Analisando a parábola do rico e Lázaro contada em Lucas 16:19-31


A Vida Somente por Jesus Cristo (parte 2)


Esta reflexão faz parte de um debate com um leitor que se identificou como pastor.

Citando Lucas 23:43 : “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” você, pastor, afirmou  o seguinte argumento equivocado:

“Esse paraíso é a parte do consolo onde estavam lázaro, Abraão e todos os salvos "mortos" de então, Lucas 16:19-31. A propósito, essa passagem não se trata de uma parábola, mas de uma história real relatada por Jesus. Até agora eu só conheço duas denominações que ensinam o oposto disso, vcs e as testemunhas de Jeová; porquanto as igrejas tradicionais, as pentecostais, as neo-pentecostais enfim... Todas creem que a "parábola do rico e Lázaro" é um título posto pelas editoras, cuja inspiração não se considera; alem do mais, o texto do rico e Lázaro, não tem característica alguma de parábola, por" ns" motivos, um deles é a presença de personagens reais como no caso de Moisés. Outra situação interessante é que quando Jesus cita Moisés, ELE está fazendo menção de um momento histórico, portanto real. Em atos 2:31, Pedro separa explicitamente o corpo de JESUS de sua alma, outrossim, o hades da simples sepultura. Se entendermos ser o hades a sepultura, por que então esse pleonasmo?”

Você tem insistido no argumento de que “é um título posto pelas editoras, cuja inspiração não se considera” e que “o texto do rico e Lázaro, não tem característica alguma de parábola”. No texto I- A vida somente por Jesus Cristo , citamos outros pensadores que com certeza não concordariam com tal afirmação. Além do mais, li no texto do pastor Airton Evangelista Costa que você me enviou o seguinte trecho: “[...] Por isso, na parábola, disse que "Lázaro morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão". [...]”

O pastor Airton Evangelista Costa concorda então que é uma parábola?

Pastor, compreendo que a otimização da leitura da Bíblia exige o respeito aos princípios de interpretação. Você nos apresenta o texto de Lucas 16:19-31. Reafirmo minha posição de que este texto é uma parábola sim.

Argumentos em defesa da verdade:

1- A otimização da leitura da Bíblia exige o respeito aos princípios de interpretação:

Dentro do conceito de interpretação de um texto há a importância de conhecer o pensamento geral da Bíblia com relação a cada tema.

O que lemos em Eclesiastes 9: 5-6; 1 Tessalonicenses 4:16-18;  Apocalipse 20:5-6 ?

O que a Bíblia afirma em linhas gerais sobre a morte é que Cristo virá e por ocasião de Sua vinda é que ocorrerá a ressurreição dos que estiverem mortos. Se eles vão ressuscitar é porque estão ainda aqui na Terra e não em uma dimensão especial e ainda vivos. Não me parece lógico que um trecho bíblico que tinha como único objetivo a reprovação a um grupo de judeus, isolado e usado por Cristo com intenções de fazer uma reprovação a este grupo, no caso os fariseus, os quais faziam acepção de pessoas por suas posições sociais, possa ser utilizado como doutrina.

Lida literalmente esta história traz uma confusão tremenda quando é confrontada com os outros versos bíblicos de que o estado da morte reduz o homem ao pó e neste processo morrem também seus pensamentos, todos os seus conhecimentos, enfim, sua consciência. (v.22-25)


Este trecho da história bate de frente com os outros textos bíblicos que abordam este tema. Sim, há uma inconsciência dos homens enquanto estão mortos. Porém, eles permanecerão na memória de Deus, para Quem retorna o dom da vida. E que não é uma entidade, mas o dom da vida. 

2- Contextualização

Os versículos 19 à 31 fazem parte de um contexto. Vejamos o que diz o verso 1. O que Jesus disse aos Seus discípulos? Jesus lhes propôs uma parábola: a do administrador infiel. Este capítulo em que está inserida a parábola do rico e Lázaro contém duas histórias com o mesmo teor: reprovação à avareza e apego dos fariseus às riquezas materiais.

. Parábola do administrador Infiel de Lucas 16:1-18 tem aplicação na história real de um homem chamado Zaqueu registrada em Lucas 19:1- 18

. Parábola do homem rico e do homem pobre registrada em Lucas 19:19- 31 é um aprofundamento da reflexão que Cristo faz com os Seus ouvintes.

a. “Havia um homem rico” - Do rico diz apenas que era rico e ser rico não é característica do desagrado de Deus. De Lázaro diz que é mendigo e ser pobre também não é característica do desagrado de Deus.  O que fez Lázaro de bom para ir para o paraíso e o que fez o Rico de mau para ser lançado no inferno?

b. “A imortalidade da alma” e a separação entre o paraíso e o inferno” – É muito pequena e todos podem se ver e falar. Os que creem no galardão imediato após a morte, também creem que as “almas” tem consciência por causa do diálogo que o texto apresenta.

- Como você se sentiria no Céu, vendo do lado de lá, ali bem pertinho, um seu querido queimando-se e aos gritos, no inferno?  Quer ver algo mais estranho e inquietante? Nela não aparecem o Senhor Jesus, nem Deus, nem anjos. Ora, que Céu é esse que não se encontra o Criador nem o Seu trono?

O contexto é o contraste que Jesus faz entre o ensino da Lei e o espírito dos fariseus. Jesus aqui descreve o destino diferente de dois tipos de homens: um homem rico e um homem miserável. Bom, temos apenas duas opções:

1- Ou este texto deve ser interpretado literalmente e isto o coloca em contradição fragrante com relação a todos os outros textos das Escrituras a respeito do estado da morte;

2- Ou damos a este texto um sentido figurado, salvaguardando assim a harmonia entre o ensinamento bíblico como um todo.

Se ficarmos com a literalidade, por exemplo, devemos reconhecer a dificuldade imensa para compreender o “seio de Abraão”: “Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.”

Então vamos considerá-la assim, literalmente, certo?  “Lázaro morreu e foi para o “seio de Abraão” – Teremos de admitir que Abraão tem um seio descomunal para acolher tanta gente. De que tamanho seria ele? - Que tamanho é o seio de Abraão e se os bons morrem e vão para o seio de Abraão, para onde foi Abraão quando morreu? Para o seu próprio seio?

Sinceramente, tenho profundas dificuldades com esta pergunta. Outra coisa, “No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio” O “Paraíso” estaria ladeado, tão próximo assim do “inferno” a ponto do rico poder conversar com Abraão e ser por ele ouvido? A ponto do rico enxergar Lázaro e ainda por cima dentro do seio de Abraão?
Os que afirmam ser um fato real se utilizam para justificar as suas doutrinas: do pecado da riqueza, da imortalidade da alma, do inferno eterno e do purgatório (esse a igreja Católica teve a coragem de excluir).

À luz do contexto dos ensinamentos de Cristo sobre o tema ousamos concluir sem receio que há um sentido figurado nestas palavras do Senhor. A Bíblia faz uso deste expediente. Veja, por exemplo, Juízes 9:7-15.

Quem pode atrever-se a dizer que tal passagem bíblica deva ser entendida em seu sentido literal? Jesus fez uso constante de parábolas para facilitar um ensinamento moral. Convido você a refletir sobre: Mateus 16: 6-12; Lucas 13: 31,32 ; João 2:19-21 ; Romanos 11: 16-21, 24.

A Bíblia se exprime tanto em linguagem literal, tanto em linguagem figurada. Você interpretaria literalmente o texto: “Se o teu olho te escandaliza, arranque-o fora”?

Tem gente que faz isto, soube da história de um homem, um cristão, que ao separar-se da esposa e temendo pecar por fornicação, baseando-se nesta passagem bíblica cortou seu próprio pênis. Leia essa notícia aqui. Assim como sei da história de um homem que fazendo uma leitura errada da Bíblia cometia deliberadamente adultério com as irmãs da própria igreja em que ele era “pastor”.

