Sansão: Mártir ou Suicida?

Conversando sobre a Questão do Suicídio (parte 3)



"A dor possui um grande poder educativo: faz-nos melhores, mais misericordiosos, mais capazes de nos recolhermos em nós mesmos e persuade-nos de que esta vida não é um divertimento, mas um dever." (Cesare Cantú)


Estávamos tendo uma conversa bastante agradável sobre a existência do mal e a futura intervenção de Deus. Minha ouvinte estava embevecida com a proposta de um futuro de paz que Deus oferece ao ser humano e disse: “... por que não ouvimos na igreja sobre estas coisas que você está falando?”

Eu lhe disse: “Sinceramente, não sei o que andam pregando na igreja que você frequenta, mas como adventista esta mensagem é uma das pilastras de nossa fé. Não fazia planos de vir aqui essa manhã. Nem mesmo imaginei que falaríamos sobre isto. Parece, então que o Senhor quer lhe falar algo que você precisa ouvir.”

Nesse instante ela olhou para seus braços e disse: “Estou muito emocionada, continue falando.”

Uma outra garota presente disse: “suicídio é um pecado mortal. Não ensine o contrário”.

Com certeza ela estava lendo nossos textos...

Em seu sentido prático salvação é o gozo eterno, é a vitória e liberdade do ser diante do mal, da dor e do sofrimento. Salvação é a paz pelo encontro das respostas às questões mais profundas do ser. Salvação é uma Pessoa, Jesus Cristo.

Está escrito: “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.” (Atos 4:12) E é interessante porque foi Jesus quem disse que “todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.” (Mateus 12:31)

“blasfêmia” aqui tem o significado de resistência, rejeição. O pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo quando praticado por muito tempo leva à condenação eterna, isto é, a perda da salvação, o impedimento da atuação de Cristo. O cristão crente não comete este pecado, pois enquanto crê em Cristo terá acesso ao Espírito Santo. (Efésios 4:30)

A Bíblia é clara, o único pecado que não tem perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Isto porque o plano redentor de Deus para a humanidade destina-se a atender as necessidades da humanidade decaída. De forma prática isto seria o que?

. cancelar a penalidade da morte pela morte vicária de Cristo;

. e anular o poder do pecado no coração pela presença de Cristo através do Espírito Santo.

Então, se no coração há o arrependimento pelo ato do pecado (atentar contra a própria vida, por exemplo) significa que há a presença do Espírito Santo no coração desse pecador sofredor. Porque é o Espírito Santo quem nos convence do pecado. E se há a presença do Espírito Santo, mesmo ainda nos últimos suspiros, significa que a ação de Deus pode ser realizada. Por isso, creio na possibilidade da salvação de alguém que por uma questão de segundo arrependeu-se do pecado cometido e buscou o Senhor Jesus, confessando sua culpa. Abençoado seja o livre arbítrio! Por todas essas questões teremos muitas surpresas no Reino de Deus.

A única maneira de se conseguir o perdão é abrir o coração para Jesus, é não resistir ao Espírito Santo. Pois, o Espírito Santo dá testemunho de Jesus. Somente o arrependimento nos dá esperança, deixando o Espírito Santo atuar. Ora, se há arrependimento é porque se está ainda sob a atuação do Espírito Santo. Ninguém que está sob o poder perturbador, persuasivo do Espírito Santo pode ter ainda cometido o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo. O pecado imperdoável consiste, portanto, na rejeição total e irrevogável de Jesus Cristo. Esse é o pecado que nos faz perder a salvação. Este é o pecado mortal.

Gosto muito destes versos de João 3: 16-18: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

Com certeza mentir é um ato pecaminoso, mas o que me faz pecador não são minhas mentiras, mas o fato de estar separada de Deus a ponto de desconsiderar Seus conselhos para que eu seja mais semelhante a Ele e Ele é a Verdade.

