Criacionismo e Evolução Teísta: O que eles dizem?


com referências de Mark A. Finley e Crescendo em Cristo


No livro de Apocalipse 14:7 está escrito “adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).

Os Salmos 33:6-9 mencionam que Deus falou e o mundo veio à existência: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles. [...] Tema ao SENHOR toda a terra, temam-no todos os habitantes do mundo. Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.”

O pastor e conferencista internacional Mark A. Finley1 em seu artigo “Além da História da Criação2” escreveu: 

“Qual a importância da controvérsia? Durante minhas reuniões de evangelismo público, rotineiramente conduzo algumas sessões de perguntas e respostas. O tema da Criação muitas vezes surge. A audiência faz perguntas como estas: ‘Verdadeiramente Deus criou o mundo em seis dias literais, consecutivos de 24 horas?’, ‘Como sabemos que Ele não levou bilhões de anos?’, ‘Será que de fato faz alguma diferença se os dias da semana da Criação foram literais?’, ‘Além do mais, se cremos que Deus deu início ao processo da criação, não é isso o que importa?’, ‘Por que nos deveríamos preocupar a respeito do como Ele criou?’

Essas perguntas são vitais e exigem respostas sólidas como a rocha. As implicações vão além da história da Criação. Como pessoalmente nos relacionamos com essas questões críticas determinará nossa confiança na integridade da Escritura e dramaticamente afetará nossa compreensão da importância das verdades bíblicas. Nossas respostas influenciarão diretamente nosso relacionamento pessoal com Deus.”2

E ele continua: “As grandes questões da vida com as quais os filósofos se têm debatido ao longo dos séculos são:

De onde viemos? – A questão da origem.

Por que estamos aqui? – A questão do propósito.

Para onde vamos? – A questão do destino.

A Bíblia revela que fomos criados por um Deus amoroso que tem um propósito divino para nossa vida. Ele, algum dia voltará novamente para recriar definitivamente os céus e a terra em seu esplendor edênico.

A verdade da Criação também dá aos seres humanos o senso de valor e dignidade. Nossas raízes não nos levam à sopa primordial de moléculas selecionadas aleatoriamente, mas a um Deus pleno de sabedoria, inteligente que nos formou à Sua imagem (Gênesis 1:27). Estamos ligados pela humanidade comum (Atos 17:24-26). Deus é nosso amoroso Pai Celestial que Se importa profundamente conosco. Embora vivamos em um mundo caído, Sua presença está constantemente conosco para nos encorajar e fortalecer para enfrentarmos os desafios e os problemas da vida.

A evolução ateísta afirma que existimos pelo acaso. Somos meramente moléculas ampliadas de proteínas com inteligência superior. Isso não provê qualquer senso de propósito, ou de esperança para a vida humana. Em essência, estamos sós no universo para lutarmos durante a vida sem nada além de nossas capacidades mentais para nos conduzir ao futuro. A evolução teísta declara que Deus criou a centelha da vida e então permitiu que ocorresse o processo natural. Ambas as teorias têm algo em comum: ambas rejeitam o relato da Criação em Gênesis. Elas nos deixam com algumas questões básicas sem resposta: se somos apenas animais avançados, qual é a base para a moralidade? De onde vem o amor? Como pode ser definido o certo do errado? Qual é a fonte da moral máxima e da autoridade espiritual?2

No relato da Criação, em Gênesis, Deus é descrito como o Criador 31 vezes. Gênesis 1:1 inicia com as palavras bem conhecidas: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” Duas das palavras mais significativas para criar ou fazer na língua hebraica são ‘asah e bara’. “Asah” significa fazer de algo já existente. Ela é usada para os inícios feitos por Deus e pelos seres humanos. Por exemplo, os seres humanos podem fazer ou criar casas, carros e roupas de matéria já existente. “Bara” em sua forma dominante é usada exclusivamente para Deus. Somente Deus pode “bara”.[2] Bara é criar algo único e especial que não existia previamente. Aplica-se somente à atividade de Deus. A expressão em Gênesis 1:1: “criou Deus”, usa “bara”. Aqui Deus fala um de um tipo de mundo que vem à existência. Em Gênesis 1:26, 27 a palavra “bara” é empregada três vezes, dando ênfase especial, para descrever Sua criação dos seres humanos à Sua própria imagem: maravilhosamente, Ele lhes dá o poder de procriarem. Somente Deus, porém, pode criar algo do nada.

Um dos grandes problemas teológicos com a evolução teísta é que ela limita o poder de Deus. Exalta a lei natural sobre o Criador da lei natural. A evolução teísta não permite que um Deus Todo-Poderoso molde miraculosamente o mundo. Ela reduz Deus à escala da imaginação humana e exalta a razão sobre a revelação. Foi precisamente por isso que a humanidade caiu no princípio. Eva deu ouvidos à voz da serpente no jardim e confinou no que seus olhos podiam ver em vez de confiar no que Deus dissera. Sua mente se tornou o árbitro final da verdade.

Certamente a razão é uma dádiva de Deus, mas deixada por si só e sem auxílio, é um guia insuficiente. Nossos primeiros pais deixaram a autoridade da palavra de Deus para a tolice de sua própria sabedoria. O perigo desse hábito é imediatamente aparente: as decisões de nossos primeiros pais foram desastrosas.

O relato de Gênesis ainda oferece mais evidência para a confiança em sua historicidade. Muitas vezes no paralelismo hebraico, uma frase inicial é explicada e expandida por uma segunda frase correspondente. O relato da Criação em Gênesis é um exemplo excelente dessa prática linguística. As expressões “Disse Deus” e “Fez, pois, Deus” são unidas em Gênesis 1:6, 7, 14, 16, 20, 21, 24, 25, 26). Quando Deus fala, Ele cria. Ele é o Todo-Poderoso. Sua Palavra realiza o que Ele declara porque Seu poder ilimitado é inerente a “toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4).

A pressuposição de que os dias da Criação não foram períodos de 24 horas e de que a semana de Gênesis não é uma semana literal com sete dias consecutivos é extremamente problemática do ponto de vista bíblico. A palavra hebraica para dia é yom. No hebraico, quando um numeral precede a palavra “dia” (yom), (primeiro dia, segundo dia, etc.) o período de tempo indicado deve ser de 24 horas.[3] Isso fica claro pela repetição da declaração: “Houve tarde e manhã”. Fica óbvio até mesmo para o leitor casual que quando Moisés escreveu Gênesis compreendia, sem dúvida, que Deus criou o mundo em sete dias literais.”2

“Os dias mencionados nos relatos bíblicos da Criação, representam períodos literais de 24 horas. Típica da forma como o povo de Deus do Antigo Testamento media o tempo, a expressão “tarde e manhã” (Gênesis 1:5, 8, 13, 19, 23 e 31) especifica dias individuais, como o dia iniciando ao pôr-do-sol (veja Levítico 23:32; Deuteronômio 16:6). Não existe qualquer justificativa para se dizer que a expressão representa um dia literal em Levítico, por exemplo, e um período de milhões de anos em Gênesis.”3





“Os Dez Mandamentos oferecem outra evidência de que o relato da Criação, em Gênesis, envolve dias literais. No quarto Mandamento Deus diz: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êxodo 20:8-11) (Nisto Cremos, 102-103)

“Os adventistas do sétimo dia são conhecidos, por 150 anos, como o povo do Livro. A Palavra de Deus é o fundamento de tudo o que cremos e ensinamos. Embora claramente reconheçamos que toda a verdade, incluindo a verdade científica, se origina em Deus, não tentamos ver a Bíblia através dos olhos da ciência. Nossa compreensão das realidades bíblicas molda nossa visão do mundo que nos cerca. Ainda que nem sempre sejamos capazes de explicar plenamente cada detalhe dos dados científicos disponíveis, nossa interpretação desses dados é informada por nossa compreensão da Escritura. A Bíblia e a Ciência não são mutuamente exclusivas. O mesmo Deus que Se revela nas verdades da Escritura Se revelou no mundo natural. Mas, devido à consequência do pecado, o mundo natural não revela claramente a graça e o caráter de Deus. A Bíblia é nosso guia mais seguro e certo na compreensão da criação de Deus e de Seu plano para este planeta.

