Deus é Amor




Não pulem os vídeos, por favor, eles são fundamentais para o que este texto se propõe.











Este segundo vídeo apresenta algumas questões que mereceriam algumas observações, mas vamos à essência da mensagem. E a essência é esta: Deus é amor.

Eu ouso imaginar que suas emoções estão bem tocadas neste momento. Não somente por conta destes vídeos, mas principalmente pelo conjunto todo que é a vida em seus acontecimentos atuais.

Quando ligo a TV ou quando saiu às ruas vejo o quanto a humanidade está sofrendo. Não preciso que me digam, eu vejo. Vejo homens e mulheres, jovens e velhos se degradando no álcool. Homens estirados pelo chão e completamente embriagados. Parecem mortos vivos. Vejo jovens que na saída da faculdade reúnem-se ao redor de uma mesa, cada um com sua cerveja a sorrir e a tagarelar, enquanto o álcool se dispersa por suas células e provocam lentamente o enfraquecimento de suas mentes e vidas. Vejo muitos bares pelos quarteirões do meu bairro. Todos cheios de homens vazios.

Vejo um hospital especializado no tratamento contra o câncer da janela da minha varanda a cada vez que lá vou. Esbarro-me com homens com faces desfiguradas, fruto de um câncer causado pelo infinito número de baforadas dadas ao longo de suas vidas. Nem mesmo suas vozes parecem naturais. Sim, as ruas do meu bairro estão repletas de crianças, jovens, adultos e idosos. Vindos de lugares longínquos do interior do estado. Cada um com sua dor e esperança de cura.

Mas vejo também as doenças espirituais e morais... Homens fraudulentos, imorais que perderam toda a sensibilidade para com o outro. O que podemos dizer de alguém que desvia dinheiro da merenda escolar deixando muitas crianças sem o único alimento do dia?

O que podemos dizer de mães que jogam seus filhos nos rios e nos lixos, que os tratam com violência e negligência? O que dizer de pais que abusam de seus filhinhos?

O que dizer dos homens violentos que tiram vidas por dinheiro? Que batem em seus “amores”?
Deus é amor, fez o homem perfeito. O homem é que entortou e alargou caminhos e decidiu neles andar. E é assim que o testemunho do grande amor de Deus se confirma. Ele nos ama apesar de quem somos. A prova? Jesus Cristo.

A existência de outros seres humanos, vivendo a mesma condição humana e se equilibrando no caminho estreito são como o respirar de Deus em nossas lamentações por tanto sofrimento. Poderia citar tantos nomes, mas prefiro me esquivar de mencioná-los e deixar que os lábios de Deus os pronuncie uma vez que Ele conhece a todos nós por nossos próprios nomes. E porque Ele, somente Ele, sonda os corações.

Em que momentos podemos conhecer a solidariedade e o calor humano de maneira mais pura e profunda senão nos momentos de sofrimento! É como se houvesse um poder purificador e educador na dor.

Claro que a origem do sofrimento passa por várias questões. Há sofrimentos que provocamos a nós mesmos, seja de forma consciente, seja de forma inconsciente. Há sofrimento que outros nos causam, seja de forma consciente ou não. Há sofrimentos originados pela própria condição do pecado ter se embrenhado na ordem das coisas, inclusive das naturais. E há sofrimentos com culpados diretos, seja por negligência, seja por imprudência.

O que aconteceu no Haiti e no Chile e o que estamos vendo acontecer no inverno da Europa se enquadram muito bem em um ou mais de um dos fatores acima. Existem respostas na própria natureza, assim como também nos homens.







O que estamos vendo acontecer com as enchentes no Rio de Janeiro é uma junção de vários fatores: a natureza precisa de espaço para suas manifestações naturais, a agressão humana à natureza, a pobreza, a imprudência, a displicência e a negligência, séria e antiga, dos governantes.

Não podemos deter a chuva que enche os rios, mas podemos respeitar os rios e as montanhas que precisam estar livres para suas passagens. Não podemos impedir as inundações, mas podemos evitar jogar lixos nas ruas e nos bueiros. Podemos construir moradas sobre a rocha ao invés de sobre a areia, nas bordas dos rios ou nas encostas das montanhas.

Depoimentos:

“Diversos moradores do bairro do Caleme, um dos mais afetados pelas enchentes e deslizamentos na cidade de Teresópolis (região serrana do Rio), deixaram suas casas devido aos riscos de ficar no local, enquanto outros ignoraram o perigo e resolveram permanecer.

‘Aqui onde nós estamos, não corremos esse risco que muitas pessoas estão falando', diz Manoel.’

