Livre Arbítrio: O debate continua (parte 2)




Olhem para essa imagem. Esse animal tem escolhas? Tem. Limitadíssimas, mas tem.

1- Pode ficar parado esperando que alguém venha libertá-lo. Se o faz é porque não tem discernimento de que pode movimentar-se, afinal a cadeira não está fixa em lugar algum e é mais leve do que ele.

2- Pode ignorar a corda na cadeira e movimentar-se.  Ao fazê-lo provavelmente não será porque sabe que pode arrastar a cadeira. A possibilidade é maior para o fato de por acaso, ao movimentar-se, perceber que consegue andar livremente, mesmo que seja obrigado a arrastar a cadeira por onde quer que vá.

De qualquer forma, terá sempre a liberdade limitada, pois terá a cadeira presa a si a não ser que outro ser mais inteligente e criativo venha e desamarre a corda e o liberte.

Esse animal é livre dentro de si? Isto é, ele pode dar a si mesmo o resultado que tanto deseja que é a liberdade de movimento? Não.


Agora vejamos a seguinte imagem:


São seres humanos confinados entre paredes e uma grade de ferro, não é? Por que eles estão lá? Talvez mataram ou roubaram alguém. O certo é que agiram incorretamente, mas incorretamente aos olhos de quem?

Da sociedade que tem como regras de convivência social o não roubar e o não matar, por exemplo. Mas, há “n” situações que poderão tê-los levado a fazerem isto:

. coagidos por ameaça de morte;

. coagidos por uma situação de desespero (fome por exemplo)

. não gostam de trabalhar e acham que a vida tem que ser levada na malandragem mesmo;

. convivem desde a infância com o ambiente social do crime e têm a noção distorcida do certo e errado (no caso de alguns menores infratores)

Há “n” situações, de qualquer forma eles agiram incorretamente, pois outros seres não podem ser penalizados com a perda das próprias vidas no lugar das suas, ou ainda perderem seus bens porque um certo alguém não os possuía e os cobiçou. Os elementos determinantes de suas ações apenas explicam suas ações, mas não as justificam. Outros seres humanos pobres ou crescidos em situações sociais de carência conseguem, apesar das mesmas dificuldades, sem assumirem comportamentos antiéticos, sobreviver.

Além do mais, a pobreza não é condicionante para o crime, vemos muitos, muitos comportamentos antiéticos exercidos por ricos também. O comportamento antiético é uma questão de caráter, não de status social.

Eles ficarão na condição de preso até que a lei os liberte ou que eles consigam fugir. De uma coisa é certa se os colocarem presos por uma corda, amarrados a uma cadeira de plástico, dificilmente eles permanecerão lá sem uma vigilância e mais difícil ainda é que eles tentem fugir arrastando consigo a cadeira. Eles simplesmente desatarão o nó.

Por que a diferença? A diferença consiste na própria diferença que há entre instinto e raciocínio lógico. Os animais agem por instinto e inteligência, os homens por instinto e capacidade de raciocinar, de fazer escolhas. Exatamente por ter consciência de que pode ser um homem livre se assim o desejar. 

Os animais matam, mas é por sobrevivência. Quando têm um comportamento agressivo e decidem matar e não é por uma questão de alimentação, são animais que sofrem de distúrbios de comportamento. Ao contrário do homem que tem discernimento sobre o que é certo ou errado. Quando este mata é porque é mau. Estou falando do assassinar, do matar por matar. Excluo aqui os que não têm saúde mental e por isso estão desprovidos do poder do discernimento entre o certo e o errado.

Há uma dimensão de valor moral que o homem possui que os animais não têm. Digo isto, mas sei que há situações em que os homens demonstram padrões morais tão pobres ou inexistentes que diante de o menor dos animais seria no mínimo medíocre como ser vivo.

Um animal permite que o homem o domine. Entretanto, quando o homem permite que um animal lhe domine o faz porque não está no seu comportamento normal. Digo isto porque conheço seres humanos completamente dominados por seus bichinhos de estimação. 

Então, fixemo-nos a analisar o conceito de Livre Arbítrio livre desses “diferenciais”. Livre Arbítrio não é um estado do ser, mas a qualidade do ser que o define como racional ou irracional. É a capacidade de tomar decisões conscientes de suas consequências.

Liberdade é a mesma coisa que livre arbítrio? Não. Um homem privado de liberdade é um homem privado do seu livre arbítrio? Não.

Um cristão preso num país que controla a liberdade religiosa será privado de sua liberdade, mas estará na prisão essencialmente porque escolheu amar a Deus. Exerceu uma escolha. Será um ser preso, embora livre dentro de si mesmo.


No filme o Conde de Monte Cristo há uma cena de diálogo entre um religioso e um rapaz preso injustamente. Ele fora preso porque não sabendo ler, acabou levando com suas próprias mãos uma carta que condenaria a ele mesmo por um crime que não cometera.

O religioso, que também era um prisioneiro, pergunta-lhe: "Qual o bem mais precioso e que jamais pode ser tirado de um homem?" 

