Uma nova Esperança - Parte 1

Este texto é uma transcrição adaptada do BibleCast 60a. Você pode ouvir o podcast original aqui. Lembrando que o tema começa no tempo: 12h40min.


Prepare-se para descobrir os segredos dos símbolos mais antigos da cultura judaico-cristã e descubra quem é o Arquiteto por trás do desenho mais didático da história.









O tema de nosso estudo de hoje está no livro de Êxodo 25:8: ‘E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles. ’

Iniciamos com este estudo uma Série a qual intitulamos Guerra nas Estrelas. Por que Guerra nas Estrelas? Isto você vai descobrir durante a Série. Você vai entender a razão deste título. O tema de hoje será: Uma Nova Esperança.

Ora, para que venha uma nova esperança é preciso ocorrer um ambiente de desesperança. Em Gênesis 1: 1; 26-27 está escrito: ‘No princípio Deus criou os céus e a terra. [...] Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão. Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

No princípio o homem falava diretamente com Deus, mas no capítulo 3 de Gênesis aprendemos que Eva caiu em pecado e nesse momento ocorreu uma separação. Nesse momento essa guerra nas estrelas começa a nos afetar e a Terra passa a ser o palco desse evento. O fato é que estamos numa guerra, e essa guerra está acontecendo na minha e na sua vida. Uma guerra que começa nas estrelas, entre as estrelas de Deus, chega a Terra! E a Terra se torna o palco principal desta guerra!

Em Isaías 59:2 está escrito: ‘Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá. ’

Adão e Eva falavam diretamente com Deus. Gênesis 3 nos conta que após o pecado houve uma ruptura, o ser humano ainda podia ouvir a voz de Deus, mas agora com temor. Nascemos para viver juntos. Criados para a adoração. Agora nem mais ouvimos a voz de Deus.

Deus vem ao encontro deles, como o fazia todas as tardes.  Adão reconhece a voz de Deus e se esconde: ‘Mas o Senhor Deus chamou o homem, perguntando: “Onde está você?” E ele respondeu: “Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi”.


Tudo estava perdido! A situação do ser humano era irreversível! 

Então, Deus conversa com eles e institui algo esquisito a partir de então.  Adão e Eva deveriam fazer o sacrifício de um cordeiro e isso deveria ser feito geração após geração, ensinando que o pecado, a rebelião contra a vontade de Deus, produz a morte.  Esse hábito desapareceu durante o período da escravidão no Egito, pois no Egito não era possível matar os animais. Os egípcios os consideravam como divindades.

Mas para que sacrificar um cordeiro? O que o cordeiro tem a ver com tudo isso?

A impossibilidade de liberdade para viverem a própria liberdade e o próprio período em que os israelitas ficaram escravos no Egito, 400 anos, talvez tenha gerado nas gerações que se passaram o esquecimento do propósito da morte do cordeiro. Assim a situação do cativeiro também deixava uma situação de desesperança, pois quando o povo começou a crescer e a tomar corpo, para quem sabe um dia poder se libertar, o Faraó mandou matar todos os meninos no momento de seu nascimento. A situação era de desespero, não havia luz no fim do túnel, até que eles foram resgatados.

De repente, do nada, vem um velhinho falando que era de Deus e botou o povo para fora do Egito. Ele os liderou até a Terra Prometida. Mas, para chegar a Terra prometida eles tinha que atravessar um deserto. E é em pleno deserto que Deus diz que quer lhes falar.

Eles estavam indo para a Terra Prometida quando Deus lhes afirma o que está escrito em Êxodo 25:8 : “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”

Observe a expressão ‘habitarei no meio deles’, ou seja, o homem estava separado de Deus pelo pecado. A relação entre homem e Deus estava rompida, porém nasce uma nova esperança quando Deus disse “e me farão um santuário para que eu possa habitar no meio deles.” É Deus buscando o reencontro.

Importante notar que isso acontece bem num período em que Ele finalmente tem um povo estabelecido e com quem Ele pode firmar uma aliança. Afinal, até aquele momento havia uma família e não um povo.

A Bíblia registra, no livro de Êxodo, nos capítulos 19 a 24 a orientação que Deus dá a Moisés no tocante a aliança que Ele gostaria de firmar com o povo de Israel. Assim como o compromisso e aceitação do povo em servir e adorar ao Deus que os libertara de tão grande escravidão.

