Conversando sobre Jeremias 31:33 : Alianças



Pacto, Concerto, Aliança

A intenção é relembrar a Aliança, primeiramente feita entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, na eternidade passada, e comunicada aos anjos, assim que se espalhou a notícia sobre a queda de Adão, e firmada com os pecadores, ainda no Jardim do Éden.

. Há apenas uma aliança básica. A aliança da graça, na qual Deus concede salvação a seres caídos que a reivindicam pela fé.  A ideia de ‘alianças’ no plural surge das várias maneiras pelas quais Deus reafirmou a promessa básica da aliança a fim de satisfazer as necessidades de Seu povo em diferentes épocas e contextos.

Quer seja a aliança adâmica, a aliança abraâmica, a aliança sinaítica, a aliança davídica, ou a nova aliança a ideia é a mesma. A salvação que Deus provê é um dom imerecido e a resposta humana a esse dom é a fidelidade e obediência.


. Exerceremos fé, arrependimento, obediência – mas nada disso nos faz merecedores da salvação. Deus continua não nos devendo nada. Mesmo que alguém se torne o camarada mais santo do mundo, isso não o torna credor de Deus. Deus não Se torna devedor de ninguém. A salvação é só, única e exclusivamente por Sua obra, iniciativa e graça. Sempre foi e sempre será assim.



Antiga Aliança

- Símbolo
- Santuário Terrestre
- Havia os sacrifícios
-O cordeiro tinha que ser morto
- Acabava a figura do que apontava para uma maior que existe no Céu.


aliança adâmica (Gênesis 3:15)

“Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar.”

O concerto da graça foi feito primeiramente com o homem no Éden, quando depois da queda foi feita uma promessa divina de que a semente da mulher (Jesus Cristo) feriria a cabeça da serpente. A todos os homens esse concerto oferecia perdão, e a graça auxiliadora de Deus para a futura obediência mediante a fé em Cristo. Prometia-lhes também vida eterna sob condição de fidelidade para com a Lei de Deus. Assim receberam os patriarcas a esperança da salvação.


aliança com Noé (Gênesis 6)

Gênesis 6 mostra que a humanidade se afundou em pecado, se colocando numa posição onde não mais podia ser alcançada pela misericórdia divina. Mais um dia ou mais mil anos de vida, nada adiantaria. Então, estava madura para a sentença de morte. O juízo seria e foi feito. Foi dada a permissão para que se soltassem os quatro ventos. O tempo de graça expirou. Saiu dela o Espírito Santo.

“Se os antediluvianos tivessem acreditado na advertência, e se houvessem arrependido de suas más ações, o Senhor teria desviado Sua ira, como mais tarde fez em relação a Nínive” (Patriarcas e Profetas, capítulo 8 – “O dilúvio”).

“Os seres humanos haviam recebido uma lição sobre os terríveis resultados do pecado. Os mundos não caídos viram o fim terrível a que se chega ao seguir as propostas de Satanás” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 1, pág. 255, referente Gênesis 9:17).

Bem, o dilúvio foi o maior cataclismo imaginável, a maior catástrofe que o mundo já experimentou. “O próprio Satanás, que fora obrigado a permanecer no meio dos elementos em fúria, temeu pela sua existência” (Patriarcas e Profetas, capítulo 8 – “O dilúvio”).

Contudo, é importante destacar que os capítulos em torno do dilúvio mostram que Deus tomou todas as providências necessárias para que a vida humana continuasse. Bem por isso, o patriarca, reconhecendo a graça de Deus, assim que saiu da arca, levantou um altar, e adorou o seu Senhor. E então, em Gênesis 9, a família de Noé, miraculosamente preservada para a salvação, e representando a humanidade, recebeu de Deus a reconfirmação da Aliança: Jesus Cristo, a única solução para o problema do pecado, em breve viria.


aliança abraâmica (Gênesis 12:1-3)

Este mesmo concerto foi renovado a Abrão na promessa: “Em tua semente serão benditas todas as nações (Gênesis 22:18). Essa promessa apontava para Cristo. Assim Abraão compreendeu (Gálatas 3:8, 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi essa fé que lhe foi atribuída como justiça. O concerto com Abrão também mantinha a autoridade da Lei de Deus. O Senhor apareceu a Abraão e disse: “Eu Sou o Deus todo-poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito.” (Gênesis 17:1)

“Abraão obedeceu a Minha voz e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos e as Minhas leis.” (Gênesis 26:5)

“Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e a tua semente depois de ti.” (Gênesis 17:7)

Abraão e Sara não podiam ter filhos – portanto, Isaque é um milagre; o povo de Israel é um milagre; o povo judeu é um milagre. E não só isso! Surgiram para um propósito. Deus fez surgir e separou esse povo para o maior de todos os privilégios da humanidade: além de escolhido para participar da Aliança, deveriam divulgá-la a todos os povos, nações e línguas. O mundo precisava conhecer o Plano da Redenção, e dele se beneficiar – e os judeus nasceram para exemplificar isso em sua própria vida, e contar para as pessoas. Os judeus deveriam preparar o mundo para a primeira vinda de Jesus Cristo. Esse era o foco.

