O Altar Agradável a Deus



“Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.” (Hebreus 13:15-16)

“Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.” (Romanos 10:7-10)

“... sondas a mente e o coração, ó justo Deus”. (Salmos 7:9)

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)







A mente que reconhece o Deus Criador como Pai, Salvador e Senhor agirá em consequência, segundo a Sua vontade e não pelo que lhe convém.  Este é o altar agradável ao Deus Eterno.

Em 2007 a TV Diário do Ceará registrou história de um acidente ocorrido no ano de 1985 envolvendo um garotinho de um pouco mais de dois anos, de nome Francisco Ezequiel de Souza, no município de Guaramiranga.



A matéria do jornal contava que uma professora da Escola Municipal de Guaramiranga levou um grupo de crianças para passear num determinado sítio. A certa altura do passeio sentiram a falta da criança. Mais de 100 pessoas partiram à procura da criancinha. Infelizmente, somente após 15 dias com a presença de urubus sobrevoando a mata a mais de um quilômetro do local do desaparecimento é que o corpo da criança foi encontrado já em estado avançado de decomposição. Destaco este parágrafo: “A perícia policial atestou que a criança tinha vindo a óbito entre o 13º ou 14º dia. Dois fatos chamaram a atenção de todos. O primeiro foi como uma criança com menos de três anos sobreviveu todo esse tempo e o segundo é que as buscas tiveram inicio na estrada onde ocorreu o desaparecimento e estendeu-se muito além do local em que o corpo foi encontrado. O fato é que logo a região tornou-se alvo de peregrinações, atraindo visitantes de todos os lugares. Ezequiel passou a ser venerado e a ele foi atribuído alguns milagres.”

Lendo esta história veio à mente um texto que li sobre Moisés, baseado em Números 20 e Deuteronômio 3:23 – 11,  que agora compartilho com você querido leitor. Vejamos primeiramente o contexto desta história:

Durante 40 anos os israelitas sob a proteção e comando de Deus, que orientava Moisés, tiveram suas necessidades supridas. Em todos os momentos, mesmo os de grandes batalhas contra ferozes inimigos, Deus os ajudou. Durante 40 anos, com muita paciência e amor, Moisés intercedeu pelos israelitas junto a Deus. Durante esses 40 anos os israelitas em várias ocasiões pecaram contra Deus, mas o Senhor sempre lhes deu perdão. Entretanto, quando finalmente se encontravam diante da terra de Canaã, seu destino final, eles recuaram mais uma vez na fé e foram extremamente rebeldes contra Deus. O que é pior, não demonstraram arrependimento. Em conseqüência, Deus disse que aquela geração de israelitas não entraria em Canaã. Eles foram, então, enviados de retorno ao deserto. 

Deus havia ordenado a Moisés que enviasse homens a espionar a terra de Canaã. Um representante de cada tribo foi selecionado e, depois de quarenta dias, retornaram de sua investigação. Vieram, então, diante de Moisés e Arão e de toda a congregação de Israel e afirmaram que a terra de Canaã era muito boa. Porém, “depois de falarem da fertilidade da terra, todos, menos dois, falaram desencorajadamente de sua capacidade de possuí-la. [...] Ao ouvir o povo este relatório, deu vazão ao seu desapontamento, com amargas reprovações e lamentos. Não esperaram, nem refletiram ou arrazoaram que Deus, que os havia trazido até ali, podia certamente dar-lhes a terra. [...] Limitaram o poder do Altíssimo e não confiaram em Deus, que até então os conduzira. [...] Calebe e Josué procuraram ser ouvidos, porém o povo estava tão agitado que não podia dominar-se para prestar atenção a esses dois homens. [...] "Então levantou-se toda a congregação, e alçaram a sua voz: e o povo chorou naquela mesma noite. E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Aarão; [...] (Números 14:1-5)

Os israelitas não somente deram vazão às suas queixas contra Moisés, mas acusaram o próprio Deus de portar-Se enganosamente com eles, prometendo-lhes uma terra que eram incapazes de possuir. Seu espírito rebelde, aqui, subiu tão alto, que, esquecidos do braço forte da Onipotência, que os havia trazido da terra do Egito e conduzido por uma série de milagres, resolveram escolher um capitão para levá-los de volta ao Egito, onde tinham sido escravos e sofrido tanta opressão. Chegaram a designar um capitão, descartando-se assim de Moisés, seu paciente e tolerante líder; e murmuraram amargamente contra Deus.”

Deus os perdoou em respostas aos pedidos de Moisés, mas disse: “Conforme à tua palavra lhe perdoei. Porém tão certamente como Eu vivo, que a glória do Senhor encherá toda a terra. E que todos os homens que viram a Minha glória e os Meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e Me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à Minha voz, não verão a terra de que a seus pais jurei, e até nenhum daqueles que Me provocaram a verá. Porém o Meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-Me, Eu o levarei à terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em herança." (Números  14:20-24)

“O Senhor ordenou que os hebreus retornassem para o deserto, pelo caminho do Mar Vermelho. Estavam muito perto da boa terra, porém, por sua ímpia rebelião, perderam a proteção de Deus. Tivessem eles recebido o relatório de Calebe e Josué, e avançado imediatamente, Deus lhes teria dado a terra de Canaã. Mas foram incrédulos e mostraram tão insolente espírito contra Deus que trouxeram sobre si mesmos o aviso de que jamais entrariam na Terra Prometida. Foi por piedade e misericórdia que Deus os enviou de volta pelo Mar Vermelho, pois os amalequitas e cananeus, enquanto eles demoravam e murmuravam, ouviram a respeito dos espiões e se prepararam para fazer guerra contra os filhos de Israel.

