferente para ensinar-lhes, pois cada um tem um conhecimento prévio diferente, assim é Deus ao educar Seu povo. Ele não muda, o que muda é o ser humano,
    que precisa de tratamento diferenciado em cada etapa da vida.

    ResponderExcluir
  9. Pedro vc disse também:

    “Deus recomenda a vingança” e cita Ex 21: 23-24; Lev 24: 19 e Deut 19: 21.

    Antes de tudo deixe-me explicar que não me situo como advogada de Deus, mas como testemunha Sua. Conheço o Senhor, claro que este conhecimento é dentro do limite que me é permitido por minhas próprias limitações enquanto ser humano em pleno crescimento espiritual. Então, há algo a ser dito com relação a tais citações bíblicas, no sentido de que Deus não está ensinando o homem sobre o ser vingativo. Parto do princípio de que nossa ira em nada se assemelha a ira divina. A ira divina vem pelo ódio (repulsa) que Ele sente contra o mal, o pecado, a crueldade, a iniqüidade. E a nossa ira? Bom... normalmente ela se direciona ao próximo. Nossos critérios de julgamento vêm sempre influenciados por nosso egoísmo, vaidade e arrogância. Facilmente podemos ser condenados por nossas ‘vinganças’, mas será com dificuldades nossa condenação por nossos atos de misericórdia. Claro que misericórdia aqui não está relacionada à permissividade e frouxidão com relação ao erro, mas ao nosso senso de que somos também necessitados de misericórdia.

    A grande verdade é que a maioria dos filhos e netos de Adão, esqueceram-se de Deus. Tornaram-se egoístas e cobiçosos, briguentos e cruéis, e começaram a lutar entre si e matar uns aos outros, assim como Caim matara Abel. À medida que os homens deixavam mais e mais a Deus, submergiam cada vez mais nos domínios do pecado. É essa visão de homem que guardo quando vejo o Antigo Testamento e do Novo Testamento. Com relação ao pecado, o problema é o homem e não Deus. É um critério de julgamento equivocado analisar Deus e não os homens quando se trata de ver os atos interventivos divinos.

    continua...

    ResponderExcluir
  10. Então Bri, estava escrevendo meus comentários quando postei este e vi o seu. É por ai...

    Não vou analisar esses versos individualmente, não seria honesto. Eles não podem ser dissecados e esquartejados, haja vista fazerem parte de um contexto maior: as novas leis civis que deveriam ser observadas. O mundo antigo tinha suas leis. O que estava sendo agora estabelecido por Deus junto ao povo que Ele estava educando e civilizando após 430 anos de escravidão, era um novo caráter para essas leis. Devemos nos lembrar que os hebreus tinham a mentalidade de escravos. Não sabiam lidar com a liberdade.

    No mundo antigo a escravidão era universalmente a base do sistema trabalhista. A lei mosaica permitia que os israelitas também tivessem seus escravos. Dá para entender as razões de um povo que foi escravo querer ainda escravizar outros?

    Pois bem, era com essa mentalidade que Deus estava tratando. Não devemos nos esquecer que analisamos este contexto moral e social com os nossos olhos modernos já habituados a leis mais libertárias e humanas.

    Embora, nos pareça estranho vindo de Deus tal sanção a estas leis devemos compreender que essa sanção divina trouxe a essas antigas leis uma lei sem paralelo porque não permitia que o servo fosse considerado um bem móvel.
    Aos hebreus foi permitido guardar escravos, mas seria temporário. Após 6 anos ou ainda por ocasião do jubileu eles deveriam ser libertados. Vc entende a essência aqui? A nova lei sancionada por Deus trouxe o estabelecimento de regras que preservavam os direitos de personalidade individual dos escravos, pois eles recuperariam sua liberdade.
    A justiça em caso de crime teria que ser aplicada. Mas, com a nova lei, a partir da sanção de Deus passou a existir os “poréns”.
    Veja Exodo 21:12, mas não esqueça de ver o 13.

    O ato de ferir a outro era distinguido, daí as cidades de refúgio para proteger o criminoso contra os parentes vingativos. A nova lei fazia diferença entre o homicídio premeditado do homicídio involuntário.

    O princípio geral de Talião é aqui introduzido devido a instância especial notada no v.22 de Êxodo 22. Note que passou a existir o princípio da multa e este com o tempo tornou-se costumeiro.

