Deus é Verdade, Poder, Misericórdia e Fidelidade


Põe o teu Arco no Céu Senhor, símbolo da Tua aliança com os homens e faz-nos testemunhar a Tua Misericórdia, Fidelidade e Bondade ainda que as nuvens escuras estejam e nossa fé seja tão vacilante. 

“SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êxodo 34:6) 

Onde encontro base para crer na fidelidade incondicional de Deus? Na Bíblia. 


A Bíblia registra o incansável apelo de Deus à humanidade nos constantes atos de perdão e misericórdia para com o povo de Israel. A despeito de suas constantes rejeições, Sua misericórdia continuou a intercederDeus empregou profetas, milagres, juízos, reis e até mesmo nações inimigas para Se comunicar e intervir em favor dos Seus. Numa demonstração extrema de amor e misericórdia enviou a Si mesmo, através de Jesus, para com a humanidade falar pessoalmente.


Uma fidelidade que Deus apresenta, muito bem retratada, na Parábola da Vinha Má, registrada em Isaías 5: 1-7. Esta parábola na verdade é uma sentença do amor eterno. Triste pela apostasia de Judá o Senhor descreve todo Seu esforço para que houvesse frutos, bons frutos. Mas, fora em vão. Esta parábola nos ajuda a compreender, em minha opinião, a questão da Onisciência de Deus e a predestinação. Deus sabendo todas as coisas insiste com os homens sobre a sua salvação. Ao homem sempre foi concedido o livre arbítrio. Não havendo alternativa, porque os homens tomaram suas decisões, só Lhe resta arrancar pela raiz e destruir.


Ellen White comentando essa citação bíblica disse: “O próprio Filho de Deus foi enviado para instar com a cidade impenitente. Foi Cristo que trouxe Israel, como uma boa vinha, do Egito (Salmo 80:8). Sua própria mão havia lançado fora os gentios de diante deles. Plantou-a "em um outeiro fértil". Seu protetor cuidado cercara-a em redor. Enviou Seus servos para cultivá-la. "Que mais se podia fazer à Minha vinha", exclama Ele, "que Eu lhe não tenha feito?” Posto que quando Ele esperou que "desse uvas, veio a produzir uvas bravas" (Isaías 5:1-4), ainda com esperança compassiva de encontrar frutos, veio em pessoa à Sua vinha, para que porventura pudesse ser salva da destruição. Cavou em redor dela, podou-a e protegeu-a. Foi incansável em Seus esforços para salvar esta vinha que Ele próprio plantara.


Durante três anos o Senhor da luz e glória entrara e saíra por entre o Seu povo. Ele "andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do diabo" (Atos 10:38), aliviando os quebrantados de coração, pondo em liberdade os que se achavam presos, restaurando a vista aos cegos, fazendo andar aos coxos e ouvir aos surdos, purificando os leprosos, ressuscitando os mortos e pregando o evangelho aos pobres (Lucas 4:18; Mateus 11:5). A todas estas classes igualmente foi dirigido o gracioso convite: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei." Mateus 11:28.


Conquanto Lhe fosse recompensado o bem com o mal e o Seu amor com o ódio (Salmo 109:5), Ele prosseguiu firmemente em Sua missão de misericórdia. Jamais eram repelidos os que buscavam a Sua graça. Como viajante sem lar, tendo a ignomínia e a penúria como porção diária, viveu Ele para ministrar às necessidades e abrandar as desgraças humanas, para insistir com os homens a aceitarem o dom da vida. As ondas de misericórdia, rebatidas por aqueles corações obstinados, retornavam em uma vaga mais forte de terno e inexprimível amor. Mas Israel se desviara de seu melhor Amigo e único Auxiliador. Os rogos de Seu amor haviam sido desprezados, Seus conselhos repelidos, ridicularizadas Suas advertências.” (Mensagens Escolhidas Vol. 1 19-20) 


O pr. André Reis em seu texto "Evitando o Sensacionalismo das Catástrofes"   disse: “(...) creio que Jesus ficaria muito mais feliz se o termômetro da nossa fé não subisse só quando os cataclísmas abalam o mundo. Que não precisemos disso para fortalecer nossa fé; venha o que vier, com catástrofes ou não, mantenhamos nossa fé e confiança firmes.” 


Amei estas palavras. Tão diferentes dessas que li há algum tempo: “Se Deus existe, Ele está muito quieto diante de tanto sofrimento humano!” 


