Uma nova esperança – Parte 2



Este texto é uma transcrição adaptada do BibleCast 60b. Você pode ouvir o podcast original aqui. Lembrando que O tema começa no tempo 13:37.




Bem vindo de volta à série Guerra nas Estrelas. Para você que ficou cheio de dúvidas no episódio anterior e se perguntou o que o Santuário tem a ver com a guerra nas estrelas, queríamos que você sentisse a mesma sensação que o povo sentiu, porque para entender a guerra nas estrelas o povo de Israel passou pelo mesmo processo que você passou no estudo anterior 







Surgiu um santuário com todos aqueles símbolos e o povo se perguntava o que tudo aquilo significava, e a resposta a essa pergunta é a descrição da guerra nas estrelas. A resposta começa a ser dada com todos aqueles elementos, uma tenda no deserto, rituais estranhos, etc. e agora iremos ver o que essas coisas significam.

Paramos no episódio anterior no fim do ritual principal, o ritual da expiação, onde se limpava a parte interna do santuário, se colocavam os pecados num bode que era lançado vivo para o deserto e morria lá sozinho. Muitas pessoas olham para esses rituais do Antigo Testamento sem entendê-los, quase não se prega sobre isso hoje porque às vezes acaba sendo chato mesmo, mas é o cerne da questão.

O Santuário Terrestre durou até um período, como é dito em Mateus 27:50: “E Jesus clamando uma vez com grande voz, entregou o espírito e eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo, tremeu a terra, fenderam-se as rochas.” Quando Cristo morre, a cortina que separava o lugar santo do lugar santíssimo, no templo de Herodes, se rasgou. Lembre-se que ninguém podia ver o lugar santíssimo, mas quando o véu se rasga o lugar santíssimo fica exposto para todos verem. Isto seria uma forma de Deus dizer “acabou, esse santuário terrestre não tem mais valor.” Isso acontece exatamente na hora da morte de Jesus Cristo.

Para nós é simples encarar imagem do véu do templo se rasgando, mas para o povo judeu era um ritual que durante séculos e séculos existiu e de repente acabou, se vê impossibilitado.  Contemplar o Lugar Santíssimo era algo que nunca ninguém tinha visto, nem por acidente, nos séculos anteriores. E agora se torna comum para todos. Surge então um novo tempo. É inaugurada uma nova aliança, um novo pacto, um novo acordo entre Deus e os homens. Entretanto, para entendermos a nova aliança precisamos entender a antiga e é isto que veremos a seguir.

O santuário terrestre acabou, mas isto não significou o término do Santuário e nem dos sacrifícios nele realizados.

Em Êxodo 25:40 Deus disse para Moisés: “Vê pois tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte.” Deus deu um modelo para Moisés mostrando como Ele queria o Santuário.

Em Apocalipse 11:19 diz: “Abriu-se então o Santuário de Deus que se acha no Céus e foi vista a arca da aliança no Seu Santuário e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e grande saraivada.” Olhando este verso encontramos uma citação de um santuário que se acha no céu, porém por se tratar do livro de Apocalipse algumas pessoas podem atribuir um significado simbólico a esse texto, ou interpreta-lo como um acontecimento futuro, dizendo que não há um santuário agora, mas haverá no futuro. Contudo Hebreus 9:24 diz: “Porque Cristo não entrou num Santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu para comparecer agora por nós diante de Deus”.

Vemos aqui que aquele Santuário criado na época de Moisés era figura do verdadeiro, ou seja, há um Santuário verdadeiro, que já existia antes no céu e Jesus lá comparece diante de Deus por nós, assim como os antigos sacerdotes faziam pelo povo.

Então, esse texto de Hebreus 9:24 explica a visão de Apocalipse 11:19, e em Hebreus 9:1 lemos também: “Ora a primeira aliança também tinha preceitos de serviço sagrado e o seu santuário terrestre.”  Por que a classificação de Santuário Terrestre?

Se houvesse apenas um santuário, isto é, o terrestre, não haveria necessidade de o autor de Hebreus classificá-lo.  Dir-se-ia apenas santuário, ou seja, se há um santuário terrestre, então há um celeste. O Santuário continua. Quando se rasgou o véu do Santuário na hora da morte de Cristo, não acabou a cerimônia do Santuário. Acabou a figura daquela cerimônia que apontava para uma maior que existe no céu e que a partir daquele momento, da morte de Cristo, do véu rasgado, passaria então a valer. É por isso que o título desse tema é “Uma nova Esperança” porque o homem tinha pecado e havia uma separação entre o homem e Deus. Estávamos condenados à morte, mas Deus nos avisa que há uma nova esperança. E como Ele nos comunica tão maravilhosa mensagem?  Através do Santuário, da explicação do que o Santuário é.

