Em Verdade Te Digo Hoje Estarás Comigo no Paraíso

“amem soi legõ sêmeron met emou esê en tõ paradisõ”

Este verso isolado há muitos anos tem dado margem para a doutrina de que o homem ao morrer, sua alma vai imediatamente para o paraíso (céu). Gostaria de refletir um pouco mais sobre Lucas 23:43.

Penso que se a alma do ladrão perdoado foi imediatamente para o paraíso há algo de muito contraditório nesta interpretação se tomamos como base a própria Bíblia como um todo. Não que isto fosse impossível para Deus, afinal, nem Elias nem Enoque conheceram a morte e nos é dito na própria Bíblia que o salário do pecado é a morte e com certeza esses dois homens foram pecadores.

A questão da não aceitação de que o ladrão perdoado não foi imediatamente para o paraíso é porque exatamente não é isto que diz o texto sagrado. E não podemos acrescentar nada à Bíblia sob pena do que ela mesma diz sobre isto: Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.” (Apocalipse 22:18-19)

Então, partindo do princípio que a Bíblia como um todo é a Palavra de Deus, não posso isolar um ou outro verso para justificar a doutrina da imortalidade da alma.

“Existe uma polêmica com relação à tradução de Lucas 23:43, [...] Duas possibilidades são questionadas para o texto: uma que confirma a doutrina da imortalidade da alma; outra que não dá margem para este pensamento. Ambas encontram respaldo no texto original, porém apenas uma deve ser aceita como sendo a intenção do autor do Evangelho de Lucas. Somente através da análise de passagens paralelas podemos ter uma direção sobre qual a melhor tradução para o texto.” ²

Ou seja, para conhecer o significado das palavras em um texto, é preciso estudar todo o contexto, os escritos anteriores e posteriores a esse verso. Tudo deve ser considerado e visto não haver mais indagações, procurar o entendimento.


Quando Foi Para o Céu o “Bom” Ladrão?

“Quando os livros da Bíblia foram escritos, não existiam nem a divisão das palavras, nem os sinais de pontuação. Por meados do Século III d.C., Ammonio de Alexandria dividiu os evangelhos em seções curtas, para comparar as passagens paralelas ou parecidas.

A divisão atual de todos os livros da Bíblia em capítulos foi feita pelo cardeal Hugo de Sancher, em meados do Século XIII d.C. O Novo Testamento foi dividido em versículos no Século IX d.C., por Roberto Estiene, em sua edição grega desta segunda parte da Bíblia.

Deveria ser observado que a vírgula entre as palavras ‘te’ e ‘hoje’ foi intercalada pelos tradutores. O texto grego original, que não tem pontuação nem divisão de palavras, diz: ‘amem soi legõ sêmeron met emou esê en tõ paradisõ’ literalmente: ‘em verdade a-ti Eu digo hoje comigo tu-estarás no paraíso’.

O advérbio sêmeron, ‘hoje’, encontra-se entre os verbos legô, ‘eu digo’, e esê, ‘tu estarás’, e pode com propriedade aplicar-se tanto a um como a outro. Sua posição imediatamente seguinte ao verbo legô, ‘eu digo’, pode implicar numa relação gramatical mais íntima com este verbo do que com o verbo seguinte, esê, ‘estarás’.” (The Seventh-day Adventist Bible Commentary.)


Vejamos algumas questões que podem invalidar a doutrina da imortalidade da alma:

1) O contexto seguinte nos mostra que Jesus não subiu direto para o céu, não esteve no paraíso após sua morte.

João 20:17: “Não Me toques, porque ainda não subi para Meu Pai...”

2) O Cristo que saiu da tumba era o mesmo Jesus que vivera aqui em carne. Agora Ele possuía um corpo glorificado, mas este ainda era um corpo real. Era tão real que os outros nem mesmo perceberam qualquer diferença.

“E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes? E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram. E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; E, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; porém, a ele não o viram. E ele lhes disse: O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.” (Lucas 24:13-27)

3) Se Cristo não houvesse ressuscitado:

. Não haveria sentido em pregar o evangelho.

“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” (I Coríntios 15:14)

. Não haveria perdão de pecados e nem propósito de se crer em Cristo.

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (I Coríntios 15:17)

4) Cristo não subiu ao céu imediatamente após Sua morte, mas ressuscitou e aqui ficou por mais algum tempo, qual seria o objetivo?

. A ressurreição exerceu um efeito eletrizante sobre os discípulos de Cristo. Transformou um grupo de homens fracos em valentes apóstolos, prontos a empreender qualquer coisa em favor do mestre.

“Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos.” (Filipenses 3:10-11)

“E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (Atos 4:33)

Segundo Lourenço Gonzalez:

“E disse-lhe Jesus em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43)

“Este versículo é uma forte base para os irmãos que admitem o galardão post-mortem. Isto é: Após a morte. Como você aceitaria se lhe dissesse que a interpretação dele depende inteira e exclusivamente de sua pontuação? – Que acha? O Novo Testamento foi escrito em grego, e as palavras eram separadas uma da outra, por um pequeno ponto. Assim sendo, “a colocação da vírgula dependerá da compreensão do tradutor quanto ao sentido das palavras originais.”

Portanto, qualquer tradutor, com a maior sinceridade, fará uma pontuação que coadune com sua fé a respeito. Por isso que não podemos aceitar tenha Dimas, o ladrão que foi transformado pela presença de Jesus, ido imediatamente ao Céu gozar a bem-aventurança, após sua morte. A exegese bíblica demonstra cabalmente que o galardão do justo só lhe será conferido quando do regresso de Jesus. Com isso concordam os patriarcas, profetas e apóstolos.

Todos de igual modo esperavam sua recompensa não imediatamente após a morte, mas quando Jesus voltasse. Há para confirmar este fato centenas de textos bíblicos; apenas mencionarei três, para você sedimentar sua fé.

“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra; e depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus.” (Jó 19: 25-26) (Jó tinha absoluta certeza que seria recompensado, galardoado, na vinda de Jesus).

“Quanto a mim, contemplarei a Tua face na justiça; satisfar-me-ei da Tua semelhança quando acordar.” (Salmo 17: 15) (Davi, o amado de Deus, esperava seu galardão quando acordasse, isto é, na ressurreição, e essa só se dará na volta de Jesus).

“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos que amarem a Sua vinda.” (II Timóteo 4: 8)

Vinda de quem informa Paulo? Lógico: Do Senhor Jesus! Nero, o maldoso imperador romano, em breve tiraria a vida do apóstolo dos gentios, mas lá no fundo de seu coração, jogado numa prisão fria e subterrânea, sua fé era a esperança sempre viva dos demais apóstolos. Recompensa? – Sim!  Galardão? – Também! Mas somente “naquele dia”, ou seja, na volta de Jesus.

A pontuação silábica é tão importante em qualquer escrito, que, apenas uma vírgula, um dos menores sinais gráficos, pode causar ou evitar uma morte, acabar ou criar uma guerra, separar ou juntar amigos. Para você compreender, veja estas duas experiências, anote no coração e se alegre no Senhor Jesus.

A imperatriz da Rússia, trocando apenas uma vírgula, salvou um prisioneiro do exílio. A mensagem que recebeu, dizia assim: “Perdão impossível, enviar para a Sibéria.”

Com muito tato e cuidado, ela transferiu a vírgula para outro lugar, e a ordem passou a ser: “Perdão, impossível enviar para a Sibéria.”

Houve uma rebelião em determinada cidade, e o governante comunicou a revolta ao seu superior, dizendo: “Devo fazer fogo ou poupar a cidade?” A resposta do superior foi: “Fogo não, poupe a cidade.”

Lamentavelmente, o funcionário do Correio trocou a vírgula e escreveu no telegrama de resposta: “Fogo, não poupe a cidade.” A cidade foi arrasada.
 Fonte: Pontuação na escrita, págs. 16-17 (grifos e itálicos meus)

“Não está aqui, mas ressuscitou...” (Lucas 24:6)

Meu irmão, como você gostaria fosse traduzido o texto de São Lucas 24:6, que fala da ressurreição de Jesus. Observe:

assim – “Ressuscitou! não está aqui.”

ou assim – “Ressuscitou? Não! Está aqui.”

Portanto, tem lógica o fato de que uma vírgula colocada fora de lugar poderá mudar o sentido do texto ou de uma frase, com resultados funestos. Inda mais, quando já se tem a crença vertida para a recompensa após a morte.

Irmão, se quando a pessoa morre, sendo boa vai para o Céu, gozar as delícias do paraíso e, sendo má, vai queimar-se eternamente no fogo, imediatamente após a morte, que valor tem a pregação do evangelho sobre a volta de Jesus? Que proveito terá o juízo de que fala a Bíblia? E qual a finalidade da ressurreição, que é doutrina básica de todas as igrejas protestantes? Diante disso, é mister que se dê atenção mais acurada ao problema, senão teremos um amontoado de contradições na Bíblia, o que é inconcebível, não é?

