O Escravo e o Rei

Hiperlinkado – Parte1

Hiperlinkado – Parte2

Esta transcrição está adaptada para o formato de texto. Este texto é uma transcrição do BibleCast 103, programa realizado pelos pastores  Diego Barreto Junior Flores 

Transcrição feita por Ruth Alencar

Vamos falar hoje sobre a influência política. Vamos retratar uma história bíblica que fala de um rei e de um escravo ou de um escravo e um rei. Como esse relacionamento se processa e um influencia o outro.

Este rei era um tirano.  Ele fazia do escravo um escravo. Um escravo daqueles que sofrem nas mãos de um tirano. Vamos falar de um escravo que sofre nas mãos dos seus algozes, mas tem um relacionamento com um rei tirano e algo acontece.

Este BC está acontecendo num contexto de manifestações, nas quais brasileiros estão saindo às ruas, lutando por seus direitos e o fim da corrupção.

Este BC está acontecendo num contexto de relacionamento entre o povo e seu governante.

Não vamos fazer nenhuma analogia aqui tratando do assunto das manifestações. Apenas estamos tomando um caso bíblico que é semelhante ao que a gente vive hoje, no sentido de que o povo estava oprimido. Mais oprimido do que hoje! Muito, muito, muito mais… e era o povo de Deus.

A gente precisa deixar claro que não é para tirar deste BC qualquer conclusão ou respostas a respeito das manifestações. Na verdade, o que queremos é tirar as respostas.

O registro bíblico do qual falaremos trata de um escravo chamado Daniel e um rei chamado Nabucodonosor.

Daniel 2

Tudo começa neste capítulo. É no capítulo 2 que acontece pela primeira vez o encontro desses dois personagens.

A ênfase do detalhe aqui é o seguinte, quando você lê o livro de Daniel você percebe claramente textos de Isaías e Jeremias sendo citados por Daniel e por Nabucodonosor e pelos guardas de Nabucodonosor.

A gente percebe que o que Nabucodonosor está falando é na verdade um texto bíblico.

Nabucodonosor tem um sonho que ninguém interpreta. Seus magos encantadores não conseguem interpretar o sonho que o rei não quis revelar o conteúdo para não parecer que ele seria enrolado. Nabucodonosor entendia de leitura fria naquela época.

Como ele viu que ninguém respondeu suas perguntas ordena a morte de todos os magos. Ele nem sabia que Daniel existia.

O general que segue para cumprir suas ordens bate na porta de Daniel e avisa que viera para executá-lo. Daniel, que não sabia de nada, pergunta a razão da ordem da execução.

Após a explicação Daniel pede um tempo para a interpretação do sonho. Orou a Deus e foi falar com o rei e deu ao rei o primeiro estudo bíblico. Vejamos Daniel 2: 27 – 28.

“Daniel respondeu na presença do rei:

— O mistério que o rei exige, nem sábios, nem magos nem encantadores o podem revelar. Mas há um Deus no céu, que revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que vai acontecer nos últimos dias.”

Qual era o contexto religioso de Nabucodonosor? Ele acreditava no deus Marduque, que na lenda babilônica é o criador do mundo.

Marduque, Marduk ou Merodaque, como é apresentado na Bíblia, é um deus protetor da cidade da Babilônia, pertencente a uma geração tardia de deuses da antiga Mesopotâmia.

Daniel começa dizendo que “há um Deus no Céu” e esse Deus revela mistérios. No Antigo Testamento Deus aparece como Criador e revelador de Mistérios.

Isaías 46: 8 – 10 é a fonte de onde Daniel tira essa afirmação.

“Lembrem-se disso e animem-se; pensem a respeito disso, ó rebeldes. 9 Lembrem-se das coisas passadas, das coisas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim. 10 Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade revelo as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: o meu conselho permanecerá em pé, e farei toda a minha vontade.”

Daniel está explicando porque deu um sonho para ele, Nabucodonosor. Ele está dizendo para Nabucodonosor que este sonho que ele teve é para mostrar Quem Ele É. E o que Ele fala, acontece. Ele [Deus] é Quem sabe, por isso os magos babilônicos não conseguiram responder a sua pergunta.

