Fazendo discípulos de todas as nações

Jesus os instruiu: “Deus me autorizou a comissionar vocês: vão e ensinem a todos os que encontrarem, de perto e de longe, sobre este estilo de vida, marcando-os pelo batismo no nome tríplice: Pai, Filho e Espírito Santo. Vocês devem ensiná-los a praticar tudo que tenho ordenado a vocês. Eu estarei com vocês enquanto procederem assim, dia após dia, até o fim dos tempos”. (Mateus 28: 20 - Bíblia Mensagem)

Deus tem um plano para cada ser humano, para cada nação e todos os que aceitarem a Sua proposta de salvação e aceitarem servi-LO serão abençoados de maneira especial. Mas, salvação de que?

Sem Deus a humanidade ficará refém do ser que em si mesmo é o mal, a injustiça, a dor, a morte. Aceitar o Seu plano de redenção é permitir que Deus nos conduza de volta para aquilo que fomos criados: sermos felizes, vivermos em justiça e gozarmos da vida eterna. Acontece que nada disso é possível sem estarmos ligados a Ele, que é o nosso Criador e doador da vida. Então, sem Deus não temos esperança de vida. Rejeitá-LO é assumir o fim de si mesmo.

Quando lemos sobre este mandato de Jesus pensamos num discipulado indo aos confins da Terra. É preciso que a verdade seja levada aos extremos da Terra, isto é fato. A questão é: somos da mesma forma entusiastas para testemunhar no seio de nossa família, entre os nossos amigos, na nossa vizinhança? O Senhor pede que primeiro testemunhemos onde estamos.

A missão do Evangelho é resgatar vidas. É a vontade de Deus que todos conheçam a Sua redenção. Não se trata de uma escala de prioridades. Mas, é importante que haja uma base: começa com o circulo próximo e depois, juntos, ir avançando para mais longe. Quem recebe a salvação entra na dinâmica da missão de levar a salvação a outros: de pessoa a pessoa até a última pessoa.

Em Isaías 56:6-8 nos é dito que virá o dia em que toda sincera adoração convergirá para Deus. Isto parece idealismo para nós, mas está escrito nas profecias. Não esqueça, porém, que falamos dos sinceros. Pessoas sinceras voltar-se-ão para Deus.

Como povos que hoje se odeiam poderão se unir um dia para adorar o Deus verdadeiro? O texto de Isaías fala do compromisso do povo de Israel em testemunhar a todas as nações. E, a mensagem é destinada a todos na Terra. Qual é o combustível que vai atrair a humanidade a Deus?

As Escrituras nos ensinam que é o Espírito Santo quem convencerá o mundo do pecado, da justiça e do julgamento. Podemos ter o melhor argumento, mas ninguém convencerá o outro da necessidade da salvação, do pecado ou do amor de Deus. É obra do Espírito de Deus em nós. Depois se aceita ou rejeita-se.

Às vezes confundimos as coisas e confiamos mais nos métodos, no raciocínio, no poder dos argumentos, no domínio do conhecimento intelectual da Palavra ou qualquer que seja, ao invés de cumprir o mandato discernindo a autoridade e poder do Espírito Santo. Às vezes agimos e pensamos como se fôssemos maiores do que Deus.

Existe a noção entre os judeus de chamar o lugar de culto a Deus de casa de oração. E isto corresponde ao plano de Deus. Chamar igreja, templo, sinagoga, mesquita, traz uma noção de divisão religiosa. Existem placas e estas fazem menção a expressões religiosas e isto traz o risco da divisão.

O verdadeiro combustível que ligará os povos em direção a Deus é a verdadeira adoração. Onde cada um deverá se posicionar quando questionado sobre a verdadeira adoração. Somos convidados a nos questionar sobre como adoramos a Deus, como agimos enquanto filhos de Deus.

Moisés ao falar da glória de Deus disse que Ele é misericordioso e bondoso. Jesus disse que Seu amor seria manifestado até o sacrifício e que quando fosse levantado da Terra despertaria o desejo nos homens de servi-LO. A cruz é a expressão última do amor divino. E é esse amor que nos atrai a Ele.

Então, a nossa missão é escutar esse amor salvador e responder submetendo a própria vida. Não devemos anunciar esse amor para fazer membros de igreja, mas para levar outros aos pés de Cristo. O segredo é deixar-se ser conduzido pelo Espírito Santo e Ele nos conduzirá para onde Deus quer que estejamos. Haverá momentos em que devemos ser discretos a respeito de nossa fé, no sentido da militância, mas haverá momentos em que devemos nos engajar e exprimir nossa fé. É necessário que estejamos atentos para ver, escutar e estar disponível. Deus nos inspirará com relação a atitude a tomar.

A mensagem será levada a todos os povos e nações. Está escrito e se cumprirá. Mas, será um milagre. Nós mesmos somos objeto de um milagre quando aceitamos a graça de Deus. Não acontecerá por métodos humanos. Se formos atentos para estarmos onde Deus quer que estejamos, Ele garantirá o resultado.  O problema é que às vezes não estamos atentos ao que Deus deseja e isto finda em barreiras e fracassos.

Às vezes cremos que depende de nós, quando na verdade Deus nos pede apenas para estarmos onde Ele quer que estejamos. E o mesmo Espírito que agirá em nós, agirá na pessoa que está recebendo a mensagem. Se invertermos o papel e achamos que conduzimos o processo, findamos por nos enganar com relação ao combate. Tornamo-nos desrespeitosos, sendo que Deus nos pede para sermos servos.

Então, a mensagem a anunciar é falar de Cristo ao mundo. Anunciar que Ele vai voltar como prometeu para instaurar Seu Reino físico e que isto implicará na destruição do mal.

Qual deve ser o nosso olhar para com os judeus, os mulçumanos e mesmo em relação aos outros cristãos que não compartilham a nossa fé enquanto adventistas?

É o mandato evangélico: vá e faça discípulos. Depois existe o pertencer. Nossos amigos evangélicos se sentem melhor em suas comunidades, em sua adoração específica. Nossos amigos mulçumanos também têm uma maneira própria de orar a Deus. Podemos dizer isto a respeito de todas as religiões.

Nossa missão é testemunhar o que Deus fez por nós e qual a Palavra de Deus para o tempo em que vivemos. Após isto será apenas uma questão de escolhas a fazer.

Quando encontramos pessoas que não compartilham nossa fé a boa mensagem não é: torne-se adventista, batista, presbiteriano, assembleiano, mas venha a Cristo! Quando estivermos em Cristo é certo que compartilharemos a mesma fé. O problema é que quando pensamos no mandato de Cristo, no Ide, somos tentados a intenção de conduzir as pessoas à igreja e não a Cristo.

Fomos convocados a proclamar o Evangelho Eterno, as boas novas do relacionar-se com Deus em verdadeira adoração e a necessidade de arrependimento e confissão do separar-se de Deus, pois é chegada a hora do Seu julgamento. O Evangelho eterno é uma mensagem de esperança para uma humanidade desesperada.


Ouçamos o Seu chamar e vivamos para a honra e glória de Seu santo nome.

Ruth Alencar

Indicamos a leitura do texto do Reverendo batista Ed Kivitz: "Os Filhos do Inferno"

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