No primeiro caso temos um erro por problema de literalidade textual, no segundo, para mim, foi um caso de analfabetismo mesmo. Todos os dois, porém, revelaram homens sem a correta compreensão não somente da Palavra do Senhor, mas do caráter de Deus.


Uma coisa é certa. É coisa séria ensinar! E mais séria ainda quando se pronuncia o nome de Deus. Você sabe disto, você é pastor. Imagino que estes dois casos lhe tenham parecido tão absurdo quanto foram para mim!

3-  Sobre LUCAS 16:

* Ocasião: Crítica aos fariseus que eram avarentos, vide v. 14;

* Lição: Mau uso da riqueza e que a salvação não se relaciona com as riquezas;

Ler novamente Lucas 16:19-25

Observemos que o ponto de partida é a condição que os dois personagens ocupavam quando em vida. Um vivia regaladamente e o outro passava necessidades.  Não podemos esquecer que o homem é mero depositário, entretanto, prestará contas do seu livre-arbítrio. O destino do homem seja rico ou pobre é decidido aqui nesta vida, “pelo uso feito dos privilégios e oportunidades” conferidos por Deus.

Existem palavras na história contada por Jesus que nos permitem concluir que o texto é uma alegoria. Há um grande ensinamento de conteúdo moral nesta história. O verso 14 diz que os fariseus eram avarentos e um pouco mais adianta fala de que Deus, diferentemente do homem, vê o coração. Através dessa história Jesus estava desmentindo o pensamento da grande maioria dos judeus daquela época que estavam persuadidos de que a miséria material ou física de um homem era a marca inquestionável de uma maldição de Deus. E que a riqueza e a santidade aos olhos deles significassem Sua benção. Quando propôs esta história, onde um rico é enviado ao tormento eterno e o pobre é conduzido à felicidade, Jesus queria que compreendessem que eles se enganavam quanto à maneira que Deus julga os homens.

A finalidade da parábola é transmitir uma verdade, mas ela mesma não é esta verdade. Jesus não poderia contradizer com Suas palavras esta verdade tão clara e tão disseminada pelas Escrituras. Os judeus eram influenciados pela cultura grega quanto ao estado dos mortos. Eles pensavam que após a morte os culpados eram precipitados em um lugar de suplício. Por isso, Jesus usa uma história que pudesse levar uma mensagem para eles dentro do padrão de conhecimento deles. A verdadeira mensagem das Escrituras quanto ao julgamento dos culpados é esta escrita em Judas 5-7.

Este é outro ponto a ressaltar. Acreditar num inferno que queima eternamente, mesmo alguém ímpio, é ir contra a misericórdia de Deus que diz não ter prazer na morte de um ímpio. A literalidade provoca sérios equívocos. A Bíblia diz que haverá o grande Dia de Deus, onde será dado o veredito final a todos os homens. Leia Apocalipse 20.

Pelos séculos dos séculos significa dizer que para sempre o mal não se levantará outra vez. Estará eternamente subjugado. Não pode haver um inferno queimando matérias finitas (corpos) eternamente, isto é ilógico! Não haverá num fogo eterno, ladeado por um povo que goza a felicidade eterna. Isto é ilógico quando conhecemos Deus e sabemos que Ele é amor e misericórdia e que não encontra prazer na morte, nem mesmo de um ímpio. Outra coisa, a Bíblia diz que não haverá mais lágrimas, nem dor, nem morte. Como inserir um inferno eterno no novo tempo de paz que Deus proverá em seu Novo Reino?

A história é uma reprimenda moral de Jesus para os fariseus por seus conceitos equivocados de moral. Muitos cristãos e igrejas têm utilizado esta passagem para justificar a teoria (doutrina) de um inferno eterno, onde os penitentes seriam atormentados sem fim. Volto a dizer que crer nisto é ir de encontro ao que a Bíblia tem ensinado: Deus é amor.

Comentário do pastor Alberto Timm analisando esta parábola:

“Alguns sugerem que o relato de Lucas 16:19-31 deveria ser interpretado literalmente, como uma descrição do estado do homem na morte. Mas essa interpretação nos levaria a uma série de conclusões inconsistentes com o restante das Escrituras. [...] Se esta fosse uma descrição real do estado do homem na morte, então o Céu certamente não seria um lugar de alegria e de felicidade, pois os salvos poderiam acompanhar de perto os infindáveis sofrimentos de seus entes queridos que se perderam e até mesmo dialogar com eles (versos 23-31). Como poderia uma mãe sentir-se feliz no Céu, contemplando ao mesmo tempo as agonias incessantes, no inferno, de seu amado filho? Num contexto como esse, seria praticamente impossível o cumprimento da promessa bíblica de que então “não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Apocalipse 21:4).

Diante disso, a maioria dos eruditos bíblicos contemporâneos considera a história do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31) como uma parábola, da qual nem todos os detalhes podem ser interpretados literalmente. George E. Ladd, por exemplo, diz que essa história era provavelmente “uma parábola de uso corrente no pensamento judaico e não tenciona ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos”. (O Novo Dicionário da Bíblia [São Paulo: Vida Nova, 1962], vol. 1, p. 512). [...]

O relato ensina pelo menos duas grandes lições. A primeira é que o status e o reconhecimento social do presente não são o critério de avaliação para a recompensa futura. Em outras palavras, aqueles que, à semelhança dos escribas e fariseus, se julgam mais dignos do favor divino podem ser os mais desgraçados espiritualmente aos olhos de Deus (comparar com Mateus 23).

A segunda lição é que o destino eterno de cada pessoa é decidido nesta vida, e jamais poderá ser revertido na era vindoura, nem mesmo pela intervenção de Abraão (Lucas 16:25 e 26). A referência à impossibilidade de Abraão salvar o homem rico do seu castigo reprova o orgulho étnico dos fariseus, que se consideravam merecedores da salvação por serem descendentes de Abraão (ver Lucas 3:8; 13:28; João 8:39 e 40, 52-59).

É importante lembrarmos que um dos princípios básicos da interpretação bíblica é que não devemos fundamentar doutrinas nos detalhes acidentais de uma parábola, sem primeiro verificar se as conclusões obtidas estão em perfeita harmonia com o consenso geral das Escrituras. A própria parábola de Lucas 16:19-31 afirma que, para obter vida eterna, o ser humano precisa viver em plena conformidade com a vontade de Deus revelada através de “Moisés e os profetas” (verso 29; comparar com Mateus 7:21), ou seja, através da “totalidade da Escritura” (L. L. Morris).
Mesmo não tencionando esclarecer o estado do homem na morte, esta parábola declara, em harmonia com o restante das Escrituras, que os mortos só podem voltar a se comunicar com os vivos através da ressurreição (Lucas 16:31). E, se analisarmos mais detidamente o que “Moisés e os profetas” têm a nos dizer sobre o estado na morte, perceberemos que os mortos permanecem inconscientes na sepultura até o dia da ressurreição final (ver Jó 14:10-12; Salmo 6:4-5; Eclesiastes 9:5, 10; João 5:28 e 29; 11:1-44; I Coríntios 15:16-18; I Tessalonicenses 4:13-15).”

Falando ainda sobre o inferno disse o pastor Timm: “A noção de um “inferno” de fogo eterno para castigar os maus está intimamente associada à teoria da imortalidade natural da alma. Já no Jardim do Éden, Satanás, na forma de uma serpente, disse a Eva que ela e Adão não morreriam (Gênesis 3:4; Apocalipse 12:9). Entre os antigos pagãos havia noções de um outro mundo no qual os espíritos dos mortos viviam conscientes. Essa crença, somada à noção de que entre os seres humanos existem pessoas boas e pessoas más que não podem conviver para sempre juntas, levou antigos judeus e cristãos a crerem que, além do paraíso para os bons, existe também um inferno para os maus.