“Não há outro semelhante a Mim.”

Deus é quem sabe o futuro. E Ele é quem falou as coisas que em breve vão acontecer.

O rei não retira da cabeça a interpretação de Daniel. Ele não dorme mais e ai entre a o capítulo 3 .

Ele ordena que construam uma estátua toda de ouro para dizer que seu reino não passaria. E, ele ordena que todo adorem a estátua e você tem o capítulo 3 da fornalha ardente.

Os estudiosos entendem que depois que Daniel falou a interpretação não saiu da cabeça do rei Nabucodonosor e a ordem para construir a estátua foi para refutar a mensagem de que seu reino passaria.

Daniel não aparece no capítulo 3, o rei teria dado ordem para que Daniel sumisse. Somente 3 ficaram em pé e enfrentaram a fornalha: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. O fato é que Daniel não está lá. Isto explicaria o sumiço de Daniel.

A estátua, porém, vai contra o que Daniel falou. o rei ordenou fazer a estátua toda de ouro, quando no sonho seria apenas a cabeça de ouro, que seria a representação do período da existência do poderio babilônico. Uma afronta que o rei revela inclusive na utilização das medidas dos deuses babilônicos 60 x 6 na construção da estátua. Ver sobre o sistema sexagesimal aqui .

Em Daniel 3 o rei manifesta essa rejeição ao que Daniel está revelando. O que Daniel disse no capítulo 2? Há um Deus no Céu e Nabucodonosor ficou preocupado com isto. E, quando os três rapazes não se curvam diante da estátua, o rei deixa escapar o que está sentindo:

“Então Nabucodonosor, irado e furioso, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, e eles foram levados à presença do rei. Nabucodonosor lhes disse:

— Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, é verdade que vocês não prestam culto aos meus deuses, nem adoram a imagem de ouro que levantei? Agora, pois, se vocês estão prontos, quando ouvirem o som da trombeta, da flauta, da cítara, da harpa, da lira, da gaita de foles, prostrem-se e adorem a imagem que eu fiz. Mas, se não a adorarem, serão, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que os poderá livrar das minhas mãos?”  Daniel 3: 13 – 15

Sai uma preocupação da boca do rei acerca do que Daniel falou do Deus que está no Céu e que é poderoso. Ele está citando o que Daniel lhe falara e está manifestando, firmemente, que refuta a afirmação de Daniel.

Então, se o rei enviou Daniel para longe para que ele não visse o que ele, o rei, iria fazer, e esclarecemos que estamos aqui no campo da especulação, é porque Daniel tinha alguma credibilidade para ele, o rei.

Ele pegou bem com o Daniel, mas pegou mal com a mensagem dele. Ele teve tanta credibilidade ao que Daniel falou que ordenou a construção da estátua. Ele se preocupou com a interpretação do sonho. Esforçou-se para contrafazer a mensagem de Daniel.

E, em algum momento, na cabeça do rei, e você vai descobrir sobre o que estou falando no final, vai parecer que não tem nada a ver. Mas, no final, quando as cortinas se abrirem você vai perceber que tem tudo a ver. Nabucodonosor pensou: um absurdo este moleque petulante! Um absurdo falar isto para mim, porque se o Deus dele é tão poderoso [“quem é o deus que os poderá livrar das minhas mãos?”], por que ele está escravo aqui? Por que eu dominei o país dele e destruí tudo?

O rei tinha tudo para não aceitar a interpretação, afinal era um moleque, escravo seu que estava fazendo a afirmação acerca de um Deus poderoso que não os livrou de suas mãos.

A gente tem a tendência de acreditar que Marduque era apenas um símbolo mitológico que os babilônios se utilizavam para dominar as massas. Na verdade, na cabeça de Nabucodonosor, Marduque era o cara. Marduque e os 60 se bastavam para eles. Aquiete-se você que tem um deusinho só!