Apocalipse 3:5 diz que: O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.” O texto é claro, o que não vencer é que terá o seu nome retirado do livro da vida. De qual vitória está o texto falando? A vitória da fé. (Apocalipse 4 :12)

O teólogo Hans Ulrich Reifler, no livro “A Ética dos Dez Mandamentos”1diz que “todos os teólogos de todas as épocas e todas as tradições cristãs condenam o suicídio”. Para ele, quer seja por desespero ou descontrole emocional-mental, a pessoa peca por não crer na intervenção divina. Concordo. Afinal, está escrito “Não Matarás”.


O que me dá alegria é saber que Deus com Sua graça me revela que Seu envolvimento é com a salvação e não com a condenação. E isto nos coloca numa zona de conforto diante de questões difíceis como esta. E eu entendo, então, que condenação é uma decisão do homem e que Deus perdoa o tempo que se configura como ‘tempo de ignorância’.



Em Levíticos 4 e 5 encontramos que quando orientou o povo de Israel no tocante ao pecado por ignorância disse Deus a Moisés: “Se alguém pecar por ignorância no tocante a qualquer das coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, fazendo qualquer delas; [...] oferecerá ao Senhor, pelo pecado que cometeu, um novilho sem defeito como oferta pelo pecado.”

O sistema de sacrifícios de animais era o Evangelho da Salvação ensinado para o povo de Israel. O Evangelho que anunciava a morte intercessora de Jesus pela humanidade. Jesus, naquela cruz do Calvário, apresentou-Se como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.  (João 1:29). Nada ou ninguém pode impedir o cumprimento da vontade de Deus. Nem mesmo a morte pode interferir nos propósitos de Deus. Se Ele determinar a justificação para um pecador será feito. Por isso, como cristãos, embora venham sobre nós coisas e eventos nocivos ou prejudiciais à nossa vida, os propósitos de Deus para nós sempre são bons, embora não possamos ver isso imediatamente. Precisamos aprender a confiar nEle em todas as situações, tanto nas boas como nas más, pois inevitavelmente nos encontraremos em ambas. (Jeremias 29:11-13)

Devemos, porém, ressaltar que Deus será sempre rigoroso com relação à negligência. Daí porque o pecado contra o Espírito Santo não tem perdão. É um pecado de negligência com relação à salvação. É perigoso para nós cristãos, sermos negligentes em nosso relacionamento com Deus. Afinal, é este relacionamento que estabelecerá o conhecimento e compreensão de Sua vontade em nossas vidas. 

É comum pensarmos que nossos pecados são os responsáveis pelas tragédias que nos atingem ou aos nossos queridos. Precisamos, no entanto, compreender que embora seja verdade que muitas vezes a dor e o sofrimento sejam resultado direto das escolhas pecaminosas que fazemos, também é verdade que muitas tragédias vêm por nenhuma razão aparente. A razão de suas presenças em nossas vidas não deveriam nos inquietar tanto quanto a maneira como devemos enfrentá-las. O importante é como reagimos diante das adversidades.

Eu me pergunto sinceramente como podemos definir os que cometem o suicídio como perdidos na fé, como sem Cristo ou mesmo julgá-los como achados em falta na balança divina? A grande verdade é que à luz da Lei é pecado matar-se. Deus não perdoa o pecado do homicídio, o que ocorre é que Sua graça é suficiente para perdoar o pecador e Ele o fez pagando o preço exigido pelo pecado: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23)

A Sua graça não anula o pecado. Ela paga o preço. Vida por vida. A Sua pela nossa. Naquela cruz o Senhor oficializou o que a Sua graça antecipou desde a fundação do Mundo. (1 Pedro 1:17-21)

Em Mateus 27:5 lemos: “E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi enforcar-se.”