“Depois falou o Senhor a Moisés e a Aarão, dizendo: Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra Mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra Mim." (Números 14:26 e 27). O Senhor ordenou a Moisés e Arão que dissessem ao povo que Ele faria como eles haviam falado. Eles haviam dito: "Ah! se morrêramos na terra do Egito! ou, ah! se morrêramos neste deserto!"  (Números 14:2). Agora Deus os tomaria em sua palavra. Mandou Seus servos dizer-lhes que morreriam no deserto, os de vinte anos para cima, por causa de sua rebeldia e murmuração contra o Senhor. Apenas Calebe e Josué, entrariam na terra de Canaã. "Mas os vossos filhos, de que dizeis: Por presa serão, meterei nela; e eles saberão da terra que vós desprezastes." (Números 14:31).

O Senhor declarou que os filhos dos hebreus deviam vaguear no deserto quarenta anos, contados do tempo em que deixaram o Egito, devido à rebelião de seus pais, até que os pais estivessem todos mortos. [...] Eles deviam compreender plenamente que era a punição por sua idolatria e rebeldes murmurações, que tinham obrigado o Senhor a mudar Seu propósito concernente a eles. A Calebe e Josué foi prometida uma recompensa em primazia a toda multidão de Israel, porque estes tinham perdido todo o direito de pedir o favor e proteção de Deus.”1

A Bíblia é muito clara do quanto Deus não tolera a idolatria. Cometemos idolatria quando desviamos o olhar do Senhor, como o único que pode nos prover proteção, vida, bênçãos e paz. Os israelitas confiavam mais em si mesmos. A história de Israel é permeada pelo contexto da idolatria. De tempos em tempos abandonavam o Senhor, erguiam deuses, altares e estátuas e caiam em idolatria.

Moisés em várias situações teve que repreendê-los por isso. Infelizmente, Moisés caiu no erro de como líder confiar em si mesmo a ponto de desviar a adoração devida a Deus para si mesmo. E isto foi considerado grave pelo Senhor, pois como líder tinha que dar o exemplo. Agora vejamos o texto:



O Pecado de Moisés¹


“Novamente a congregação de Israel foi conduzida ao deserto, para o mesmo lugar onde Deus os provou logo depois de terem deixado o Egito. O Senhor lhes dera água tirada da rocha, que continuou a fluir até pouco antes de chegarem de novo à rocha, quando o Senhor fez cessar a corrente viva, a fim de outra vez provar Seu povo, para ver se suportariam o teste de sua fé ou voltariam a murmurar contra Ele.

Quando os hebreus ficaram sedentos e não puderam achar água, tornaram-se impacientes e não se lembraram do poder de Deus que, quase quarenta anos antes, lhes tirara água da rocha. Em vez de confiarem em Deus, queixaram-se de Moisés e Arão, e dizendo: "Oxalá tivéssemos expirado quando expiraram nossos irmãos perante o Senhor!" Núm. 20:3. Isto é, desejaram ter estado no número que tinha sido destruído pela praga na rebelião de Coré, Datã e Abirã.

Iradamente inquiriram: "Por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para que morramos ali, nós e os nossos animais? E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau? lugar não de semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber? Então Moisés e Aarão se foram de diante da congregação à porta da tenda da congregação, e se lançaram sobre os seus rostos: e a glória do Senhor lhes apareceu. E o Senhor falou a Moisés dizendo: Toma a vara, e ajunta a congregação tu e Aarão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, e dará a sua água: assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. Então Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. E Moisés e Aarão reuniram a congregação diante da rocha, e disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. E o Senhor disse a Moisés e a Aarão: Porquanto não me crestes a Mim, para Me santificar diante dos filhos de Israel, por isso não metereis esta congregação na terra que lhes tenho dado." (Números 20:4-12)

Aqui Moisés pecou. Ele estava fatigado com a contínua murmuração do povo contra si. Por ordem do Senhor, tomou a vara e, em vez de falar à rocha, como Deus ordenara, feriu-a duas vezes com a vara, depois de dizer: "Porventura tiraremos água desta rocha para vós?" Aqui ele falou imprudentemente com seus lábios. Ele não disse: Deus mostrará agora outra evidência de Seu poder e vos tirará água desta rocha. Não atribuiu ao poder e glória de Deus o jorrar de novo a água da rocha, e, portanto não O glorificou diante do povo. Por esta falha da parte de Moisés, Deus não permitiria que ele guiasse o povo à Terra Prometida.

Esta necessidade de manifestação do poder de Deus tornava a ocasião solene, e Moisés e Arão deviam tê-la aproveitado para causar uma impressão favorável sobre o povo. Mas Moisés estava perturbado e, em impaciência e ira com o povo, por causa de suas murmurações, disse: "Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós?" Em assim falando, ele admitia virtualmente ao murmurador Israel que eles estavam certos em acusá-lo de os ter tirado do Egito. Deus havia perdoado ao povo maiores transgressões do que este erro da parte de Moisés, mas não podia tratar o pecado em um líder de Seu povo, da mesma forma como nos liderados. Não podia desculpar o pecado de Moisés e permitir sua entrada na Terra Prometida.

