Conversando sobre a Questão do Suicídio (parte 1)

 Quando a Depressão caminha ao lado da Fé


“Certamente é terrível viver quando não se quer mais, mas é mais apavorante ainda ser imortal quando se quer morrer.” (Georg Christoph Lichtenberg, físico e escritor alemão)

Esta frase foi citada para provocar em você uma reflexão. O que você acha?

Há algum tempo atrás estive virtualmente acompanhando um de nossos leitores em estado de depressão. Ele era jovem e acabara de passar por uma decepção amorosa. Não diga que o motivo era fútil, pois para ele não era! Foi uma luta de três meses muito difícil, pois o terreno se dava apenas virtualmente. Eu não o conhecia, ele não me dava indicações de quem era a fim de que eu pudesse recorrer a alguém mais próximo dele... Era uma situação muito crítica porque ele falava em suicídio. Mas, eu contava com um super apoio: a oração. Então eu clamei ao Senhor que renovasse os sentimentos desse jovem e os intentos de sua mente e que pessoas próximas a ele se fizessem presentes e o ajudassem de forma mais prática. E aconteceu. Hoje sei quem ele é, pois passada a crise ele se apresentou para mim e nos tornamos grandes amigos, ainda que de forma virtual.

Este texto é parte de um diálogo que estou travando atualmente com uma leitora que por questão de preservá-la não citarei seu nome. Ela é cristã e não tem desejos suicidas. Mas, gostaria de compreender a questão do suicídio e a salvação.

Particularmente digo que Apocalipse 21:8 não pode ser lido em sua literalidade, do contrário, estaremos fadados a um veredito final muito duro ou alguém se coloca fora desta lista? Um deles apenas nos inclui a todos: mentirosos. A questão do suicídio entra aqui no grupo dos homicidas.

“ Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.”

Significado de Homicida segundo http://www.dicio.com.br/homicida/: s.m. e s.f. Pessoa que mata outra; assassino.

Adj. Que é causador de morte: instrumento homicida.

A situação fica mais complexa quando vemos a definição de homicida dada pelo dicionário informal.

Comparando o texto de apocalipse ao pensamento central da Bíblia de que Deus nos ama e tem prazer em nos perdoar e que se resume nas palavras de Cristo: Depois Jesus o encontrou no templo, e disse-lhe: Olha, já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.” (João 5:14)

“... disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João 8:11), consigo compreender que o homicida sem salvação a que se refere o texto de Apocalipse é o homicida contumaz. Aquele que tem prazer no homicídio e que reincide sem arrepender-se. O conselho de Cristo é não continuar no pecado, pois isto faz separação entre nós e Deus e é essa ruptura que não nos dará acesso a eternidade.

Sinceramente, como incluir o suicídio neste tipo de homicídio? Eu não ouso. Posso, no entanto, visualizar a possibilidade de que a despeito do gesto suicida, este consiga na eternidade estar nos braços de Jesus. Cumprindo-se em sua vida as promessas de não mais lágrimas, nem dor. 

Qual a força dessa possibilidade? Jesus morreu naquela cruz e nos deu a salvação para todos e cada um de nós. Não herdaremos, portanto, o novo Reino pelo que fazemos, mas pelo que Jesus fez e faz por nós. Penso que Deus precisa de menos de um segundo para limpar os erros de uma vida inteira e há muitos segundos antes do último suspiro...

Pensei em Paulo, um dos discípulos de Cristo. Antes de converte-se ao cristianismo Paulo teve uma participação direta no assassinato de Estevão, por apedrejamento. Paulo o fez por acreditar que estava sendo zeloso para com a obra divina. Deus não aprovou aquilo, tanto que Se manifestou: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 9:4) Saulo, depois chamado Paulo, era um crente equivocado na sua compreensão sobre a verdade. Quão caro foi o seu equivoco para muitas vidas... Mas, Saulo teve uma experiência com Deus, foi um homicida perdoado.

Ellen White em seu livro 'Paulo o apóstolo da Fé e da Coragem' escreveu: "Dentre os mais cruéis e implacáveis perseguidores da Igreja de Cristo, surgiu o mais hábil defensor e mais bem-sucedido arauto do evangelho. Com a irmandade apostólica dos doze escolhidos, que haviam se associado com Cristo desde o Seu batismo até a ascensão, foi encontrado um que jamais tinha visto o Senhor enquanto Ele habitou entre os homens, e que ouvira o Seu nome pronunciado apenas com incredulidade e desdém. Mas, sob a cegueira e fanatismo do zelo fariseu, a Sabedoria Infinita discernia um coração leal à verdade e ao deverE a voz do Céu se fez ouvir acima dos clamores do orgulho e preconceito. [...] Para conduzir a batalha contra a filosofia pagã e o formalismo judaico, foi escolhido alguém que havia testemunhado o degradante poder do culto pagão, e suportado a servidão espiritual das exigências farisaicas..."

