A importância da contextualização de um texto para a sua compreensão


O Amor Cravado na Cruz  é a Essência  da Lei de Deus (parte 3)


Refletindo sobre Romanos 14:4-5 e Colossenses 2:16-17


Relembrando os questionamentos enviados:

“No meu entender a BÍBLIA, o sábado, era um sinal entre Israel e DEUS; perpétuo, todavia, dentro da aliança mosaica, como à páscoa também o era; outrossim, ninguém esclarecido a guarda mais. O sábado, também, não pode ser chamado de mandamento moral, porque Jesus disse que os sacerdotes violávam o sábado e ficavam sem culpa!!! Mateus 12:5. Como vcs explicam isso? João, como um judeu sério, jamais ousaria dizer que o SENHOR JESUS quebraria o sábado, "semanal", se ele não o quebrasse, João 5:18. Alem do mais, eventos importantíssimos, neotestamentários, foram cumpridos no domingo! O batismo no ESPÍRITO SANTO, A RESSURREIÇÃO, A CEIA... ENFIM... é difícil explicar isso, não é?” 

“me expliquem Romanos 14:4-5 e Colossenses 2:16-17, no meu entendimento o sábado foi cravado na cruz!!!” 


Nos dois primeiros textos nossa reflexão sobre tais afirmações não puderam ser esgotadas, haja vista a complexidade do tema. Talvez, porque amemos refletir profundamente no que está fundamentada a nossa fé.

Continuamos sem pressa. Afinal, nossa intenção é proporcionar uma reflexão profunda. Reafirmamos, porém, a certeza de que ao final destas reflexões todos os seus questionamentos terão sido respondidos. Ficará apenas para você a responsabilidade de uma posição.

Na Parte 1 apresentamos algumas evidências textuais de que os princípios morais dos Dez Mandamentos já estavam presentes no Éden. A maior, porém, para mim é o fato de que se Deus julgou o primeiro casal indigno de não mais poder permanecer no Jardim e o próprio fato de que eles perderam a imortalidade significa que eles cometeram alguma transgressão. Houve a quebra de uma lei. Que lei seria esta? Afinal, se não houvesse nenhuma lei eles teriam sido considerados inocentes. 

“Não tem sentido dizer, antes do Sinai, o conhecimento do homem, no que, respeita aos seus deveres morais para com Deus e o próximo, se limitava aos mandamentos até então registrados, porque, neste caso, teríamos que admitir que o homem, até a libertação de Israel do Egito, estava isento de qualquer obrigação moral, pois não encontramos registradas, neste intervalo, prescrições regendo a conduta moral do homem. O homem era então um ser tão irresponsável, moralmente, como os animais irracionais. Esta é a terrível conclusão que teríamos que chegar. [...] Alegam alguns que a Lei dos Dez Mandamentos não poderia ter existido desde o princípio, pois nem todos os preceitos da mesma poderiam aplicar-se aos primeiros pais. Dizem, por exemplo, que Adão não poderia transgredir o mandamento “não adulterarás”, pois não tinha com quem adulterar; não poderia violar o mandamento que reza: “não furtarás”, pois, não havia propriedade alheia, tudo lhe pertencia; não poderia quebrantar o mandamento “ não cobiçará”, pois tudo era seu. [...] Convém lembrar que os preceitos da lei moral de Deus têm um alcance maior do que o que aparece na letra.”1 

Adão ou Eva não teriam como transgredir este mandamento, pois não havia com quem adulterar? O que dizer de Levíticos 18:23? A simples presença dos animais no Éden já oportunizaria o pecado. 

“Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.” 

Outra forma seria o adultério espiritual. Em várias situações na história de Israel como nação Deus Se refere à nação israelita como uma nação adúltera, porque ela se corrompia com outros deuses. O ato de escutar na prática a serpente dizer afirmações que abriam um confronto direto com o que Deus dissera foi um ato de adultério espiritual. Eva rejeitou as orientações do Deus Criador para ouvir os conselhos da “serpente”. 

“A lei dos Dez Mandamentos, porém, que tem por função prescrever os deveres morais do homem para com Deus e seus semelhantes, é independente dos fatores: tempo, povo, ou lugar, pois parte do invariável caráter de Deus. Se determinado ato de ordem moral, no passado, foi incompatível com a vontade de Jeová, podemos ter a certeza de que também o é no presente e o será no futuro. Por isso, não podemos admitir que a lei moral de Deus tenha sofrido ou possa sofrer alteração.”1 

Você disse: “me expliquem Romanos 14:4-5 e Colossences 2:16-17, no meu entendimento o sábado foi cravado na cruz!!!” 