Aqui deu o Senhor a Seu povo uma prova inconfundível de Aquele que havia operado tão maravilhoso libertamento em favor deles, tirando-os da servidão egípcia, fora o poderoso Anjo e não Moisés, e que estava seguindo adiante deles em todas as suas jornadas, e de quem Ele dissera: "Eis que Eu envio um Anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho, e te leve ao lugar que te tenho aparelhado. Guarda-te diante dEle, e ouve a Sua voz, e não O provoques à ira: porque não perdoará a vossa rebelião; porque o Meu nome está nEle." (Êxodo 23:20 e 21)

Moisés tomou para si a glória que pertencia a Deus, e tornou necessário que Deus procedesse de modo a convencer ao rebelde Israel de que não fora Moisés que os tirara do Egito, mas o próprio Deus. O Senhor havia confiado a Moisés o encargo de guiar Seu povo, enquanto o poderoso Anjo ia diante deles em todas as suas jornadas e dirigia todas as viagens. Por serem tão prontos a esquecer que Deus os estava guiando por Seu Anjo e a atribuir ao homem aquilo que só o poder de Deus podia realizar, Ele os provara e testara, para ver se Lhe obedeceriam. A toda prova eles falharam. Em vez de crerem em Deus, e reconhecerem Aquele que havia se espalhado pelo seu caminho com evidências do Seu poder e assinaladas provas de Seu cuidado e amor, duvidaram dEle e atribuíram sua saída do Egito a Moisés, acusando-o de ser a causa de todos os seus desastres. Moisés havia suportado sua obstinação com notável paciência. Certa ocasião eles ameaçaram apedrejá-lo.

O Senhor removeria para sempre do espírito deles esta impressão, impedindo Moisés de entrar na Terra Prometida. O Senhor exaltara muito a Moisés. Havia-lhe revelado Sua grande glória. Tomara-o em sagrada proximidade consigo sobre o monte, e condescendera em conversar com ele como um homem fala com um amigo. Comunicara a Moisés e, através dele, ao povo, Sua vontade, Seus estatutos e Suas leis. O ter sido assim exaltado e honrado por Deus tornou seu erro de maior magnitude. Moisés arrependeu-se de seu pecado e humilhou-se grandemente diante de Deus. Relatou a todo o Israel sua tristeza pelo pecado. Não ocultou o resultado de seu pecado, mas contou-lhes que por assim ter deixado de atribuir glória a Deus, não podia levá-los à Terra Prometida. Disse-lhes então que, se este erro de sua parte fora tão grande a ponto de ser assim corrigido por Deus, como não consideraria. Ele suas repetidas murmurações, acusando-o (Moisés) das incomuns manifestações de Deus, por causa dos pecados deles?

Por este simples exemplo, Moisés havia dado motivo a que tivessem a impressão de que tirara para eles a água da rocha, quando devia ter engrandecido o nome do Senhor entre Seu povo. O Senhor agora queria deixar claro ao povo que Moisés era simplesmente um homem, seguindo a guia e orientação de Alguém mais poderoso do que ele, o próprio Filho de Deus. Nisso Ele os deixaria sem qualquer dúvida. Onde muito é dado, muito é requerido. Moisés havia sido altamente favorecido com especiais visões da majestade de Deus. A luz e a glória de Deus tinham sido concedidas a ele em rica abundância. Sua face havia refletido sobre o povo a glória que o Senhor fizera brilhar sobre ele. Todos serão julgados de acordo com os privilégios que tiveram, e a luz e benefícios que lhes foram outorgados.

Os pecados dos homens bons, cuja conduta geral tem sido digna de imitação, são especialmente ofensivos a Deus. Eles levam Satanás a triunfar e lançar em rosto aos anjos de Deus as falhas dos instrumentos por Deus escolhidos, e dão aos injustos ocasião a que se levantem contra Deus. O próprio Senhor havia dirigido Moisés de modo especial e revelado Sua glória, como a nenhum outro sobre a Terra. Ele era naturalmente impaciente, mas apoderara-se firmemente da graça de Deus, implorando sabedoria do Céu, com tanta humildade que fora fortalecido por Deus, e vencera a impaciência de modo que foi por Deus chamado o homem mais manso sobre a face da Terra inteira.

Arão morreu no Monte Hor, pois dissera o Senhor que ele não entraria na Terra Prometida, porque, com Moisés, pecara na ocasião de tirarem água da rocha em Meribá. Moisés e os filhos de Arão o sepultaram no monte, para que o povo não fosse tentado a fazer uma grande cerimônia com o seu corpo, e ser culpado do pecado da idolatria.

Moisés logo devia morrer, e foi-lhe ordenado reunir os filhos de Israel antes de sua morte e referir-lhes todas as jornadas da multidão hebréia desde sua partida do Egito, e todas as grandes transgressões de seus pais, que tinham trazido os juízos de Deus sobre eles, compelindo-O a dizer que eles não entrariam na Terra Prometida. Seus pais tinham morrido no deserto, de acordo com a palavra do Senhor. Seus filhos tinham crescido, e a estes a promessa de posse da terra de Canaã devia ser cumprida. Muitos destes eram crianças quando a lei fora dada, e não tinham nenhuma recordação da grandeza do evento. Outros nasceram no deserto, e para que não deixassem de compreender a necessidade de serem obedientes aos Dez Mandamentos e a todas as leis e juízos dados a Moisés, foi ele instruído por Deus a recapitular os Dez Mandamentos, e todas as circunstâncias relacionadas com a doação da lei.

Moisés havia escrito num livro todas as leis e juízos dados por Deus, e havia fielmente registrado todas as Suas instruções dadas pelo caminho, todos os milagres que Ele havia realizado e todas as murmurações dos filhos de Israel. Moisés tinha também registrado como fora vencido em conseqüência das murmurações deles.