Nesse momento em que Deus decide fazer uma aliança com eles começa o plano da salvação. Não que tenha iniciado a partir daí, pois esse plano começou há muito tempo. Entretanto, ali começa o “start”, dá a partida.  E para começar Ele fala: ‘Eu quero habitar no meio de vocês.  É hora de me aproximar mais. Então, Deus Se aproxima através do Santuário.

A Bíblia chama de Tabernáculo o Santuário que era montável e desmontável, ou seja, móvel. Depois do período de Salomão vemos o Templo de Salomão, construído já de pedras e que foi destruído no início do cativeiro Babilônico. Logo depois do Templo de Salomão, quando eles regressaram do cativeiro Babilônico, foi construído o templo de Zorobabel de pedras também.




Já no tempo de Jesus, o Templo que existia era o de Herodes, provavelmente o templo de Zorobabel fora destruído por ocasião da invasão dos Romanos. Herodes manda reconstruir o Templo como uma atitude política para agradar os judeus. Esse Templo de Herodes foi destruído no ano de 70 dC sobrando hoje apenas uma parede que hoje é conhecida por ‘muro das lamentações’. Nele os judeus do mundo todo lamentam não existir mais o Templo e no local ainda foi construída a Mesquita de Omar.

Uma afronta aos judeus, por isso as guerras lá em Jerusalém e quando os judeus vão orar no muro das lamentações é também porque quando Salomão dedicou o Templo, Deus disse que quando o Seu povo orasse aqui no Templo ou na sua direção Ele iria ouvir. Então aquele muro continua sendo uma parte do Templo e onde o povo judeu vai orar.

Na verdade o primeiro Santuário era móvel porque os retirantes do Egito não tinham Terra fixa.  Como um povo nômade seu Santuário era móvel.  Quando eles chegaram no local onde habitariam, ficaram e se estabeleceram, então um santuário foi construído: O Templo de Salomão,  não era mais um santuário móvel pois o povo não iria mais sair dali, uma vez que já estavam estabelecidos na Terra Prometida.

Resumindo, na história do povo de Deus temos o santuário móvel e os fixos construídos por Salomão, Zorobabel e Herodes. Deste último há ainda uma parede hoje: o muro das lamentações.


Vamos ver que santuário é esse de Êxodo 25:8

Hebreus 9:1-7 diz: “Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de serviço sagrado e o seu santuário terrestre. Com efeito, foi preparado o tabernáculo, cuja parte anterior, onde estavam o candeeiro, e a mesa, e a exposição dos pães, se chama o Santo Lugar; por trás do segundo véu, se encontrava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos, ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, o bordão de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança; e sobre ela, os querubins de glória, que, com a sua sombra, cobriam o propiciatório. Dessas coisas, todavia, não falaremos, agora, pormenorizadamente. Ora, depois de tudo isto assim preparado, continuamente entram no primeiro tabernáculo os sacerdotes, para realizar os serviços sagrados; mas, no segundo, o sumo sacerdote, ele sozinho, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si e pelos pecados de ignorância do povo,”

Chamo sua atenção para um detalhe que deve ser guardado em seu coração: a expressão “Primeira aliança e a expressão “Santuário Terrestre”.  Esse santuário que estamos tratando hoje através da Bíblia é chamado de Santuário Terrestre. Ele era dividido em 3 partes: o pátio, o lugar Santo e o lugar Santíssimo.





Imagine-se entrando no Santuário, na parte chamada de Lugar Santo. Logo à esquerda encontra-se um Castiçal com 7 lâmpadas, à direita uma mesa com 12 pães sem fermento e à frente um altar do incenso e atrás do altar uma cortina cobrindo o Lugar Santíssimo.  Na entrada do santuário móvel havia uma primeira cortina que separava o Pátio do Lugar Santo. Essa cortina a Bíblia chama de véu. Quando a Bíblia fala primeiro véu, ela se refere à entrada do Lugar Santo e o segundo véu fica na entrada do Lugar Santíssimo. 


No Lugar Santíssimo, havia a Arca da Aliança.

Você se lembra do filme caçadores da Arca Perdida do Indiana Jones?  Saiba que eles estavam em busca exatamente da arca da Aliança, ou Arca do Concerto, ou ainda Arca do Pacto de Deus com os homens. No filme eles a procuravam porque ela desapareceu. Ainda hoje ninguém sabe onde ela está e na época de Cristo ninguém sabia também, pois ela já não existia. 




