Cidadãos do Reino da Pedra

Continuando nossa reflexão sobre Daniel capítulo 2

“Quem, Senhor, habitará na tua tenda? quem morará no teu santo monte? Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do coração fala a verdade; que não difama com a sua língua, nem faz o mal ao seu próximo, nem contra ele aceita nenhuma afronta; aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda; que não empresta o seu dinheiro a juros, nem recebe peitas contra o inocente.” (Salmo 15)

Medite também em Salmo 24:4-5 e Isaías 33:15-16.

Amados leitores, em nossos três últimos textos sobre o livro de Daniel1 temos insistido sobre a “Pedra” vista em sonho pelo rei Nabucodonosor. Nossa insistência consiste no fato de que há acontecimentos importantíssimos aqui envolvidos. Tomamos emprestadas as palavras ditas por Jesus registradas em Lucas 21: 36: “Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço. Porque há de vir sobre todos os que habitam na face da terra.” Jesus menciona aqui dois estados de coisas diferentes: A abundância e a ansiedade.

É uma advertência a duas classes da sociedade: os ricos, que não se preocupam com o dia do amanhã e os pobres, sempre angustiados pelas preocupações sobre o hoje e o amanhã.

Jesus disse: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” (Mateus 4:4) É claro que o que sustenta o homem é o fato dele alimentar-se. Ninguém sobrevive apenas escutando ou lendo palavras. Compreendo que a Bíblia não está negando esta verdade, apenas diz que o nosso ser precisa do alimento físico na mesma medida em que precisa do alimento espiritual. O Reino de Deus é para ser apreciado num plano além do material.

“... como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” (1 Coríntios 2:9) Sendo honestos admitiremos nossa real dependência de Deus. Ele é a fonte da vida por excelência. Sem Seu sopro e sem Sua proposta de vida não há esperança de um futuro sólido para nós. O Reino da Pedra será um reino de vida eterna. Quem nos dá essa garantia é Deus: “Em verdade, vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. [...] Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer viverá eternamente;” (João 6:47- 58) Isto, para mim, fala de um Deus que Se define como um manancial de prazer.

A promessa divina de uma segunda intervenção na história da humanidade revela-nos um Deus interessado por nossa real felicidade. Em Apocalipse 22: 13-14 está escrito: “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.” Deus é muito mais que uma religião. É a fonte inesgotável da vida. Ele não é apenas o Criador de todas as coisas, é também o mantenedor de tudo o que existe. Seu projeto inicial era o de que todos os seres existentes fossem felizes, gozando dos privilégios e bênçãos dos cuidados divinos. Quando compreendemos isto não ficamos na superficialidade da religião farisaica, medíocre. Deus requer de nós uma espiritualidade obediente e inteligente. Daí porque está escrito em Sua Palavra. "Não quero holocausto, mas um culto racional."

“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12: 1)

Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros.” (1 Samuel 15:22)

“Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.” (Oséias 6:6)

A proposta de vida que Deus nos tem oferecido é a vida em abundância. Abundância de ética e de justiça. Engana-se quem contempla o Reino de Deus como um lugar de ociosidade. Engana-se quem pensa que Deus é a imagem da sua própria concepção. Um deus que se resume a um grande barganhador: me sirva e eu lhe darei riquezas e prosperidade.

Engana-se quem se autodenomina perfeito moral e espiritualmente. É muito importante reconhecermos a nossa dependência de Deus. Sem Ele como Senhor da própria vida não há maturidade espiritual. Sem batalhas espirituais não há perseverança, não há fé e “sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6). O Reino de Deus é para os vencedores e não há vencedores sem uma batalha conquistada!

“Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.” (Romanos 8:37).

“Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; [...] E um dos anciãos me perguntou: Estes que trajam as compridas vestes brancas, quem são eles e donde vieram? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu sabes. Disse-me ele: Estes são os que vêm da grande tribulação, e levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. [...] Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum; porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” (Apocalipse 7:9, 13-14, 16-17).