“Maria José diz que, quando comprou o terreno de sua residência, há 22 anos, sabia dos riscos que corria: 'Comprei por que era barato, era na beira do rio, mas já comprei pensando no perigo da barragem', afirma ela, citando a barragem da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que traz medo aos moradores devido ao suposto risco de rompimento, que causaria uma inundação semelhante à ocorrida na última quarta-feira.” (Fonte: http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=27258326)

Não. Não é um momento de condenação, mas de solidariedade. O momento hoje é de reflexão e amadurecimento para que os erros históricos do passado e os de hoje não sejam repetidos no amanhã. Este é o maior tributo que podemos fazer para cada vitima inocente de tão terrível catástrofe: evitar que essa dor se repita! Sim, há muitos inocentes nesta história.

Que façamos cada um a parte que lhe cabe para amenizar a dor dos que sobreviveram. Há muitas formas de ajudar...
Está escrito: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” (Tiago 4:17)

Que Deus possa agir em todos nós com Sua maravilhosa paz em meio a tanta dor! Sinto muito pelas vidas que se foram. Sinto muito pela dor dos que tudo perderam...

Neste instante não pude deixar de pensar no que a Bíblia ensina: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.” (Mateus 7:24-29)

Deus quer que aprendamos a evitar o sofrimento pois nos ama e não gosta de nos ver em dor. Muitos podem estar atribuindo a Deus a responsabilidade por tal tragédia, como se o Senhor estivesse punindo aquelas cidades. Penso que em situações assim de tragédia “nem tudo vem do diabo, nem tudo é o agir de Deus”. Catástrofes naturais de todos os níveis existem, a nós cabe o tentar minimizar, através de ações preventivas e interventivas, suas consequências. Quanto sofrimento poderíamos evitar, para nós mesmos, se tão somente fôssemos mais prudentes!

“Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” porque Jesus sabia o que lhes passava à mente e quais eram as suas necessidades. Jesus tinha interesse real que elas aprendessem sobre a verdade.

Recentemente li o livro Maria, a Maior Educadora da História de Augusto Cury. Gostei muito. Neste livro o autor apresenta dez princípios que Maria utilizou para educar o menino Jesus. Augusto
Cury analisa a personalidade de Maria a partir do que a Bíblia conta sobre Jesus. Uma mãe maravilhosa cujo filho foi excepcional.

Gostei muito desta afirmação sua: “Contemplar a natureza é observar atentamente, penetrando nos detalhes mais ínfimos, captando cenas únicas que só um olhar contemplativo pode enxergar. Além da observação atenta, contemplar significa também abrir o leque da inteligência e se colocar embevecidamente diante de um som ou de uma imagem e se deixar encantar, se envolver. (...) contemplar uma flor não é apenas achá-la bonita, apreciar suas cores e formas, é olhá-la de forma especial para captá-la de maneira intensa. E sentir prolongadamente seu perfume, é enxergar os detalhes sutis de sua anatomia, é ficar deslumbrado com a tonalidade das cores. E colocar os pés na terra, inspirar profundamente o ar puro, deixar-se conduzir pelas minúcias.

(...) Admirar é ver e ouvir. Contemplar é observar e se encantar. (...)Raramente alguém contemplou a natureza como Jesus. Ele era um observador tão atento e se encantava tanto com os detalhes dos pássaros, das nuvens, do mar da Galiléia, dos cereais, das árvores frutíferas e das flores que extraiu lições belíssimas de tudo que captou. Raramente um grande ensinamento que ele proferiu não tinha como base a sua finíssima arte da contemplação do belo. (...) Jesus extraía grandes emoções dos diminutos eventos. (...)

Deus parece ser um especialista em contemplar o mundo existente, em especial o ser humano. (...) A diversidade biológica exuberante da natureza revela um Deus contemplativo. (...)

Jesus era um carpinteiro. Por fora não tinha nada, por dentro era um conquistador. Conseguia inspirar os abatidos, despertar os deprimidos, fazer sonhar os derrotados. Se não fosse afortunado no território da emoção, quem seria atraído por seus discursos? Quem acreditaria que a eternidade seria uma fonte de júbilo e não de tédio?

(...) Não é suficiente ir a parques, é necessário expandir a sensibilidade, organizar os sentidos, penetrá-los intensamente. Não basta assistir a um programa que mostre natureza, como Animal Planet, é preciso se envolver com ela. Não basta estudar biologia, é preciso proteger a natureza.

De que adianta um sorriso externo se não há júbilo por dentro? De que adianta as conquistas sociais se não há um estado de relaxamento interior?

(...) O altíssimo índice de uso de drogas na juventude atual tem como uma das principais causas a miserabilidade emocional das sociedades modernas. O uso de drogas é um refugio para pessoas com emoções não contemplativas.

