Teólogo protestante quer Papa como líder dos cristãos

Eu, Ruth, vou logo anunciando que como cristã eu digo não! Digo não para todo homem ou mulher, papa ou pastor, que queira ocupar o lugar que pertence a Jesus Cristo. Tenho um líder que em Si mesmo, Se basta e é a perfeita cabeça da Igreja: Meu Salvador e Senhor Jesus Cristo.  

“Há mais de um século, quando uma proposta como essa jamais passaria pela cabeça de um líder protestante, Ellen White escreveu: “Quando o protestantismo estender os braços através do abismo [que havia então], a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado [principalmente a idéia da imortalidade da alma tão difundida por Hollywood e a pretensa santidade do domingo], podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo” (Eventos Finaishttp://www.cpb.com.br/produto-62-eventos+finais.html, p. 131). Amém! [Michelson Borges do site Criacionismo ]”

Não duvido que a ideia do teólogo protestante Reinhard Frieling ganhe coro e adeptos, afinal sabemos todos que o Ecumenismo está profetizado. Veja a matéria publicada pelo site Gospel Mais :

“O teólogo protestante Reinhard Frieling defende que o papa Bento XVI seja nomeado líder honorário de todos os cristãos. A proposta surge poucas semanas antes da visita do líder católico à Alemanha. “O sonho da comunhão de todos os cristãos pode se tornar realidade se os protestantes oferecerem ao papa o papel de chefe honorário da cristandade”, disse o ex-líder do Institute Kundlichen, de Bensheim. Para o professor emérito da Universidade de Marburg, o papa poderia “falar em nome da cristandade em situações extraordinárias”. Ele argumentou que uma liderança comum daria crédito ao cristianismo como mensagem. Se a proposta se viabilizar, o aniversário da Reforma em 2017, com seus 500 anos, poderá ser a ocasião certa para concretizar a visão, baseada em sua opinião do papa já ser “porta-voz para todos os cristãos”.

O teólogo protestante sugere que as igrejas da Reforma abandonem sua “autossuficiência” e assumam as “corajosas consequências ecumênicas”. Essa proposta lembra a que foi feita pelo bispo Johannes Friedrich, da Igreja Luterana da Baviera, há dez anos. Friedrich argumentava que o papa poderia ser aceito como porta-voz do cristianismo mundial como serviço ecumênico de unidade.

A visita do papa à Alemanha está prevista para os dias 22 a 25 de setembro, e inclui as cidades de Freiburg e Berlim, com um discurso diante do Bundestag (Parlamento) alemão, e uma reunião com representantes da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) no mosteiro agostiniano em Erfurt. [No ano que vem, o papa vem ao Brasil, onde a fé católica continua em declínio."

Precisamos sim discernir os sinais que se apresentam diante de nós. Precisamos discernir os sinais característicos da época do tempo do fim, a fim de estarmos preparados para reconhecer a verdade e nos posicionarmos com relação a ela.

Os Valdenses, Martinho Lutero, Melâncton, Olavo, Lourenço, Tyndale, João Wycliffe, Huss, Jerônimo, Zuínglio, Lefèvre, Guilherme Farel, Luis de Berquin, João Calvino, Meno Simons deixaram seus nomes registrados nas páginas da História. Foram todos homens valorosos em seu tempo e cumpriram, de forma primorosa, seus papéis como mensageiros da verdade. Assim como Isaac Newton e William Miller, grandes estudiosos das profecias. O martírio dos protestantes no passado não será jamais considerado em vão, se temos as Escrituras Sagradas hoje ao alcance de nossas mãos foi graças a determinação desses homens em defender a pureza do Evangelho. Um Evangelho que se centra em Jesus Cristo como único digno de adoração.

A volta de Jesus será antecedida por um forte conflito gerado pelo confronto da verdade com a mentira. Em Mateus 24: 9-10 está escrito: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros;”

Jesus enfrentou não somente uma geração incrédula, enfrentou também uma forte liderança religiosa. O ‘mundo religioso’ também persegue e mata. Historicamente, Igreja e Estado sempre se uniram no quesito perseguir. Foi assim no período da igreja primitiva. Foi assim na Idade Média e será assim por ocasião do fim. Muitos irão “trair e odiar uns aos outros”. Você não é traído pelo inimigo você sempre esperará o pior do inimigo. A traição ocorre quando é de alguém que se confiava. A igreja ao longo da história sofreu momentos dolorosos de perseguição interna. Foi assim nos tempos dos discípulos, foi assim com o movimento da Reforma Protestante. Será assim em tempos que antecederão a volta de Jesus. Por que tenho esta certeza? Porque verdade e mentira não podem ocupar o mesmo espaço. Quando a verdade chega conceitos errôneos estabelecidos são perturbados. O conselho, portanto, é não traia a Verdade.

Está escrito em 2 tessalonicenses 2:1-3: “Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição...” 

Sei que Paulo aqui faz uma aplicação quanto à queda do Império Romano. A questão é perceber, uma vez que o tema é o retorno de Jesus a Terra, que há uma aplicação para nós hoje também, pois o “mistério” (verso 7) é algo em contínua operação, desde o tempo de Paulo ao tempo do fim.

Os conflitos religiosos, os terremotos, as guerras, a fome, a angústia das nações são eventos naturais ou comuns em nossa História. Mas, são acontecimentos que sinalizam para a grande angústia entre as nações, para o grande terremoto que virá acompanhado, então, da grande apostasia cristã efetivada por uma contrafação religiosa, isto é, rival. Um fenômeno que surgirá de dentro da igreja cristã. É assim que eu creio. Mas, como não sou teóloga é ver para crer.