E ele lhe responde que é a liberdade. O religioso diz então que ele está equivocado, pois a liberdade poderia ser tirada, ao contrário do conhecimento. Afinal, não estava ele mesmo privado de sua liberdade? E o rapaz injustiçado decide então estudar na prisão. Aprende tudo o que o religioso lhe ensina e isto se torna o instrumento de fuga de uma prisão considerada impossível de escape.

No desenrolar da história ele usa o conhecimento aprendido também para vingar-se dos que o colocaram na prisão, porém mesmo logrando vitória em seus intentos é um homem extremamente infeliz. A felicidade só se torna real na sua vida quando ele transforma a prisão onde esteve em um lugar de liberdade. Ele poderia ter continuado com suas ações de vingança, afinal tornara-se um homem rico, poderoso e temido. Mas, decidiu agir de outra forma, sem vinganças, apenas ser livre dentro de si. Somente alguém com capacidade de escolha e decisão pode agir assim. Ele compreendeu que deveria mudar e que poderia mudar e agiu em consequência. O livre arbítrio é essa capacidade. Uma capacidade que não se extingue com a ausência de liberdade. 

A Revista Superinteressante publicou o seguinte artigo: 

“Você se interessou pelo tema desta reportagem e, por isso, resolveu dar uma lida. Certo? Errado! Muito antes de você tomar essa decisão, a sua mente já havia resolvido tudo sozinha – e sem lhe avisar. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, colocou em xeque o que costumamos chamar de Livre Arbítrio: a capacidade que o homem tem de tomar decisões por conta própria. As escolhas que fazemos na vida são mesmo nossas. Mas não são conscientes. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. Eles deveriam escolher uma letra e apertar um botão quando ela aparecesse. Simples, não? Acontece que, monitorando o cérebro dos voluntários via ressonância magnética, os cientistas chegaram a uma descoberta impressionante. Dez segundos antes de os voluntários resolverem apertar o botão, sinais elétricos correspondentes a essa decisão apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro que controlam a tomada de decisões. “Nos casos em que as pessoas podem tomar decisões em seu próprio ritmo e tempo, o cérebro parece decidir antes da consciência”, afirma o cientista John Dylan-Haynes. Isso porque a consciência é apenas uma “parte” do cérebro– e, como a experiência provou, outros processos cerebrais que tomam decisões antes dela. Agora os cientistas querem aumentar a complexidade do teste, para saber se, em situações mais complexas, o cérebro também manda nas pessoas. “Não se sabe em que grau isso se mantém para todos os tipos de escolha e de ação”, diz Haynes. “Ainda temos muito mais pesquisas para fazer.” Se o cérebro deles deixar, é claro. 

Além de provar que o livre arbítrio não existe, a neurociência acaba de fazer outro enorme avanço: pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, construíram um computador capaz de ler pensamentos. Ou quase isso. Cada voluntário recebeu uma lista de palavras sobre as quais deveria pensar. Enquanto ele fazia isso, um computador analisava sua atividade cerebral (por meio de um aparelho de ressonância magnética). O software aprendeu a associar os termos aos padrões de atividade cerebral – e, depois de algum tempo, conseguia adivinhar em quais palavras as pessoas estavam pensando. O sistema ainda tem uma grande limitação – ele só consegue ler a mente de uma pessoa se ela estiver totalmente concentrada. O que nem sempre é fácil. “Às vezes, no meio da experiência, o estômago de um voluntário roncava, ele pensava ‘estou com fome’”, e isso embaralhava o computador, conta o cientista americano Tom Mitchell, responsável pelo estudo.” (http://super.abril.com.br/saude/livre-arbitrio-nao-existe-447694.shtml)

Você concorda com essa opinião de que o Livre Arbítrio não existe? Não questiono os resultados dessa pesquisa, mesmo porque não sou uma pessoa habilitada para fazê-lo. Mas, até onde compreendo me pergunto: O aspecto fisiológico do funcionamento do cérebro não está intimamente ligado à capacidade de discernimento? O simples fato da diferença de tempo, entre o aparecimento dos “sinais elétricos correspondentes” e a decisão de apertar o botão, por si só “legaliza” a conclusão da inexistência do livre arbítrio?  Será que eles também testaram a pesquisa em animais? Por que não o fizeram então? Por acaso os bichinhos não têm um cérebro também? 

Não o fizeram porque provavelmente eles não saberiam que teriam que apertar os botões, isto é, eles não têm o discernimento de que podem fazer uma escolha. 

Conheço animais adestrados que conseguem, sob treino, aprender a abrir portas e obedecer outros tipos de comandos os quais não fariam naturalmente se não houvessem passado por esse treinamento. Nestes casos esses animais, por suas inteligências, compreenderam o treinamento a que foram submetidos e agem em consequência. Muito diferente do ser humano! Por que será então? Há uma diferença e quer admitam ou não, o Livre Arbitrio tem o papel principal.

Analisemos agora, sem grandes pretensões, os mais diversos pensamentos sobre o Livre Arbítrio. 