Se bem que esse concerto houvesse sido feito com Adão e renovado a Abraão, não poderia ser ratificado antes da morte de Cristo. Existiu pela promessa de Deus. Foi aceito pela fé. Contudo, ao ser ratificado por Cristo, é chamado de um novo concerto. A lei de Deus foi a base desse concerto, que era simplesmente a disposição de levar os seres humanos de novo à harmonia com a vontade divina, colocando-os onde poderiam obedecer a lei de Deus.


aliança sinaítica (Êxodo 20:2)

O favor de Deus para com os israelitas foi sempre condicionado à sua obediência. Aos pés do Sinai, eles haviam entrado em relação de concerto com Ele como ‘Sua propriedade peculiar dentre todos os povos’

“Tudo o que o Senhor tem dito faremos” (Êxodo 19:5-8) Êxodo 24: 3,7)

Por meio de Moisés foram advertidos sobre as tentações que lhe sobressaltariam no futuro; e foram fervorosamente exortados a permanecer separados das nações circunvizinhas e adorar unicamente a Deus. (Deuteronômio 4: 1-6, 9)

Os israelitas haviam sido especialmente advertidos a não perderem de vista os mandamentos de Deus, em cuja obediência deviam encontrar forças e bênçãos. Claras e decididas foram as advertências, inclusive geração após geração através dos profetas de Deus, dadas a Israel contra os costumes idólatras predominante entre as nações circunvizinhas. Mas eles foram infiéis ao pacto.


aliança davídica (Ezequiel 37:24-27)

Os judeus sempre olharam sua descendência natural de Abrão, como lhe dando direito a essa herança. Deixaram de atender, entretanto, as condições que Deus havia determinado.  

A um povo cujo coração Sua lei está escrita, é assegurado o favor de Deus. Mas os judeus se haviam dEle separado. Em razão de seus pecados sofreram sob Seus juízos. Por isso, foram muitas vezes escravizados a nações pagãs. O espirito deles estava obscurecido pela transgressão e por lhes haver o Senhor em tempos anteriores mostrado tão grande favor, desculpavam seus pecados. Lisonjeavam-se de serem melhores do que os outros homens e merecedores de Suas bênçãos.

E é por isso que para muitos profetas foram enviados por Deus para lhes advertir a respeito de sua infidelidade.  Jeremias, num ministério de 40 anos, trabalhou intensamente para chamar a atenção de seu povo. Chamados para ser a cabeça, estavam como a cauda – e Jeremias entregou toda a sua vida nas mãos de Deus justamente para reposicionar o Reino de Judá.

João declarava aos mestres de Israel que seu orgulho, egoísmo e crueldade demonstravam serem eles uma raça de víboras, uma terrível maldição para o povo em vez de filhos de Abraão.

Deus não dependia deles para o cumprimento do Seu desígnio. Como havia chamado Abraão dentre um povo gentio, assim poderia chamar outros a Seu serviço. O coração desses poderia parecer tão morto como as pedras do deserto, mas o Espírito de Deus o poderia vivificar para fazer a Sua vontade e receber o cumprimento da promessa.



Nova Aliança

- Realidade
- Santuário Celestial
- O sacrifício já foi feito de uma vez por todas
- Jesus é o Cordeiro
- Cristo hoje cumpre Sua promessa e intercede por nós como nosso Sumo sacerdote, Advogado e Juiz. (Hebreus 8:1- 13)

É inaugurada uma nova aliança, um novo formato de pacto, um novo formato de acordo entre Deus e os homens.

nova aliança  (Jeremias 31: 31-34)  (Hebreus 8:12)

A um povo em cujo coração Sua lei está escrita, é assegurado o favor de Deus. São um com Deus.

. O Senhor requer uma reforma decisiva. Devemos renovar nosso concerto com Deus a cada manhã e sempre ao deitar (lembram do sacrifício diário no Antigo Tabernáculo? Jesus está hoje em intercessão contínua no Santuário Celestial)

Enquanto predominar na vida o orgulho, a inveja, a arrogância, a soberba de um coração e uma mente não submetida a ação do Espírito Santo, Cristo não reina em nosso coração e mente. Seu amor não está em nosso coração. Na vida dos que são participantes da natureza divina há a crucifixão do espírito altivo, soberbo, arrogante, orgulhoso e autossuficiente que conduz a exaltação do próprio eu. Em seu lugar habita o Espírito de Cristo e na vida se manifestam os frutos do Espírito Santo. Tendo a mente de Cristo, revelaremos o Seu caráter.