A experiência de Paulo me ensina quão precioso é termos zelo pela fé dos outros. Não devemos julgar as pessoas sendo que só Deus sonda os corações. Conheço muitas pessoas que sofrem do mal da depressão e a depressão é algo terrível. Um deprimido quando se suicida é por grande desespero diante da dor da alma.

"... as pessoas deprimidas têm fome e sede de viver... [...] querem matar sua dor e não a sua vida [...] na realidade, o desejo é destruir o humor triste, a angústia que sufoca." (Augusto Cury)

Penso que o Senhor sabe discernir as nossas tristezas tanto quanto sabe discernir os que O rejeitam verdadeiramente em seu coração. Ser um suicida não é o mesmo que dizer: “Não Lhe quero mais como meu Salvador.”

Alguém que passa por esse tipo de depressão e que pensou em suicídio muitas vezes disse-me certa vez: “A pessoa mesmo quando sofre, não deseja morrer. Deseja viver intensamente, mas o sofrimento, a dor, seja física ou emocional, isso sim ela quer "matar"... Isso não permite que ela viva como deseja! [...] Nunca quis acabar com minha vida, mas nos momentos de desespero, de angustia profunda, eu já pensei: "Se eu pular desse prédio, em poucos segundos não sentirei mais dor, vai acabar." Isso aconteceu quando eu ainda era muito jovem, tinha 24 anos e dois filhos pequenos, foi quando descobri as várias vezes que eu havia sido traída por meu marido e quando ele decidiu ir viver com a outra mulher... Isso desencadeou as minhas dores emocionais. Em outro momento eu estava num misto de emoções, tristeza, melancolia, angústia, raiva, desespero... Eu peguei meus medicamentos e já estava retirando um por um das embalagens, eram muitos... Eu queria amassar todos, colocar tudo junto e misturar com água e beber. Eu queria dormir para esquecer tudo que estava sentindo, só que na verdade, hoje sei que eu não iria dormir e sim morrer mesmo. [...] É um desejo de dormir como um coma, e acordar quando a dor tiver passado.  [...] É como uma fuga e quem está em crise depressiva não pensa direito, não tem raciocínio sobre as consequências do ato.”

O ateu Friedrich Nietzsche comentando sobre suicídio disse: "A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más."

Para Kant: "após a morte, não há mais liberdade".  Na mesma linha de pensamento, Jean-Paul Sartre, o mais famoso ateu do século XX, demonstrando sua rejeição ao suicídio disse: "O suicídio é errado porque é um ato de liberdade que destrói todos os atos futuros de liberdade”.

Pergunto-me, porém, sinceramente, se o suicídio é realmente um ato de liberdade? Na sua grande e imensa maioria o suicida é alguém que não tem mais o controle de suas emoções e em muitos casos nem mesmo de sua mente. Como falar de liberdade para alguém que está sem condição emocional de exercê-la?

Certa vez Sartre afirmou que a "ausência de Deus era visível em todos os lugares”. Como um grande materialista disse que "Deus era a realidade humana na sua totalidade".  Em sua peça teatral "O Diabo e o Bom Deus", afirmou: "Deus não me conhece, não me vê, não me ouve. Vês este vazio sobre as nossas cabeças? É Deus. [...] Se Deus existe, o homem nada é; se o homem existe... para onde vai?”

O existencialismo de Sartre produz desespero, pois nele o ser humano encontra-se sozinho, abandonado, independente. Se Sartre tivesse a certeza de que Deus lhe conhecia, que Ele lhe via e lhe escutava, não diria que havia vazio sobre sua cabeça, pois perceberia Deus tão próximo que concluiria que ele era importante e tinha um destino de esperança.

O sociólogo francês Durkeim, por sua vez, afirmou que há uma relação entre a força dos laços sociais e a taxa de suicídio. Seus estudos dizem que as estatísticas mostram que quanto menos integração social mais o número de suicídio aumenta. Isto faz sentido para mim, a sociedade de hoje é uma grande prova de que neste ponto Durkeim tinha razão.

Li certa vez um artigo cujo título é: “É o suicídio um desafio para a sociedade”? Dentre os argumentos apresentados, um me chamou a atenção: “Não, o suicídio não é um desafio para a sociedade. Graças ao suicídio, o homem pode se colocar em conformidade com sua dignidade de ser humano, e recusar em nome de sua liberdade, toda a forma de perda.”