Os gregos eram panteístas, por isso consideravam o homem como parte de um todo, não como um ser individual na sua essência. O homem, na concepção grega, não tinha livre arbítrio, pois sua vida era comandada pelo o que chamavam de destino. Daí a enorme influência da astrologia em sua cultura.

O maniqueísmo defende a teoria dualista de que o homem tem duas almas opostas dentro de si e, num sincretismo com o cristianismo, divide o mundo entre Bem ou Deus, e Mal, ou o Diabo. No entanto, diverge do cristianismo ao afirmar que as ações humanas eram boas ou más conforme a ação dessas almas. Para eles, portanto, não havia livre-arbítrio. 

Allan Kardec em “A Gênese” afirma “que há diversas categorias de mundos conforme a evolução de seus seres vivos, e, como o progresso da inteligência não anda de braços dados com o progresso da moral, em alguns mundos, os homens se tornam tão inteligentes enquanto ainda são maus, que a sua inteligência é utilizada para ferir centenas e até bilhões de criaturas. Quando os globos onde esses homens habitam chegam a um período de madureza, esses homens são retirados de lá para que não sejam “pedra de tropeço” aos bons que por lá ficam, se fazendo cumprir em todos os mundos a profecia do Cristo que diz que “os mansos herdarão a terra” e que “haverá separação entre o joio e o trigo”.(http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/ge/)

Segundo a concepção espírita, “Deus, se comporta como um pai que nos instrui e nos dá mais liberdade de ação à medida que demonstramos ter responsabilidade para agir, da mesma forma como um pai tira de perto de seu bebê objetos pontiagudos, ou força filhos maiores a irem à escola, quando na verdade o bebê chora para pegar uma tesoura e um menino briga para faltar aula.” Isto é, segundo a concepção espírita, “Livre Arbítrio é a liberdade de escolha que temos dentro das limitações que nos impomos por falta de responsabilidade ou amadurecimento. O Livre Arbítrio é limitado e traz consequência.” (http://www.espiritismobr.com.br/index.php/o-que-livre-arbtrio/) 

“Surge então a questão de muito interesse que é saber se é verdadeiro o exercício do livre arbítrio quando se nega alguma coisa ou caminho que não se conhece, ou talvez se negue algo que não compreenda, bem assim argumenta-se à respeito de decisões tomadas sobre fatos desconhecidos ou que não se detêm a informação necessária, bem como precisa, sem que tivesse o esclarecimento mínimo necessário para exigi-la ou perceber sua falta. [...] Conclui-se desta forma que só se pode falar em exercício de livre arbítrio a partir do momento em que se conhece os dois lados de forma real e o mais total possível, aí sim pode-se falar em opção, em caminhos em comportamentos, em lados positivo ou negativo, com a consciência necessária e certeza válida do que se deseja, isto sim, é o livre arbítrio.” (http://www.guardioesdaluz.com.br/livrearbitrio.htm)

Essa é uma concepção espírita.  A confusão se estabelece quando o espiritismo apresenta os seres humanos como invólucros de outras vidas. Quem seria responsável, então, por um crime cometido, o “hospedante” ou o “hospedeiro”? Nesta relação quem é o detentor do Livre Arbítrio então? O espírito que está evoluindo ou aquele que o abriga? Nessa tarefa de “faxina espiritual, intima, interior” quem é o senhor da escolha, da decisão? A quem responsabilizar pela decisão tomada e ação cometida?

Aceito o conceito bíblico sobre a origem do mal e da liberdade moral que o Criador nos outorgou. 

Antes de desobedecerem a Deus Adão e Eva não tinham o conhecimento que temos hoje sobre o Bem e o Mal. Eles só conheciam o bem. No passear diário de Deus pelo jardim em que morava o casal acredito que conversavam sobre a existência de Lúcifer, tanto é que Deus os advertiu a não tocarem naquele fruto. Além do mais, creio que não houve um lapso de tempo expressivo entre a criação deles e sua queda. Quando expulso do Céu Satanás estava ávido para levar seu plano maléfico de destruição da criação de Deus. 

“Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” (Apocalipse 12:12) 

Nós? Nós conhecemos já o bem e o mal. Estamos mais bem preparados do que Adão e Eva para enfrentar “os muitos frutos”, mas que para mim é um só, e o mesmo de Adão e Eva: reconhecer a soberania de Deus. 

Deus os advertiu como tem feito conosco todos os dias, através de Sua Palavra, quanto ao fato de experimentarmos “o fruto proibido”. Assim como não privou Adão e Eva de experimentá-lo não nos privará também.

Assim como os deixou moralmente livres para escolher, nos deixou também. Adão e Eva o pegaram e o comeram. Em consequência, experimentaram a desobediência, passaram a conhecer o bem e o mal, provaram do sentimento de culpa e o mais triste, a morte. Por isso, creio que a perda da imortalidade foi um ato de misericórdia de Deus. Quão triste seria para Adão e Eva viverem por toda eternidade testemunhando as consequências de sua rebelião! 