O santuário tinha três partes: o Pátio ou Átrio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. 


No pátio você encontrava o altar de sacrifício, a primeira coisa vista ao se entrar no pátio e onde o cordeiro era morto. Aquele cordeiro sacrificado no altar representava a Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Antes de Cristo morrer na cruz era necessário o sacrifício de cordeiros, porque era uma figura do verdadeiro Santuário, no verdadeiro Santuário Cristo é o cordeiro. Ele é o verdadeiro cordeiro.


Como os cordeirinhos eram a figura simbolizando o verdadeiro, a morte deles também representava a morte verdadeira. Jesus morreu e Ele é o Cordeiro de Deus. Ele morre de uma vez por todas segundo Efésios 5:2: “E se entregou a si mesmo por nós como oferta e sacrifício a Deus de uma vez por todas.” Por essa razão não oferecemos sacrifícios, não porque o Santuário deixou de existir, mas porque o Santuário que está valendo agora é o Santuário Celestial e no Santuário Celestial o Cordeiro é Cristo.

Mas por que um Santuário no Céu? Ao vermos que o Santuário Terrestre explica a salvação para a humanidade, compreendemos que o Santuário Celestial explica o plano da salvação para todo o Universo. Ninguém entendia o plano da salvação. Deus desejou explica-lo para todo o Universo. O plano da salvação é maior do que os anjos imaginavam e à medida que formos entendendo o Santuário veremos que não haveria outra maneira melhor de explicar a salvação. Os seres celestiais são inteligentíssimos, mas apesar de toda inteligência Lúcifer caiu em rebelião. Então, isto ocorre mesmo no Céu, porque é uma didática universal. Tanto estamos entendendo aqui, como os seres não caídos também estão entendendo.

A segunda coisa vista depois do altar do sacrifício, lá no pátio, era uma bacia com água, nessa bacia o sacerdote se purificava para poder realizar ali os ritos do santuário. Esta modilha nos passa a ideia de purificação e a água é símbolo do Espírito Santo (João 7:37-39),  da palavra de Deus (Efésios 5:26) e do batismo (João 3:5).

Embora hoje em dia tenhamos outras ideias em mente quando pensamos em água, na época ou você a bebia ou a usava para limpar algo, sendo a substância mais usada para limpeza e purificação.

Trazendo para nossa vida qual deve ser o Evangelho a aprender? O que primeiro devemos aprender quando passamos a frequentar uma igreja é sobre o sacrifício de Cristo. Esta era a primeira coisa que Deus mostrava ao pecador no Antigo Testamento quando ele entrava no pátio do Santuário Terrestre. Isto era o que primeiro era visto por todo o povo. Na verdade, Deus só mostrava para o povo o que estava no pátio. O que estava lá dentro era só o sacerdote e o sumo sacerdote que viam. Foi revelado depois.

Veja a importância do que está no pátio!

Logo em seguida ao altar do sacrifício vemos a bacia de água, onde Deus nos convida a deixa-Lo purificar a nossa vida. Toda a cena do pátio pode ser entendida como Deus dizendo que nos ama, morreu por nós e se nós aceitarmos o Seu amor Ele Se prontifica a nos limpar. Isto era um dos símbolos do batismo. Testemunho que ocorre no começo da vida cristã e que dá testemunho da intenção do pecador de viver uma vida pura. Repare quanto significado em apenas dois símbolos! Batismo não é o fim, é o começo. É para quem entendeu o sacrifício de Cristo na sua vida. É uma identificação de uma intenção de purificação. Não é ir para Deus e continuar do jeito que estou. Não, eu quero ir para Deus e vou me purificar. Eu quero me purificar. Nascer da água e do Espírito.

O sacerdote, por sua vez, para entrar no Lugar Santo depois do primeiro véu no Santuário, para fazer a cerimônia ele tinha que se lavar, se purificar. Após a purificação com água os sacerdotes entravam no Tabernáculo e atravessando o primeiro véu a primeira mobilha a ser notada é o Castiçal, na parede da esquerda, que ilumina o ambiente.