Daniel frequentava a corte e ali na corte deveria ter tido uns encontros com o rei. Em algum momento da história, e ai vai dar para provar que isto aconteceu!  Em algum momento da história Daniel vai responder a pergunta de Nabucodonosor. Em algum momento é possível que o rei tenha perguntado a Daniel a razão pela qual ele ainda estava como escravo em sua corte.

Daniel, não sei se antes ou depois, responde através de Isaías 42: 24 :

“Quem entregou Jacó por despojo e Israel aos roubadores? Por acaso não foi o Senhor, aquele contra quem pecaram e nos caminhos do qual não queriam andar, não dando ouvidos à sua lei?”

Senhor, Nabuco, estou aqui como escravo porque foi Deus quem nos enviou aqui. Estamos aqui, como escravos, porque  fomos infiéis, não guardamos a lei dEle e não andamos nos caminhos em Seus caminhos. Ele quem nos trouxe aqui. Não foi você que no foi pegar. É castigo dEle. Você acha que você é o poderoso?

Olhe só! Daniel foi levado para lá no ano 605aC. Mas, em 586 aC, pela terceira vez, teve uma em 597aC, Nabucodonosor volta para lá e acaba com tudo! Destrói templo, destrói tudo, porque os reis de Judá, usando o Egito, se rebelaram e não queriam pagar impostos. Em 586 aC temos o profeta Jeremias que avisa para o povo não se rebelar contra Nabucodonosor.

Na hora que a situação se torna crítica e ele arrebenta com tudo e o general de Nabucodonosor vem trazendo todo mundo escravo agora, nesta terceira invasão, Nabucodonosor dar uma ordem sui generis:

“Mas a respeito de Jeremias, Nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha dado a seguinte ordem a Nebuzaradã, o chefe da guarda:

12 — Trate de encontrá-lo, cuide bem dele e não lhe faça nenhum mal. Faça com Jeremias o que ele lhe disser.

13 Assim, Nebuzaradã, o chefe da guarda, Nebusazbã, Rabe-Saris, Nergal-Sarezer, Rabe-Mague, e todos os oficiais do rei da Babilônia 14mandaram tirar Jeremias do pátio da guarda e o entregaram a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, para que o levasse para casa. Assim Jeremias habitou no meio do povo.” Jeremias 39: 11 – 14

Nabucodonoror, no ano 586 aC estava sabendo da rebelião de Judá e chega despedaçando! Quando ele invade, prende todo mundo, mas manda soltar Jeremias. Por que ele mandou soltar Jeremias? Porque alguém falou para ele de Jeremias. Daniel foi levado cativo na primeira deportação. E, na terceira, o oficial poupa o menino Jeremias. Por que Nabucodonosor agiu assim com Jeremias? Quem falou de Jeremias para o rei Nabucodonosor? Lógico que foi Daniel! Ele influenciava Nabucodonosor!

Agora olhe o que o general diz ao profeta Jeremias:

“Palavra que foi dita a Jeremias da parte do Senhor, depois que Nebuzaradã, o chefe da guarda, o pôs em liberdade em Ramá, estando ele amarrado com correntes no meio de todos os do cativeiro de Jerusalém e de Judá, que estavam sendo levados cativos para a Babilônia. O chefe da guarda chamou Jeremias de lado e lhe disse:

— O Senhor, seu Deus, pronunciou esta calamidade contra este lugar. Agora o Senhor trouxe e fez o que tinha anunciado. Tudo isto aconteceu, porque vocês pecaram contra o Senhor e não obedeceram à sua voz. Agora, eis que hoje estou soltando as correntes que estavam em suas mãos. Se for do seu agrado ir comigo para a Babilônia, venha, e eu cuidarei bem de você. Mas, se não for do seu agrado ir comigo para a Babilônia, fique aqui. Veja, toda a terra está diante de você. Vá para o lugar que for do seu agrado e melhor para você.” Jeremias 40: 1 – 4 

Preste atenção ao verso 3: “Agora o Senhor trouxe e fez o que tinha anunciado. Tudo isto aconteceu, porque vocês pecaram contra o Senhor e não obedeceram à sua voz.” O general aprendeu, ‘fez o estudo bíblico direitinho’.

