O Argumento Irresistível para vencer qualquer Dificuldade

Eu não posso abordar esse tema sem falar no amor. O amor é o argumento irresistível. É a razão maior para a capacidade de perdoarmos e sermos misericordiosos de verdade. O amor nos dá poder. Ele fortalece e encoraja o enfraquecido. O amor nos ajuda a compreender o outro ao invés de simplesmente julgá-lo. Quando temos bons sentimentos a respeito de nós mesmos, do próximo e de Deus tudo se torna mais encorajador. Ainda que sejamos limitados e tudo pareça desesperadamente sem saída. 

Quando nos amamos buscamos de verdade a felicidade. Quando amamos o nosso próximo o perdão e a misericórdia em relação aos seus erros é inevitável. Quando amamos a Deus somos mais que sustentados porque entendemos que o que Deus quer que compreendamos é que Ele nos quer ver felizes, em paz conosco mesmo e com nosso próximo.  Por isso, Jesus afirmou com tanta autoridade que os princípios de Sua Lei resumiam-se em dois: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

O princípio básico do amor é a misericórdia: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” (Mateus 5) Vivemos cercados pelos frutos de um viver amargo: vive-se preocupado com o horizonte do próprio umbigo. O estilo de vida que a humanidade optou é o do egoísmo. Tão diferente do que Jesus nos tem proposto...

Somente aqueles que aprenderam a viver de forma tal que o viver para si mesmo foi substituído pelo viver para Deus, e em formas práticas viver para o próximo, compreenderam a proposta do Reino de Deus. 

Minha linda amiga Sue Holanda falando sobre as dores e as lutas certa vez escreveu:

“Algumas situações de dor nos confrontam e nos obrigam a enxergarmos espiritualmente cada situação e percebermos a nossa fragilidade, a nossa necessidade de Deus e o quanto precisamos do seu perdão. Pedro, Jó e José nos trazem grandes ensinamentos através de suas lutas e vitórias:

Pedro– Jesus sabia que Pedro iria negá-lo, mas mesmo assim permitiu este acontecimento para que depois deste fato ele crescesse e se entregasse ao Senhor. Jesus não o poupou da dor, pois Ele observava um Pedro quebrantado (Lucas 22:31 –34 e 55-62).

– Jó era um homem obediente a Deus. Parecia que ele era tão espiritual, tão abençoado, que não havia mais o que ensiná-lo. Mas Deus, permitindo aquela grande provação, fez Jó reconhecer que somente conhecia a Deus superficialmente. Jó disse: “Agora os meus olhos te contemplam…” (Jó 1:20; 2;7-10; 19:25 e 42)

José – José era filho amado do pai e era invejado pelos seus irmãos - por este amor e pelos constantes sonhos que Deus lhe concedia. Certo dia, seus irmãos o venderam para uns mercadores que o levaram até o Egito, lá ele se tornou um empregado e, em seguida, pela sua fidelidade a Deus, resistindo ao pecado, foi caluniado, preso e chegou ao mais baixo degrau que uma pessoa pode descer. Isto aconteceu durante anos e anos de sua vida. E o que ele fez para merecer isto? Quem sabe José pensasse assim: “Serei eu tão mau, tão ruim, será que Deus me esqueceu? O que mais pode acontecer comigo? Só a morte!

[...]  Isto só foi possível porque Deus não poupou a vida de José, Deus olhou o futuro. Isto é o que sempre devemos fazer, com certeza será muito mais fácil suportar as dores. [...]. Deus tem um quebrantamento, um raiar de um novo Sol na sua vida, uma situação tão grande, tão esplêndida, superior à primeira. Não tente nem imaginar o que Deus vai fazer, somente creia e espere nEle. Nossa mente não alcança os pensamentos e propósitos do Senhor. Com certeza, se Jó tentasse imaginar o que Deus queria com toda aquela perda, ele não conseguiria ver com os olhos da fé, sua perda era grande demais para imaginar como Deus iria tirá-lo daquela situação! [...] Não se deixe levar pelo pecado que bate à sua porta. [...] Deus tinha uma meta a cumprir na vida de Pedro, Jó e José e Ele tem uma meta a cumprir na sua vida. Que nós possamos glorificar ao Senhor na alegria e na tristeza, sabendo que ele é superior a qualquer luta que tivermos.”