Os defensores desse argumento afirmavam que a dignidade do ser humano é poder ser mestre de sua vida e morte; e mesmo que o individuo tenha responsabilidades para com a sociedade não podemos condenar radicalmente o suicídio. Para eles o suicídio é o ato nobre e responsável de alguém que constatou com lucidez que não pode mais “cumprir suas responsabilidades”. Baseavam seus argumentos no estoicismo ao considerar o suicídio como uma marca de suprema liberdade. O suicídio, contraditoriamente, é afirmado como um direito à vida. É a última marca da dignidade humana. Ao suicidar-se o homem está pronto para enfrentar de sua própria vontade, a morte. É o que se denomina “morte digna”.

O escritor Henry de Montherlant (suicida) deixou escrita essa mensagem: “Tornei-me cego, mato-me.” Segundo os defensores desse argumento matar-se diante de uma enfermidade não é desafiar a sociedade, escolhendo morrer. Na verdade, está desafiando a vida que o abandona.

Schmuel Zygielboim, líder da Comunidade Judaica de Varsóvia (Polônia), na época da 2ª grande guerra mundial ao cometer suicídio deixou escrito em uma carta: “Não posso viver enquanto os judeus poloneses os quais represento, estão sendo aniquilados. [...] Com minha morte desejo expressar meu protesto contra a apatia do mundo diante do massacre do povo judeu”.

Isto tudo para nós que conhecemos a verdade teológica de Deus parece loucura... Mas para muitos não. É uma boa justificativa. Porém, prefiro ficar com a verdade de Jesus, que não exclui, ao contrário apresenta uma solução para o sofrimento ao mesmo tempo em que ampara o sofredor. Seu convite é: "Vinde a mim todos os que estão cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei." Deus não apoia o suicídio exatamente porque Ele tem uma liberdade diferente e uma paz a oferecer... Muito diferente da liberdade vislumbrada por muitos homens como Nietzsche, Kant, Durkeim e Sartre.

Não é tarefa fácil escrever sobre suicídio, pois não existem motivos que o justifiquem. Encontramos talvez explicativas, mas não justificativas. O suicídio é uma separação extremamente abrupta. É muito doloroso porque envolve sofrimento, angústia, desespero, desistência, solidão, culpa, tanto para quem se foi como para quem fica. É um ato cujas razões são bastante complexas.

Preciso escrever com o cuidado de não transmitir uma mensagem que justifique ou que defenda o suicídio. Preciso deixar claro que com certeza Deus não apoia o suicídio, mas que compreende profundamente as tristezas da alma. Tenho a convicção de que Ele sempre olhará com muita misericórdia o desespero emocional. Por isso, não ouso dizer que um suicida está perdido. Sinceramente não ouso.

Na maioria das vezes, mesmo no mundo cristão, os suicidas são vistos como excluídos da oportunidade de salvação. Este conceito tem acrescentado muitas dores e angústia aos familiares.  Pensei agora nas palavras de Jó: "Tenho ouvido muitas coisas como estas; [...] Falaria eu também como vós falais, se a vossa alma estivesse em lugar da minha alma, ou amontoaria palavras contra vós, e menearia contra vós a minha cabeça? Antes vos fortaleceria com a minha boca, e a consolação dos meus lábios abrandaria a vossa dor." (Jó 16 :1-5)

Amo o livro de Jó por todos os ensinamentos que ele encerra. Nesses versos Jó considera desprezível o conforto que recebe de um de seus amigos chamado Elifaz. Elifaz o acusa de proferir palavras ocas e de se rebelar contra Deus. Jó devolve a acusação afirmando que também as suas consolações são ocas. Se em vez de ser o sofredor fosse o consolador, Jó oferecer-lhes-ia um conforto genuíno que lhe abrandasse a dor.

Na Bíblia Hebraica Jó é o décimo sexto livro. Em seu nome original é Iôv = אִיּוֹב => Jó). Diferentemente da Bíblia cristã, na Bíblia hebraica o livro de Jó está inserido na terceira parte chamada Ketubim. Os três primeiros livros dessa divisão são chamados de Sifrei Emet (Livros da Verdade).

A moldura deste longo diálogo poético sobre a questão da justiça divina, sofrimento humano e o valor da justiça é retratado no conto de um homem de fé e justo que é afligido com sofrimento. Segundo algumas opiniões, este livro foi escrito pelos Homens da Grande Assembleia, mas há uma opinião que diz que Iôv (Jó) não existiu de verdade e atribuem este conto a Moshê (Moisés).

De qualquer forma, Jó continua uma inspiração para mim. Com sua história aprendo que em nossa relação com Deus temos que amá-LO não pelo que Ele pode nos dar, mas por Quem Ele É.

Selma Lagerlof, escritora sueca e ganhadora do prêmio Nobel de Literatura em 1909, disse certa vez: "Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para a suportar."