Bom, se vamos falar de Deus e Suas atitudes para conosco é justo que busquemos na própria Bíblia e escutemos o que ela nos diz a esse respeito. É preciso que deixemos Deus nos falar segundo o Seu modo de expressão, ao invés de impor nossas regras quando nos confrontarmos com situações por nós incompreensíveis ou que não correspondam as nossas expectativas sobre o que pensamos que Deus poderia ter feito. Tal abordagem é de invenção humana e impõe nossa própria autoridade à vontade de Deus. Agindo assim nos fazemos juízes de Sua vontade. 


O Pr. André em seu texto cita o exemplo de um amigo que “prometeu comprar todos os livros de Ellen White como sinal de “consagração”. Que pensamento equivocado sobre a vontade de Deus!


Desculpem, mas isto é no mínimo ridículo! Não por Ellen White, particularmente gosto muito de seus livros, mas pelo caminho que esta pessoa pensa obter a “consagração”. No entanto, compreendo que há a possibilidade de que ele não tivesse imputando a Ellen White a sua consagração. Penso no caminho... 


É aquela verdade dita por Stephen Covey: "Se a escada não estiver apoiada na parede correta, cada degrau que subimos é um passo a mais para um lugar equivocado." Lembrei-me agora de ter lido algo sobre caminhos. 


Caminhos Breves e Longos. Não sei dizer ao certo a fonte religiosa desse conceito, mas a julgar pelos significados que dá a espiritualidade, arrisco a enquadrá-la no conceito das religiões orientais ou “nova eristas”.


Segundo esta filosofia espiritualista os métodos de busca espiritual se dividem em duas classes: A primeira é a básica, elementar, é o Caminho Longo. Este exige muito esforço, muito trabalho. Ao Caminho Longo pertence o yoga metódico. É uma prática diária que objetiva formar o caráter, acabar com as fraquezas, superar as falhas e adquirir controle sobre os pensamentos. Este estágio é o período da procura dos Gurus, que eles chamam de “instrutores espirituais”. Buda e Jesus estão neste conceito de “instrutores espirituais”, segundo eles.


É o período de descoberta sobre o ego. O “estudante” quer melhorar a si mesmo, ficar mais puro. Segundo o conceito dessas filosofias na verdade ele continua sendo o ego, só que agora espiritualizado. Quer dizer, saiu da parte inferior para a superior, mas continua sendo o ego. Espiritualizado, mas o ego. 


A segunda classe é para as pessoas mais avançadas. Para estas há o Caminho Breve: os resultados são conquistados com mais rapidez, é mais fácil e requer menos trabalho. Estes são diferentes dos da primeira classe, que é primeira somente por uma questão de definição. Considero que guardam aqui um bom retrato dos personagens daquela parábola de Jesus registrada em Lucas 18: 6-14 : “Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” 


No Caminho Breve é diferente porque aqui não entra o conceito de “ego”. Só o “EU SUPERIOR-Deus”. O que parece mais grave é que não é o anseio pelo EU SUPERIOR- Deus, pois pertence ao Caminho Longo, mas porque se identifica com ele (o EU SUPERIOR).


No Caminho Longo o indivíduo procura pelo GURU, quer o GURU, depende do GURU e o GURU o ajuda a progredir. No Caminho Breve o indivíduo compreende a questão do GURU: o Eu SUPERIOR é o GURU.


 Entretanto, o que me chama mais atenção nestas filosofias é que em seu conceito de espiritualidade a religião é para os iniciantes e para as massas populares. As religiões estão, então, inseridas no Caminho Longo. Ao Caminho breve pertence a Ciência Cristã. O que seria para eles essa Ciência Cristã? Eu lhes digo: Os ensinamentos de Ramana Maharshi, Vcdanta, os ensinamentos de Krishnamurti e Zen. E sabem o que diferencia o conceito de religião e ciência cristã? A visão de homem.


Segundo estas filosofias o Caminho Longo diz que você é apenas um homem. E o Caminho Breve, no qual acreditam os ensinamentos dessa Ciência Cristã, todos esses ensinamentos dizem que você é deus. Isto é, você está enraizado em deus.


Não me venham dizer que confundi as coisas, no final é isto mesmo: Eu sou deus. Resumindo: A base do caminho Breve é a de que somos sempre divinos. Ele já está conosco, não é uma coisa nova, e só precisamos tentar reconhecer que ele já está lá. Vocês percebem aqui a sutileza da mensagem? Meia verdade ou mentira? Você decide. Se é que há uma diferença nisto!