Lá dentro era tudo escuro, pois era camada e mais camada de tecidos grossos cobrindo o Santuário. Então, tinha que haver algo iluminando.




A luz daquelas velas, também chamadas de lâmpadas, ficava acesa continuamente. A lâmpada ali, iluminando tudo em meio à escuridão, era símbolo de:
.  Jesus que é a luz do mundo: “Falando novamente ao povo, Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo.  Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”. (João 8:12);

.  da igreja que em nós é a luz do mundo:  “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.” (Mateus  5:14)

. da Palavra de Deus: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Salmos 119:105)

Então, para poder enxergar as coisas dentro do Tabernáculo os sacerdotes precisavam da luz. Para sermos iluminados em nossa caminhada cristã precisamos ser iluminados pela Palavra de Deus. Os sacerdotes sabiam disto, se não houvesse aquela luz do Castiçal ele estaria perdido dentro do Santuário. Então, a mensagem é que é preciso que haja uma luz para nos iluminar e segundo a Bíblia as referências de luz é o próprio Cristo, que é a revelação completa. A igreja de Cristo, que é a luz do mundo, e a Palavra.

Vemos também que o número de lâmpadas no Castiçal são 7. A Igreja de Cristo é luz e 7 é o número das igrejas registradas no livro de Apocalipse. Coincidência? Não! Deus está dizendo que Sua aliança será uma verdade eterna em cada geração.

 Graças àquela luz o sacerdote poderia enxergar a sua direita uma mesa com doze pães sem fermento (Êxodo 25:30). Doze por causa das doze tribos de Israel. Os pães também são símbolos de Jesus Cristo, o pão da vida (João 6:48). O pão também era sem fermento, pois fermento simboliza pecado e Cristo não tinha pecado. Em resumo, somos iluminados pela Palavra Deus e Ele nos convida a comermos da Palavra e a nos alimentarmos de Cristo (João 6:51) o que simbolicamente significa passar tempo com Ele e estudar Sua Palavra.

O Pão da Vida é um termo que identifica Jesus e o interessante é que pão no contexto do deserto significa um alimento vital, pois no antigo Israel este alimento era vital e não apenas uma opção alimentar como é hoje.

Um detalhe dessa parte do Santuário é que para você se alimentar da Palavra você precisa ser iluminado pela luz, muitas pessoas estudam a Bíblia, mas não chegam a Cristo, não têm uma mudança de vida. No Santuário você só podia olhar para o pão se a lâmpada estivesse acesa, caso contrário você poderia pegar o caminho errado, por isso é dito que há caminhos que ao homem parece direito, mas no fim dão em caminhos de morte (Provérbios 16:25). Não é porque você tem a Bíblia na mão que está tudo certo é necessária a luz de Deus no estudo e não a nossa própria.

Então, assim como acontecia com os sacerdotes, somente depois do sacrifício de Cristo lá no Pátio, depois da purificação através do batismo, e agora através de uma vida de comunhão com Ele, estudando Sua palavra, é que podemos olhar adiante e enxergar antes do Véu o Altar do incenso.

O incenso representa as orações dos santos (Apocalipse 8:3). Ou seja, se você aceitou o sacrifício de Cristo, se batizou, agora tudo o que você pedir vai estar de acordo com a vontade de Deus. Sua oração chega a Deus como um cheiro suave. Todas essas simbologias se misturam com a realidade, pois sem o Castiçal não era possível ver e sem o incensário seria insuportável! Aquele lugar fedia sangue e estaria malcheiroso e imundo devido ao sangue que representa nossos pecados. O aroma do incenso neutralizava o odor. Sem o incenso o odor seria o dos animais, do sangue... o odor horrível do pecado! Seria como se Deus não sentisse mais o cheiro do pecado depois que nos alimentamos de Sua Palavra e aceitamos o Seu sacrifício. O pecado é imundo, mas se nos achegamos a Deus em oração, nossas preces são aceitas.

Agora que passamos pelo Lugar Santo vamos entrar no Lugar Santíssimo, onde somente o sumo-sacerdote, não o sacerdote, entrava apenas uma vez por ano e com extrema reverência, talvez sem reparar em cada detalhe do lugar, mas de cabeça baixa, pois estava na presença de Deus.


