Livre arbítrio: a liberdade humana e o seu poder de escolha



Pela fé e pela razão cremos que Deus existe.  Somos criacionistas, cremos que a Bíblia é a palavra escrita sobre a vontade desse Deus Criador. E é nela que encontramos o Seu convite: "arrazoemos". (Isaías 1:18)

Aécio Cairus disse: “Embora “teologia” signifique literalmente ‘uma discussão ou estudo sobre Deus’, o homem é um de seus assuntos mais importantes. Deus Se revelou como o Pai da raça humana, por meio de um Filho que não Se envergonha de chamar seres humanos de irmãos e irmãs e no Espírito, que toma a humanidade como Sua habitação.

Mesmo não sentindo a perplexidade e o desespero que tão frequentemente acometem os filósofos, os escritores bíblicos ainda assim levantam a questão: o que é o homem? Quem sou eu? A Bíblia responde a esses questionamentos num contexto de reverência para com as obras de Deus, de Sua condescendência para com a humanidade, de agradecimento por Sua graça e de humildade ante a imensidade da tarefa que Ele delega.”1

Reflita em : Jó 7:17; 2 Samuel 7:18; Salmo 144:3; Êxodo 3:11

Tomás de Aquino disse que “a Filosofia é serva da Teologia”. Se os filósofos compreendessem a essência desse princípio perceberiam que em Deus há respostas seguras para as grandes questões existenciais: “Quem sou eu? Que faço aqui? Para onde vou?”

“A filosofia de Tomás de Aquino é cristã, no sentido de que, embora o filósofo considere as criaturas diferentemente do teólogo, a sabedoria divina parte, algumas vezes, dos princípios da sabedoria humana: Aliás, entre os filósofos, a filosofia primeira usa de todas as ciências para demonstrar as suas teses. Daí também explicar-se porque as suas doutrinas não procedem segundo a mesma ordenação. Com efeito, no ensino da filosofia, que considera as criaturas em si mesmas, e partindo delas vai ao conhecimento de Deus, consideram-se primeiramente as criaturas e, após, Deus. Mas na doutrina da fé, que não considera as criaturas, senão enquanto ordenadas para Deus, primeiramente considera-se Deus e, após, as criaturas. E assim ela é mais perfeita, justamente por ser semelhante ao conhecimento de Deus que, ao se conhecer, vê as outras coisas em si mesmo. Configura-se cristã a filosofia porque serve de instrumento e se põe ao serviço da teologia.2

Ainda segundo Aécio Carius: “A antropologia teológica (estudo do homem de um ponto de vista bíblico) é tratada geralmente junto com a cosmologia (estudo do Universo criado), com a protologia (estudo do estado original das coisas neste mundo), com a hamartiologia (estudo da situação do mundo após a introdução do pecado) e com a escatologia (estudo das últimas coisas). Isto é razoável, pois as coisas adquirem significado em seu contexto natural (daí a conexão com a cosmologia). Embora essa relação esteja agora obscurecida pelas consequências do pecado, a origem de um ser e seu destino revelam sua natureza. A natureza dos seres humanos é, portanto, revelada em sua criação (protologia) e estado futuro (escatologia).”1

Está escrito na Bíblia que Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; [...] Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1: 26-28)  A Bíblia assim descreve:

. a história da criação, registrada em Gênesis 1:1-2:3

. a história do paraíso, registrada em Gênesis 2:4

Concordo com Aécio Cairus quando este lamenta o fato de que “em tempos modernos as narrativas contidas nesses capítulos já não sejam mais vistas como uma unidade, mas como duas narrativas criacionais divergentes. [...] A história da criação apresenta o relato sobre a origem da vida e a alegria da criatividade divina. Já a narrativa do paraíso explica o surgimento da morte e da aflição no mundo pela desobediência do homem. [...] A ordem diferente dessa apresentação satisfaz às necessidades internas da narrativa, e não de uma diferente concepção da cronologia dos acontecimentos. A história do paraíso apresenta continuidade de pensamento com a história da criação.”1

Feito à imagem de Deus

“Para descobrir o lugar do casal humano na criação de Deus, é preciso levar em conta o propósito divino em criar seres humanos, o significado da expressão “imagem de Deus” e os textos bíblicos relacionados a essa expressão.