Selma conhecia a dor, nascera com um defeito articular na perna esquerda e, aos três anos de idade foi impedida de andar. Com as pernas inertes encontrou prazer na vida através das histórias e lendas contadas por sua babá Kaysa. Que importante papel teve Kaysa na vida de Selma Lagerlof. Ela a ajudou a conviver com a dor ao mesmo tempo em que despertou nela o desejo de superá-la.

Lembrei-me de uma ocasião em que um amigo cristão em estado de depressão conversando comigo disse: “Nada me consola neste instante, nem tudo o que sei das promessas do Senhor. Sinto uma tristeza tão profunda que minha vontade é simplesmente dormir e nunca mais acordar.” Diante de suas palavras silenciei e apertei suas mãos... Ele estava desempregado e seu filho com sérios problemas emocionais. Hoje meu amigo está bem, sua tristeza era de ordem externa. Estava envolto a problemas que pareciam ser sem solução, mas que o tempo mostrou o contrário.

Minha mãe foi uma mulher que viveu diariamente de mãos dadas com a dor. Ora, elas eram físicas, ora emocionais. Entretanto, apesar disso era alguém que amava viver. Havia sempre em seus lábios um conselho, um incentivo para nós. Na verdade, o que mais admirei em mamãe foi o sentido que ela deu para a própria vida. Ela tinha como referência as pessoas de bem, meditava sobre suas vidas e buscava seguir seus passos. Ela era alguém que não precisava estar na linha de frente para se fazer reconhecer, ela simplesmente era. Foi uma expert no testemunho silencioso!

Acompanhei mamãe em muitas fases de suas dores. Lembro-me de algumas épocas em tive que passar noites inteiras tentando tranquilizá-la de seus medos que para ela eram tão reais, mas para mim eram apenas produções de sua mente fragilizada. Serão inesquecíveis as últimas palavras que presenciei de mamãe ainda em vida. Agarrada em minhas mãos ela disse: “Está doendo muito minha filha, chame seu pai.” Quando papai se aproximou ela não disse nada, nem fez nenhuma referência à dor, apenas segurou suas mãosQuando papai se afastou ela disse baixinho: “Me ajude, meu velho, me ajude!” Neste instante meu esposo surgiu na porta e ela abriu um largo sorriso para ele. Eu não compreendi seu gesto, eu sabia que ela sofria muito... 

Eu queria aplacar aquela dor, mas eu não podia, ensaiei cantar baixinho alguns hinos para ela, mas não consegui chegar ao final de nenhum deles. Eles simplesmente desapareciam de minha memória, então a abracei com todo meu amor e pedi para que ela continuasse conversando com Jesus, que fosse forte e guardasse sua fé. Não falei mais com mamãe em vida. Quando segurei suas mãos novamente foi quando fui leva-la para ser preparada para seu funeral. Eu as afaguei com todo meu amor, pois sabia que seria a última vez... E eu gostava tanto de segurar aquelas mãos... Quando fecho meus olhos posso pela memória sentir a delicadeza de suas mãos. Nessa hora, meu coração sempre inunda de tristeza meus olhos, mas então me lembro de sua história. A sua atitude diante da dor me diz que preciso ser forte e assim como ela busco a mão, a força de quem está mais forte do que eu e reanimo minhas esperanças pela fé.

Hoje consigo entender minha mãe, ela escolheu ser maior que sua dor. Houve um grande testemunho seu para mim quando ela disse: “Jesus, já chega eu não aguento mais”. Mamãe entregou os pontos ali não de forma temerosa, sem fé. Mas, como alguém que conhecia a Verdade e sabia que podia Nela descansar. Mamãe pediu ao seu Grande Amigo que lhe desse a paz dos guerreiros e submeteu-se a Sua intervenção, a Sua ajuda. Aceitei sua morte ali. 

Mamãe desejou descansar porque para ela conviver com a dor tornara-se insuportável. Compreendi que ela não queria morrer, apenas descansar de suas dores. E o Senhor ouviu as suas preces. Aquele foi o início de suas últimas horas de vida. Ter desejo pelo descanso não nos transforma em potenciais suicidas.

Lembrei-me do profeta Elias. Que grande homem de Deus foi Elias! Enfrentou pela fé 400 profetas pagãos e venceu. Por muitas e muitas vezes não negligenciou falar a verdade a um rei arrogante e idólatra. Sua convicção do que era a Verdade implicou em algumas consequências. Vivia constantemente sob a ameaça de morte e isolado nas montanhas a fim de proteger sua vida. 