Jesus disse que o “o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; (Mateus 13:45). “Cristo mesmo é a pérola de grande preço. [...] Cada página das Sagradas Escrituras irradia Sua luz. A justiça de Cristo, como uma pérola branca e pura, não tem defeito nem mácula alguma. [...] Tudo que pode satisfazer às necessidades e anelos da vida humana, para este e para o mundo vindouro, é encontrado em Cristo. Nosso Redentor é a pérola tão preciosa, em comparação com a qual tudo pode ser estimado por perda. Em Cristo "estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da Ciência"(Colossenses 2:3). (Ellen White-  Parábolas de Jesus)

Mas, esta parábola também se aplica aos que ansiosamente desejam a verdade. “Devemos buscar a pérola de grande preço, mas não nos mercados mundanos, ou por meios mundanos. [...] A parábola do negociante que buscava boas pérolas tem significação dupla: aplica-se não somente aos homens que procuram o reino dos Céus, como também a Cristo, que procura Sua herança perdida. Cristo, o Negociante celestial que busca boas pérolas, viu na humanidade perdida a pérola de preço. Viu as possibilidades de redenção no homem pervertido e arruinado pelo pecado. Corações que têm sido o campo de combate com Satanás, e foram salvos pelo poder do amor, são mais preciosos ao Salvador do que aqueles que jamais caíram. [...] O derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecoste foi a chuva temporã; porém a chuva serôdia será mais copiosa. O Espírito aguarda nosso pedido e recepção. [...] Homens reconhecerão o valor da pérola preciosa e dirão com o apóstolo Paulo: "O que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor." (Filipenses 3:7 e 8). (Ellen White-  Parábolas de Jesus)

Precisamos pedir a Deus a presença do Espírito Santo em nossas vidas. Em Apocalipse 7: 1-3 está escrito:  “Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.” A Bíblia nos diz aqui que haverá um grupo de selados por ocasião da segunda vinda de Cristo que será protegido e que somente estes estarão aptos a enfrentar toda a realidade que envolverá a segunda vinda de Cristo. Estar selado pelo Espírito Santo será a única garantia contra as provações espirituais e consequentemente contra a apostasia e o abandono da fé.2

“Agora é o tempo de nos prepararmos. O selo de Deus jamais será colocado à testa de um homem ou mulher impuros. Jamais será colocado à testa de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo. Jamais será colocado à testa de homens ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso. Todos os que recebem o selo devem ser imaculados diante de Deus - candidatos para o Céu. Pesquisai as Escrituras por vós mesmos, para que possais compreender a terrível solenidade do tempo presente.” (Ellen White, Vida e Ensinos. p. 191)

Precisamos do Espírito Santo porque é Ele quem nos convence de nossos pecados. Em Gálatas 5: 19-26 lemos: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”.

Deus nos proveu a salvação, mas nossa é a responsabilidade de buscá-la ou não. “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã.” (Isaías 1:18) A solução para nossas falhas espirituais já está garantida em Cristo Jesus.

Norbert Hugede em seu livro Le Christ Oublié (O Cristo Esquecido) disse: “Não se trata de ter uma opinião, mas de consolidar as bases de nossa fé. É uma questão de salvação, de vida ou de morte espirituais. É sobre o nosso destino eterno. No momento em que a humanidade se encontra em dias difíceis, é muito importante saber como disse Paulo, em Quem temos crido. É muito tarde para buscar água nas cisternas fendidas do pensamento humano, da filosofia e da ciência. É necessário voltarmos à fonte da água viva”. 

Se hoje estamos nesta situação caótica, cercados de doenças, corrupção moral, problemas de violência e de falta de amor não é em Deus que temos que procurar as explicações, embora seja Ele a verdadeira resposta que trará uma solução definitiva para estes problemas. A Bíblia diz que este é o comportamento humano:

“[...] porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, [...] trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. [...] E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.” (Romanos 1: 21-32)

“nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda?” (2 Pedro 3: 3-4)

Jesus nos alertou: “Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste, pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, [...]” (2 Pedro 3: 4-10)

Só uma solução radical resolverá o problema do mal e do sofrimento: a intervenção radical que dê um basta! Concordo com Dr. Rubens Aquilar quando diz que “não há recurso humano que possa provocar uma mudança na atual situação. Só a vinda de Cristo na Sua segunda intervenção dará fim ao problema humano.”