Deus os advertiu quanto ao fato de desobedecerem, mas não os privou de experimentar a desobediência. A rebelião não estava na árvore, mas na desobediência. A árvore era só uma possibilidade para a existência da rebelião ou da obediência. Um teste que os conduziria a um amadurecimento. 

O pecado hoje existente no mundo é resultado dos pecados de Adão e Eva, meus e seus... por isso aquela cruz. Jesus não pagou apenas por Adão e Eva. Pagou por toda a humanidade. Adão e Eva erraram, nós sofremos as consequências e erramos também, mas eles não são responsáveis por meus erros. Eu sou responsável por meus erros, tenho o meu livre arbítrio assim como eles. Quando vacilo, sou eu quem vacila, não Adão e Eva em mim. 

O que devemos compreender é que Deus não nos condenará por algo que não sabíamos ser errado. A Bíblia é muito clara a esse respeito. Falaremos sobre isto no próximo texto.

Continuaremos...

Ruth Alencar

Comentários

  1. .
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    Caríssima Ruth

    "[...] Em sua guerra, Satanás desenvolveu uma intensa hostilidade para com o Criador e cada aspecto de Seu governo. Apesar disso, os seres humanos pecadores não nutriam nenhum ódio contra Satanás. Em Seu decreto, o Criador informou a Satanás que colocaria agora tal atitude dentro da humanidade caída.

    A Escritura revela que esse novo elemento é a graça divina, ou seja, a operação do Espírito Santo no coração humano. A presença do Espírito Santo capacitaria os pecadores a odiar o e a se desvencilhar do domínio de Satanás. Jesus tocou nesta verdade quando foi visitado porNicodemos."

    Veja ate onde pode ir a minha paciência!
    Também sou Pedro e, mesmo depois de ler este texto, nem sequer me ocorreu a idéia de procurar o senhor Frank B. Holbrook para decepar-lhe a orelha.

    Rsrsrsrsrs...
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  2. .
    .

    Dileta irmão Ruth

    Agora temos o Livre Arbítrio tratado de forma mais objetiva, então, podemos começar a trocar idéias.

    “O pecado de Adão e Eva foi duvidarem de Deus. Esta desconfiança foi uma falta de amor. Se tivessem mantido seu amor por Deus, nunca teriam duvidado de Sua palavra, e as mentiras de Satanás ter-lhe-iam sido repulsivas.” (Em Plena Certeza, 46)”

    Analisando rapidamente os versos abaixo, veja a que entendimentos chegue!

    "Gn 3:
    1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
    2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
    3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
    4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.
    5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
    6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.
    7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
    13 Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi."

    Diz-se que o inimigo explora exatamente os nossos pontos mais fracos.
    Em relação a Eva, qual o ponto que Lúcifer explorou?
    Amor; onisciência; onipresença ou onipotência?
    Lúcifer insinuou que Deus não a amava, que Deus não tinha poder, que Deus não estava ali presente ou que Ele havia se enganado em relação aos efeitos de se comer da árvore do conhecimento do bem e do mal?
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  3. .
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    V.1 - “Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais (,,,)
    V. 4 - Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.
    V. 5 - (...) vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
    V. 6 - (...) e árvore desejável para dar entendimento, (...)
    V. 7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus (...)
    V. 13 - (...) Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.”

    Observemos estes detalhes:
    V. 1 - a serpente era o ser com mais conhecimento dentre todos os animais;
    V. 5 - a serpente afirmou que o conhecimento de Eva chegaria à onisciência;
    V. 6 - Eva viu que a árvore era desejável para dar entendimento;
    V. 7 - O conhecimento de Adão e Eva lhes permitiu ver que estavam nus;
    V. 13 - A serpente enganou a Eva.

    Só se consegue enganar a quem tem menos conhecimento. Depois da Trindade, Lúcifer era o ser mais graduado dos Céus, logicamente, também, o maior em conhecimento, então, enganar a Eva foi-lhe muito fácil.

    Não se ama àquilo ou àquele a quem não se conhece, mas, é impossível conhecer a Deus e não O amar, então, a intensidade do nosso amor é diretamente proporcional ao conhecimento que temos. Quanto mais conhecemos a Deus, mais O amamos.

    Em todos esses textos percebe-se claramente o destaque dado ao conhecimento.
    E agora, Eva errou por falta de amor ou por falta de conhecimento?
    E quanto a nós o que muda?

    “Nós? Nós conhecemos já o bem e o mal. Estamos mais bem preparados do que Adão e Eva para enfrentar “os muitos frutos”, mas que para mim é um só, e o mesmo de adão e Eva: reconhecer a soberania de Deus.”

    No meu entender, reconhecer a soberania de Deus, assim como amá-LO e obedecê-LO, são efeitos cuja causa é conhecê-LO.
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    “Deus os advertiu quanto ao fato de desobedecerem, mas não os privou de experimentar a desobediência. A rebelião não estava na árvore, mas na desobediência. A árvore era só um teste. Um teste que os conduziria a um amadurecimento.”