A Bíblia difere dos antigos pensadores (Platão, por exemplo), segundo os quais Deus teve que criar o mundo a fim de expressar-Se. Mas Deus não foi constrangido por Sua própria natureza a criar nada. Ele decidiu fazê-lo voluntariamente para que Sua bondade, sabedoria e poder – Sua “glória” – pudesse ser manifesta, conforme sugere o Salmo 19:1-4: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol,”.

É verdade que a humanidade existe para a glória de Deus, mas não porque Ele a queira como uma espécie de coral cósmico para louvá-LO. Ao contrário, os seres humanos contribuem para a glória de Deus porque foram projetados da maneira mais louvável para estabelecer com Ele uma comunhão amorosa. (Salmo 100:1-4)

Não se deve confundir essa criação à imagem de Deus com o ser essencialmente a imagem de Deus. O Sol projeta uma imagem sua sobre a superfície de um lago. Um pintor pinta na tela uma imagem do mesmo corpo celeste. As duas não são imagens do Sol no mesmo sentido. Uma é projeção direta do Sol e partilha a natureza do próprio Sol, refletindo parte de sua radiação. A outra é a imagem do sol reproduzida pela pintura, mas consiste apenas de pigmentos na tela; não emana da própria estrela.

Cristo, em virtude de Sua própria natureza, é a imagem eterna de Deus. “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,” (Hebreus 1:3) [...] Os seres humanos são uma imagem de Deus, não uma extensão do Seu ser. São um retrato traçado por Sua criativa arte.

Pensadores pagãos concebiam o mundo como uma imagem do seu criador. Já as Escrituras reservam a criação à imagem de Deus apenas para o homem. (Gênesis 1:26-27; 1 Coríntios 15:49)

[...] A supremacia do homem é demonstrada na atenção especial que ele recebe quando o próprio Deus sopra nele a vida. [...] Gênesis 9:6 enfatiza a dignidade associada à posição do homem como a imagem de Deus, quando afirma que o castigo para quem matar um ser humano é também a morte. Tudo quanto ameaça a vida humana deve ser considerado um ataque contra o Deus que ela representa.”1

Aécio Carius pergunta: “Como podem débeis seres humanos se parecerem com o Ser Infinito?” E afirma: “ Tudo no corpo humano reage a necessidades ambientais. Nossa forma, nosso tamanho e configuração se acham ligados às condições do planeta Terra. Será que o ambiente de Deus se parece com o nosso? Ou devemos limitar a semelhança a aspectos espirituais? Nesse caso, seriam as características espirituais menos indignas da Divindade do que as físicas? [...] Concentremo-nos nas respostas que a Bíblia dá.

[...] o ser humano não se tornou meramente a imagem de Deus, mas foi cuidadosamente projetado para tal. A imagem de Deus é muito mais que a inconsciente projeção da individualidade do Criador em qualquer atividade criativa. [...]

A ideia de criaturas humanas como imagem de Deus aponta acima de tudo para seu papel como representantes de Deus sobre todo o restante da criação. A função do homem devia ser análoga à de Deus na Sua esfera. Esse é de fato o sentido da expressão imagem de [um] deus”, aplicada a um ser humano no Antigo Oriente Próximo. [...] Portar a imagem de Deus significa, portanto, mais representar a Deus do que se assemelhar a Ele. O representante é colaborador e representante.

[...] As dotações físicas, intelectuais, sociais e espirituais, bem como a capacidade de comungar com Deus, são, portanto, parte integrante do conceito de imagem de Deus. Desde que a imagem de Deus foi posta em seres humanos a fim de lhes entregar o domínio da natureza, deve ela abranger tudo quanto capacite o gênero humano a governar em sua esfera como Deus governa na Dele.

[...] Os autoretratos de um Deus cuidadoso e amoroso não poderiam senão fazê-los gratos e amorosos. [...] A imagem de Deus no homem também inclui a natureza moral.

[...] As faculdades física, intelectual, social e espiritual estão intimamente relacionadas com a dignidade da pessoa, um aspecto essencial de ser imagem de Deus. [...] podemos nos deparar com o paradoxo dessa imagem de Deus se comportar de maneira tão pecaminosa, até mesmo em nações altamente civilizadas conforme mostra a história recente. Como podemos ainda chamar essa criatura de “imagem de Deus”?