Muitos eruditos criam que a noção de um inferno de tormento para os ímpios derivara do pensamento persa. Mas em meados do século 20 essa teoria já havia perdido muito de sua força, diante das novas investigações que enfatizavam a influência grega sobre os escritos apocalípticos judaicos do 2.o século a.C. Tal ênfase parece correta, pois na literatura greco-clássica aparecem alusões a um lugar de tormento para os maus. Por exemplo, a famosa Odisseia de Homero (rapsódia 11) descreve uma pretensa viagem de Ulisses à região inferior do Hades, onde mantém diálogo com a alma de vários mortos que sofriam pelos maus atos deles. Também Platão, em sua obra A República, alega que “a nossa alma é imortal e nunca perece”.

Por contraste, o Antigo Testamento afirma que o ser humano é uma alma mortal (ver Gênesis 2:7; Ezequiel 18:20); que ele permanece em estado de completa inconsciência na morte (ver Salmo 6:5; 115:17; Eclesiastes 3:19 e 20; 9:5 e 10); e que os ímpios serão aniquilados no juízo final (ver Malaquias 4:1). Mas tais ensinamentos bíblicos não conseguiram impedir que o judaísmo do 2.o século a.C. começasse a absorver gradativamente as teorias gregas da imortalidade natural da alma e de um lugar de tormento onde já se encontram as almas dos ímpios mortos. Esse lugar de tormento era normalmente denominado pelos termos Hades e Sheol.

Já nos apócrifos judaicos transparecem as noções de uma espécie de purgatório (Sabedoria 3:1-9) e de orações pelos mortos (II Macabeus 12:42-46). Mas o pseudoepígrafo judaico de I Enoque (103:7) assevera explicitamente: “Vocês mesmos sabem que eles [os pecadores] trarão as almas de vocês à região inferior do Sheol; e eles experimentarão o mal e grande tribulação – em trevas, redes e chamas ardentes.” Também o livro de IV Enoque (4:41) fala que “no Hades as câmaras das almas são como o útero”. A ideia básica sugerida é a de uma alma imortal que sobrevive conscientemente à morte do corpo.

O Novo Testamento, por sua vez, fala acerca da morte como um sono (ver João 11:11-14; I Corintios 15:6, 18, 20 e 51; I Tessalonicenses 4:13-15; II Pedro 3:4) e da ressurreição como a única esperança de vida eterna (ver João 5:28 e 29; I Corintios 15:1-58; I Tessalonicenses 4:13-18). Mas o cristianismo pós-apostólico também não conseguiu resistir por muito tempo à tentação paganizadora da cultura greco-romana, e passou a incorporar as teorias da imortalidade natural da alma e de um inferno de tormento já presente. Uma das mais importantes exposições medievais do assunto aparece em A Divina Comédia, de Dante Alighieri, cujo conteúdo está dividido em “Inferno”, “Purgatório” e “Paraíso”.

Além de conflitar com os ensinos do Antigo e do Novo Testamento, a teoria de um inferno eterno também conspira contra a justiça e o poder de Deus. Por que uma criança impenitente, que viveu apenas doze anos, deveria ser punida nas chamas infernais por toda a eternidade? Não seria essa uma pena desproporcional e injusta (ver Apocalipse 20:11-13)? Se o mal teve um início, mas não terá fim, não significa isso que Deus é incapaz de erradicá-lo, a fim de conduzir o Universo à sua perfeição original? Cremos, portanto, que a teoria de um tormento eterno no inferno é antibíblica e conflitante com o caráter justo e misericordioso de Deus.” (Fonte: Sinais dos Tempos, maio/junho de 2000)

Desculpe, pastor, mas o Deus em quem eu creio é justiça, amor e bondade. Deixo para reflexão essas palavras, que segundo dizem, foram de madre Tereza de Calcutá: “Não sei ao certo como é o Paraíso, mas sei que quando morrermos e chegar o tempo de Deus nos julgar, Ele não perguntará quantas coisas boas você fez em sua vida. Antes perguntará: “Quanto amor você colocou naquilo que fez?” No final de nossas vidas não seremos julgados pelos muitos diplomas que recebemos, por quanto dinheiro possuímos ou por quantas grandes coisas realizamos. Seremos julgados pelo 'Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.' "

Pastor, estou dizendo que “sem caridade não há salvação”? Não. Estou dizendo: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.”

Como cristãos precisamos urgentemente compreender que sem amor não há evangelho. E o Evangelho são as boas Novas e as Boas Novas é Jesus Cristo. Sem Ele não há salvação. E Ele tem que ser na nossa vida não apenas o Salvador, mas o Senhor. Inclusive de nossas palavras. Sim, sem Jesus não há salvação. O resto é o dizer dos homens.

Que Deus possa nos abençoar a todos.



Ruth Alencar

Indicamos :


Refletindo um pouco sobre Lucas 16:27-31


Comentários

  1. Caro Pastor,

    A finalidade da parábola é transmitir uma verdade, mas ela mesma não é esta verdade.

    Não podemos negar que Lucas 16 se difere porque Jesus deu um nome a um dos personagens e que por essa “diferença”, há uma corrente que afirma ser a narrativa de Jesus sobre o Rico e Lázaro não uma parábola e sim um fato real, pois por que teria o Mestre dado um nome ao pobre, deixando-o de dar ao rico?

    Os que afirmam ser um fato real se utilizam para justificar as suas doutrinas:do pecado da riqueza, da imortalidade da alma,do inferno eterno e do purgatório (esse a igreja Católica teve a coragem de excluir).

    Então vamos considerá-la assim, literalmente, certo?

    1. “Havia um homem rico” - Do rico diz apenas que era rico e ser rico não é característica do desagrado de Deus. De Lázaro diz que é mendigo e ser pobre também não é característica do desagrado de Deus.

    - O que fez Lázaro de bom para ir para o paraíso e o que fez o Rico de mau para ser lançado no inferno?

    2. “Lázaro morreu e foi para o “seio de Abraão” – Teremos de admitir que Abraão tem um seio descomunal para acolher tanta gente.

    - Que tamanho é o seio de Abraão e se os bons morrem e vão para o seio de Abraão, para onde foi Abraão quando morreu? Para o seu próprio seio?

    3. “A imortalidade da alma” e a separação entre o paraíso e o inferno” – É muito pequena e todos podem se ver e falar. Os que crêem no galardão imediato após a morte, também creem que as “almas” tem consciencia por causa do diálogo que o texto apresenta.

    - Como você se sentiria no Céu, vendo do lado de lá, ali bem pertinho, um seu querido queimando-se e aos gritos, no inferno?

    - Quer ver algo mais estranho e inquietante? Nela não aparecem o Senhor Jesus, nem Deus, nem anjos. Ora, que Céu é esse que não se encontra o Criador nem o Seu trono?

    Agora vamos considerar LUCAS 16, como um ensinamento, certo?

    * Ocasião: Crítica aos fariseus que eram avarentos, vide v. 14;
    * Lição: Mau uso da riqueza e que a salvação não se relaciona com as riquezas;

    "Ora, havia um homem rico...vivia todos os dias regalada e esplendidamente...havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico... Disse Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida e Lázaro somente males..."LUCAS 16:19 – 25 -

    Observemos que o ponto de partida é a condição que os dois personagens ocupavam quando em vida. Um vivia regaladamente e o outro passava necessidades.

    Não podemos esquecer que o homem é mero depositário, entretanto, prestará contas do seu livre-arbítrio.O destino do homem seja rico ou pobre é decidido aqui nesta vida, “pelo uso feito dos privilégios e oportunidades” conferidos por Deus.

    Que Deus o ilumine!
    Anônimo 1

    ResponderExcluir
  2. Um leitor anônimo escreveu o seguinte comentário no texto:I - É o Homem Imortal?