    Se “amadurecimento”, aqui, tem o sentido de aprendizado, isto é, adquirir conhecimento, fica evidente que eles precisavam aprender mais a fim de que não voltassem a cometer enganos.

    “O que devemos compreender é que Deus não nos condenará por algo que não sabíamos ser errado. A Bíblia é muito clara a esse respeito. Falaremos sobre isto no próximo texto.”

    Exatamente como eu entendo e creio. Então, se o problema foi falta de “amadurecimento, “Deus não nos condenará por algo que não sabíamos ser errado.

    “E, assim, pela graça, estamos salvos!

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  5. rsrsrsrsrsr

    ótimo, maravilha... então não corro o risco de ter minha orelha decepada também.

    Com relação ao que disse Frank B. Holbrook penso que:

    - "[...] Em sua guerra, Satanás desenvolveu uma intensa hostilidade para com o Criador e cada aspecto de Seu governo."

    Isto é inegável!

    - "Apesar disso, os seres humanos pecadores não nutriam nenhum ódio contra Satanás."

    Isto é compreensível Pedro... a inimizade com o mau vem com a experiência da convivência com o próprio mal. A própria consequência nos leva a desejar não mais repetí-la. Passamos a desejar cumprir o trajeto da cumplicidade com a vontade de Deus.

    E assim vivendo uma inimizade contra o mal seguimos num processo de amizade com Deus... ou vice-versa.

    Penso que com relação esta afirmação: "Em Seu decreto, o Criador informou a Satanás que colocaria agora tal atitude dentro da humanidade caída."

    As Escrituras nos revelam que é o Espírito Santo que nos convence do mal. É o Espírito Santo que nos constrange. Daí porque a tristeza segundo Deus produz a salvação. A tendência normal é desejarmos mudar.

    Creio, então, que esse é o sentido do comentário de Frank B. Holbrook e por isso ele afirma que:

    "A Escritura revela que esse novo elemento é a graça divina, ou seja, a operação do Espírito Santo no coração humano. A presença do Espírito Santo capacitaria os pecadores a odiar o e a se desvencilhar do domínio de Satanás. Jesus tocou nesta verdade quando foi visitado por Nicodemos."

    Pedro, o Espírito Santo é quem produz a renovação de nossa mente. Afinal, foi Jesus mesmo quem disse que o que contamina o homem é o que sai do seu interior.

    Desde a eternidade Ele desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção, como o Seu terceiro membro. Os três são co-existentes e a intenção divina para nós é que sejamos lugares de habitação para o Espírito Santo: “Não sabeis vós que sóis o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Coríntios 3:16)

    Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente Ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador.” (Tito 3:5-6)

    Porque é Deus Seus atributos não podiam ser diferentes: "Em nós como Luz para iluminar; em nós como Amigo para aconselhar; em nós como Água para refrescar; em nós como Consolador para alegrar; em nós como Mestre para ensinar; em nós como Guia para dirigir; em nós como Óleo para nos fazer brilhar; em nós como Fogo para purificar; em nós como Pomba para simpatizar; em nós como Selo para certificar; em nós como Testemunha para confirmar; em nós como Força para manter; em nós como Poder para orar; em nós como Fonte de produção de frutos; em nós como Seiva para nos fazer crescer; em nós como memorizador para nos lembrar que todas as preciosas promessas de Deus são o sim e o amém em Cristo; e em nós como a intensa afirmação da glória por vir." (Emblems of the Holy Spirit (Grand Rapids, Mich.: Kregel Publications, 1971), pág. 246.)

    Isto é sim um grande divisor entre os que são amigos de Deus e os que são inimigos de Deus.

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  6. A presença do Espírito Santo é o elemento que Deus nos concede para capacitar- nos a vencer as investidas de Satanás.

    Mas, mesmo com a presença do Espírito Santo Deus não interfere em nossa decisão. Ele está lá para nos dá discernimento e capacitação, mas não será invasivo. Temos que pedir Sua presença e intervenção.

    Esta para mim é a grande revelação do que seria um cristão com o Espírito Santo ou com outros "espíritos".

    A presença do Espírito Santo não anula, não entorpece a nossa mente. Ao contrário, nos ilumina, abre o nosso discernimento e compreensão.

    Quando há o domínio da mente, de forma que a pessoa não seja capaz de controlar a situação, não é a presença de Deus que Se manifesta. Mas, a do inimigo de Deus. Exatamente porque o inimigo de Deus não respeita o livre arbítrio humano. Sua intenção é tomar posse da decisão humana, para destruir a vida, a capacidade de adoração a Deus. Foi isso que ele fez com Eva.

    Nossa única chance de vitória contra o inimigo é a presença do Espirito Santo em nossa vida. E foi exatamente isto que Deus oportunizou para o homem. Isto é, foi este instrumento que
    o Criador informou a Satanás que colocaria dentro da humanidade caída.

    "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."
    Gênesis 3:15

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  7. .
    .

    Ruth

    Emociona-me a beleza da mensagem contida nos textos citados no seu último comentário:
    I Coríntios 3:16; Tito 3:5-6; Emblems of the Holy Spirit (Grand Rapids, Mich.: Kregel Publications, 1971), pág. 246.

