Antes do concerto do Sinai ordenou Deus a guarda do Sábado?


Uma querida amiga nos convidou para um debate a respeito da vigência do sábado, em nossos dias, como mandamento de Deus para o Seu povo.

Este texto é um comentário resposta ao seguinte argumento elaborado por um de seus amigos: “Particularmente, o Sábado faz parte de um concerto ou pacto entre Deus e o povo israelita (Êxodo 31.16). Antes do concerto do Sinai Deus não ordenou a ninguém que guardasse o Sábado: (Gênesis 3:17); Gálatas 3:10); (Gálatas 4:10-11)  o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Rom anos 3:28).”

É complicado acreditar que isto seja verdade haja vista que, em relação ao argumento de que ‘os Dez Mandamentos não existiam antes do tempo de Moisés’, como disse Francis D. Nichol: “... nenhuma das principais denominações crê assim. Não há nenhum ponto em que as grandes ramificações da igreja cristã estejam mais de acordo do que o fato de que os Dez Mandamentos estiveram em vigor desde o princípio do mundo.”1

Conheça o pensamento de grandes lideres cristãos a respeito desta questão. Indico este nosso estudo: A Imutabilidade da Lei de Deus.


Prezados amigos, não é tão difícil assim perceber que os princípios morais dos Dez Mandamentos já estavam presentes no Éden, por exemplo. A maior prova é o fato de que Deus julgou o primeiro casal indigno de permanecer no Jardim, além do fato de que eles perderam a imortalidade. Isto significa que eles cometeram alguma transgressão. Houve a quebra de uma lei. Que lei seria esta? Se não houvesse nenhuma lei eles não teriam sido considerados culpados.

“[...] não se pode necessariamente concluir que, pelo fato de os dez preceitos do Decálogo não terem sido proclamados de forma audivelmente antes do Sinai, ou escritos antes daquela data, eles não existiam antes daquele tempo. [...] a História nos ensina que uma lei não precisa ser formalmente proclamada ou escrita em um livro a fim de vigorar. O mesmo pode se afirmar das leis morais de Deus para a humanidade. Quando Adão e Eva foram criados, eles eram perfeitos e serviam a Deus com um coração perfeito. [...] Deus também falava com eles. [...] Nem eles, nem seus filhos precisavam de um código escrito em pergaminho ou em pedra. Bem afirma Paulo que ‘a lei não é feita para os justos’, isto é, a lei como é ordinariamente compreendida: um código formalmente anunciado e escrito. A lei é escrita no coração da pessoa justa.

Logo depois do pecado de Adão, os homens iniciaram um rápido declínio para o abismo da corrupção, como o declara Paulo (veja Romanos 1). Poderiam eles desculpar suas más ações sob o pretexto de que não estavam cientes de qualquer lei que tivessem violado? Não. Paulo declara enfaticamente que eram ‘indesculpáveis’ (v.20). Mas como poderiam estar sem desculpas a menos que ainda retivessem algum conhecimento dos santos requisitos e leis de Deus? Nossa responsabilidade por nossos pecados é em função do nosso conhecimento (veja João 15:22). Paulo amplia o assunto explicando que quando os ‘gentios, que não tinham lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência’. (Romanos 2:14-15)

[...] A menos que sustentemos que o mundo antes de Moisés tinha conhecimento suficiente da lei de Deus para compreender a importância moral de seus atos, estaremos acusando a Deus de injustiça em destruí-lo por suas más ações. [...] Como poderia Deus ser justo em condenar os antigos por ações que podemos descrever como pecaminosas apenas por sua não conformidade com os Dez Mandamentos, se realmente tais mandamentos não estavam ainda em vigor? Além disso, se todas as ações pecaminosas dos demônios e dos homens antigos podem ser julgadas e condenadas em função dos Dez Mandamentos, que necessidade existe de invocar princípios morais completamente indefinidos e não revelados a fim de lidar com a rebelião moral daqueles que viveram há tanto tempo?