A Bíblia conta que em uma determinada situação Elias estava profundamente triste, fatigado por todo o processo de sua missão. Esmagado pelo desânimo, Elias foi cegado a ponto tal que se julgou só em sua missão. Em sua aparente solidão Elias pediu, então, ao Senhor que lhe desse a paz do descanso. Mas, o Senhor, contrariando a vontade de Elias o alimentou e redirecionou suas emoções. Muitos especulam que Elias teve um desejo suicida. Particularmente discordo. Sentir-se desencorajado, desejoso pela morte, ainda que profundamente abatido, não significa dizer que desejo tirar minha vida. No caso de Elias o bônus para meu argumento vem do fato de que ele pediu ao Senhor. 

Isto me fala de um homem angustiado por sua luta, pelo sentimento de solidão, de fatiga e medo, mas extremamente consciente de sua missão. Que grande profeta foi Elias! Segundo a Bíblia, Elias não experimentou a morte, o Senhor o levou em vida para o Seu Reino Eterno. 

Outro ponto que aprendo na história de Elias. Ele tinha um relacionamento muito íntimo com o Senhor; ele O chamava de “meu Deus”. Um relacionamento íntimo com Deus não significa ter todas as respostas. Elias não entendeu a princípio, por exemplo, porque Deus permitira que o filho da viúva de Sarepta morresse. O milagre não ocorreu por uma fórmula mágica especial nem mesmo pela tentativa do profeta de manter o menino aquecido. O escritor da história deixa claro que foi Deus quem ressuscitou a criança.

Lembrei-me de Sansão. Mas o que dizer de Sansão? Muitos incluem Sansão entre os casos de suicídio na Bíblia. Dizem, inclusive, que a história de Sansão é um caso clássico de que Deus não julga os casos de suicídio da mesma forma. Muitos cristãos, aliás, dizem coisas sobre a depressão, o sofrimento e os suicidas com as quais não concordo. Ouso mesmo dizer que nem mesmo a Bíblia apoia. Falaremos sobre Sansão mais adiante.

Continuaremos...

Outros textos sobre o assunto:

com comentários do Livro Suicídio uma Morte Evitável.

Conversando sobre a questão do Suicídio - parte 2 Quando a Depressão caminha ao lado da Fé



Ruth Alencar


Comentários

  1. Esse artigo veio em boa hora!

    Até recentemente eu olhava o suicida como uma espécie de covarde... Que engano! Como me arrependo de ter mantido essa opinião, que vergonha!

    Foi há pouco que enfrentei tal situação que cogitei a idéia! É impressionante como ficamos 'nus' e sem esperança! Como nos sentimos sem chão! Como todos os nossos escudos psíquicos podem ruir em um momento! Meu Deus, como eu estava enganado!

    Há momentos em que não temos mais um 'ponto de partida' ao qual nos agarrarmos para tentar recomeçar. A angústia é tamanha que nosso cérebro perde algumas substâncias essenciais...

    Que Deus te abençoe, Brígida!

    Obrigado pelo texto!

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    1. Amigo, vc não sabe quantas vzs este texto foi escrito e reescrito...

      Não é fácil escrever sobre um tema que para muitos está fixado como uma questão de fé. Mesmo porque há tb muitos que pensam que dizer o que eu disse é fazer apologia ao suicídio.

      Gostei muito do que disse Selma Lagerlof: "Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para a suportar."

      Há muito da essência do cristianismo nesta frase.

      O positivo dessas experiências amargas como a que vc passou e nos testemunha aqui são uma prova de que a fraqueza pode de uma maneira pedagógica nos render mais fortes. Vc, com certeza é um homem mais forte. Procure lembrar-se dessa experiência quando a tristeza e a dor lhe assaltarem novamente.

      Um grande abraço. Ficamos felizes quando o que escrevemos alcança corações. Significa que a missão foi cumprida. Que Deus abençoe vc e fortaleça sua fé.

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    2. Olá amigo!

      A Ruth que escreveu o texto, dei apensas alguns "pitacos"...

      Conheço muito bem essa angústia e sim, não conseguimos pensar direito. É como um agir sem noção, parece um transe e todos que conheço que passam e passaram por experiências como esta alegam o mesmo... tentam livra-se da dor, não da vida.

      Ceio que há suicidas conscientes e inconscientes... no caso dos inconscientes(não desejam a morte real) passam por episódios depressivos graves.


      Então, como a Ruth disse, a intenção é alcançar corações, acabar com estigmas e ajudar nossos incontáveis amigos que apresentam sintomas depressivos que podem culminar nesse ato.

      Quanto mais informações a gente tem, mais chances temos de ajudar quem precisa e até nós mesmos. Grande abraço!

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  2. Algumas dicas legais de enfrentamento a ansiedade:

    http://youtu.be/oSh4xGMlS2s

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  3. Surpreendente o timing desse post. Recentemente um conhecido meu, de família cristã cometeu suicídio. Estive pensando sobre a questão e sua relação com a teologia cristã.