    Mas, a respeito do texto postado no meu primeiro comentário, permita-me mais uma breve análise.

    Satanás desenvolvia uma guerra de hostilidades contra Deus e, naturalmente, o homem, instruído pelo próprio Deus, apesar de sofrer as conseqüências dos seus enganos, todos praticados com a participação efetiva do inimigo comum, não nutria sentimentos odientos no seu coração.

    “Apesar disso, os seres humanos pecadores não nutriam nenhum ódio contra Satanás.”

    - Que bonito! O homem, na sua ignorância, mesmo sofrendo, não desenvolveu o sentimento do ódio.
    - Que tristeza! Deus, com toda a infinitude do Seu amor, não possuindo ódio no Seu coração, colocou essa terrível mazela no coração do homem.

    - X -

    “Em Seu decreto, o Criador informou a Satanás que colocaria agora tal atitude dentro da humanidade caída.”

    - Que blasfêmia! A Escritura revela que o ódio desenvolvido, a partir de decreto do Criador é uma graça operada pelo Espírito Santo, no coração do homem.

    “A Escritura revela que esse novo elemento é a graça divina, ou seja, a operação do Espírito Santo no coração humano.”

    - Que estranho! O Espírito Santo, cuja missão é conscientizar do pecado, do juízo e da justiça, é apontado como um fomentador do ódio.

    “A presença do Espírito Santo capacitaria os pecadores a odiar e a se desvencilhar do domínio de Satanás.“

    Quanto à citação de Nicodemos, no meu entender, todas as mudanças que lhe aconteceram foram motivadas pela nova forma de entendimento que lhe proporcionou o conhecimento de Jesus. O início do conhecimento, partindo de notícias de ouvir dizer, seguido do encontro com Jesus e finalmente a transformação. João 3: 2 e 11; 7: 50 e 51: 19: 39.

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    .

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  8. .
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    “... O Espírito Santo, operando por meio da consciência move-Se por entre a massa da humanidade, empenhado em levar pecadores a Deus. Quando Ele convence do pecado e converte, também gera hostilidade para com o mal e amor pela justiça. É essa a função essencial do Espírito Santo: criar inimizade contra o pecado e a injustiça. Isso torna possível libertar os seres humanos da escravidão de Satanás.”

    - Um verdadeiro samba do crioulo doido! O mesmo Espírito que dá consciência, convence do pecado e converte, tem como “função essencial” criar inimizade e ódio no coração dos humanos.

    Resumindo:
    Com todo respeito, e ao pé do ouvido, pra ninguém saber, o escritor, no meu entender, escreveu para um público alvo:
    - Erudito, ao ponto de deslindar as sutilizas da literalidade das suas idéias;
    - Ignorante, ao ponto de nada contestar.

    Outras hipóteses é que esteja pretendendo enganar aos incautos ou não saiba o que está dizendo (nisto eu não acredito).
    O fato é que o texto dá margem a interpretações dúbias.

    A cada instante me convenço mais de que o grande divisor entre o certo e o errado está no nível de conhecimento que se tem do Divino.

    Finalmente, dileta irmã, ainda bem que, pelo visto, só você e Brígida lêem o que escrevo. Isso é muito bom, pois, fico mais pra Madalena do que para Estevão.

    Fraternalmente.

    .
    .

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  9. Pedro,

    Vc disse:

    - Que bonito! O homem, na sua ignorância, mesmo sofrendo, não desenvolveu o sentimento do ódio.

    - Que tristeza! Deus, com toda a infinitude do Seu amor, não possuindo ódio no Seu coração, colocou essa terrível mazela no coração do homem.”

    - Que blasfêmia! A Escritura revela que o ódio desenvolvido, a partir de decreto do Criador é uma graça operada pelo Espírito Santo, no coração do homem.

    - Que estranho! O Espírito Santo, cuja missão é conscientizar do pecado, do juízo e da justiça, é apontado como um fomentador do ódio. “

    Veja, Pedro, isto é a interpretação literal que vc está dando. Não é este o sentido do que foi escrito no texto. Lido equivocadamente gera esta compreensão.

    Convido vc a ler Mateus 10:34 :

    “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.”

    Já vi alguns críticos do cristianismo utilizarem essas palavras de Jesus para embasarem seus argumentos de que a religião é algo maléfico, pois incita a discórdia e a confusão. Mas, é esse o sentido dessas palavras de Jesus? Claro que não!

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  10. A grande questão é que a verdade e a mentira não podem ocupar o mesmo espaço. Quando a verdade chega conceitos errôneos estabelecidos são perturbados. Espada é o símbolo da divisão.

    Muitos que lêem estas palavras escritas na Bíblia interpretam como se Jesus estivesse aqui ressaltando que Ele veio para trazer a discórdia entre os homens. Mas, não! Sua verdade expõe o erro e a mentira e isto sempre traz consequências. A primeira delas é que quem abraça verdade, abandona a mentira e isto gera conflitos nos relacionamentos e questiona poderes estabelecidos sobre a mentira e o engano.