[...] A Bíblia diz que Satanás foi ‘mentiroso’ e ‘homicida’ desde o princípio’ (João 8:44). Os dez Mandamentos lidam com suas ações. Ele também procurou colocar-se no lugar de Deus. Aqui está uma violação do primeiro mandamento. [...] Os sodomitas foram distinguidos por sua luxúria. Cristo revelou que o sétimo mandamento abrange tanto o pensamento impuro quanto o ato impuro, e eles eram culpados de ambos. ”2

Desculpe, mas a ordenança do estabelecimento do descanso sabático foi instituído exatamente lá, no Éden. Leia Gênesis 2:1-3.

Quando Deus estabeleceu o sábado, não havia judeus na face da terra, mas apenas Adão e Eva (Gênesis 2:1-3). Isto indica que a Lei da qual o 4º mandamento faz parte é para toda a humanidade e não somente para os judeus.

A ideia do princípio do descanso é novamente apresentada em Êxodo 20:11, quando Deus então chama a atenção no Monte Sinai: “Lembra-te...”. E confirmada em Hebreus 4:4 e 10.

Leia com atenção o capítulo 19 do livro de Êxodo. Nele encontramos a narrativa do encontro de Moisés com Deus, no Monte de Sinai e como o povo hebreu, passou a ser o depositário da vontade divina.

Em se falando de humanidade os princípios morais dos Dez Mandamentos já estavam presentes no Éden. Vou lhes dar alguns exemplos:

1º e 2º mandamentos: Êxodo 20: 3-5 diz: “Não terás outros deuses diante de mim [...]"

Gênesis 2:16-17 diz: “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” .

Deus lhes deu instruções e lhes deixou moralmente livres para conduzirem suas próprias vidas. A árvore da vida marcava a diferença entre Deus (Criador) e o homem (criatura). Ela representava a fronteira entre Adão e Deus. Sempre haverá essa fronteira porque nem mesmo Deus pode eliminá-la. Ele é o Grande Eu Sou!

Lúcifer, o instigador do mal, disfarçado sob a forma de uma serpente induziu a mulher à desobediência. Adão e Eva “rebelaram-se” contra Deus adorando a criatura (a serpente/satanás) ao dar crédito aos seus argumentos em detrimento da ordem de Deus. Neste aspecto, prestaram “adoração” à serpente (satanás). A vontade e autoridade de Deus foram desprezadas. Por alguns instantes eles elegeram outro deus sob a imagem de uma serpente.

1º, 8º e 10º mandamentos: Está escrito em Êxodo 20:17: “Não Furtarás”, “Não cobiçarás”.

Em Gênesis 3:6 diz: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.” Todos sabemos o resultado. Eles “cobiçaram” do fruto, tocaram no fruto, tocaram na fronteira, rebelaram-se contra a autoridade do Deus Criador. Deus deu ao homem toda liberdade, menos esta de querer ser Deus.

Além de que, como bem expressa Francis Nichol: “Adão e Eva muito certamente cobiçaram o fruto proibido; de outro modo, não teriam estendido a mão para ele, considerando que Deus lhe havia dito expressamente que o mesmo não lhes pertencia, Eles cobiçaram e furtaram.”3

A obediência moral é muito mais do que um conceito, é o exercício prático do conhecimento alcançado. Um conhecimento que transita no terreno da humildade do aprender e do se submeter. Um conhecimento que passa obrigatoriamente pela estrada do reconhecimento da soberania de Deus em sua própria vida e se exercita através da renúncia do egoísmo e da arrogância e o que é mais importante, não se rebela.

6º mandamento: Em Êxodo 10:13 diz: “Não matarás”.

E em Gênesis 4:10 Deus pergunta a Caim: “Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim.” A maneira como Deus questionou a Caim revela Seu descontentamento com o assassinar. Portanto, o princípio do “Não matarás” já existia no Éden.

7º mandamento: “Não adulterarás”

Adão ou Eva não teriam como transgredir este mandamento, pois não havia com quem adulterar? Será? A simples presença dos animais no Éden já oportunizaria o pecado. Se não é assim por que o cuidado, tempos depois, com este tipo de problema? O que dizer de Levíticos 18:23?

“Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.”

O povo de Deus será distinguido, por ocasião da vinda de Cristo, por sua lealdade e reconhecimento da soberania do Criador: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12)

Apresentamos também Apocalipse 14:7: “Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”

Compare este texto com Êxodo 20:8-11: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias, fez o Senhor os céus a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia do sábado e o santificou..”

O Sábado é, portanto, o símbolo do memorial da Criação. Sua observância é um princípio de mordomia. Muitos dizem que quem obedece ao Senhor guardando o Sábado, é escravo do dia. Pelo contrário, pela liberdade que Cristo nos deu, antes escravos todos os dias. Hoje temos o privilégio de termos à semelhança do Criador, um dia de descanso.

Este é o senso prático deste dia: descanso. Em seu livro Os Dez Mandamentos Loron Wade diz que o sábado é a certeza, para os que obedecem os Seus mandamentos, de que Deus tomou todas as “providências completas e perfeitas para todas as suas necessidades. [...] Se Deus tivesse criado os seres humanos no início da semana e nos tivesse pedido algum tipo de ajuda, ou pelo menos solicitado nossa opinião, poderíamos receber algum crédito, não é mesmo? Mas Ele não o fez. A observância do sábado foi, é e sempre será uma celebração da obra de Deus, e não da nossa.

Assim como Adão, descansamos para mostrar nossa aceitação dessa realidade e dizer que confiamos na perfeita provisão de Deus para nosso bem-estar e realização. Isso significa que repousamos tranquilamente em Suas mãos, confiando em Sua sabedoria, Seu plano e Suas providências para nossa vida. Reconhecemos a posição de Deus como Criador e aceitamos a nossa como criaturas. Dessa forma, num sentido profundo e significativo, o descanso no sétimo dia é um ato de adoração.

Em quase todas as religiões falsas, incluindo o falso cristianismo, a adoração é uma questão de fazer algo. Na Bíblia, porém, somos instruídos a adorar deixando de lado nossos afazeres. Devemos pôr à parte nossos esforços e lutas, cessar nosso labor e descansar na serena confiança de que o trabalho em nosso benefício está feito. O quarto mandamento declara: “O sétimo dia é o sábado.” A palavra “sábado” significa, literalmente, “descanso”. O sétimo dia é o descanso apontado pelo próprio Deus. É o dia durante o qual o Criador nos convida a participar com Ele do Seu descanso. Por isso, lemos: “não farás nenhum trabalho”.

Ao repousar com Deus, declaramos ao Universo que o descanso sabático é sinal de um relacionamento com o Criador baseado na fé.  Não é irônico que algumas pessoas acusem os observadores do sábado de crer na salvação pelas obras quando, na verdade, a observância do sábado significa exatamente o oposto?

Mas o descanso no sábado não simboliza apenas esse relacionamento; ele o promove e aprofunda, tornando-se parte dessa realidade. Nosso descanso no sétimo dia não apenas declara que encontramos segurança (e, portanto, paz) no amor de Deus; ele fortalece essa segurança.  Afirma e confirma o relacionamento entre Deus e Sua criação.

Por isso, o sábado é o complemento e a garantia dos primeiros três mandamentos, que nos ordenam adorar a Deus e dar-Lhe o primeiro lugar em nossa vida.

[...] O quarto mandamento ordena trabalhar, mas não diz: “Trabalhe até cair exausto.” Tampouco manda continuar labutando até que o trabalho esteja concluído. Em vez disso, declara que você deve, sim, trabalhar, mas há um limite para o que tem de fazer.

O sábado é uma parábola da vida, porque ensina que chegaremos ao fim dos nossos dias e daremos nosso último suspiro ainda pensando em coisas que gostaríamos de fazer – se tivéssemos tempo. Ele nos ensina a fazer o que podemos no tempo disponível, e depois descansar. Com o sábado, aprendemos a medir nossas realizações não pela norma de nossa própria perfeição, mas pelo padrão do amor de Deus.

