Ensina-nos a Orar. Queremos ouvir Tua Voz Senhor!


O pastor Jon Paulien fez esta significativa pergunta em seu livro Deus no Mundo Real“O que significa relacionar-se com Alguém que você não vê, não ouve ou não toca?”

Minha filhinha quando tinha 07 anos disse-me: “Mamãe, eu não vou orar hoje, acho que Deus não fala conosco. Eu nunca escutei Sua voz.” Conversamos longamente... jamais me esquecerei as perguntas e afirmações intrigantes que sua mente infantil me faz dia após dia. Assim como jamais me esquecerei de como Deus Se comunicou com ela após aquela noite em que ela disse “Eu nunca escutei Sua voz”.

Tenho ensinado aos meus filhos o hábito de orar pedindo a proteção de Deus a cada vez que precisem sair de casa. E naquela manhã não foi diferente. Como o supermercado não era longe de nossa casa decidi que iríamos andando. Havíamos andado apenas um quarteirão quando uma ordem surgiu na minha mente: "Ore".

Obedeci imediatamente. Parei, inclinei minha fronte ali mesmo e oramos eu e minha pequena Isabelle. Um quarteirão a mais senti um forte desejo de olhar para trás. O tempo foi apenas o de virar-me e dei de cara com um menor marginal que vinha correndo em nossa direção para atacar-nos. Ele assustou-se mais do que eu, afinal pensava que iria surpreender-me.

Como viu que não podia contar mais com o fator surpresa começou a gritar bem alto e forte: "vai morrer, vai morrer sua safada", e correu em direção a uma casa, a qual supus ser a sua. Havia muita raiva no olhar daquele jovem...

Algo dentro de mim me dizia para não prosseguir, mas mudar o trajeto. Ele voltaria. Isabelle estava muito angustiada, segurei sua mãozinha e disse para apressarmos os passos e que deveríamos mudar de trajeto rápido, pois aquele homem era mau.

Decidi procurar uma parada de ônibus e assim prosseguir nosso destino. Mas, após alguns poucos minutos na parada percebi que ele vinha juntamente com dois outros. Estavam andando com o comportamento de quem procurava alguém.

Prepararam uma emboscada na esquina como não fomos, resolveram nos procurar. Havia uma farmácia e expliquei ao dono o que estava acontecendo. Ele nos escondeu atrás do balcão e foi para a calçada como se não houvesse clientes. Vi quando passaram em frente à farmácia. Orei novamente ali mesmo, agachada detrás do balcão, e agradeci a Deus a Sua proteção.

Deus realmente conversou com ela naquela manhã, pois nunca mais ela disse que não queria orar. Ao contrário, às vezes quando estamos andando pela rua ela me pede para parar e orarmos... e o fazemos. 

Quando sentirem vontade de orar, orem! Não importa o local, nem a hora. Orem. É Deus querendo comunicar-Se.

Que Deus possa inclinar Seus ouvidos a todas as suas preces e que opere segundo a Sua vontade. Que possamos ouvir a Sua voz no sim e no não. Tenho visto que é muito fácil dizer Deus é muito bom quando nossas orações são atendidas com o sim. Mas, duvidamos de Sua bondade, ou mesmo de nossa fé quando o sim não vem prontamente. O não de Deus também significa um sim.

Reflita em Salmo 103:13 e 14; 107: 19 e 20

Diz a Escritura que os homens devem "orar sempre e nunca desfalecer" (Lucas 18:1); e, se há um tempo em que eles sintam sua necessidade de orar, é quando lhes faltam as forças, e a própria vida lhes parece fugir. Frequentemente os que estão com saúde esquecem as maravilhosas misericórdias a eles feitas continuadamente, dia após dia, ano após ano, e não rendem a Deus tributo e louvor por Seus benefícios. Ao sobrevir a doença, porém, Ele é lembrado. Ao faltarem as forças humanas, sentem os homens a necessidade do auxílio divino. E nunca o nosso misericordioso Deus Se afasta da alma que para Ele em sinceridade se volve em busca de auxílio. Ele é nosso refúgio na enfermidade assim como na saúde.

Deus está hoje tão desejoso de restabelecer os doentes como quando o Espírito Santo proferiu estas palavras por intermédio do salmista. E Cristo é agora o mesmo compassivo médico que era durante Seu ministério terrestre. NEle há bálsamo curativo para toda doença, poder restaurador para toda enfermidade. (...) O Salvador deseja que animemos os enfermos, os desesperançados, os aflitos a apegarem-se a Sua força. (...) Cristo disse: "Se pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei." (João 14:14). Noutro lugar, Ele diz: "Se alguém Me serve, Meu Pai o honrará." João 12:26. Se vivemos em harmonia com Sua palavra, toda preciosa  promessa dada por Ele em nós se cumprirá. Somos indignos de Sua misericórdia, mas, ao entregar-nos a Ele, recebe-nos. Ele operará em favor e por intermédio daqueles que O seguem. 