    Mais uma vez Jesus age objetivando ampliar o horizonte dos seus discípulos. Jesus lhes alerta que pregar o evangelho não produz apenas a harmonia como resultado. Eles precisavam se preparar para atrair conflitos.

    Interprete o texto que vc tem questionado neste sentido. A presença do Espírito Santo como um dom de Deus não incita o ódio, a discórdia, a confusão. Mas, desperta para o certo e o errado. Em consequencia os homens tomam decisões sobre a quem servir, se a Deus ou a Lúcifer. Às vzs podemos pensar estar servindo a Deus e infelizmente estamos sinceramente errados. Não sou eu que estou estabelecendo verdades. Foi Jesus mesmo quem disse: “Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, Entrará no Reino de Deus.”

    Se Ele disse isto é porque é possível sim que muitos pensando estarem Lhe servindo, não estão.

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  11. Isto se confirma quando Jesus diz para este grupo: “apartai-vos vós que praticais a iniquidade”. O grave é que Ele diz isto após citar os argumentos desse grupo:

    “Mas, Senhor, não foi em Teu nome que curamos, expulsamos demônios?”

    Vc compreende. A presença do Espírito Santo nos exorta a tomar a boa decisão. E quando a decisão é pelo Senhor Deus Eterno com certeza abre um caminho para aborrecer o mal. Não é Deus colocando o ódio, é um sentimento natural de aversão ao pecado. Tornamo-nos mais sensíveis a nos entristercermos a fazer o mal.

    Isto é muito diferente do que vc tem interpretado:

    “O Espírito Santo, cuja missão é conscientizar do pecado, do juízo e da justiça, é apontado como um fomentador do ódio.” Não se trata de fomentar o ódio, mas de nos tornar sensíveis e atraídos para o bem e consequentemente aborrecermos o mal.

    “A presença do Espírito Santo capacitaria os pecadores a odiar e a se desvencilhar do domínio de Satanás.”

    Esse ódio não é o sentimento do ódio gratuito, mas da aversão pelo mal.

    É o que Davi diz quando pede a Deus:

    “Guarda a Tua Lei no meu coração para que eu não peque contra Ti”.

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  12. Com relação ao seguinte parágrafo:

    “... O Espírito Santo, operando por meio da consciência move-Se por entre a massa da humanidade, empenhado em levar pecadores a Deus. Quando Ele convence do pecado e converte, também gera hostilidade para com o mal e amor pela justiça. É essa a função essencial do Espírito Santo: criar inimizade contra o pecado e a injustiça. Isso torna possível libertar os seres humanos da escravidão de Satanás.”

    Vc diz:

    "- Um verdadeiro samba do crioulo doido! O mesmo Espírito que dá consciência, convence do pecado e converte, tem como “função essencial” criar inimizade e ódio no coração dos humanos."

    Deus Se ira Pedro, mas a ira de Deus não é a nossa ira. A ira de Deus vem da Sua justiça contra o pecado, não contra o pecador.

    Completamente diferente da nossa ira que sempre é direcionada ao pecador e não contra o pecado.
    Não podemos entender a ira de Deus dentro do nosso conceito de ira. A “ira” divina produz justiça. A do homem produz confusão.

    “O mesmo Espírito que dá consciência, convence do pecado e converte, tem como “função essencial” criar inimizade e ódio no coração dos humanos.”

    Explicando esta frase com outras palavras que seguem o mesmo sentido do texto e não o que vc está interpretando seria dizer que o Espírito Santo nos convence do mal. Este convencimento é o resultado prático de nos fazer compreender o que seja essencialmente o Bem e o Mal e o que implica cada um. Se aceitamos seguir o Bem é porque compreendemos que o Mal não nos convém como proposta de vida exatamente porque não nos fará felizes. O ódio aqui tem que ser entendido como o Espírito Santo nos ajudando a aborrecer o pecado.

    Não é o ódio gratuito que sentimos e que pode nos fazer praticar o mal, mas a aversão pelo que é mal.

    Não vejo nenhuma intenção diferente dessa nas palavras de Frank Holbrook. Isto é, não vejo margens para interpretações dúbias. Opto por um equivoco em sua interpretação.

    Fraternalmente e muito obrigada por suas participações.

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  13. Manifesto minha opinião sobre algo que me chamou a atenção é sobre a questão do ódio que o homem não nutre em relação a Satanás...

    Entendo que o homem não odiou a satanás não porque o homem é bom, mas porque o pecado é tentador, é fácil, é mais largo o caminho, por isso é mais fácil andar no pecado que na retidão. Além do mais, quando deixamos ou desejamos sair e deixar, buscar e alcançar a retidão, ao menos almejar e pedir a Deus que nos cure da natureza pecaminosa, só pela nossa intenção de abandonar o mal, somos perseguidos, "somos alvos das investiduras de satanás",como diz E.G.White.

