A Igreja de Cristo e Sua Lei – parte 1

 por Pr. Carlos Flávio Teixeira1

“Como a Bíblia define a igreja? [...] Quais são as implicações dessas realidades para nós? No meio cristão, atualmente, nota-se a existência de cinco perspectivas principais acerca do tema, as quais podem ser chamadas, respectivamente, de: universalista, eleicionista (pré-determinista), espiritualista, dispensacionalista, e remanescentista.

Os universalistas definem igreja de forma simbólica, como sendo o conjunto de todas as pessoas que vivem sob a influência de Deus, quer o reconheçam ou não. Opinam que a única lei que esse tipo de igreja reconhece é a lei natural do amor, a qual existiria na consciência humana. Segundo a moral social do amor, a noção genérica de bem e mal é assim apresentada como único critério de identificação da igreja de Cristo. A implicação final dessa perspectiva é que todos seriam salvos, pois todos carregam em si algo da moral divina do amor. A esse grupo pertencem principalmente os espíritas, alguns congregacionalistas norte-americanos, entre outros.

Os eleicionistas (ou pré-deterministas) definem a igreja de forma abstrata, como sendo o conjunto dos salvos que foram assim definidos pela soberania divina, quer aceitem isso ou não. Opinam que a lei suprema que esse tipo de igreja reconhece é a lei da determinação divina que governa o universo e as criaturas. Segundo a perspectiva calvinista extremada, a noção determinista de eleição é assim apresentada como único critério de identificação da igreja de Cristo. A implicação final dessa perspectiva é que, obedecendo ou não às leis divinas, os eleitos serão salvos e os não eleitos serão lançados no inferno, pois isso estaria pré-designado por Deus. Estão nesse grupo os calvinistas e as denominações que receberam influência de seu pensamento.

Os espiritualistas definem a igreja de forma espiritualizante, como sendo o agrupamento de pessoas que, em qualquer lugar e tempo, vivem sob a influência e direção do Espírito Santo. Opinam, porém, que a única lei à qual esse tipo de igreja está sujeita é a da manifestação do espírito, que se mostra na operação de curas, exorcismos, e nos dons miraculosos, em especial o de línguas. A implicação dessa perspectiva é que serão salvos aqueles que experimentarem esses sinais do espírito em sua vida, ficando as leis de Deus num plano secundário. Nesse grupo se incluem os pentecostais, os carismáticos, e os chamados de neopentecostais.

Os dispensacionalistas definem a igreja de maneira mística, como sendo o conjunto de todas as pessoas que vivem de acordo com os reclamos de Deus para cada era eclesiástica, também chamada de “dispensação”. Sugerem a existência de três, quatro, sete ou oito dispensações. Opinam que a igreja é composta daqueles que reconhecem as realidades determinadas por Deus para cada um desses períodos. A noção de mudança das dispensações e a capacidade humana de resposta a elas são apresentadas como os critérios de identificação da igreja. A implicação final dessa perspectiva é que seriam salvos (arrebatados) aqueles que vivem segundo a graça, e não a lei, sendo esta a atual dispensação da igreja. Esse grupo é composto de um misto de cristãos de quase todas as denominações evangélicas conhecidas.

Por fim, os remanescentistas entendem a igreja de forma concreta, como sendo as pessoas que vivem de acordo com o que tiveram oportunidade de conhecer acerca do caráter de Deus e de Suas leis. Defendem que esse tipo de igreja reconhece a imutabilidade do caráter de Deus e a eternidade das justas leis de Seu governo. A noção de perenidade das leis divinas e a fidelidade humana a elas, por meio da graça de Cristo, são apresentadas como único critério de identificação da igreja de Deus. A implicação final dessa perspectiva é que serão salvos apenas os que vivem segundo a luz que receberam, acerca das leis eternas de Deus, em resposta de amor à graça divina.

A Bíblia fornece evidências suficientes para perceber a coerência apenas dessa última perspectiva em comparação às anteriores.

