O Deus de Paz (2º Dia)



Não esqueça de continuar seguindo a “receita” do pastor Allen da leitura de 5 vezes ao dia do Salmo 23 que falamos na Introdução.




ELE ME FAZ REPOUSAR EM PASTOS VERDEJANTES LEVA-ME PARA JUNTO DAS ÁGUAS DE DESCANSO;










Os pastos verdes são locais escolhidos e preparados para servirem de alimento. Os pastos verdejantes não surgem do nada! O solo foi limpo. Talvez antes fosse árido e áspero. Espinhos e tocos de árvores provavelmente foram arrancados. O solo foi preparado: arado, semeado e regado. É assim no terreno onde as ovelhas se alimentam. É assim também na mente das ovelhas. 

A certeza do campo ser verdejante precisa nascer também no coração dos filhos de Deus quando se colocam sob Sua direção. O Senhor trabalha as situações que nos envolvem e ao mesmo tempo com as nossas mentes. Ele limpa a nossa mente das pedras da incredulidade, arrancar as raízes do medo, da amargura, da insegurança e da culpa. Depois, semeia os grãos da sua preciosa Palavra e se a estudamos dia após dia e entregamos nossas vidas aos cuidados divinos, frutos de alegria e paz nascerão em nossos corações. Ele rega nossa fé e esperança com o orvalho e a chuva através da presença do Seu Espírito. O Senhor deseja ver a nossa vida rica, verdejante e produtiva.

Em que pastos temos nos alimentado e em quais pastos estamos descansando? Em João 6: 35, 48 está escrito: “Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. (...) Eu sou o pão da vida.. “


Conta-nos o pastor Allen:

“Certa manhã, quando eu me preparava para começar outro de meus dias cheios, senti uma dor nas costas. Mencionei o fato para minha esposa, mas certo de que o incômodo era passageiro. Entretanto, ela me fez procurar o médico. Este ordenou minha internação imediata.

Senti-me muito infeliz naquele hospital. Eu não tinha tempo para desperdiçar, não podia ficar na cama. Minha agenda estava repleta de anotações de atividades, mas o médico me dissera que cancelasse todos os compromissos feitos para os próximos trinta dias. Recebi a visita de um querido amigo meu, também pastor, o qual me disse: “Charles, quero lembrar-lhe apenas uma coisa: Ele me faz repousar...”

Muito depois de ele ter encerrado a visita e partido, eu ainda estava ali, deitado, pensando no Salmo 23. Lembrei de como o pastor oriental sai com as ovelhas para o campo às 4:00 da manhã. Enquanto pastam. elas estão sempre em movimento, nunca param.

Por volta de 10:00, o sol já está quente, e as ovelhas começam a sentir calor, ficam cansadas e sedentas. O pastor inteligente sabe que elas não podem beber água nestas condições, com o estomago cheio de relva ainda não totalmente digeridas.

Por isso, ele as leva para um canto fresco e sossegado daquelas pastagens verdejantes, e faz com que se deitem ali. Em repouso, a ovelha não pasta, e começa então a ruminar, sua maneira natural de proceder a digestão.

Se estudarmos a vida dos grandes homens, veremos que cada um deles, a certa altura de sua existência, retraiu-se um pouco do burburinho da sociedade para se entregar a um período de descanso e meditação. Os grandes poemas da literatura não são escritos em meio ao bulício das ruas movimentadas. As mais belas canções não são produzidas por entre o clamor das multidões. Temos visões de Deus somente quando paramos. O salmista disse: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Sl 46:10).

Elias não encontrou a Deus nem no tremor de terra, nem no fogo, mas na voz calma e tranquila. Moisés viu a sarça ardente quando estava sozinho na colina. Saulo de Tarso achava-se numa estrada deserta, em caminho para Damasco, quando teve a visão celestial. Jesus, também, saía, às vezes, para um lugar à parte, para orar.

Talvez parar seja uma das coisas mais difíceis para nós. Nós gostamos de estar trabalhando para o Senhor, de cantar, pregar e ensinar. Estamos dispostos até a uma certa medida de sacrifício. Gostamos de cantar alegremente hinos tais como “Mãos ao trabalho”, “Avante, avante o crentes”, etc.

Raramente nos lembramos de que antes de enviar seus discípulos para conquistar o mundo, Jesus lhes disse que esperassem, em oração, o poder do Espírito Santo.

