Um Verdadeiro Natal de Paz para vocês






Shoppings repletos, brincadeiras de amigo oculto, troca de presentes, roupas novas, mesa farta é sempre o que vem à mente quando falamos sobre natal. Embora, saibamos que há muitos que desconhecem tal realidade, pois há muitos que portam corpos desnudos e pratos vazios... muitos cujos olhos compreendem o natal como luzes maravilhosas a brilhar em um dia que consideram cheio de injustiças e de contradições.

É...  eu deveria falar sobre nascimento e não morte. Afinal, natal tem a ver com nascimento.  Entretanto, não dá para entender o verdadeiro sentido do Natal sem compreendermos o sentido da Páscoa. 

Neste instante penso em Maria, mãe de Jesus. Talvez porque tenha a compreensão de que esta data traz em si mesma uma mensagem muito diferente e mais complexa do que a mídia apresenta. Maria, que mulher excepcional! A despeito de todo o rigor moral da época disse simplesmente sim ao convite de Deus. Não levou em consideração o risco do apedrejamento e o repúdio do noivo. Apenas disse sim. E o que é mais espetacular é saber que seria mãe de Alguém que viria com a missão de morrer. Morrer até mesmo pelos que o rejeitariam.

Escrevendo sobre Maria disse Augusto Cury: “... imagine educar a criança mais instigante que pisou nesta terra, o menino Jesus? Que educador daria conta dessa missão? Desde pequeno ele era especialista em perguntar. Questionava, indagava, queria saber tudo. Quem estaria intelectualmente preparado para educar aquele que se tornaria o Mestre dos mestres? Que pais? Que universidade? Que teólogos? É tão fácil errar nessa área. É tão fácil transmitir nossos traumas, inseguranças, medos, manias para nossos filhos e alunos. Havia milhares de candidatos. Mas uma jovem destacou-se diante do olhar clínico apuradíssimo do Autor da existência. Seu nome: Maria. Maria é a forma helenizada do nome hebraico Miriã. Mas é estranho. Maria aparentemente era frágil, muito jovem e inexperiente. O que ela tinha de tão especial do ponto de vista psiquiátrico, psicológico e psicopedagógico? [...] Por que o Deus Todo-Poderoso descrito na Bíblia não escolheu um grupo de notáveis intelectuais entre os escribas e fariseus para educar seu filho? Por que não incumbiu uma casta de sacerdotes judaicos, que conhecia os rituais religiosos, para educar o menino Jesus? Por que não escolheu especialistas em filosofia grega para formar o homem que dividiria a História? 


Uma adolescente foi escolhida. Não era rica, não pertencia a uma linhagem de alta classe e ainda por cima morava numa região socialmente desprezada, a Galileia  Que segredos possuía essa jovem no tecido intrínseco da sua inteligência que conquistou aquele que se diz ser Onisciente, que conhece todas as coisas? Sua escolha foi ao acaso ou criteriosa?”1

A história de Maria, no entanto, ganha beleza e significado pela presença de Jesus. Jesus com certeza foi uma criança maravilhosa, consequentemente transformou a história de Maria.


Natal para mim tem o significado máximo do nascimento. Pois o nascimento de Jesus possibilita a cada um de nós o nascer de novo. Natal não tem que ser compreendido no sentido de um dia, mas um dia que se renova a cada amanhecer. Se compreendêssemos isso provavelmente seria realmente natal para todos, sem distinção. 

O Pai seria visto em Quem Ele É, nas vestes vermelhas de um rei consagrado pelo próprio sangue vertido em uma cruz. Não sentado em um trono onde se vende a ilusão de uma imagem de fotografia. Não na beleza fantasiosa de um gorro, mas na real visão de uma coroa de espinhos. 

Papai Noel é fruto do desejo dos homens que confundem vida com dinheiro, amor com trocas, abastança com escassez. Quem é o verdadeiro Pai? Quem é o verdadeiro presente? O que realmente nos alimenta? Permita-nos compartilhar este artigo escrito pelo cirurgião francês Dr. Pierre Barbet:

“Sou um cirurgião e dou aulas há algum tempo. Por 13 anos vivi em companhia de cadáveres e durante minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso, portanto, escrever sem presunção a respeito de uma morte como aquela.

Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou hematidrose, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para que ele aconteça, é necessária uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o  susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento de finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas; o sangue se mistura ao suor e se concentra sob a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre os quais são fixadas bolinhas de chumbo e pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já dilacerada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra.

A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo). Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, entrega-o para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz _ pesava uns 50 quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos.

Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após outro; freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega e lhe esfola o dorso. Sobre o Calvário tem início a crucificação.

Os carrascos despojam o condenado, mas sua túnica está colada nas chagas, e tira-la produz uma dor atroz. Quem já puxou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao ser retirada a túnica, laceram-se as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas.

Os carrascos dão um puxão violento. Há risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim. O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pedregulhos.

Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apóiam-no sobre o pulso de Jesus. Com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente.

O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado _ uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus, não.

O nervo é destruído só em parte. A lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo irá se esticar fortemente como uma corda de violino tensionada sobre a cravelha. A cada solavanco, um movimento, vibrará despertando dores dilacerantes.

Um suplício que durará três horas. O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazem-no tombar para trás e o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam sobre ela o braço horizontal da cruz.

Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram no crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor. Pregam-lhe os pés.

Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma mascar de sangue. A boca está semi-aberta, e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende, sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em um líquido ácido, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz.

Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. A isso os médicos chamam tetaia, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis; em seguida aquele entre as costelas, os do pescoço e os respiratórios.

A respiração se faz, pouco a pouco, mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido vai se tornando vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim cianítico. Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem da órbita.

Mas o que acontece? Lentamente, com um esforço sobre humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. 

Logo em seguida o corpo começa a frouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deve elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável! Atraídos pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor de seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que já dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos lhe arrancam um lamento: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Jesus grita: “Tudo está consumado!” Em seguida, num grande brado, diz, “Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito”. E morre. Em meu lugar e no seu.”

Sim, por mim e por você. Você mesmo, que está lendo esta mensagem. Não fique achando que ele morreu somente pelos outros. Outros que vão a alguma igreja ou por monges, freiras, padres, pastores...

Ele morreu mesmo por você que não crê Nele. O fato de não crer nisto não muda a realidade dos fatos. Jesus é o seu Salvador, embora a Sua salvação se cumpra apenas se você decidir aceitá-la. Este é o verdadeiro presente do natal. 

Se o seu natal não tiver a presença de Jesus não será natal, será apenas uma data comemorativa onde você estará com amigos e parentes reunidos. Neste dia trocarão presentes, mas não terão compartilhado a essência do natal.

Hoje desejamos a paz verdadeira para você e deixamos como reflexão o que escrito está em Apocalipse 3:17-18:

“Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;  aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.”

Quer saber o significado deste verso? Pergunte.



__________
1-      Augusto Cury, Maria , a maior Educadora da História.


Ruth Alencar 

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