No Novo Testamento, o termo “igreja” é a tradução da palavra grega ekklesia que “significa, basicamente, ‘os chamados para fora’, dando a entender um grupo distinto, selecionado e tirado para fora de algo.” No Antigo Testamento, o termo traduz as palavras hebraicas edhah (congregação) e gahal (assembleia). Em sentido amplo, popular, o termo ekklesia era comumente usado para indicar uma assembleia organizada, realizada por um grupo de pessoas como ocorre, por exemplo, em Atos 19:39. Outras vezes o termo foi usado para indicar um simples ajuntamento de pessoas, sem nenhuma organização, como aparece em Atos 19:32, 40. Esses usos gerais podiam se aplicar a reuniões de natureza política, civil, social, ou mesmo religiosa. Porém, quando o termo aparece na Bíblia associado aos seguidores de Deus, seu significado ganha sentidos peculiares.

[...] Mais do que um simples ajuntamento, o que está em pauta é o fundamento, o propósito, a forma de adoração e os resultados do que é feito na igreja e por meio dela. Segundo o ensino bíblico, a igreja cristã tem seu fundamento em Deus e na Sua palavra, que nos estão acessíveis por meio de Cristo, e hoje podem ser compreendidos por intermédio do Espírito Santo. Seu propósito é de servir a Deus e ministrar aos seres humanos pecadores por meio da genuína adoração que afirme as verdades do evangelho eterno, ao mesmo tempo em que atue para salvação dos pecadores. O resultado do trabalho do Espírito Santo, “na” igreja, é a restauração da imagem de Deus nos seres caídos, preparando-os para o reino eterno. E o resultado do Seu trabalho, “por meio da” igreja, é a proclamação e o estabelecimento do reino de Deus, possibilitando que outros também sejam restaurados. Metaforicamente, a igreja é chamada de noiva (Ef 5:22-33), corpo (1Co 12:12-31), e família de Deus (Ef 4:1-32).

Segundo essas características, o mero ajuntamento em nome de Deus é diferente da Igreja de Deus. Ambos não podem ser confundidos. No ajuntamento estão pessoas que fazem parte da igreja de Deus (ovelhas) e as pessoas que pensam fazer parte dela (bodes), mas que de fato não são contadas entre os que são fiéis (Mt 25:31-46). A Bíblia aponta a existência de uma única igreja de Deus (Ef 4:4), que é em parte visível e em parte ainda invisível aos olhos humanos. Sua configuração geral é definida como aqueles que “guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Esse grande rebanho de pessoas, hoje ainda em parte invisível, será ajuntado por ocasião da vinda de Cristo e assim conheceremos toda a igreja de Deus (Jo 10:14-16). [...]

A Bíblia informa que, a partir do ato de Caim, a maldade humana cresceu chegando a extremos intoleráveis aos olhos de Deus (Gn 6:5). [...]

Nos tempos de Noé, dentre milhares (ou milhões) de seres humanos, apenas um grupo de oito pessoas foi considerado a igreja de Deus (Gn 7:1, 7, 23). Esses se mostraram obedientes às ordens de Deus, o que certamente inclui suas leis. Contudo, o relato informa que eles não foram salvos por causa de sua obediência, mas por causa da graça divina que genuinamente foi correspondida por uma vida de obediência (Gn 6:8).