    Lembro que a primeira vez que me atentei para esse assunto foi assistindo ao filme Lutero. Onde um garoto com problemas mentais comete suicídio e Lutero luta para que o menino seja enterrado em um cemitério cristão (algo importante na época). Não sei se o filme tomou liberdades artísticas com a historia, mas a cena foi importante para me despertar para o assunto e desde então não cheguei a conclusão final sobre o tema.

    Aguardando novas postagens.
    Abraços

    Aguardando novas postagens.

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    1. Olá Leonardo, que bom que o tema ajudará a vc em seu processo de aprendizado sobre essa questão. estamos no mesmo processo.

      Com certeza haverá outras postagens, pois estamos recebendo muitos comentários por e-mail.

      A grande verdade é que muito do que se tem hj na teologia cristã é herança de conceitos elaborados ainda na Idade Média. A Igreja Católica Romana condenou o suicídio e, consequentemente os suicidas. Os que morriam dessa forma não eram enterrados, os corpos ficavam ao ar livre para serem devorados pelas feras e aves de rapina. Provavelmente Lutero questionava isto, se não não teria ousado lutar pelo garoto. Quanta falta de sensibilidade da igreja! Quão longe isto está do olhar misericordioso do Evangelho. O pior é que este conceito foi abraçado por toda a cristandade e ainda hj muitos cristãos afirmam que o suicida morre sem Jesus, portanto está perdido.

      Logo, logo estaremos publicando a segunda parte.

      Um grande abraço

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    2. Olá, Leonardo!

      Lembo-me com tristeza até hoje, de quando o irmão de um amigo suicidou-se. O menino era ainda criança... pois me lembro que eu era adolescente e ele era mais novo que eu e que o irmão dele.

      A família toda é cristã, a mãe dele era médica pediatra no Hospital Belo Horizonte. Foi um tremendo susto para todos nós. Não conseguimos entender...

      Também assisti filme Lutero e a cena da criança que se enforcou é muito triste e forte. A atitude de Lutero(no filme) serve e muito para reflexão...

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  4. Eu não gosto de falar nesse assunto , pois já fiz minhas tentativas ...

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    1. Olá!

      É mesmo difícil pensar sobre isso, muito mais falar.

      Mas isso serve para sabermos que não estamos sós. Que existe uma doença, ou melhor, várias doenças que levam a pessoa a pensar ou executar o ato. Não estamos imune a doenças físicas, muito menos emocionais.

      Que Deus esteja sempre com você!

      Grande abraço!

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    2. Anônimo, procure fortalecer suas emoções no período em que vc estiver bem e em paz emocionalmente. Não transfira para outros a luta pessoal que lhe cabe, procure pensar positivamente sobre a vida e reeduque-se a não viver sob o fardo da ansiedade. Viva cada dia e procure pensar positivamente com relação ao dia de amanhã.

      Afaste-se de coisas que lhe deprimam, cultive a leitura de livros que fortaleçam o desejo pela vida.

      Desenvolva o hábito de diariamente conversar com Jesus e de convidá-LO a fazer parte do seu dia a dia. Ser o seu companheiro no desenvolvimento de suas atividades, seja no trabalho, seja no lazer.

      Estabeleça um foco. E neste foco direcione suas emoções e expectativas. E quando precisar não hesite em procurar a ajuda de um amigo confiável e se necessário a ajuda de um profissional especializado.

      Tente pensar em sua experiência com relação a esse tema num conceito de aprendizado. Há uma pedagogia na dor. De certa forma quando a atravessamos ela nos rende mais fortes.

      Procure se conhecer para identificar sintomas da depressão e assim no seu início enfrentá-la. Dessa forma não ficará tão desprotegido emocionalmente.

      Um grande abraço.

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  5. Nem eu, Ruth!

    Já passei por duas situações de amigos que se suicidaram. O primeiro foi o enterro mais triste que eu já fui.

    Este amigo era ateu e por diversas vezes tinha deixado claro aos amigos que quando morresse não queria que se falassem nada sobre Deus. E, os amigos mais próximos, em respeito à vontade dele, não permitiram nada que fosse um consolo para os familiares... Foi horrível! Ver aqueles sobrinhos chorando tanto e não poder falar de Deus, me fez sofrer demais!

    Há 3 semanas uma amiga, que tinha sido minha aluna no ano passado planejou o seu suicídio. Eu já havia percebido que ela era muito depressiva, estava quase sempre "pra baixo"...mas ela era uma pessoa que procurava uma rica vida espiritual, e sempre falava isso, que o que a erguia era isso.

    Mesmo assim, ela não aguentou o sofrimento. Ela dirigiu até uma praia distante, deixou uma carta sobre uma pedra, com os documentos do carro e se lançou no mar.