(...) O salmista diz: "Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá." (Salmo 66:18). Se Lhe prestamos apenas uma obediência parcial, com a metade do coração, Suas promessas não se cumprirão em nós. 

(...) Muitas pessoas chamam sobre si a doença pela condescendência consigo mesmas. (...) Outros têm desconsiderado as leis da saúde em seus hábitos de comer e beber, vestir ou trabalhar. (...) Obtivessem essas pessoas a bênção da saúde, e muitas delas continuariam a seguir o mesmo rumo de descuidosa transgressão das leis naturais e espirituais de Deus, raciocinando que, se Ele as cura em resposta à oração, elas se acham em liberdade de prosseguir em suas práticas nocivas, condescendendo sem restrições com apetites pervertidos. Se Deus operasse um milagre para restaurar a saúde essas pessoas, estaria animando o pecado. (...)

Ao que solicita orações, sejam apresentados pensamentos como este: "Nós não podemos ler o coração, nem conhecer os segredos de vossa vida. Estes são conhecidos unicamente por vós mesmos e por Deus. Se vos arrependeis de vossos pecados, é o vosso dever fazer confissão deles." O pecado de natureza particular deve ser confessado a Cristo, o único mediador entre Deus e o homem. Pois "se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo". I João 2:1. Todo pecado é uma ofensa a Deus, e Lhe deve ser confessado por intermédio de Cristo. (...) A ofensa feita a um semelhante deve ser ajustada com a pessoa ofendida. Se alguém que deseja recuperar a saúde se acha culpado de maledicência, se semeou a discórdia no lar, na vizinhança ou na igreja, suscitando separação e dissensão, se por qualquer má prática induziu outros a pecar, essas coisas devem ser confessadas diante de Deus e perante os agravados. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar... e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1:9). 

Havendo os erros sido endireitados, podemos apresentar as necessidades do enfermo ao Senhor com fé tranquila, como Seu espírito nos indicar. Ele conhece cada indivíduo por nome, e cuida de cada um como se não houvesse na Terra nenhum outro por quem houvesse dado Seu bem-amado Filho. Por ser o amor de Deus tão grande e inalterável, o doente deve ser estimulado a confiar nEle e ficar esperançoso. Estar ansioso quanto a si mesmo tende a causar fraqueza e doença. Se eles se erguerem acima da depressão e da tristeza, será melhor sua perspectiva de restabelecimento; pois "os olhos do Senhor estão sobre... os que esperam na Sua misericórdia". (Salmo 33:18). 

Ao orar pelos doentes, cumpre lembrar que "não sabemos o que havemos de pedir como convém". (Romanos 8:26). Não sabemos se a bênção que desejamos será para o bem ou não. Portanto, nossas orações devem incluir este pensamento: "Senhor, Tu conheces todo segredo da alma. Estás familiarizado com estas pessoas. Jesus, seu Advogado, deu a vida por elas. Seu amor por elas é maior do que é possível ser o nosso. Se, portanto, for para Tua glória e o bem dos aflitos, pedimos, em nome de Jesus, que sejam restituídas à saúde. Se não for da Tua vontade que se restaurem, rogamos-Te que a Tua graça as conforte e a Tua presença as sustenha em seus sofrimentos." 

Deus conhece o fim desde o princípio. Conhece de perto o coração de todos os homens. Lê todo segredo da alma. Sabe se aqueles por quem se fazem as orações haviam ou não de resistir às provações que lhes sobreviriam, houvessem eles de viver. Sabe se sua vida seria uma bênção ou uma maldição para si mesmos e para o mundo. Esta é uma razão pela qual, ao mesmo tempo que apresentamos nossas petições com fervor, devemos dizer: "Todavia, não se faça a minha vontade, mas a Tua." (Lucas 22:42). Jesus acrescentou estas palavras de submissão à sabedoria e vontade de Deus, quando, no jardim de Getsêmani, rogava: "Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice." (Mateus 26:39). Se elas eram apropriadas para Ele, o Filho de Deus, quanto mais adequadas são nos lábios dos finitos e errantes mortais! 

A atitude coerente é expor nossos desejos a nosso sábio Pai celeste e então, em perfeita segurança, tudo NEle confiar. Sabemos que Deus nos ouve se pedimos em harmonia com a Sua vontade. Mas insistir em nossas petições sem um espírito submisso não é direito; nossas orações devem tomar a forma, não de uma ordem, mas de uma intercessão. 