Sim, o amor a Deus e de Deus por nós será sempre o argumento irresistível. Eu gosto muito dos escritos e sermões do Reverendo Hernandes Dias Lopes, da Igreja Presbiteriana. Certa vez ele escreveu:

“Francis Schaeffer, considerado um dos mais destacados líderes do cristianismo do século passado, disse que o amor é a apologética final. O amor não consiste de palavras, mas de atitudes. James Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, diz acertadamente que não somos o que falamos, somos o que fazemos. O próprio Filho de Deus é categórico em afirmar que somos conhecidos como seus discípulos pelo amor.” E o ver. Hernandes destaca:

“1. O amor é o argumento irresistível porque é a síntese da lei de Deus. Os Dez Mandamentos tratam da nossa relação com Deus e com o próximo. Amar a Deus e ao próximo é a síntese da lei de Deus. Quem ama a Deus não busca outros deuses nem faz para si imagens de escultura para adorá-las. Quem ama a Deus não desonra seu nome, mas deleita-se em ter comunhão com ele. Quem ama ao próximo, honra pai e mãe. Quem ama o próximo respeita sua vida, sua honra, seus bens, seu nome, jamais cobiçando o que lhe pertence. O amor é o vetor que governa a vida do cristão.

2. [...] Quando perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento da lei de Deus, Jesus citou o shema: “Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e toda a tua força”. E prossegue dizendo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esse era o credo de Jesus. O amor não é apenas a síntese da lei, mas também o maior mandamento da lei. No amor se cumprem a lei e os profetas. O amor a Deus e ao próximo não podem ser separados. O apóstolo João diz que não podemos amar a Deus a quem não vemos, se não amamos ao próximo a quem vemos. Nosso amor a Deus é provado pelo nosso amor ao próximo enquanto o nosso amor ao próximo é inspirado pelo nosso amor a Deus.

3. O amor é o argumento irresistível porque seu propósito não é agradar a si mesmo, mas entregar-se a si mesmo. O amor em destaque não é um sentimento, mas uma atitude. Não é amor romântico, mas sacrificial. Não é amor apenas de palavras, mas de fato e de verdade. Não é amor que busca gratificação, mas amor que se sacrifica sem reservas. Porque Cristo nos amou, entregou-se por nós. De igual modo, devemos dar nossa vida pelos irmãos. O Senhor Jesus é absolutamente claro: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros: assim como eu vos amei”. Esse mandamento é novo porque Jesus não apenas nos dá uma ordem antiga, mas também, um modelo singular.

4. O amor é o argumento irresistível porque é a prova insofismável de que somos discípulos de Cristo. A evidência maior de que somos discípulos de Cristo não é nosso conhecimento nem mesmo os nossos dons, mas o amor. Jesus é categórico neste ponto: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. O amor é a prova dos nove, o sinal mais visível, a marca mais distintiva, a evidência mais eloquente de que somos seguidores de Jesus. Aquele que não ama nunca viu a Deus, pois Deus é amor. Aquele que não ama ainda está nas trevas. Não somos salvos pelo amor, e sim pela graça; mas evidenciamos nossa salvação pelo amor. O amor não é causa da nossa salvação, mas sua evidência irrefutável. O amor não é apenas um apêndice da vida cristã, mas sua própria essência. Não é apenas um dentre tantos argumentos que evidenciam nosso discipulado, mas o argumento final, o argumento irresistível.”