A maneira mais honesta de se extrair fielmente a mensagem de um texto é não negligenciar o seu contexto. O contexto de Romanos 14 é a tolerância para com os fracos na fé. E o de Colossenses 2 é o interesse de Paulo pelo progresso espiritual dos colossenses. 

O que diz o texto de Romanos 14?

O que diz o texto de Colossenses 2?

"Sábado" em colossenses 2 é o sábado do quarto mandamento. Mas, isso não significa que o texto traz a mensagem de 'abolição' do sábado. Colossenses 2 não fala disto.

G.T. Thomson e F. Davidson analisando o livro de Romanos, mas especificamente Romanos 14 dizem: 

“Paulo refere-se a uma situação especial da comunidade romana. [...] Em toda igreja sempre há irmãos que alimentam ideias menos corretas da verdade cristã, e comumente são pertinazes na defesa do seu credo falho. Os tais não devem ser humilhados. A consciência deles, iluminada parcialmente quanto à liberdade que os cristãos gozam em Cristo deve ser respeitada, e o comportamento dos outros membros da sociedade cristã não deve ofendê-los. Por outro lado, esses irmãos inoportunos não devem criticar os demais, nem apresentar suas ideias como padrão para os outros e exigir uniformidade. Evidentemente o apóstolo estava acostumado com este tipo de mentalidade, visto como em outras igrejas havia irmãos sob as suas vistas, especialmente em Corinto (I Corintios 8: 1-10:33) e em Colossos ( Col. 2:16-23). 

Duas das questões muito debatidas, em torno das quais havia opiniões diferentes no tempo de Paulo eram a guarda de dias e o comer carne. Provavelmente a igreja de Roma recusava aceitar como membros aqueles que mantinham opiniões excêntricas. Paulo, então se esforçou por inculcar uma atitude mais branda, no sentido de que os tais fossem recebidos, na condição de confessarem os pontos essenciais da fé cristã, para depois serem instruídos no Senhor. [...] o apóstolo procurou evitar cisma na igreja, bem como aconselhar tolerância sob a lei do amor.

Paulo primeiro de tudo salienta o ponto de cada pessoa ter suas próprias convicções. Por elas regulará seu comportamento, com honestidade intelectual e moral e deixará que o seu próximo faça o mesmo. [...] Débil na fé implica falta de equilíbrio em discernir o essencial e o não-essencial da fé salvadora e santificadora.

[...] Uma pessoa defendia a santidade de certos dias; outras consideravam iguais todos os dias. Cada qual deve acertar o modo de encarar tais assuntos para o Senhor. Este motivo de culto torna justa a observância ou a não-observância. Paulo firma-se neste princípio normativo da inspiração do culto e os desenvolve nos v. 7 -12. O domínio de Cristo é supremo e abrange tudo, a vida, a morte e o juízo. Quando os cristãos se lembram de que todos darão contas de si mesmo a Deus, outros assuntos adquirem sua exata perspectiva. 

[...] o apóstolo passa a sugerir que a liberdade de crítica, eles podiam empregá-la melhor voltando-a contra si mesmos. Nunca deviam pôr tropeço no caminho dos irmãos mais débeis, ostentando sua própria liberdade na questão de comidas e bebidas. Tal liberdade, na presença daqueles cuja consciência desaprovava aquela atitude, podia tornar-se um obstáculo ou uma ocasião de queda. [...] Permitir a alguém que o seu bem, isto é, a sua liberdade danifique ou faça perecer os outros desse modo, seria levar o evangelho a ser vituperado. No que diz respeito ao reino de Deus, o amor é mais importante do que questões de comida e de bebida. Sua expressão em justiça, paz e gozo é o que mais importa. O apóstolo evidentemente combate aqui os conceitos materialistas dos judeus concernentes ao reino messiânico. [...] O princípio da abstinência total de tudo quanto escandaliza é recomendado como norma cristã de viver a vida de justiça-pela-fé, a fim de que um irmão não seja tentado [...] pelo sufocamento da consciência. [...] Homem feliz é o homem de consciência clara. Mas o que procede contra sua consciência condena-se a si mesmo. O fator de todo importante é a fé. Mudar alguém o seu procedimento neste particular sem crer que está certo é, de fato, um pecado.”1 

