Ano Bíblico 2021 – 164° Dia – O Quarto Selo de Apocalipse 6: 7-8: O Cavalo Amarelo

“Quando o Cordeiro quebrou o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Venha!


Vi, então, e eis um cavalo amarelo. O seu cavaleiro se chamava Morte, e o inferno o estava seguindo. E lhes foi dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio dos animais selvagens da terra!” Apocalipse 6: 8-9

Texto estudo 1: Comentário de Jacques B. Doukhan – A Jihad Cristã

A abertura do quarto selo traz um cavalo de cor amarela (cloros), sugestivo de morte e terror. O ser semelhante a uma águia, uma ave de rapina um símbolo bíblico de perseguição e morte37, precede este cavalo. A igreja agora incorpora a morte para seus passos mais mortíferos. Não só o Apocalipse chama seu cavaleiro de “morte” como outro cavaleiro descrito como hades (local de habitação dos mortos) seguindo-o imediatamente. A Septuaginta usa este termo grego para traduzir a palavra hebraica sheol, isto é, o lugar ou estado do morto. O Apocalipse muitas vezes combina as duas palavras “morte” e “lugar de habitação dos mortos”. Esta última praga inclui e ultrapassa todas as outras.

Espada e fome trazem morte. Assim como os “animais selvagens,” eles apenas intensificam a referência à morte. A Bíblia muitas vezes representa o lugar de habitação dos mortos, sheol, como habitado por animais selvagens39.

É o período da história quando a igreja se tornou o opressor, perseguindo todos aqueles suspeitos de heresia. Entramos no tempo das Cruzadas, da Inquisição e das guerras religiosas. Nos teares do horizonte a escuridão da opressão nazista, alimentada pelo “desprezo ensinado”40 pela igreja. O cavalo amarelo também evoca o Holocausto, com seus sofisticados campos de morte. Tal interpretação pode parecer algo perturbador. Até a violência antissemítica de Hitler é nada mais que a continuação dos 18 séculos de denegrição e perseguição aos judeus pela igreja. Hitler foi totalmente sincero quando ele declarou para dois bispos católicos que sua intenção era assumir e acabar o trabalho letal da igreja contra os judeus41. E mesmo que o Shoah (o massacre nazista) foi só indiretamente atribuído à igreja, isso, contudo, permanece como consequência de sua política religiosa.

Mesmo que a igreja não tenha executado o Holocausto, nós sabemos hoje de seu silêncio cúmplice42. Os quatro cavalos, contudo, representam a culminação da jihad da igreja.

Sua conquista do mundo começou com o triunfo da paz. A cena abriu com um cavalo branco, cujo cavaleiro, Jesus o Messias, carregava um arco vazio. Do segundo cavalo, contudo, o momento voltou para a violência. Considerando que o Messias lutou pela Igreja, a igreja agora considerou isso sua função empreender guerra pelo Messias. As guerras religiosas e Cruzadas testificam da mudança da mentalidade da igreja. A ação de baixo substitui a revelação de cima. A igreja assumiu a prerrogativa de falar e agir em favor de Deus. A intolerância sempre dá suporte a esse tipo de atitude de usurpação, quando as testemunhas de Jesus se identificam a si mesmas com Deus; quando o sucesso oblitera a revelação de cima; quando uma mentalidade imperialista substitui um interesse evangélico; quando estatísticas e números de batismos prevalecem sobre a autenticidade da conversão; e quando a igreja procura a resposta para seus problemas em planos de estratégias e marketing em lugar de uma orientação espiritual.

Quando a humanidade substitui Deus, qualquer coisa serve. A razão é simples. A necessidade de segurança sempre opta pelo visível e concreto versus uma verdade humilhante no Deus incompreensível e invisível. O sucesso das conquistas do mundo leva então somente ao orgulho e intolerância.