    A antiga lei semita considerava os escravos como propriedade absoluta de seus senhores. Ao “olho por olho”, com a nova lei, foi introduzido o direito ao injuriado de reivindicar sua liberdade como compensação.
    Em resumo, o critério da misericórdia (compensação em dinheiro, liberdade) foi introduzido à lei que eles conheciam até então.

    Devemos guardar na mente que Deus estava lidando com um povo em um determinado contexto moral e social específico. Eram homens livres com mentalidade de escravos. Jesus não veio corrigir a imagem de Deus, veio para corrigir o pensamento equivocado dos homens a respeito de Deus. Veio Ele mesmo mostrar e viver o que Ele queria que os homens tivessem aprendido ao longo de sua própria experiência humana.

    ResponderExcluir
  11. Pedro vc disse:

    “Jesus prega o amor” e eu complemento assim como Deus, pois eles são um. O mesmo que disse: Não adulterarás é o mesmo que disse os teus pecados estão perdoados, vai e não peques mais.

    Jesus não trouxe a permissão para adulterar, ao contrário confirmou que o pecado deve ser abandonado. Por isso, disse: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.” Essa era a lei de Talião, a de Deus era aquela que introduzia a misericórdia (multa e as cidades de refúgio). Não vejo diferença naquela sanção divina do AT e estas palavras do NT: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra (possibilidade de perdão – multas e cidades de refúgio).

    Então,

    “-Deus é misericórdia plena só em Jesus?”
    NÃO.

    “-Antes de Cristo, Deus não mandava oferecer a outra face?”

    SIM

    “-Jesus veio mudar a Deus ou dá-Lo a conhecer?”

    Jesus veio viver o que os homens se recusavam a compreender e aceitar. Tanto é que O mataram por isso.

    “Como o clichê “Deus é amor, mas, também é justiça” explica onde Deus é amor e onde Ele é justiça em “dente por dente” e “oferece-lhe também a outra”?”

    Se eu não me fiz entender me diz, sou paciente... hehehehehehe

    ResponderExcluir
  12. Pedro vc perguntou:

    “Deus é ou não imutável?”
    Deus é imutável, mas atende a mutabilidade humana.

    “Afinal, será que o problema não está na interpretação literal de textos cujo sentido da essência é outro?”

    Para mim o problema está em descontextualizar o texto.

    “Eu não creio que Deus manda matar nem destruir; não creio que Ele se vinga, castiga, amaldiçoa, odeia, se ira...”

    Os sentimentos de Deus não são como os nossos. Ele é perfeitamente boníssimo e justo, nós não. Não podemos compreender a ira de Deus se a atrelarmos ao nosso conceito. Para Deus irar-Se é enojar-Se.

    E a nossa ira? Bom... vc sabe, vc é humano.

    “Eu creio que Deus permite que nós façamos as nossas escolhas,”

    Ok.

    “e que elas dependem do conhecimento que nós temos dEle;”

    Não concordo, nossos erros são os nossos erros, baseados em nossos princípios. Os ateus são capazes de ser moralmente corretos.
    “creio que Deus permite que nós soframos as conseqüências materiais dos nossos enganos.”

    ok

    “A quem se atribuir maior crueldade, aos amalequitas ou aos romanos?”

    Ai é que está... nós separamos em pecadinho e pecadão. Deus não age assim. Aos Seus olhos pecado é pecado. Não seremos julgados porque somos “amelequitas” ou “romanos”.

    ResponderExcluir
  13. No primeiro momento, Deus repreende Caim, assim como repreendemos as crianças quando erram.

    Como bem explicado, Ruth, o filho de Adão conhecia melhor(ou deveria conhecer), o caráter de Deus.

    Já no segundo momento, Deus precisava proteger, ensinar de uma maneira mais interventiva, pois é como um adolescente que já tem sua personalidade formada e precisamos tentar reestrutuá-la, pois já vem com uma carga maior de vivência. No caso dos hebreus, eles precisavam de uma intervenção maior, por não terem sidos educados diretamente por Deus, diferente da situação de Adão e seus filhos.

    Em Jesus, Já com a vivência e conhecimento dos judeus, era preciso corrigir, lembrar, e salientar o princípio básico do amor e do cuidado de Deus.

    Há momentos em que usamos todas essas intervenções na educação de nossos filhos.

    A repreensão, a proteção, a advertência, o lembrar e o corrigir.