Aquele que nos criou sabe que nossa ambição egoísta (ou mesmo nosso desejo sincero de fazer o melhor) pode levar-nos à intemperança e ao excesso. Consequentemente, Ele nos deu o quarto preceito do Decálogo como um mandamento de misericórdia. “Seis dias trabalharás”, diz Ele, “mas no sétimo dia não farás nenhum trabalho.”

Jesus relembrou ao povo de Sua época que o sábado foi feito para a humanidade (Marcos 2:27). É uma preciosa dádiva oferecida para nosso benefício e proteção. O sábado é um porto, nosso abrigo da interminável tormenta da existência, um oásis onde o viajante cansado pode encontrar restauração e renovação antes de retomar as lutas da vida.

[...] Foi numa sexta-feira que Deus concluiu Sua obra e descansou da tarefa da Criação. E também foi numa sexta-feira que Jesus concluiu a obra da redenção. Quando inclinou a cabeça ao morrer, disse: “Está consumado!” (João 19:30).

Depois disso, os discípulos tiveram apenas o tempo suficiente para remover o corpo da cruz e colocá-lo na tumba nova de José. Enquanto saíam apressados, o sol se punha.  A Escritura diz: “E começava o sábado” (Lucas 23:54). Assim, pela segunda vez, o Salvador descansou no sétimo dia de uma obra terminada.

O sábado, criado para comemorar as providências de Deus para um mundo perfeito, assumiu então um significado adicional. Daquele dia em diante, simbolizaria também Suas providências para um mundo em pecado: o plano para nos redimir, curar e restaurar a uma relação de fé e confiança nEle.

Este segundo significado do sábado foi apresentado muito tempo antes da cruz. Quando Deus deu os Dez Mandamentos no Sinai, explicou a razão para o sábado fazendo alusão à Criação. Mas, quando Moisés repetiu os mandamentos 40 anos mais tarde, citou-os de uma forma que prenunciava claramente a segunda razão para a observância do sábado: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5:15).

Deus criou os seres humanos para ocuparem uma posição de soberania (Gênesis 1:26 e 27). A escravidão é o oposto disso. O Senhor não só havia resgatado Seu povo da escravidão literal, mas tinha a intenção de resgatá-lo para um relacionamento de confiança com Ele (Êxodo 19:4). Como resultado, o povo deveria assumir uma posição de liderança, sendo elevado ao status de “sacerdócio real” (ver os versos 5 e 6; 1 Pedro 2:9; Apocalipse 5:10).

Dessa forma, o sábado é uma comemoração não apenas da Criação, mas também da redenção.

[...] E nossa fé em Jesus acrescenta nova e gloriosa dimensão a tudo isso. Como indica a passagem de Hebreus 4, o repouso do sábado agora significa que aceitamos que Cristo realmente alcançou para nós a salvação na cruz do Calvário.

Devido a essa obra consumada, o cristão pode “descansar de suas obras”, isto é, do esforço frustrante de obter a salvação através de bons atos pessoais. Simplesmente aceitamos pela fé que, quando Jesus disse “Está consumado”, realmente estava consumado, e que Ele alcançou uma salvação plena e ilimitada para “todo o que nEle crê” (João 3:16).

Essa relação de fé e confiança em Deus, simbolizada e aprofundada quando descansamos no sétimo dia, é “a paz de Deus, que excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7). É o descanso desfrutado por todos os que estão “em Cristo Jesus”. Não mais necessitam ser jogados daqui para lá num mar de problemas e ansiedades. Podem entrar no porto e encontrar paz e descanso.

A relação de ideias que aparece no pronunciamento final de Deus ao encerrar-se o relato da Criação não ocorre por acaso. Diz o texto:

a) Deus viu que tudo era muito bom, e então

b) descansou.

Está claro que o descanso do Criador nada tem que ver com fadiga. É o descanso que vem quando a ordem toma o lugar do caos. É paz que aparece após a tormenta. Deus viu que a Terra estava em repouso, e então descansou. [...]