Se os versos de Romanos 14: 4-5 e os de Colossenses 2: 16-17 estivessem realmente fazendo menção a abolição da responsabilidade cristã com relação ao sábado, seria muito contraditório com relação a todo o contexto da vontade de Deus expressa em Sua Palavra. Entre os conselhos do próprio Paulo está: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;” 

Sinceramente, não há nestes dois versos qualquer indicação que fundamente a defesa da não obrigatoriedade da observância do sábado. Este conselho de Paulo registrado no verso 8 de Colossenses 2 refere-se a vãs filosofias. Seria realmente um trágico delírio espiritual associar uma ordenança divina às vãs filosofias! Sim, porque a ordenança do sábado nunca foi de origem dos homens, mas divina. O sábado não tem herança na tradição dos homens. Diferentemente das outras ordenanças dadas por Moisés. A Bíblia registra seu vigor desde os primórdios da criação dos homens: “Deu-me o SENHOR as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; [...] o SENHOR me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança.” (Deuteronômio 9: 9-11) 

De que mesmo estava Paulo falando em Romanos 14:4-5? 

Querer aplicar Romanos 14: 4-5 ao argumento de que o sábado foi abolido por Cristo na cruz é realmente algo sem o menor sentido. Nenhum livro pode ser lido assimilando suas verdades em citações isoladas do seu contexto. Esta não é uma leitura inteligente. E Colossenses 2 nada mais é que uma advertência e refutação do falso ensino. 

A morte de Jesus é, portanto, o ato CULMINANTE da grande controvérsia entre bem e o mal. A cruz cravou a maior verdade teológica: Deus é amor, mas também é justiça. A cruz é a testemunha fiel do caráter de amor e justiça de Deus expressa em Sua Lei. A cruz jamais poderia negar a imutabilidade de Deus e de Sua vontade. 

“A Lei dos Dez Mandamentos é uma expressão do caráter de Deus. É uma representação de Sua natureza. Deus é amor, e o amor é o espírito de Sua lei Moral. Obedecer à Lei de Deus é amar. Amar a Deus a ao próximo. [...] Assim é que, para alguém amar, deve cumprir os dois princípios do amor, e para praticar os dois grandes mandamentos, deve guardar os dez que os particularizam, e para guardar os dez, deve guardar toda a Escritura.”1 

Leia o que está escrito em Deuteronômio 9:1-8. 

Falando-lhes da Lei, Moisés expôs para eles a doutrina da graça divina que o homem jamais pode merecer. Este mais tarde foi um dos temas da pregação de Paulo. Nós, os guardadores do sábado, não confundimos graça e misericórdia com conivência com o erro. Em nenhum lugar da Bíblia há o ensinamento de que o sábado foi abolido. A transferência do sábado para o domingo tem origem na decisão humana. Negar a vigência da observância do sábado é um preceito de homens. Foi a determinação de homens e não de Deus. Deus é imutável e Sua Lei, que é uma expressão da Sua vontade e princípios, também é imutável.

Deus abençoou o sábado como Seu dia. Está escrito em Sua Palavra. Houve um dia em minha vida em que decidi que em assuntos de fé meu referencial seria a Bíblia. Desde então, tudo o que me é proposto nesse domínio busco uma reflexão à luz da Palavra de Deus. Creio que a Sua Palavra é a fonte que sacia minha sede de saber e de compreender. É nela que tenho encontrado as respostas para os meus por quês.

Segundo Bromiley o movimento da Reforma Protestante buscou “compreender a Bíblia, tal como a Bíblia se compreende a si própria.” E continua, “foi sobre a tese do auto-testemunho da Bíblia que os Reformadores arquitetaram a sua teoria da Sagrada Escritura, precisamente porque antes e acima de tudo a sua teologia era uma teologia de fé – uma teologia revelada.”2 

A Bíblia não é um instrumento de ensinamento denominacional. A Bíblia é um instrumento da verdade teológica. Deus não pertence a uma religião. Quando Jesus vier buscar o Seu povo não vem buscar uma religião, mas um povo que aceitou a Sua proposta e se manteve fiel a Sua vontade e não a tradição dos homens. Então, compreenda que não estou apresentando doutrinas de igrejas, muito menos a minha interpretação pessoal.