[...] Na criação, Deus falou e a palavra se tornou matéria tangível. O salmista não diz que Deus falou e houve o processo de ser feito em bilhões de anos. Deus falou e tudo se fez. A epístola aos Hebreus esclarece exatamente como Deus criou nestas palavras: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” (Hebreus 11:3) O ensino claro da Bíblia não permite a evolução da terra ao longo de bilhões de anos: na Escritura não há espaço para Deus dar início ao processo e a evolução o concluir. Deus concluiu o que iniciara na semana da Criação.”2

“Há muito mais em jogo aqui do que a duração exata da semana da Criação. Uma das principais questões implica na autoridade e na inspiração da Escritura. Visto que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino”, negar a história da Criação é negar a inspiração da Bíblia (2 Timóteo 3:16). Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos estão repletos de referências à Criação. Os profetas do Antigo Testamento, os escritores dos evangelhos, bem como Pedro e Paulo, várias vezes mencionam a Criação. Para os autores bíblicos, a Criação é fato, não conjectura.

Se a história da criação for simplesmente uma linda alegoria, como muitos cristãos agora insistem, podemos de fato confiar em qualquer outra parte da Bíblia? Jesus definitivamente cria na historicidade da Criação. Falando do caráter sagrado do casamento, Ele perguntou a seus inquisidores: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez [criou] homem e mulher.” (Mateus 19:4) Jesus, o Criador, sabe mais a respeito da Criação do que qualquer ser humano, pois, de acordo com Paulo, Ele foi o Agente da Criação (Efésios 3:9; Colossenses 1:16, 17). Não seria o cúmulo da arrogância crer que podemos saber mais que o Criador a respeito da criação? Não é tolice tentar explicar contrariamente às claras palavras de Jesus à razão humana? Não é essa a essência do grande conflito entre o bem e o mal a respeito de exaltar o orgulho humano acima da revelação divina?


O Fundamento da Verdade Bíblica

No modelo evolutivo, proposto por Charles Darwin e sucessivamente refinado durante os últimos 150 anos, a morte é um componente necessário do progresso evolutivo. A seleção natural ensina que as espécies mais adequadas sobrevivem e as mais fracas morrem. Nesse cenário a morte é crucial porque permite que as espécies mais fortes vicejem. Por conseguinte, a morte teria ocorrido por bilhões e anos antes de os seres humanos evoluírem.


Não há como harmonizar esse conceito com o registro bíblico. Na Escritura, a morte é um inimigo que surge em decorrência do pecado, “porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). A morte entrou neste mundo como resultado da desobediência de Adão e Eva: ela nunca fez parte do plano original de Deus. Falando da segunda vinda de Cristo, Paulo afirma: “O último inimigo a ser destruído é a morte.” (1 Corintios 15:26) A premissa envolvida na teoria da evolução mina o plano da salvação, conforme revelado na Palavra de Deus. Por que Jesus teve de morrer se a morte fazia parte do plano original de Deus? Se a raça humana está constantemente evoluindo em algum tipo de ordem superior de seres mediante o processo evolutivo, qual seria o propósito para o plano da salvação?

A teoria da evolução também assalta cada uma das verdades bíblicas principais, começando com o sábado. Se os dias da criação foram longos períodos de tempo indefinido, qual a importância do sábado, afinal de contas. Como o sábado poderia ser memorial de algo que nunca ocorreu? Deus escreveu o mandamento do sábado com Seus próprios dedos sobre tábuas de pedra. O quarto mandamento conclui com estas palavras: “porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êxodo 20:11). Negar a criação em seis dias literais é minar o mandamento do sábado e desafiar a autoridade da declaração do próprio Deus a respeito de Sua atividade criativa. Ela levanta questões a respeito do conhecimento, sabedoria, poder e integridade de Deus.”2

O Propósito da Criação3

“O amor é o móvel propulsor de tudo aquilo que Deus faz, uma vez que Ele é amor: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” (1 João 4: 8) Ele nos criou não apenas para que pudéssemos amá-LO, mas também para que Ele pudesse nos amar. Este amor O levou a compartilhar, na Criação, um dos maiores dons que Ele pode conferir – a existência.”


 “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” (Hebreus 11: 3). Sendo que é impossível provar cientificamente quando a terra teve sua origem, “é pela fé” que vemos a mão de Deus na criação, e aceitamos que o amor incompreensível constitui, pois a base da criação. [...] Tanto as coisas materiais como espirituais, sempre estiveram disponíveis diante do Senhor Jeová pela Sua palavra, e foram criadas de acordo com o Seu propósito. O céu e tudo o que nele há, a terra e tudo que nela há, não são apenas obras de Suas mãos; vieram à existência pelo sopro de Sua boca.” (Ellen White, Testemonies, vol. 8, 258-259)

 “O livro de Gênesis inicia com uma breve descrição sobre Deus e o mundo. Gênesis 1 indica que os três membros da Divindade trabalharam juntos para criar o céu e a terra. A presença do Espírito Santo é indicada em Gênesis 1:2, e a participação de todos os membros da Divindade está explícita no verso 26.”

“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”


Responsabilidade pelo Meio Ambiente

Durante a Criação, Deus colocou o primeiro homem e a primeira mulher no jardim: “E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado.” (Gênesis 2:8). Eles deveriam cultivar a terra e exercer domínio sobre a vida animal sobre toda a vida animal: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gênesis 1:28). Isto significa que recebemos de Deus a incumbência de preservar o ambiente. Sendo a vida um dom de Deus, devemos manifestar respeito e preservá-la.
 
Recriação e Segunda Vinda2

Nossa compreensão bíblica da Criação está firmada no fundamento de duas ou mais verdades essenciais da Escritura. Se um Deus Todo-Poderoso criou este mundo, Ele tem o poder de transformar nossa vida. Não somos meros produtos de nossa hereditariedade e ambiente. Ao permitirmos a atuação do Espírito Santo, Cristo nos transforma. Não estamos fechados em um padrão genético fixo impossível de ser mudado. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:17) O Deus que criou este mundo pode recriar nossa vida. O Criador pode produzir uma nova criação em nós. Foi por isso que Davi pôde rogar: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Salmo 51:10). Davi sabia que havia somente um Deus que podia “bara” (criar) um novo coração para ele. Seu poder é muito maior que todo o poder de nossa natureza caída ou de nosso ambiente pecaminoso. NEle nossa vida pode se tornar nova. Ele não nos deixou lutar com o pecado sem ajuda. O Deus Todo-Poderoso, que criou a luz das trevas, pode novamente suscitar luz das trevas de nossa vida. Ele criou a vida no princípio e tem o poder de nos dar um novo começo também.

O nome “adventista do sétimo dia” transmite duas verdades vitais para as verdades dos últimos dias: o sábado e a segunda vinda de Jesus. A evolução em suas formas, ateísta e teísta, mina a ambas. Como já mostramos anteriormente neste artigo, realmente não há fundamento para o sábado se Deus não criou o mundo em seis dias. Por que estabelecer um memorial para algo que não existe? No melhor, a evolução teísta pode considerar o sábado como um período de descanso e companheirismo social, mas certamente não um memorial do Criador Todo-Poderoso que criou nosso mundo em seis dias consecutivos de 24 horas.

