O Sábado em Colossenses 2:16.



Uma abordagem sobre o sábado em Colossenses 2:16 por Samuelle Bacchiocchi

"Os tempos sagrados prescritos pelos falsos mestres são referidos como “dias de festas, ou lua nova, ou sábado-eorthv h neorhhiva” (2:16). O consenso unânime dos comentaristas é de que estas três palavras representam uma sequência lógica e progressiva (anual, mensal e semanal) bem como uma enumeração completa dos tempos sagrados. Esta posição é validada pela ocorrência destes termos, em sequência similar ou inversa, cinco vezes na Septuaginta e diversas vezes em outra literatura. Há, contudo, uma ocorrência excepcional em Isaías 1:13 e 14 onde a “lua nova” se encontra no início da enumeração em vez de no meio, porém uma exceção não invalida um uso comum.

O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia interpreta o sabbatwn-dias de sábado” como uma referência aos sábados cerimoniais anuais e não ao sábado semanal (Levíticos 23:6-8, 15, 16, 21, 24, 25, 27, 28, 37, 38). É verdade que tanto o sábado e o Dia da Expiação em hebraico são designados pela expressão compostas shabbath shabbâthôn, significando “um sábado de descanso solene” (Êxodo 31:15; 15:2; Levíticos 23:3, 32; 16:31). Porém esta expressão está traduzida na Septuaginta pela expressão grega composta “sabbata sabbatwn” que é diferente do simples “sabbatwn” encontrado em Colossenses 2:16. É, portanto, linguisticamente impossível interpretar este último como uma referência ao Dia da Expiação ou a quaisquer outros sábados cerimoniais uma vez que estes nunca são designados simplesmente como “sabbata”.

O comentário citado fundamenta sua interpretação, contudo, não no uso gramatical e linguístico da palavra “sabbatwn”, mas numa interpretação teológica do sábado relacionado a “sombra” em Colossenses 2:17. Argumenta que “o sábado semanal é um memorial de um evento ao princípio da história da terra . . . por isso os ‘dias de sábado’ que Paulo declara serem sombras apontando a Cristo não podem referir-se ao sábado semanal . . . mas deve indicar os dias de repouso cerimoniais que alcançam realização em Cristo e Seu Reino”.

Determinar o significado de uma palavra exclusivamente por suposições teológicas, ao invés de fazê-lo por evidências linguísticas ou contextuais, é contra os cânones da hermenêutica bíblica. Além do mais, até mesmo a interpretação teológica que o Comentário Adventista dá ao sábado é difícil de justificar, pois vimos que o sábado pode legitimamente ser considerado como a “sombra” ou o símbolo adequado da presente e futura bênção da salvação. Além do que já anotamos que o termo “sombra” é usado, não em sentido pejorativo, como rótulo para observâncias sem valor que perderam sua função, mas para qualificar o seu papel num relacionamento com o “corpo de Cristo”. Uma outra indicação significativa insurgindo contra os sábados cerimoniais, é o fato de que estes já estão incluídos na palavra ““eorthς-festival” e se “sabbatwn” significasse a mesma coisa haveria uma repetição desnecessária. Estas indicações obrigatoriamente mostram que a palavra “sabbatwn” como está utilizada em Colossenses 2:16 não pode referir-se a quaisquer dos sábados anuais cerimoniais.

A forma plural “sabbata” refere-se exclusivamente ao sábado sétimo dia? O fato de que o plural tem três significados, a saber (1) vários sábados (LXX Ezequiel 46:3; Isaías 1:13; Atos 17.2), (2) um sábado, (apesar do plural-LXX Êxodo 20:11; Mateus 1:21; 2:23-24; 3-2-4), e (3) a semana toda (cf. os títulos dos Salmos na LXX, Salmo 23:1; 47:1 93:1; Marcos 16:2; Lucas 24:1; Atos 20:7) tem levado muitos a acreditar que em Colossenses o termo se refere não exclusivamente ao sábado do sétimo dia mas também a “dias da semana”. Esta posição merece consideração pois a enumeração realmente sugere festividades anuais, mensais e semanais. E ainda mais, o fato de que em Gálatas 4:10 (cf. Romanos 14:5), onde Paulo se opõe a um falso ensino marcadamente semelhante que insistia na observância de “dias, e meses, e tempos e anos,” a lista começa com “dias-hmeraς” (plural) dá-nos razões para acreditar que os “sábados” em Colossenses incluem outros dias além do sábado. Neste caso, Paulo está advertindo contra a observância de dias santos anuais, mensais e semanais em geral (incluindo o sábado). Também se encontra apoio para esta justaposição no qual “comer e beber” e a observância de tempos sagrados são colocados. A mesma correlação entre o comer-não-comer e a observância de dias é sugerida em Romanos 14:2 e 5. É, portanto, totalmente possível que os “dias” de Romanos e Gálatas, e os “sábados” de Colossenses, estão inter-relacionados, incluindo, além do sábado, outros dias da semana caracterizados por jejum ou tabus dietéticos.