Essa arca era de madeira revestida de ouro, que tinha uma tampa chamada de Propiciatório com uma escultura de 2 querubins um de frente para o outro olhando para baixo e como os querubins tem 4 asas  2 para cima e 2 para baixo. Dentro da arca havia 3 objetos: o cajado de Arão que floresceu, as tábuas da aliança e o maná.

Sobre os objetos contidos no santuário, podemos ler mais detalhadamente a partir de Êxodo 25, 27, 30 em diante. O importante é entender que tudo que falamos está descrito na Bíblia e não há nenhuma religião que discorde disso.

Relembrando o contexto em que esse assunto aparece, o homem estava separado de Deus por causa do pecado e então Deus mandou construir um santuário para poder habitar no meio do Seu povo. Ou seja, Deus estava oferecendo ao ser humano uma nova esperança de estar junto de Deus.  Não era a resolução final do problema, mas no mínimo era um começo. Foi uma esperança que renasceu. 

Esse assunto do santuário terrestre, de Moisés, do tabernáculo móvel até chegar ao muro das lamentações não é um assunto que podemos passar por cima. Se quisermos entender o plano da redenção humana não podemos nos esquecer do grande significado teológico do Santuário Terrestre.

Você pode ser levado a pensar que isto diz respeito apenas ao povo judeu, no seu tempo de Antigo Testamento. E que você não precisa nem estudar isso ai mais. Entretanto, você compreenderá que estava equivocado. E é por isso que foi preparada essa série. Com este estudo estamos apenas aquecendo os motores para você embarcar nessa Guerra nas Estrelas.

Temos então, o Tabernáculo e dentro dele seus objetos com especial significado. Todos esses símbolos e esses objetos sendo colocados ali especificamente, com todas as medidas, tipos de material a ser utilizado e com toda riqueza de detalhes na sua fabricação, e o que é mais interessante, cada detalhe foi dado por Deus! Cada coisa com um propósito.

Podemos compreender que Deus estava projetando todo o local, e sua singularidade para dar uma mensagem. Ele estava desenhando para que pudéssemos entender alguma coisa. É como se Ele dissesse “Eu vou salvar vocês, quer que eu desenhe?”

Jesus morreu para nos salvar e muita gente não sabe a razão de Sua morte. Por que Ele tinha que morrer para nos salvar? É complicado, porque eu vou ser salvo por um mérito que não é meu, eu não tenho mérito nenhum, muito pelo contrário! O santuário é o símbolo da graça no Antigo Testamento. É o Evangelho da salvação que eles liam a cada dia. Conviver com todos durante muitos anos com todos aqueles símbolos e rituais certamente gerava insights e eles compreendiam o significado do sangue no véu, por exemplo. E assim, iam absolvendo o significado da salvação.

Quem podia entrar no Santuário para oficializar todo o cerimonial e seus rituais? Somente o sacerdote e o sumo sacerdote podiam fazê-lo, porque Deus estava ali.

No lugar Santíssimo se encontrava a arca da aliança. Lá só entrava o sumo sacerdote, não era qualquer sacerdote, somente o sacerdote principal, e não entrava todo dia, entrava uma vez por ano, porque lá dentro onde se encontrava a arca havia a presença do Shekinah que é a presença de Deus, a presença literal de Deus ali.



Então, quando alguém precisava ir a presença de Deus, não podia entrar diretamente no Santuário para falar com Ele. Era necessária a presença do intercessor: Esse era o sacerdote ou o sumo sacerdote, uma vez por ano, que intercedia por todo o povo.

Com isto Deus está dizendo assim: ‘Nós estamos separados. Eu Sou santo você é pecador. Se você chegar perto de mim você vai morrer, porque Eu sou justiça, você está injusto. Por isso, o santuário. Eu amo você, mas nós não podemos estar ainda juntos novamente. O segundo véu é a fronteira de separação. Eu, portanto, estabeleci o Santuário para você chegar o mais perto possível. Quão grande é Deus!

Algumas vezes escutamos dizer que falar com Deus é como conversar com um amigo. Acontece que não podemos esquecer que Deus é um amigo, mas não é um camarada. Ele é Deus e merece todo o respeito. Ele é Deus!