Considerando-se essa conclusão lógica, a teoria da evolução elimina a necessidade do retorno de nosso Senhor. Se a raça humana está evoluindo para algum tipo de super-raça, por que haveria a necessidade da segunda vinda de Cristo? Com a aparente decadência moral dramática de nosso mundo, é difícil discernir como a humanidade está avançando para qualquer tipo de iluminação que, por fim, levará à paz e à harmonia na terra. Ainda que esse fosse o caso, o que não é, mesmo assim não resolveria o problema da morte. A volta de nosso Senhor é a resposta mais lógica e relevante para a questão do sofrimento e da morte em nosso planeta.

Há esperança: Jesus virá novamente. Um dia a doença, as catástrofes e a morte cessarão para sempre. Um dia Deus criará novo céu e nova terra onde habita a justiça eterna (2 Pedro 3:13). Assim como Deus falou e houve o princípio, de igual forma Deus nos transformará “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. [...]” (1 Coríntios 15:52)

O legado da rebelião de Lúcifer e de nossos primeiros pais fala em tons ensurdecedores. Exaltar a dádiva da razão dada por Deus acima da Palavra de Deus é catastrófico. Aceitar a evolução é abandonar a autoridade da Escritura, a salvação em Jesus Cristo e o poder recriador de Deus, o sábado e a segunda vinda de Jesus. E esse é o preço muito alto para se pagar.”2


Referências

1. Mark A. Finley é pastor, evangelista, e administrador da igreja. Atuou como vice-presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia até 2010. Recentemente, uniu-se à equipe editorial da Adventist Review e à Adventist World como editor e também atua como assistente do presidente da Igreja mundial. Este artigo foi publicado em 12 de maio de 2011.

2-Artigo: Além da História da Criação, postado no site Reavivamento e Reforma

3. Crescendo em Cristo: Lição pós-batismal, União Nordeste Brasileira.

[2] Isto se aplica às formas qal e niphal do verbo. Os lexicógrafos não têm certeza se outras formas da palavra indicam o agente humano ou se simplesmente têm o mesmo som da raiz das palavras no hebraico.

[3] Em Gênesis 1 a maioria dos números são ordinais (salvo pelo primeiro dia). Para uma discussão proveitosa dos dados linguísticos, ver Gerhard F. Hasel, “The ‘Days’ of Creation in Genesis 1: Literal ‘Days’ or Figurative ‘Periods/Epochs’ of Time?” Origins 21, no. 1 (1994): 5-38.


Comentários

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    Ruth

    Por favor, não me tenha por um contestador contumaz! Aprecio bastante os seus trabalhos, aprendo e cresço muito com eles e, então, aproveito a “deixa” para, fazendo uso da democracia do blog, expressar os meus leigos entendimento.

    Tenha paciência comigo!

    Dá uma olhadinha neste verso, vê bem a última parte dele: “de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”

    O meu entendimento passa, também, por este texto.

    É assim que eu entendo! Tudo está contido em Deus, em estado latente, em essência. “Em tempo oportuno” Ele Se revela tornando “visível” as “coisas que não aparecem”, porém, que existem em Si.

    Se esse entendimento faz sentido, Deus não é um mero “criadorzinho” Ele é o Eterno Eu Sou. Em Si nada foi criado, nem por Ele mesmo e nem, muito menos, por outrem, em Si tudo existe eternamente, portanto, Ele simplesmente Si revela “em tempo oportuno”.

    Entendo que a evolução teista é uma realidade, a questão está no entendimento da forma como ela se processa. Nada no universo é estático, tudo que é revelado passa a ter existência dinâmica, em permanente expansão ou regressão, o que resulta em evolução ou involução. Naturalmente, tudo sob a égide Divina!

    Isso pode ser considerado demiurgia, porém, eu não tô nem aí, o meu problema é viver uma incessante busca de Deus, eu estou sempre querendo conhecê-LO mais e mais e, de acordo com a minha ignorância, passo a ver possíveis fantasmas.

    Um fraternal abração.

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    1. 27 de outubro de 2011 12:07


      Ah, Pedro, deixa disso. Vc sabe o quanto aprecio suas participações. Sinto falta quando vc decide silenciar-se. Pode comentar sim, cristicar sim. Eu tb aprendo muito aqui creia-me. Então devolvo o seu pedido tomando posse para mim: "Tenha paciência comigo!"

      Estou fazendo um curso de hebraico bíblico e é interessante saber como determinadas palavras são usadas apenas como um atributo divino. A palavra criar, por exemplo, no hebraico há uma distinção clara de que ao referir-se ao ato criativo de Deus o verbo que expressa a ação divina é o “bara”. Jamais ao homem pode ser atribuído o “bara”. Um outro verbo é utilizado: o “Asah”. Esse tanto Deus como o homem usam. Mas, o “Bara” é apenas usado para Deus.
      É porque “bara” cria algo novo, que jamais teve existência e “Asah” cria a partir de algo existente.

      Como bem escreveu Ellen White “tanto as coisas materiais como espirituais, sempre estiveram disponíveis diante do Senhor Jeová pela Sua palavra, e foram criadas de acordo com o Seu propósito. O céu e tudo o que nele há, a terra e tudo que nela há, não são apenas obras de Suas mãos; vieram à existência pelo sopro de Sua boca.” Porque Deus é vida pura e em excelência.

      Concordo com vc quando diz que “Tudo está contido em Deus, em estado latente, em essência. “Em tempo oportuno” Ele Se revela tornando “visível” as “coisas que não aparecem”, porém, que existem em Si.”

      Concordo plenamente com vc quando diz que “Deus não é um mero “criadorzinho” Ele é o Eterno Eu Sou. Em Si nada foi criado, nem por Ele mesmo e nem, muito menos, por outrem, em Si tudo existe eternamente, portanto, Ele simplesmente Si revela “em tempo oportuno”.”

      Por isso, Pedro, Ele pode com autoridade requerer adoração exclusiva. Ele pode sim dizer: “Não terás outros deuses além de Mim”.
      Vc disse: “Entendo que a evolução teista é uma realidade, a questão está no entendimento da forma como ela se processa. Nada no universo é estático, tudo que é revelado passa a ter existência dinâmica, em permanente expansão ou regressão, o que resulta em evolução ou involução. Naturalmente, tudo sob a égide Divina!”

      Não compartilho pensamento de uma criação fixista. Nada realmente no Universo é estático e por força da natureza dinâmica do que existe, é normal, natural e lógico que haja uma “evolução” adaptativa, ou uma “involução” pela própria degradação conseqüente da transgressão das leis estabelecidas pelo Criador. Leis estas que vão desde as leis ambientais às leis espirituais (morais). O pecado da rebelião é a grande explicação para isto.

      O problema da evolução teísta é que ela nos reduz a uma mera obra criada. “Deus criou a centelha da vida e então permitiu que ocorresse o processo natural.”

      E isto não é a verdade. Pelo menos, segundo o criacionismo um Deus pleno de sabedoria e inteligente nos formou à Sua imagem porque desejou criar seres para Se relacionar com eles e amá-los.

      “Deus é nosso amoroso Pai Celestial que Se importa profundamente conosco. Embora vivamos em um mundo caído, Sua presença está constantemente conosco para nos encorajar e fortalecer para enfrentarmos os desafios e os problemas da vida.”

      O criacionismo responde as questões tão amplamente discutidas pela Filosofia por exemplo. Questões como estas não são problema para o criacionismo:

      De onde vim?

      Que faço aqui?

      Para onde vou?

      Por que tanto sofrimento?

      Há lugar para a esperança?

      O pensamento criacionista nos dá esperança com relação ao futuro e ajuda-nos a compreender o presente.

      Mais uma vez muito obrigada por sua participação.

      Volte sempre e um grande abraço.

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  2. Postagem 1:

    Olá Ruthinha,

    Estou a alguns minutos de viajar e aproveitei para passar aqui no seu blog e ler o seu texto, que, como sempre, é muito bem escrito. Na qualidade de amigo recente, me sinto muito à vontade de dialogar contigo e de expor o que penso, mesmo que seja uma crítica, ao meu ver, isso proporciona sempre a oportunidade de que a amizade se aprofunde e espero que seja esse o resultado para nós.