E lá, depois do segundo Véu, pode ser vista a Arca da aliança, um baú de madeira revestido de ouro. E na sua tampa, também chamada de Propiciatório, dois querubins esculpidos e entre eles a presença visível de Deus. Dentro desta arca havia as tábuas dos dez mandamentos escritas pelo dedo de Deus (Êxodo 31:18),  uma mostra do maná que era pão que caiu do céu para alimentar o povo no deserto e o cajado de Arão que havia florescido.

Certa vez o povo havia se rebelado contra Arão que era o sumo sacerdote para tira-lo do poder. A bíblia diz que o cristão não participa de revoltas, ele não luta desta forma, ainda mais contra Deus que foi quem escolheu Arão para o ofício. Assim Deus disse aos que queriam ser sacerdotes no lugar de Arão para pegarem varas e deixa-las expostas até o dia seguinte e o dono da vara que florescesse seria o escolhido por Deus para ser sacerdote. No dia seguinte a vara de Arão havia florescido e Deus mostrou que Arão era o Seu escolhido.

 A Lei dada aos homens eram os princípios da vontade divina. A vara representava a autoridade divina concedida aos homens em suas lideranças. E o maná a manutenção da vida. Deus é o grande provedor da vida. Não se estragava ali dentro da arca, como não se estragava na porção dobrada dada às sextas-feiras durante todos os anos de peregrinação no deserto. Por isso Ele podia pedir para descansarem no sábado. Ele é o Deus da provisão. A arca da aliança representava a autoridade e soberania divina. Ele deveria ser honrado e Sua vontade obedecida.

Assim muito cuidado ao lutar contra os escolhidos de Deus qualquer que seja o cargo dele. Assim a vara estava dentro da arca para representar que Deus é quem está no comando e é Ele quem escolhe, a igreja é Dele. Algumas pessoas acham que se não estivessem na igreja exercendo seus cargos ela cairia, para combater esse tipo de pensamento havia a vara de Arão dentro da arca, assim se você vir algo que você não concorde dentro da igreja, calma que Deus vai tirar se ele não concordar também.

Se o cajado mostrava quem é que está no controle, o maná mostrava de quem vem o sustento e as tábuas dos dez mandamentos são símbolos de Seu amor e justiça. Três elementos reunidos dentro de um só, a arca da aliança, o pacto ou contrato de Deus que eles levavam com eles para onde for que dizia que havia uma nova esperança.

Todos estes símbolos dentro da arca nos remetem a um significado, olhando o pão podemos lembrar-nos de Jesus o pão da vida. Olhando para a lei de Deus vemos um elemento que existe depois que o véu se rasga, Jesus diz “Se me amais guardareis os meus mandamentos” (João 14:15) “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus (Apocalipse 14:12). E vemos no bordão de Arão uma referência clara ao Espírito Santo, porque é ele que nos guia hoje, guia a igreja. O fato daquele cajado seco brotar nos remete a ação do Espírito Santo por exemplo na história dos ossos secos lá em Ezequiel, encontramos outra ligação quando vemos que o Espírito Santo não Se manifesta em forma humana, se manifesta como elementos da natureza, o sopro, a pomba, o vento o óleo. Isso tudo para termos uma ideia da riqueza de significado do Santuário, ele é um desenho e se você olhar para dentro deste desenho escreverá livros e mais livros e entenderá melhor a guerra nas estrelas.

O lugar santíssimo era chamado de vida, pois ali estava Deus, a fonte da vida. O lugar também é chamado assim, pois quando o sacerdote entrava ali era questão de vida ou morte. Se Deus está no santíssimo a vida está lá e do outro lado, no santo, era lançada a morte, os pecados. A cortina que separava a morte da vida se chamava verdade. Disto podemos tirar mais um significado, por exemplo, a morte não consegue enxergar a vida enquanto não passar pela verdade.

A entrada do pátio era chamada o caminho. Nenhum judeu tinha coragem de entrar no Santuário porque Deus estava lá e de repente chega Jesus e diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao pai senão por mim.” Quando Ele disse isso todo judeu que escutou entendeu. Seria como se Ele tivesse dito: “Você quer conhecer o Pai no lugar santíssimo? Eu te levo lá! Quando você vai no caminho buscar o Pai, sou eu, quando você passa da morte para vida, sou eu, aliás Eu sou a vida.”