Elas colocam no mesmo plano Jesus e Buda e afirmam que as religiões populares são misturas do Caminho Breve e do Caminho Longo. Interpretam a citação bíblica “Antes que Abrão fosse, EU SOU” como tendo dois significados: 


1. O inferior, que é a reencarnação


2. O superior, como EU SOU a Realidade. 


Você entendeu? Compreendo que para eles o inferior é sem importância. Eles não ligam para esse processo, não lhe dão importância. E é bom que não dêem mesmo. Isto é uma ilusão. Reencarnação é um conceito inventado pelo homem que se distanciou da verdade ensinada por Aquele que traz em Si mesmo a vida em abundância. 


A bem da verdade, a citação bíblica indicada está registrada em João 8:58: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.” 


MACLEOD comentando essa passagem bíblica diz: “EU SOU no original grego é egõ eimi. Note-se o contraste entre os verbos ginomai e eimi, entre o ser criado e o Eterno. Jesus Se declara o eterno “Eu SOU”. Sua vida tem a característica divina de não ser sujeita ao tempo. Os judeus compreendem o sentido de Sua afirmação: pré-existência absoluta significa igualdade com Deus. Isto para eles é blasfêmia, de sorte que pegam em pedras para matá-LO, mas Jesus Se esconde e sai do meio deles.” (M.A., B.A., B.D., Capelão da igreja da Escócia na Iraq Petroleum Co., Kirkuk, Evangelho de João) 


O sentido é bem diferente não acham? Jesus Se identifica como o verdadeiro EU SOU. Compreender isto faz uma enorme diferença e estabelece a verdade. Mas Ele nos alertou quando disse: “Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e enganarão a muitos.” (Marcos 13:6) 


Em Ezequiel 20:44 nos é dito: “Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu proceder para convosco por amor do meu nome, não segundo os vossos maus caminhos, nem segundo os vossos feitos corruptos, ó casa de Israel, diz o SENHOR Deus.” 


E em Ezequiel 28:9: “Dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? Pois não passas de homem e não és Deus, no poder do que te traspassa.” 


Não tente ultrapassar a fronteira, você não é Deus. Eu não sou Deus. A pergunta que Jesus fez para Seus discípulos precisa ser respondida por cada um de nós: “... quem dizeis que eu sou?” (Mateus 15:15) A resposta que dermos a esta pergunta definirá quem é Deus para nós. Quanto a Ele, independente de nosso conceito, ELE É: 


“Declarou-lhes, pois, Jesus: EU SOU o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” 


EU SOU o pão vivo que desdeu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.” (João 6:35 e 51) 


“Disse-lhe Jesus: EU SOU a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;” (João 11:25) 


Caminho Longo? Caminho Breve? Embora eu creia que Deus anda por todos os caminhos procurando os que são Seus, não creio no ditado popular que diz que todos os caminhos levam a Deus. A Bíblia diz que Jesus não é um GURU, um “instrutor espiritual”, mas Deus. 


“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. 


Ele não é “alguém” que seja “dispensável” ou “alguém” que se torna “desnecessário” em algum ponto do trajeto. 


“Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque EU O SOU (João 13: 13)


A verdade é identificada de tal modo com Deus que Jesus disse: “EU SOU o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14: 6)


O fato de Deus ser a Verdade é a base da fé, pois o oposto de crer em Deus é chamá-LO de mentiroso: “Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem, (...)”. (Romanos 3:3-4)


Deus é incapaz de mentir: “Pois os homens juram pelo que lhes é superior, e o juramento, servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda. Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;” (Hebreus 6:16-18) 


“Em verdade, em verdade vos digo: EU SOU a porta das ovelhas.(...) “EU SOU o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas." (João 10:7 e 11) 


Jesus é o único caminho para entendermos a verdade: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 João 5:20)


Uns dizem também que sem as obras e a caridade não tem redenção. A estes deixo as palavras do Grande Criador do Universo, o ÚNICO EU SOU: “sem mim nada podeis fazer”. (João 15:5) 


“EU SOU o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que éque era e que há de vir, o Todo-Poderoso.” (Apocalipse 1: 8) 


Eles ensinam: “A luz só pode vir do EU SUPERIOR, que é o SOL e a Luz da existência humana. E como um vento vem e que não se sabe de onde vem nem para onde vai. É um mistério!” 