    EVOLUÇÃO TEÍSTA

    Como você sabe,
    Eu aceito a 'Evolução Teísta' e busco uma interpretação da fé que faça jus também aos dados científicos, mas a pergunta é, por quê? Eu penso que a resposta não é difícil se pensarmos de modo analógico.

    Quando um teólogo estuda o hebraico, ou mesmo, o aramaico, grego e outras línguas antigas, o objetivo desse teólogo é evidente, ele realiza essa prática de estudo, baseado na crença de que o meio que ele tem para encontrar o significado dos textos bíblicos é aquela língua antiga, língua esta na qual Deus decidiu prover Revelações ao homem.

    De modo análogo,
    Quando um cientista estuda a natureza, ele, assim como o teólogo, acredita que compreender a língua que descreve aquele fenômeno natural em especial, é essencial para encontrar o significado prático que, posteriormente, irá se converter em um produto que nos beneficiará, seja em forma de eletrodoméstico ou em forma de produtos alimentícios.

    A lição da ciência é que, Deus parece ter usado línguas passíveis de serem interpretadas pela mente humana. Da mesma maneira que um autor bíblico, diante da tarefa de explicar o que Deus lhe revelou tenta transmitir ideias tendo como método, o idioma, cabendo ao leitor conhecer o mesmo a fim de interpretá-lo.

    A "Evolução Teísta", diferente do que foi afirmado por você no texto, não pensa e jamais postulou que a vida se desenvolve baseada no acaso, pois, quem pensa isso, são os crentes na "Evolução Ateísta", aliás, esse é exatamente o ponto, onde Evolucionistas 'Teístas e Ateístas' entram em discussão, pois a crença do "Evolucionista Ateísta" é a de quê, o acaso, desempenha papel fundamental no desenvolvimento das formas de vida, enquanto que o "Evolucionista Teísta" acredita que Deus intervém no processo evolutivo indicando a direção para onde a "Evolução" deve seguir.

    Você pode me perguntar: "Italo, como um 'Evolucionista Teísta' chegou a essa conclusão, ou seja, de que Deus guia a Evolução?" ao que eu responderia: “Ruth, um das descobertas mais recentes em se tratando de 'Teoria Evolucionária' é um fenômeno chamado de 'Convergência Evolucionária' onde espécies separadas desenvolvem características estruturalmente idênticas ou quase, que sabemos hoje ser um fenômeno muito mais extenso e capilar do que imaginávamos.” (Aconselho você a pesquisar sobre esse fenômeno que é basicamente uma identidade divina no processo evolucionário)

    Note, a minha crença em um Deus que guia a evolução, está pautada por uma evidência científica tangível que é observável e que pode ser medida, portanto, esse é um exemplo contundente de que a ciência pode prover evidências de uma atuação divina, mas perceba que não falei sobre "prova de Deus" ou "prova de sua existência", mas evidência de sua atuação!

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    1. Sim, Italo é verdade que no texto consta essa afirmação, pelo menos constava rsrsrsrsrss: “A evolução teísta afirma que existimos pelo acaso.”

      Não foi uma afirmação minha, mas do autor Mark Finley. Pelo menos foi o que li neste link aqui:

      http://reavivamentoereforma.com/2011/10/17/alem-da-historia-da-criacao/

      Corrigi no nosso texto, pois acho que, por uma questão de justiça, devo fazer uma defesa ao Pr. Mark Finley. Relendo o texto, exatamente neste parágrafo aqui, percebi que um possível erro de digitação possa ter gerado essa confusão e que como uma ‘copista’ tb reproduzi.

      Observe que ele faz uma analogia entre dois modelos evolucionistas: o teista e o ateísta. Creio que no primeiro exemplo o certo seria está falando sobre o ateísta e não o teista. Corrigi o texto que publiquei e já entrei em contato com o pessoal da fonte de onde o retirei, pois acho que realmente está digitado errado.

      Tenho que confessar que através do texto dele tive o primeiro contato com o modelo ‘Evolucionismo Teísta’, até então nem sabia que isto poderia ser possível.

      Fico feliz de vê-lo aqui me corrigindo com relação a esta definição. Aceito sua explicação de que “A Evolução Teísta não pensa e jamais postulou que a vida se desenvolve baseada no acaso, pois, quem pensa isso, são os crentes na ‘Evolução Ateísta’, aliás, esse é exatamente o ponto, onde Evolucionistas 'Teístas e Ateístas' entram em discussão, pois a crença do ‘Evolucionista Ateísta’ é a de quê, o acaso, desempenha papel fundamental no desenvolvimento das formas de vida, enquanto que o ‘Evolucionista Teísta’ acredita que Deus intervém no processo evolutivo indicando a direção para onde a ‘Evolução’ deve seguir.”

      Desculpe-me, portanto, pela confusão!

      Ainda bem que em meus comentários co o leitor Pedro logo acima ao comentar sobre a evolução teista coloquei na dimensão correta. Concorda?

      “a evolução teísta declara que Deus criou a centelha da vida e então permitiu que ocorresse o processo natural."

      Respeito sua posição em se definir como evolucionista teista. E tranquilizo-me pelo fato de , apesar de nos conhecermos a pouco tempo, saber que vc crê em Deus e nEle espera.

      Aceitei sua sugestão e li um pouquinho sobre Convergência Evolutiva. Não era um artigo cientifico mas me dá uma base sobre o que vc estava falando.

      Italo não sou criacionista fixista. Compreendo que Deus não projetou uma criação estática, isto seria suicídio. Não teria lógica, pois se Ele age respeitando o livre arbítrio, e é onisciente tinha que contar com as consequências de uma possível entrada do pecado.

      Parte da evolução que admito encontra razão na necessidade que a vida encontrou de dar prosseguimento e adaptar-se às novas características que a criação passou a ter.

      Sim o modelo evolucionista que admito é o do resultante do processo adaptativo.

      Excluir
  3. Continuação...

    Postagem 2:

    Retornando à nossa analogia, a ciência, assim como a bíblia, possui muitas linguagens, a matemática, a linguagem química e mais recentemente a linguagem genética! Sim, a genética tem linguagem própria e é por isso que a chamamos de 'Código', assim como temos também o 'Código matemático' e assim por diante.

    Gostaria de chamar sua atenção para algo que quase nunca como cristãos percebemos. Nós costumamos falar sobre "processos naturais" como se os processos naturais funcionassem sem Deus, ou seja, quase sempre dizemos como nessa frase sua que se segue:

    “A evolução teísta declara que Deus criou a centelha da vida e então permitiu que ocorresse o processo natural."

    Além da 'Evolução Teísta' não dizer isso, como já demonstrado anteriormente, os processos naturais não são eventos que funcionam à sua própria sorte, eles funcionam baseados em Leis que para o cristão são também divinas, tanto quanto são divinos os 10 mandamentos, infringir essas mesmas leis produz morte, tanto quanto infringir os 10 mandamentos. Todos nós sabemos que se pularmos de um prédio de 10 andares, a Lei da Gravidade, pelo seu funcionamento, nos demonstra que a inferência mais provável é a de que morreremos!!!

    Você lança as seguintes perguntas às quais você alega ausência de resposta por parte da 'Evolução Teísta', a saber:

    "se somos apenas animais avançados, qual é a base para a moralidade? De onde vem o amor? Como pode ser definido o certo do errado?"

    Devo dizer que essa primeira pergunta é uma falácia, conhecida como falácia do espantalho, pois essa afirmação de que somos animais avançados, não é feita pela 'Evolução Teísta', é bom dizer antes que a palavra "apenas" em sua pergunta é intrigante, pois parece que é um desmerecimento sermos 'animais de Deus', será que com isso não estamos desmerecendo o resto das obras de Deus como sendo "apenas" constituída de animais e "apenas" de plantas? E se nós humanos formos realmente "apenas" animais e que aprouve ao Criador colocar em nós uma mente, capaz de refletir sobre Ele, qual seria o problema?