Sendo assim, nós os cristãos encontraremos de forma desafiadora nas palavras de Cristo o argumento necessário para enfrentarmos as grandes questões existenciais e morais tão aclamadas na sociedade humana em que estamos inseridos.

Temos recebido alguns comentários pedindo nossa posição com relação à questão da homossexualidade. Permita-me compartilhar este texto, foi o texto mais coerente e harmonioso, com os ensinamentos de Cristo, que li a respeito da homossexualidade. Ele conta sobre três pastores assumidamente gays que reconhecem a homossexualidade como pecado e que casamento é entre homem e mulher:

“A polêmica se estabeleceu quando os pastores Sean Allberry, Sean Doherty, Ed Shaw organizaram uma publicação reconhecendo suas atrações por pessoas do mesmo sexo, e afirmando que isso não diminui sua plena confiança no Deus da Bíblia e na visão de que o casamento é a união de um homem e uma mulher.

O artigo A Different Kind of Coming Out (que pode ser traduzido como ‘Uma maneira diferente de sair do armário’) foi escrito pelos três, e explica que, apesar de sentirem atrações homossexuais, entendem que a postura da Bíblia – que define a prática como pecaminosa – continua sendo verdadeira.

Dois deles, Allberry e Shaw, optaram por uma vida de celibato, e Doherty vive o que definiu como “pós-homossexualidade”, pois se casou e se tornou pai de três crianças. Na entrevista à revista Cristianity (que também publicou o artigo), Allberry disse que eles três abriram mão da privacidade para marcar posição e ajudar outras pessoas a viverem conforme sua fé, sem transgredir a verdade bíblica.

Os três acreditam que a definição das Escrituras sobre a homossexualidade e o casamento heterossexual seja “inegociável”, e que por isso, querem ajudar outros cristãos na mesma situação deles.

‘Eu continuo ouvindo comentários sobre como os evangélicos são ‘anti-gay’, mas eu ouço amigos evangélicos que estão começando a se desviar do Evangelho nesta questão. Nós três podemos falar a partir de uma perspectiva pessoal sobre o que significa viver com este problema. Da minha própria experiência, eu diria que Deus é bom e por isso é a Sua palavra nem sempre é fácil, mas é boa’, disse Allberry.

Segundo Allberry, depois de ouvir um pregador dizer que “todos nós somos pecadores na área sexual”, ele passou a compreender que, como seres caídos, não seria sensato planejar toda uma vida a partir de sua orientação sexual.

O pastor ainda diz que é necessário abrir as portas para que os homossexuais sejam recebidos nas igrejas e possam ter suas vidas transformadas. ‘Eu não digo que para se tornar um cristão tem que sair primeiro da relação homossexual em que você está. Mas eu não vou esconder nada nas letras miúdas: o verdadeiro ensino de Cristo sobre a ética sexual. Eu não posso dizer que esta é uma questão secundária, pois a Bíblia fala com uma voz muito clara. Parte da chamada de Jesus de que cada um de nós deve tomar a nossa cruz e segui-Lo’, disse.

Allberry reconhece suas fraquezas nessa área e diz que nem tudo se resume ao sexo: ‘Nós também demonstramos nosso amor para as pessoas que não têm sexo. Eu sou um homem com a sexualidade masculina celebrada, não reprimida, pelo meu celibato’.

O pastor afirma ainda que ‘um amigo homem pode se tornar uma espécie de atração’, e que separar as coisas é a parte mais complicada: ‘Eu tive que aprender da maneira mais difícil onde traçar a linha quando amizades tornaram-se um pouco intensas demais’.