    Se nós, temos a flexibilidade para ensinar de acordo com a "idade intelectual" das pessoas.
    Muito mais tem Deus, pois Ele é imutável, e conhece todos os tempos, precisando adotar uma medida a cada tempo.

    ResponderExcluir
  14. Vixiii hehehe

    comentário pós comentário...Isso é bom!!!

    ResponderExcluir
  15. .
    .

    “Me corrijam se estiver errada, pois estamos todos aprendendo.”

    Humildade e bom senso! As suas palavras bem poderiam ser a saudação inicial de todas as nossas postagens. Parabéns.

    Caríssima Brígida

    Não foi a minha intenção afirmar: Deus não aprova o revide - Deus recomenda a vingança - Jesus prega o amor. Eu, tão somente, quis mostrar os textos bíblicos onde, literalmente, Deus teria feito essas afirmações.

    Na seqüência do post, quando falo das minhas convicções, fica bem claro que não acredito que Deus aprova revide, nem que recomenda vingança, e que a mensagem de conciliação é a tônica tanto do Antigo quanto no Novo Testamento.

    Noutra oportunidade escrevi:
    Agora, consideremos a situação dos hebreus a partir do cativeiro egípcio. Foram 430 anos de absoluta segregação. O povo, praticamente, havia perdido a sua identidade cultural, religiosa, social... Certamente, eram quase todos analfabetos. Moisés, Arão, Calebe, Josué, eram algumas exceções dessa realidade. Sabe-se, no entanto, que, apesar de bem instruído, Moisés não era um orador eloqüente, daí é presumível a dificuldade que deve ter enfrentado para se comunicar com aquela gente. Embora Deus estivesse à frente dele, há de se convir que
    foram muitas as figuras de linguagem utilizadas a fim de que se fizesse entender.
    – Mas, qual o problema da comunicação ter se dado mediante a utilização de figuras de linguagem?

    Aí é que está a questão. Nenhum. Não há problema nenhum, desde que não se faça aplicação da literalidade textual. É preciso que se conheça a essência da mensagem, a fim de que se possa evitar mal entendido.

    Nesse particular, vejo que o nosso entendimento segue a mesma linha.

    Fraternalmente.

    ResponderExcluir
  16. “Me corrijam se estiver errada, pois estamos todos aprendendo.”

    “Humildade e bom senso! As suas palavras bem poderiam ser a saudação inicial de todas as nossas postagens. Parabéns.”

    Concordo e assino embaixo Pedro.

    Mas, a Bri é isto e muito mais... ainda que diga que ela é um amor seria pouco, muito pouco.
    Saiba que nada acontece aqui sem seu crivo.

    Cada postagem, cada texto passam por seus olhos. É realmente um grande privilégio tê-la como parceira e patroa.

    gostaria de dar um pitaquinho, se vc me permite...

    Já tem algum tempo que dialogamos e penso que esta é uma boa oportunidade para lhe dizer o quanto apreciamos sua presença, sua leitura. Vc nos faz refletir, estudar. Temos aprendido muito com vc.

    Aliás, nos conhecemos já de outros espaços de reflexão. Há uma amizade muito enriquecedora em nossos debates, os quais com certeza não serão jamais um embate. Exatamente porque apreciamos o aprender e o reaprender. E porque temos consciência de que seremos eternos aprendizes.

    Compreendi isto e sei que é assim que vc pensa. Acho que a Bri tb compreendeu assim:

    “não acredito que Deus aprova revide, nem que recomenda vingança, e que a mensagem de conciliação é a tônica tanto do Antigo quanto no Novo Testamento.“

    Concordo com vc quando diz:

    “Não há problema nenhum, desde que não se faça aplicação da literalidade textual. É preciso que se conheça a essência da mensagem, a fim de que se possa evitar mal entendido.”

    ResponderExcluir
  17. Esse é um princípio básico na leitura de um texto, qualquer texto.

    George Knight em seu livro "Reading Ellen G. White, How to Understand and Apply Her Writings", no capítulo “Princípios de Interpretação” diz:

    “Comece com boas Intenções:

    Nossas disposições de espírito influenciam nossa vida quotidiana muito mais que pensamos. Aqueles que passam a vida acreditando que todo mundo está contra eles acabam conhecendo pessoas que sintam isto. E os que permanecem no lado negativo da vida não têm dificuldades de encontrá-lo.