    Eis aí o meu entender sobre o homem não nutrir ódio a satanás, que aí se manifesta na figura do pecado existente e tentador.

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  14. Estreito é o caminho que leva a salvação. Jesus não nos prometeu uma vida sem problemas, mas prometeu estar conosco, caminhar conosco até o fim.

    Amém!

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  15. "Veja, Pedro, isto é a interpretação literal que vc está dando. Não é este o sentido do que foi escrito no texto. Lido equivocadamente gera esta compreensão."

    "Não vejo nenhuma intenção diferente dessa nas palavras de Frank Holbrook. Isto é, não vejo margens para interpretações dúbias. Opto por um equivoco em sua interpretação."

    Pesadíssima Ruth.

    A propósito dos dois destaques acima, no meu entender, eles só ratificam o que insistentemente estou a repetir em relação às interpretações limitadas à literalidade dos textos.

    No dia 12 p.passado escrevi:

    Resumindo:
    Com todo respeito, e ao pé do ouvido, pra ninguém saber, o escritor, no meu entender, escreveu para um público alvo:

    - Erudito, ao ponto de deslindar as sutilizas da literalidade das suas idéias;
    - Ignorante, ao ponto de nada contestar.

    Outras hipóteses é que esteja pretendendo enganar aos incautos ou não saiba o que está dizendo (nisto eu não acredito).
    O fato é que o texto dá margem a interpretações dúbias.

    .
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    A minha intenção, com este comentário, foi exatamente criticar a força de expressão usada pelo autor, em relação à palavra “ódio”, tanto que, arrematei afirmando não acreditar que ele não soubesse o que está dizendo ou que a sua intenção fosse enganar aos incautos.
    Lamentavelmente, muita gente usa a literalidade bíblica para mostrar dificuldades cuja solução se encontra disponível na sua denominação religiosa. Não creio que este seja o caso do senhor Frank Holbrook.

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  16. .
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    A respeito do que levou Eva a cometer o seu pecado, como tenho mostrado, para mim todo engano tem como causa a falta de conhecimento do Divino.
    Já ouvi, muitas vezes, pessoas afirmarem, grosseira e categoricamente, que eu, ou qualquer outra pessoa que não concorde com as suas idéias, estamos querendo mudar o sentido da mensagem bíblica, a fim de ajustá-la às nossas conveniências. Considero tal procedimento uma inocência, e, nem de longe me sinto ofendido, a ponto de devolver a agressão.
    Com base em que conhecimento do meu eu, alguém pode se arvorar da competência para julgar o que eu penso? Isto, no mínimo, contrária a orientação divina que nos aponta como incapazes para fazer julgamentos. A Fonte onde busco orientação é o único Deus, Senhor de mestres, teólogos e leigos, ao qual todos nós servimos. Se estamos entendendo mal, cabe a Ele, através do Seu Santo Espírito, dar-nos a compreensão correta, o que certamente fará em tempo oportuno.
    .
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    A cada instante me convenço mais de que o grande divisor entre o certo e o errado está no nível de conhecimento que se tem do Divino.

    Dê uma olhadinha no que postei no dia 11 do corrente, sobre Gênes1s 3.

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  17. Pedro, Morris Vendem disse certa vez que não somos pecadores porque pecamos. Pecamos porque somos pecadores.

    Não preciso olhar para o lado...basta-me olhar para mim mesma e ver a insensatez de atos meus, apesar de conhecer tudo o que conheço.

    Não basta conhecer a Deus. Satanás e seus anjos O conhecem muito bem e isto não foi o necessário para lhes impedir de pecar.

    No fim de tudo, meu irmão, o que conta mesmo é a bondade e graça misericordiosa de Deus em nos amar apesar de sermos quem somos.

    "Já ouvi, muitas vezes, pessoas afirmarem, grosseira e categoricamente, que eu, ou qualquer outra pessoa que não concorde com as suas idéias, estamos querendo mudar o sentido da mensagem bíblica, a fim de ajustá-la às nossas conveniências."

    Desejo de coração que eu não esteja, aos seus olhos, nessa categoria de gente. Mesmo porque se este fosse meus sentimentos não estaria aqui, num espaço píblico compartilhando opiniões.

    Concordo e assino embaixo sobre isto que vc disse... desde já antecipando-me em pedir desculpas se em algum momento fui rude ou grosseira com vc.

    "Com base em que conhecimento do meu eu, alguém pode se arvorar da competência para julgar o que eu penso? Isto, no mínimo, contrária a orientação divina que nos aponta como incapazes para fazer julgamentos. A Fonte onde busco orientação é o único Deus, Senhor de mestres, teólogos e leigos, ao qual todos nós servimos. Se estamos entendendo mal, cabe a Ele, através do Seu Santo Espírito, dar-nos a compreensão correta, o que certamente fará em tempo oportuno." [2]

    Sou uma amante da Palavra,não por sua "erudição", mas porque ela consegue com perfeição libertar-me de mim mesma. Eu... uma aprendiz no caminho do Senhor.

    um abraço fraterno e sincero... desculpe-me por alguma coisa.
    .

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