Depois do dilúvio, Deus recomeçou Sua igreja com essas oito pessoas (Gn 8:15, 18, 20, 9:1). Tinham todas as condições necessárias para se manterem fiéis a Deus. Conheciam bem ambos os aspectos da graça divina (misericórdia e justiça). Mas isso não impediu a apostasia de alguns (Gn 9:20-27). E logo muitos outros naufragaram na fé (Gn 11:1-9). Isso nos mostra que sinais miraculosos, por si só, não firmam ninguém na fé. Somente a comunhão obediente pode firmar um filho de Deus em Seus caminhos de salvação. Diante dessa realidade, Deus recomeçou Seu ciclo contínuo de separar os fiéis dos infiéis a fim de que a verdade de Seu caráter, conforme expressa em Suas leis, pudesse ser mantida em testemunho perpétuo às demais gerações. Foi nesse contexto que homens como Abraão foram separados por Deus do povo idólatra no qual foram criados, o que implicava a separação de sua própria família mais ampla (Gn 12:1-9). Esse patriarca é reconhecido por sua fidelidade incondicional às ordens de Deus, o que inclui as leis divinas que teve oportunidade de conhecer (Gn 15:6). A Bíblia dá evidências de que Abraão conhecia os mandamentos de Deus. Há uma referência indireta ao terceiro mandamento, quando ele fez Eliézer jurar pelo Senhor, na certeza de que assim o juramento feito não seria quebrado, pois isso seria o mesmo que tomar o nome de Deus em vão (Gn 24:3). O décimo mandamento, que proíbe a cobiça, era conhecido inclusive pelos reis que cobiçaram a mulher de Abraão, sem saber que ela era casada (Gn 12:13-20, 20:1-18). Abraão estava cônscio da lei de Deus, e sua influência em obedecê-la foi de tal alcance que seu sobrinho Ló assimilou seu exemplo de obediência a Yahweh. Isso proporcionou a Ló o livramento do juízo determinado sobre os ímpios de Sodoma e Gomorra (Gn 19).

A Bíblia nos dá evidências de que os patriarcas que se seguiram a Abraão também tiveram conhecimento da lei. Jacó, por exemplo, mostrou estar cônscio do primeiro e segundo mandamentos quando exigiu que sua família lançasse fora os deuses pagãos (Gn 35:2-4). José mostrou conhecimento sobre o sétimo mandamento quando recusou deixar-se seduzir pela esposa de Potifar (Gn 39:9). Os irmãos que o haviam traído mostraram-se também conscientes do oitavo mandamento que ordena a honestidade (Gn 44:8). O próprio Jacó já possuía consciência do nono mandamento quando a mãe o aconselhou a mentir (Gn 27:12). Todos esses patriarcas eram conscientes de que as leis de Deus são o critério definidor do pecado (Rm 5:13). Mesmo antes de terem sido dadas na forma escrita, essas leis estavam expressas na forma de princípios universais cuja observância caracterizaria os filhos de Deus (Rm 5:14).

Ao longo de sua trajetória de caminhada com os crentes, Deus sempre surpreendeu positivamente aqueles que se mostraram confiantes e fiéis a Ele. Ele mostrou Sua sabedoria ao tratar de maneira diferenciada os que pecam por fraqueza e os que o fazem por opção deliberada de viver segundo a devassidão do mundo. Depois de proporcionar certo nível de conhecimento de Suas leis, Deus espera que Seus filhos fiéis decidam obedecer, vivendo de acordo com o que tiveram oportunidade de aprender acerca da vontade divina (At 17:30-31). [...]

No curso histórico de Seu plano salvífico, Deus tornou evidente o contraste entre o remanescente fiel e os crentes professos. Mesmo durante a travessia do deserto, algumas vezes Deus provou Seu povo a fim de que ficasse evidente quem eram os adoradores fiéis. No tempo de Moisés, isso ficou notório em episódios como o do bezerro de ouro (Êx 32). No tempo de Josué ficou evidente na renovação da aliança feita em Siquém (Js 23-24). No tempo de Davi ficou expresso nas promessas feitas por Deus (2Sm 7) e na repreensão feita por Natã (2Sm 12:1-14). No tempo de Elias o episódio do conflito contra os profetas de Baal é significativo (1Rs 18). No tempo de Josias houve a restauração da lei para o povo (2Rs 22:1-23:28). No tempo de Esdras (Ed 7:10) e de Neemias (Ne 8, 9:13, 10:29) não foi diferente. Salta aos olhos o fato de que, em todos esses episódios, o pano de fundo era a fidelidade ou não às leis de Deus. A obediência a essas leis aparece, em todo desenrolar do plano da redenção, como o critério de identificação do remanescente fiel. Esse remanescente é a igreja fiel que Deus tem mantido ao longo dos tempos, culminando com a encarnação do verbo de Deus, e a partir de então com uma missão renovada de restaurar as verdades eternas. No período que vai de Moisés até a encarnação de Jesus, Deus tentou estabelecer uma nação de remanescentes a fim de que o testemunho de Seu caráter e Suas leis tivesse amplo alcance, preparando a humanidade para o evento messiânico da encarnação de Cristo. Israel deveria ser o arauto da aliança divina salvífica aos seres humanos, proclamando a graça para salvação dos pecados e a lei como orientação de vida dos que aceitam o perdão (Dt 7:6-12). Diante do fracasso de Israel em cumprir sua missão como nação de remanescentes (Mt 27:25, At 7:54-60), Deus prosseguiu com Seu plano de separar os fiéis dentre os professos crentes (Rm 11:1-6). E a encarnação de Cristo foi de significativa importância para isso.
 