Judas traiu Jesus porque não enxergou, não reconheceu ser Jesus o seu Salvador. Em meio ao tremendo pecado não olhou na direção correta, focalizando em seu erro não confiou que Jesus, apesar do seu erro, poderia lhe dar a salvação. Não compreendeu que a morte de Jesus na cruz também seria por ele. Não manteve a fé em Jesus. Lembrem-se: “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”

Numa atitude de total desespero achou que não havia saída para ele e suicidou-se. Seu pecado foi não crer na suficiência de Jesus em relação a sua falta. Será esse o sentimento de todos os suicidas? Não creio nisto!

A Bíblia mostra outro caso de suicídio. Encontramos em I Samuel 31:4-51, o caso do rei Saul e seu escudeiro. Saul havia rejeitado a soberania de Deus em sua vida. Ele não reconhecia o Eterno como o seu Senhor. Não foi Deus que o rejeitou, mas foi Saul quem decidiu levar uma vida sem submeter-se a autoridade divina. Suicidaram-se porque em seu orgulho não queriam ser mortos pela espada do seu inimigo. O não acesso ao reino de Deus não terá como causa o suicídio, mas a rejeição da autoridade divina em sua vida. Além do mais, Saul estava certo de seu distanciamento de Deus.

As passagens bíblicas que citei mais acima com relação ao perdão divino pelo tempo de ignorância, provam que ao Deus perdoar o tempo de ignorância não significa dizer que Ele anulou a falta cometida. O pecado não perde a sua natureza de erro simplesmente porque o desconheço. O que Deus fez e faz é doar-Se como mediador pelo homem e assim livrá-lo da culpa.

Não podemos nos esquecer que  depressão tambem  é definida como doença.  Judas não estava deprimido. Judas estava repleto de remorso. quando alguem se encontra acometido de depressão profunda há sempre a questão da ausência do dominio mental sobre suas ações.  No caso da depressão profunda que leva a confusão mental perde-se o domínio do livre arbitrio. E sem o livre arbitrio como posso ser responsabilizado? Mais uma vez a morte substitutiva de Cristo entra em cena com Sua graça e misericordiosa intercessão.

O nome de Sansão é sempre lembrado nos assuntos sobre suicídio. Fora um homem que nasceu com uma missão: ser instrumento de Deus na vida do povo israelita. A história de Sansão é um grande exemplo do respeito de Deus por nosso livre arbítrio. Embora ele tenha nascido com essa missão o Senhor não impediu que Sansão fosse o sujeito de sua história de vida. Deus alinhou Seus propósitos ao livre arbítrio de Sansão.

Sansão tinha uma fraqueza: sua "paixão" pelas mulheres. Tenho o pensamento, no entanto, de que para ser tão forte Sansão deveria ter uma potencia muito grande de testosterona. Mas, é claro, sei que sua força sobrenatural provinha de Deus.

Sansão desviou-se de seu alvo. Negligenciou a missão que tinha com relação ao seu povo. Foi displicente com relação ao que Deus esperava dele. Ele era tanto intrépido quanto irresponsável, na medida em que lidava com o perigo. Penso que deve ter construído um orgulho sobre suas forças. Ele achava que sempre sairia do perigo, porque era um homem forte e não porque Deus estava com ele. (veja Juízes 16:20) Foi por isso que acabou acorrentado, humilhado e cego.

No entanto, acho que a cegueira física lhe proporcionou a verdadeira visão sobre si mesmo. O mais interessante é que seu amadurecimento emocional e espiritual se confirmou no auge de seu sofrimento. Enquanto rodava, dia após dia, horas e horas aquela roda do moinho, humilhado, acorrentado e cego, Sansão deve ter refletido sobre a vida que havia levado e é certo que reconheceu a existência de uma Força maior e humilhou-se, rendendo-se a ela. A força do meu argumento está no clamor de suas palavras registradas na Bíblia: "SENHOR Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez..." Esta oração é um humilde pedido de socorro por discernimento da necessidade: "dá-me porque não tenho". “Vem ao meu socorro”. “Eu preciso de Ti”. “Mostra-me o Teu perdão estando comigo nesta hora de dor e de vergonha.” E Deus veio ficar com Sansão e atendeu o seu pedido.