É bastante conhecido que não somente os judeus, mas até os primeiros cristãos jejuavam em dias fixos. No judaísmo sectário, fazia-se do jejum algo ainda mais rigoroso. Observe-se que no documento Zadokite, a observância de jejuns é ordenada juntamente com a dos dias santos: “Guarda do sábado em cada detalhe, e as festividades e os jejuns em concordância com o costume posto originariamente por homens que entraram no novo concerto na ‘terra de Damasco’“ (CD 6:18). Sabemos, entretanto que não se permitia o jejum no sábado, tanto entre judeus como entre os cristãos primitivos. Isto significaria que se, como alguns creem, a abstenção de alimento referida em Colossenses e Romanos pode ser legitimamente correlacionada com os “dias” e “sábados”, então esta última expressão não poderia estar se referindo diretamente ao sábado do sétimo dia, mas a dias de jejum da semana.

Presumindo, em virtude da pesquisa, que os “sábados” em Colossenses realmente se refiram a, ou incluam o dia do sábado, a pergunta a ser considera é: Que espécie de observância sabática os falsos mestres advogavam? Os dados fornecidos pela carta aos Colossenses são demasiado insuficientes para responder a esta pergunta de modo conclusivo. Contudo, a natureza da heresia nos permite tirar algumas conclusões básicas. A ênfase com rigor sobre a observância de regras dietéticas seria inquestionavelmente posta também na guarda do sábado. A veneração dos “elementos do universo” também afetaria a observância do sábado e dos tempos sagrados, pois comumente se acreditava que os poderes astrais que dirigiam as estrelas controlariam tanto o calendário quanto as vidas humanas. Günther Borkamm comenta a este respeito: Paulo menciona a Lua Nova, o sábado (Colossenses 2:16), dias, meses, tempos, e anos (Gálatas 4:10), isto é, em cada caso os dias e estações não estão sob o signo da história da salvação, mas sob o signo dos ciclos periódicos da natureza, isto é, correspondentes ao movimento das estrelas. Assim os stoiceia tou cosmou (elementos do universo) fornecem seu conteúdo e significado.

No contexto da heresia de Colossos parece então que o sábado era observado, não como o sinal da Criação, eleição ou redenção, mas, como assinala Eduard Lohse, “por causa dos ‘elementos do universo’, que direcionam o curso das estrelas e prescrevem, assim, também detalhadamente a ordem do calendário”. Note-se que esta superstição astrológica não prevalecia somente nos círculos helenísticos mas também no judaísmo. A comunidade de Qûmran, por exemplo, especulava a respeito da relação entre anjos, o poder das estrelas, e a estrita observância dos tempos sagrados. A seita cristã-judaica dos elcasaítas (ca.100 A.D.) fornece outro exemplo de como a veneração dos poderes astrais afetava sua guarda do sábado. Hipólito relata: Elcasai assim fala: “Existem estrelas perversas da impiedade. Acautelai-vos do poder dos dias, da soberania destas estrelas e não arrisqueis começar qualquer empreendimento durante os dias do governo delas. E não batizeis homem ou mulher durante os dias do poder destas estrelas, quando a lua (emergindo) delas, cruza o céu, e viaja juntamente com elas. Mas, honrai o dia de sábado, pois este dia é um daqueles durante o qual prevalece (o poder) destas estrelas”.

Em recente polêmica cristã contra os judeus encontramos evidência adicional da influência astral na observância de dias sagrados como o sábado. Na Epístola de Diognetus, por exemplo, lemos estas fulminantes repreensões: “Porém quanto a seu (dos judeus) escrúpulo com respeito às carnes e sua superstição quanto aos sábados, e sua vanglória quanto à circuncisão, e seus caprichos quanto ao jejum e luas novas, que são completamente ridículos e indignos de nota. Não acho que requeiras aprender algo de mim”.

O fragmento da Pregação de Pedro contém esta áspera advertência: “Tampouco adore-o como os judeus, pois eles, que supõem que somente conhecem a Deus, não o conhecem, servindo a anjos e arcanjos, ao mês e à lua: e se não vir lua alguma, não celebram o que se chama o primeiro sábado, nem guardam a lua nova, nem os dias dos pães amos, nem a festa (dos tabernáculos?), nem o grande dia (da expiação).

No mundo pagão, como já observamos, o sábado era considerado como um dia sem sorte por causa de sua associação como o planeta Saturno. Em vista das prevalecentes superstições astrais que influenciaram a observância de dias entre judeus e pagãos, parece plausível presumir que qualquer observância sabática advogada pelos mestres ascéticos de Colossos—conhecidos por sua promoção do culto dos elementos do universo—poderia somente “ter sido de uma espécie rigorosa e supersticiosa. Uma advertência contra tal tipo de guarda de sábado feita pelo Apóstolo teria sido não somente apropriada como também desejável. Neste caso, porém, Paulo estaria atacando, não o princípio da guarda de sábado, mas sua perversão. Observe-se, contudo, que o Apóstolo não admoesta contra a forma destas observâncias, mas contra sua função pervertida. A maneira pela qual o cristão come, bebe ou observa dias e tempos é (como bem declarou em Romanos 14:5) questão de convicção pessoal a ser respeitada, porém a motivação para observá-los não é questão de ponto de vista pessoal. Estas observâncias são e devem permanecer uma sombra apontando para o fundamento que pertence a Cristo e nunca devem tornar-se substitutos da realidade. Não é portanto a forma ou modo de observância de coisas sagradas a que Paulo se opõe, porém sua função e motivação pervertidas, que adulteraram a base da salvação. A informação praticada pelas outras duas passagens semelhantes (Romanos14:5 e 6; Gálatas 4:8-11), que consideraremos agora, corrobora esta conclusão.