Isto não é verdade. JESUS é a verdadeira Luz por excelência! Depois Dele a humanidade nunca mais foi a mesma. Quebrou todos os paradgmas dos homens. Suas Palavras confundiram autoridades porque Ele é a verdade absoluta. Ele não é nenhum mistério para os que O conhecem, sabemos porque Ele disse: 


“EU SOU a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.(...). Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados.” (João 8: 12 e 24) 


“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. (...). Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. (...) . Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã.”. (Apocalipse 21: 6, 13 e 16) 


Em Jesus, Deus nos concedeu tudo o que necessitamos e muito mais... não precisamos esperar pelo Amanhã para nos sentirmos em paz. Ele já nos deu o que precisamos. Sua Graça nos basta. No dia em que compreendemos isto percebemos que o nosso passado não tem o menor significado. “Porque nada, nada pode nos separar do amor de Cristo.” Nossa entrega pessoal e a transformação em novidade de vida é uma demonstração da grande transformação que Deus fará na Terra por ocasião de Sua Próxima Vinda. Assim como Ele fará tudo novo ao intervir neste mundo, tudo novo se faz em nós quando entregamos nossas imperfeições e transgressões em Suas mãos, sejam elas quais forem ou quais tenham sido.


Não deixem de ver este vídeo...






Não há mistérios, não há um Deus omisso que Se esconde. 

“Quando os homens saem para o seu labor diário, assim como quando se acham entregues à oração; quando repousam à noite, e quando se erguem de manhã; quando o rico se banqueteia em seu palácio, ou quando o pobre reúne seus filhos em torno da mesa escassa, sobre cada um o Pai celeste vigia com ternura. Nenhuma lágrima é vertida sem que Deus a note. Não há sorriso que Ele não perceba. Se tão-somente crêssemos nisso de fato, desvanecer-se-iam todas as ansiedades inúteis. Nossa vida não estaria tão cheia de decepções como agora; pois tudo, quer grande quer pequeno, seria confiado às mãos de Deus, que Se não embaraça com a multiplicidade dos cuidados, nem é dominado por seu peso. Haveríamos de desfrutar então um repouso de alma ao qual muitos têm sido por muito tempo alheios.” (Ellen White Caminho a Cristo, pág. 86) 

Em meio a tanta água... tanta adversidade, tanto sofrimento, Senhor, permite-nos contemplar a tua fidelidade e bondade. Assim como Tu fizestes a Noé e seus filhos e isto ficou registrado na Tua Palavra: porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra. Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, então, me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne. O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra.” (Gênesis 9: 9-16)

Senhor, “venha o que vier, com catástrofes ou não,” ajude-nos a mantermos “nossa fé e confiança firmes” em Ti, na certeza plena de que Tu és amor e bondade e que Tu estás no controle. Quer vivamos, quer morramos. Que possamos com uma fé inabalável dizer como Jó: “Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo, defenderei o meu procedimento.” (Jó 13:15) Isto é, mesmo que encontre a morte e ainda que seja por Ti, não cessarei de esperar em Ti. 

Penso nestas enchentes no Rio de Janeiro, em todas aquelas cidades destruídas. Tantos mortos, crentes ou não em Deus! Não o sabemos, mas Ele sabe os que são Seus. Não me digam que toda essa tragédia é um agir de Deus, porque não é. Não conseguimos entender porquê temos que passar por tudo isto. Porquê eles tiveram que passar ou estar passando por tudo isto. Mas, podemos vislumbrar algumas perguntas que não querem calar.

Estes desastres nos mostram que nós os seres humanos não estamos no controle de nada. Andar com Deus é caminhar com Ele desprendido de certas coisas, é entregar-se a Ele, mesmo sem saber qual será o desfecho da história, da nossa história. Uma das coisas a nos desprendermos é tentar entender as decisões de Deus ao permitir que tais tragédias aconteçam. Afinal, Ele é poder supremo e pode impedir isto.

Em certos aspectos o plano de Deus não faz sentido para nós agora; por isso é tão difícil entender a Sua vontade. Este é para mim o maior desafio no caminhar com Deus até o centro da Sua vontade: Confiar haja o que houver.

O que faz sentido para mim hoje é dizer: escuta Brasil, Alemanha, França, nações do mundo... Ruth. Amoleçamos a nossa cerviz. Saiamos desse berço esplêndido, abandonemos nossas idolatrias, nossos mundanismos, nossos carnavais da desobediência, busquemos o Senhor enquanto é tempo. E o tempo é o hoje.

Que possamos compreender a profundidade da vontade do Senhor em Suas próprias palvras: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16:33)









Ruth Alencar

Comentários

  1. Sejam bem vindos!



    Melhor visualização do blog no Google Chrome e Firefox!