    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2010/10/e-o-homem-imortal.html

    Anônimo disse:

    "Queridos do blog

    Não entendi quando o Pastor , disse que não é parabola , pq o Senhor ( pastor ) chegou a esta conclusão de ser ou naõ ser párabola ? Aguardo resposta"

    Transferi seu comentário para cá com a seguinte resposta:

    AnÔnimo

    Abordamos especificamente este tema neste texto:

    II- A vida somente por Jesus Cristo: Analisando a parábola do rico e Lázaro

    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2011/05/ii-vida-somente-por-jesus-cristo.html

    Qualquer dúvida ainda sobre esta questão vá diretamente neste texto. Transferi seu comentário para lá. Vou enviar sua pergunta para o referido pastor e aguardar que elese manifeste seja por e-mail, seja no próprio blog.

    um abraço

    ResponderExcluir
  3. Anônimo,

    aqui está a resposta do pastor. Ele preferiu responder por e-mail. Deixei claro para ele que iria postar a resposta dele aqui e que ele seria bem-vindo para dialogar com vc. É longa sua resposta, tire suas conclusões...

    O pastor respondeu:

    “Na história que Jesus contou a respeito do rico e de Lázaro (Lc 16:19-31), o Senhor Jesus mostra-nos, claramente, que o estado intermediário dos mortos é um estado de plena consciência, ou seja, não se trata de um “sono profundo” em que alma e espírito aguardam a ressurreição. Jesus deixa-nos bem claro que tanto o rico quanto Lázaro, enquanto aguardavam a ressurreição (e estão a aguardar até o dia de hoje), tinham plena consciência de onde estavam e porque ali estavam. Os tormentos vividos pelas almas que se encontram no Hades é, precisamente, a certeza de que não há para elas mais oportunidade de salvação, de que tudo quanto havia sido pregado a elas a respeito do Evangelho de Cristo é a realidade e que a incredulidade deles levou-os a uma irreversível e eterna separação de Deus. Quer maior tormento do que este?

    Para melhor interpretar o texto de 1 Ts 4:13 deve-se observar que a expressão “dormir” não significa que eles estejam inconscientes, mas, sim, dois pontos importantes:

    I- Que eles estão em descanso, ou seja, que não sofrem tormentos nem aflições, pois, ao contrário dos que se encontram no Hades, têm uma paz incomensurável, pois sabem que fizeram a escolha certa, que creram na verdade e, por isso, o que os aguarda é a vida eterna com o Senhor;

    II- Que eles não têm consciência do que acontece aqui na terra. Eles não sabem nem tem acesso aos fatos e acontecimentos deste mundo e, neste aspecto, e só neste, é que são inconscientes.

    O uso da expressão “dormir no Senhor”. O apóstolo Paulo inicia seu ensino a respeito da morte física aos crentes de Tessalônica, informando que os crentes falecidos “dormiam”, fazendo, assim, uma grande distinção entre os crentes falecidos e as demais pessoas que haviam morrido. A expressão “dormiam” (em grego, κοιμωμένων, i.e., “koimoménon”) que surge neste que é, talvez, o primeiro escrito do Novo Testamento, será repetida por mais quatorze vezes nas Escrituras, sempre se referindo a morte de pessoas crentes (Mt 27:52- santos que ressuscitaram depois de Jesus; Jo 11:11- Lázaro; At 7:60 – Estevão; At 13:36 – Davi; 1 Co 7:39 – marido crente; 1 Co 11:30 – crentes em Corinto; 1 Co 15:6,18,20,51 – crentes falecidos; 1 Ts 4:13,14,15 – crentes falecidos em Tessalônica; 2 Pe 3:4 – crentes falecidos da primeira geração da igreja). Assim, é uma expressão reservada para os crentes, para os fiéis, que não se reproduz com relação à morte física dos ímpios.

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  4. E o pastor continua...

    O uso desta expressão por parte do apóstolo já demonstra haver, pois, uma diferença entre a morte física dos crentes e a morte física daqueles que não haviam aceitado a Cristo como seu Senhor e Salvador, o que já é um indicador de que não se refere a um estado do homem após a morte física, como têm entendido alguns segmentos religiosos, em especial, os adventistas. A utilização de uma expressão diferenciada para designar a morte física dos crentes reflete uma distinção de destino entre uns e outros, o que, de pronto, já revela não ser possível considerar que, após a morte física, tanto crentes quanto ímpios participarão de um estado de inconsciência.

    A expressão “dormiam” aqui foi empregada por Paulo em significado figurado, ou seja, não deve ser considerado do ponto-de-vista literal, mas revela que havia um descanso, que havia apenas uma interrupção do convívio dos crentes falecidos com os que ainda viviam, assim como acontece quando estamos dormindo. Quando dormimos, separamo-nos daqueles com quem convivemos. Estamos presentes em corpo, mas ausentes, separados de todos aqueles que estão à nossa volta, inconscientes em relação aos que nos cercam, mas vivos e ativos na dimensão interna do nosso inconsciente, onde, inclusive, temos sonhos, sonhos estes que, como têm os psicólogos revelado ao longo dos anos, muitos nos revelam a respeito de nosso mundo interior e até fazem associações que o estado de acordado não nos permite atingir.

    Quando Paulo usa a expressão “dormiam”, em hipótese alguma estava dizendo que, quando uma pessoa morre, ela passa a ficar inconsciente, a ter um sono espiritual que somente terminará quando da volta de Cristo ou do julgamento final. Se Paulo estivesse dizendo isto, estaria contradizendo o próprio Jesus, que, ao relatar a história do rico e de Lázaro, mostra claramente que, após a morte, a pessoa mantém plenamente a sua consciência, sendo levada a um lugar onde aguardará ou a primeira ressurreição, ou a ressurreição do último dia (Ap.20:5,12,13).

    Se Paulo estivesse dizendo que os homens, ao morrerem, entram num estado de inconsciência, estaria contradizendo o próprio ministério de Jesus Cristo, que, ao se transfigurar, conversou e teve a companhia de Elias e de Moisés, tendo este último morrido fisicamente (Dt 34:5). Como ainda não havia ocorrido seja a primeira ressurreição, seja a ressurreição do último dia, como o libertador de Israel poderia estar consciente naquele evento? E, o que é relevante, uma testemunha desta aparição, o apóstolo Pedro, é precisamente um dos escritores que se refere à morte física do crente como sendo “dormir” (1 Pe 3:4).
    Se Paulo estivesse dizendo que os homens, ao morrerem, entram num estado de inconsciência, estaria contradizendo o próprio Jesus Cristo que, quando indagado sobre a ressurreição, pelos saduceus, disse que Deus Se identificou a Moisés como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó porque era um Deus de vivos e não de mortos (Mc 12:27), acrescentando ainda que eles, saduceus, erravam muito por entenderem que a morte física era o fim de tudo.

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  5. E o pastor continua...

    Vemos, portanto, que não há como se defender que a morte física é uma circunstância de inconsciência por parte do homem, até porque, como vimos, a morte física é tão somente a separação do corpo do homem interior, pois o que Deus sentenciou foi o retorno do pó à terra e o homem interior não veio do pó da terra, mas do fôlego de vida inserido no homem pelo próprio Deus (Gn 2:7).

    Paulo utiliza-se da expressão “dormiam” precisamente para mostrar aos crentes de Tessalônica que a morte física para o crente era um estado de separação da comunidade, mas uma separação temporária, passageira, assim como é a separação daquele que dorme dos seus familiares. Quando dormimos, separamo-nos daqueles com quem convivemos por um período de tempo, sem, no entanto, deixar de viver, sem que nem sequer deixemos de ter atividades psíquicas e mentais. Vezes há, até, em que, no sono, Deus mesmo se revele ao homem, através de sonhos, como há diversos registros nas escrituras, mais um fator a nos mostrar que o sono indica inatividade apenas para aqueles que cercam o que dorme e que, em momento algum, signifique suspensão de vida, como, erroneamente, defendem os adventistas, capitaneados por sua famosa profetisa Ellen White.