    (...) comece sua leitura orando para receber sabedoria e compreensão. (...) Seu pedido não introduz apenas a realidade objetiva do Espírito em seu estudo, ele também tem uma dimensão subjetiva. Nossa atitude em oração nos sensibiliza e abre nossa mente, nosso coração e nossas vidas a um sincero desejo de conhecer a vontade de Deus para colocá-la em prática em nosso viver.

    Segundo, aborde seu estudo com um espírito aberto. Ninguém está livre de preconceitos ou parcialidade. Reconhecemos também que as opiniões preconcebidas concernem todos os domínios de nossa vida. Mas isto não significa que devíamos nos deixar dominar.

    Ao contrário, temos necessidade de tomar consciência de nossas parcialidades e de seus efeitos sobre o que lemos e nossas reações em nossas leituras. Neste domínio, deveríamos reconhecer que os preconceitos existem sob duas formas: Os preconceitos a favor e os contra. Os que sofrem de um saber a priori favorável têm a tendência a ter argumentos a favor de seu assunto, mesmo onde eles não existem. Este processo vem, de um lado por seu engajamento e de outro pelo que deturpam dos fatos de maneira inconsciente (ou não). A mesma dinâmica se estabelece com os preconceitos desfavoráveis a uma idéia.

    Embora jamais possamos superar nossas inclinações naturais de ter preconceitos, certamente podemos reconhecê-los pelo que são e alterá-los. Assim, uma parte de nossa oração consistirá a pedir ao Espírito Santo para nos ajudar a manter a mente aberta e equilibrada.

    Poderíamos definir uma mente aberta como estando capaz de mudar frente a uma prova fundamentada. (...) A única maneira eficaz (...) é de fazê-lo com um espírito de pesquisa da verdade. Cada um de nós deve estar disposto a mudar de opinião e de conduta quando visamos chegar a um acordo com os elementos de prova plena.

    (...) Se alguém espera que todas as possibilidades de dúvidas sejam removidas, nunca conseguirá acreditar. (...) Nossa aceitação repousa mais sobre a fé que sobre uma demonstração racional.

    Os três fatores que falamos para uma boa abordagem estão estreitamente ligados uns aos outros. Um ardente desejo de ser conduzido pelo Espírito Santo na verdade conduzirá naturalmente a uma abertura da mente e a uma atitude de fé. De igual modo, uma atmosfera de dúvida conduzirá a uma estreiteza da mente e a uma reticência a pedir a ajuda do Espírito de Deus. Em grande medida, os frutos de nossas leituras dependem do estado de espírito com o qual abordamos essas leituras.”


    um grande abraço para vc amigo das letras...e desculpe se em algum momento pareço ou fui uma arrogante intelectual.

    No íntimo eu sei que tb estou aprendendo.

    ResponderExcluir
  18. Pedro,

    Peço desculpas por ter escrito "Você disse:"(risos)

    Entendo que foi apenas uma citação de exemplo das muitas passagens bíblicas. Muitas que podem deixar os leitores da bíblia confusos, mas não o "estudante" da bíblia.

    Usei a passagem para comentar de uma maneira bem simplificada(tenho esse costume)em que esse foi um dos momentos que Deus precisou usar de métodos diferentes para falar ao Seu povo.

    Aliás, gosto muito de seus comentários. São muito inteligentes e pertinentes.

    Sim, claro! "Nesse particular, vejo que o nosso entendimento segue a mesma linha."

    Que Deus nos abençoe!

    ResponderExcluir
  19. Comentário pós comentário...(risos)

    Não sou sua patroa Ruth! Somos equipe, posso dizer que você é o cérebro e eu o corpo!

    Tenha certeza que Deus a usa em suas palavras!

    Amém!

    ResponderExcluir
  20. Vixi!!!! Tenho medo desse negócio de "Cérebro"!!!!

    Já viu o "Cérebro" do seriado Pink e o Cérebro? Aquele negócio de dominar o mundo e coisa e tal?

    Sou o cérebro não... isto é perigoso.

    É melhor dizer que somos os lados esquerdo e direito de um corpo cuja cabeça é só Ele.

    Lado esquerdo e direito sem o embate da oposição e da posição. Lembra do pedido da mãe daqueles dois discípulos? Pois é... é disto que estou falando.

    bjs Help Mary e patroinha. Afinal, alguém tem que mandar aqui!!!

    hehehehehehehe

    ResponderExcluir
  21. Li isto um dia e tenho guardado como um princípio para mim:

    "O conhecimento da verdade depende, não tanto da capacidade intelectual como da pureza de propósito, da simplicidade de uma fé sincera e confiante. Daqueles que com humildade de coração buscam a direção divina, os anjos de Deus se aproximam. O Espírito Santo é doado para lhes abrir os ricos tesouros da verdade."