Que coisa! O general pagão se revela convertido. Sabe que o povo está sendo levado cativo porque foi desobediente e o povo cativo não o sabe. O povo cativo resistindo, não aceitando a deportação, embora Jeremias o tenha anunciado o tempo todo. Foi tido como louco!

A história foi para Daniel, voltou para Jeremias, fechando um ciclo Jeremias/ Daniel/ Jeremias. Todo poder! A história de Daniel é um flash fold e, a parte que estamos lendo de Jeremias é um mini flash back! A história foi e voltou!

E, isto revela muito mais coisas. Revela que a influência de Daniel na corte de Nabucodonosor está muito grande. Orei dá a ordem para o general executar e este já fala acreditando nisto. É por isso que falei que em alguém momento Daniel mostrou Isaías 42: 24 que fala que foi Deus quem os entregou nas mãos do rei.

O chefe da guarda convertido!  

Verso 4: “[…] Se for do seu agrado ir comigo para a Babilônia, venha, e eu cuidarei bem de você. Mas, se não for do seu agrado ir comigo para a Babilônia, fique aqui. Veja, toda a terra está diante de você. Vá para o lugar que for do seu agrado e melhor para você.”

Isto é a glória do profeta! Jeremias foi espezinhado, maltratado, preso. E quando todo mundo está preso recebendo a paga pela distância de Deus, vem o chefe dominador e através dele Deus honra quem o honrou o tempo todo.

Imaginem Nabucodonosor contando para Daniel sobre a fornalha: Eu coloquei os rapazes no fogo e o teu deus foi lá tirar! Nabucodonosor deve ter ficado maravilhado. Quando ele falou: ‘quem é o deus que poderá livrar de minhas mãos’ ele estava gritando.

E quando ele diz: ‘E o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses’, ele cita Elohim quando fala ‘deuses’.

E Daniel explica: “Quando você passar pelas águas, eu estarei com você; quando passar pelos rios, eles não o submergirão; quando passar pelo fogo, você não se queimará; as chamas não o atingirão.  Porque eu sou o Senhor, seu Deus,” Isaías 43: 2 – 3

Nabucodonosor está admirado com o Deus de Daniel e dos 3 rapazes. E Daniel atende ao espanto do rei com o conhecimento das Escrituras.

Na verdade, as mensagens de Isaías, Daniel e de Jeremias têm muita relevância para o rei Nabucodonosor. Elas vão batendo certinho! Fico imaginando a cara do rei se percebendo evolvido em toda essa história. Ele, o rei da Babilônia.

Daniel 3: 28 diz:

“Nabucodonosor disse:

— Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo a servir e adorar um deus que não era o Deus deles.”

Nabucodonosor está se convertendo. Agora veja a sequência do verso 29: “Portanto, faço um decreto, ordenando que todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e que as suas casas sejam reduzidas a ruínas. Porque não há outro deus que possa livrar como este.”

Quando se entra na igreja há a tendência para o legalismo; ou guarda o sábado ou morre.

No capítulo 4 lemos sobre a conversão do rei. Até o capítulo 3 ele está vindo para a igreja, mas ainda quer matar os outros. No capítulo 4 ele se entrega.

Aconteceu um episódio estranho com ele. Ele fica que nem louco, comendo capim. Ele sumiu, foi para o meio do mato.

Ele dá o seu testemunho usando já uma linguagem de crente, daquele que crê.

“Como são grandes os seus sinais, e como são poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino eterno, e o seu domínio se estende de geração em geração. Eu, Nabucodonosor, estava tranquilo em minha casa e feliz no meu palácio.”

Na sequência ele cita trechos das Escrituras que Daniel certamente ensinou para ele.

Isaías 40: 17

“Diante dele, todas as nações são como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo.”