O Sábado em Romanos e em Gálatas

Em Roma, um grupo ascético fanático (herético), marcadamente semelhante àquele de Colossos, advogava estrito vegetarianismo, abstenção do vinho e a observância de dias (Romanos 14:1-10, 21). Sugerimos anteriormente que provavelmente Paulo está correlacionando (como em Colosseses 2:16) o comer-não-comer com a observância de dias. Se esta interpretação está correta, então os “dias” mencionados em Romanos 14:5 e 6 dificilmente podem incluir o sábado, pois sabemos que este era considerado dia de festa e não dia de jejum.

O problema em Roma era aparentemente mais ameno que em Colossos ou na Galácia. Os mestres ascéticos lá eram provavelmente uma minoria menos influente e não eram “propagandistas de um cerimonialismo almejado no âmago da cruz”. Isto é indicado pela linguagem tolerante e reprimida do Apóstolo: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e da graças a Deus”. (14:5 e 6).

O princípio de agir segundo as convicções próprias e de respeitar um ponto de vista diferente (Romanos 14:3, 10, 13-16, 19-21) na questão de dietas e dias, se sobressai em Romanos em óbvio contraste com o princípio da justificação pela fé. Quanto a este, Paulo duramente se recusa a comprometer; quanto àquele, reconhece a consciência do indivíduo como a autoridade final. O que faz esta óbvia diferença? A resposta deve ser encontrada na compreensão que Paulo tinha do que é essencial e o que não é para a salvação. Que a fé em Jesus Cristo é a base da salvação, é para Paulo um princípio inquestionável e essencial (cf. Romanos 3:22, 26, 27, 28, 31; 4:3, 13, 22-25; 5:1). Porém, como a fé é experimentada e expressa de modo diferente em cada indivíduo, o modo pelo qual a fé é praticada não é essencial. “Que cada um”, diz Paulo, “seja completamente convencido em sua própria mente” (14:6). O principio básico repetidamente estabelecido pelo Apóstolo para determinar a legitimidade da observância de dias ou regras dietéticas, deve ser o de estar seguro de que se é motivado por um desejo consciente de se honrar ao Senhor (“observe ao Senhor —curiw fronei” 14:6, 7, 18; cf. I Corintios 16:31).

Na base deste principio, podemos perguntar, poderia Paulo ter advogado o abandono da observância do sábado? É difícil acreditar que ele teria considerado tal prática empecilho para se honrar ao Senhor, quando ele mesmo “costumeiramente” (Atos 17:2) se reunia com “judeus e gregos” no sábado na sinagoga (Ates 18:4). W. Rordorf argumenta que Paulo assume uma posição dupla. Com respeito aos cristãos judeus “fracos” ele lhes concede liberdade para observar a lei, inclusive o sábado. Por outro lado, aos cristãos gentios “fortes” ele concede absoluta “liberdade de qualquer observância da lei”, particularmente do sábado. Pode esta conclusão ser legitimamente tirada de Romanos 14? Observe-se que o conflito entre o “fraco” e o “forte” sobre dieta e dias está relacionado somente remotamente (se estiver) à lei mosaica. O “homem fraco” que “come somente legume” (14:2) não bebe vinho, (14:21) e “considera um dia melhor (aparentemente para jejuar) que outro” (14:5) não pode reivindicar apoio para tais convicções provenientes do Velho Testamento. Em lugar algum prescreve a lei mosaica estrito vegetarianismo, total abstinência de vinho e uma preferência por dias de jejum. Semelhantemente, o “homem forte” que “crê que pode comer qualquer coisa” (14:2) e que “considera iguais todos os dias” não está assegurando sua liberdade da lei mosaica, mas, das crenças ascéticas aparentemente derivadas o judaísmo sectário. A discussão toda então, não é sobre a liberdade de se observar a lei versus a liberdade de não observá-la, mas concerne a escrúpulos “não essenciais da consciência, ditados, não por preceitos divinos, mas por convenções e superstições humanas. Uma vez que estas convicções e costumes divergentes não minavam o fundamento do evangelho, Paulo aconselha tolerância e respeito mútuos neste assunto.