Violência e opressão são consequências naturais quando usurpamos a função de Deus. Das Cruzadas aos campos de concentração, toda vez que a pessoa tem se elevado ao nível de Deus para lutar em nome da cruz ou para o “Got mit uns,” milhões de vítimas tem sofrido, e seus clamores aos céus por justiça ainda vibra em nossos ouvidos.

Texto estudo 2: Comentário Dr. Henry Feyerabend

“Este cavalo tem a cor da morte. Quando você machuca o dedo e ele fica preto, é possível que vá sentir muita dor. Mas ele ainda está vivo. Será muito pior se ele perder a cor e a sensibilidade. Chegamos ao tempo de uma igreja morta. Não há mais vida na religião. O que poderia ser pior?

Muitas igrejas estão completamente mortas hoje. Elas tornaram-se clubes sem nada para oferecer ao mundo. Nem Bíblia, nem mensagem, nem missão!

Foi durante os 1.260 anos de perseguição que os templos pagãos viraram igrejas cristãs. Mas a povo verdadeiro de Deus teve que fugir para as montanhas a fim de adorar o seu Deus.

Minha esposa e eu visitamos a pequena cidade de Torre de Peliche, na Itália. Vimos o lugar onde os valdenses se refugiaram, ao fugirem da perseguição. Coloquei-me atrás do seu púlpito, tomei nas mãos uma Bíblia. Que emoção!

Não eram mais pagãos perseguindo cristãos. Não eram mais cristãos perseguindo pagãos. Agora eram cristãos perseguindo e matando outros cristãos. A Roma cristã não crucificava as pessoas como a Roma pagã fazia. A Roma cristã as queimava vivas. A Roma pagã torturava criminosos por roubarem, mas a Roma cristã torturava cristãos por lerem a Bíblia do seu próprio jeito.”

Texto Estudo 3: Comentário Hans K. LaRondelle

O cavaleiro do cavalo amarelo é chamado Morte, seguido pelo Hades (a tumba). Os quatro juízos foram enviados antes pelo Deus de Israel a seu povo do antigo pacto (ver Ezequiel 14:21). A cor de um pálido mortal sugere um estado contínuo de decadência espiritual e de um endurecimento maior do coração. O resultado é a apostasia da alma. Podemos pensar nas heresias e enganos como uma consequência de rechaçar a verdade do evangelho (ver Apocalipse 2:20-23). É o caminho à morte eterna.

Então, as “feras da terra” são uma antecipação simbólica das bestas perseguidoras de Apocalipse 13, as quais também receberam permissão de “fazer guerra contra os santos e vencê-los” (vs. 7, 14, 15). O quarto cavaleiro concentra os resultados do trabalho dos cavaleiros anteriores: morte e condenação. Representa a situação prolongada da igreja medieval.

Os primeiros 4 selos seguem o esboço do discurso profético do Jesus em Mateus 24:6-8. A diferença entre Mateus 24 e os selos apocalípticos está no fato de que no Apocalipse pode detectar-se um significado mais profundo porque o primeiro cavaleiro é o evangelho de Cristo.

Essa imagem não se encontra no livro original

Os selos 2 a 4 mostram um endurecimento crescente da incredulidade dos habitantes da terra, ao rechaçar a mensagem do evangelho do cavaleiro do cavalo branco. Sua morte espiritual será selada finalmente na morte eterna quando receberem a “ira do Cordeiro” durante o sexto selo (Apocalipse 6:15-17).

Embora haja uma progressão histórica, os selos refletem a experiência de todos os que aceitam ou rechaçam o evangelho de Cristo. Isso significa que a história pode repetir-se e que o passado outra vez pode chegar a ser o futuro. Ellen White faz esta aplicação pastoral do terceiro e quarto selos: “Hoje se vê o mesmo espírito que o que está representado em Apocalipse 6:6-8. A história se repetirá. O que foi, voltará a ser. Este espírito trabalha para confundir e desconcertar. Ver-se-á dissensão em cada nação, tribo, língua, e povo; e os que não tiveram um espírito para seguir a luz que Deus deu por meio de seus oráculos viventes, através de suas agências assinaladas, chegarão a confundir-se. Seu juízo revelará debilidade. Na igreja se verão a desordem, a luta e a confusão”.