    Paulo, ao usar esta expressão, que se consagraria nos escritos do Novo Testamento, que foi fruto da inspiração do Espírito Santo, a um só tempo, mostra que a morte física é um estado passageiro, como é o sono, como também revela que há apenas uma aparência de inatividade para os que convivem com o falecido, para a comunidade, mas que não deixa de haver vida, de haver atividade, a atividade do homem interior, a consciência no relacionamento com Deus.

    Ao dizer que os crentes falecidos “dormem”, entretanto, o apóstolo deixa também claro que não há como haver comunicação entre os crentes que estão vivos e os que “dormiram”. Mais uma vez, de forma peremptória, as escrituras indicam-nos não ser possível a comunicação entre vivos e mortos, assim como não pode alguém que está acordado se comunicar com alguém que está dormindo.
    Muitos, aliás, se impressionam com a tese da inconsciência após a morte física exatamente para demonstrar que os mortos não se comunicam com os vivos, tese esta que é a própria essência do espiritismo. O Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan-Larousse define espiritismo como sendo “A doutrina cujos partidários pretendem provocar a manifestação dos ‘espíritos’, em particular a das almas dos defuntos, e entrar em comunicação com eles, através de um mediador a que chamam médium” (p.337). O próprio Allan Kardec, considerado o “codificador da doutrina espírita”, em seu Livro dos Espíritos, afirma que “… a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível…” (Trad. de J. Herculano Pires. São Paulo: FEESP, s.d., p.19). Assim, é espírita quem crê que os mortos podem se comunicar com os vivos. Veremos essa doutrina questionável mais a frente.

    Entretanto, não há a necessidade de se crer na tese da inconsciência do homem após a morte física para se negar o espiritismo, como defende Ellen White. A expressão “dormiam” significa precisamente isto: não há comunicação entre mortos e vivos, assim como não há comunicação entre quem dorme e quem está acordado, mas isto, em absoluto, significa que o que dorme está inativo ou sem vida.

    >OBS 03: No capítulo 34 de sua obra A um passo do Armagedom, Ellen White, a principal doutrinadora do adventismo, faz a correlação entre a crença na comunicação entre vivos e mortos com a da consciência do homem após a morte física, o que, como se vê, não tem qualquer respaldo ou fundamentação. Ademais, para White, a idéia da imortalidade da alma teria origem pagã, o que, como vimos, é apenas uma meia verdade. O paganismo fala da imortalidade da alma, mas é a Bíblia quem ensina que o homem foi feito para ser imortal.

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  6. E o pastor continua...

    Mas, poderão alguns dizer que Jesus se comunicou com Elias e com Moisés no monte da transfiguração, o que, aliás, dissemos há pouco como prova de que não há inconsciência após a morte física. Entretanto, se bem verificarmos o episódio, que é descrito tão somente por Mateus, veremos que Jesus, antes de conversar com os dois homens de Deus, se transfigurou (Mt 17:2-3), no único episódio em todo o seu ministério em que sua humanidade foi absorvida pela sua deidade. Com isto, temos claramente que não foi o homem Jesus, ainda vivo, que conversou com Moisés, mas, sim, o Filho de Deus, na plenitude da sua glória. Enquanto Deus, Jesus poderia, sim, conversar com os mortos, porque Deus não é Deus de mortos, mas Deus de vivos, para Ele não há esta barreira, que é fruto do pecado na vida humana. Assim, ao se transfigurar para poder dialogar com quem já passou desta dimensão física da vida, Jesus, uma vez mais, confirma que não há comunicação entre os homens vivos e os homens que já morreram fisicamente. Ademais, observemos que nenhum dos discípulos conversou com Moisés e Elias, apenas Jesus, enquanto esteve transfigurado.
    Paulo, ao usar da expressão “dormiam”, portanto, não disse que os que morrem ficam inconscientes, mas apenas afirmou que os que morrem não mais se comunicam com os vivos e desfrutam de um estado passageiro, transitório, que se encerrará com a ressurreição.

    Advém, então, a segunda parte do ensino de Paulo àqueles crentes. O apóstolo afirma aos crentes de Tessalônica que eles não deveriam se entristecer como os demais, ou seja, a morte física é motivo, sim, de tristeza e os crentes, enquanto seres humanos, sentirão, sim, a dor da separação, a angústia da interrupção de uma convivência com pessoas queridas, pessoas que compartilhavam conosco da mesma fé, da mesma esperança, pessoas que se amavam umas às outras, como ocorria na igreja de Tessalônica, como temos tido ocasião de estudar neste trimestre.

    Ninguém pense que o crente, por ser crente, não irá sentir a partida de um ente querido, de um familiar, ainda que esta pessoa não seja crente (o que, aliás, aumenta ainda mais a dor para o cristão, por saber que esta separação é definitiva, ao contrário daquele que tão somente “dorme”). Paulo apenas não podia tolerar nem admitir que os crentes tessalonicenses encarassem a morte física da mesma maneira que os demais, que não tinham esperança, que não tinham a compreensão do significado da morte física para o salvo.
    “Não quero que sejais ignorantes acerca dos que já dormem para que não vos entristeçais como os demais, que não têm esperança” (1 Ts 4:13). O apóstolo sabia que a tristeza era natural aos que ficavam vivos diante de uma morte. Não havia como deixar de sentir tristeza diante da separação de um irmão em Cristo, mormente numa igreja onde havia tanto amor fraternal como Tessalônica, nem a comunhão com Cristo nos transforma em robôs, em seres insensíveis, antes, pelo contrário, aguça a nossa humanidade, pois ser humano é ser imagem e semelhança de Deus e isto, sem dúvida alguma, só o crente pode ser em toda a sua plenitude.

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  7. E o pastor continua...

    Jamais se pode exigir de um crente que não sinta tristeza numa ocasião fúnebre, pois, além da tristeza própria de cada um, sentimos, em situações como esta, a tristeza de todos os que nos cercam, num ambiente que aumenta, ainda mais, a tristeza, tanto que assim que Jesus, mesmo sabendo que ressuscitaria Lázaro, chorou diante do clima fúnebre quatro dias depois do sepultamento de Lázaro. Se Jesus chorou, quem somos nós para não nos entristecermos diante disto?

    Sentimos tristeza quando alguém querido se separa fisicamente de nós porque somos humanos e isto é perfeitamente natural, não residindo aí a diferença entre o crente e o ímpio. O apóstolo enfatiza que a tristeza do crente, embora natural e perfeitamente compreensível, não pode ter o mesmo sentido da tristeza do ímpio e é este sentido, este significado que faz a diferença entre uma e outra. “Não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança” (destaque nosso). O crente fica triste quando alguém morre, mas não pode agir como os ímpios, que não têm esperança.

    A distinção entre a tristeza do crente e a tristeza do ímpio em ocasiões fúnebres está na esperança que tem o crente de que, além da morte física, existe uma eternidade de delícias com o Senhor, existe uma plenitude da vida eterna que já começamos a gozar aqui. O crente sabe que, com a morte física, há tão somente uma passagem para uma comunhão mais perfeita com o Senhor, é uma etapa a mais na caminhada rumo à glorificação, quando, então, no dia do arrebatamento da igreja, tanto mortos quanto vivos, que agora são filhos de Deus, terão manifestado o que haverão de ser, pois, quando Cristo Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque assim como é O veremos (1 Jo 3:2).