Muitos pais se preocupam com que seus filhos façam uma boa escola, aprendam computação, música, línguas, mas cometem um erro gravíssimo: esquecem de se preocupar com o futuro emocional deles. Eles fazem tudo para que os jovens sejam felizes, mas desconhecem qual o verdadeiro motor da felicidade. (...).” Jesus “observava os animais arando a terra, as ferramentas cortantes ferindo o solo, abrindo sulcos, mutilando sua textura. Era tempo de plantio do trigo. Muitos meninos viam seus pais trabalhando. O menino Jesus, atento, contemplava os grãos de trigo serem atirados ao solo. Em seguida, soterrados e esquecidos.

Mas, dias depois, a vida surgia querendo respirar, se embriagar de luz. O pequeno grão gerou uma explosão criativa, transformando-se em dezenas de companheiros.

O resultado dessa contemplação do menino Jesus? Quando adulto produziu diamantes com poucas palavras. Com exímia criatividade disse: "Se o grão de trigo lançado a terra não morrer, fica ele só. Mas, se morrer, dá muito fruto". Aqui, não apenas há a ideia de que um dia morreria, superaria a morte e resgataria a humanidade, mas também há um sentido socioexistencial.

Queria dizer que era necessário deixar morrer algumas coisas para nascer outras. Perder para ganhar. Quem desejasse romper o cárcere da solidão e construir relações sublimes com as pessoas que o circundam deveria "enterrar" o seu orgulho, despojar a sua arrogância, soterrar o medo de se entregar.

Muitos vivem sós, presos nas tramas da solidão, sem ninguém para dividir suas preocupações porque não sabem perder. Não sabem enterrar seu grão de trigo para romper a armadura, a casca, que envolve o que eles têm de melhor.

São pessoas excelentes, mas estão presas dentro de si mesmas. É uma pena. Elas guardam a sete chaves seu tesouro. Ninguém as conhece, frequentemente nem elas mesmas. Não se dão o direito de relaxar e desfrutar da vida. (...) O ser humano é parte integrante da natureza, mas criou um mundo artificial, por perder o contato estreito e prolongado com a fauna e flora. A juventude atual tornou-se uma massa de pessoas ansiosas e insatisfeitas, embora tenha acesso a uma poderosa indústria do lazer.”

Gosto muito desse pensamento: "Se a escada não estiver apoiada na parede correta, cada degrau que subimos é um passo a mais para um lugar equivocado." (Stephen Covey)

E assim tem caminhado a humanidade. O consolo que tenho em momentos de dor como esse é de conhecer as promessas e as verdades que conheço de que Deus é amor.

“Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocalipse 21: 3-4)

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos, (...)” (Efésios 2:4-5)

“Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” (Hebreus 12:5-6)

“A palavra “correção” não deve ser confundida com punição. A palavra grega utilizada (Paideia – paideuo) significam respectivamente ‘educação’, ‘educar’. (...) No pensamento de Deus as provas físicas ou morais infligidas aos crentes não tem por objetivos lhes machucar como vingança, mas de contribuir com sua educação espiritual.” (A L’ecoute de La Bible , Editions DST)

“Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.” (Jeremias 31:3)

O apóstolo Paulo foi homem experimentado na dor e é assim que ele define a sua certeza do amor de Deus: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8:38-39)

Meditem na história do vídeo com o qual iniciamos esse texto. Estamos todos num trem, não separados em vagões, mas experimentando cada um o seu dilema e construindo cada um o seu próprio destino. Lado a lado.

Os que não têm Deus ou que não O conhecem ainda são convidados a meditar na figura daquele pai que sacrificou a vida do filho em favor dos que estavam no trem. Até mesmo em favor dos que não mereciam ou poderiam rejeitar o seu sacrifício. Em favor mesmo dos que o condenariam por tal sacrifício. Somos todos convidados a meditar na esperança de um viver sustentado em Sua dor e fortalecido em Sua alegria.

Que Deus nos ajude. Que Ele nos ensine a olhar para o alto, muito além da montanha que se desmorona que se desfaz e devora. Que Ele possa nos ajudar a retirar as armaduras do nosso orgulho e arrogância. Que Ele retire as escamas de nossos olhos e que possamos aprender a andar por visão e não por vistas. Que aprendamos a enxergar além da dor... Além do rio que arrasa nossas casas e que mata e arrasta a quem amamos. Além do rio que não se contentando com o seu volume exige também as nossas lágrimas e perdas.





Ruth Alencar

Comentários

  1. Sejam bem vindos!



    Melhor visualização do blog no Google Chrome e Firefox!



    Em alguns navegadores poderá ocorrer a não visualização de comentários postados ou poderá ocorrer a visualização de comentários sobrepostos aos posts recomendados: "Poderá também gostar de:".