Havia no tabernáculo várias cerimônias. Falaremos de 3 delas :

1- O Sacrifício contínuo, diariamente -  (Êxodo 29:38). Um cordeiro era oferecido de manhã e outro à tarde. Esse ritual nos ensina que Deus está disponível continuamente e que nós temos que levar nossos pecados e arrependimento a Deus continuamente. Isto também nos lembra de que o perdão dos pecados que cometemos diariamente tem um preço, que a salvação embora ela seja de graça requer a morte do pecador. Então, todo dia de manhã e a tarde morria um cordeirinho para lembrar que era por culpa do pecador que ele morria.
                                         
Outra coisa, quando lemos no Antigo Testamento que uma pessoa ficava imunda por cometer alguma coisa que não se podia fazer, como tocar em um cadáver, por exemplo, a bíblia diz que o mesmo ficava imundo até à tarde, que é o fim do dia. E por que ele ficava imundo até à tarde? Porque nesse momento haveria um cordeiro sendo sacrificado, e através de sua morte o perdão e consequentemente a purificação lhe era oferecida.

E por que toda essa simbologia? Tudo isso porque Cristo não havia sido morto na cruz ainda. Quando Ele morreu todo esse cerimonial foi abolido. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Podemos ir a Cristo imediatamente.

2- Oferta pelo pecado (Levítico 4:27-31; Romanos 6:23) A  Bíblia diz que o salário do pecado é a morte, e que cometemos pecado, por isso deveríamos morrer, mas Cristo criou esse sistema de intercessão e por Sua morte somos salvos.

Um cordeirinho de 1 ano e sem defeito deveria ser levado ao santuário. O pecador falava com o sacerdote, confessava o pecado, e o pecador com sua própria mão matava o animalzinho. Isto certamente deixava uma impressão muito forte na cabeça do pecador.  Quando o animal era imolado inevitavelmente a mão sujava de sangue e não tinha jeito... O sangue quente da ovelhinha inocente sendo ali derramado lhe falava alto: sou inocente. Não tenho culpa por suas escolhas.

O pecador, então entrava no pátio e ali fazia o sacrifício no altar do holocausto. Toda vez que se cometia o pecado não tinha outro jeito!
  
3- O Dia do Perdão ou Dia da Expiação. Era um cerimonial que ocorria uma vez por ano (Levítico 23:26)

Dia após dia o cordeiro era morto no santuário e o sacerdote espirrando sangue lá. Como ficava o santuário? Grande odor de sangue. Imundo, fedido, simbolicamente é isto que o pecado provoca. Só um detalhe, sabemos que ocorria o sacrifício diário, de manhã e de tarde continuamente.  Mais o sacrifício que cada pessoa fazia como oferta por seu pecado. Imagine 2 milhões de pessoas, no mínimo, fazendo sacrifícios! Era muito cordeiro morto! Muito sangue espirrado na cortina!

É importante ressaltar que as pessoas não tinham consciência de pecado como a gente tem hoje. Hoje compreendemos muito mais, através dos ensinos de Cristo a respeito do pecado: Se você pensar errado no teu pensamento já é pecado. Mas, naquela época pecado eram os 10 mandamentos quebrados. Então, não era toda hora que o pecador dirigia-se ao santuário para praticar o sacrifício, era somente quando se cometia um pecado. Compreendido aqui como a transgressão de um dos 10 mandamentos ou das leis levíticas.

Havia também a questão do pecado por ignorância. Por isso que tinha o sacrifício continuo pelos pecados de ignorância, pois o povo pecava muito por ignorância. Porém, isto não eliminava o caráter do pecado. O pecado não deixava de existir porque você era ignorante a seu respeito. Hoje também é assim, na igreja não tem censura ou disciplina para todo caso, só ocorre quando em caso mais público.

Então uma vez por ano era necessário limpar o Santuário, purificar daquela sujeira e imundice. Aquele odor terrível de sangue, aspergido e encrostado no véu que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo! Esse dia era chamado Dia da Expiação.

É como se Deus quisesse dizer assim: “O pecado de vocês é fedido, é nojento, é sujo, ele apodrece. E é o que me separa de vocês porque era jogado na cortina de propósito. É exatamente isto que nos separa: o pecado.”

Tudo era didático, era um desenho didático de Deus para explicar como funciona a salvação, o que está acontecendo no universo. Ele explica ali, através dos rituais no Santuário, a Guerra nas Estrelas, o Grande Conflito.