Amo essas palavras de Joh Paulien: “Muitos de nós sonhamos com uma igreja que assuma o papel ordenado por Deus para o tempo do fim, e prepare o mundo para o retorno de Jesus. Mas o único tipo de igreja que fará uma diferença decisiva no mundo de hoje é aquela em que as pessoas e a fé são genuínas. [...]. Hoje pode ser o início de uma fé cristã mais autêntica na sua vida. [...] É íngreme a estrada, mas você vai gostar do panorama.” (Deus no Mundo Real, p. 167-168)

Sugerimos a leitura do artigo “O que você sabe sobre a Marca da Besta?”

Fonte:




Comentários

  1. Fico triste que a história ainda não tenha ensinado o valor que foi a Reforma Prostestante.

    Não se trata de apenas "mais um conflito religioso". Houve consequências importantíssimas para a compreensão da verdade de Deus para com os homens.

    A religião precisava realmente da Bíblia sendo aberta.

    O cristianismo precisava ser compreendido como algo muito diferente do que era então vivido pelos homens religiosos, que muito mais interessados estavam com os poderes do mundo material do que com o Reino de Deus.

    Os homens viviam sob o julgo da ignorância espiritual e sob os ensinamentos religiosos equivocados de uma fé que se corrompera pelo poder. Até hj muitos têm se recusado a aproximar-se de Deus porque crêem que a religião só serve para isso: ser um ópium.

    Muitas nações converteram-se ao ateismo porque viveram nas páginas de sua história o drama de uma religião corrompida.

    O querer apropiar-se da data dos 500 anos da Reforma é no mínimo ignorar a essência da razão do martírio dos reformadores.

    Não se trata de ser intolerante do ponto de vista religioso. O catolicismo terá que voltar à Bíblia e abandonar a Tradição e seus dogmas. Principalmente o que mais lhe sustenta: a idolatria, se quiser apoio do protestantismo.

    Alguns protestantes cederão, mas os que tiverem compromisso com a verdade de Deus não aceitarão jamais uma liderança que não seja o Cristo.

    Que o Senhor nos dê sabedoria para discernirmos o tempo e seus sinais.

    ResponderExcluir
  2. Eu concordo e também digo não a qualquer homem que deseja ser representante de Deus na terra. Para isso temos nosso próprio Deus aqui presente. Ele não precisa de representante, pois é um Deus individual, não precisamos de mediadores, temos conosco Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Um único Deus manifesto nas três pessoas.

    Faço minhas palavras as sábias palavras da Ruth:

    "Fico triste que a história ainda não tenha ensinado o valor que foi a reforma Prostestante. O querer apropiar-se da data dos 500 anos da Reforma é no mínimo ignorar a essência da razão do martírio dos reformadores.

    Que o Senhor nos dê sabedoria para discernirmos o tempo e seus sinais. "

    Amém e que Deus nos ajude, nos fortaleça para o que há de vir!

    ResponderExcluir
  3. .
    .

    Saudo as protestantes Ruth e Brígida.
    Saudo a todos os protestantes que, honestamente, defendem as suas convicções.

    Há um grande abismo separando o que existe entre a defesa que se faz de uma convicção sincera e a defesa das conveniências que oferecem expressivas recompensas materiais.
    Infelizmente, a sede de riqueza, poder e projeção se sobrepõe à sublimidade que o verdadeiro cristianismo oferece.

    Vocês aparecem como dois exemplares do beija-flor que vive tentando apagar o incêndio na floresta da humanidade corrompida. Certamente, não conseguirão conter as chamas da degenerecência da corrupção religiosa, mas, estarão fazendo a parte que lhes é possível fazer.

    Não tenham dúvidas, numa e noutra ponta das partes envolvidas nessas falcatruas, há interesses que a pureza das nossas pretenções não nos permite visualizar.

    Parabéns.

    .
    .

    ResponderExcluir
  4. Tenho pedido a Deus que esconda a Sua lei em meu coração para que eu não venha a pecar contra Ele. Davi fez este pedido e Davi foi quem sabemos quem foi.

    Um homem que entre quedas e levantamentos, morais e espirituais, findou finalmente por caminhar com Deus pelo traçado do Seu perdão e misericórdia.

    Identifico-me mais como cristã do que necessariamente como protestante. Afinal, do ponto de vista humano sabemos que o protestantismo corrompido andou também por vias incorretas.

    Sei de minhas responsabilidades ao expor minha posição porque temos leitores e amigos católicos. Gente do meu relacionamento próximo e que amo muito.

    Não é por arrogância religiosa, mas tenho compreendido o quanto a corrupção se apropriou da fé para firmar-se no poder e isto pelas vias do catolicismo tanto quanto do protestantismo. Afinal, não conhecemos, então, a profecia do protestantismo apostatado que unir-se-á contra a verdade?

    Opto simplesmente por Jesus. Ele é meu único líder e é NEle que temos nos inspirado quando escrevemos.

    Obrigada por suas palavras Pedro. Elas nos conduzem à responsabilidades maiores. Muito além do universo virtual.

    grande abraço.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Estamos felizes com sua participação. Volte sempre. Responderemos seu comentário logo que possível.

Postagens mais visitadas deste blog

3º Dia: Por que as coisas pioram quando mais buscamos a Deus?

Revelação e Explicação do Sonho de Nabucodonosor - Capítulo 2