Todo o povo fora congregado diante dele, e ele leu os eventos de sua história passada, do livro que tinha escrito. Também leu as promessas de Deus a eles se fossem obedientes, e as maldições que sobre eles viriam, se fossem desobedientes.

Moisés relatou-lhes que, por sua rebelião, o Senhor várias vezes propusera destruí-los, mas que ele intercedera tão fervorosamente por eles, que Deus misericordiosamente os poupara. Relembrou-lhes os milagres que o Senhor operara em relação a Faraó e toda a terra do Egito. Disse-lhes: "Porquanto os vossos olhos são os que viram toda a grande obra que fez o Senhor. Guardai, pois todos os mandamentos que Eu vos ordeno hoje, para que vos esforceis, e entreis, e possuais a terra que passais a possuir." (Deuteronômio 11:7 e 8)

Moisés advertiu especialmente os filhos de Israel contra o serem seduzidos pela idolatria. Fervorosamente instou com eles para obedecerem aos mandamentos de Deus. Se demonstrassem obediência e amor ao Senhor, e O servissem com suas afeições não divididas, Ele lhes daria a chuva na estação certa, e faria que sua vegetação florescesse e seu rebanho aumentasse. Desfrutariam também especiais e exaltados privilégios, e triunfariam sobre seus inimigos.

Moisés instruiu os filhos de Israel de maneira fervorosa e impressiva. Sabia ser esta a última oportunidade de dirigir-se a eles. Acabou, então, de escrever num livro todas as leis, juízos e estatutos que Deus lhe havia dado, e também os vários regulamentos referentes às ofertas sacrificais. Colocou o livro nas mãos dos homens que tinham o ofício sagrado e pediu que, para sua segurança, fosse colocado ao lado da arca sagrada, pois esta era objeto do contínuo cuidado de Deus. Esse livro de Moisés devia ser preservado, para que os juízes de Israel pudessem a ele recorrer se algum caso surgido o fizesse necessário. Um povo que sempre erra não raro entende que os reclamos de Deus favoreçam seu próprio caso; por isso, o livro de Moisés foi preservado num lugar muito sagrado, para futuras referências.

Moisés encerrou suas derradeiras instruções ao povo com um vigoroso discurso profético. Este foi patético e eloqüente. Por inspiração de Deus ele abençoou separadamente as tribos de Israel. Em suas últimas palavras demorou-se sobre a majestade de Deus e a excelência de Israel, que haveria de continuar para sempre, se Lhe obedecessem e se apoderassem de Sua força.

"Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga, que está defronte de Jericó; e o Senhor mostrou-lhe toda a terra desde Gileade até Dã; e todo Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés; e toda a terra de Judá, até ao mar último; e o sul, e a campina do vale de Jericó, a cidade das palmeiras até Zoar. E disse-lhe o Senhor: Esta é a terra de que jurei a Abraão, Isaque, e Jacó, dizendo: À tua semente a darei: mostro-ta para a veres com os teus olhos; porém para lá não passarás. Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme ao dito do Senhor. E o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém tem sabido até hoje a sua sepultura. Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu: os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor." (Deuteronômio 34:1-7)

Não era da vontade de Deus que alguém subisse com Moisés ao cume de Pisga. Ali estava ele na presença de Deus e de anjos celestiais. Depois de, para sua satisfação, ter visto Canaã, deitou-se, qual um guerreiro fatigado, para descansar. O sono veio sobre ele, mas foi o sono da morte. Anjos tomaram seu corpo e o sepultaram no vale. Os israelitas jamais encontraram o lugar onde foi sepultado. Seu enterro foi secreto para evitar que o povo pecasse contra o Senhor idolatrando o seu corpo.

Satanás exultou que houvesse sido bem-sucedido em levar Moisés a pecar contra Deus. Por esta transgressão Moisés viera sob o domínio da morte. Se tivesse continuado fiel, e sua vida não tivesse sido manchada por aquela única transgressão, deixando de dar a Deus a glória de ter tirado água da rocha, ele teria entrado na Terra Prometida, e teria sido trasladado ao Céu sem ver a morte. Miguel, ou Cristo, com os anjos que sepultaram Moisés, desceram do Céu, depois de ter ele permanecido na sepultura um breve tempo, ressuscitaram-no e o levaram para o Céu.

Quando Cristo e os anjos Se aproximaram da sepultura, Satanás e seus anjos surgiram junto dela e ficaram a guardar o corpo de Moisés, para que não fosse removido. Quando Cristo e Seus anjos chegaram perto, Satanás resistiu a sua aproximação, mas foi compelido, pela glória e poder de Cristo e Seu anjos, a voltar atrás. Satanás reclamou o corpo de Moisés, por causa de sua única transgressão; porém Cristo o remeteu mansamente a Seu Pai, dizendo: "O Senhor te repreenda." (Judas 9). Cristo disse a Satanás que sabia ter Moisés humildemente se arrependido de seu único erro, que mancha alguma repousava sobre seu caráter, e que seu nome permanecia incontaminado no livro celestial. Então Cristo ressuscitou o corpo de Moisés, que Satanás estivera requerendo.

Por ocasião da transfiguração de Cristo, Moisés e Elias, que tinham sido traslados, foram enviados para conversar com Cristo quanto a Seus sofrimentos, e para serem os portadores da glória de Deus a Seu amado Filho. Moisés havia sido grandemente honrado por Deus. Tivera o privilégio de conversar com Deus face a face, como um homem fala com seu amigo. E Deus lhe tinha revelado Sua excelente glória, como jamais o fizera a nenhum outro.”