Em sua franqueza, o pastor diz que o fato de saber que nunca será casado é complicado de aceitar: ‘Há uma parte de mim que gostaria de ser um marido e um pai. Eu vejo algumas famílias muito de perto, e eu posso ver o lado bom da vida em família. Mas em outros momentos você também percebe que nem tudo é um passeio no parque’, disse, usando uma metáfora para explicar que há dificuldades tanto no celibato quanto no casamento.’ (Tiago Chagas, para o Gospel+)

Pois bem, nossa missão é levar a mensagem de esperança que há em Jesus Cristo. O mundo diz que não, mas, ousamos lhe dizer que a Paz verdadeira existe e que há sim algo mais que uma 'fonte da juventude'. Há de fato vida eterna. E a vida eterna consiste necessariamente em conhecer e relacionar-se com Jesus. Você nasceu para ser feliz. Creia nisto! Mas, guarde sempre em sua mente que há princípios e condições naturais e espirituais para que essa vida plena se estabeleça e não há outro caminho a não ser o traçado pela sabedoria divina.

Eis o que está escrito na Palavra de Deus: “Não se iludam: pessoas que mantêm relações sexuais antes do casamento, adoram ídolos, praticam sexo depois do casamento com quem não é seu cônjuge; têm relações sexuais ativas ou passivas com homossexuais, roubam, são avarentas, embebedam-se, atacam pessoas com linguagens insolentes, pilhadoras, nenhuma delas terá parte no Reino de Deus.” (Bíblia Judaica Completa, 1 Coríntios 6:9-10)

Não se trata de algo contra a liberdade. Trata-se de algo mais profundo. É o pensamento de um Deus Criador, tremendamente sábio e amoroso, que movido pela vontade de nos ver felizes e por saber como viver a verdadeira felicidade nos propõe o estilo de vida por excelência.

Você pode dizer que um adúltero, um idólatra, um homossexual, um avarento ou insolente também pode ser feliz com sua escolha. E eu vou concordar com você. Sim, é perfeitamente possível! A questão é que essa escolha de felicidade será apenas, na melhor das hipóteses 90 ou 100 anos, a que Deus propõe é por toda a eternidade. O que a Bíblia nos apresenta é uma escolha em relação a isto. Seremos sempre livres para decidir e qualquer que seja nossa escolha será certo uma consequência. É claro que viver a eternidade não é só uma questão de tempo, é de relacionamento também. E desejar essa eternidade implica em desejar viver na companhia de Deus. E isto traz em si o compromisso com relação aos Seus princípios.
Então, compreenda que quando em Sua Palavra isto é dito não está escrito que Deus não ama quem tais coisas comete (e estamos TODOS, eu inclusive, de alguma forma lutando com sua própria natureza carnal!), está sendo dito que a prática de tais coisas por si só nos excluem de uma vida para a eternidade.

No reino que será estabelecido quando Deus intervier definitivamente na história desse planeta não haverá as condições para tais práticas e aquelas pessoas que não abandonarem este estilo de vida não encontrarão espaço para serem felizes nesta nova Terra. Ao decidirem viver de forma contrária aqui em relação aos princípios dAquele que será o grande governante do Novo Reino estarão excluindo-se a si mesmos. Deus não aceita essas práticas e Ele não condicionará Seu Reino aos nossos princípios, mas aos dEle.

Você sempre será livre para viver suas escolhas e eu devo sempre respeitá-las. Escolha seu estilo de vida sabendo que quando colocamos os princípios de vida que Deus estabeleceu encontramos seguramente vida plena. E se houver o desejo de mudança, saiba que não há impossíveis para Deus. Qualquer dificuldade pode ser vencida com a presença de Jesus porque Ele é movido por misericórdia e amor. NEle A vitória sobre qualquer problema está assegurada.

“Os que só ouviram tradições, teorias e máximas humanas, ouçam a voz dAquele cuja palavra pode renovar a alma para a vida eterna."

Indicamos fortemente este podcast: 








Ruth Alencar

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

3º Dia: Por que as coisas pioram quando mais buscamos a Deus?

5º Dia: Unges a minha cabeça com óleo e o meu cálice transborda

O Rio Jordão: As Águas de Naamã