    Em alguns navegadores poderá ocorrer a não visualização de comentários postados ou poderá ocorrer a visualização de comentários sobrepostos aos posts recomendados: "Poderá também gostar de:".


    Boa leitura a todos!

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  2. Primeiro pensei em agradecer pela confiança ao elejer-me confessor. Depois lembrei que um autor sempre "se entrega" ao seu leitor. Mesmo na ficção que é um reflexo do "real". De qualquer forma ensejou uma interessante reflexão. Obrigado.Continue. Fazendo bem ao leitor, faz igualmente ao autor. Parabéns.

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  3. é... isto aqui tem sido uma grande benção para mim. Aquele que serve com amor, encontra um prazer imensurável no servir.

    A dificuldade vem quando não se quer parar... e aí a gente acaba obrigando o leitor a dar uma de Jak estripador. Obrigada Mateus, por sua paciência. (risos) Aliás, obrigada a todos vcs.

    Este espaço não seria o que é sem os seus olhares.Permaneçam.

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  4. Ruth

    Não pense que considero extensos os seus textos, nem que os leio apenas uma única vez. Leio, releio, analiso, pois, gostaria de concordar Ipses literis com tudo que você diz, porém falta-me entendimento, e até que adquira o conhecimento bastante para tanto, por favor, seja paciente comigo.

    Não é por não querer que eu não entendo tudo da mesma forma que você, e tantas outras pessoas, entendem. É uma questão de falta de conhecimento, mesmo!

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  5. “Ser ou não ser, eis a questão.” William Shakespeare

    Cristianismo, budismo, panteísmo, ateísmo... a crença nossa de cada dia, segundo o entendimento de cada um.
    Tenho refletido nos últimos dias sobre o amor, ou a arrogância, que nos leva a defender com “unhas e dentes” as nossas convicções religiosas.

    Se nos detivermos, um pouquinho só, para analisar a forma como se tratam, entre si e com os de fora, os membros das mais diversas comunidades religiosas, em sites de relacionamentos, teremos motivos bastantes para fazermos uma reflexão sobre o que de mais forte existe no conjunto de valores que configuram as convicções dessas pessoas.

    É amor o sentimento que os leva a tantas agressões?!
    O que está por trás de tanto desrespeito e tamanha falta de humildade?

    Alguns sites mais parecem um campo de batalha. Tudo é motivo para discórdia acirrada, agressões verbais, desrespeito e, até, atentado ao pudor. Se é que, para essas pessoas, pudor ainda está em voga em todos os lugares, inclusive na internet.

    Ser “freguês” de “Nossas Letras e Algo Mais” é um privilégio que, certamente, não atrai àquele universo de cristãos. Porém, o mais extraordinário é que entre “tapas e beijos” os “bicudos” acabam sempre se beijando. Há, felizmente, algo em comum entre eles, cuja força finda prevalecendo sobre todas as “baixarias” que pintarem.

    “Não leva a sério o Orkut não, meu irmão. Isso aqui é só um passa tempo.”

    De fato, eles têm razão!
    Para essas pessoas, aquele é um lugar de fofocagem, agressões, brincadeiras de mau gosto... onde, pra variar, fala-se, também, de Deus.

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  6. Mas, afinal qual o propósito dessa minha fofocagem, num ambiente onde prevalece a seriedade?!

    É destacar que, segundo entendo, ninguém é cristão, budista, panteísta, ateu... simplesmente porque quer. Eu não me converti porque queria me converter! Aliais, eu até resistia a essa idéia. A minha conversão foi o resultado do trabalho de algumas pessoas, cujos argumentos e testemunhos me despertaram o interesse de conhecer a Jesus.

    As pessoas me despertaram, eu conheci a Jesus e me converti (ou fui convertido, já que a obra é do Espírito Santo).

    Aqui, o “Ser ou não ser, eis a questão” de William Shakespeare não está com a razão!

    Neste caso, para que se seja é mister que se compreenda, que se conheça, em quem se crê.

    O fato de que alguém possa ter me mostrado, mil vezes, que o caminho correto é Jesus, e não Maomé, não dá a ninguém o direito de afirmar que continuar acreditando em Maomé, ao invés de acreditar em Jesus, é, simplesmente, uma questão de querer. Há, portanto, para o cristão, a necessidade de que seja mais aplicado na pregação do Evangelho, e menos radical na cobrança dos resultados.

    Conhecer ou não conhecer, entender ou não entender, eis a questão!