“Estejam cingidos os vossos lombos e acesas as vossas candeias; e sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe. Bem-aventurados aqueles servos, aos quais o senhor, quando vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará reclinar-se à mesa e, chegando-se, os servirá. [...] Estai vós também apercebidos; porque, numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.” (Lucas 12:35-37; 40)

Somente quando tomamos posse do poder que Deus libera, a Sua Palavra e o Espírito Santo, é que vencemos o inimigo. Então qual a solução?

1. Estudar sempre as Sagradas Escrituras. Alimentarmo-nos todos os dias com o único alimento capaz de fortalecer o espírito: O Pão que desceu do Céu. Memorizando versículos e meditando sobre os princípios bíblicos. Desta forma não estaremos desprevenidos quando o inimigo vier nos atacar.

2. Jejue! Jejuar não é deixar de comer para apresentar a Deus um sacrifício. O jejum não é para martirizar o corpo, mas para fortalecer nossa comunhão com Deus. É deixar de alimentar o corpo, enfraquecendo a carne e fortalecendo o espírito. O jejum não é para ser feito quando a tribulação acontece, mas antes que ela chegue.

Diz o Senhor: “Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, [...] Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um pacto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências prometidas a Davi.” (Isaías 55:2-3)

Isaías nos apresenta aqui o apelo do Senhor para que nos acheguemos bem perto para nos alimentarmos de Sua vontade. Nós, os cristãos que anunciamos a volta de Jesus, gostamos de empregar a expressão “fim do mundo”, entretanto, precisamos deixar claro que essa expressão não implica na extinção do Universo. Mas, evoca o momento quando a história da humanidade presente entrará na rota definitiva do seu destino.

Michel Carrouges3 escreveu: “O fim do mundo não é a queda da história no nada... é a erupção fulgurante da eternidade no coração da história. [...]. O fim do mundo não depende de uma catástrofe da natureza, mas da erupção da visão de Deus no mundo. [...]. O fim do mundo não é o crepúsculo, mas a aurora. Não é o fim da vida, mas o fim da morte.”

A perspectiva das calamidades anunciadas pela Bíblia poderia nos fazer pensar que o estudo das profecias conduz inevitavelmente ao pessimismo. Mas, isto não tem sentido. Jacques Madaule4 comentando sobre isto disse: “A esperança cristã se enraíza sobre a morte de toda esperança humana. É por isso, que o espírito apocalíptico não se espanta pelas catástrofes. Elas são sinais que a maturidade se aproxima.”

“Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas. Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça.” (2 Pedro 3:11-13)

Os habitantes do Reino Eterno serão aqueles que terão aceitado a soberania de Deus em suas vidas. As relações anteriores de Criador e criatura serão substituídas pela relação de Pai e filhos. A confiança mútua tornar-se-á imprescindível. Até lá temos condições a preencher. A vitória exigida é evidentemente de natureza espiritual.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.” (Apocalipse 2:7)

“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome. [...] Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono.” (Apocalipse 3:12, 21)

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.” (Mateus  5:3-12)

Felizes serão os que têm fome e sede de Deus. Felizes os que forem abertos, receptivos e sensíveis aos apelos de Deus a despeito de todas as circunstâncias existenciais.

"Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. [...] Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.” (João  3:5, 7).

Li isto e achei muito interessante, mas, infelizmente não registrei a autoria: “Ser simpatizante é, basicamente, ter admiração por uma pessoa. Isso não significa, necessariamente, compromisso. Em contra partida, ser discípulo é ter voluntária lealdade ao mestre. O discípulo está convicto da idoneidade de seu mestre e o segue a despeito das adversidades. Também não se deixa  ser dominado por aspirações egoístas. Já o simpatizante não crê piamente no mestre, apenas o admira, por isso, foge covardemente pela tangente quando sua fidelidade é colocada a prova.