Lucas 23: 43, como se disse, é questão pessoal de tradução. Por conseguinte, é vital que atentemos para o pedido do ladrão, antes da resposta dada por Jesus. A versão Almeida, edição revista e corrigida, menciona este pedido de Dimas: “... Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no Teu reino.” (Lucas 23:42)

Por outro lado, “boas traduções rezam que o ladrão pediu a Jesus que se lembrasse dele, ‘quando VIERES no Teu reino’. Assim, por exemplo, fazem Matos Soares, a Trinitariana, a Versão Italiana de G. Deodatti, a Francesa L. Segond, a Inglesa de King James, e outras.” – Subt. do Erro, A. B. Christianini, pág. 221, grifos meus.

É mais racional admitir que a tradução correta seja: “quando vieres no Teu reino”, e não “quando entrares no Teu reino”, porque a comprovação escriturística, insofismável, é de que os salvos só entrarão no Reino quando Cristo voltar, pelos versos já mencionados e agora nas palavras cristalinas do evangelista: “E quando o Filho do Homem vier em Sua glória e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dEle, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à Sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” (Mateus 25:31-34)

Por conseguinte, somente nessa ocasião o ladrão irá ao paraíso, e não somente ele, mas como disse Paulo: “Todos os que amarem a Sua vinda”. Eu, você, nossos queridos falecidos que ressuscitarão nesse dia. Aleluia!

Caro irmão, penso que esteja tudo claro, porém como temos feito nestes estudos, é bom deixar que a Bíblia fale poderosamente, esse deve ser o nosso costume. Particularmente creio tenha ocorrido uma impropriedade de tradução em Lucas 23:43, pois caso contrário teríamos uma tremenda contradição, porque a Bíblia diz que Jesus não subiu ao céu naquele dia! Você sabia? Sim, não se espante. Há provas. A Escritura Sagrada é clara: Três dias depois da Sua morte, Jesus disse a Maria Madalena: “Não Me toques, porque ainda não subi para Meu Pai...” (João 20: 17) (Matos Soares)

Ora, se o Senhor afirmou que não subiu três dias depois de morto, quem poderá dizer o contrário? Por isso não é correto aceitar tenha Jesus prometido estar com o ladrão naquele dia, isto é, o de Sua morte, no paraíso! Ou será que o paraíso é na sepultura? É lógico que a vírgula foi mal colocada, não acha?

Fica claro então, comprovado pelas Escrituras Sagradas que o único lugar para onde Jesus pode ter ido quando morreu, foi a sepultura, e ali descansou, repousando no Sábado, de Sua obra de redenção, semelhante ao que fizera no Sábado da criação.

Volvo meus pensamentos para o irmão agora; talvez você já creia nesta grande verdade, mas... se ainda duvida, permita-me dizer-lhe com todo amor, respeito e zelo: O ladrão não morreu naquele dia em que fizera sua dramática súplica a Jesus. Por conseguinte, como iria ao paraíso?

A Bíblia confirmará esta palavra, pois ela é a nossa regra de fé, somente. Mas para isso, teremos que ser humildes ao analisar as últimas cenas do Calvário: “Os judeus pois, para que no Sábado não ficassem os corpos na cruz, visto que era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram pois os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que com Ele fora crucificado; mas vindo a Jesus, e vendo-O já morto, não lhe quebraram as pernas.” (João 19:31-33)

Quebrar as pernas dos crucificados (“castigo do crucifragium”) é a maior prova de que eles normalmente não morriam no mesmo dia, e, quando se tratasse de uma pessoa robusta, durava, na cruz, até sete dias, em seu martírio.

A respeito diz o comentarista bíblico, não Adventista, J.B. Howell: “O crucificado permanecia dependurado na cruz até que, exausto pela dor, pelo enfraquecimento, pela fome e sede, sobreviesse a morte. Duravam os padecimentos geralmente três dias, e às vezes sete.” – Grifos meus.

Agora, veja você, caro irmão: se foi imperioso quebrar as pernas dos malfeitores no pôr-do-Sol de sexta-feira, que era o dia de preparação para o Sábado, é lógico, foi preciso porque eles não haviam morrido ainda. Mas, note bem, Jesus morrera. Evidente que os dois ladrões não foram supliciados como foi o Mestre. Não receberam as chicotadas, os bofetões, nem passaram pela agonia do Getsêmani, não foram furados com as lanças dos soldados, nem tiveram o coração partido pelos pecados do mundo, nem foram pregados, mas, amarrados tão somente; por isso é que ainda permaneciam vivos enquanto Jesus já havia morrido.