Fico pensando nesta última frase da matéria do jornal sobre a morte do pequeno Ezequiel: “O fato é que logo a região tornou-se alvo de peregrinações, atraindo visitantes de todos os lugares. Ezequiel passou a ser venerado e a ele foi atribuído alguns milagres.”

O cuidado de Deus para com as sepulturas de Arão e Moisés tinha fundamento. Com certeza haveria idolatria. Deus não tolera a idolatria, isto é fato!

Por que muitos dizendo servir a Deus caem neste pecado? A própria cristandade chega a alimentar tão grave pecado: A historia do menino Ezequiel

Loron Wade no seu texto Pequenos Deuses” aqui publicado  disse: As pessoas que tomarem a decisão de colocar a Deus no centro de sua existência não permitirão que qualquer coisa criada ocupe o lugar que pertence somente ao Criador. E não haverá confusão com respeito à verdadeira adoração, porque essas pessoas se afastarão de tudo que diminua a importância de Deus em sua vida.”

Essas pessoas saberão qual é a verdadeira adoração a Deus. Compreenderão que não há outro intercessor entre os homens e Deus, pois Jesus Cristo o é por excelência.  

A pergunta não será mais qual é o altar que Lhe agrada, mas qual o altar que Lhe desagrada.

Continuaremos

Referência:

1- Ellen White, História da Redenção pág. 158-174


Ruth Alencar


Comentários

  1. "Cristo disse a Satanás que sabia ter Moisés humildemente se arrependido de seu único erro, que mancha alguma repousava sobre seu caráter, e que seu nome permanecia incontaminado no livro celestial.Então Cristo ressuscitou o corpo de Moisés,que Satanás estivera requerendo.”

    1- Gostaria que vc me dissesse onde se encontra essa passagem na Bíblia, pois eu não conhecia essa passagem...

    2- Se Moisés ressuscitou, então Cristo não é as primícias e isso contradiz o texto: “mas Cristo ressuscitou dentre os mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. I Coríntios 15:23”

    A paz!
    AnOnimo.

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  2. Paz, Anônimo, vc perguntou:

    1- Gostaria que vc me dissesse onde se encontra essa passagem na Bíblia, pois eu não conhecia essa passagem...

    Comecemos por Judas 9:

    “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!”

    Miguel é mencionado em Daniel 10:12-13: “Então, me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia.”

    Daniel 12:1 : “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro.”

    Apocalipse 12:7 : “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos;”

    É verdade que o VT não faz menção exata ao incidente citado por Judas. Traz somente que Deus sepultou Moisés: “Assim, morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe, segundo a palavra do SENHOR. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura.”

    Em Êxodo 2:11-12 nos é dito que Moisés matara um egipcio:

    “Naqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos e viu os seus labores penosos; e viu que certo egípcio espancava um hebreu, um do seu povo. Olhou de um e de outro lado, e, vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio, e o escondeu na areia.”

    Miguel não podia acusar o diabo de blasfêmia porque Moisés realmente matara um egípcio, por isso disse simplesmente “O Senhor te repreenda!”.

    O chamado de Moisés para agir em nome de Deus na retirada do povo do Egito, tendo Seu Anjo à frente demonstra sem sombra de dúvidas que Moisés fora perdoado por Deus. Há inúmeras referências de Moisés tendo uma relação pessoal com Deus, chegando mesmo a experimentar ver a Sua glória.

    Vc tem alguma dúvida de que Moisés tenha confessado seu pecado a Deus e que o Senhor o tenha perdoado?

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  3. Por isso, "Cristo disse a Satanás que sabia ter Moisés humildemente se arrependido de seu único erro, que mancha alguma repousava sobre seu caráter, e que seu nome permanecia incontaminado no livro celestial.”

    Vc acha que Satanás age diferente em relação a nós? Ele é o grande acusador dos homens, para isto Cristo veio e morreu em nosso lugar.

    Concedeu-nos o direito da liberdade de culpa. Só temos que confessar os nossos pecados, abandoná-los e aceitar o Seu sacrifício e Satanás não terá mais direito sobre nós.

    Foi isto que aconteceu com Moisés. Satanás não pôde contra a autoridade de Cristo:

    “ao passo que anjos, embora maiores em força e poder, não proferem contra elas juízo infamante na presença do Senhor.” (2 Pedro 2:11)

    Veja o que está escrito em Zacarias 3:1-5 :

    “Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de finos trajes. E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios;”

    Este é o papel do diabo, impedir que Deus realize em nós Sua obra de restauração espiritual. Há inúmeros textos na Bíblia que relatam este papel de Satanás.

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  4. Convido vc a ler Mateus 17: 1-3

    "Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele."

    Moisés ressuscitado e já morando com o Senhor em Seu Reino nos Céus veio, juntamente com Elias conversar com Jesus.

    Como a Bíblia não apóia a ideía da imortalidade da alma, não é dificil concluir sobre a ressurreição de Moisés.

    Vc disse Anônimo:

    2- Se Moisés ressuscitou, então Cristo não é as primícias e isso contradiz o texto:

    “mas Cristo ressuscitou dentre os mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. I Coríntios 15:23”

    Vc duvida da ressurreição de Lázaro? (João 11:1- 45)

    Vc duvida da ressurreição da filha de Jairo? (Mateus 9: 24-26)

    Vc duvida da ressurreição do filho da viúva de Naim? (Lucas 7:11-17)

    Todos os três foram ressuscitados por Cristo antes de Cristo morrer e ressuscitar.