    Foi encontrada numa praia dias depois. Deixou marido e duas filhas, a mais nova com 12 anos.
    Eu fiquei me culpando por não tê-la procurado este ano para voltar as aulas, se ela estivesse cantando talvez não tivesse cometido o suicídio.

    Mas, sei que não adianta carregar nenhum tipo de culpa. Ainda não consigo entender como uma pessoa chega a este ponto. Sei que sofro muito com mortes de suicidas.

    Obrigada pelo texto.

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    1. Sabe Anônimo, com relação a morte do seu amigo ateu é isso mesmo, ele agiu de acordo com suas convicções. Não foi hipócrita... Só penso que ele não tinha direito de impedir o consolo a quem ficou em vida.

      Outro ponto é a questão da liberdade que Deus nos dá a todos, creiamos ou não NEle. Assim, Deus respeitará a decisão de seu amigo. Se em seu coração ele tiver determinado que Deus não fizesse parte realmente da vida dele, como um grande cavalheiro, o Senhor respeitou a vontade dele, afinal não é Deus quem exclui ninguém do Seu Reino. Os homens fazem isso a si mesmos.

      Ainda assim, não julgo, não é meu papel e decidi que em assunto de salvação só Deus pode dar a palavra final, pois o coração humano só é realmente penetrado por Deus.

      Quanto ao sentimento de culpa esse é um dos lados cruéis do suicídio, pois em muitos casos os parentes e amigos passam a se perguntar: será que eu poderia ter feito algo para impedir isso?

      Vou tentar abordar um pouco sobre esse tema nas partes sequenciais.

      Um grande abraço e tente guardar a sua paz sobre isso.

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    2. Foi o que também pensei. Foi muito egoísmo não permitir de meu amigo ateu, mesmo depois de morto que outros tivessem um consolo espiritual.
      Neste ponto tenho que concordar com Sartre, não pode existir liberdade, quando apenas a minha liberdade eu exijo para mim, mas não aceito a liberdade dos outros terem fé, terem esperança.

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    3. Alguns ateus têm disso... Nos criticam por pregarmos o Evangelho, mas não apontam nenhuma outra alternativa concreta de esperança.

      Penso que o existencialismo ateu é muito cruel. Assim como penso que o cristianismo equivocado tb provoca muito sofrimento. A solução?

      Procurar conhecer a Verdade e começar a pensar na realidade de que a verdade é absoluta.

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    4. Desde o dia em que meu vizinho se enforcou na varanda da casa dele usando como "corda" um pedaço de arame farpado eu me culpo indiretamente, mas me culpo. Sei que não é minha culpa, mas penso que podeira ter percebido os sinais que ele vinha mostrando. Os gritos silenciosos...

      Isso aconteceu há mais de dois anos. Ele era uma pessoa muito gentil, ninguém pensaria que ele estava em situação tão difícil.

      Poucos dias antes de morrer, ele ficava sentado na calçada. Eu passava e o via ali com a cabeça baixa, só levantava a cabeça para dizer "Olá!". Não era um comportamento "normal" dele.

      Depois comecei a pensar no desespero dele. Não escolheu uma "arma" para dar fim a sua vida. Pegou o que viu pela frente, um grande pedaço de arame farpado.

      Passei muito tempo imaginando se eu tivesse parado e sentado ao lado dele no dia que ele enforcou-se... Poderia apenas o meu gesto, de sentar ao lado e ficar ali para ele saber que não estava sozinho, ajudá-lo a não fazer o que fez? Isso não sei...

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    5. Vc já pensou em quantas pessoas cruzam por nós diariamente e guardam em seu silêncio pensamentos de dor?

      Que o Senhor nos ajude a sermos realmente luz e sal... Para nós e os outros.

      Não se culpe, conheço sua sensibilidade. Sei que se vc ao menos imaginasse o que se passava na mente do seu vizinho vc o teria ajudado.

      bjs.

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  6. Quando eu estava lendo seu artigo me veio uma duvida, se uma pessoa se joga do predio, e se arepende quando esta no meio dele, ele pode ser salvo?

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    1. Deus não é limitado ao tempo. O tempo é para os homens. Num milésimo de segundo Deus pode apagar não somente nossos erros, nossos maus pensamentos, nossos atos inconsequentes, ainda que tenham sido os nossos erros de uma vida inteira. O que dirá de um momento! E há muitos segundos antes do último suspiro, então não importa se o arrependido está no meio de um ato suicida ou nos últimos segundos de sua vida. Deus não Se limita no Seu amor... nem nós podemos limitar a vontade de Deus. A não ser que digamos de fato e racionalmente, não quero Sua presença na minha vida.

      Tenho a convicção absoluta de que Deus não exclui ninguém da salvação, os homens excluem-se a si mesmos.