Isaías 45: 9

“Ai daquele que discute com o seu Criador, sendo um simples caco entre outros cacos de barro! Será que o barro pergunta ao oleiro: “O que você está fazendo?” Ou diz: “Este seu vaso não tem alça!”

Daniel 4: 34 – 35

“Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, e recuperei o entendimento. Então eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei aquele que vive para sempre:

“O seu domínio é eterno, e o seu reino se estende de geração em geração. Todos os moradores da terra são considerados como nada, […]”

Isaías 45: 9

“Ai daquele que discute com o seu Criador, sendo um simples caco entre outros cacos de barro! Será que o barro pergunta ao oleiro: “O que você está fazendo?” Ou diz: “Este seu vaso não tem alça!”

Nabucodonosor está claramente citando passagens das Escrituras. Quem ensinou isto para ele?

A Bíblia foi escrita em grego, hebraico e aramaico. Um dos trechos que está escrita em aramaico está na metade do verso 4 do capítulo 2 até o capítulo 7: 28. Está, portanto, escrita na linguagem que Nabucodonosor e toda Babilônia poderia ler, pois o aramaico era a língua dos caldeus.

As outras partes da bíblia que contêm o aramaico são citações pequenas: 1 versículo de Jeremias

Ai vem Daniel com este bloco todo que seria relevante para essa gente e está em aramaico. Por que em Daniel sabe escrever hebraico e escreveu boa parte do seu livro em aramaico? Porque havia um contexto para isto.

Ele não parou com o aramaico até Nabucodonosor porque a história que começou no capítulo 2 vai até os Medo Persas, que é o tempo de vida de Daniel. E a parte em que o anjo de Deus mandar selar é tudo em hebraico de novo.

Nabucodonosor, no capítulo 2 exalta Daniel. No capítulo 3, ele exalta Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Mas, no capítulo 4, ele só exalta Deus. Antes ele dizia glória a Deus mencionando Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, mas agora é só a Deus. É a confissão de Nabucodonosor. Antes o deus era de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.

Daniel 4: 30

“o rei disse:

— Não é esta a grande Babilônia que eu construí para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade?

Daniel 4: 37

“Agora eu, Nabucodonosor, louvo, engrandeço e glorifico o Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos são justos. Ele tem poder para humilhar os orgulhosos.”

Nabucodonosor se converte.

Sabe para que serve este BibleCast? É para tirar o teu chão. É para você parar de achar que você sabe alguma coisa de Bíblia. É para você entender que a Bíblia tem muitas coisas ainda para nos revelar, porque Deus pode humilhar os que andam na soberba.  Este negócio de a gente achar que tem certeza das coisas só leva a gente a intolerância.

A Bíblia é muito maior do que a nossa vã filosofia. Tem coisa na Bíblia que é muito maior do que a gente pensa. A história de Nabucodonosor é a história da quebra de um paradigma em todos os processos. Ele primeiro não aceita, depois ele questiona e enfrenta. É toda uma quebra de paradigma de um cara que tinha certezas porque tinha os fatos diante dele.

Ele diz que o nosso Deus elimina os orgulhosos na sua soberba e tem muita gente assim na igreja: estou rico e abastardo e de nada tenho falta. Sei todas as respostas…

Sabe aquela história de que a gente tem respostas para tudo? Tem gente que é assim. Deus é muito maior para a gente colocar tudo no preto no branco.

Certamente, aqueles escravos queriam fazer manifestos contra Nabucodonosor. Eles eram oprimidos. Eram escravos. O que Daniel fez? Pichou o palácio? Não.

Nabucodonosor ficou perto dele e se converteu. Deveria acontecer isto com a gente. Agora, imagina se Daniel não soubesse nada de Bíblia! Como ele ia mostrar Isaías? Como ele viveria uma influência sobre Nabucodonosor?

A vida do cristão quando é de verdade influencia o rei.

O apóstolo Paulo quando escreveu o Novo Testamento alguém diz para ele ‘quase você me convenceu’. Ele teve de parar de falar com Paulo. Ele só não se converte porque não tem vontade, não é porque não recebeu argumentos, mas porque decidiu endurecer o coração. Outros falaram para retirarem Paulo dali.