"Deus sussurra e fala à consciência através do prazer, mas grita-lhe por meio da dor: a dor é o seu megafone para despertar um mundo adormecido." (C. S. Lewis)

Não foi Deus que provocou o sofrimento de Sansão, mas agiu a despeito dele. Compreendo assim que podemos aprender muito com o sofrimento. Amadurecemos com ele a partir do momento em que compreendemos que ele também pode nos fortalecer. Creio que Sansão não estava movido pela desesperança, nem pelo desespero emocional que experimentam os que atentam contra a própria vida. 

Sansao talvez não fosse um deprimido acometido pela doença da depressão, mas Sansao estava em tristeza, possivelmente por conta das escolhas que fizera ao longo de sua vida. Diferentemente de um ser humano em extrema e profunda depressão nem forças tem para suplicar ou nem capacidade tem para compreender a própria situação.

É isto que me faz crer na possibilidade do perdão segundo o julgamento de Deus. Sua graça é infinita e Sua justiça é inquestionável. 

“Três mil homens foram feridos e esmagados, e Sansão também, no meio deles, foi sepultado sob as ruínas. Esse foi o fim de Sansão, que durante vinte anos foi chefe de todo o povo de Israel. Nenhum outro foi comparável a ele quer pela coragem, quer pela força sobrenatural, que até o último momento de sua vida foi tão funesta aos inimigos. [...] Os parentes levaram-lhe o corpo e o enterraram em Zorá, no túmulo de seus antepassados.”2

Sansão agiu como um homem de guerra, estava muito triste consigo mesmo  e compreendendo o significado do momento decidiu tirar a própria vida. Num momento de plena lucidez mental. Levado para servir de espetáculo e ‘diversão’ torturante para seus inimigos, concluiu que seria certo que lhe matariam. Num momento de lucidez viu que poderia ali mesmo, apesar da situação humilhante em que se encontrava matar todos os que faziam mal a ele e a seu povo.

Tudo o que Sansão não teve naquele momento foi falta de fé, do contrário, ele não teria orado a Deus e por outro lado, Deus não teria lhe restaurado a força.

São casos diferentes de tristeza. O suicídio quando acontece motivado por depressão profunda, desesperança, insatisfação diante da vida, falta de vontade e de garra pra viver é algo extremamente doloroso para quem parte como para os que ficam. O sacrifício de Sansão foi motivado e consolado por esperança em Deus. Um suicidio com natureza de autosacrificio.

O sacrificio de Jesus, por outro lado, não se enquadra na categoria de suicídio. Ele deu a propria vida sabendo que em Si mesmo havia poder para retoma-la. Jesus tinha consciência de quem Ele era: Deus entre nós.

Sansao nasceu para liderar e defender seu povo. Jesus nasceu para morrer. Sua morte era Sua missao! Sua morte traria o direito à ressurreição para todo ser humano. Ele ofereceu a Sua vida em favor da nossa. Isto não é suicídio. Isto é a expressão máxima de respeito e amor à vida. Sua morte nos traria vida. Isto é sacrifício. Deus sendo imortal não poderia cumprir essa missão, então Seu Filho Emanuel encarnou-Se sob a forma humana e voluntariamente tomou sobre Si mesmo a punição devida à humanidade. Carregando a culpa e a vergonha do pecado dos homens renunciou a gloria celeste, para Se revestir da humanidade e aceitar em nosso lugar as consequências do pecado. Ele doou Sua própria vida em favor da nossa. A Sua morte é a chance eterna para um suicida. Deixemos Deus ser Deus .

Que Deus nos dê sensibilidade para compreendermos tão grande salvação! 