No Dia da Expiação o sumo sacerdote tinha que fazer o sacrifício, por ele mesmo também, porque ele iria entrar no santuário no lugar Santíssimo. Ele ficava 3 meses se preparando e sempre tinham outros sacerdotes prontos para assumir o lugar dele, afinal nada podia impedir esse dia acontecer. Se esse dia não acontecesse era provável a destruição, pois Deus precisava purificar tudo. Era Deus mesmo quem efetuava a purificação. Esse dia da expiação prefigura outro de grande importância para a humanidade.

Assim acontecia a cerimônia: Nesse dia, o sumo sacerdote depois de fazer expiação por si mesmo chegava no santuário. Todos ficavam em contrição de espírito. Era um momento muito importante. A bíblia diz que se houvesse algum pecado não confessado, a pessoa era eliminada do meio do povo.

Lembrando que os pecados tinham um simbolismo físico, o sangue sujando o santuário, mostrando quão terrível era o pecado, quanto mais sangue mais pecado.  Você já consegue entender a expressão dentro do véu que significa dentro do Santíssimo. Lugar da manifestação da presença de Deus. Se uma pessoa não autorizada e não sendo o sumo sacerdote entrasse lá seria consumida como Nadabe e Abiú. Eles eram sacerdotes e levaram fogo estranho para dentro do Santuário. Deus advertiu quanto a esse erro. Eles não obedeceram e foram consumidos.

O fogo tinha que ficar aceso continuamente e eles levaram um fogo estranho, fizeram uma bagunça e morreram.

Diz-se que se o sumo sacerdote entrasse no Santíssimo e morresse lá dentro por causa de um pecado, havia o costume de amarrar uma corda no pé do sumo sacerdote e nas suas roupas havia sininhos porque se estes parassem de fazer barulho sabiam que ele tinha morrido e deveria se puxar a corda.  Ninguém poderia entrar lá para trazê-lo para fora.

O povo conhecia a Arca, pois havia rituais em que ela seguia a frente do povo. A questão do sagrado não era a Arca em si, mas a Shekinah, que era a “habitação”, a “presença de Deus”. E isto o povo não podia contemplar face a face, pois seria consumido devido serem pecadores. O povo, no entanto, pela graça de Deus contemplava Suas manifestações. O Lugar Santíssimo brilhava quando Deus Se manifestava. De longe, no entanto, povo podia observar o Santíssimo brilhar quando Deus queria falar com eles.



O sumo sacerdote pegava 2 bodes e realizava um sorteio entre os 2 dois. Um seria para o SENHOR, seria imolado, sacrificado e oferecido a Deus. Este seria uma expiação pelo pecado do povo. O outro ficaria vivo. Simbolicamente quando o pecador pedia perdão seu pecado passava para o cordeiro, e o cordeiro morria e o sacerdote ia lá dentro do Santuário fazer intercessão por você. Nesse dia da expiação estavam acumulados os pecados de todo o ano. Era como se o pecado devesse ser mandado embora, expulso do Santuário. As cortinas deveriam ser limpas, pois ia começar um ano novo, tudo limpo! 

O que é Propiciação pelos pecados? É cobrir os pecados. Acabando a expiação chegava o bode vivo e o sumo sacerdote colocava a mão sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele deveria confessar todas as iniquidades do povo de Israel e depois o mesmo era levado por um homem ao deserto. O bode que fazia expiação não era o bode que ficava vivo e era levado ao deserto. A expiação era feita pelo bode que morria.   

O outro que ficava vivo era levado para o deserto e deixado lá até morrer no deserto.   Essa era a principal cerimonia. No próximo estudo veremos o significado de tudo isso. O que precisamos entender, neste primeiro estudo, é o quanto o pecado não é uma coisa leve. Deus criou esse Santuário para você saber que o perdão não é automático, é preciso a morte de alguém. Então, como Cristo ainda não tinha vindo morrer pelos pecados era necessário todo esse ritual de sacrificar o cordeiro, e isso gerava uma impressão muito forte na mente das pessoas daquela época. E Deus deseja que tenhamos a mesma impressão.