Se Dimas não fosse robusto de físico, forte, vigoroso bastante para permanecer sete dias dependurado na cruz, ou quem sabe, 5, 4, 3 dias, uma coisa é certa, em última análise, na pior das hipóteses, ele teve mais um dia de vida que Jesus. Então pergunto-lhe: como podia estar Dimas com Jesus no paraíso no mesmo dia, estando Jesus morto e ele vivo?

Sim, irmão, houve um lapso na colocação da vírgula. Consequentemente, o texto correto de Lucas 23:43, no bom português é: “... Em verdade te digo HOJE (dois pontos) estarás Comigo no paraíso.”

Ou: “... Te afirmo agora:Ou seja, quando Jesus voltar e disser: “Vinde,  benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” (Mateus 25: 34)

Portanto, não é preciso consultar hermeneutas, exegetas, nem o grego ou o aramaico, basta estudar a santa Bíblia, comparando texto com texto, e o Espírito Santo esclarecerá a verdade para o coração sincero.”³

Creio que não há aprendizado apenas nas respostas prontas. O aprendizado vem com a capacidade de também fazer perguntas. Quando não há perguntas a serem feitas nas respostas que temos, talvez estejamos perto do conhecimento.

Atualmente as pessoas, principalmente os estudantes, não precisam pensar, pois, é mais fácil e prático para alguns professores, simplesmente “depositar” conhecimento de outros, nos cérebros dos aprendizes. Esse tipo de ensino é conhecido como “Educação bancária”.

Ninguém é incapaz de pensar. Excetuando-se talvez uma pessoa com problemas neurológicos, pois esse problema pode dificultar ou anular o processo de aprendizagem. Assim sendo, somente a ausência total da capacidade cognitiva em uma pessoa a deixaria sem raciocínio próprio. É muito bom sabermos que temos condições de pensar e assim não precisamos de que nos deem repostas prontas! Quanto mais pensamos, mais estimulamos nosso cérebro a fazer perguntas e mais podemos buscar respostas.

Que Deus abençoe aos amigos leitores e que o Espírito Santo os direcione ao entendimento.

Brígida Oliveira 
______

Referência:

1) Bíblia Sagrada (Todas as citações em itálico na cor azul índigo)

2) SILVA, Gilson Medeiros. Tradução de Lucas 23:43 – Monografia estudo individual dirigido, IAENE maio 2011.

3) GONZALEZ, Lourenço Silva. Assim Diz o Senhor – 5ª Edição, Rio de Janeiro, 1993. Pág. 259-263.

Comentários

  1. O que mais me constrange na doutrina da imortalidade do espírito é que ela põe a zero todo o sacrificio de Jesus.

    Para que levar cativo o cativeiro, se na verdade ele não era nenhum cativeiro? A Palavra conta uma mentira então?

    A Palavra pela Palavra, eis o segredo do encontro com a Verdade.

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  2. Então Ruth,

    Não consigo imaginar a doutrina da imortalidade do espírito por diversas razões.

    Primeiro por não haver respaldo na Bíblia para tais argumentos.

    Põe mesmo a zero todo sacrifício de Jesus e não há necessidade de que Ele volte.

    Segundo por razões práticas mesmo...

    Pensando em uma questão básica como exemplo: Se ao morrer a pessoa vai direto para o céu desfrutar de todas as maravilhas de lá, porque as pessoas lutam contra doenças fatais?

    Ora, é apenas um exemplo. Mas, não seria uma "bênção" ter uma doença fatal e morrer bem rápido?

    Se nesse mundo há tanta dor e sofrimento, para que vou querer continuar lutando contra doenças? Para que médicos salvam vidas a cada segundo? Pensando pelo lado prático e "bom" da coisa, um médico estaria fazendo um favor em deixar as pessoas morrerem, não socorrendo-as!

    A não ser que os pensamentos dessa pessoa que está a morrer esteja apenas nos prazeres desse mundo...aí sim.

    Por isso prefiro ficar com o que a Bíblia ensina em todo o seu contexto.

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  3. Caríssima Brígida

    Como sempre, apreciei muito a leitura do seu trabalho. As suas considerações, a exemplo do que ocorre em relação à nossa irmã Ruth, são recheadas de argumentos que, no mínimo, convencem do seu conhecimento de causa e, principalmente, da sua consagração.

    Lucas 23: 43 – A exemplo de muitos outros textos, essa passagem foi motivo de muitos questionamentos para mim. Hoje, já nem tanto!

    Na verdade, hoje, os meus questionamentos já não são tantos!