    O que compreendo, Anônimo, é que o termo 'primícias' é, metaforicamente, aplicado no N.T. a Jesus Cristo. As "primicias" no VT estavam ligadas às ofertas dos israelitas para Deus. Estas ofertas conduziam à oferta por excelência: O Cordeiro de Deus, a saber Jesus Cristo.

    Cristo fez-Se sacrifício por nós. O melhor que poderia ser ofertado em favor dos homens.Por isso, a aplicação metafórica de "primicias" para Cristo.

    A ressurreição de Jesus tem um significado único porque a Sua morte também tem um significado único. A primícia de Sua ressurreição vem dessa significação, não pela sua ordem de acontecimento.

    Paulo menciona I Coríntios 15:23 o contrate entre o velho e o novo. Entre Adão como representante da raça caída e Cristo como o cabeça de todos os remidos. Na verdade, o que Paulo faz é uma sequência nos acontecimentos que leva ao fim, porém, não indica intervalos de tempo. Veja o que está escrito em 1 Tessalonicenses 4:13-15 :

    “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.”

    A ressurreição de Cristo é o marco, a garantia da nossa ressurreição. Afinal, Ele é o Senhor da nossa salvação e redenção. A primicia dos que dormem. Porque Ele ressuscitou, nós seremos ressuscitados.

    Ele é a primicia não porque ressuscitou primeiro.

    Aplique esse princípio também em:

    Atos 26:23 : “isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios.”

    Colossenses 1:18 : “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,”

    Apocalipse 1:5 : “e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados,”


    um grande abraço irmão.

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  5. Irmã Ruth,

    1. Vc diz: "Cristo disse a Satanás que sabia ter Moisés humildemente se arrependido de seu único erro, que mancha alguma repousava sobre seu caráter, e que seu nome permanecia incontaminado no livro celestial.”

    R- Que ele é um acusador não há dúvida;o porquê da morte de Cristo também não há dúvida,o papel de Satanás também não há dúvidas, mas afirmar que"Cristo disse a Satanás que sabia ter Moisés humildemente se arrependido de seu único erro, que mancha alguma repousava sobre seu caráter, e que seu nome permanecia incontaminado no livro celestial...” é outra coisa! Eu não posso interpretar um fato e dizer:“ O Senhor disse...”

    2. Vc diz:“Vc duvida da ressurreição de Lázaro? (João 11:1-45); Vc duvida da ressurreição da filha de Jairo? (Mateus 9: 24-26); Vc duvida da ressurreição do filho da viúva de Naim?(Lucas 7:11-17)”.

    R- As três ressurreições diferem da de Cristo! Tanto Lázaro, como a filha de Jairo e o filho de Naim, ressuscitaram e experimentaram outra vez a morte, mas Cristo ressuscitou e não mais experimentou a morte. Foi o exemplo da vitória sobre a morte!

    3. Vc diz: “Como a Bíblia não apóia a idéia da imortalidade da alma, não é difícil concluir sobre a ressurreição de Moisés.”

    R- “E transfigurou-se diante deles;o seu rosto resplandeceu como o sol,as suas vestes se tornaram brancas como a luz e eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele... e descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos.” Mateus 17:2;9.

    - Por essa visão se pode concluir que foi ressuscitado? Se ressuscitou, então Cristo não é as “primícias” e isso contradiz o texto:

    4. Vc diz:“O termo primícias é metaforicamente, aplicado no N.T. a Jesus Cristo. As "primicias" no VT estavam ligadas às ofertas dos israelitas para Deus. Estas ofertas conduziam à oferta por excelência: O Cordeiro de Deus, a saber Jesus Cristo.Cristo fez-Se sacrifício por nós. O melhor que poderia ser ofertado em favor dos homens.Por isso, a aplicação metafórica de "primicias" para Cristo.”

    R- Por ocasião da colheita dos israelitas, era requerido que eles trouxessem uma oferta da primeira parte da safra (Lv. 23:10). Essa oferta era um sinal de toda a colheita, que pertencia inteiramente à Deus. Jesus é chamado de “´primícias”, porque a sua ressurreição e a ressurreição dos justos,são eventos intimamente ligados entre si. Jesus foi o primeiro da ressurreição dos mortos (Atos 26:23), tendo ressuscitado como nosso representante.

    “mas Cristo ressuscitou dentre os mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.(I Coríntios 15:23)”

    A paz!
    Anônimo.

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  6. Irmão Anônimo

    Compreendo sua preocupação e seus questionamentos e com muito respeito tendo a me calar diante de sua opinião, mesmo porque a discussão em torno do que é periférico tende a nos desviar do que é essencial.

    Porém, deixe-me explicar como entendo a expressão "Cristo disse":

    Vc diz: “Eu não posso interpretar um fato e dizer:“ O Senhor disse...”

    Concordo irmão, embora com ressalvas. E que ressalvas seriam essas? Não devemos dizer nenhuma afirmação falsa a respeito do que está escrito na Palavra do Senhor e depois imputá-la como sendo do Senhor.

    Dizer: "Cristo disse a Satanás que sabia ter Moisés humildemente se arrependido de seu único erro, que mancha alguma repousava sobre seu caráter, e que seu nome permanecia incontaminado no livro celestial.”, é mentira ?

    Diga-me essa mensagem é diferente de Isaias 1: 18?

    “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.”

    O “Cristo disse” é apenas uma expressão para dar autoridade à mensagem de que Moisés havia se arrependido e Deus o havia perdoado. Houve uma contenda isto é claro, as Escrituras o dizem:

    “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, [...] ” (Judas 9)

    O termo “contendia” implica em apresentação de argumentos. O que vc acha que Cristo disse como argumento da não culpa de Moisés?