      Continuaremos com esse tema em textos futuros, deixo apenas com vcs a certeza de que a salvação não é um ato humano, mas divino. Não somos salvos pelo que fazemos, mas pelo que Cristo fez e faz por nós. Deus não tem um amor condicional. Isto é sentimento humano. Ela não tem prazer na morte de um impio. Um suicida não está necessariamente dizendo: Não Lhe quero como meu salvador. Pense nisto!

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  7. Estou muito feliz, pois a pessoa que me motivou a escrever o texto me respondeu dizendo que hj tinha um novo olhar para com os tristes. Louvo ao Senhor pois a missão inicial foi cumprida.

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  8. De fato, foi só a missão inicial, pois esse texto servirá ainda a muitos, que além de ter que enfrentar a dor da depressão, ainda tem que amargar a culpa de se sentirem "só mais um fraco, covarde", o que aumenta mais a depressão.
    Ore por mim, minha irmã, estou pasando um momento muito difícil, e pensamentos suicidas tem sido frequentes. Sofro de panico e estou profundamente deprimida. Sou adventista, tenho filhos lindos e um marido maravilhoso, sei que eles não merecem sofrer, mas tenho me enxergado como um sofrimento maior que a propria morte a eles. Estou disposta a procurar ajuda, já pedi ajuda, mas seu texto foi um alento, porque nele senti amor cristão verdadeiro, puro, algo tão em falta hoje em dia.

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    1. Amada, não pensava em ligar o computador hoje, pois determinei iniciar a leitura de um livro... Mas fui levada a passar por aqui e li o seu post.

      Querida, como queria poder estar ai com vc e simplesmente abraçá-la. Agora me escute não sei seu nome, mas o Senhor sabe e vou orar incessantemente por vc esta noite. Vou pedir ao Papai do Céu por vc. Imagino o quanto seja difícil pq acompanhei algumas fortes crises de mamãe, ela tinha esquizofrenia.

      E vou lhe dizer ela era uma mulher muito crente, então não duvide de sua espiritualidade. Jesus não a olha como uma covarde, fraca, mas como alguém que no momento está muito frágil. Vc não está só, creia que Jesus está realmente interessado por sua felicidade e que Ele deseja renovar sua mente, seus pensamentos e suas emoções. Ele deseja e vai lhe dar a paz que vc tanto anseia.

      Existem instrumentos humanos que Ele pode usar por isso não será falta de fé de sua parte recorrer a um médico de sua confiança.Vc descreveu seu marido como alguém maravilhoso, então peça para que ele a acompanhe em suas consultas de forma que ele estará consciente dos passos e atitudes que ele deve ter em relação a vc.

      Se seus filhinhos tiverem idade de compreensão, explique para eles que vc está frágil da saúde no momento e vai precisar que eles lhe deem muito carinho. O fato de vc se abrir, falar com seu esposo vai aliviar, creia.

      Evite ver programas na televisão que falem de violência e doenças. Procure cantarolar nem que seja baixinho músicas alegres e por que não dançar? Não é pecado se fazer feliz, e felicidade é só uma questão de ser. E isto me parece ser tudo o que vc está precisando.

      Posso imaginar sua angústia pq num momento de grande adversidade senti a força da tristeza. Mas, ajoelhava-me mesmo quando não tinha vontade e ainda que ficasse calada. Nosso Jesus Cristo escuta o coração quando as palavras emudecem.

      Vou orar por vc agora. Ore comigo.

      Querido Jesus, eu sei que o Senhor nos ouve neste instante e antes mesmo que as palavras cheguem aos nossos lábios o Senhor já providenciou a resposta.

      Tua serva precisa de Ti, cumpre Senhor as Tuas promessas quando dissestes vinde a Mim todos os que estão cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei.

      Conhecer-Te faz toda a diferença Senhor, pois sabemos que podemos contar com o Senhor na bonança e na adversidade e que o Senhor é um Deus de paz. Visita o lar dessa Tua serva e permite o Senhor que ela sinta a Tua presença de uma maneira tão especial que a doença dê lugar para a saúde e o pânico para a paz.

      Conheço que Tu és um Deus de amor e fidelidade não olhe para os nossos pecados e falta, antes apaga cada um deles com a Tua misericórdia de modo que dos nossos lábios as palavras do Teu servo Davi encontrem eco.

      "Por que te abates o minha alma e te comoves perdendo a calma, não tenha medo em Deus espera..."

      Que o Senhor Jesus interceda por vc e esta noite vc durma tranquila e amanhã sinta o renovo da esperança e da paz em seu coração . Em Nome de Jesus amém.

      Não deixe de procurar um médico. Há muitas formas de Deus responder uma oração, coloque-se sob a autoridade do Senhor e confie, vc vai melhorar. Só não pode ficar sozinha com sua dor. Fale com seu esposo.

      Um grande e fraterno abraço.

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