    "As invenções de homens, porém, são não somente indignas de confiança, como perigosas; porque colocam o homem onde Deus deveria estar. Põem as palavras de homens onde deveria estar um "Assim diz o Senhor"."

    Que Ele cresça e nós diminuamos...

    ResponderExcluir
  22. "A profissão de fé e a posse da verdade na alma são duas coisas distintas. Não basta meramente o conhecimento da verdade. Podemos possuir esta e ainda o teor de nossos pensamentos não ser alterado. O coração precisa ser convertido e santificado."

    Digo isto para mim mesma todos os dias...
    até o Grande dia sei que haverá muito cair e muito levantar. Muito perdão e muita graça a receber.

    Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo por Sua paciência e bondade para conosco...

    ResponderExcluir
  23. .
    .

    Caríssima Ruth

    Tenho posto insistentemente que não vejo contradição na Bíblia, apenas entendo que se faz necessário especial cuidado na sua interpretação literal. Acredito que a essência do propósito de Deus deve ser o parâmetro para as nossas análises.
    .
    .
    Escrevi:
    Eu creio que Deus permite que nós façamos as nossas escolhas,

    Você disse: “Ok.”

    Conclui:
    e que elas dependem do conhecimento que nós temos dEle;

    Você comentou:
    “Não concordo, nossos erros são os nossos erros, baseados em nossos princípios. Os ateus são capazes de ser moralmente corretos.”

    .
    .

    Citarmos os ateus como exemplo de que, necessariamente, não é o conhecimento de Deus que nos faz melhores, só vem ratificar o entendimento de que a nossa natureza não é, exclusivamente, tão pecaminosa quanto se diz.
    Eu acho incrível quando os ateus dizem que se Deus existe e Ele mata, destrói, castiga, Ele é um Deus cruel. Eles conseguem ver o óbvio, se Deus é o que nós dizemos, Ele não pode cometer as atrocidades que Lhe atribuímos.

    Entendo que o conhecimento é tudo, principalmente o conhecimento do Divino! Qualquer pessoa que tenha, pelo menos, um mínimo de conhecimento humanístico já terá bons motivos para se preocupar em fazer o bem. Toda forma de conhecimento é importante. É o conhecimento que cria a condição para discernimos.
    O que faz diferença no conhecimento que se tem de Deus é que ele é transcendente, e realmente transforma, sublima, faz renascer.

    .
    .

    ResponderExcluir
  24. .
    .

    Diante da idéia de que não é, necessariamente, o conhecimento que se tem de Deus que nos faz melhores, eu gostaria de conhecer mais detalhes sobre as seguintes questões:

    1 - A maldade que herdamos;
    2 - A nossa natureza pecaminosa;
    3 - A concupiscência da carne.

    Por ventura não há em nós, também, um oceano de bons propósitos, de boas iniciativas, de boas ações que fluem naturalmente? Não são normais e freqüentes, em nós, reações instintivas de bons procedimentos? Podemos ignorar os “Gandhis”, as “Madres Tereza de Calcutá” as Zildas Arns e tantas outras almas santas que nos rodeiam a todo instante, você, por exemplo?

    Por que acusar o nosso corpo de tantas maldades, se na verdade ele funciona como um “pau mandado”?

    Se a minha mão pega em algo proibido deve-se aplicar a ela a justa punição?
    Nesse exemplo, punir-se-ia a mão de um bebezinho ou de psicopata?

    O corpo não é apenas um instrumento utilizado pela consciência, ou pela inconsciência?

    O que herdamos e de quem herdamos?

    “ (...) as Escrituras ensinam que os seres humanos herdam apenas a natureza pecaminosa, sem que lhes seja atribuída a “culpa” do pecado de Adão.”

    .
    .

    ResponderExcluir
  25. .
    .

    .
    .

    As suas gentilezas, em relação a mim, nem sequer aguçam a minha vaidade, afinal você está entre as “Madres Tereza de Calcutá”! Que mais se pode esperar de você?! Eu gostaria de ouvir isso era da parte de quem me agüenta todo dia. Rsrsrsrs.
    .
    .

    Esclarecendo...

