O Conflito na Terra durante o Antigo Testamento (parte 1)


Seduzindo e contestando, através da mentira, o inimigo de Deus disse: “É certo que não morrereis” (Gênesis 3:4)

“O pecado de Adão e Eva foi duvidarem de Deus. Esta desconfiança foi uma falta de amor. Se tivessem mantido seu amor por Deus, nunca teriam duvidado de Sua palavra, e as mentiras de Satanás ter-lhe-iam sido repulsivas.” (Em Plena Certeza, 46)

“Mas Deus tratou os pecadores com misericórdia. Em vez de destruí-los sumariamente, os expulsou do paraíso. Fora do jardim Adão e Eva viram-se circundados por um ambiente hostil e, conforme Deus anunciara, passaram a ser vítimas da tristeza, da dor, do trabalho fatigante e ingrato, dos relacionamentos superficiais e finalmente da morte. A Bíblia mostra assim que o pecado é a causa principal dos males que afligem a condição humana.”1

Por que Deus não criou o homem sem a faculdade de transgredir Suas ordens?

“Posto que fossem criados inocentes e santos, nossos primeiros pais não foram colocados para fora da possibilidade de fazer o mal. Deus poderia tê-los criado sem a faculdade de transgredir Suas ordens, mas em tal caso não poderia haver desenvolvimento de caráter; serviriam a Deus não voluntariamente, mas constrangidos. Portanto, Ele lhes deu o poder de escolha, a saber, o poder de prestar ou não obediência. E antes que pudessem receber em sua plenitude, as bênçãos que Ele lhes desejava transmitir, seu amor e fidelidade deveriam ser provados. (Educação, 23) 

porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6: 23)

a alma que pecar, essa morrerá.” (Ezequiel 18: 4)

O fato é que a escolha de Eva foi um verdadeiro desastre. “Os resultados da escolha de Adão e Eva foram devastadores para o nosso mundo. Não apenas Adão e Eva experimentaram uma mudança de natureza, mas foi também inevitável que seus filhos nascessem com tendência para o mal.” (Em Plena Certeza, 47)


“Eles gradualmente declinaram em vigor físico e mental e finalmente morreram. Se nossos primeiros pais nunca houvessem pecado eles e seus filhos teriam desfrutado de uma vida eterna.”1  A natureza do homem após o pecado foi alterada e a sua mente tornou-se um palco onde a cada instante se trava um conflito existencial. Qual Senhor servir?

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. [...] reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. [...] porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. [...] Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.” (Romanos 5:12-19)

Reflita em Romanos 7:15-23 

Não significa dizer que todos nascem culpados. “Simplesmente significa que os seres humanos herdam naturezas espiritualmente degradadas.”1 “Ao passo que Adão foi criado sem pecado, à semelhança de Deus, Sete, como Caim, herdou a natureza decaída de seus pais.” (Patriarcas e Profetas, 76)

“Todo mundo foi condenado à morte em resultado do pecado de Adão, não porque os descendentes de Adão fossem culpados pelo pecado dele, mas porque herdaram uma natureza caída, cometendo pecados por si mesmos.”1

Se quiser uma leitura complementar sobre essa questão: Adão e Eva pecaram e sou eu quem Pago?  


A Queda da Humanidade
por Frank B. Holbrook

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.” (Apocalipse 12:9)

“A exemplo dos anjos, Adão e Eva foram criados agentes morais livres. A proibição de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal propunha-lhes um teste simples, oferecendo a opção de obedecer a Deus porque O amavam ou desobedecer-Lhe, insistindo na própria vontade deles em oposição à de Deus. Quando apareceu a Eva disfarçado de uma serpente, em meio aos galhos da árvore, Satanás pretendia plantar na mente dela sementes de dúvida sobre a integridade de Deus, na intenção de seduzi-la a desobedecer-Lhe. Quando Eva admitiu que ela e o marido tinham recebido permissão para comer de todas as árvores, mas também ordem para não tocar nem comer do fruto dessa árvore específica, Satanás injetou seu veneno com uma afirmação e raciocínio repletos de astúcia.

“Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (Gênesis 3:4-5)

Eva aceitou a mentira e a dúvida de Satanás, esquecendo-se rapidamente do que sabia sobre o seu Criador raciocinou talvez que, se os motivos divinos por trás da proibição fossem questionáveis, a proibição e a ameaça de morte não seriam igualmente verdadeiras. [...] Eva tomou o fruto e o comeu; depois convenceu Adão a fazer o mesmo. Satanás enganou Eva ao raciocinar como ela, mas Adão escolheu transgredir voluntariamente a vontade de seu Criador após a decisão de Eva.