    Talvez seja por isso que os que aceitam a evolução costumam dizer, acertadamente, que Darwin matou com o ego humano, pois acreditamos que somos mais especiais que qualquer outro ser da criação, mas no final das contas não percebemos que APROUVE a Deus nos tornar especiais, Deus não pode ser visto e, portanto não somos sua imagem e semelhança física, pois essa crença é meramente um antropomorfismo, para não dizer uma idolatria de nossa forma física e um pecado denunciado pelos 10 mandamentos que pede para não fazermos “[...] imagens ou semelhança alguma sobre o que há no céus [...]” portanto, somos a imagem moral e espiritual de Deus.

    Quanto à base para a moralidade, creio que seja bom dizermos que Deus não é a base da moralidade, mas a base da ÉTICA, a moralidade é quando a ética se torna uma prática e, como sabemos, matar é um conceito moral, mas que é sempre revisto por nós humanos, pois matar não é uma prática que aprovamos, embora, há países em que a pena de morte é uma prática do Estado, e nesse caso, matar, passa a ser aceito como algo moral por essa sociedade, ou seja, é imoral fazer justiça com as próprias mãos, mas é moral que a morte ocorra com o consentimento de uma justiça reconhecida e constituída pela sociedade, e, considerando que a Ética é uma disciplina com um forte componente racional, e, vale lembrar que a razão é um dos dons de Deus aos humanos, terminamos por entender, quais as razões de Deus dar ordens de morte a determinados povos que viviam ao redor de Israel, pois naquele momento Deus era o próprio Estado, apenas com uma diferença, não precisava de consentimento do povo!!!

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    1. Vc disse: “Gostaria de chamar sua atenção para algo que quase nunca como cristãos percebemos. Nós costumamos falar sobre "processos naturais" como se os processos naturais funcionassem sem Deus, ou seja, quase sempre dizemos como nessa frase sua que se segue: “A evolução teísta declara que Deus criou a centelha da vida e então permitiu que ocorresse o processo natural."

      rsrsrsrs, a confusão tá armada rsssrrsrsrsr, mas nós vamos desfazer esse nó. O texto é meu, mas faço poucos comentários, em sua grande maioria há inserções do texto do Pr. Mark Finley e algumas inclusões do Nisso Cremos. Veja que introduzo o texto do autor dizendo:

      “O pastor e conferencista internacional Mark A. Finley1 em seu artigo “Além da História da Criação2” escreveu: [........]

      Portanto, a frase: “A evolução teísta declara que Deus criou a centelha da vida e então permitiu que ocorresse o processo natural.” É dele, não minha.

      Mas, podemos conversar sobre isto.

      Vc diz: “Além da 'Evolução Teísta' não dizer isso, como já demonstrado anteriormente, os processos naturais não são eventos que funcionam à sua própria sorte, eles funcionam baseados em Leis que para o cristão são também divinas, tanto quanto são divinos os 10 mandamentos, infringir essas mesmas leis produz morte, tanto quanto infringir os 10 mandamentos.”

      Italo, concordo com este seu argumento. Faz sentido.

      Entretanto, sabemos que pensamos diferentes em vários pontos. Compreendo e acredito quando leio a pequena palavrinha que dá início ao que está escrito na Bíblia com relação à Criação, "No princípio..." que há aqui um tempo impossível de ser datado cronologicamente.

      Aceito com toda tranquilidade que o Universo,veja bem que eu disse o Universo, pode até ter bilhões de anos como propõem os cientistas. Com relação a Terra e o sistema solar, tb aceito o longo período de tempo como tb pretendem os cientistas e não vejo como isto pode contrariar o que está escrito na Bíblia. O que a Bíblia diz é que a história da vida na terra se resume a um período em torno de alguns mil anos. Claro que não está registrado nestas palavras!

      Minha afirmação é fruto do que se pode concluir com as genealogias bíblicas, que embora não sejam exatas, nos dão uma ideia geral da idade da Criação.

      Gênesis 1:1-2 diz apenas que "No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas." A Bíblia não se refere a idade do universo ou da existência do planeta.

      Ela diz apenas que havia já um planeta. Ele era sem forma e vazio, mas, ele já existia. O relato diz, então, que havia já algo antes que fosse iniciada a semana da criação.

      E em se tratando literalidade, há coisas que são literais na Bíblia outras não. Que referência podemos usar para definir o que é literal ou não? A obra como um todo. Uma verdade dita lá tem que estar em harmonia na bíblia como um todo.

      Aceito, portanto, o relato bíblico sobre a existência do Criador, assim como acredito que vc tb aceita, mas rejeito as transições evolutivas através dos mitológicos “milhões de anos”.

      A Bíblia diz que “o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele” (Zacarias 12:1), O que entendo ai é que a vida que há dentro do homem procede de Deus.

      Ficando claro que estas palavras não são minhas, podemos prosseguir nosso diálogo em cima de seus comentários.

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    2. Vc diz: “Talvez seja por isso que os que aceitam a evolução costumam dizer, acertadamente, que Darwin matou com o ego humano, pois acreditamos que somos mais especiais que qualquer outro ser da criação, mas no final das contas não percebemos que APROUVE a Deus nos tornar especiais, Deus não pode ser visto e, portanto não somos sua imagem e semelhança física, pois essa crença é meramente um antropomorfismo, para não dizer uma idolatria de nossa forma física e um pecado denunciado pelos 10 mandamentos que pede para não fazermos “[...] imagens ou semelhança alguma sobre o que há no céus [...]” portanto, somos a imagem moral e espiritual de Deus.”

      Não posso responder pelo autor, mas posso dizer o que penso a respeito do seu comentário. Gênesis 1:26, nos assegura que fomos criados a imagem e semelhança de Deus. Isto significa dizer que temos uma origem divina, não que somos iguais a Deus.

      A base da nossa moralidade deveria ser fundamentada na imagem e semelhança com Deus: sim, em Sua ética. Deveríamos ser amorosos, leais, verdadeiros, perdoadores, misericordiosos, tolerantes. Foi assim que Ele nos criou, com capacidade de decisão e escolha. Ele é um Ser espiritual e importa que O adoremos em espírito, isto é que demos respostas espirituais em nosso relacionamento com Ele e com o nosso próximo. Uma resposta espiritual que percorra o caminho da ética e da gratidão. Reconhecê-LO como o grande Criador faz parte disto!

      É verdade, o homem tem relativizado em tudo. Matar em determinada sociedade é fazer justiça e em outra é assassinar! Mas, não devemos julgar Deus pelos padrões de nossa ética. Claro que a ética de Deus não é relativa. Ela simplesmente é, assim somo Ele é e é nisto que temos que nos fundamentar. No que Deus pensa e não no que os homens pensam.

      É por relativizar demais que o homem acabou se perdendo em seus princípios. Deus não julgará esse mundo baseado na moral secular... Numa ética relativa. Deus julgará por Sua própria ética, exatamente porque é nEle que se encerra toda a justiça e verdade.

      Concordo com vc quando diz que “vale lembrar que a razão é um dos dons de Deus aos humanos [...] ”, e exatamente por isso creio que há sim uma diferença entre nós e as criaturas de Deus que são irracionais.

      Foi Deus mesmo quem estabeleceu essa diferença, ao dar ao homem o domínio e a autoridade sobre a Sua criação. Deus é o soberano no Universo e á Sua semelhança ética delegou ao homem exercer autoridade sobre a Terra. Não serão os irracionais que Deus virá julgar em Seu julgamento futuro , mas aos homens. Ele delegou e vai cobrar o zelo humano.

      Não se trata, portanto, de um “desmerecimento”, mas de uma responsabilidade diferenciada em relação às outras criaturas. Jesus veio morrer por toda a Sua criação, mas somente será exigida uma resposta ética dos homens, pois somente esses receberam de Deus a Sua imagem e semelhança.