Sob a nova aliança as condições pelas quais se alcança a vida eterna são as mesmas que sob a antiga aliança: obediência perfeita. Cristo cumpriu a lei em nosso favor. A misericórdia e o perdão são a recompensa de todos os que se achegam a Cristo na certeza de que os méritos de Cristo, em Sua obediência perfeita, tirarão, por pagamento, nossos pecados por haver Ele pago com Sua própria vida a morte que nos cabia. Esta foi a lei cravada na cruz. A lei que nos condenava a morte eterna. A morte de Cristo foi substitutiva. Ele morreu em nosso lugar. Foi o sacrifico e o Sumo Sacerdote por excelência diante da Lei justa, santa e perfeita de Deus.

Colossenses 2:14 :  ‘e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz,’

Como pecadores somos impotentes para expiar nossos pecados, quaisquer que sejam. O poder reside no dom gratuito de Deus em Cristo Jesus (João 3:16). Uma promessa e dádiva apreciada unicamente por aqueles que reconhecem seus pecados e a necessidade da intercessão de Cristo, o Salvador, e abandonam seus pecados. Lançando suas vidas desamparadas sobre Cristo, o Redentor, que nos perdoa os pecados gratuitamente, sem descumprir as exigências de Sua Lei através do pagamento de Sua própria vida em lugar de nossa morte por transgressão (Gênesis 2:17).

Adão e Eva cometeram o pecado, mas fomos gerados em sua natureza caída. Portamos o pecado da rebelião em nossa natureza gerada caída. (Romanos 5:12; Romanos 3:23 ; Romanos 3:28)

Paulo, antes de sua conversão, se havia sido considerado irrepreensível. (Filipenses 3:6). Mas, desde sua mudança de coração ele havia alcançado uma clara concepção da missão do Salvador como Redentor da raça humana, judeus e gentios, e aprendeu a diferença entre uma fé viva e um formalismo sem vida. À luz do evangelho, os antigos ritos e cerimonias confiados a Israel haviam ganho nova e mais profunda significação. Aquilo que haviam prefigurado tinha-se cumprido e os que estavam vivendo sob a dispensação tinham ficado livres de sua observância. Estamos falando aqui da observância dos sacrifícios e cerimonias do antigo tabernáculo, não da observância da Lei de Deus. A imutável Lei de Deus, dos Dez Mandamentos, entretanto, Paulo ainda guardava no espírito bem como na letra. Gálatas 13: 1-13 tem que ser lido aos olhos de Romanos 1: 1-5.

‘Por meio dele e por causa do seu nome, recebemos graça’ isto é Salvação. ‘Apostolado’ isto é missão. Por amor do Seu nome. Agora o propósito dessa salvação toda: ‘para a obediência’ não por meus esforços. Mas, pela obediência por fé embasada na graça. Para que que o Senhor nos salvou? Para obedecermos. Obedecer o que? Aquilo que transgredíamos.

Esse é o Evangelho! Esse é o Evangelho bíblico. Não sei por que fugir disso. O mundo protestante já teve essa ênfase. No final do século 20, inauguração do século 21. Foi se afastando do propósito da salvação. O propósito da salvação é levar o ser humano ao ajuste daquilo que ele se desviou. Ele se desviou do padrão. Ele se desviou da justiça. E o Evangelho o conduz para esse ajuste.

Este é o tempo de buscarmos a Deus. Tempo de estudarmos Sua Palavra, pois é somente à medida que Deus torna ainda mais destacada Sua Lei e explícita a malignidade do pecado, o senso de culpa do pecador sincero é aumentado e o senso de reprovação do pecador rebelde é também acrescido. Assim quer Deus nos despertar, como pecadores para a gravidade de nossa realidade no pecado.

O Diabo diz: É impossível obedecer a Lei de Deus. Eu concordo com ele. Pelas próprias forças é impossível. Agora, pela Graça o Senhor diz não só é possível como é uma leveza. Os meus mandamentos não são pesados.

Eu posso até transgredir a Lei de Deus como um acidente de percurso, mas não mais como um escravo do pecado. Antes de Cristo chegar na nossa vida a Lei era a condenação, apontando que eu estava em erro e que eu merecia apenas a morte.  Depois que Cristo chegou na minha vida a lei é vida!

‘Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus.’ (Apocalipse 14: 12)

Salvação implica em libertação de uma situação para outra. De uma realidade de inadequação para adequação.  De uma posição contrária à vontade de Deus para uma sintonia com Ele.

Deus é fiel com Sua Palavra e em Hebreus 1: 13 lemos:

“A qual dos anjos Deus alguma vez disse: “Senta-te à minha direita, até que eu faça dos teus inimigos um estrado para os teus pés” 
Aqui cumpriu-se Gênesis 3:15 : “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar.”

Referência a um costume oriental , em que o vencedor colocava o pé no pescoço de seus inimigos, como sinal da sujeição deles.


Se Satanás feriu o calcanhar de Cristo tendo Ele sido levado à cruz, Cristo é o grande vencedor no conflito do Bem contra o Mal, pois Ele esmagou a Satanás ao provar em Sua vida a justiça que há em Deus. E que nós somos Seus e ninguém nos arrebatará de Suas mãos.

"Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai." (João 10:28)

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Fonte de pesquisa: 

. Salvos para a obediência.

. Ligados na Videira


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