O paradoxo tem a ver com uma de nossas faculdades mais valorizadas: a liberdade. O sermos imagem divina sugere dependência de Deus, pois algo só pode ser uma imagem quando se conforma a seu modelo. Mas a liberdade abre caminho para a autonomia e, consequentemente, para a inconformidade. A autonomia só leva à independência quando o agente livre segue seus próprios planos. Diferentes planos pressupõem diferentes objetivos e alvos. Podemos aceitar de bom grado nossa condição como imagem de Deus e reconhecer nossa humilde dependência, consentindo livremente com os princípios de Seu reino, ou podemos rejeitá-la, convertendo liberdade em rebelião.

A condição moral na qual nossos primeiros pais foram criados é geralmente descrita como inocência, significando que a virtude deles (liberdade de erro moral) até então não fora provada. Virtude pressupõe capacidade de escolha ou livre-arbítrio. Embora a Bíblia fale pouco sobre a vontade humana, ela realmente tem a liberdade humana em alta conta. A legislação social do Antigo testamento retirou cativos e escravos da sinistra posição que ocupavam na antiguidade e tornou impossível tratar um israelita como se fosse mera mercadoria. O Deus de Israel assume o papel do Redentor ou Libertador de Seu povo.

Jesus Cristo entendia Sua missão na mesma luz. Essa libertação, porém, não era apenas sócio-política. O Novo Testamento enfatiza a escravidão do homem ao pecado como consequência de sua natureza decaída.


O que mero conhecimento da vontade ou da lei de Deus não pôde realizar Jesus o efetuou ao permanecer sem pecado e ao ser obediente a ponto de morrer em uma cruz. Foi assim que Ele Se tornou o Redentor daqueles que estavam sujeitos à escravidão do pecado e da morte, [...] "

Reflita em Lucas 4:16-21, Romanos 3 e 7 e 8, Filipenses 2:6-8.

"Mas essa libertação não é universal nem automática. Ela só vem para aqueles que de bom grado recebem a Cristo e traz como resultado liberdade, não para voltar a seus próprios desejos autônomos, mas para amar a Deus e o semelhante sob a “lei da liberdade”.

'Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome;' (João 1:12)

'Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.' (Tiago 2:12)

[...] a exortação e a instrução moral contidas em toda a Escritura não podem ser explicadas sem a suposição de liberdade humana e poder de escolha. A vontade de Deus é livre e ilimitada; Ele também concedeu livre-arbítrio aos seres que criou.

A vontade de Deus padrão da bondade não é incompreensível nem difícil de encontrar. Mesmo no estado atual, um ser humano facilmente aprova o que é direito, consentindo que as instruções divinas são boas.

[...] no presente estado pecaminoso a vontade humana é escrava do pecado e necessita da graça divina para alcançar o bom propósito de Deus.

Em seu estado original e justo, o homem era capaz de seguir as instruções divinas. Deus projetara um Universo livre de morte pressupondo a capacidade de seguir estritamente às Suas diretrizes.  A tragédia é que as criaturas de Deus também podiam (e de fato o fizeram) escolher a morte com igual liberdade.”1

Está escrito nas Escrituras: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:17)

“Uma vez que Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, eles eram espirituais, intelectuais e fisicamente perfeitos. Não havia nada na natureza humana, ao sair das mãos do Criador, que tivesse propensão a pecar. Adão e Eva não tinham a tendência para o mal. [...] Eram indivíduos perfeitos em um mundo perfeito. Enquanto permanecessem em perfeita união com Seu Criador nenhum pecado, enfermidade ou morte poderia frustrar sua felicidade.”3

“[...] foram formados à imagem de Deus com individualidade, o poder e a liberdade de pensar e agir. Contanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando os nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles foi desfigurada e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes partilham dessa natureza caída e de suas conseqüências. [...] nossos primeiros pais receberam a vida eterna, embora na conservação estivesse condicionada à obediência. A única forma pela qual poderiam ameaçar seu estado de vida eterna seria através da transgressão da ordem que lhe proibia comer da árvore da ciência do bem e do mal. Tal desobediência conduzi-los-ia à morte.”4

A vida eterna concedida por Deus aos seres humanos é, portanto, condicional e a imortalidade, atributo divino, é incondicional. Isto é, só a divindade a possui. A imortalidade pertence somente a Deus e Ele como fonte da vida no-la concedeu condicionalmente. Pela entrada do pecado no nosso mundo a perdemos, mas Ele prometeu que por ocasião da Sua última intervenção, na história desse mundo caído, Ele restaurará a nossa natureza desfigurada de Sua imagem. Conceder-nos-á novamente a imortalidade (ainda que condicionalmente) e viveremos com Ele por toda a eternidade. 