      Sim, Ítalo, há uma diferença imensurável entre nós e os outros seres que respiram. Não por uma questão de valor aos olhos de Deus, mas por uma questão de capacidade de resposta ética.

      Os ateus têm todo o direito de pensarem o que quiserem da ética dos cristãos ou dos criacionistas e nós temos que ser tolerantes com relação a isto. Mas, a Verdade é uma só e podemos encontrá-la em seus fundamentos essenciais nas Sagradas Escrituras.

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  4. Continuação...

    Postagem 3:

    Acredito que com a visão sobre a ética que delineei acima, seja possível tirar boas conclusões sobre o certo e o errado que também está entre suas perguntas e por último, o amor.

    Seria muito bom se conseguíssemos como humanos, dar um conceito sobre o que é amor, mas a verdade é que esse conceito não existe em seu formato definitivo, nós apenas reconhecemos atos de amor, mas não conseguimos definir, portanto, como cristãos, só podemos dizer que o amor provém de Deus e que a 'Evolução Teísta' nada tem relacionado com a temática do amor para a qual supostamente deveria dar uma resposta, pois compreendemos que o amor não é de cunho natural!

    Sua última pergunta foi: "Qual é a fonte da moral máxima e da autoridade espiritual?". Há realmente a necessidade de uma resposta e que seja melhor que; Deus? A minha pergunta seria: qual a relação entre a necessidade de uma resposta sobre qual a autoridade espiritual e a 'Evolução Teísta'? Eu confesso minha limitação, pois não acho que a 'Evolução Teísta' deva prover uma resposta para isso, pois essa resposta não faz parte do mundo natural e a 'Evolução Teísta' só responde pelo mundo natural.

    Eu vejo Ruth, que temos um desejo perene como adventistas de manter as interpretações do passado sob a desculpa de um "claro" assim diz o senhor, sob a desculpa de que a bíblia nos apresenta "claramente", a propósito, o quê é tão "claro" assim na bíblia? Nós falamos dela como se hoje nosso conhecimento fosse muito melhor que o de Daniel que, mesmo tendo uma visão direta de Deus, não entendeu a visão!

    Muitos outros profetas bíblicos não entenderam suas visões e nós, meros mortais, tanto quanto os profetas, agimos hoje, em nosso mundo científico, com a mesma arrogância da qual sempre criticamos a ciência, falamos de humildade, mas sempre, como um povo, temos a única e última palavra em interpretação, temos nada mais nada menos que “A Verdade”.

    Somos cômodos em olhar para Lutero e dizermos "Uau, isso ai Lutero, reforme, pois a igreja católica estava cheia de erros", somos cômodos em dizer "É, que bom, Galileu mostrou aos católicos que a interpretação deles sobre o sol girar em torno da terra estava errada!", mas quase sempre estamos atônitos quando um conhecimento chega a nós e ameaça às nossas crenças mais fundamentais, hoje Ruth, eu, você e nossos amigos do grupo 'Teologia Adventista', estamos sabendo como foi para os católicos quando Galileu mostrou que a perspectiva científica naquele momento mostrava que a visão do autor bíblico estava errada!

    O mundo foi criado em 6 dias? Minha resposta seria um retumbante, não! E você poderia me perguntar, então, como fica o sábado? Minha resposta, novamente, não será muito difícil. Eu continuaria guardando o sábado da mesma maneira, pois o quadro que a bíblia me mostra do sábado não está relacionado de forma direta com a criação de um mundo em 6 dias e sim com um sinal entre Deus e seu povo. Receio que nós, adventistas, estamos sofrendo de uma "doença" chamada; autismo parece que como povo, nós só conseguimos ver a relação do sábado com o texto da criação. Eu proponho Ruth que a história da criação tenha sido 'artisticamente' criada como método de didático de ensinar uma verdade, sem atrela-la à literalidade, quer um exemplo?

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    1. Eu só sei que nada sei! rsrsrsrsrs
      Não sei se compreendo na perfeita dimensão que Deus quer que eu compreenda, mas, o mais importante está impresso em meu coração como um ato da fidelidade de Deus:

      “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Corintios 5:17)
      Há ainda muito de Romanos 3 em mim, mas tenho a esperança da confirmação de Romanos 8:29

      “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos;”

      Por isso, desejo a volta de Jesus, porque nEle posso esperar a confirmação dessa restauração. O melhor que há em nós, Ítalo, será sempre obra dEle. Não tem porque nos vangloriarmos, ou nos endeusarmos!

      Gostaria que vc me falasse um pouco mais sobre isto: “... mostrou que a perspectiva científica naquele momento mostrava que a visão do autor bíblico estava errada!” Quero ver se entendi direito seu comentário. :)

      Vc diz: “Eu continuaria guardando o sábado da mesma maneira, pois o quadro que a bíblia me mostra do sábado não está relacionado de forma direta com a criação de um mundo em 6 dias e sim com um sinal entre Deus e seu povo.”
      Concordo com isto. O sábado tem relação com o Criador e não com a criação.

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    2. Depois comento as outras postagens, vou precisar sair agora.

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  5. Continuação...

    Postagem 4:

    Eu em particular, tomo os primeiros capítulos do gênesis como uma fábula, mas é bom deixar claro que fábula aqui, não tem o sentido pejorativo que geralmente se dá, mas o sentido real de gênero literário que a literatura aplica, ou seja, uma estória onde há animais falando e temos a exemplo disso, a serpente. Eu, em particular, chamaria de Fábula parabólica (criação minha apenas com sentido didático).

    Se tomarmos a parábola do rico e do Lázaro, nós temos ali lições que podemos retirar que de modo algum apelam para a literalidade de do texto, a parábola do bom samaritano a mesma coisa e do filho pródigo a mesma coisa, nenhuma delas precisam de que garantamos sua literalidade, portanto, quando pensamos na estória do gênesis, sobre a criação, vemos ali elementos dessa natureza. Ao pensarmos sobre o quadro que a bíblia pinta do sábado e levanto em conta a ideia de que a estória da criação não seja uma história, nós percebemos que isso nos ajuda a dar algumas explicações bíblicas como, por exemplo:

    Por que Êxodo 20 dá uma versão dos 10 mandamentos e Deuteronômio 5 dá outra versão? Êxodo 20 nos diz que a razão para guardamos o sábado é a de que o mundo foi criado em 6 dias, mas Deuteronômio 5 nos diz que a razão é 'porque fomos escravos no Egito e fomos libertados do julgo da escravidão'.

    Eu te pergunto Ruth, você foi escrava no Egito? Bem, eu não me recordo em meus 28 anos de ter sido escravo lá no País Egípcio e receio que sua resposta seja a mesma que a minha, mas ainda sim a pergunta persiste, porque a MESMA tábua da lei diz coisas diferentes? Será que Moisés apagou e colocou o que ele queria? Por que ficamos apenas com o motivo da tábua de Êxodo 20 e relegamos o motivo da tábua de Deuteronômio 5?

    Isso minha amada é um demonstrativo de como nossa teologia adventista tem sido conveniente em sua construção e constituição teológica! Mas o que a bíblia no diz com isso é que o motivo para guardar o sábado não está em nenhum desses dois motivos e sim no fato de que o sábado é um dia de comemoração pela bênçãos que temos recebido, para o autor de Êxodo 20, uma criação em 6 dias é uma visão universalista, onde os motivos não pertencem a Israel, mas a todo homem, para o autor de Deuteronômio 5 a saída do Egito que é uma perspectiva nacionalista, nos dois casos o sábado foi usado para comemorar algo que se considerava especial, em Êxodo 20 comemora a Deus como criador e não à criação, pois Deus é o centro, em Deuteronômio 5, comemora-se a libertação proporcionada por Deus, novamente, Deus é o centro!