Em resumo, os cavaleiros apocalípticos dos selos 2 a 4 encontraram seu cumprimento da igreja pós-apostólica que se corrompeu, mas a apostasia e a perseguição não estão limitadas à história passada. Como declara Roy C. Naden: “Uma vez solto, cada cavalo contínua até a segunda vinda”.4

Texto Estudo 4: Comentários Jon Paulien

“Ao ser aberto o quarto selo, o quarto ser vivente (provavelmente a águia ou abutre) faz surgir um cavaleiro sobre um cavalo de cor amarelo-esverdeada. Esse cavaleiro, Morte, é seguido pelo Hades, e tem autoridade sobre a quarta parte da Terra para matar com a espada,94fome, pestilência (morte),95 e as feras da terra. Esta intensificação das perniciosas atividades do segundo e terceiro cavaleiros é aumentada pelos outros dois elementos do juízo da aliança: pestilência (morte) e animais selvagens (ver Ezequiel 14:20-21; 5:12, 17; Jeremias 14:12; 29:17-18).

Se o selo deve ser compreendido em termos espirituais, ele retrata de longe a mais grave decadência espiritual já descrita no livro (o clímax vem em 18:2- 3). É uma pestilência de alma. Estas pragas caem sobre aqueles cuja rejeição do evangelho tem endurecido ao ponto de quase desespero.

Em 1:18 a morte e o Hades (sepultura) estão claramente sob o controle de Cristo. Em 20:14 eles estão associados com o conceito da “segunda morte”. Esta tríplice analogia apresenta evidência de que o quarto selo envolve a ameaça de permanente exclusão da misericórdia.

Este selo, porém, por mais terrível que seja, não deve ser equiparado com o final término da graça do fim dos tempos do qual ele é claramente uma antecipação. Como foi o caso com o terceiro cavaleiro, esse ginete não “sai”, limitando assim a praga. Nos textos de fundo de Levítico 26 e Deuteronômio 32 estas pragas não são finais, mas são destinadas a evocar o arrependimento. Juízos adicionais sobre os ímpios estão adiante no quinto e sextos selos.

Texto Estudo 5 – Comentário Dr Ranko Stefanovic

“0 quarto selo é aberto, e um cavalo pálido, de cor amarelada, aparece.

A palavra grega para designar a coloração do cavalo é cÁ/Óros, denotando o tom acinzentado de um cadáver em decomposição. 0 nome do cavaleiro é Morte e é seguido pelo lnferno ou Hades – o lugar dos mortos. Eles recebem permissão para destruir as pessoas pela espada, fome, praga e feras selvagens sobre a quarta parte da Terra. É perceptível que os atos do quarto cavaleiro abrangem as ações dos três cavaleiros anteriores.

0 quarto selo chama tanto a peste quanto a morte. A imagem vívida desses cavaleiros apresenta mais uma advertência para aqueles que rejeitam o evangelho. 0 cavalo amarelo que vem depois do preto transmite a verdade de que a fome espiritual da Palavra de Deus resulta em morte espiritual. A boa notícia, porém, é que o poder da Morte e do lnferno é limitado.

Eles recebem autoridade sobre a quarta parte da Terra. 0 início do Apocalipse dá a garantia de que, por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus conquistou a vitória sobre esses dois inimigos da raça humana. Quando o evangelho é aceito, a vida é recebida como um presente. A morte não tem poder nem autoridade sobre aqueles que aceitam o evangelho, pois Cristo tem as chaves da Morte e do Hades (cf.`Apocalipse 1:18).” O Apocalipse de João

Livro: Entenda as Grandes profecias de Daniel e Apocalipse

. Estudar o Capítulo 17, Páginas 115-116

. O Quarto Selo

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