Gênesis 3 nos ensina que o estado inicial do primeiro casal, Adão e Eva, era de perfeição até que transfigurado sob a forma de uma serpente, Satanás assedia a mulher e a seduz a rebelar-se contra as decisões divinas. A rebelião de Lúcifer ocorreu antes da criação da Terra. Se não, que necessidade haveria de Deus expor a árvore do conhecimento se o mal já não estivesse se estabelecido? Que princípio Deus apresentou a Adão e Eva quando os advertiu do perigo de desobediência?

“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:15-17)

Deus não disse que os abandonaria ou rejeitaria. O que Deus afirma é que eles tinham direito a uma escolha: viver ou morrer. Eles poderiam escolher. Sempre foi assim. Sempre será assim.

Gostei muito desta citação do teologando Wagner Aguiar: “Deus não interfere no seu livre arbítrio até você interferir nos planos dEle. Na Bíblia há predestinação e livre arbítrio. A predestinação bíblica é com propósito de cumprimento da missão divina: Balaão, Jonas, outros... O livre arbítrio é pra decidirmos se queremos aceitar a salvação ou não...”

Jesus morreu para que tivéssemos essa liberdade. E para que essa liberdade nos conduzisse à vida eterna.

Ruth Alencar

Referências:

1- Aecio E. Carius – Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, vol.9 , A Doutrina do Homem.

“O Tratado Teológico Adventista é parte da Série Logos, que será completada com a publicação de sete volumes do Comentário Bíblico Adventista, mais o Dicionário Bíblico. Essa coleção trata-se da primeira exposição sistemática de toda a Bíblia produzida pela Igreja Adventista, com base nas línguas originais. Ela também incorpora pesquisas arqueológicas que oferecem o contexto histórico para a interpretação do texto sagrado.” 


3- Frank B. Holbrook, Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, vol.9, O Grande Conflito.

4- Crescendo em Cristo



Todos os textos sobre o tema O Grande Conflito já publicados pelo Nossas Letras estão condensados neste álbum em nossa página do facebook. Você pode acessá-los a partir de suas imagens neste link aqui. Basta clicar na imagem e o novo tema surge.

Ou ainda, se preferir, pode acessar diretamente da página Índice Geral no item:  8 - O Bem e o Mal

Comentários

  1. .
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    Muito bom. O estudo do "livre arbítrio" tem sido um paradoxo muito penoso/agradável para mim.
    Vou aguardar, ansioso, a continuidade desse trabalho.

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  2. Pedro, pensei muito em vc ao organizar esse texto.

    Acompanhe, o livre arbítrio faz parte de todo o contexto que envolve o conflito entre o Bem e o Mal. Abordaremos esse tema dentro dos próximos textos.

    Participe com seus comentários. Isto nos ajudará a elaborar os textos de forma objetiva, que atenda aos interesses do nossos leitores.

    Grande e fraterno abraço.

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  3. .
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    Pois é, Ruth, tenho certeza que muitos dos meus questionamentos obterão respostas neste trabalho.
    Gostei muito do preâmbulo, acredito que a seguir o assunto será analisado de forma mais objetiva e, então, o nosso aprendizado bem mais efetivo.

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    ResponderExcluir
  4. Pedro

    tente acompanhar os textos. Não podemos dissociar o livre arbitrio da questão do grande Conflito. Faz parte. Vou precisar contar com um pouquinho de sua paciência. Ainda não será no próximo que vc terá o assunto livre arbitrio abordado de forma tão objetiva como vc quer.

    Haverá um texto específico sobre as tentações de Cristo e nele abordarei dando uma atenção especial a seus questionamentos, ok?

    abraço... vá seguindo o raciocínio.

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  5. Refleti no seu comentário... parece que vc precisa de uma resposta direta sobre o assunto, então vou ver se dar para mimar vc. (risos)

    Aguarde...

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    Ok e obrigado, "mãezinha"!

    Rsrsrsrs...

    Saudações em Cristo.

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