Um Salvador Sempre Presente - 2

Em continuidade ao estudo "Um Salvador Sempre Presente", sugiro aos amigos leitores que leiam a primeira parte:





2. O Evangelho no Novo Testamento

Quando o povo de Israel acampou no pé do Monte Sinai, Deus instruiu Moisés a construir um santuário portátil para adoração, "segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte". (Êxodo 25:40). Aproximadamente 500 anos depois, o grande templo de pedra do Rei Salomão substituiu o santuário portátil. E o templo foi construído precisamente com o mesmo modelo usado para o santuário portátil.

Quando Deus deu a Moisés as instruções para construir o santuário, que propósito específico Ele tinha em mente?

"E farão um santuário para mim, e EU HABITAREI NO MEIO DELES". Êxodo 25:8

O pecado causou uma separação trágica entre os seres humanos e seu Criador. O santuário foi a maneira encontrada por Deus de mostrar como Ele pode viver novamente conosco. O santuário, e mais tarde o templo, se tornou o centro da vida religiosa e da adoração nos tempos do Velho Testamento. A cada manhã e a cada tarde as pessoas se reuniam ao redor do santuário e entravam em contato com Deus em oração (Lucas 1:9, 10), clamando a promessa de Deus: "Me encontrarei com você" (Êxodo 30:6).

O Velho Testamento ensina o mesmo evangelho da salvação que o Novo Testamento. Ambos retratam a morte de Jesus por nós e o Seu ministério como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial.

3. O Ministério de Jesus por nós Revelado no Santuário

O santuário e seus serviços revelam o que Jesus está fazendo agora no templo dos céus, e o que Ele está fazendo agora na terra para melhorar e guiar a vida diária de cada um de nós.

Já que o santuário terrestre era padronizado de acordo com o céu, ele reflete o santuário celestial, onde Cristo ministra atualmente. Êxodo 25:40 descreve os serviços e cerimônias do santuário do deserto de forma bem detalhada. Um breve sumário dos móveis do santuário aparece no Novo Testamento:

"Ora a primeira aliança tinha regras para a adoração e também um tabernáculo terreno... Na parte da frente, chamada Lugar Santo, estavam o candelabro, a mesa e os pães da Presença. Por trás do segundo véu havia a parte chamada Santo dos Santos, onde se encontravam o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, totalmente revestida de ouro. Nessa arca estavam... as tábuas da aliança [nas quais Deus escreveu os Dez Mandamentos (Deuteronômio 10:1-5)]. Acima da arca estavam os querubins da Glória, que com sua sombra cobriam a tampa da arca [o propiciatório]". Hebreus 9:1-5

O santuário tinha dois compartimentos: o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Na frente do santuário encontrava-se um pátio, que continha o altar de holocaustos feito de bronze, no qual os sacerdotes ofereciam sacrifícios, e a pia de bronze, no qual eles se lavavam.

Os sacrifícios oferecidos no altar de holocaustos simbolizavam Jesus, que através de Sua morte na cruz se tornou "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (João 1:29). Quando o pecador arrependido vinha ao altar com seu sacrifício e confessava seus pecados, ele recebia perdão e purificação. Da mesma maneira, hoje o pecador também recebe perdão e purificação através do sangue de Jesus (I João 1:9).

No primeiro compartimento ou Lugar Santo, o candelabro com sete castiçais queimava continuamente, representando Jesus como a "luz do mundo" que nunca falha (João 8:12). A mesa dos pães da presença simbolizava a satisfação que Cristo dá à nossa fome física e espiritual, pois Ele é o "Pão da Vida" (João 6:35). O altar de incenso representava o ministério da oração de Jesus por nós à presença de Deus (Apocalipse 8:3, 4).

O segundo compartimento, o Lugar Santíssimo, continha a arca da aliança coberta de ouro. Ela simbolizava o trono de Deus. Sua tampa da propiciação representava a intercessão de Cristo, nosso Sumo Sacerdote, em favor dos seres humanos pecadores que quebraram a lei moral de Deus. As duas tábuas de pedra nas quais Deus escreveu os Dez Mandamentos eram mantidas dentro da arca. Querubins de ouro pendiam acima da tampa da arca, de cada lado. Uma gloriosa luz brilhava entre esses dois querubins, e isso era um símbolo da presença visível de Deus.

Uma cortina escondia a visão do Lugar Santo dos sacerdotes que ministravam às pessoas no pátio. Uma segunda cortina na frente do Lugar Santíssimo evitava o contato dos sacerdotes que entravam no primeiro compartimento do santuário com esse lugar mais interno.

Quando Jesus morreu na cruz, o que aconteceu com a cortina?

"Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo". Mateus 27:51

O Lugar Santíssimo ficou exposto quando Jesus morreu. Depois da morte de Jesus, não há nenhuma cortina que possa ser colocada entre um Deus santo e um crente sincero; Jesus, nosso Sumo Sacerdote, nos introduz na presença de Deus (Hebreus 10:19-22). Temos acesso à sala do trono do céu porque Jesus é nosso Sumo Sacerdote à direita de Deus. Jesus nos capacita a vir à presença de Deus, ao coração de amor do Pai. Por isso, aproximemo-nos sem temor.






Copyright © 2004 The Voice of Prophecy Radio Broadcast
Los Angeles, California, U.S.A.

Comentários

  1. Sejam bem vindos!



    Melhor visualização do blog no Google Chrome e Firefox!



    Em alguns navegadores poderá ocorrer a não visualização de comentários postados ou poderá ocorrer a visualização de comentários sobrepostos aos posts recomendados: "Poderá também gostar de:".


    Boa leitura a todos!

    ResponderExcluir
  2. É impossível vislumbrar uma reflexão sobre o Tabernáculo sem meditar sobre a questão da morte e dos sacrifícios implícitos.

    Muitos limitam a sua compreensão sobre esses sacrifícios porque ficam na superficialidade.E dizem: Deus é sanguinário.

    Não compreendem que Deus não mata, mas o pecado sim.

    A morte não é uma pura questão da permissão divina, mas a conseqüência da quebra da harmonia com a vida.

    Deus é realmente vida, por isso só Ele pôde aniquilar a morte trazida pelo pecado da humanidade. Nossa eternidade está garantida Nele, a nós de decidir por ela ou por nossos próprios interesses momentâneos. Isto requer a decisão de mudança de conduta e decisão por abandonar o que nos separa da vida em Deus. Por isso, Deus perdoará sempre, mas a nós é requerido um esforço para mudar o que está errado em nossas vidas.

    Somente quando a presença de Deus Se efetiva em nossas mentes podemos compreender a amplitude das palavras de João Batista: "Que Ele cresça e eu diminua".

    O Tabernáculo de Deus aqui na Terra hoje é a nossa mente. É no trono do viver que se dá a confirmação de Sua soberania em nossas vidas e neste trono só há lugar para um. Deus jamais tocará o segundo violino, se não for o primeiro Ele simplesmente não poderá ocupar nenhum lugar em nossas vidas.

    Que ao convite de Sua voz possamos abrir os nossos corações e permitir que Ele entre e ceie conosco e nós com Ele.

    Amo a definição do Senhor como um Deus pessoal. Isto traz respostas efetivas em minha vida. Louvado seja por tão grande amor e misericórdia.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Estamos felizes com sua participação. Volte sempre. Responderemos seu comentário logo que possível.

Postagens mais visitadas deste blog

3º Dia: Por que as coisas pioram quando mais buscamos a Deus?

O Rio Jordão: As Águas de Naamã

Revelação e Explicação do Sonho de Nabucodonosor - Capítulo 2