A Igreja de Cristo e Sua Lei – parte 2

Comentários do Pastor Marcelo Rezende1
Este texto é uma transcrição adaptada do estudo da lição da Escola Sabatina, coordenado pelo programa Código Aberto da TV Novo Tempo. Você pode ouvir o vídeo original aqui. 

Intolerância! A Bíblia, em Apocalipse 13, nos fala que haverá um conflito de ordem religiosa ainda que se apresente para muitos como de natureza econômica e política.

“O Apocalipse nos fala que o tempo do fim virá com essa característica de intolerância. Um tempo de leis que vão massificar as pessoas. E o povo vai pensar que Deus quer isto: que o ser humano se torne bobinho, sem questionar, sem compreender, sem estudar; colocado na sociedade apenas para ir à igreja, só para poder viver pensando no mundo fantástico, utópico que é a religião... nada disso! Deus quer desenvolver em você a consciência. Quer que você seja uma pessoa da sua época, da sua geração. Voltada para fazer o bem na sociedade em que você está inserido. Esta é a visão do povo de Deus. Esta é a transformação da Lei de Deus na vida das pessoas. Porque eu sou beneficiado pela Lei eu tenho um senso de justiça em mim.

Deus quer que desenvolvamos em nós uma consciência social e espiritual, que vivamos nessa geração voltados para o que é ético, para fazermos o bem e não o mal! Não podemos, como cristãos, ter outra visão da Lei.

Amar fazer o correto, o bem. Esta é a transformação que a Lei de Deus deve gerar na vida de cada um de nós.

Deus não compactua com a mentira!

Deus não compactua com a injustiça!

Deus não compactua com a corrupção!

Então, não devemos agir diferente. Compreendemos que essa é a linha mestra do povo de Deus dos últimos dias.

Aquele que vive na lei de Deus não compactua com a injustiça por menor que ela seja. O cristão é colocado como elemento de transformação da sociedade. É voltado para o outro. Não é um fim em si mesmo! É um elemento de justiça em sua comunidade.  Como cristão queremos que esse contexto se amplie. Não vamos compactuar com nenhum movimento exclusivista, fechado, controlador, manipulador. Na teoria a sociedade vive o discurso da inclusão, mas não é este o cenário que vivemos na prática.

A igreja remanescente não compactuará com esse controle maligno profetizado. Antes nos identificamos com Apocalipse 14: anunciamos o Evangelho Eterno de libertação. Compreendemos que a Lei de Deus não aprisiona, liberta!

Embora, como cristãos adventistas, nos identifiquemos como igreja remanescente não assumimos uma visão exclusivista, esta que pensa que somente adventista vai para o Céu. Cremos que Deus salvará Seu povo espalhado pelo mundo: a igreja invisível!

Deus vê o coração dos que são fiéis, dos que são sinceros.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma expressão histórica dessa consciência. Por isso, independente da denominação que você tem, se você abraçar essa consciência na sua vida; se você comprometer o seu coração com a graça, com o Evangelho e os princípios da Lei de Deus, enxergando a Lei como um todo, não apenas numa visão ética, mas de toda sua existência, você estará fazendo parte do povo remanescente de Deus. Ele vai conduzir você a um nível de crescimento em sua vida.

Hoje o Espírito Santo faz um convite, não para que abracemos uma denominação específica, Mas, para que tenhamos essa consciência de viver esse compromisso que os patriarcas, os apóstolos e profetas tiveram no passado. Esse convite é extensivo a toda nação, raça, tribo e língua. À todos! A Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu como um movimento comprometido com essa visão. Com essa consciência dos mandamentos da Lei, da graça, da fé e do anúncio da volta de Jesus.

Não é um convite para um grupinho fechado em si! Essa visão exclusivista foi o grande problema desde os tempos de Cristo até hoje!”1



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1- Marcelo Resende é pastor na Igreja Adventista

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