Fariseu por acidente


por pr. Isaque Resende




Em nossa jornada de seguir a Jesus de coração e alma, às vezes podemos nos tornar mais como Fariseus do que como Cristo.

Descubra neste podcast, que apesar de nossas boas intenções, é possível sabotar sem querer o trabalho do Deus que dizemos servir,  quando nos focamos mais na agenda de Deus do que no seu coração.




Nossas comparações espirituais são incrivelmente tendenciosas, e se não tomarmos cuidado, nos tornaremos acidentalmente mais parecidos com os Fariseus do que com Jesus.

Possuímos uma fantástica habilidade de comparar as coisas de uma forma que estejamos sempre no topo. E quando estamos no topo, é difícil não olhar para baixo e desdenhar as pessoas que não acompanharam nosso ritmo.




No Crônicast de hoje, veremos o que nos tenta a reduzir o rebanho que Cristo veio para expandir.




Fariseus amam provas de fogo. Sempre amaram. Sempre amarão. Nos dias de Cristo, suas rígidas regras e padrões extrabíblicos geraram uma fórmula prática para distinguir entre os que amavam a Deus e os que não se importavam com ele, separar os compromissados dos descompromissados. Permitiu que eles soubessem quem estava dentro e quem estava fora.

E dois mil anos mais tarde, não houveram muitas mudanças assim. Aqueles de nós que querem ser contados entre os altamente comprometidos ainda odeiam a ideia de ser mediano ou ordinário. Isso nos assusta até a morte. Nós presumimos que o favor de Deus é reservado para os mais dedicados. Não conseguimos imaginar o Reino de Deus com retardatários, batalhadores, duvidosos ou fracos. Por isso, nós criamos uma nova prova de fogo e novos limites e regras para mostrar a todos que ainda estamos na linha de frente da elite.




Idealismo pode ser uma bênção. Uma dose saudável de idealismo nos motiva a fazer mudanças. Ele nos ajuda a evitar a acomodação fatalista e de aceitar o status quo. Ele potencializa a busca pelo que podemos ser e o que deveríamos ser. Idealismo provê o combustível que transforma nossos sonhos loucos em realidade.


Mas por outro lado, o idealismo pode também ser uma maldição. Se ela flui de uma visão imprecisa e romantizada do passado, pode nos conduzir a uma vontade desesperada de ser o que nunca foi e uma profunda frustração com o que se é.





Se você é um cristão e eu sou um cristão, então nós somos um em Cristo. Não precisamos produzir nossa unidade. Nós já a possuímos. É uma realidade espiritual. Mas de alguma forma, nossa unidade está sempre escorrendo entre os dedos. É incrivelmente ilusória. Tanto que Jesus orou para que nós a experimentássemos, e as Escrituras nos orientam a trabalhar constantemente para preservá-la. É terrivelmente difícil de mantê-la.

Isso ocorre porque nós geralmente confundimos unidade bíblica com sua contraparte pirateada: a uniformidade. É um problema que remete a séculos e milênios no cristianismo.




A projeção do chamado é uma coisa terrível. Assim como um bolo de chocolate, a nossa arrogância possui uma linda aparência enfeitada de zelo espiritual, mas por dentro não passa de excesso de calorias e orgulho pecaminoso. Faz com que nós olhemos para os outros com olhar altivo, semeemos discórdia e produzamos lotes e lotes de culpa. E ainda pior, quanto mais desenvolvida a nossa projeção de chamado se torna, mais somos levados a pensar que Deus está completamente satisfeito conosco e extremamente desapontado com os outros. Mas nada poderia estar mais longe da verdade.


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