A situação em Gálatas é radicalmente diferente. Aqui Paulo energicamente repreende aqueles cristãos gentios que haviam se circuncidado (Gal. 6:12, 5:2) e que haviam começado a “observarem dias, e meses, e tempos, e anos” (4:10). Ele define a adoção desses costumes como o retorno à escravidão dos “espíritos de elementos” (stoiceia 4:8 e 9)—poderes cósmicos que se acreditava controlavam o destino da humanidade. Em muitos aspectos, a polêmica em Gálatas 4:8-11 é acentuadamente semelhante àquela de Colossenses 2:8-23. Em ambos os lugares, a observância supersticiosa de tempos sagrados é descrita como escravidão aos “elementos”. Em Gálatas, contudo, a denúncia dos “falsos mestres” é mais forte. São considerados como “amaldiçoados” (1:8 e 9) porque estavam ensinando um “evangelho diferente”. Seu ensino de que a observância de dias e tempos e anos necessária para a justificação e salvação pervertia o próprio âmago do evangelho (5:4).

Se o sábado está ou não implícito em Gálatas depende da interpretação de “dia-hmevra” (4:10). Alguns críticos argumentam, com base na passagem paralela de Colossenses 2:16, onde “sábados” está explicitamente mencionado, que “os dias certamente indicam até mesmo os sábados” Não negamos esta possibilidade, mas demonstramos anteriormente que o plural “sábados” usado em Colossenses, era a designação comum não somente para o dia do sábado mas também para a semana toda. Assim, o plural “dias” em Gálatas bem poderia indicar que os “sábados” de Colossenses são “dias da semana” e não vice-versa.

Supondo que o sábado seja parte dos “dias” observados pelos Gálatas, as questões a serem consideradas são: Que motivaram a observância do sábado e das festividades? Está Paulo se opondo ao preceito bíblico que ordena a observância do sábado e das festividades, ou ele está denunciando o uso pervertido em que se tornaram estes costumes religiosos?

Concorda-se geralmente que a observância dos Gálatas de festividades judaicas era motivada por crenças supersticiosas em influências astrais. Isto é sugerido na acusação de Paulo de que sua adoção destes costumes era equivalente a um retorno à sua anterior sujeição pagã aos espíritos e demônios dos elementos (4:8 e 9). Aparentemente, por causa de sua procedência pagã, os gálatas, como apropriadamente declarou W. Rordorf, “podiam discernir na atenção particular dada pelos judeus a certos dias e tempos, nada mais que veneração religiosa prestada às estrelas e forças naturais”. O fato de que no mundo pagão, como já observamos, a observância do sábado judaico era frequentemente atribuída à má influência do planeta Saturno, bem pode ter contribuído para o desenvolvimento deste conceito errôneo. Pareceria então, que qualquer guarda de sábado praticada pelos gálatas seria motivada por um conceito supersticioso errôneo do preceito bíblico.

A preocupação de Paulo, entretanto, não é expor as ideias supersticiosas unidas a estas observâncias, mas sim desafiar todo o sistema de salvação que os falsos mestres gálatas haviam engendrado. Ao condicionarem a justificação e aceitação por Deus a coisas tais como a circuncisão e a observância de dias e tempos, os gálatas estavam tornando a salvação dependente da realização humana. Para Paulo isto era traição ao evangelho: “Separados estais de Cristo, vós que vos justificais pela lei; da graça tendes caído” (Galatas 5:4)

É dentro deste contexto que a denúncia que faz Paulo da observância de dias e tempos deve ser compreendida. Se a motivação para estas observâncias não houvesse minado o princípio vital da justificação pela fé em Jesus Cristo, Paulo somente teria recomendado tolerância e respeito (como o faz em Romanos 14), mesmo se algumas ideias fossem estranhas ao ensino do Velho Testamento. Como a motivação para estes costumes adulterava a própria base de salvação por confiança dogmática, o Apóstolo não hesita em rejeitá-los. Em Gálatas, como em Colossenses, então, não é o princípio da guarda do sábado a que Paulo se opõe, mas o uso pervertido de observância cúlticas que haviam sido engendradas para promover a salvação não pela graça divina, mas pelas realizações humanas.


Conclusão

Nossa análise de três textos de Paulo geralmente citados como prova de repúdio de Paulo ao sábado como uma sombra cerimonial do Velho Testamento mostrou que esta interpretação é injustificável em diversos pontos.

Em primeiro lugar, em todos os três textos Paulo não discute se o mandamento do sábado está ou não ainda em vigor na dispensação cristã; antes, ele se opõe aos costumes complexos ascéticos e cultistas, que (particularmente em Colossenses e Gálatas) estavam minando o princípio vital da justificação pela fé em Jesus Cristo.

Segundo, o fato de que uma forma supersticiosa de guarda do sábado pode ter sido parte de ensinos heréticos denunciados por Paulo, não invalida a natureza obrigatória do preceito visto que é uma perversão e não um preceito que é condenado. A reprovação do mau uso de um preceito bíblico não pode legitimamente ser interpretada como a ab-rogação do próprio preceito.