    Creio que não foi cometido nenhum abuso de expressão por parte da autora do texto.

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  7. 2- Vc diz : “as três ressurreições diferem da de Cristo!”

    Claro, irmão, não há dúvidas sobre isto! A ressurreição de Jesus trouxe para a humanidade o preço da vida eterna e a libertação do domínio da morte. Ele levou cativo o cativeiro!

    As ressurreições desses exemplos que lhe dei serviram para eles mesmos, mas tb para testemunhar do poder de Deus aos homens.


    3. “[...] Moisés e Elias, falando com Ele...” (Mateus 17:2;9.)

    Dá uma grande prova de que ele não estava morto, portanto, estava ressurreto, senão não falaria! A Bíblia diz que os mortos não sabem nada! Meu argumento se sustenta na doutrina bíblica da mortalidade do homem, irmão.

    Confirmo a leitura de que o termo primícias é metaforicamente, aplicado no N.T. a Jesus Cristo. O melhor que poderia ser ofertado em favor dos homens. Por isso, a aplicação metafórica de "primicias" para Cristo.

    Com relação a Atos 26:23, os sofrimentos, a morte e a ressurreição de Cristo eram os pontos essenciais de controvérsia entre os judeus e Paulo. No conceito messiânico judeu não havia lugar para um Messias, um Deus que Se colocasse na cruz, O orgulho judeu não permitia tal concepção divina.

    Se eles não admitiam a morte do Messias divino como poderiam conceber a Sua ressurreição? De onde tiro isto?

    Leia 1 Coríntios 1:23 : “mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;”

    A declaração de Paulo de Atos 26:23 é quase idêntica à de Jesus no caminho de Emaús.

    Lucas 24:24-26: “De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?”

    Quanto ao ser o primeiro da ressurreição, como lhe disse, o contexto não é de tempo, senão de eficácia.

    Sua ressurreição assegurou a ressurreição, portanto, a vitória sobre a morte.

    A ressurreição de Cristo foi a primícia ao mesmo tempo que ela é a única, pois a Sua morte foi e é tão somente a única a ser capaz de dar vida eterna aos homens. Não se apegue a literalidade, ela confunde a mensagem.

    Moisés e Elias que já estavam no céu precisavam da ressurreição de Cristo, pois em sua origem eram homens e a interseção de Cristo era para eles tb. Por isso, a presença deles no monte da transfiguração.

    Em termos de tempo, Jesus não foi o primeiro a ressuscitar. Dei três exemplos para vc e Lucas 9:28-30 é claro demais.

    Fiquemos, no entanto, com a essência da mensagem: Ele nos deu a ressurreição. Ele nos dá o perdão de nossos pecados. Temos que confessar os nossos pecados para que Cristo possa efetuar como Advogado a nossa defesa contra as acusações de Satanás.

    Um grande abraço fraterno

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  8. 1.Vc diz: Moisés tomou para si a glória que pertencia a Deus...

    Em momento algum Moisés tomou para si, a glória de Deus; seu erro foi não ter exaltado a Deus, ou seja: não ter agido como Deus ordenara!

    A ordem de Deus: “Toma a vara e reúne a comunidade, tu e teu irmão Arão. Em seguida e sob os olhos deles, dize a este rochedo que dê as suas águas...(Números 20:8)”

    A ação de Moisés: “Moisés e Arão reuniram a comunidade diante do rochedo e em seguida lhes disse: Ouivi agora, rebeldes. Faremos nós jorrar água, para vós, desse rochedo? Moisés levantou a mão e com a vara feriu o rochedo duas vezes...(números 20:11)”

    O Castigo: “Então Iahweh disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, de modo a me santificardes diante dos filhos de Israel não fareis entrar essa comunidade na terra que lhe dei (Números 20:12”


    2. Vc diz: Moisés e Elias que já estavam no céu precisavam da ressurreição de Cristo...Por isso a presença deles no monte da transfiguração.

    Meu Deus!Como se pode “já estar no céu” e ainda precisar da ressurreição de Cristo? Quem disse que foi por isso, a presença deles no monte da transfiguração?


    3. Vc diz: Em termos de tempo, Jesus não foi o primeiro a ressuscitar...

    É mister para uma boa interpretação, entender os tipos de “ressurreição” nas diversas passagens bíblicas e aplicá-las nas mensagens para que elas sejam coerentes.

    Ressurreição para:

    a)“reviver para testemunhar o poder de Deus” (os 3 exemplos citados)
    b)“reviver para ver a glória de Deus” (2ª ressurreição).
    c)“reviver para comprovar a imortalidade” (Jesus Cristo),
    d)”reviver para receber a promessa da imortalidade” (1ª ressurreição).


    4. Vc diz: Confirmo a leitura de que o termo “primícias” é metaforicamente, aplicado no N.T. a Jesus Cristo...

    Ratifico que não é metafórico!

    Jesus é o primeiro da ressurreição dos mortos e ressuscitou como nosso representante. É chamado de “´primícias”, porque a sua ressurreição e a ressurreição dos justos são eventos intimamente ligados entre si.

    Vide Atos 26:22–23- Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, isto é, que o Cristo devia padecer e sendo O PRIMEIRO da ressurreição dentre os mortos...

    5. Vc diz: Fiquemos, no entanto, com a essência da mensagem... a discussão em torno do que é periférico tende a nos desviar do que é essencial...

    A essência da mensagem é a própria mensagem!

    Não podemos dar uma interpretação pessoal pois um texto fora do contexto, se tornar um pretexto!

    Fica na paz e encerro a minha participação!...
    Anônimo.