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  7. Pedro,

    "Não pense que considero extensos os seus textos,"


    eu juro que tento não me empolgar tanto... (risos) mas a cabeça e a mão não querem parar estão sempre alegres, tentando contar essa história de amor maravilhosa do nosso Deus por cada um de nós...

    Vou confessar uma coisa, é uma fofocagem tb. Eu leio e releio muitas vzs antes de enviar para a Bri postar os textos. Peço a Deus que as palavras alcance os corações. É tudo o que queremos.

    Agora, para com isto vai: "gostaria de concordar Ipses literis com tudo que você diz, porém falta-me entendimento, e até que adquira o conhecimento bastante para tanto, por favor, seja paciente comigo."

    Quem disse que estou ensinando? Nenhum texto que posto para vcs chega até vcs sem lágrimas. Na maioria das vezes são reflexões pessoais tentando aprender tb.

    Sejam livres para discordar e me ajudarem a compreender tb. Não quero que guardem uma imagem de mim assim. Na verdade há muito o que preciso aprender tb. Muito mesmo!

    ResponderExcluir
  8. Pedro,

    Concordo com vc as pessoas são rápidas em magoar... e lentas em ser tolerantes.

    vc disse:

    Ser “freguês” de “Nossas Letras e Algo Mais” é um privilégio que, certamente, não atrai àquele universo de cristãos."

    Ah, Pedro se vc soubesse os testemunhos que temos recebido nos bastidores... eu só tenho que agradecer a Bri pelo convite. Temos da desistência de suicídio até retorno à Igreja.

    Que o Senhor seja louvado pois somente a Ele seja toda a honra. Eu sonho um dia poder encontrar essas pessoas para agradecê-las pela confiança na mensagem que temos apresentado.

    Esse espaço tem sido uma grande benção para nós, eu e a Bri, pode crer.

    ResponderExcluir
  9. Pedro,

    eu entendi e compreendo os seus argumentos. A maior certeza que tenho é que Deus não arranca ninguém da sua história. Não foi Ele quem desligou Judas, mas Judas se desligou. Nossa vida é o resultado da nossa compreensão e da nossa vontade tb.

    Muita gente vai se impedir de entrar no reino de Deus e não será por falta de conhecimento, mas é pq simplesmente Deus será literalmente rejeitado. Para estes Deus realmente não representa nada. E o Senhor irá respeitar essas decisões.

    Creio firmemente no amor de Deus e na Sua misericórdia. Mas, sobretudo na Sua justiça. Sob Sua autoridade o inocente jamais será considerado culpado. Ninguém deixará de ser participante do Seu reino por conta de uma nomeclatura religiosa. Assim tb, ninguém irá ser cidadão do Seu reino pq pertence a uma denominação religiosa com placa e tudo.

    Haverá para todo o que é sincero um momento de encontro com a verdade. Eu não entro no mérito do julgamento de quem entra ou quem sai. Eu estou sob esse julgamento tb, como poderia?

    Quando fiz o paralelo entre Budas e Jesus no texto, minha intenção foi chamar a atenção para o fato de que é simplesmente impossível abraçar dois conceitos tão diferentes de espiritualidade e querer considerar todos os dois como verdade.

    Recentemente li um livro com minha filha. O nome do livro é "Ayesha". É a história verídica de uma garotinha de 14 anos que enfrenta todos os inimagináveis perigos em busca da verdade.

    Ela conseguiu encontrar, porque as respostas que buscava lhe trouxeram paz e esperança.

    Acredito piamente que quem procura acha. Quem quer saber aprende. Mas, temos todos nós um advogado não é? Um só Juiz... não devemos tirá-LO do Seu trono.

    ResponderExcluir
  10. Ruth, louvo a Deus por tantas vidas estarem sendo alcançadas por este trabalho do blog. Isso é tremendo!
    Penso como você a respeito do que pode ser um grande desafio em nossa caminhada rumo ao centro da vontade de Deus: entregarmo-nos sem restrições ao Senhor, independentemente do que possa acontecer, confiando, sem temer.
    Apesar de já passado algum tempo em minha caminhada com o Senhor, comecei somente agora a pedir a Ele essa confiança inabalável. Que desafio! Mas, com fé, conseguiremos. :D
    Abração,
    Tatiana Cavalcante

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  11. Tatiana, até o retorno do nosso Senhor teremos muito ainda o que aprender. Muito perdão a liberar e a pedir.

    Muita queda... muito levantar...

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