Terceiro, o fato de que Paulo recomenda tolerância e respeito mesmo com relação a diferenças em dieta e dias (Romanos 14:3-6) oriundos de convenções humanas, indica que na questão de “dias” ele era demasiado liberal para promover o repúdio do mandamento do sábado e a adoção da observância do domingo em seu lugar. Houvesse ele feito assim e teria encontrado oposição e discussões intermináveis com os advogados do sábado. A ausência de qualquer traço de tal polêmica é talvez a mais clara evidência do respeito de Paulo para com a instituição do sábado.

Em última análise, então, a atitude de Paulo para com os sábado deve ser determinada não na base de suas denúncias das observâncias heréticas e supersticiosas que possivelmente incluíam a guarda do sábado, mas sim na base de sua atitude para com a lei como um todo. A falha em não distinguir entre o conceito de Paulo para com a lei como um corpo de instrução que ele considera “santo justo e bom” (Romanos 7:12; cf. 3:31; 7:14, 22) e da lei como um sistema de salvação separado de Jesus Cristo, que ele energicamente rejeita, é, aparentemente, a causa de muito mal entendido quanto à atitude de Paulo para com o sábado. Não há dúvida que o Apóstolo respeitava aquelas instituições do Velho Testamento que ainda tinham valor aos cristãos. Notamos, por exemplo, que ele adorava no sábado com “judeus e gregos” (Atos 18:4, 19, 17:1, 10, 17), passou os dias dos “pães asmos” em Filipos (Atos 20:16), “apressara-se para estar em Jerusalém, se possível, no dia de Pentecostes” (Atos 20:16), fez um voto de nazireu por sua própria iniciativa em Cencréia (Atos 18:18); purificou-se no Templo para provar que “vivia guardando a lei” (Atos 21:24); e fez circuncidar a Timóteo (Atos 16:3). Por outro lado, sempre que estes costumes ou semelhantes eram promovidos como base de salvação, ele denunciava em termos inequívocos sua função desvirtuada. Poderíamos dizer, portanto, que Paulo rejeitava o sábado como meio de salvação, mas aceitava-o como sombra apontando para a substância que pertence a Cristo."


Samuelle Bacchiocchi

Sugerimos a todos a leitura do texto complementar do nosso texto anterior: 
  

Comentários

  1. Acredito que o senhor está em desacordo com o ensino adventista: “Uma importante questão hermenêutica (ou interpretativa) suscitada por Gálatas diz respeito à natureza da lei de que se fala o apóstolo. Espera-se que, depois dessas lições, tenhamos sepultado para sempre aquela velha distinção entre lei moral e lei cerimonial como a chave para se entender a epístola. Não que não houvesse leis morais e cerimoniais na vida do antigo Israel, mas o ponto é que tal distinção não é de forma alguma a solução para se interpretar Gálatas ou quaisquer outras passagens em que Paulo parece falar da lei de uma perspectiva negativa. Introduzido pelos nossos pioneiros em meados do século dezenove e no contexto das discussões quanto à validade do sábado, o argumento – de que quando Paulo parecia falar mal da lei ou enfatizar sua temporariedade ( como em Gl 3:24-25), ele tinha em mente a lei cerimonial, e de que, quando falou bem da lei (como em Rm 7:10-14), ele se referiu à lei moral – não está correto, apesar de sua praticidade e eficiência evangelísticas. A lei em Gálatas não é a lei cerimonial, mas principalmente a lei moral, pois é a lei moral que revela o pecado, condena o pecador e o conduz a Cristo. É disso que Paulo falou nessa carta. Em Hebreus, sim, o ponto é a transitoriedade da lei cerimonial e, com ela, de todo o sistema sacrificial levítico (Hb 8:7-13; 9:9-10; 10:1-10). Mas, em Gálatas, como em Colossenses 2.14 e 2 Coríntios 3:7-11, o apóstolo se referiu sobretudo à lei moral. (Wilson Paroschi – Lições de Gálatas - Revista Adventista, maio de 2012, p.18 – destaque nosso).

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    1. Hoje, praticamente todos os especialistas adventistas em Novo Testamento admitem que "sábado" em Colossenses 2:16 é o sábado semanal, do quarto mandamento.

      Muitos estudiosos adventistas (Roy Gane, Paul Giem) argumentam que a expressão "festas, luas novas e sábados" sempre é usada no Antigo Testamento em referência à totalidade das cerimônias realizadas no santuário nesses dias.

      Outros acreditam que o texto condena a guarda do sábado como meio de salvação (legalismo). Essa ideia foi defendida recentemente na Revista Adventista por Ozeas Moura.

      Eu acredito nas duas ideias anteriores.

      Outros estudiosos adventistas (Ángel Rodríguez, Samuele Bacchiocchi) acreditam que o texto fala sobre a guarda do sábado semanal que havia sido deturpada por costumes pagãos. Acho essa interpretação forçada.

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    2. Muito obrigada a vcs: "Vídeoaulas" e "Anônimo" pela participação esclarecedora de vcs. Gostei muito, por isso transferi os comentários de vcs tb para o outro comentário do Dr. Samuelle Bacchiocchi publicado entre os apêndices de seu livro. Que Deus os abençoe.

      http://nossasletrasealgomais.blogspot.com.br/2012/02/paulo-e-o-sabado-colossenses-216-e-17.html?showComment=1348654157656#c4077049575341281919

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  2. AS SETE VERDADES BÍBLICAS SOBRE O SÉTIMO DIA.