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  9. Retificando o item 2.b:

    “reviver para receber o juízo de Deus” (2ª ressurreição).

    Anônimo.

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  10. RETIFICAÇÃO: item 3.b

    “reviver para receber o juízo de Deus” (2ª ressurreição).

    Anônimo.

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  11. Anônimo,

    1.O texto: “O Pecado de Moisés” não é de minha autoria. Quem o escreveu foi a escritora cristã adventista Ellen White e está registrado no livro História da Redenção pág. 158-174.

    Coloquei as referências da autora no final do texto, confira lá.

    Verdade que há no texto geral algumas expressões minhas, mas esta frase não me pertence.

    Agora veja o que eu disse no último parágrafo que antecede a apresentação do texto: O Pecado de Moisés:

    “Moisés em várias situações teve que repreendê-los por isso. Infelizmente, Moisés caiu no erro de como líder confiar em si mesmo a ponto de desviar a adoração devida a Deus para si mesmo. E isto foi considerado grave pelo Senhor, pois como líder tinha que dar o exemplo. Agora vejamos o texto:”

    Na essência a expressão da autora, a minha e a sua convergem para o mesmo pecado: a idolatria a si mesmo. Quando fazemos isto? Quando colocamos as nossas expressões acima da vontade divina. Este em essência foi o erro de Moisés. Portanto, quando vc diz: “não ter agido como Deus ordenara!”,é em outras palavras o que a autora do texto disse.

    2. Vc diz: “Meu Deus!Como se pode “já estar no céu” e ainda precisar da ressurreição de Cristo? Quem disse que foi por isso, a presença deles no monte da transfiguração?”

    Anônimo, a compreensão das minhas palavras não deve ser alcançada na superficialidade de uma simples leitura. Ela passa pela profundidade do entendimento da doutrina da mortalidade da alma e da complexidade da morte e ressurreição de Cristo no plano da Redenção e no conflito do bem e do mal.

    3 e 4. Com relação a esta questão já expus como penso, vc é livre.

    5. Fiquemos, no entanto, com a essência da mensagem... a discussão em torno do que é periférico tende a nos desviar do que é essencial...

    Vc disse: “A essência da mensagem é a própria mensagem!” E eu concordo. Deixemos, então, que a Bíblia interprete a si mesma. Um dos mais importantes princípios a observar neste sentido é que ela não se contradiz, então, estudemos as Escrituras Sagradas com relação a isto e vejamos o que ela nos diz a respeito desse tema, que engloba vários outros sem se contradizer.

    Um grande abraço e muito obrigada por sua participação. Seja sempre bem-vindo, irmão.

    ResponderExcluir
  12. Ontem, eu disse que encerraria a participação, todavia a encerro hoje,deixando claro que as nossas opiniões são divergentes!

    Vc diz:

    “Na essência a expressão da autora, a minha e a sua convergem para o mesmo pecado: a idolatria a si mesmo... Quando fazemos isto? Quando colocamos as nossas expressões acima da vontade divina. Este em essência foi o erro de Moisés...”

    DISCORDO TOTALMENTE!

    Deus disse a Moisés que estaria SOBRE a rocha: Ex. 17)

    Veja a diferença entre a ordem de Deus e a ação de Moisés:“Toma a vara...e dize a este rochedo que dê as suas águas” “Moisés levantou a mão e com a vara feriu o rochedo duas vezes...”
    Números 20:8;11).

    Deus ordena que Moisés FALE A ROCHA, mas ele não falou: ele FERE A ROCHA!

    Em momento algum Moisés cometeu o pecado da “idolatria a si mesmo”, ele “esqueceu” que Deus estava sobre a rocha. Ao se irar com a rebeldia do povo,caiu em seu ponto forte: "a paciência”.

    Bateu na rocha sobre a qual Deus estava e com a qual estava simbolicamente identificado e assim, desonrou “o altar Agradável a Deus”e o povo não percebeu que Deus estava sobre a rocha!

    Aquela rocha era uma representação de Cristo:

    “Beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia e a pedra era Cristo, mas Deus não se agradou da maior parte deles,por isso foram prostrados no deserto. 1 Coríntios 10:4 e 5”.

    Até a próxima...
    Anônimo.

    ResponderExcluir
  13. AnÕnimo

    ok, irmão, claro vc tem todo direito de discordar.

    Veja que vc mesmo diz que Moisés agiu diferente da ordem de Deus:

    "Veja a diferença entre a ordem de Deus e a ação de Moisés:“Toma a vara...e dize a este rochedo que dê as suas águas” “Moisés levantou a mão e com a vara feriu o rochedo duas vezes...”
    Números 20:8;11).

    Deus ordena que Moisés FALE A ROCHA, mas ele não falou: ele FERE A ROCHA!"

    Compreendo como vc que Moisés agiu segundo a sua própria vontade e não segundo Deus.

    Compreendo que a maneira como servimos, isto é obedecemos a Deus, revela em nossa ação, ou atitude, quem está sendo centralizado.

    Neste momento de Moisés foi a vontade segundo Moisés, não segundo Deus, então... só posso concluir que Deus não estava no centro, mas o eu de Moisés.

    A própria decisão do Senhor em mostrar consequencia para o ato de Moisés prova a Sua insatisfação com a atitude de Moisés. Resultado Moisés pecou. Idolatria, rebeldia, ou seja qual nome for, o certo é que Moisés pecou contra o Senhor e é essa a mensagem (não a central é claro) da autora.

    Quanto a interpretação teológica da Rocha não discordo de vc.

    um grande abraço.

    ResponderExcluir

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