Jesus: a verdade completa que leva a mais urgente decisão




Em Filipenses 2:12, Paulo diz: "Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua vontade.” Como pode alguém desenvolver a sua própria salvação? 

Esta noite eu fui dormir pensando neste verso. Busquei em outras traduções e encontrei esta que amei muito: “Continuem desenvolvendo sua libertação com temor e tremor, porque Deus é quem lhes concede a disposição e a realização do que lhe agrada.” (Bíblia Judaica Completa)

Para Paulo é unicamente Deus quem opera a salvação. A questão centraliza-se, então, na vontade e ação. Deus nos desperta, nós discernimos a necessidade dEle em nossas vidas e respondemos ou não ao Seu apelo. Porém, tanto o querer como o efetuar são providências divinas. A salvação, portanto, é resultante da graça divina. É uma obra realizada por Deus em nós, sem a nossa participação.

Não podemos compreender esse texto sem contextualizá-lo. Os cristãos filipenses, pelo menos alguns deles, eram propensos a um alto espírito de divergência e isto estava causando dissensões na igreja. Paulo os exorta a examinarem-se e se esforçarem individualmente ao máximo no processo de mudança de atitude mental afim de que fossem libertados dos pecados que estavam bloqueando seu amadurecimento espiritual. E como se amadurece espiritualmente? Olhando a Jesus. O exemplo de humilhação de Jesus, em toda complexidade de Seu sacrifício por cada pecador, deve nos inspirar em nosso relacionamento com Ele a uma vida de verdadeiros discípulos, especialmente imitando-O em Sua natureza humilde. A humildade é um fruto do coração.

“Enquanto a compreensão de humildade no Antigo Testamento incluía noções de inferioridade e aflição, o sentido do termo no Novo Testamento denota, primeiramente, uma qualidade pessoal de dependência de Deus e respeito pelas outras pessoas. Humildade não é um instituto humano natural, é uma virtude dada por Deus para vivermos de modo santo. A essência da mente de Cristo era humildade e amor sacrifical pelos outros, enquanto a essência da mente humana não regenerada é egoísmo e orgulho. A vida de Jesus Cristo nos fornece o exemplo perfeito de humildade. Embora Ele seja divino e eterno, se apropriou da humanidade com todos os seus atributos  de uma pessoa, exceto o pecado. Sendo assim os cristãos devem considerar a necessidade de humilhar-se a si mesmos para serem o que devem ser.

Durante o tempo em que o mundo grego desprezava a humildade, Cristo veio como um salvador humilde. Ele humilhou-Se a Si mesmo tornando- Se obediente à vontade de Deus, o que resultou em Sua morte na cruz. Jesus exortou Seus seguidores a humilharem-se diante de Deus e dos homens. [...] A humildade não vem de nós mesmos, mas de Deus, e resulta em louvor ao Senhor.” (Bíblia da Mulher)

Cristo em tudo é o nosso modelo, sem Ele não há vitória, nem salvação. 





Continuemos, pois, com humildade a desenvolvermos, a fazermos progredir o nosso amadurecimento espiritual tendo a Jesus como o modelo por excelência, não os nossos próprios conceitos de perfeição. O modelo de Cristo basta em si mesmo como parâmetro. Tendo a certeza de encontrarmos o descanso espiritual em nossa jornada, por vezes fatigante, na fé de que Jesus completou e completa a perfeição exigida pela Lei. Nossa salvação está consumada em Cristo Jesus, o que precisamos é crer e aceitar e consequentemente viver os frutos de Sua presença em nós. Amando como Ele ama, perdoando como Ele perdoa, sendo o que Ele espera que sejamos: discípulos Seus.

Paulo ao viver a experiência da conversão fez a pergunta mais importante, aquela que é imprescindível: “Quem és tu, Senhor?” Compreendendo quem era Jesus, Paulo prosseguiu: “Senhor que farei?” (Atos 22:7- 10).

Na compreensão dessas duas questões Paulo viveu uma vida de aceitação da autoridade de Jesus em sua vida e de sua dependência de Deus. Por isso, ele venceu. Paulo permaneceu com Cristo e Cristo permaneceu com Paulo.





Perfeccionismo é um objetivo inatingível e legalismo é inimizade contra Deus. Exatamente porque se é motivado pela autossalvação. A salvação produz contentamento, não estagnação. Salvação é a manifestação do trabalho de Deus em nós. Afinal, o verdadeiro crescimento espiritual provem do relacionamento com Deus. O contentamento é a maior aceitação que se pode ter de si mesmo. O contentamento espiritual, por sua vez, é a chave para a paz em Deus. Contento-me com Seu sacrifício. Contento-me com a Sua salvação. Jesus satisfaz os anseios mais profundos de minha alma. Contento-me com Suas promessas.

Grande parte do estresse espiritual é resultante do orgulho e da soberba de recusar Jesus como a água da vida por excelência. Está confuso com relação à salvação?

Sugerimos a leitura dos textos:

Estamos Confusos sobre a Salvação? (Pr. Matheus Cardoso)

O Copo não está Vazio (Pr. Diego Barreto)

Você busca encontrar a verdade? Saiba que Jesus é a Verdade. Em Jesus, a Palavra se fez carne. Ele era “cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

Portanto, a “graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.”  Muitos ainda são desconfiados a respeito da ênfase sobre a graça. Dizem: “Graça barata!”.  Barata como? Se o preço foi a vida do próprio Filho de Deus?

“Necessita-se da graça divina no começo, da graça divina em cada passo de avanço; só a graça divina pode completar a obra.” (A Maravilhosa Graça, p. 220)

A grande verdade é que o melhor que há em nós é obra da divindade. Precisamos do Espírito Santo. Sem Jesus como intercessor tudo teria sido em vão. Sem o amor de Deus a nos atrair nem chegaríamos perto, pois é o Seu amor que nos atrai.

E, então, fui dormir em paz: Minha mente foi repleta por versos bíblicos e em arrependimento compreendi mais uma vez o maravilhoso perdão de Deus. Obrigada Senhor, por Tua mensagem de paz. 

Ruth Alencar 


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