    Parte 1 de 6

    A maioria cristã faz uma tremenda confusão a respeito de sábados e domingos. Os cristãos, em minoria, julgam corretamente que o Criador, que nunca muda, jamais aceitaria que uma só de suas leis fundidas nas Rochas Sagradas pudesse ser “lixada” pelos homens, portanto, creem firmemente que o Sábado é o Dia do Senhor. Outra parte considerável crê que Jesus teria revogado todas as dez leis a favor da religião da graça e da liberdade. Uma terceira parte, bem maior, prefere crer que pela ressurreição de Jesus ele teria revogado o Quarto Mandamento a favor do domingo, permanecendo, então, como válidos, os demais mandamentos (nove).

    ONDE ESTÁ, ENTÃO, DE FATO E DE DIREITO, A VERDADE BÍBLICA? Ora, vamos colocá-la aqui, resumidamente, mas de modo tão legítimo, tão cristalino e conclusivo que não dará chance alguma a qualquer refutação, sem se ingressar no farisaísmo religioso (o que é pior do que não ser cristão).

    Vamos às Sete Verdades que não têm como ser desmentidas, pois Está Escrito. Primeiramente é óbvio e muitíssimo fácil concluir que o Sábado é para sempre, apenas lembrando que a Palavra de Deus permanece eternamente. Quem fugir dessa Verdade, ingressa no farisaísmo:

    “Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. Isaías 40:7.

    “Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”. I Pedro 1:24.

    Então, vamos às Dez provas só refutáveis para aqueles que tentam, de todas as maneiras, fugir da VERDADE BÍBLICA DO SÉTIMO DIA:

    1) O Mandamento do Sétimo Dia foi instituído na Criação do mundo (Gênesis 2:3), não para o próprio Criador, pois em sua perfeição jamais criaria um Mandamento para si próprio, não tem como e, como Espírito Perfeito jamais se cansa, então o Mandamento do sábado foi criado para o homem, pois ele, sim, necessita de um dia de descanso na semana. O próprio Jesus legitimou isso no Evangelho ao reger:

    “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28. Se o Filho de Deus afirmou que o sábado foi criado para o homem, então o sábado foi criado para a Humanidade, assim como os castigos promulgados contra Adão e Eva foram, também, dirigidos à Humanidade.

    Quanto a ser o Senhor do sábado, Jesus também afirmou que é maior que o Templo (Mateus 12:6, maior que Abraão (João 8:57), maior que Jonas (Lucas 11:32), maior que Salomão (Mateus 12:42) e mais importante que Jacó, sem desmerecer qualquer um deles, portanto, também não desmereceu o santo sábado, pois é o Senhor de Tudo, pois está Escrito que Deus lhe deu toda a autoridade sobre tudo o que existe:

    “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. Jesus, em Mateus 28:18,

    2) A maioria evangélica, católicos e ortodoxos julgam, temerariamente, que a Ressurreição de Jesus teria anulado, teria riscado das Rochas de CONTINUE...

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  3. As sete verdades bíblicas sobre o Sétimo Dia. Parte 2 de 6

    3) Deus o Mandamento do Sétimo Dia, dando lugar ao primeiro dia da semana, o tal domingo, mas isso é absolutamente impossível, pois não há uma só linha no Evangelho que autorize tal mudança, mesmo porque Está Escrito que Deus Nunca Muda em suas Promulgações à Humanidade:

    “Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. Isaías 40:7.


    “Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”. I Pedro 1:24.

    Então, segundo as Escrituras, o sábado é para sempre, e se teria havido mudança a respeito, essa foi criada pelo homem e nunca por Deus. Quanto a isso, num descuido, o clero católico confessa, por escrito, o seu gravíssimo erro ao atentar violentamente contra o Sétimo Dia.:

    “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado”. Catecismo católico, Edição2, Editora Vozes, Petrópolis, RJ. 1962.

    4) Uma parte dos cristãos julga que Jesus acabou com as leis a favor da graça e da liberdade, mas Jesus fez tudo exatamente ao contrário, pois legitimou TODAS as leis do Decálogo em sua primeira pregação à Humanidade, no Sermão do Monte e ainda amentou o grau de observação em algumas das 10 leis (Mateus, 5:21 a 32.

    “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei sem que tudo seja cumprido”. Jesus, em Mateus 5:17 a 37. Está Escrito que tudo será cumprido na Consumação dos Séculos, no Grande Dia de Jesus, quando os Portais do Reino de Deus serão abertos aos mortais de Jesus, antes fechados desde Adão e Eva (João 14:1 a 3, como também em 1 Tessalonicenses 4:13 a 17).

    Se Jesus Cristo afirmou que das leis de Deus Pai nem mesmo um simples til se poderá retirar, é absolutamente impossível atentar contra a lei do sábado, pois o Quarto Mandamento contém 80 palavras ou 433 caracteres. E assim, pelo menos até o Grande dia da Volta de Jesus, o sábado é para sempre!