E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1 Timóteo 2:14). Ele, ao que parece, aceitou o ponto de vista de Eva sobre o assunto e ficou relutante em perdê-la. Como cabeça da raça humana, no entanto, Adão se tornou responsável por envolver a humanidade em pecado.

Ao compararmos a queda dos anjos com a queda de Adão e Eva, encontramos entre eles nítidas semelhanças. Em ambos os casos o que as criaturas inteligentes questionaram foi: O caráter do Criador, Suas Ordens e confirmaram a vontade da criatura acima da expressa vontade do Criador. O pecado – em seu cerne – é a afirmação de que a criatura é independente de Deus. O pecador se recusa a se submeter à autoridade divina, seja a rebelião numa escala cósmica, seja dentro de um único coração. O pecado é o mesmo para anjos ou pessoas: uma obstinada determinação de não se submeter a Deus, mas a si mesmo.

A queda de Adão afetou a humanidade de diversas formas:

1-     A morte se tornou sua sorte (Gênesis 3:19; Romanos 5:12)

2-   O domínio da Terra passou a Satanás, durante o tempo em que Deus lhe permite exercer limitado controle. Ele é descrito como “o deus deste mundo” e seu “príncipe” (2 Coríntios 4:4-5; João 12:31)

3-   A queda trouxe como resultado a depravação da natureza humana; todos os aspectos – intelecto, emoções, vontade – foram afetados (Jeremias 17:19; Efésios 4:18)

Em resumo, a rebelião de Adão afastou de Deus a família humana. A humanidade tornou-se:

. inimiga de Deus: Romanos5:10 

. e “filhos da ira”: Efésios 2:3 

Isto é, sujeita a julgamento divino. A qualidade característica do pecador é um modo de pensar oposto à lei e a autoridade do Criador.

“Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.” (Romanos 8:7)

“Verdadeiramente nossa terra é o campo de batalha e o palco do universo. A estratégia de Satanás nesta grande batalha é fazer com que Deus pareça mau. Ele espera que amontoado sobre nós a dor, violência, doenças, e morte, possa incitar-nos a acusar a Deus por nossos problemas” [...].1 Creditando a Deus os seus próprios malfeitos satânicos. “Mas, para cada mentira que Satanás fale contra Deus, Cristo responde com uma ainda mais clara revelação do amor de Deus.”1

A queda não trouxe como resultado a liberdade e independência para a raça humana. A conquista moral de Satanás sobre Adão e Eva lhe permitiu fazer da Terra uma base de operações em sua guerra contra Deus. Os anjos caídos e a humanidade caída estavam agora mancomunados numa confederação corrupta contra a autoridade do criador. Anjos e seres humanos se tornaram maus pela apostasia.

Ao proferir Seu julgamento sobre Satanás (serpente), porém, o Criador acrescentou uma nova dimensão ao conflito, fornecendo os meios pelos quais a raça caída poderia quebrar seu vínculo pecaminoso com Satanás se o quisesse. Disse Deus a Satanás: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:15)

[...] Em sua guerra, Satanás desenvolveu uma intensa hostilidade para com o Criador e cada aspecto de Seu governo. Apesar disso, os seres humanos pecadores não nutriam nenhum ódio contra Satanás. Em Seu decreto, o Criador informou a Satanás que colocaria agora tal atitude dentro da humanidade caída.

A Escritura revela que esse novo elemento é a graça divina, ou seja, a operação do Espírito Santo no coração humano. A presença do Espírito Santo capacitaria os pecadores a odiar o e a se desvencilhar do domínio de Satanás. Jesus tocou nesta verdade quando foi visitado por Nicodemos

Reflita em João 3:5-8 

O Espírito Santo, operando por meio da consciência move-Se por entre a massa da humanidade, empenhado em levar pecadores a Deus. Quando Ele convence do pecado e converte, também gera hostilidade para com o mal e amor pela justiça. É essa a função essencial do Espírito santo: criar inimizade contra o pecado e a injustiça. Isso torna possível libertar os seres humanos da escravidão de Satanás.

“Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, é minha testemunha [...] ” (Romanos 9:1)

Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o SENHOR, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis.” (Amós 5:14)

Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.” (Hebreus 1:9)

Com a queda de Adão e Eva, Satanás obteve o que parecia uma notável vitória no conflito. A humanidade, bem como uma multidão de anjos, insultou abertamente a autoridade divina. A rebelião, iniciada no Céu, espalhou-se, envolvendo os seres humanos. A Terra estava agora mergulhada em revolta e alienada do Céu. [...]