Às vezes, Deus nos faz adoecer para nos obrigar a olhar para cima. “Ele me faz repousar...” E muitas vezes somos forçados, não por Deus, mas pelas circunstâncias, a ficarmos presos ao leito. Isto pode acabar se tornando uma experiência abençoada. Até mesmo o leito de um inválido pode ser um lugar de bênção, se a pessoa souber transformar em beneficio o seu infortúnio.”
  




Jesus sabia da importância do repouso e exortou os discípulos a desfrutá-lo: Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”


Jesus amava e se interessava tanto pelas pessoas que expressou a importância do sentimento de segurança.   Em Mateus 11:28-30 nos é dito: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

Certamente que há situações nesta vida que são muito complicadas. Tão complicadas e difíceis de viver que o mais forte e gigante na fé estremece. Estar deitado em um leito sabendo que a solução humana não existe mais e que há Alguém potente o suficiente para curá-lo e este milagre não vem, a despeito da grande fé que se carrega no peito, não é fácil.  Penso que aqui se aplica muito bem as citações bíblicas de:

Isaías 26:3 : Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti.”

Tiago 5:11 : “ Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo.”

Mas, aqui cabe uma observação. O “fim” de Deus pode se aplicar aqui ou no lar eterno. Confiar Nele é deixar que Ele decida como decidiu para Moisés. 

É verdade que a Bíblia nos aconselha em Êxodo 23:25: “Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.”

É verdade que a cura vem do Senhor. Jesus tem poder para curar doenças. A Bíblia diz em Mateus 4:23-24: “E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. Assim a sua fama correu por toda a Síria; e trouxeram-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias doenças e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos; e ele os curou.”

A Bíblia diz em Jeremias 17:14: “Cura-me, ó Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo; pois tu és o meu louvor.” 

A Bíblia também diz em Tiago 5:14-16 : “Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação.”

Você tem crido em todas essas promessas e cumpriu todas as orientações, mas a doença continua a lhe castigar. Não pense que você não tem fé suficiente. Não pense que Deus não lhe ama ou não está lhe escutando. Não duvide do poder de Deus. Pois, a Sua promessa eterna é que não haverá nenhuma doença no céu. A Bíblia diz em Isaías 33:24 “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; o povo que nela habitar será perdoado da sua iniquidade.” Quem pode garantir a eternidade sem dor, pode muito bem fazê-lo desde já, se assim fosse a Sua decisão.

Os médicos dizem que não podem mais fazer nada? Deixe literalmente nas mãos de Deus e procure descansar em Deus, sabendo que tudo Ele estará fazendo para o melhor não apenas para esta vida, mas para a vida eterna. Nossa fé em Cristo não deve basear-se ou depender de curas. Cremos em Jesus porque na cruz Ele demonstrou ser o nosso amorável Salvador! 

Precisamos viver na maturidade da fé. Precisamos carregar em nós a certeza de que nossa salvação não depende de curas e milagres, mas sim da pessoa de Jesus. Se em Sua infinita bondade e sabedoria, Jesus achar por bem não curar a nós ou a algum de nossos amigos ou familiares, numa determinada circunstância, não devemos desanimar da caminhada da fé. Nossa humilde fé deve se apegar à certeza de que Deus é bom mesmo quando não somos curados. 

Um dia o reino eterno de Cristo será estabelecido neste mundo e, então, todas as doenças irão findar. Sabendo disso podemos orar pela cura, mas não desanimar se pela sabedoria divina ela não ocorrer. Curados ou não, devemos crer e aceitar que o descanso do Senhor é estar sob os Seus cuidados. Somente neste lugar encontramos a verdadeira paz.  

Ao lado dos verdes pastos, estão as águas tranquilas que eliminam a nossa sede. O Senhor nos convida a lançar sobre Ele a nossa preocupação, dor, angústia, ansiedade, qualquer que seja ela, e oferece-nos paz no coração. A água refrescante, borbulhando na terra ressequida e estéril, fazendo com que o deserto floresça, e correndo para dar vida, é o emblema da graça divina que apenas Cristo pode conferir, e é como água viva, purificando, refrigerando a alma. Aquele em quem Cristo habita tem dentro de si uma fonte incessante de graça e força. Ainda que dores físicas lhe castiguem. Ou que os homens digam que não sabem mais o que fazer. (João 7:37-39 ; João 4: 13-14)

Todos aqueles que matarem a sede nesta Fonte terão uma eterna bênção. Infelizmente, o ser humano continua a procurar outras águas.