O pano de fundo do capítulo seis do evangelho de João revela que o cristianismo genuíno é antagônico ao cristianismo alicerçado em conveniências humanas, pois o verdadeiro discipulado tem como esteio a renúncia e amortização do eu. A ordem é: o discípulo segue o padrão ético do mestre Jesus e não o contrário, Jesus se adapta as concepções pessoais do discípulo. Cada vez mais se intensificará o grau de teste do discipulado de cada seguidor de Jesus. Como você está se preparando para não renunciá-lo?


Referências

1-. Revelação e explicação do sonho de Nabucodonosor

   . O Grão de Mostarda e o Reino da Pedra (parte 1)

   . A Terra e o Reino da Pedra (parte 2)

2- Volney Ribeiro, Os Selos de Deus.  

3- Michel Carrouges, La Table Ronde, nº 110, pág. 64, 66

4- Jacques Madaule, La Table Ronde, nº 110, pág. 106


Ruth Alencar


- Conversando sobre o Livro de Daniel
- por Ellen White , Profetas e Reis, Capítulo 35

- por Pr. Isaque Resende
- por pr. Ezequiel Gomes

- por Ruth Alencar com texto base de Luiz Gustavo Assis e vídeos da Tv Novo Tempo

- por Ruth Alencar com comentários de Flávio Josefo e Edward J. Young

 - por Ruth Alencar
- por Ruth Alencar com comentários de Flávio Josefo
- por Ruth Alencar
- por Ruth Alencar com comentário de Siegfried J. Schwantes

Uma Introdução ao Livro de Daniel (parte 1) (com comentário de Siegfried J. Schwantes)

Uma Introdução ao Livro de Daniel (parte 2)  (Siegfried J. Schwantes) 


. capítulo 1

. capítulo 2
. Revelação e explicação do sonho de Nabucodonosor (com Comentário de Siegfried J. Schwantes) 

. O Reino da Pedra
- por Ruth Alencar com comentário de Siegfried J. Schwantes
. Um pouco mais sobre a Mensagem de Daniel 3
- comentários de C. Mervyn Maxwell e Ellen White 

. capítulo 4
- comentário de Siegfried J. Schwantes
- por Ruth Alencar com comentários de C. Mervyn Maxwel, Urias Smith e Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

. capítulo 5
- por Ruth Alencar com comentários de Siegfried J. Schwantes e C. Mervyn Maxwel

. capítulo 6
- comentários de Siegfried J. Schwantes e C. Mervyn Maxwel

. capítulo 7
- comentários de Siegfried J. Schwantes e C. Mervyn Maxwel.
- por Ruth Alencar 
- por Ruth Alencar com comentários de Siegfried J. Schwantes 
- com comentários de Siegfried J. Schwantes e  José Carlos Ramos 
- por Ruth Alencar
- com comentários de Siegfried J. Schwantes e  José Carlos Ramos 
- por Ruth Alencar
- com comentários de Siegfried J. Schwantes e  José Carlos Ramos 
- por Ruth Alencar
 Continuando nossos estudos sobre Daniel 7  
 - por Ruth Alencar

. capítulo 8
- com comentários de Siegfried J. Schwantes e  C. Mervyn Maxwel
 Continuando nossos estudos sobre Daniel 8  
- por Ruth Alencar 

. capítulo 9
- com comentários de Siegfried J. Schwantes
- por Matheus Cardoso

. capítulo 10
. Daniel 10: O Conflito nos Bastidores
- Comentário de Siegfried J. Schwantes

. capítulo 11
- Comentário de Siegfried J. Schwantes
. capítulo 12
Daniel 12 : O Tempo do Fim – Parte 1- Por Siegfried J. Schwantes

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