Travou-se agora uma batalha moral, e o plano da salvação – estabelecido na eternidade passada – foi posto em operação. [...] Ao efetuar o julgamento de Satanás (serpente) no Éden, o Criador anunciou, pela primeira vez a vinda do Messias – o Redentor que, por Sua morte expiatória, tornaria possível a salvação dos pecadores arrependidos e a destruição de Satanás e de suas hostes angélicas. (Gênesis 3:15)

Não resta dúvida de que o sistema sacrifical foi introduzido imediatamente após a queda de Adão e Eva a fim de manter viva neles e em seus descendentes a esperança do prometido Salvador.

“Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala.” (Hebreus 11:4)

[...] Os singelos sacrifícios patriarcais acabaram se ampliando para um sistema sacrifical plenamente desenvolvido, com sacerdotes credenciados e um santuário (primeiro, um tabernáculo; depois um templo permanente). As informações bíblicas mostram que o sistema de adoração no santuário hebraico (bem como no sistema patriarcal que o precedeu) foi projetado para ensinar por tipo e símbolo, “o evangelho” ou o plano da salvação, conforme inicialmente estabelecido pela Divindade. (Gênesis 8:20     e  Hebreus 4:2 )

Conforme decorriam os séculos descrições inspiradas dadas por escrito ampliaram as pálidas prefigurações dos rituais da morte expiatória do Redentor messiânico e do ministério sacerdotal.

“Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam.” (1 Pedro 1:10-11)

. O lugar do nascimento do Messias: Miquéias 5:2 

. O tempo de Sua aparição e morte: Daniel: 9:24-27 

. Seu ministério de ensino: Isaías 42:1-7 e Isaías 61:1-4 

. A natureza vicária de Sua morte: Isaías 53 

. Seu sacerdócio: Salmo 110: 1, 4 

A princípio, Deus preservou na Terra o conhecimento de Si mesmo por meio de uma linhagem de fiéis patriarcas e suas famílias (Gênesis 5; 11:10-32). Mas, como a expectativa da vida humana declinou após o dilúvio e as populações étnicas se espalharam através da Terra, o Senhor decidiu formar uma nação a partir dos descendentes de Abraão (Gênesis 12:1-2), que atuaria como Sua testemunha perante o mundo inteiro.

No Monte Sinai, Deus organizou os descendentes de Abraão como uma nação. Confiou aos cuidados dessa nação escolhida as Escrituras - a revelação escrita de Sua vontade (Romanos 3:1-2) – a lei moral sob a forma dos Dez Mandamentos, um ampliado sistema sacrifical de adoração, além de Suas promessas (Romanos 9:4-5). Renovando a aliança abraâmica, Deus entrou numa relação pactual com a nação, para a qual prometia: “Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo.” (Levítico 26:12)

O Senhor estabeleceu Israel na Palestina, lugar estratégico que liga três continentes (Europa, Ásia e África). (Ezequiel 5:5) [...] Era desígnio de Deus que Israel se tornasse um farol da verdade a fim de atrair para Si os povos do mundo. (Isaías 56:7). Pretendia o Senhor que as nações de todos os lugares da Terra procurassem a verdade salvadora em Seu santuário e que dissesse entre si: “Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém.” (Isaías 2:3)

[...] Embora ele (Satanás) seja raramente nomeado no Antigo Testamento, a impiedade que aparece por toda parte nessa época é prova silenciosa de sua presença e atividade. [...] Segundo os registros de vida dos primeiros dez patriarcas (Gênesis 5), os habitantes da Terra se tornaram tão ímpios que o Criador teve que intervir. (Gênesis 6:5-12)

O Senhor conteve essa terrível condição enviando uma inundação universal a fim de purificar a Terra dessa longeva e obstinada raça de rebeldes. Poupou, no entanto, o justo Noé e sua família (2 Pedro 2:5) e confiou a eles as verdades divinas da graça e da salvação (Hebreus 11:7) para benefício das populações pós-diluvianas.

A primeira atitude de Satanás na guerra que moveu contra o Céu foi desenvolver sistemas falsos de adoração, ou seja, religiões falsas, a fim de se opor à adoração do verdadeiro Deus e fazer a humanidade se esquecer do seu Criador. Em termos amplos, podemos descrever essas religiões falsas sob a rubrica de “paganismo” (Romanos 1:20-28).

Com relação à idolatria que se desenvolveu, Satanás perverteu os rituais de sacrifícios típicos instituídos por Deus após o Éden. Ambos os testamentos reconhecem que o diabo ou demônios são poderes que atuam por trás das formas pagãs de sacrifício (Deuteronômio 32:17-18) ( 1 Coríntios 10:14-22).