    O autor de Gênesis é universalista, o de Deuteronômio é nacionalista!

    Não me estenderei aqui pelos versos sabáticos de levíticos onde os outros sábados são solicitados a serem guardados.

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    1. (reeditada para melhor organização das idéias)

      É, Ítalo, vc chama de fábula parabólica o que eu compreendo ser o relato de uma história onde um dos personagens se camufla. A própria Bíblia o identifica tb como um leão rondando, buscando a quem tragar. Tb conta um fato quando ele simula ser o ‘espírito’ do profeta Samuel. Desculpa Ítalo, mas não é apenas uma estória com animais falando. Mas, a execução de um plano diabólico, onde o adversário de Deus se camufla para melhor enganar.

      Vc diz: “Se tomarmos a parábola do rico e do Lázaro, nós temos ali lições que podemos retirar que de modo algum apelam para a literalidade de do texto, a parábola do bom samaritano a mesma coisa e do filho pródigo a mesma coisa, nenhuma delas precisam de que garantamos sua literalidade, portanto, quando pensamos na estória do gênesis, sobre a criação, vemos ali elementos dessa natureza.”

      A própria Bíblia deixa claro, nas cenas onde Jesus conta essas parábolas que vc cita, que são parábolas. Interessante, é que alguns movimentos cristãos não as consideram nem parábolas, aplicaram a literalidade textual e criaram uma doutrina. Argumentam até que “é um título posto pelas editoras, cuja inspiração não se considera” e que “o texto do rico e Lázaro, não tem característica alguma de parábola”.

      E onde está, então, a verdade? Afinal, se representamos, nós os cristãos, o pensamento do cristianismo a verdade deve ser o nosso instrumento. Seguimentos cristãos com visões tão diferentes do conceito da morte não podem estar ao mesmo tempo com a verdade. Um anula o outro. Só há uma resposta e foi o nosso Senhor quem a deu: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida;” (João 14:6) E é em Cristo que apresento meu argumento de que o modelo evolucionismo teísta não encontra base bíblica. Pelo menos não no sentido de apoio.

      Enquadrar o pensamento dos milhares de anos no tempo da criação elimina por certo a crença na semana literal. Para sustentar sua tese vc precisa colocar o relato de Gênesis no terreno da simbologia. Crer assim cai bem para quem quer estabelecer a mentira de um possível novo dia, diferente do que ensina a Bíblia, em que se deve viver com mais intensidade a fé. A Igreja Católica Romana credita o título de fábulas para o relato de Gênesis.

      Eu vejo fortes argumentos sobre a semana literal nos evangelhos através dos testemunhos da maior autoridade no Cristianismo, Jesus. Ao ordenar a tempestade que se acalmasse e a Lázaro que ressuscitasse, Jesus testemunha a potência da Sua Palavra. Dominar poderosa e soberanamente os elementos naturais e intervir no processo destrutivo da morte é dizer que para Ele nada é impossível e que o tempo também está sob a Sua autoridade.
      Meu esposo sempre que falamos sobre esta questão do tempo diz: “Em qual tempo Deus trabalha, no nosso ou no dele. Será que ele trabalha a velocidade da luz? Acho que até mais. O tempo Dele é outro.”

      Não pense que tenho uma fé irracional. O fato é que da forma como compreendo, embora aceitando o evolucionismo dentro do processo de adaptação da vida, percebo que o modelo evolucionista teista não encontra apoio na Bíblia, pois limita o poder e a capacidade de Deus diante da vida e seus acontecimentos. É um modelo de certa forma 'interessante' porque envolve Deus no comando da evolução. O problema é que ao mesmo tempo O deprecia ao limitá-LO em sua capacidade de criar e intervir e ao torná-LO dependente de um processo: a evolução. Isto contraria o testemunho de Jesus registrado na Bíblia que afirma que Ele é o Deus Todo-Poderoso.

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    2. Não nego o fenômeno da casualidade em certos processos, como o do nascimento de um ser. Claro que Deus não determina tudo. Não é Deus que escolhe, por exemplo, que nasça uma criança com problemas genéticos em detrimento de uma sadia.

      Nem nego a existência do 'processo de seleção', no sentido de que realmente os mais capacitados sobrevivem. A grande questão é saber aceitar esse 'processo seletivo' subordinado a autoridade de um Deus misericordioso, que Se preocupa com os fracos e oprimidos e Se propõe ser o Seu Deus para fortalecê-los.

      Não sou preconceituosa com relação ao termo evolucionista. Não sou criacionista fixista. Concordo com meu esposo que é cientista, quando ele diz que “Se Deus fez tudo para não ser fixo, estagnado, então tudo pode evoluir. É assim na vida, na ciência natural, etc. Ele sempre diz: “A vida é teimosa, ela existe mesmo em condições totalmente desfavoráveis a sobrevivência de um indivíduo. Eu vejo o poder de Deus na evolução de uma planta onde na minha imaginação, ela não poderia brotar, é o milagre da vida. A vida é teimosa.”

      A Bíblia diz que “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo sopro da sua boca.” (Salmo 33:6). Um poder que não se submete ao tempo, porque é capaz de transformar um planeta caótico (sem forma e vazio) num mundo de ordem.

      O criacionismo atesta esse poder dando a Deus o domínio não apenas do processo, mas de cada pormenor da criação. O relato da criação segundo Gênesis não se resume a uma estratégia didática. Nem se pretende um relato cientifico. Vc deve negar tb o dilúvio universal então, estou errada?

      Se eu tivesse que resumir como creio seria assim: A vida na Terra foi criada recentemente durante a semana da criação. Todo o restante do Universo, inclusive o sistema solar, foi criado muito tempo atrás. Isto é, o sol, a lua e as estrelas apenas não eram visíveis da superfície da Terra até que Deus permitiu e ordenou que eles pudessem ser contemplados.

      O relato de Gênesis deixa perguntas sem respostas? Deixa, mas o mesmo aplica-se a Ciência, entendida aqui como o conhecimento em busca da verdade. Se entendemos assim, podemos conciliar a Bíblia e a Ciência no sentido de se apoiarem. As grandes respostas às principais questões existenciais somente a Bíblia responde perfeitamente em toda a sua complexidade.

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    3. Vc fala de Exodo 20 e Deuteronômio 5 e pergunta: “Por que Êxodo 20 dá uma versão dos 10 mandamentos e Deuteronômio 5 dá outra versão?”

      Vc diz: “Êxodo 20 nos diz que a razão para guardamos o sábado é a de que o mundo foi criado em 6 dias,”

      Essa é a interpretação que vc dá, Italo, porque na verdade em Êxodo 20, nos revela um Deus renovando um pacto com um povo que aceitou ser libertado por Ele. Não um Deus cobrando adoração porque foi Ele o Criador de todas as coisas.

      Reduzir Êxodo 20 a esta contextualização parece muito simplório para mim. A evidência disto encontra-se no fato de que o 4º mandamento faz parte de um todo de 10. Um todo que inicia demarcando a autoridade e soberania de Deus não apenas como o libertador, mas como o Senhor: Não terás outros deuses diante de mim. Os quatro primeiros mandamentos de êxodo 20 falam da relação homem e Deus e os outros 6 da relação homem e seus semelhantes.

      Vc diz que “Deuteronômio 5 nos diz que a razão é 'porque fomos escravos no Egito e fomos libertados do julgo da escravidão'.

      Tb não concordam com sua leitura. É uma repetição da lei. Moisés não se refere ao povo ressaltando o aspecto da escravidão, mas o da adoração. Eles lhes lembra que eles são adoradores de Deus e que há um pacto selado entre eles e Deus, não se trata de algo que alguém fez por eles, mas que cada um que lhe escutara fizera pessoalmente com Deus (v. 2-3).

      Moisés decidiu lembrá-los quanto ao que estava implícito no pacto. O pacto de Deus envolvia adoração irrestrita a Ele somente ao mesmo tempo em que implicava em bênçãos para eles.