Sinto-me livre o suficiente para, de certa forma, perceber que para compreendermos e encontrarmos respostas honestas quanto à complexidade desse assunto é preciso sair da fronteira exclusiva da fé e adentrar nos limites dos conflitos pelo poder. Eu amo o Evangelho da Graça expresso naquela cruz onde Deus, através de Seu Filho amado, expressou a seriedade do Seu conceito de justiça e da moral, ao ponto de doar a Sua própria vida para que eu compreendesse a extensão e a profundidade do viver segundo a Sua vontade. Aquela cruz me traz paz porque me dá respostas. E eu creio que essa é a essência do cristianismo: a Graça salvadora de Jesus Cristo. Uma graça que se confirma na fé, e que de forma alguma anula a obediência. Ao contrário, exige postura, decisão e ação.

Aplicar Romanos 14 ao sábado do 4º mandamento é negligenciar o princípio básico da importância da contextualização na interpretação textual. É negligenciar a honestidade intelectual que a fé também exige. Afinal, a Bíblia não se contradiz.

Vimos na parte 2 que historicamente líderes religiosos Batistas, Metodistas, Presbiterianos e de outras denominações reconhecem que o Sábado faz parte da imutável vontade de Deus contida em Seus mandamentos morais. Vimos também que o que originou a mudança de postura dessas denominações protestantes com relação ao sábado não tem origem na vontade divina. Esta permanece imutável. Sua origem está na vontade humana.

Leia Êxodo 31:12-17: “pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; [...] Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. 

Esta passagem que você cita de Romanos 14: 4-5  não se refere ao descanso do Sétimo Dia, mas aos sábados “cerimoniais”. Veja o que dizem esses cristãos protestantes: 

“Não há aqui indicação de que o sábado fosse abolido, ou que sua obrigação moral fosse superada pelo estabelecimento do cristianismo. Demonstrei em outra parte que ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar’ – é um mandamento de obrigação perpétua, e nunca pode ser superado senão pela finalização do tempo”. (Adam Clarke, metodista) 

“Não há nenhuma evidência nessa passagem de que Paulo ensinasse que não havia mais obrigação de observar qualquer tempo sagrado, pois não há a mais leve razão para crer que ele quisesse ensinar que um dos Dez Mandamentos havia cessado de ser obrigatório á humanidade. Se ele tivesse escrito a palavra ‘O sábado’, no singular, então, certamente estaria claro que ele quisesse ensinar que aquele mandamento (o quarto) cessou de ser obrigatório, e que o sábado não mais deveria ser observado. Mas o uso do termo no plural, e a sua conexão, mostram que o apóstolo tinha em vista o grande número de dias que eram observados pelos hebreus como festivais, como uma parte de sua lei cerimonial e típica, e não a lei moral, ou os Dez Mandamentos. Nenhuma parte da lei moral – nenhum dos Dez Mandamentos – poderia ser referido como ‘sombra das coisas futuras’. Estes mandamentos são, pela natureza da lei moral, de obrigação perpétua e universal”. (Albert Barnes, presbiteriano. Notes on the Testament”, comentando Colossenses 2:16)

Os sábados cerimoniais eram guardados uma vez ao ano, quando o sacerdote fazia expiação pelos pecados do povo (ver Levíticos 16:29 a 31). Em Levíticos 23:38 Deus orienta ao povo para guardarem as festas fixas do Senhor “além dos sábados do Senhor”. Isto mostra que além dos sábados do Senhor tinham outras cerimônias, e entre elas este Sábado anual.

Pense na palavra “Descanso” como tradução da Palavra “Sábado”. Reflita com honestidade e sem idéias preconcebidas, somente assim você enxergará a verdade. 

Levíticos 23: 3 e 24,25 :

Sábado semanal = verso 3 : “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas.” 

Foi instituído pelo Criador como um memorial da criação. Não faz parte das leis cerimoniais. Não direcionam para a expiação ou apresentação de ofertas a serem queimadas. Mas, direcionam diretamente a criatura ao Criador como reconhecimento de Sua soberania e autoridade. A oferta é o próprio adorador, o homem, a criatura. Ele lembrando e reconhecendo o Criador de todas as coisas. Isto traz um conceito em sua essência imutável. E nada poderá apagá-lo, nem mesmo o tempo ou a vontade humana.

Sábado anual = no dia primeiro de todo o sétimo mês = versos 24 e 25 : “Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação. Nenhuma obra servil fareis, mas trareis oferta queimada ao SENHOR”. 