No período que vai desde o estabelecimento da nação de Israel na Palestina (século XV a.C.), Satanás procurou persistentemente corromper a verdadeira fé, seduzindo Israel para a idolatria pagã (Salmo 106:34-38). Durante esse período, a história espiritual dos hebreus experimentou altos e baixos, em apostasia, reavivamento e arrependimento nacional, apenas para sucumbir mais uma vez às influências degradantes do paganismo circunjacente.

Quando o quarto rei de Israel, Roboão (c. 931 aC.), ascendeu ao trono, a nação estava dividida politicamente em dois seguimentos: o reino do Norte, com 10 tribos, e o reino do Sul, com duas. Devido à decadência espiritual, o reino do Norte caiu diante dos exércitos da Assíria, em 722 a.C., sendo o povo subsequentemente deportado para outros países do Oriente Próximo (2 Reis 17:5-6). Aproximadamente um século e meio depois, Deus disciplinou Judá, o reino do Sul, de maneira semelhante, permitindo que ele fosse conquistado por Babilônia, durante o reinado de Nabucodonosor. Essa severa disciplina – um período de 70 anos de cativeiro, acompanhado de promessas de restauração – curou Judá para sempre da idolatria que havia enfraquecido e desfigurado sua lealdade ao Deus verdadeiro (2 Crônicas 36:11-21).

Satanás quase obteve êxito em levar o povo de Israel à ruína total, mas ao longo de sua história nacional sempre existiu um fiel remanescente para dar testemunho do Deus verdadeiro (1 Reis 19:18). [...] durante os governos de Davi e Salomão, o nome do Deus verdadeiro foi honrado e anunciado para além das fronteiras do reino (1 Reis 4:29-34; 10: 1-13, 24). Posteriormente, na história hebraica, a pregação de um relutante Jonas levou os habitantes de Nínive ao arrependimento e ao reconhecimento do Deus verdadeiro (Jonas 3:1-10). Mesmo durante os longos anos de cativeiro babilônico e os primeiros anos do reino da Pérsia sobre o Oriente Próximo, o Deus verdadeiro foi universalmente honrado por meio do leal testemunho de Daniel e de seus companheiros (Daniel 2:47; 3:28-29; 6:25-27), de Mardoqueu e Ester (Ester 8:17), de Zorobabel e Josué (Esdras 1: 1-5, 7-11)  e de Esdras (Esdras 7:11-16) e de Neemias (Neemias 2:1-8).

A intenção divina de, pelo testemunho da nação de Israel, preparar o mundo para o advento do prometido redentor parece ter falhado grandemente. Mas, como está escrito em Efésios 3:11, “o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor” não conhece fracasso. A despeito da confusa experiência humana, Deus cumpre Seu propósito de colocar em prática o plano da salvação.”2


Continuaremos ...

_________

Referências
1-       Aecio E. Carius Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, vol.9 , A Doutrina do Homem.

“O Tratado Teológico Adventista é parte da Série Logos, que será completada com a publicação de sete volumes do Comentário Bíblico Adventista, mais o Dicionário Bíblico. Essa coleção trata-se da primeira exposição sistemática de toda a Bíblia produzida pela Igreja Adventista, com base nas línguas originais. Ela também incorpora pesquisas arqueológicas que oferecem o contexto histórico para a interpretação do texto sagrado.” 

2-      Frank B. Holbrook, Tratado de TeologiaAdventista do Sétimo Dia, vol.9, O Grande Conflito.

3-      Crescendo em Cristo

Todos os textos sobre o tema O Grande Conflito já publicados pelo Nossas Letras estão condensados neste álbum em nossa página do facebook. Você pode acessá-los a partir de suas imagens neste link aqui. Basta clicar na imagem e o novo tema surge.

Ou ainda, se preferir, pode acessar diretamente da página Índice Geral no item:  8 - O Bem e o Mal


Ruth Alencar


Comentários

  1. "Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.”

    Eis o lugar onde reina o "grande conflito" desde a entrada do pecado no mundo perfeito que Deus criara. Somos protagonistas desse conflito. Todos os dias somos um campo de batalha espiritual. Nossa mente(coração) vive esse conflito diariamente, pois o que queremops fazer não fazemos, mas fazemos o que o mal que habita em nosso ser de natureza corrompida deseja.

    Somos cativos dessa natureza, pois nascemos predispostos ao erro. A nossa luta é diária e só a Lei que "é boa e santa" nos faz ver nossos erros através da presença do Espírito Santo que ainda está presente entre nós.