Aqui está a passagem na qual aparece a declaração de Deus (note especialmente os termos que numerei):

“Viu Deus tudo quanto fizera [1], e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. Assim, pois, foram acabados [2] os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado [3] no dia sétimo a Sua obra, que fizera [4], descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito [5]. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra [6] que, como Criador, fizera [7]” (Gênesis 1:31 a 2:3).

Sete vezes essa passagem nos faz lembrar que a Criação foi uma obra concluída. Isso significa que Deus “descansou”. Isto é, Ele cessou o que estava fazendo, porque havia completado Sua tarefa divina. O ponto central é que não houve descuido; nada foi omitido nem passado por alto. Nenhuma parte deixou de funcionar em perfeita harmonia com todas as outras. “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom.”4

Ninguém deve matar, roubar, levantar falso testemunho contra o próximo, não é lícito o adultério, a cobiça, a falta de amor ao próximo. Esse código moral não é, portanto, prerrogativa para um povo, mas para toda a humanidade. O episódio do Monte Sinai foi a renovação dessa aliança entre o Criador e Sua criatura.

“O fato simples é que no tempo de Moisés e dos filhos de Israel o conhecimento de Deus e Suas leis haviam se tornado tão obscurecido na mente humana que se tornou necessário dar ao mundo uma revelação escrita. Saindo diretamente das trevas egípcias, os israelitas tinham necessidade especial de declarações bem definidas sobre os grandes preceitos morais. Por esse motivo, Deus esculpiu os Dez Mandamentos na pedra eterna com o Seu próprio dedo. Ninguém precisa, portanto, estar em dúvida. As mutáveis concepções morais dos israelitas poderiam ser corrigidas continuamente pelas imutáveis palavras esculpidas na pedra.”5


Ruth Alencar

_______

1- Francis D. Nichol, Respostas a Objeções: uma defesa bíblica da doutrina adventista, Objeção 3, págs. 39-40.CPB.

2- idem, págs. 40-42.

3- idem, págs. 42.

4- Loron Wade, Os Dez Mandamentos: Princípios divinos para melhorar seus relacionamentos, págs. 32-41, CPB. Você pode ver este capítulo inteiro aqui 

5- Francis D. Nichol, Respostas a Objeções: uma defesa bíblica da doutrina adventista, Objeção 3, pág. 45.CPB.

Comentários

  1. Prezada Ruth Alencar,

    li seu comentário achei muito envolvente e até convincente, mas Se o sábado pra vc é de grande relevância, por se tratar de um descanso que foi determinado por Deus, então qual é o alcance dele em relação a salvação? Onde é que ele é apresentado para o tempo da graça? Pois se a minha preocupação é só com descanso, o que posso esperar dele para a salvação da pessoas (Jo 5.17)? Uma coisa é certa, o descanso sempre haverá como uma forma de adorar ao Eterno, sem termos que fazer apologia a algo que já está implícito no coração de cada salvo.

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    Respostas
    1. eu compreendo que a salvação será sempre, sempre e sempre a obra de Deus através de Cristo Jesus. É a ação de Deus que me traz a salvação.

      O sábado não é superior a nenhum outro dos 9 mandamentos. Não observo o sábado buscando através dele ou dessa obediência a salvação. Isto seria uma heresia!

      Entretanto, o observo como um dia sagrado, separado pelo próprio Deus, exatamente porque fui salva em Cristo jesus e esta é a Sua vontade: que eu obedeça aos Seus mandamentos. Ele mesmo disse que se eu O amasse eu guardaria os Seus mandamentos. É, portanto, natural que eu, salva em Cristo Jesus, dê essa resposta ética em cumprimento à Sua vontade.

      O sagrado do sábado está vinculado à adoração a Deus . É o Eterno que Lhe empresta esta natureza sagrada. É o dia em que Ele escolheu para relacionar-Se comigo de forma especial: como um selo de que eu sou a serva e Ele é o Senhor.