    Eles conseguem ver o óbvio, se Deus é o que nós dizemos, Ele não pode cometer as atrocidades que Lhe atribuímos, se interpretamos literalmente alguns textos bíblicos.
    .
    .

    ResponderExcluir
  26. Pedro vc diz:

    “Tenho posto insistentemente que não vejo contradição na Bíblia, apenas entendo que se faz necessário especial cuidado na sua interpretação literal. Acredito que a essência do propósito de Deus deve ser o parâmetro para as nossas análises.”

    Também percebo assim.

    Concordo quando vc diz que “Deus permite que nós façamos as nossas escolhas”, e lendo agora com mais calma percebo o que vc realmente quis dizer quando afirmou que “elas dependem do conhecimento que nós temos dEle”.

    Compreendo, porém, que não basta somente conhecer a verdade. Acontece de podemos saber, mas não termos sido transformados pela verdade. Penso que este é o problema dos pretensos cristãos. Apegam-se à letra e esquecem que somente a presença do Poder transformador efetua a transformação do ser. A verdade não é um conceito, um preceito, uma regra de fé. A verdade é uma Pessoa. A mudança exterior sem a penetração da Palavra no coração faz de nós sepulcros caiados. Bonitos no exterior, mas corrompidos por dentro. É preciso, portanto, uma renovação da mente e esta só ocorre com a posse da Verdade. A consciência e a presença de Deus na vida de um ser humano alteram toda a sua capacidade de sentir, pensar e agir.

    Há que se morrer para o eu. É como a parábola da semente que precisa morrer para germinar. Ninguém consegue efetuar mudanças em si mesmo, por seu próprio poder. Precisamos do poder transformador do Senhor. Somente a presença da Graça de Deus pode efetuar essa transformação.

    O problema dos ateus, dos pretensos cristãos e dos que visam a salvação pelas obras é que boas obras não produzem salvação. Muitos se perderão agindo moralmente corretos. Os juízos divinos de condenação não são os responsáveis pela destruição de ninguém, são aplicações de justiça.

    Judas é o símbolo do que o pecado faz conosco. O pecador com os seus pecados tira ele mesmo sua própria vida. Para que a vida aconteça ou haja o renascimento é preciso o poder “ressuscitador” de Deus.

    ResponderExcluir
  27. continuando...

    Gosto desse pensamento da escritora cristã Ellen White:

    “Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo. Todo aquele que sufoca as admoestações da consciência está lançando as sementes da incredulidade, e estas produzirão uma colheita certa. Rejeitando a primeira advertência de Deus, Faraó, na antiguidade, semeou as sementes da obstinação, e colheu obstinação. Deus não o compeliu a descrer. A semente de incredulidade que lançou, produziu uma colheita de sua espécie. Assim, sua resistência continuou até contemplar o seu país devastado, o gélido cadáver de seu primogênito, e o primogênito de toda a sua casa, e de todas as famílias de seu reino, até que as águas do mar lhe submergiram os cavalos, carros e guerreiros. Sua história é uma ilustração tenebrosa da verdade das palavras, "tudo o que o homem semear, isso também ceifará". Gál. 6:7. Se tão-somente reconhecessem os homens isso, seriam cautelosos com a semente que lançam.

    À medida que a semente espalhada produz uma colheita, e esta por sua vez é semeada, a seara se multiplica. Essa lei é também verdadeira em relação com as pessoas. Cada ato, cada palavra é uma semente que produzirá fruto. Cada ato de meditada bondade, de obediência ou de renúncia, se reproduzirá em outros, e por eles ainda em terceiros. Do mesmo modo cada ato de inveja, malícia ou dissensão, é uma semente que brotará em "raiz de amargura" (Heb. 12:15), pela qual muitos serão contaminados.” (Parábolas de Jesus pág. 85)

    Veja isto é muito profundo: “A semente de incredulidade que lançou, produziu uma colheita de sua espécie.”

    ResponderExcluir
  28. continuando...

    Vc disse: “nossa natureza não é, exclusivamente, tão pecaminosa quanto se diz.”

    Concordo com o “não é exclusiva”, mas reconheço a natureza muito pecaminosa de cada um de nós. Inclusive a minha. A exemplo da semente, somente nascemos quando morremos e espiritualmente falando precisamos morrer através do esvaziar-se de si mesmo.