    Boa leitura a todos!

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  2. Marta,

    valeu pelo 1º vídeo. Muito bom.

    um abraço

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  3. Bri,

    é maravilhoso compartilhar da sua sensibilidade e amizade.

    Que Deus lhe abençoe querida.

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    “O que estamos vendo acontecer com as enchentes no Rio de Janeiro é uma junção de vários fatores: a natureza precisa de espaço para suas manifestações naturais, a agressão humana à natureza, a pobreza, a imprudência, a displicência e a negligência, séria e antiga, dos governantes.”

    Já nem se trata mais de manifestação natural da natureza. É uma aberração da natureza, provocada pela ação do homem.
    Agressão à natureza, imprudência, displicência e negligência são atitudes que mais revelam ignorância do que maldade.

    “Diversos moradores do bairro do Caleme, um dos mais afetados pelas enchentes e deslizamentos na cidade de Teresópolis (região serrana do Rio), deixaram suas casas devido aos riscos de ficar no local, enquanto outros ignoraram o perigo e resolveram permanecer.

    ‘Aqui onde nós estamos, não corremos esse risco que muitas pessoas estão falando', diz Manoel.’

    “Maria José diz que, quando comprou o terreno de sua residência, há 22 anos, sabia dos riscos que corria: 'Comprei por que era barato, era na beira do rio, mas já comprei pensando no perigo da barragem', afirma ela, citando a barragem da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que traz medo aos moradores devido ao suposto risco de rompimento, que causaria uma inundação semelhante à ocorrida na última quarta-feira.”

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    As pessoas fizeram escolhas erradas, Deus permitiu, porém jamais se afastou delas. Ele não saiu da cola delas. No entanto, Ele não as castigou. Pelo contrário, dentre as muitas providências protetoras que Ele tomou, providenciou meios para que elas fossem alertadas do perigo iminente que corriam e cuidou para que fossem socorridas durante e depois da catástrofe.
    As conseqüências matérias, naturais das suas escolhas erradas, já são por demais desastrosas, imaginem se Deus ainda usasse o Seu “chicote” para açoitá-las!

    'Comprei por que era barato, era na beira do rio, mas já comprei pensando no perigo da barragem'

    Que se pode dizer dessa afirmação?! Que dona Maria José num ato de maldade comprou um terreno para destruir a si mesma e à sua família? Que ela tinha plena consciência do que lhe aconteceria?
    Até que se poderia admitir maldade se a compra fosse para um inimigo dela construir a sua casa, embora, no fundo, o motivo real fosse o mesmo: ignorância!

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    A rigor, tudo é uma questão do conhecimento que temos. Conhecimento no sentido mais amplo, porém, com destaque especial para o conhecimento que temos de Deus.

    1 - Diante desse desfecho há muitos que só conseguem enxergar motivos para censurar, e nesse caso não vêm porque ajudar; outros que assistem a tudo com indiferença; e felizmente, outros que não se interessam pelas causas, querem é ajudar.

    2 - Em relação a esses posicionamentos, os que censuram cometem a imprudência de julgar sem que tenham condição de atirar a primeira pedra; os indiferentes caem no lugar comum da mornidão própria da insensibilidade; os que ajudam, o fazem porque entenderam que deve-se amar ao próximo como a si mesmos.

    3 - Os que construíram em lugar impróprio foram tão imprudentes quanto aqueles que os censuram; os mornos precisam ser despertados para a nossa interdependência, pois, embora haja individualidade, não há auto-suficiência, todos precisam uns dos outros; o terceiro grupo atingiu um nível de conhecimento que faz a diferença nas suas atitudes.

    “Este é o maior tributo que podemos fazer para cada vitima inocente de tão terrível catástrofe: evitar que essa dor se repita! Sim, há muitos inocentes nesta história.”

    Se houvesse dez justos em Sodoma a cidade teria sido poupada!

    No mínimo, é maravilhoso saber que Petrópolis, Teresópolis e as demais cidades atingidas, com certeza, têm muitos justos!

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  7. "As conseqüências matérias, naturais das suas escolhas erradas, já são por demais desastrosas, imaginem se Deus ainda usasse o Seu “chicote” para açoitá-las!"

    Então, Pedro, penso assim também. Não vejo a mão de Deus açoitando nesta triste história...


    “Já nem se trata mais de manifestação natural da natureza. É uma aberração da natureza, provocada pela ação do homem.”

    Diz a Bíblia que “a Terra geme e sofre por causa de seus moradores.” Basta ligar a TV para ver a generalização do desequilíbrio climático. É muito sofrimento para o ser humano, para os animais...

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