    Diante dessa afirmação, pode-se questionar: - Então, quer dizer que você tem explicação para tudo?! Ao que eu, logicamente, responderei: NÃO.

    A questão é a seguinte:

    Entendi que a Bíblia, como um todo, é um livro questionável, ou, melhor dizendo, questionado, senão vejamos:

    - Há, por ventura, consenso absoluto em torno da legitimidade de uma só palavra contida na Bíblia?

    Segundo me consta, palavras, textos, livros, personagens, a Bíblia, enfim, tudo é questionado.
    O próprio nome do principal personagem bíblico, Deus, é motivo de especulações.

    Claro, não é fácil harmonizar todas estas questões! Mas, eu, particularmente, estabeleci alguns parâmetros que afiançam a consistência dos meus entendimentos.

    Diante das dúvidas geradas pela literalidade textual da Bíblia, apeguei-me a algumas realidades lógicas:

    1 – Qual o objetivo da Bíblia, informar ou confundir? A minha resposta: informar;
    2 – O Caráter dos seus principais personagens inspira confiança ou desconfiança? Respondo: confiança;
    3 – Qual a essência do propósito da mensagem dos Seus principais personagens?
    a) O bem: amor e justiça.
    b) O mal: ódio e injustiça.
    Para este questionamento, confirmo a letra “a”.
    Então, a essência bíblica, embora questionada, é inquestionável.

    Ora, se o meu entendimento é de que o objetivo bíblico é informar, e não confundir; se acredito na firmeza de caráter dos Seus principais personagens; e se creio que a essência dos Seus propósitos é o bem, então, pouco importa o que possam dar a entender alguns detalhes que, ocasionalmente, tentem confundir a minha convicção.

    A propósito de Lucas 23: 43, estou convicto de que aquele homem teve, naquele instante, a confirmação de que viveria eternamente no paraíso divino. Quanto aos detalhes de como se procederá a sua ascensão, embora sejam importantes, não os considero essenciais.

    Essa é a minha regra de fé:
    - acredito que o propósito divino é de que todos sejam felizes eternamente;
    - acredito que a misericórdia divina é, realmente, infinita;
    - acredito que Deus perdoa o tempo da ignorância;
    - creio que só Ele é onisciente;
    - creio na Sua onipotência.

    Quando Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”, Ele, simplesmente, fez um pedido e apresentou uma única justificativa.
    O Seu pedido foi objetivo e sem restrições, a Sua justificativa foi ampla e singular. Não houve restrições e nem condições excludentes.
    Algum outro texto pode ser mais incisivo do que este?!

    Diante dessas afirmações, se eu puser em dúvidas a minha salvação, estarei sendo hipócrita.

    Eu estou salvo e com cadeira cativa assegurada no Paraíso. Esta é uma dádiva graciosa do Deus que eu conheço!Quanto aos detalhes, serão revelados em tempo oportuno.

    Presunção?! NÃO. FÉ.

    Fraternalmente.

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  4. Olá Pedro!

    Seus comentários são sempre muito inteligentes!

    Confesso que não concordo em todo, com o termo:
    "Temos que ler a Bíblia!"

    Ler por ler a gente lê uma revista, um jornal, um livro infantil, etc.

    A Bíblia de ve ser estudada. E quando se estuda a Bíblia em todo o seu contexto, não apenas em versos isolados, vemos que ela se explica por si só.

    Na verdade não creio que precisamos de explicação para o verso de Lucas 23:43. Se continuamos a ler, vemos que a própria Blíblia explica que não foi naquele momento que Jesus foi para o céu e muito menos o ladrão convertido.

    Como estariam os dois no paraíso naquele mesmo dia? Sendo que a morte de ambos se deram em dias diferentes.

    Então, Jesus mentiu? Prometeu e não cumpriu?

    No mínimo eu ficaria curiosa para entender o contexto de todo ensinamento sobre céu, paraíso, inferno... Que a própria Bíblia se explica em inúmeras ocasiões.

    O bom é que temos também, pessoas que dedicaram seus estudos para comprovar a veracidade das e nos apresentar mais detalhes importantes, como: No verso citado, no original em Grego não há a palavra "que" e não há pontuação.

    Concordo plenamente com suas palavras, Pedro:

    "Essa é a minha regra de fé:
    - acredito que o propósito divino é de que todos sejam felizes eternamente;
    - acredito que a misericórdia divina é, realmente, infinita;
    - acredito que Deus perdoa o tempo da ignorância;
    - creio que só Ele é onisciente;
    - creio na Sua onipotência."

    Amém e que Deus nos abençoe!

    Grande abraço!

    ResponderExcluir

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