    5) A ampla maioria cristã alega que em sua vida pública Jesus teria violado os sábados ao trabalhar nesse dia, mas quem o acusou de violar os sábados foram os fariseus, os filhos do diabo, assim como Jesus Cristo os nomeou em João 8:44. A respeito dessa acusação dos filhos de Satanás, vamos ver que Jesus respondeu a eles que apenas APARENTAVA que ele desrespeitava os santos sábados:

    “Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque no sábado curei de todo um homem? Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. Jesus, em João 7:23 a 24

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  4. As sete verdades bíblicas. Parte 3 de 6.

    “E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga (filho do diabo acusador), indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor, e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber? E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?”. Lucas 13:14-16, Jesus revela que o amor de caridade tem preponderância sobre qualquer lei (1 Coríntios 13:13)..

    “E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles (os fariseus do diabo), para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra. E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem”. Mateus 12:10-14.

    “E os escribas e fariseus (filhos do diabo) observavam-no, se curaria no sábado, para acharem de que o acusar. Mas ele (Jesus) bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E, olhando para todos em redor, disse ao homem:

    Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus”. Lucas 6:7-11.

    “E dizia-lhes Jesus: Invalidais o Mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição”. Jesus, em Marcos 7:9

    6) O sábado é o ÙNICO Mandamento chamado por Deus de Santo e Bendito e o Único estabelecido como UM SINAL entre ele e a Humanidade: “Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus”. Ezequiel 20:20.

    Ora, se o sábado foi estabelecido por Deus como UM SINAL entre ele e a Humanidade, de modo algum jamais sairá dessa condição divina. Quanto aos que julgam que esse Sinal foi dado apenas aos israelitas, então, nesse caso, nós não podemos nos servir de nenhum livro do Velho Testamento, nem dos Salmos, etc. e nem mesmo de Malaquias, muito usado para legitimar os dízimos. É ou não é? Dois pesos e duas medidas não vale! Além disso, abaixo, no capítulo 7, Está Escrito que nós somos os legítimos herdeiros dos israelitas e que Jesus, de todos nós, fez UM SÓ POVO.

    7) Dizem os sábios que um bom exemplo vale mais que mil palavras. É ou não é? É claro que é! então, vamos ver os vários exemplos de Jesus e de sua Igreja Primitiva santificando os sábados (que valem mais que milhões de palavras) até mesmo décadas após a Ressurreição? Essa parte ANULA completamente as pretensões dos que defendem erradamente o domingo “substituindo” o Sábado Santo, solene e Abençoado do Senhor:

    “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, (Jesus) entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler”. Lucas 4:16. Jesus, nos concedendo o exemplo, pois segundo o Mandamento e a Tradição israelita, guardou o sábado por toda a sua vida. CONTINUE...

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  5. As sete verdades bíblicas sobre o Sétimo Dia. Parte 4 de 6.

    Antes da ressurreição de Jesus, os cristãos faziam do sábado um dia de louvor:

    “O sábado ia começar. Ora, as mulheres que tinham ido da Galiléia com Jesus, indo, observaram o sepulcro onde fora colocado o corpo de Jesus. Voltando, prepararam aromas e bálsamos. No sábado, observaram o repouso, segundo a Lei”. Lucas 23:55 - 56. A Igreja de Jesus, nos concedendo o exemplo.

    Então, Jesus ensinou a sua Igreja a ser também legalista! Vejamos a Igreja Cristã aos tempos de Paulo, décadas depois da ressurreição de Jesus os cristãos de Paulo fazendo do sábado um dia de culto e louvor:

    “No dia de sábado, saímos fora da porta, junto ao rio, onde julgávamos haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido”. Atos dos Apóstolos 16:13.
    Esse preceito revela, com toda clareza, de modo irrefutável, um culto de louvor aos sábados pelos cristãos. As mulheres cristãs sempre trabalhavam, só não aos sábados. Então, segundo o preceito acima, estavam em dia de descanso, santificando os sábados assim como os homens! Mas fariseus de quase todas as denominações, também católicos e ortodoxos alegam que a Igreja de Jesus santificava o tal domingo. É possível uma tolice dessas, depois dessas revelações?

    “No sábado seguinte, concorreu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus, mas os judeus, vendo aquela concorrência, encheram-se de inveja...”. Atos 13:41 - 44.
    Se os judeus encheram-se de inveja não se tratava de uma reunião judia aos sábados, mas sim um culto cristão que reuniu quase toda a cidade para louvar no sábado. Isso não poder ser negado!

    “E todo o sábado, ensinava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos”. Atos 18:4.
    Os defensores do domingo, inventado, argumentam, falsamente, que Paulo comparecia às sinagogas dos judeus aos sábados, porque era nesse dia que podia encontrá-los, mas não é o caso aqui, pois, pela sua tradição, os judeus jamais aceitariam que gentios pagãos - no caso presente os gregos - participassem de cerimônias em seus templos, em simples reuniões e nem mesmo jamais aceitariam permanecer com eles ou com outros pagãos no mesmo ambiente. Sabemos que o santo em vida Paulo não ensinava somente aos judeus, mas principalmente aos demais pagãos. Quanto a isso, se os primeiros cristãos guardavam o sábado mesmo após a ressurreição de Jesus, só isso prova a Grande Mentira do tal domingo, um feito gigantesco de Satanás, segundo o Apocalipse 13:7.