    Que possamos buscá-Lo, para que nossas transgressões possam ser percebidas por nós, pois, se não fosse por Ele(O Espírito Santo) não saberíamos o quão errados somos em nossas ações e pensamentos.

    Deus abençoe a todos!

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  2. "O Senhor conteve essa terrível condição enviando uma inundação universal a fim de purificar a Terra dessa longeva e obstinada raça de rebeldes. Poupou, no entanto, o justo Noé e sua família (2 Pedro 2:5) e confiou a eles as verdades divinas da graça e da salvação (Hebreus 11:7) para benefício das populações pós-diluvianas."

    Eis nesse evento um argumento forte para os que não crêem na onisciência de Deus e também em Sua existência: Se Deus é onisciente, porquê fez com que o dilúvuio devastasse a terra, sendo que o pecado voltaria a partir da descendência de Noé?

    Essa questão nos é colocada para tentar provar que Deus não existe e tampouco que Ele é onisciente. Bom, me arrisco em dizer que da mesma maneira que o pecado poderia entrar no mundo perfeito pelo livre arbítrio do homem, assim existia a possibilidade de ocorrer novamente na geração pós diluviana.

    Vejo aí a misericórdia e a inesgotável busca do Senhor em aniquilar o pecado e nos livrar do mal. Porém Ele faz o que é preciso, mas sempre escolhemos a prática do mal.

    O pecado existe em potencial e nós o tornamos real.

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  3. Ainda bem que houve aquela cruz, não é Bri?

    Deus é maravilhoso... compreendo as palavras do apóstolo Paulo quando disse que o amor de Deus nos constrange.

    Maravilhoso amor o do Senhor. Realmente não desiste de nós.

    Somos, por tudo isso inescusáveis.

    ResponderExcluir
  4. .
    .

    “O pecado de Adão e Eva foi duvidarem de Deus. Esta desconfiança foi uma falta de amor. Se tivessem mantido seu amor por Deus, nunca teriam duvidado de Sua palavra, e as mentiras de Satanás ter-lhe-iam sido repulsivas.” (Em Plena Certeza, 46)

    Paciência é o que não me falta! Vamos em frente.

    Fraternalmente

    .
    .

    ResponderExcluir
  5. Não concordo plenamente com esta afirmação do Plena Certeza. Embora, não afirme que ela esteja errada. Acho que o amor é um sentimento que amadurece e o tempo é quem oportuniza isto.

    Adão e Eva não tiveram tempo para ver esse amor amadurecido, penso que não houve muito tempo entre a criação e a queda. Se eles tivessem passado por essa prova com certeza o amor deles teria dado um salto tremendo.

    A grande verdade que compreendo na questão do pecado e do amor a Deus é o que está escrito, "se Me amardes guardareis os meus mandamentos", (ou farieis a Minha vontade). Exatamente porque seria uma consequência do que me motiva a obedecer.

    O cristão deve amar a Deus porque Ele é maravilhoso, bom companheiro, fiel.Não baseado no que Ele pode fazer, dar.

    O cristão deve confiar NEle porque O considera fiel e verdadeiro e sabe do Seu amor por ele.

    O cristão deve ter prazer em fazer a Sua vontade porque o amor de Deus o atrai a agir assim.

    Então a "desconfiança" de Adão e Eva era fruto de um amor ainda inexperiente, não amadurecido. Penso que Deus enquadra nossos sentimentos imaturos no terreno da ignorância (falta de pleno conhecimento) e age conosco com justiça,amor, paciência.

    Somente quando o bem repesentado por um amor a Deus em nosso coração e uma mente renovada pela presenta do Espírito Santo nos faz realmente repulsar o mal.

    Mas... até a intervenção definitiva do Senhor na questão do mal, haverá muitas quedas, muito levantar, muito frustrar, muito esperar... muito perdão a ser liberado por Deus.

    Eu estou neste bolo, apesar de tudo o que eu sei... jamais direi o suficiente o quanto Deus é maravilhoso,pois eu me conheço e sei que assim como a ignorância nos afasta de Deus, o conhecer não é freio para o pecado. deveria, mas não é. Exatamente porque não sou pecadora porque peco, mas peco porque sou pecadora.

    Amo muito o Senhor porque Ele é capaz de me olhar, saber tudo o que sei e com tanta paciência me perdoar por minhas incoerências. Não foi diferente com Adão e Eva.

    A questão de Deus não é com os homens, mas com o inimigo dos homens... com o Mal personificado em Satanás.

    Continue com sua paciência característica meu amigo Pedro. Na próxima semana, exatamente na terça e sexta feira abordaremos o assunto específico do livre arbítrio.

    fraternalmente

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