No tempo do ministério de Jesus na Palestina, os fiéis remanescentes enfrentavam pressões das ideologias dominantes (gnosticismo, ceticismo, cinismo, estoicismo, epicurismo, ecletismo, neopitagorismo e neoplatonismo). Era notório o contraste entre a ênfase que essas ideologias davam no “ver” e no “imaginar”, em relação à ênfase que as Escrituras davam no “ouvir” e no “obedecer” o que estava escrito ou o que era pregado segundo a Palavra. Nesse contexto, Cristo restabeleceu o genuíno sentido da lei de Deus. A lei eterna, cujo conteúdo e significado nunca tinham sido alterados por Deus, havia tido sua compreensão severamente distorcida pelo orgulho humano. Com Sua intervenção na história, Cristo restaurou o sentido eterno da lei, e reafirmou o remanescente como aqueles que se mantêm fiéis ao Criador e às Suas leis. Além disso, Ele designou a esses fiéis a tarefa de pregar o evangelho eterno que Ele mesmo ensinou; evangelho do qual fazem parte as leis divinas (Mt 28:19-20). Paulo, assim como os primeiros apóstolos, entendeu bem essa missão evangélica. A relação inseparável entre a lei e o evangelho, no contexto da graça de Cristo, é tema recorrente em seus escritos, assim como foi em seu ministério. Paulo afirma de forma conclusiva que a lei não pode ser anulada (Rm 3:31). No período dos pais apostólicos (95 a 150 d.C.) não se nota significativas controvérsias sobre a lei. No período dos pais da igreja (150 a 600 d.C.) encontramos autores como Irineu (c. 130-200 d.C.), que em seu tratado “Contra as Heresias” declara que os ensinos de Jesus em Mateus 5 “não se opunham à lei, mas a cumpriam no sentido de ampliar seu significado e expandir seu alcance”. Clemente de Alexandria (c. 160-215 d.C.), contemporâneo de Irineu, em sua obra Stromata, também destacou que a lei de Deus é o supremo princípio do conhecimento da verdade.

Essas perspectivas mostram que, durante certo tempo após a morte dos apóstolos, a igreja cristã foi fiel em sua identidade e missão fundamentadas na lei como importante realidade da graça divina.  Porém ao “flertar” com os poderes políticos, econômicos e sociais do império romano, quebrou a aliança sobre a qual havia sido estabelecida. Um longo período de rejeição da verdade se abateu com densas trevas sobre os fiéis remanescentes (huguenotes, valdenses, anabatistas, etc). Mais uma vez Deus interveio buscando separar os fiéis, dos professos crentes, por meio da Reforma Protestante (séc. 15 e 16). Ao denunciar o abandono da Bíblia e as transgressões expressas de algumas das premissas centrais do evangelho eterno, por parte da igreja cristã, a reforma tinha como vocação a restauração completa das verdades divinas. Contudo, com o passar do tempo, os reformadores morreram e seus seguidores se limitaram a estudar, pregar, e viver apenas o nível básico das verdades que tinham sido restauradas por seus precursores. Agindo assim, se conformaram à luz recebida e não deram continuidade aos esforços de progressão na restauração das verdades eternas.