    Em Atos dos Apóstolos, conforme a tradição dos apóstolos de santificarem os sábados, um preceito é usado como referência ao Quarto dos Mandamentos:

    “Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a uma jornada de sábado...”. Atos 1:12. Ora, ao se referirem a uma jornada de sábado como exemplo pelos apóstolos de Jesus, é certo que se tratava de um preceito em uso.

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  6. As sete verdades bíblicas sobre o Sétimo Dia. Parte 5 de 6.

    “Orai para que vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.
    Jesus Cristo, em Mateus 24:20, ressalta, novamente, a grande importância do sábado (nem no inverno que é muito frio, o que dificultaria a fuga dos inimigos romanos (na terrível carnificina, no massacre contra os judeus nos anos 70, no episódio Masada), nem nos sábados porque é o Dia Santo de Deus, consagrado para descanso e louvor.

    8) Os cristãos, em parte, alegam, altamente equivocados, que o Decálogo do Monte Sinai, no qual o sábado está intrínseco, teria sido dado apenas aos israelitas, e não a nós do Evangelho, por isso, alegam que “nós não temos obrigação de guardar”. Mas vejamos que a Verdade do Evangelho de Deus que nos faz herdeiros dos israelitas:

    “E todos os profetas, a começar por Samuel, assim como todos os que depois falaram, também anunciaram estes dias. Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da Terra”. Atos dos Apóstolos 3:24 - 25. Os herdeiros não herdam apenas as bênçãos, mas também as obrigações.

    Novamente, a Verdade do Evangelho faz dos cristãos e de Israel um só povo:

    “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus”. Efésios 2:14 a 19.

    “...na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças...”. Esse verso, retirado do preceito acima, nada tem a ver com a derrocada do Decálogo, pois sendo isso impossível, o apóstolo Paulo, sempre dirigido pelo Espírito Santo de Deus, se refere às ordenanças e leis antigas, provindas de Levítico, criadas numa época para regular as ações dos israelitas nos difíceis 40 anos de deserto, mas que de forma alguma tiveram lugar no Evangelho de Jesus. E isso Está Escrito em Lucas 16:16, que revela:

    A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei. Lucas 16:16 e 17 Esses dois preceitos nos mostram a derrocada (no Evangelho) das leis que escravizavam, que amaldiçoavam e até poderiam nos matar, se tivessem sido integradas no Evangelho. Em seguida a essas colocações, a Palavra de Deus novamente legitima o Decálogo de Deus (as 10 leis).
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  7. • As sete verdades bíblicas sobre o Sétimo Dia. Parte Final.


    • “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28, respondendo à irritação dos judeus quando permitiu que seus amigos colhessem espigas (Mateus, 12:1), com o objetivo de mostrar que o amor de caridade tem de sobrepor-se a toda e qualquer lei, pois é maior que a fé (1Coríntios 13:13) e, por isso, tem de sobrepor-se até mesmo ao mandamento do Sábado, pois seus amigos estavam com fome pelas longas caminhadas. Da mesma forma, Jesus citou Davi que, com fome, ele e os seus amigos avançaram e comeram dos pães sagrados do templo, coisa proibida até para o rei, pois em ambos os casos não se poderia transferir a solução para o dia seguinte. Essa é a regra do sábado santo.
    • Nesse mesmo preceito, Jesus legitima o sábado mais uma vez: o sábado foi criado pelo Deus Imutável por causa do homem. Portanto, enquanto existir o homem na Terra os sábados terão de ser observados, pelo menos pelos cristãos. E inegavelmente é mais uma Verdade do Senhor Deus que não pode ser contestada por ninguém, e de modo algum!

    • Para aquele que julga que todos os dias são de Deus, isso é verdade, mas só um ele elegeu como Um SINAL entre ele e o homem e o único dia que nomeou como Santo e Bendito.

    • No arquivo anexado temos um escrito que completa perfeitamente esse presente, de nome O Tratado sobre as leis de Deus, onde nos mostra como o sábado de Deus foi corrompido e porquê.

    • Quem precisa de mais que isso para inteirar-se de que O SÁBADO É PARA SEMPRE??? PONTO FINAL!

    • www.segundoasscrituras.com.br

    • O Tratado sobre as leis de Deus Elaborado cuidadosamente, e com todos os detalhes sobre as leis bíblicas, pois nada no Universo funciona sem leis.

    • http://www.segundoasescrituras.com.br/livrosword/122pastoresinterpretamerradoacartaaosgalatas.doc O livro de Gálatas é interpretado errado pela maioria evangélica, também pelos pastores e de maior prestígio.

    • Waldecy Antonio Simões. walasi@uol.com.br


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