    “Nossa parte é receber a Palavra de Deus e conservá-la, rendendo-nos inteiramente à sua direção, e será realizado em nós seu propósito. "Se alguém Me ama", dizia Cristo, "guardará a Minha Palavra, e Meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada."

    João 14:23. O encanto de uma mente mais forte e mais perfeita pairará sobre nós, pois temos ligação viva com a fonte do poder duradouro. Em nossa vida religiosa seremos levados em cativeiro a Jesus Cristo. Não mais viveremos a comum vida de egoísmo, mas Cristo viverá em nós. Seu caráter será reproduzido em nossa natureza. Deste modo produziremos os frutos do
    Espírito Santo“ (Parábolas de Jesus pág. 61)

    "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
    mansidão, domínio próprio." Gálatas 5:22-23

    Por nós mesmos, Pedro, não podemos produzir tais frutos, senão o Espírito em nós. Porém, o Criador nos fez com um coração propenso a produção da semente.

    Guardamos nossas características pessoais, mas a nossa natureza decaída pelo pecado faz com que até as nossas mais puras bondades possam, entenda aqui, possam vir embrenhadas de orgulho, vaidade, egoísmo, segundas intenções... mesmo que de forma inconsciente.

    Concordo quando diz que “é o conhecimento que cria a condição para discernimos”.

    “... a força que, somente, pode produzir vida, vem de Deus. Há um limite além do qual os esforços humanos são em vão. Embora devamos pregar a Palavra, não podemos comunicar o poder que vivificará a alma e fará brotar justiça e louvor. Na pregação da Palavra precisa haver a operação de um agente que supera as forças humanas. Somente pelo Espírito divino será a Palavra viva e poderosa para renovar o caráter para a vida eterna. Isso é o que Cristo buscava incutir em Seus discípulos. Ensinava que nada que possuíam em si mesmos podia dar êxito a seus esforços, mas o miraculoso poder de Deus é que torna eficaz Sua Palavra.”

    ResponderExcluir
  29. continuando...

    ”eu gostaria de conhecer mais detalhes sobre as seguintes questões:
    ]
    1 - A maldade que herdamos;

    2 - A nossa natureza pecaminosa;

    3 - A concupiscência da carne.”

    Depois do esclarecido vc quer ainda que falemos algo sobre estes 3 itens? Podemos falar sobre isto se quiser.

    "Por ventura não há em nós, também, um oceano de bons propósitos, de boas iniciativas, de boas ações que fluem naturalmente?”

    Há. Claro que há. Fomos feitos a imagem moral, intelectual e espiritual de Deus. Eu creio fortemente que o melhor que há em mim é obra DEle, do Senhor.

    O que precisamos deixar claro é que esse melhor que há em mim não produz salvação, mas o poder gracioso de Deus efetua a obra da salvação em mim.

    “Por que acusar o nosso corpo de tantas maldades, se na verdade ele funciona como um ‘pau mandado’?“

    Pedro, não somos pecadores porque pecamos, pecamos porque somos pecadores.

    Eu gostaria de saber o contexto dessa frase, vc pode me dizer? Penso que no contexto há a explicação, veja lá.

    “(...) as Escrituras ensinam que os seres humanos herdam apenas a natureza pecaminosa, sem que lhes seja atribuída a “culpa” do pecado de Adão.”

    Penso que suas palavras podem ser devolvidas:

    “As suas gentilezas, em relação a mim, nem sequer aguçam a minha vaidade, afinal você está entre OS “Madres Tereza de Calcutá”! Que mais se pode esperar de você?! Eu gostaria de ouvir isso era da parte de quem me agüenta todo dia.”

    Olhe que alguém me disse algo há um certo tempo não muito distante sobre os cuidados e mimos dos filhos em momento de dor!!!!!

    um grande abraço

    ResponderExcluir
  30. .
    .

    "Olhe que alguém me disse algo há um certo tempo não muito distante sobre os cuidados e mimos dos filhos em momento de dor!!!!!"

    O amor deles, assim como a sua bondade, lhes tornam suspeitos! Rsrsrsrs

    Mas, que alenta, alenta.

    Obrigado.

    .
    .

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Estamos felizes com sua participação. Volte sempre. Responderemos seu comentário logo que possível.

Postagens mais visitadas deste blog

3º Dia: Por que as coisas pioram quando mais buscamos a Deus?

O Rio Jordão: As Águas de Naamã

Revelação e Explicação do Sonho de Nabucodonosor - Capítulo 2