      Este é o meu verdadeiro descanso: minhas dívidas espirituais foram pagas por Jesus Cristo. Por mim mesma, nem mesmo por minha obediência mais pura eu seria capaz de quitá-la. Compreendo a salvação como um processo de ação e reação.

      Numa proposta errada o ser humano olha para os mandamentos e deseja ser a ação, julgando que Deus tem que ser a reação. Esse foi o pensamento de Caim. Obedeceu, mas de acordo com a sua vontade, não a de Deus. Deus pede o sábado, não o domingo. Não vale qualquer dia. Tem que ser o dia que Ele determinou. A lei é DEle, a vontade é dEle.

      Neste mesmo pensamento muitos cristãos pagam penitencias, oferecem ofertas e sacrifícios pessoais... decidem por uma experiência religiosa legalista. Obedece para que Deus reaja lhe aceitando. Isto na verdade é o fundamento de toda religião falsa. É antibíblico.

      A teologia segundo a Bíblia nos ensina, porém, o contrário. Lembra de João 3:16? Pois é, a ação é de Deus. Ele nos atrai, nos ama e salva e nós reagimos crendo e aceitando Sua salvação , amor e perdão.

      Guardar o sábado resulta dessa fé. Mas, é apenas minha reação diante de uma condição definida. Obedeço porque estou salva e não o contrário.

      A graça de Deus não anula a nossa obediência.

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  2. Ruth Alencar, to cheia de perguntas... Rsrsrs...

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  3. Bem, vamos lá...
    Com relação a Adão e Eva, eu discordei do ponto que você disse que eles desobedeceram aos 10 mandamentos, porque creio que foi mesmo pelo "simples" fato de eles terem desobedecido a ordem de Deus de não comer aquele fruto que Deus disse que não comessem. Para o Senhor, a desobediência/rebelião é como o pecado de feitiçaria (1 Sm 15:23).
    Minhas dúvidas (depois vou postar outras):
    1) Como ficam as pessoas que trabalham em hospitais no sábado? E os policiais? E todos aqueles que exercem serviços essenciais?
    2) Hebreus 4:10 não está falando é do descanso eterno, no céu?
    3) Porque as outras leis foram abolidas? Apedrejamento de adúlteros, circuncisão etc.
    4) Pessoas que PRECISAM trabalhar por questões financeiras mesmo, necessidade. Como ficam?
    5) O que quer dizer o versículo de Gálatas 4:4,5 (Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos)?

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    Respostas
    1. Por uma questão de organização das ideias e mesmo de didática estou respondendo a vc sob a forma de uma reflexão. Neste texto resposta respondo apenas, por enquanto, o item 1 de suas perguntas.

      vc disse:

      1- “eu discordei do ponto que você disse que eles (Adão e Eva) desobedeceram aos 10 mandamentos, porque creio que foi mesmo pelo "simples" fato de eles terem desobedecido a ordem de Deus de não comer aquele fruto que Deus disse que não comessem. Para o Senhor, a desobediência/rebelião é como o pecado de feitiçaria (1 Sm 15:23).”

      Eis como compreendo:

      http://www.nossasletrasealgomais.com/2013/11/conversando-um-pouco-mais-sobre-as-leis.html

      Excluir
  4. Anonimmos estou retomando as respostas dos itens seguinte aqui. Não achei muito didático responder sob o formato de postagens lá no face. Vou marcar vc no face à medida em que comentarei aqui os pontos seguintes por vc apresentados:

    1) Como ficam as pessoas que trabalham em hospitais no sábado? E os policiais? E todos aqueles que exercem serviços essenciais?

    2) Hebreus 4:10 não está falando é do descanso eterno, no céu?

    3) Porque as outras leis foram abolidas? Apedrejamento de adúlteros, circuncisão etc.

    4) Pessoas que PRECISAM trabalhar por questões financeiras mesmo, necessidade. Como ficam?

    5) O que quer dizer o versículo de Gálatas 4:4,5 (Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos)?

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