Eternidade à Prova de Falhas



Texto de Diego Ignácio Barreto, pastor Adventista, postado no Blog Contexto Moderno



Fail-proof é uma palavra difícil de ser traduzida ao pé da letra, mas vamos tentar. É um termo utilizado para coisas ou situações à prova de falhas. Define normalmente alguma coisa que está preparada para suportar qualquer adversidade que possa existir sem fazer concessões a qualquer falha ou possibilidade de erro. Poucas coisas nesse mundo são realmente "Fail-proof", por isso é até difícil citar exemplos. 

Uma coisa que eu sempre me perguntei era: Como Deus pretende manter a liberdade por toda a eternidade e ainda assim o pecado (ou o erro) não retornar a nossa realidade? Como Deus fará para impedir seres livres de escolherem errado mais uma vez?

Sempre respondi a essas perguntas com duas lógicas. Primeiro, quando pecamos pela primeira vez, o mal não passava de um conceito abstrato do qual não conhecíamos as consequências. Hoje, ainda podemos conceituá-lo, mas conhecemos bem a sua forma tangível. Concreta. Fatal. E muitas vezes, irreversível. E esse conhecimento terrível, permitirá que seres humanos, devolvidos ao total controle de suas liberdades (perdemos esse controle no Éden após a queda), decidam-se livremente por jamais retornar ao erro, pecado, distanciamento de Deus (escolha uma definição, trata-se da mesma coisa). 

A segunda lógica, é que uma das mais terríveis consequências de nosso erro, foi perpetrado sobre o próprio Deus. Quando Jesus morre na cruz para nos salvar da nossa condenação, somos tomados de assalto por um duplo espanto. 1) O que fizemos com Deus. 2) O que Deus fez por nós. Penso que esse é o real motivo pelo qual o "mal nunca mais se levantará" (Naum 1:9). É também o melhor motivo. Visto que o primeiro repara apenas no que o mal causou a mim e o segundo repara no que o mal causou a Deus. Entretanto, quando reparamos no que o mal causou em Deus, o que fica realmente, como palavra final, é o que Deus foi capaz de fazer por nós. O amor rouba a cena que o pecado dirigiu. 

Com isso eu concluo que Jesus Cristo é trava de segurança da eternidade, o "mecanismo" que garante que o céu será à prova de falhas. E é por isso que a mais importante das transformações é sermos transformados em pessoas que "negam-se a sí mesmos" (Luc 9:23) e "amam a Deus de todo o seu coração". Quem vive assim está pronto para o céu. Quem vive assim tem o direito de receber de volta sua liberdade perfeita. Quem vive assim, ama. Somente pessoas assim podem construir a sociedade eterna. A sociedade do céu. 

O que garante de verdade que a eternidade será perfeita e sem falhas, são seres livres que amam a Deus de todo o seu coração e não colocam seus próprios interesses no caminho. A presença dAquele que é amado por todos é o último e único argumento necessário para o completo bloqueio da re-entrada do pecado.

Enquanto Jesus for eterno, eterna será a Paz. E Jesus é eterno. O Fail-proof é eterno. 

Finalizo dizendo que, hoje não podemos ser perfeitos, mas quanto mais amarmos a Jesus de verdade e de coração, quanto maior for a nossa fidelidade e dedicação a Ele, e quanto menos priorizarmos os nossos erros, mais iremos acertar. Mais paz, já iremos sentir. Menos erros nos acometerão, porque Jesus é nossa motivação. Toda vez que eu me nego e o amo mais, preparo meu caráter para um vida eterna. Jesus é nossa segurança! Ele é a nossa cura.” 

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