Há casos em que o Senhor opera decididamente por Seu divino poder na restauração da saúde. Mas nem todos os doentes são sarados. Muitos são postos a dormir em Jesus. João, na ilha de Patmos, foi mandado escrever: "Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam." (Apocalipse 14:13). Vemos por aí que, se as pessoas não forem restituídas à saúde, não devem ser por isso consideradas sem fé. 

Todos nós desejamos respostas imediatas e diretas às nossas  orações, e somos tentados a ficar desanimados quando a resposta é retardada ou vem por uma maneira que não esperávamos. Mas Deus é demasiado sábio e bom para atender nossas petições sempre justamente ao tempo e pela maneira que desejamos. Ele fará mais e melhor por nós do que realizar sempre os nossos desejos. E como podemos confiar em Sua sabedoria e Seu amor, não devemos pedir que nos conceda a nossa vontade, mas buscar identificar-nos com Seu desígnio, e cumpri-lo. Nossos desejos e interesses devem-se fundir com Sua vontade. Estas experiências que provam a fé são para nosso bem. Por elas se manifesta se nossa fé é verdadeira e sincera, repousando unicamente na Palavra de Deus, ou se depende de circunstâncias, sendo incerta e instável. A fé é revigorada pelo exercício. Devemos permitir que a paciência tenha a sua obra perfeita, lembrando-nos de que há preciosas promessas nas Escrituras para aqueles que esperam no Senhor. 

Nem todos compreendem esses princípios. Muitos dos que buscam as restauradoras graças do Senhor pensam que devem ter uma resposta direta e imediata a suas orações, ou se não sua fé é falha. Por essa razão os que estão enfraquecidos pela doença precisam ser sabiamente aconselhados, para que procedam prudentemente. Eles não devem desatender ao seu dever para com os amigos que lhes sobreviverem, nem negligenciar o emprego dos agentes naturais. 

Há muitas vezes perigo de erro nisto. Crendo que hão de ser curados em resposta à oração, alguns temem fazer qualquer coisa que possa indicar falta de fé. Mas não devem negligenciar o pôr em ordem os seus negócios como desejariam se esperassem ser tirados pela morte. Nem também temer proferir palavras de ânimo ou de conselho que estimariam dirigir aos seus amados na hora da partida. 

Os que buscam a cura pela oração não devem negligenciar o emprego de remédios ao seu alcance. Não é uma negação da fé usar os remédios que Deus proveu para aliviar a dor e ajudar a natureza em sua obra de restauração. Não é nenhuma negação da fé cooperar com Deus, e colocar-se nas condições mais favoráveis para o restabelecimento. Deus pôs em nosso poder o obter conhecimento das leis da vida. Este conhecimento foi colocado ao nosso alcance para ser empregado. Devemos usar todo recurso para restauração da saúde, aproveitando-nos de todas as vantagens possíveis, agindo em harmonia com as leis naturais. Tendo orado pelo restabelecimento do doente, podemos trabalhar com muito maior energia ainda, agradecendo a Deus o termos o privilégio de cooperar com Ele, e pedindo-Lhe a bênção sobre os meios por Ele próprio fornecidos. 

Temos a sanção da Palavra de Deus quanto ao uso de remédios. Ezequias, rei de Israel, estava doente, e um profeta de Deus levou-lhe a mensagem de que haveria de morrer. Ele clamou ao Senhor, e Este ouviu a Seu servo, e mandou-lhe dizer que lhe seriam acrescentados quinze anos de vida. Ora, uma palavra de Deus haveria curado instantaneamente a Ezequias; mas foram dadas indicações especiais: "Tomem uma pasta de figos e a ponham como emplasto sobre a chaga; e sarará." (Isaías 38:21). 

(...)   Ao termos orado pela restauração de um enfermo, seja qual for o desenlace do caso, não percamos a fé em Deus. Se formos chamados a sofrer a perda, aceitemos o amargo cálice, lembrando-nos de que é a mão de um Pai que no-lo chega aos lábios. Mas, sendo a saúde restituída, não se deveria esquecer que o objeto da misericordiosa cura se acha sob renovada obrigação para com o Criador. Quando os dez leprosos foram purificados, apenas um voltou em busca de Jesus para dar-Lhe glória. Que nenhum de nós seja como os inconsiderados nove, cujo coração ficou insensível diante da misericórdia de Deus.  (Tiago 1:17). (Ciência do Bom Viver, pág. 225-233) 

“A vida cristã tem que ver com algo mais do que aceitar a cruz uma única vez. A vida cristã é uma experiência viva e permanente com o mesmo Jesus que morreu naquela cruz há mais de dois mil anos.” (Jon Paulien, Deus no Mundo Real, p.8)


Ruth Alencar


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