    Quando estivermos diante de uma ocasião fúnebre de um servo do Senhor, não devemos nos desesperar, como é costumeiro ocorrer quando se trata da morte de ímpios ou da reação de ímpios diante da morte de entes queridos, como estava acontecendo em Tessalônica, mas, pelo contrário, ainda que entristecidos, porque humanos somos, temos de nos consolar e nos confortar com a esperança que temos de que Jesus virá buscar a Sua igreja e que, vivos e mortos, serão reunidos nos ares e se encontrarão com o Senhor, para vivermos uma plenitude de comunhão com o Senhor.

    Em mais um paradoxo da vida cristã, no momento da tristeza pela separação de uma pessoa querida, com quem compartilhávamos o amor divino, o amor fraternal, a alegria de servirmos e sermos abençoados pelo mesmo Deus e Pai, sentimos alento espiritual, conforto e consolo pelo fato de sabermos que há uma promessa de nos reunirmos, num corpo glorioso e transformado, com o Senhor naquele dia em que seremos glorificados. A morte física do crente, portanto, não é apenas um motivo de tristeza, mas uma fonte de esperança e de estímulo e incentivo em seguirmos até o fim com fidelidade e santidade, assim como aquele que se separa fisicamente de nós.

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  8. E o pastor continua...

    Os estudiosos das Escrituras, inclusive, afirmam que, com a morte de Jesus, ocorreu uma importante modificação no chamado “estado intermediário dos mortos”. Até então, como Jesus deixa claro na história do rico e Lázaro, que tanto o “seio de Abraão” quanto o “Hades” ficavam lado a lado, ou seja, nas “regiões inferiores” (daí a palavra latina “inferno”).

    No entanto, quando da morte de Cristo, o Senhor teria, ao vencer a morte e o pecado, transferido o seio de Abraão para o terceiro céu, para o paraíso, daí porque para lá ter sido arrebatado o apóstolo Paulo (2 Co 12:2-4).

    Esta retirada do “seio do Abraão” para o terceiro céu é a profecia constante do Sl 68:18, reproduzido em Ef 4:8, em que se mostra que o Senhor Jesus subiu ao alto e levou cativo o cativeiro, recebeu dons para os homens e até para os rebeldes, para que o Senhor habitasse entre eles. O próprio apóstolo Pedro, na pregação do dia de Pentecostes, menciona a profecia divina (Sl 16:10) segundo a qual Deus não permitiria que a alma do Senhor ficasse no Hades nem que Seu corpo se corrompesse (At 2:27,31).

    Como explica o apóstolo Paulo, quando as Escrituras dizem que Cristo subiu, foi porque desceu às partes mais baixas da terra, o que se deu com a sua morte, morte que foi por Ele vencida e, deste modo, pôde o Senhor ter, em suas mãos, a chave da morte e do inferno (Ap 1:18), de forma que, agora, os que agora crêem não mais vão às regiões inferiores para aguardar a ressurreição, mas, sim, são levados ao paraíso, onde aguardam o arrebatamento da Igreja, pois, contra a Igreja, não prevalecem “as portas do inferno” (Mt 16:18).

    A consciência do estado intermediário é ainda demonstrada no livro do Apocalipse. Com efeito, após o arrebatamento da igreja, ainda ocorrerá a morte física e, como sabemos, ainda que bem diminuta, ainda haverá salvação durante a Grande Tribulação, salvação esta que, feita pela fé em Jesus, levará inevitavelmente os salvos para a morte física (Ap 13:10), pois, nesse tempo, será permitido ao anticristo destruir todos os santos do Altíssimo (Dn 7:25). Estes mortos, que somente ressuscitarão no início do reino milenial de Cristo (Ap 20:4), (completando, assim, a “primeira ressurreição” —Ap 20:6 — iniciada com Cristo, as primícias — 1 Co 15:20 — e, posteriormente, ampliada com os que dormem em Cristo na Sua vinda — 1 Co 15:23) são apresentados plenamente conscientes enquanto aguardam a sua ressurreição na abertura do quinto selo (Ap 9:6-11).

    O que fazem os salvos durante este estado intermediário? A Bíblia não nos fala e, ainda, o apóstolo Paulo diz que o que ouviu são “palavras inefáveis [i.e., que não podem ser faladas], de que ao homem não é lícito falar” (2 Co 12:4). Assim, diante de tal afirmativa bíblica, tudo que se disser será mera especulação. Sabemos apenas que, em contraste com os tormentos de quem está no Hades, no paraíso há a doce presença do Senhor, a paz e a alegria daqueles que venceram o mal e sabem que já estão a desfrutar da eternidade com Deus, sendo este, ademais, o “comer da árvore da vida” mencionado em Ap.2:7, que nada mais é que a comunhão plena com o Senhor Jesus, sem quaisquer obstáculos ou imperfeições, precisamente o que havia sido retirado do primeiro casal quando de sua queda (Gn 3:22,24). Se temos imensa alegria espiritual com a nossa vida espiritual aqui nesta terra, que dirá o gozo que desfrutaremos caso partamos para a eternidade antes do arrebatamento? Como disse a poetisa sacra Eufrosine Kastberg: “Já os filhos de Deus bem alegres estão, porém, no céu prazer melhor terão, os gozos do cristão apenas gotas são do mar de bênçãos em Sião!” (estrofe do hino 351 da Harpa Cristã).

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  9. E o pastor continua... (parte final)

    O estado intermediário encerrar-se-á com a ressurreição. A Bíblia fala-nos de duas ressurreições, a saber:

    I- A primeira ressurreição – uma bem-aventurança (Ap.20:6) – é a ressurreição dos santos, ou seja, daqueles que se separaram do pecado e, por isso, têm vida, estão em comunhão com Deus. Esta ressurreição dá-se em três instantes, a saber: as primícias dos que dormem, que é Cristo, que já ressuscitou e está à direita do Pai aguardando o tempo de restaurar todas as coisas (At 3:21 1 Co 15:20); os que creram em Cristo, que ressuscitarão quando do arrebatamento da Igreja (1 Co 15:23 1 Ts 4:16) e os que crerem em Cristo e, por causa disso, serão mortos durante a Grande Tribulação (Ap 20:4). Estes estarão para sempre com o Senhor.

    II- A segunda ressurreição – é a ressurreição de todos os demais que morreram sem ter crido em Cristo. Esta ressurreição é uma ressurreição para julgamento. Esta ressurreição se dará por ocasião do juízo do trono branco, após a rebelião final da humanidade, que se dará no término do Milênio, e a retirada dos atuais céus e Terra de cena (Ap.20:11-15). Os que tiverem rejeitado Cristo serão condenados à morte eterna e lançados no lago de fogo e enxofre, que não se confunde com o Hades, que, aliás, ele mesmo será também lançado naquele lago (Ap.20:14). É a chamada “segunda morte”, como já dissemos supra, a morte espiritual, a morte eterna.

    A morte física é uma realidade inevitável, que temos de enfrentar, da qual só escaparemos se estivermos vivos e em comunhão com o Senhor no dia do arrebatamento da igreja. Por isso, devemos estar bem conscientes da necessidade de vivermos uma vida santa a todo instante. Temos de estar preparados para morrer, pois, se estamos em Cristo e Cristo está em nós, temos de ter com a morte a mesma reação que tem o nosso Deus, para quem a morte do santo é preciosa à sua vista (Sl 116:15). Qual é o nosso sentimento a respeito?”

    Fim da resposta do pastor.

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  10. Leitor Anônimo,

    veja a resposta do pastor e tire suas próprias conclusões.

    Quanto à mim, cada vez mais me firmo na certeza de que tem muita gente com a Bíblia aberta dizendo coisas que a Bíblia não ensina.

    A estes digo, como Amim Rodor “a Bíblia se coloca à parte da filosofia humana, suas máximas e opiniões."

    Para bem compreender seu ensinamento é necessário comparar seus diferentes textos relativos ao mesmo tema, através de uma pesquisa séria e uma meditação feita em espírito de oração.