Este foi abolido porque Jesus já fez a expiação que esta lei representava em Jesus. Lembra do véu do templo que se rasgou? 

“O sábado semanal se apóia numa base mais permanente, tendo sido instituído no Éden, para comemorar o término da criação em seis dias. Levítico 23:38 expressamente distingue ‘o sábado do Senhor’ dos outros sábados. Um preceito positivo é bom porque é ordenado e deixa de ser obrigatório quando ab-rogado; um preceito moral é mandato eterno, por ser eternamente justo”. (Adam Clarke, comentarista Metodista) 

A verdadeira moralidade nasce de num coração renovado pela graça: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)


Continuaremos ...

Referências:

1. Este texto é citado numa antiga publicação intitulada “Conhecereis a Verdade”, impressa pela Editora Missionária “A Verdade Presente”. Infelizmente, não tenho a página indicativa com o nome do autor. É uma daquelas relíquias que a gente guarda...

2. G.W. Bromiley. Mª,PhD, D.Litt., Professor de História Eclesiástica, Fuller Theological Seminary, Pasaderna.


Ruth Alencar

Textos que fazem parte deste estudo:






Comentários

  1. Em outro texto que publicamos, que faz parte deste livro do Dr. Bachiolli dois leitores teceram os seguintes comentários a respeito da opinião do Dr. Samuelle Bacchiolli sobre Colocenses 2:16- 17.

    Concordamos com os comentários de nossos leitores e à título de contribuição com o debate trouxemos para cá seus comentários:

    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com.br/2012/02/o-sabado-em-colossenses-216.html

    comentário 1:

    Videoaulas 1 de julho de 2012 16:50

    "Acredito que o senhor está em desacordo com o ensino adventista: “Uma importante questão hermenêutica (ou interpretativa) suscitada por Gálatas diz respeito à natureza da lei de que se fala o apóstolo.

    Espera-se que, depois dessas lições, tenhamos sepultado para sempre aquela velha distinção entre lei moral e lei cerimonial como a chave para se entender a epístola. Não que não houvesse leis morais e cerimoniais na vida do antigo Israel, mas o ponto é que tal distinção não é de forma alguma a solução para se interpretar Gálatas ou quaisquer outras passagens em que Paulo parece falar da lei de uma perspectiva negativa. Introduzido pelos nossos pioneiros em meados do século dezenove e no contexto das discussões quanto à validade do sábado, o argumento – de que quando Paulo parecia falar mal da lei ou enfatizar sua temporariedade ( como em Gl 3:24-25), ele tinha em mente a lei cerimonial, e de que, quando falou bem da lei (como em Rm 7:10-14), ele se referiu à lei moral – não está correto, apesar de sua praticidade e eficiência evangelísticas. A lei em Gálatas não é a lei cerimonial, mas principalmente a lei moral, pois é a lei moral que revela o pecado, condena o pecador e o conduz a Cristo. É disso que Paulo falou nessa carta.

    Em Hebreus, sim, o ponto é a transitoriedade da lei cerimonial e, com ela, de todo o sistema sacrificial levítico (Hb 8:7-13; 9:9-10; 10:1-10). Mas, em Gálatas, como em Colossenses 2.14 e 2 Coríntios 3:7-11, o apóstolo se referiu sobretudo à lei moral. (Wilson Paroschi – Lições de Gálatas - Revista Adventista, maio de 2012, p.18 – destaque nosso)"

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  2. comentário 2:

    Anônimo 26 de julho de 2012 11:28

    "Hoje, praticamente todos os especialistas adventistas em Novo Testamento admitem que "sábado" em Colossenses 2:16 é o sábado semanal, do quarto mandamento.

    Muitos estudiosos adventistas (Roy Gane, Paul Giem) argumentam que a expressão "festas, luas novas e sábados" sempre é usada no Antigo Testamento em referência à totalidade das cerimônias realizadas no santuário nesses dias.

    Outros acreditam que o texto condena a guarda do sábado como meio de salvação (legalismo). Essa ideia foi defendida recentemente na Revista Adventista por Ozeas Moura.

    Eu acredito nas duas ideias anteriores.

    Outros estudiosos adventistas (Ángel Rodríguez, Samuele Bacchiocchi) acreditam que o texto fala sobre a guarda do sábado semanal que havia sido deturpada por costumes pagãos. Acho essa interpretação forçada."

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