Até Jesus morrer você só poderia ir ao Pai por meio de um sacerdote e Jesus diz “sou eu o sacerdote agora, aliás, eu sou tudo nesse desenho aí.” Por isso em Efésios 1 diz que Deus escolheu convergir em Jesus todas as coisas, tanto as do céu como as da terra.

Já sabemos que há um santuário no céu, para entendermos o seu funcionamento saiba que o pátio desse santuário aconteceu aqui na Terra. No pátio há o altar de sacrifício que foi o sacrifício de Jesus e a bacia com água que foi o Seu batismo. Assim percebemos mais um significado do batismo de Jesus além do exemplo, pois quando João Batista diz que Jesus é quem deveria batiza-Lo, Jesus volta a pedir que João o batize “para se cumprir toda a justiça.” Ao Jesus fazer essa declaração Ele afirma que a justiça se cumpre pelo santuário, ou seja, que o antítipo encontra o tipo e que a verdade encontra a sobra, é o Santuário se tornando real, assim podemos afirmar que o Santuário existe hoje.

Quando Cristo ascendeu aos céus, após passar pelo pátio aqui na terra, lemos em Hebreus que Cristo não entrou em um santuário feito por mãos humanas, que era figura do verdadeiro, mas entrou no céu como sumo-sacerdote no lugar Santo do Santuário Celestial. Então quando cometemos algum pecado e pedimos perdão, Deus perdoa, só que não custou barato. Cada pecado custava a vida de um cordeiro e Cristo como nosso cordeiro pagou o preço, seu pecado simbolicamente estava em Cristo lá na Cruz, agora Cristo simbolicamente leva os seus pecados ao Santuário Celestial, e simbolicamente o Santuário Celestial também precisa ser purificado.

Quando o sacerdote entrava no lugar Santo e asperge o sangue aquele lugar começa a ficar sujo e tinha um dia que aquilo tinha que ser limpo, assim como tem que haver um dia neste universo em que o pecado tem que ser removido, limpado e extinto e então o planeta Terra voltará a ser imaculado.

No dia da expiação lá no santuário terrestre que era o dia da limpeza do santuário, após a expiação feita pelo bode que morre que outro bode era deixado sozinho no deserto. No nosso estudo “Lagrimas no céu”  aprendemos que a Terra ficará deserta por mil anos e sozinho nesse deserto estará Satanás, assim na simbologia do santuário já temos um bode vivo que é Satanás e um deserto que é a Terra desolada.

Algumas pessoas causam certa controvérsia com a interpretação adventista do bode emissário como satanás porque pensam que nós acreditamos que satanás tem participação na nossa salvação. Obviamente isso não é verdade, satanás apenas vai pagar pelos seus próprios pecados. Um dia toda a humanidade estará diante de Deus assim como no dia da expiação todo o povo de Israel comparecia diante de Deus em volta da tenda, quem não comparecesse morreria. Do mesmo jeito o juízo final ocorrerá e todas as pessoas estarão reunidas, ali naquele momento os que estão salvos por Cristo Jesus, os que têm o sangue do cordeiro serão salvos, os que não tiverem o sangue do cordeiro irão perecer. O que acontece é que quando todos os pecados são limpos ou removidos lá da cortina do santuário, eles não podem ser jogados debaixo do tapete porque os pecados têm que ser pagos, alguém fez alguém tem que pagar.

No caso os pecados são lançados todos sobre o cordeiro da expiação, que representa Cristo, que morre uma vez por todas pelo ano inteiro, e este sangue o sacerdote leva para dentro do santíssimo para apresentar diante do Pai, “aqui está o sangue do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e Deus aceita e então todos os pecados dos que aceitam o sacrifício estão perdoados e esquecidos, só que o cordeiro é quem teve que pagar.

Porém, no dia da expiação que é uma sombra do juízo final todos os pecados dos santos serão devolvidos para Satanás que começou a guerra nas estrelas. Satanás paga pelo que ele mesmo fez em primeira instancia, por exemplo, temos uma natureza caída porque Adão e Eva escolheram cair, mas eles só escolheram cair por causa de Satanás. Entretanto, a expiação propriamente dita, é feita pelo sangue derramado de Cristo, tipificado pelo bode sacrificado. Na eliminação do pecado, aqueles que não se arrependeram são eliminados junto com seus pecados e Satanás com eles, pois o salário do pecado é a morte, e então haverá novos céus e uma nova Terra. Entendemos assim porque estamos olhando para o Santuário, pois não há expiação para os pecados de Satanás e nem para os de quem não aceita a Cristo, assim estes sofrem a pena final.