Cada um daqueles cordeiros simbolizou Jesus Cristo. Quando você comete algum pecado, não pense que é só pedir perdão não! É imprescindível pedir perdão, mas para o perdão chegar para você hoje de graça precisou a morte do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Custou caro para Ele. Alguém teve que pagar o preço. Então quando olhamos para Deus precisamos vê-Lo com profundo respeito e adoração pelo que Ele fez por nós.

Não estamos seguindo a Deus porque Ele é gente boa, mas porque Ele é Amor e Justiça. Hoje ninguém liga mais para esse negócio de pecado, a maioria das pessoas não liga mesmo, até na igreja, tem gente que fala assim: “Ah! Deus falou, mas não é bem assim”;  “Ah agora vou deixar os cargos porque estou namorando alguém de fora”; ou “não vou participar da ceia pois não estou bem com certo fulano” esse é o famoso “eu pago a pena” “deixa que eu pago isso ai” , como se não fosse questão de vida ou morte.

Mas o pecado é questão de vida ou morte! Estamos falando para você como funcionava o Santuário do ponto de vista do judeu, decidimos não explicar os símbolos porque queremos que você veja o que eles viam, passar um tempo pensando no que eles pensavam para você poder entender com força o que vamos explicar no próximo estudo. Então recomendamos que você analise o santuário, os detalhes, do que eles viam inclusive as sensações.

O pr. George Knight disse que resolveu matar seu cachorrinho quando chegou em sua casa. Era um poodle bonitinho e então ele fez todo o ritual colocou a mão sobre a cabeça do cachorrinho e começou a simular a degola.

Era o seu animalzinho de estimação, novinho, perfeito de um ano. A ideia não é não vou mais ter cargos na igreja, ou não vou participar da santa ceia, você tinha que matar um cordeiro, para ficar tudo bem. Sempre que você comete um pecado alguma coisa morre.  Ou sua vontade de estar mais perto dEle, ou seu desejo de trabalhar na obra.

Sempre que existe pecado alguma coisa morre. Então não é porque você vive uma vida mais ou menos com Deus que você vai sair imune, não é imune, alguma coisa vai dar errado para você, sua comunhão com Deus não será mais a mesma, sorte do povo do antigo testamento que eles podiam ver isso!

Quanto a nós, mais de 2000 anos depois, não enxergamos mais os símbolos. E, portanto, Deus manteve esse símbolo na bíblia para que enxerguemos quão terrível é o pecado e suas consequências.

Se você não participa da ceia você comete um erro grave, você tem que pedir perdão para a pessoa, por isso que tinha o dia o perdão lá em Israel. Ninguém podia ficar de fora! A mensagem é muito clara! Não é para você deixar de vir se você tá ruim. Você tem que vir e dar um jeito de resolver o problema. Imagine-se um judeu no dia da expiação falasse assim: “ah eu não estou muito bem, e nem concordo muito com isso ai”;  “ah esse negocio de matar cordeiro ai não tem nada a ver, é coisa ultrapassada”.  Você simplesmente morreria.  

Hoje, da mesma forma, as doutrinas que temos na igreja não estão lá por acaso. Devemos ter em mente que servimos um Deus real, e que o problema do pecado é de risco de vida ou morte. Hoje, não temos mais um cordeirinho morrendo na nossa frente para nos lembrar do problema do pecado, mas temos Cristo que morreu uma vez só, e se você não tomar cuidado você se esquece disto.

Todo o sistema do Santuário é para dizer que temos um conflito ocorrendo, e a tensão desse conflito é um Deus de amor, que nos criou e nos ama e quer estar conosco, mas não consegue por causa do nosso estado, o estado de pecado. Esse é o recado do Santuário. E há um único jeito de nos aproximarmos dEle, segundo o sistema do santuário, é pelo derramamento do sangue inocente de Cristo que é hoje nosso Mediador.

Fique atento ao estudo dessa série, afinal essa é apenas uma peça de um cenário gigantesco que se montará ao fim dessa série. Esta é somente a primeira a primeira peça, e agora é importante absorvermos essas verdades para que possamos entender onde isso vai dar. Deus não dá ponto sem nó, e Ele fez isso direitinho para que hoje pudéssemos entender verdades que nem os autores bíblicos entendiam. Por isso, fique firme aí e estude conosco o Santuário nesta série Guerra nas Estrelas.



Pastores Diego Ignácio e José Flores Junior


Indicamos





Estudos seguintes da Série Santuário           

. 61 - O Império contra ataca - Parte 3





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