Nabucodonosor também tentou. Fez a estátua de ouro, tirou Daniel de perto dele…

Alguém pode ouvir esta história e pensar que estamos falando isto porque estudamos teologia. Sabe, isto aqui foi, mas quantas coisas que não foram? Se você pesquisar, se você estudar, você vai conseguir. Deus vai lhe ajudar, Ele disse que não retém sabedoria para ninguém. É só pesquisar e estudar.

E quando você ouve uma história dessa você se pergunta por que estou perdendo tempo longe da Bíblia?

Mateus 11:25

“Por aquele tempo, Jesus exclamou:

— Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.”

Estas coisas aqui não é para quem estuda teologia. Deus está dizendo que se você for pequenino, se você admite que não está certo o tempo todo Deus revela as coisas para você. Mas, para os sábios e entendidos, Deus está dizendo que para você vai ser oculto.

Neste testemunho do capítulo 4 você vê claramente que o escravinho convenceu o rei. E que o rei de verdade é o Rei do Céu, e que ele não passa de um servo do Rei do Céu. O rei descobre que ele é um escravo. Agora o olhar do Nabucodonosor é outro. Agora ele é o servo do Senhor do Céu e da Terra. Um dia nós chegaremos nisso. Um dia a gente vai olhar e dizer: eu não passo de nada!

Isaías 40: 17

“Diante dele, todas as nações são como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo.”

Todos os moradores da Terra para Nabucodonosor não somos nada. A gente não é nada diante de Deus e um dia a gente vai entender isso! Nabucodonosor virou um exemplo. Ele era o rei do mundo. Ele tinha tudo a perder. Ele tinha uma reputação.

Se você for muito obstinado na soberba, Deus vai ter que quebrar você. Ele quebrou Nabucodonosor. Ele fará você comer capim. Não é por um sentimento de ódio da parte de Deus. É que nossa distância é tão grande que Deus para salvar a gente, Ele tem que fazer a gente pastar literalmente. Para a gente entender que a gente é caco. Não é nada! Para exatamente no fazer parar porque as vezes falamos com a voz de Deus. Pode e não pode você fala para criança e escravo. Para amigo você fala ‘vamos ver’, ‘espera um pouco’, ‘o que você acha’…

Como pastor eu sinto que a igreja, falando como membresia, espera apenas que eu diga pode ou não pode. E ela me cobra depois. Se eu estiver errado ela arrebenta comigo, porque ela mesma não quer responsabilizar-se por suas decisões. Acho até que é mais grave porque no fundo ela está dizendo ‘eu não quero me envolver com deus pessoalmente para que Ele me dê essas respostas. Afinal, dá muito trabalho, tem que ler mais a Bíblia. É melhor alguém me dizer o que faço e pronto está ok. É a lei do menor esforço. É a preguiça espiritual.

Pode, não pode é igual a preguiça espiritual. Por isso ‘escarafunche’ a sua cara na Bíblia. Há muita coisa nela que precisamos aprender.

Que você descubra o Senhor na Sua Palavra.

“Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, e recuperei o entendimento. Então eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei aquele que vive para sempre: “O seu domínio é eterno, e o seu reino se estende de geração em geração. Todos os moradores da terra são considerados como nada, e o Altíssimo faz o que quer com o exército do céu e com os moradores da terra. Não há quem possa deter a sua mão, nem questionar o que ele faz.”

— Nesse tempo, recuperei o entendimento e, para a dignidade do meu reino, recuperei também a minha majestade e o meu resplendor. Os meus conselheiros e os homens importantes vieram me procurar, fui restabelecido no meu reino, e a minha grandeza se tornou ainda maior. Agora eu, Nabucodonosor, louvo, engrandeço e glorifico o Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos são justos. Ele tem poder para humilhar os orgulhosos.” Daniel 4: 34 – 37

Indicamos:

O Cristão e as Fornalhas Ardentes

A Fornalha Ardente – Capítulo 41

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