    Temos refletido muito sobre este tema da imortalidade, haja vista todos os textos aqui já publicados:

    .I- É o Homem Imortal?
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2010/10/e-o-homem-imortal.html

    .II-É o Homem Imortal?
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2010/10/e-o-homem-imortal-parte-2.html

    .I- Alma Vivente: consciência e fôlego
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2010/10/alma-vivente-consciencia-e-folego.html

    .II-Alma Vivente: consciência e fôlego
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2010/11/alma-vivente-consciencia-e-folego-parte.html

    I- A vida somente por Jesus Cristo: É o homem imortal? O debate continua
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2011/04/vida-somente-por-jesus-cristo.html

    II- A vida somente por Jesus Cristo: Analisando a parábola do rico e Lázaro
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2011/05/ii-vida-somente-por-jesus-cristo.html

    III - A vida somente por Jesus Cristo: Analisando atos 2:31 e Efésio 4:9
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2011/05/iii-vida-somente-por-jesus-cristo.html

    IV - A vida somente por Jesus Cristo: Analisando Lucas 23:43
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2011/05/iv-vida-somente-por-jesus-cristo.html

    . Em verdade te digo hoje estarás comigo no Paraíso
    http://nossasletrasealgomais.blogspot.com/2011/05/em-verdade-te-digo-hoje-estaras-comigo.html

    Por falta de bases para argumentação o pastor menciona Ellen White. Mas, não foi Ellen White que apresentamos aqui como elemento de argumentação. Mas, a Bíblia. Tão somente a Bíblia!

    A vc pastor daria um conselho, procure ler a Bíblia não tentando encontrar nela fundamentos para o que vc crer, mas o que o Senhor quer lhe falar.

    A Vocês leitores direi que vcs têm em suas mãos a Palavra de Deus, é preciso que vocês tenham em mente que através dela o Senhor pode lhes falar.

    Tratem-na com respeito e carinho, pois é a Palavra de Deus. "Muito mais que mero fenômeno da literatura universal, ela é a Palavra de Deus, vestida nas palavras dos homens.”

    Suas palavras são pois palavras de salvação. Ao abri-la tenham em mente as palavras do salmista: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.” (Salmo 119:18)

    Quem estuda e medita a Bíblia desejando receber a luz que tem necessidade, com um coração disposto a colocar em prática a vontade de Deus tal como ela lhe é revelada, receberá cedo ou tarde a luz desejada. Só a semente da palavra divina caindo no coração sincero germinará e produzirá frutos.

    “... e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.” (Provérbios 2:3-5)

    “Bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” (Lucas 11:28)

    De uma coisa eu sei. A Bíblia é categórica com relação ao estado na morte: Só Deus possui a imortalidade.O que passar disto é anátema!!!!

    A bem da verdade e da justiça o blog publicará futuramente uma série de artigos sob o tema Morte: origem, Natureza e Erradicação.

    um grande abraço

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  11. só uma perguntinha:os anjos são imortais?

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  12. se só DEUS é imortal como se explicaria satanás ser lançado no inferno onde o tormento será eterno?meus amados, quando a BÍBLIA afirma só DEUS ser eterno, é no sentido de que ele sempre existiu,nunca foi criado, mas os homens são perpétuos, no sentido de que jamais perecerão,{sua alma}todavia foram criados.vcs não estão sabendo interpretar a Bíblia!cuidado com o muito saber!!!!!!!!!!!!!!

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    1. Jun 14, 2011 01:52 PM
      Anônimo vc perguntou: "os anjos são imortais?"

      o mais importante anjo rebeleou-se contra a autoridade de Deus e está com seus dias contados. Ele vai morrer! Deus o disse. Ele ainda está vivo porque Deus o está concedendo viver ainda. Mas, ele vai morrer!

      Portanto, os anjos não são imortais. Eles estão imortais. Assim como nós estaremos imortais na Cidade de Deus. A imortalidade é um atributo divino. Estaremos imortais porque Deus nos concederá por Sua graça e misericórdia. Mas, se Ele decidir retirar das criaturas o Seu fôlego todos morreremos.

      A Deus o que é de Deus. Aos homens o que é dos homens. Não atribuam ao diabo a imortalidade... isto é uma blasfêmia. Ele é uma criatura. Sua existência depende da concessão divina. O que diremos de nós então!

      Outra coisa, meu irmão, um inferno eterno com tormento eterno vai de encontro com o caráter de Deus, que é misericordioso e gracioso.

      Vc diz que o inferno com tormento eterno é bíblico.

      Vc diz que o inferno ladeado com o paraiso é bíblico.

      Vc questiona se somente Deus é imortal e diz que isto é bíblico.

      Desculpe, mas não somos nós que estamos com problemas de interpretação!

      Sua concepção de morte tem outras origens, menos bíblica.

      Veja o que o dicionário bíblico nos ensina:

      "Nos autores não cristãos. Heródoto, historiador grego que viveu alguns séculos antes de Cristo, diz-nos que os egípcios foram os primeiros que ensinaram a imortalidade da alma humana. Logo depois Platão ensinou ao mundo grego a mesma verdade, dizendo ter aprendido essa doutrina de outro filósofo, chamado Pitágoras. Platão baseou uma boa porção dos seus ensinamentos morais nesta grandiosa crença. o ser bom ou o ser mau é que determina o futuro da alma, sendo pitorescamente descritos os tormentos dos maus, e a felicidade dos bons."

      Honestamente é diferente da sua concepção?

      Em Apocalipse 20:14 diz: "Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo."

      O que isto lhe parecem?

      Não é tão dificil assim compreender. A morte e o inferno serão destruídos, meu irmão. Eles não serão eternos! Jesus nos deu essa garantia naquela cruz. Ele levou cativo o cativeiro, lembra?

      Veja que promessa maravilhosa existe na Bíblia:

      está em Apocalipse 21:3-4

      "Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram."

      Honestamente, não haverá pranto, nem dor, nem lágrimas nunca mais! Portanto, o inferno não poderia jamais existir alí. Deus não é homem para mentir. Ele disse que fará novas todas as coisas e no Seu Reino satanás não existirá mais.

      Veja mais uma vez o que diz a Bíblia:

      Deus é o único a possuir a imortalidade:

      1 Timóteo 6:13-16

      "Exorto-te, perante Deus, que preserva a vida de todas as coisas, e perante Cristo Jesus, que, diante de Pôncio Pilatos, fez a boa confissão, que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo; a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores;o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!"

      O texto é claríssimo, não é uma questão de interpretação! Reveja o que vc tem crido. Observe que eu disse o que! Não em Quem, meu irmão!

      paz para vc e um grande abraço.

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  13. valorosa irmã Ruth, a Bíblia é clara quando se refere ao tormento eterno. leia Ap20:10,14:11,Lc12:4-5,Mc9:43-48.Deus é gracioso e misericordioso, mas também é justiça absoluta.se ele não poupou o seu próprio filho, capaz que ele irá poupar pecadores impenitentes! a morte com certeza seria uma "benção"para o diabo, seus anjos e para os ímpios.Depois vcs ficam bravos quando comparados as testemunhas de Jeová, pois elas também, contrariando a BÍBLIA, DEFENDEM como vcs a destruição dos inimigos.Fica a minha pergunta:se não houvesse condenação eterna Jesus morreu pra nos livrar do quê?Crer na destruição da alma, é o mesmo que dizer:a vida se aproveita aqui.Portanto, nesse raciocínio de vcs, o ímpio está correto em não querer se converter!!!Cuidado com esse ensinamento, vcs vão dar contas de quem for para o tormento eterno!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  14. Olá Pastor, que bom vê-lo por aqui. Consegui lhe identificar por uma palavrinha que lhe distingue muito. Seja realmente bem-vindo. Quero que saiba que para mim é um grande prazer dialogar com o sr.