O pastor Allen analisando estas “águas de descanso” diz:


“As ovelhas, em geral, são muito medrosas. Elas têm medo, principalmente, das fortes correntezas, e com razão. Por causa de sua pesada capa de lã, elas dariam péssimas nadadoras. Seria como se um homem vestido com um pesado sobretudo tentasse nadar. A lã absorveria a água, e o arrastaria para o fundo.

A ovelha sabe, por instinto, que não poderia nadar numa correnteza forte, e por isso não se aproxima de riachos para se abeberar; somente o faz em águas paradas.

O pastor não zomba dos temores da ovelha, e nem tenta forçá-la a fazer o que não quer. Pelo contrário; ele as guia por montanhas e vales  à procura de águas tranquilas, para ali saciarem a sede.

Se não encontra um lago tranqüilo, enquanto as ovelhas estão descansando, o pastor apanha algumas pedras e faz com elas uma espécie de represa no riacho, e assim, até o menor dos cordeirinhos pode beber sem receio.

Esta petição do Salmo 23 tem um significado maravilhoso para nós. Deus conhece nossas limitações, e não nos condena por nossa fraqueza. Ele não nos força a ir onde não nos sentiríamos seguros e felizes. O Senhor nunca exige de nós um serviço que esteja além de nossas energias e habilidades.

Deus está constantemente atendendo às nossas necessidades. Ele conhece as cargas que estão sobre nossos ombros. Sabe também onde estão localizados os melhores pastos de nutrição e provisão.

É bom saber que, enquanto dormimos, o Pastor está preparando as coisas de que precisaremos no dia seguinte. Isto nos dá um grande senso de segurança.

A Bíblia declara: “Ele não permitirá que teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita nem dorme o guarda de Israel.” (Salmo 121:3,4)

Um dos melhores meios de se desfazer uma tensão interior é mentalizar o quadro de um lago tranqüilo; talvez um pequenino lago, rodeado de pinheiros. Ou talvez uma nascente calma, descendo uma encosta, ou a superfície lisa de um mar calmo de ondas suaves.

Depois que o quadro está bem delineado em nossa mente, podemos repetir, com fé, o verso: “Leva-me para junto das águas de descanso.” Esta experiência resulta em uma maravilhosa entrega da alma e num forte sentimento de segurança que nos capacitam a enfrentar o “calor do dia” com confiança, sabendo que há para nós um poder revigorante e restaurador, quando nos achamos sob a direção daquele que é mais sábio do que nós.

O grande reformador Martinho Lutero escreveu:

Castelo forte é nosso Deus

Espada e bom escudo

Com seu poder defende os seus

Em todo transe agudo

Foi este sentimento de confiança que levou Davi a escrever o Salmo 23. E, à medida que saturamos a mente com a leitura do salmo, nós também adquirimos a mesma confiança.”  



Continuaremos  amanhã...


Ruth Alencar


Comentários

  1. Sejam bem vindos!



    Melhor visualização do blog no Google Chrome e Firefox!



    Em alguns navegadores poderá ocorrer a não visualização de comentários postados ou poderá ocorrer a visualização de comentários sobrepostos aos posts recomendados: "Poderá também gostar de:".


    Boa leitura a todos!

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  2. Boa leitura, mesmo. Continuem. Eu continuo...

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  3. Quão reconfortante e poder compartilhar da palavra de Deus. Eu penso exatamente desta maneira , mas a dificuldade em me fazer entender talvez leve as pessoas a pensarem que eu aceito uma determinada situação ou doença.Muito pelo contrário eu busco entendimento da Palavra de Deus , e não o trato como se Ele tivesse por obrigação me servir.É a vontade Dele , o seu querer que precisa ser cumprido.Precisamos parar de buscar resultados imediatistas para nossos problemas e ser mais fiéis a Deus. ELE já mostrou o quanto nos ama quando entregou seu único filho "Jesus" e nós o que é que temos entregado ? Graça e Paz .

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    1. Que bom que você desfrutou RÔ Tulio da benção que pedimos a Deus para todos os que lessem esse texto.

      Quão bom é experimentar o compartilhar da Palavra do Senhor. Que Deus abençoe você. Volte sempre. Grande abraço.

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