Diante dessa realidade, conforme predito nas profecias (Dn 8:14; Ap 10:10-11, 12:17, 14:6-12), Deus interveio a fim de suscitar o último remanescente visível para este mundo de pecado. É assim considerado por ser o último grupo de fiéis que pode ser identificado por seu testemunho de fidelidade incondicional a Deus e às Suas leis, no período que antecede a volta de Jesus. Por existir no tempo do fim, esse remanescente tem a tarefa profética de testemunhar a validade e integridade das leis divinas [...].Esse povo se distingue dos professos cristãos em razão de seu compromisso incondicional com “toda a verdade” (Jo 16:13), com especial atenção àquelas que permanecem sendo pisadas pelos demais cristãos: a criação segundo o relato literal, o sábado do sétimo dia, a imortalidade condicional (e não natural) da alma, o ministério de Cristo no santuário celestial, e a volta literal e universal de Jesus. Esse remanescente reconhece na Bíblia o único guia seguro para sua fé, e considera as leis de Deus o fundamento do evangelho de Cristo. [...]

Em resumo, conforme mencionado, os universalistas opinam que a igreja é composta de todos os que se sujeitam à lei do “amor” e que, por isso, expressam algum tipo de bondade. Os eleicionistas (pré-deterministas) opinam que a igreja abrange todos os que foram eleitos por Deus para a salvação, segundo Sua soberania. Os espiritualistas argumentam que a igreja envolve os que experimentam os sinais do Espírito (dons de cura, exorcismo, e línguas). Os dispensacionalistas opinam que a igreja é composta de todos os que obedecem às orientações provisórias de Deus, estabelecidas para cada era (dispensação) da igreja. Apenas os remanescentistas valorizam apropriadamente o caráter de Deus ao defender que a igreja é composta de todos aqueles que permanecem fiéis ao conhecimento que receberam do evangelho eterno de Deus, que inclui Suas leis. [...] Mesmo em meio às mais conflitantes controvérsias que a igreja enfrentou nos períodos pré-cristão (idolatria, apostasia, cativeiro, etc) e cristão (distorções de temas como: trindade, natureza de Cristo, natureza humana, papel das obras, conteúdo da teologia, etc), houve pessoas que se mantiveram fiéis às leis de Deus. Mesmo em tempos modernos e pós-modernos, a fidelidade inamovível de uns poucos continua sendo o sinal característico do povo de Deus.

A Bíblia mostra que, em cada tempo e lugar da existência, o “remanescente fiel pode ser caracterizado como uma comunidade que demonstra espiritualidade genuína e um relacionamento com Deus marcado pela fé verdadeira”. Nesse contexto, nem todos os que professam servir a Deus, de fato, são contados por Ele como parte de Sua igreja (Mt 7:13-27). A evidência bíblica mostra que, ao longo de toda a trajetória humana, a igreja de Deus é constituída por aqueles que se mantiveram fiéis ao evangelho eterno, a despeito de toda e qualquer consequência que tivessem de enfrentar (Hb 11). Seu compromisso com a verdade é inamovível, mesmo sabendo que sua obediência pode custar-lhes a própria vida. Sua gratidão e amor a Deus os fazem arautos da verdade, mesmo que isso lhes cobre o mais alto preço. Esse remanescente tem consciência de que sua salvação não é resultado de seus méritos, mas unicamente da graça divina (misericordiosa e justa) que produziu neles uma fé obediente e lhes dá o privilégio de compartilhá-la. [...]

Referências

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1. O autor é pastor, Pós-Doutorando em Teologia Bíblico-Sistemática na Andrews University e na Escola Superior de Teologia (EST), Doutor em Ciências da Religião na especialidade de Teologia Sistemática, Mestre nas áreas de Teologia Pastoral e Direito Constitucional, graduado em Teologia e Direito. Membro da Adventist Theological Society e Docente nos cursos de graduação e pós-graduação do UNASP – Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho.


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