Outros textos sobre o tema:


Conversando sobre a questão do Suicídio - parte 1 Quando a Depressão caminha ao lado da Fé

Conversando sobre a questão do Suicídio - parte 2 Quando a Depressão caminha ao lado da Fé


Referências:

1- Hans Ulrich Reifler, Th. M. nasceu em 1949, na cidade de Basiléia, na Suíça.
Chegou ao Brasil em 1976, como missionário da Missão Cristã Evangélica do Brasil, tendo fundado diversas igrejas e congregações. Atualmente é professor do Seminário Teológico de St. Chrischona, em Basiléia, Suíça e professor visitante da Academia de Missões Mundiais, filial da Columbia International University em Kornatl, Stuttgart, Alemanha.

2- Flávio Josefo, “História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém”. 


Ruth Alencar





Comentários

  1. Nossa, que dilema. Nunca pensei nisso.

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  2. Nem mártir nem suicida, mas apenas um homem que exaltou a Deus mesmo que isso lhe custasse a vida...

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  3. Paz a todos, então ao meu ver Sansão perdeu sua salvação. Tanto que vemos mais seus erros do acertos. E sua oração não é pedido de perdão ou arrependimento é bem clara, que eu vingue pelos meus olhos

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    Respostas
    1. Vc diz Ozeias: "então ao meu ver Sansão perdeu sua salvação. Tanto que vemos mais seus erros do acertos." E vc Ozeias, como está a sua condição?

      Se é assim, por que Sansão figura na galeria dos heróis da fé registrada em Hebreus 11?

      As Escrituras dizem que Deus restaurou a força de Sansão. Respondendo sua oração.

      Juízes 16:28 : "E Sansão orou ao Senhor: 'Ó Soberano Senhor, lembra-te de mim! Ó Deus, eu te suplico, dá-me forças, mais uma vez, e faze com que eu me vingue dos filisteus por causa dos meus dois olhos!'

      Essa foi a vitória de Sansão. Os filisteus não sabiam que havia parecido por bem ao Senhor perdoar Seu servo e restaurar sua força. O fato de Deus haver respondido
      me ajuda a compreender Sua maravilhosa graça. Dá indicações de que o relacionamento entre Sansão e o Senhor estava em ordem (Sl 66:18, 19).

      Vc diz: "não é pedido de perdão ou arrependimento é bem clara, que eu vingue pelos meus olhos."

      "Como avaliar a vida e o ministério de um homem como Sansão? Creio que Alexander Maclaren expressou-se bem ao dizer: "Em vez de tentar transformá-lo num nobre herói, é muito melhor reconhecer francamente as limitações de seu caráter e as imperfeições de sua religião [...]. Se era o mau; puro desejo de vingança que impelia com fúria as orações de Sansão, é porque ele não havia escutado as palavras 'Amai os vossos inimigos' e, nos seus dias, destruir os inimigos de Deus e de Israel era um dever". (Maclaren, Alexander. Expositions of Holy Scripture. Grand Rapids: Baker Book House, 1975, vol. 2, p. 256.)

      Reflita sobre isto.

      "Seu declínio teve início quando discordou dos pais quanto ao casamento com uma
      moça filistéia. Depois disso, desprezou seu voto nazireu e contaminou-se. Desconsiderou as advertências de Deus, desobedeceu à Palavra de Deus e derrotou os inimigos de Deus. É provável que pensasse ter direito de entregar-se ao pecado, uma vez que carregava consigo a marca de um nazireu e que havia conquistado tantas vitórias para o Senhor. Mas se enganou.

      "Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio" (Pv 25:28).

      "Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito,
      do que o que toma uma cidade" (Pv 16:32). Imagino se Salomão estava pensado em
      Sansão quando escreveu essas palavras." (Comentário Bíblico Expositivo Antigo Testamento Volume II — Histórico Warren W. Wiersbe)

      Com Sansão é o mesmo o que acontece conosco: “o pecado nos arrancou da ética, de Deus mas não da Sua misericórdia.” (Pr. Benedito Muniz)

      A salvação de Deus é inclusiva. Sempre será.

      Excluir

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