História da Redenção parte 2


O conflito cósmico atinge o Planeta Terra

“Embora encontremos ao longo da Bíblia grande quantidade de informação dispersa sobre o homem e sua origem, os dois primeiros capítulos de Gênesis tratam do assunto de forma específica, constituindo a única reflexão teológica sobre o tema através dos séculos.

É de se lamentar que em tempos modernos as narrativas contidas nestes capítulos já não sejam vistas como uma unidade, mas como duas narrativas criacionistas divergentes. [...]  A história da Criação apresenta o relato sobre a origem da vida e a alegria da criatividade divina. Já a narrativa do paraíso explica o surgimento da morte e da aflição no mundo pela desobediência do homem. [...]

Devido ao fato de descendermos de Adão e Eva (Atos 17:26) não nos é possível herdar a vontade originalmente não pervertida que perderam quando falharam na grande prova (Gênesis 3; 6:5). De modo inverso, se eles tivessem sido bem-sucedidos, teríamos sido tão certamente estabelecidos na justiça como agora estamos no pecado.

No Éden, Deus anunciou que o pecado traria tristeza, dor, fadiga, relacionamentos humanos exploradores e morte. Essa descrição se ajusta perfeitamente à experiência humana. Sofremos porque, alienados de Deus, perdemos os privilégios encontrados na intimidade com Ele. Mas também infligimos sofrimento uns aos outros por meio de novos pecados. Não só nossa relação vertical com Deus sofre, mas também é prejudicada nossa relação horizontal com as outras criaturas. Nossa relação mútua com a natureza foi radicalmente alterada desde o Peden; e agora ameaça se transformar num pesadelo ecológico, com fome e doença em seu encalço. O casamento se perverteu primeiro em servidão e depois em uma imitação dispensável.

Outros exemplos de relacionamentos horizontais pervertidos incluem exploração de classe, escravidão, injustiças econômicas, guerras nacionais e étnicas, e outras maldades profundamente enraizadas nas estruturas sociais.” (Aecio E. Carius, Tratado de teologia Adventista, A Doutrina do Homem cap.6, pag.232, 244-245)

“ O tema do julgamento é tão predominante na Bíblia como o da salvação. [...] Isto acontece porque a salvação e o julgamento refletem as características gêmeas da misericórdia e da justiça na natureza de Deus. [...] O julgamento merece cuidadosa atenção, visto que envolve questões como:

. a justiça divina num mundo injusto (teodiceia);

. retribuição pelas ofensas;

. sofrimento de inocentes; a resolução do conflito entre o bem e o mal;

. o término do pecado e do sofrimento.

Mas, acima de tudo, o juízo final justifica o Criador – Seu caráter, lei, governo – na mente de todas as inteligências criadas, leais ou perdidas, obtendo por meio disso eterna paz e segurança para o Universo. É por isso, que o juízo é retratado nas Escrituras como parte essencial do ‘evangelho eterno’ (Apocalipse 14:6-7)” (Gerhard F. Hasel, Tratado de teologia Adventista, Julgamento Divino cap.23, pag.904)

Para uma melhor compreensão sugerimos a leitura destes textos:  Criação e Queda da Humanidade  e O Dilúvio e a Torre de Babel antes de assistir os episódios:

03 – A Chuva




04 – A Torre



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