Cada um receberá de acordo com suas obras, as pessoas más por suas maldades e Satanás mais do que estes por ser o causador de tudo. No final, para se cumprir a justiça nenhum pecado deixará de ser pago, ou por Cristo, ou por Satanás e os não arrependidos.

Entendemos os principais simbolismos do dia da expiação, os pecados que são removidos da cortina pelo sacrifício do bode do Senhor, o sangue desse bode é apresentado ao pai no Santíssimo e o Pai aceita o sacrifício, assim os pecados manchados na cortina são perdoados. Falta entendermos o que isso significa no santuário celestial sem sombra, e isso está em Apocalipse 14:6 “Vi outro anjo voando pelo céu tendo o evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, a cada nação, tribo língua e povo dizendo em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo e adorai aquele que fez os céus, a Terra, o mar e a fonte das águas.”

Quando o sumo-sacerdote no dia da expiação entrava no lugar Santíssimo, era o dia do julgamento, então no santuário celestial é o dia do julgamento. Algumas pessoas imaginam que o juízo final se trata apenas do dia da condenação ou absolvição, porém em um julgamento há várias fases e será assim no tribunal divino. Há o momento do milênio, quando Deus convoca os jurados e apresenta o caso para eles julgarem. Há o momento do juízo final quando será batido o martelo, depois dos mil anos e tem que haver um momento antes da volta de Jesus, pois em apocalipse 22:12 é dito “Eis que venho sem demora e comigo está o galardão  que tenho para retribuir a cada um segundo suas obras.”




 Quando Jesus diz que virá trazendo o galardão ou a recompensa, Ele já vem sabendo quem vai com Ele e quem não vai. Para isso acontecer é necessário haver um julgamento anterior, uma investigação. Assim quando Jesus chega à terra todo caso já está julgado, os momentos posteriores como o milênio seria um processo de apresentação de cada caso aos que estão salvos, assim a salvação já está decidia e só pode ser por um juízo de investigação anterior.

Isso ocorria no antigo santuário quando o sumo-sacerdote entrava no santíssimo com o sangue do cordeiro apresentando-se para a purificação dos pecados de todo o seu povo, naquele momento se consolidava a salvação do povo. Quem morria antes da expiação era salvo porque participou do sacrifício e o sangue deste estava registrado no santuário, demonstrando seu arrependimento e confiança no cordeiro que seria Jesus Cristo. Assim mesmo que você morra antes do juízo, seus pecados confessados estão lá registrados.

A salvação nesse sentido poderia ser exemplificada como uma conta conjunta, como um cheque que você assinava dizendo “eu sou pecador” e matava o cordeiro e Deus tinha que assinar a outra parte dizendo “agora está valendo pode descontar o cheque,” essa segunda assinatura era dada quando o sumo-sacerdote entrava no santíssimo com os pecados do povo e apresentava o sangue do cordeiro.

Esse processo todo é chamado de purificação do Santuário. Há uma profecia na Bíblia que está em Daniel 8:14 que diz quando esta purificação iria ocorrer, diz “até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.” A Bíblia está dando a data em que a sombra da antiga expiação encontra a realidade. E essa data você irá descobrir nesta série Guerra nas Estrelas.

Podemos resumir esse episódio dizendo que há um Santuário no Céu, a igreja não é o Santuário ou Templo, nem o púlpito é o lugar Santíssimo, este está no Céu funcionando. A igreja é modelada como uma Sinagoga.

O santuário existiu para dizer que ainda há esperança. Apesar de o homem ter caído, Deus tem um plano para salvar. A Antiga Aliança era o Santuário Terrestre e a Nova Aliança é o Santuário Celestial. Na Antiga Aliança o cordeiro tinha que ser morto, na Nova Aliança Cristo é o Cordeiro, na Antiga Aliança era um símbolo, agora é a realidade. Havia os sacrifícios, agora o sacrifício já foi feito de uma vez por todas.

Estamos diante da nova esperança para a humanidade, mas quando Deus traz uma nova esperança o império contra ataca. Esse é o tema do próximo episódio.


Pastores Diego Ignácio e José Flores Junior



 Indicamos:


.  As três fases da Salvação




Série Santuário           

. 60.a - Uma nova Esperança - Parte 1 

. 61 - O Império contra ataca - Parte 3





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