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    4. Vc pergunta: “porque a MESMA tábua da lei diz coisas diferentes? Será que Moisés apagou e colocou o que ele queria?

      Por que ficamos apenas com o motivo da tábua de Êxodo 20 e relegamos o motivo da tábua de Deuteronômio 5?”

      Não há divergências. Em sua essência Êxodo 20 é ecoado em Deuteronômio 5. Ao contrário de sua interpretação, Deuteronômio 5 é uma confirmação de Moisés com relação a Êxodo 20.

      Vc diz: “O autor de Gênesis é universalista, o de Deuteronômio é nacionalista!”

      Italo, o discurso é um só: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7)

      A principio a transmissão da palavra de Deus ficou sob a responsabilidade de uma nação, mas esta não era a intenção de Deus.

      “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo; na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória, alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.”(1 Pedro)

      A salvação de Deus está predestinada para toda a humanidade, não para uma nação. O sábado jamais terá uma conotação de exclusividade, a não ser aquela que é dada sob forma de adoração unicamente a Deus. Isto se atribuirmos ao sábado o papel que o Criador propôs ao indicá-lo como um dia diferenciado: símbolo de um pacto de fidelidade e que por isso um dia a ser vivido como confirmação de nossa adoração ao criador.

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    5. Concordo, portanto, com o pensamento do autor do texto quando diz que: “um dos grandes problemas teológicos com a evolução teísta é que ela limita o poder de Deus. Exalta a lei natural sobre o Criador da lei natural. A evolução teísta não permite que um Deus Todo-Poderoso molde miraculosamente o mundo. Ela reduz Deus à escala da imaginação humana e exalta a razão sobre a revelação. Foi precisamente por isso que a humanidade caiu no princípio. Eva deu ouvidos à voz da serpente no jardim e confinou no que seus olhos podiam ver em vez de confiar no que Deus dissera. Sua mente se tornou o árbitro final da verdade.”

      Considero o relato da criação de Gênesis como uma história a ser levada a sério. Mas respeito que vc e outros discordem. Eu tenho o direito de crer no relato literal de Gênesis e você tem o direito de crer que é apenas uma fábula parabólica. E podemos muito bem convivermos como irmãos em Cristo, em tolerância e respeito mútuo.

      Os mundos natural e moral necessitam das explicações da revelação Bíblica para responder algumas questões filosóficas existenciais fundamentais. Isto é inegável!

      Homens da ciência como Newton nunca tiveram dificuldades com relação a isso. Por outro lado, pretensos teólogos sem conhecimento bíblico adequado, interpretam textos de forma equivocada ou desconhecem a leitura cientifica de muitos dos fenômenos de nosso mundo e dão explicações toscas, forçadas.

      Os que demonizam a ciência não compreendem que a ciência funciona por leis naturais que são obra do mesmo Criador que inspirou os profetas a escreverem a Bíblia.

      Com este fundamento em mente consigo encontrar o equilíbrio necessário e compatível entre a fé e a racionalidade. Porque a missão da fé não é provar nada. Mas, apenas inspirar uma atitude melhor do homem para com seu Criador e para com seu semelhante. Sua missão é fortalecer as pessoas a enfrentarem as perplexidades deste mundo.

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  6. Continuação...

    Postagem 5:

    E o pecado? Entrou no mundo por um Adão histórico? Eu responderia que não, mas por qual razão? Outra resposta simples.

    Considerando que Adão é tratado por Paulo como símbolo da própria humanidade como um todo, e que a visão do antigo testamento não é a de homens nascendo pecadores, mas de um mundo que é pecaminoso pela presença da própria humanidade dentro dele, nós conseguimos explicar o problema da entrada do pecado.

    Se partirmos de Salmo 51:5 onde Davi diz:

    "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe."

    Ao lermos esse texto, somos tentados a colocar nele, nossas preconcepções tradicionais, mas se lermos de forma pausada, atentando para as palavras que foram traduzidas, nós percebemos que nossa visão tradicional e adventista não cola nele. Para começar, Davi diz que a 'formação' dele se deu em iniquidade, ou seja, ele está considerando o corpo de sua mãe como sendo um corpo iníquo e, por conseguinte ele diz que 'EM' pecado me concebeu a minha mãe, note ele não diz 'COM' pecado, mas 'EM'.

    Esse 'EM' está em consonância com Romanos 5:12 que diz que o pecado entrou 'NO MUNDO' e quem passou a todos os homens não foi o pecado que entrou 'NO MUNDO', mas 'A MORTE' (que é o que Davi tem em mente quando fala sobre 'INIQUIDADE'), portanto contrária à interpretação comum de que "nascemos pecadores", a bíblia nos mostra que nós nascemos em 'UM MUNDO DE PECADO', portanto o que Davi queria dizer era:

    ""Eis que em iniquidade [CORPO MORTAL DE MINHA MÃE] fui formado, e em ['UM MUNDO' DE] pecado me concebeu minha mãe."

    Tendo compreendido dessa perspectiva o que Davi disse, nós percebemos que não somos pecadores até que 'CONSCIENTEMENTE' cometamos nosso primeiro pecado! Portanto, a estória da criação nos mostra que Eva é a primeira a ser "tentada", e que, Adão pratica o mesmo erro, por conseguinte. Isso parece está em consonância com o mundo que vivemos as mulheres, não amadurecem mais rápido que os homens? E não é certo também que os pecados só podem ser pecados se estamos conscientes de que os cometemos? Portanto, não houve somente uma queda, mas há uma queda todos os dias, quando milhares de seres humanos (crianças) se tornam conscientes do certo e do errado e cometem pela primeira vez em suas vidas terrestre um erro cuja a consciência os acusa.

    Agora, olhando de uma perspectiva da 'Evolução Teísta', digamos que por fim ocorreu que a primeira espécie de hominídeo, que antes, não tinha uma mente humana e que após Deus ter dado a esses animais uma mente humana, como será que foi para eles, terem se deparado pela primeira vez com a culpa? Esse primeiro hominídeo a quem Deus deu uma mente humana, poderia ser muito bem o 'primeiro' Adão, não por terem sido criados do "pó", mas por terem sido os primeiros a experimentarem o peso da culpa sobre suas sua consciência moral recém-concedida por Deus.

    Acho que essa perspectiva não solapa a bíblia, ela em realidade, enriquece e fornece muito mais respostas do que nossa velha tradição interpretativa. Eu poderia certamente abordar mais pontos, mas deixo esses aqui como uma amostra de que, o pensamento de alguém que aceita a 'Evolução Teísta' não é tão sem respostas assim e que em realidade essa visão sobre o mundo enriquece muito mais o relato bíblico e dá até mesmo mais relevância.

    Um super beijo na testa e parabéns por presentear a todos nós com esse espaço tão democrático e espiritual!

    Italo Fabian!

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    Respostas
    1. Ítalo comentamos este post seu através de um texto. Vc poderá ler neste link aqui:

      Como compreendo Romanos 5 (parte 1)

      http://nossasletrasealgomais.blogspot.com.br/2012/10/como-compreendo-romanos-5-parte-1.html

      Excluir
  7. Italo, que grande prazer vê-lo por aqui. Gosto muito do que é espontâneo e vê-lo entrar no Nossas Letras só nos enche de alegrias e de muitas responsabilidades.

    Sim, vc é super bem-vindo, tenho consciência de que não tenho o seu nível de conhecimento nesta área, mas com um pouco de paciência e muito respeito acho que podemos desenvolver um diálogo que nos ajude a crescer sem o menor interesse pela vaidade que possa transparecer, mas pelo puro prazer de aprender e compartilhar conhecimentos.

    Vou refletir em suas postagens e comentá-las. Mais uma vez muito obrigada por nos honrar com sua presença.

    Que Deus abençoe sua viagem.

    Um abraço

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