    É verdade, temos muito que zelar pelo conteúdo que falamos, principalmente se abrimos a Palavra de Deus e usamos Seu Santo nome.

    Não me sinto incluída na sua advertência com relação a conduzir alguém ao tormento eterno. Primeiro, porque a essência da nossa mensagem aqui é ide ao Pai e Ele vos receberá com amor e estará pronto a lhe dar o perdão e consequentemente a salvação.

    Desculpe, mas quando vc diz, pastor, isto:"se ele não poupou o seu próprio filho, capaz que ele irá poupar pecadores impenitentes!".

    Encho-me de preocupação, pois me soa estranho tal evangelho! Então, é isto que tem pregado em seu púlpito?

    Quando diz que Deus não poupou ao Seu Filho soa como se Jesus tivesse culpa e por isso devesse ser também punido por Deus.

    Jesus ofereceu-Se voluntariamente, pastor. Aliás, era Deus naquela cruz. Está escrito em João : “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.”

    “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
    O Evangelho daquela cruz, pastor, é um evangelho de resgate, de redenção e não de punição. Foi para todos. Todos estamos por Jesus predestinados à salvação. Naquela cruz Deus mostrou a Sua face de justiça, mas também a Sua outra face, a do amor absoluto, incondicional.

    Vc pergunta: “se não houvesse condenação eterna Jesus morreu pra nos livrar do quê?” Não dizemos que não há uma condenação eterna.

    Dizemos que Deus não se compraz na morte de um ímpio. Dizemos que ninguém precisa ficar condenado, Jesus fez o necessário para que todos os que O aceitarem como seu Salvador pessoal e aceitarem a Sua proposta de vida e por isso reconhecerem que Ele é o Senhor de suas vidas, pudessem usufruir da salvação. Deus não exclui ninguém do Seu Reino. Os homens excluem-se a si mesmos. Deus respeitará a decisão pessoal de cada um. Sua proposta naquela cruz é inclusiva e não exclusiva!

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  15. Quem não aceitá-LO não terá alternativa, será destruído, porque o mal não terá a última palavra. Deus é Senhor! Pastor, veja o que está escrito em Romanos 5:6-8: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”

    Jesus morreu por mim e pelo sr. pastor. E o fez pq sem a Sua morte não poderíamos ser Seus discípulos. Antes de sermos considerados resgatados, estávamos separados de Deus. Jesus não morreu para que não houvesse condenação, mas para que houvesse salvação.

    “Jesus morreu pra nos livrar do quê?” Vc pergunta.

    Por Sua morte, pastor, por Sua morte pelos pecados dos homens (nós os pecadores e não eles os pecadores), tudo o que deveria ser cumprido se cumpriu. Pois a Sua morte trouxe a instalação do Seu Reino nos corações dos que O aceitam não somente como Salvador, mas principalmente como Senhor.

    O Sr. diz: “Crer na destruição da alma, é o mesmo que dizer: a vida se aproveita aqui.Portanto, nesse raciocínio de vcs, o ímpio está correto em não querer se converter!!!”

    Não consigo ver lógica nesse seu raciocínio.
    Seremos julgados por nossas obras, pastor. É isto que está escrito na Bíblia. Deus é justiça sim e é por isso que Ele não permitirá que ninguém pague além do seu preço. Uma vida de pecado que envolva na maior das hipóteses 100 anos não pode ser punida com toda uma eternidade! Isto é injusto. Deus jamais, jamais mesmo permitirá um sofrimento eterno, nem mesmo para os que O rejeitaram. Ele é amor e misericórdia.

    Desculpe, mas o rr. precisa compreender, urgentemente, o caráter de Deus. Há equívocos na forma como o sr. crê, pastor. É esse tipo de evangelho que tem transformado homens em ateus.
    Talvez o sr, pastor, se fosse deus agisse assim. Mas, ainda bem que Deus não é como muitos homens de palitó e Bíblia na mão O têm pintado em seus púlpitos.

    Vc diz: “a morte com certeza seria uma "benção" para o diabo, seus anjos e para os ímpios. Depois vcs ficam bravos quando comparados as testemunhas de Jeová, pois elas também, contrariando a BÍBLIA, DEFENDEM como vcs a destruição dos inimigos. “

    Contrariando a Bíblia? Quem está realmente contrariando a Bíblia?

    Vou lhe dizer uma coisa, descanso na justiça de Deus. Ele saberá muito bem o que fazer com o Diabo e seus seguidores. O mundo será uma benção sem eles. Eles não precisavam ter esse fim, mas este é o preço do livre arbítrio.

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  16. "se ele não poupou o seu próprio filho, capaz que ele irá poupar pecadores impenitentes!"

    Esse é um "alimento perfeito" para os ateus não crerem em Deus. Esse é um dos argumentos deles e vendo por esse lado, por essa visão, devo adimitir que tenho que concordar com eles.

    O que andam pregando nas igrejas?! Triste saber...

    Alguns crêem por medo, outros não crêem, nunca irão crer por amor a um Deus que antes oferece misericórdia para os que O amam!

    Essa frase mostra que a mensagem da cruz não foi entendida por muitos...

    Isso é triste!

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  17. Pensar que Deus não poupou Seu próprio filho, que não foi pela total entrega de Jesus para o resgate e salvação dos que NEle crêem, Não crer que foi um ato de amor e misericórdia, pois um sacrifício precisava ser feito. Essa entrega de amor, tão somente por amor, faz com que as pessoas não aceitem e nem acreditam em Deus. Tal pensamento talvez seja o mesmo de Richard Dawkins. Tal pensamento levam muitos a desacreditar que existe um Deus de bondade, mas um deus carrasco e que apenas pune e não tem misericórdia.
    "Fica a minha pergunta:se não houvesse condenação eterna Jesus morreu pra nos livrar do quê?"
    Esta resposta se encontra em toda a Bíblia. Desde Gênesis a Apocalipse. Lembrando que a Bíblia começa em Gênesis, não em Mateus.

    Só para constar, acompanho o blog, sou evangélico,mas não sou adventista e deconheço essa doutrina de que Deus puniu seu Filho!

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  18. Anônimo,

    muito obrigada por sua participação. Creio como vc... confesso que fico profundamente triste pelo disperdicio que há nos púlpitos cristãos.

    Vc crê na volta de Jesus, meu irmão, isto lhe faz um guardador da promessa do advento. Vc é um adventista na essência da palavra, pode crer.

    Sabe, não precisávamos ser assim separados, divididos, pois temos um só Senhor. Um dia, quando estivermos na Nova Terra por favor, desejo que nos identifiquemos e possamos juntos, sem as barreiras religiosas que erguemos aqui, louvar ao nosso maravilhoso Senhor que tanto fez por nós naquela cruz e que tanto tem feito por nós a cada dia.

    Que o Senhor lhe abençoe profundamente,meu irmão.

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  19. a valorosa é muito sábia,como suas colocações!me perdoe por dizer que vcs são considerados como testemunhas de Jeová!neste momento o Espirito santo me leva a arrepender-me.Mas só uma perguntinha como a valorosa descobriu ser eu?O Espirito Santo te revelou?abraços...

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    Respostas
    1. Jun 21, 2011 08:40 AM
      Anônimo (ou pastor)

      ri muito agora!

      É sempre um grande prazer revê-lo por aqui.
      Em nenhum momento me senti constrangida pela comparação. Tenho parentes Testemunhas de Jeová e não vejo, sinceramente, pq ficaria chateada.

      Já lhe disse uma vez não sou exclusivista. Não tiro Deus de Seu trono... detesto julgamentos humanos!

      Um dia lhe direi... quem sabe estaremos sentados aos pés de Cristo em Seu Reino de paz e falaremos sobre tudo isto, tendo ao nosso lado o nosso Senhor Jesus.

      Fique na paz do Senhor, irmão. E não desapareçaé muito bom dialogar com vc.

      um grande abraço.

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