Estudando o Livro de Daniel

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O Livro de DanielConsiderações Iniciais

“Para entender o livro de Daniel, é importante entender o contexto histórico onde o livro está localizado. Este vídeo provê uma linha do tempo desde o anúncio de Jonas contra o império assírio, sua queda, a ascensão de Babilônia, até o cativeiro babilônico.” Pastor Jurandir Gouveia

“As previsões precisas contidas no livro de Daniel são um desafio para os céticos que, para atacar, não aceitam sua autenticidade ou sua datação antiga. Neste vídeo apresento importantes descobertas arqueológicas que lançam luz sobre o livro de Daniel e fundamenta a fé de forma racional.” Pastor Jurandir Gouveia

Crônicast#001 – Bem-Vindo a Babilônia

“Um dos objetivos mais importantes do estudo da Bíblia é aprender sobre Jesus. Afinal, as Escrituras desde o Gênesis ao Apocalipse testificam Dele. O Novo Testamento apresenta cerca de 200 referências ao livro de Daniel. Proporcionalmente, Daniel é citado tanto quanto Isaías e Salmos, que são os livros mais citados, ou apresentados por meio de alusões, no Novo Testamento. Com certeza, o livro de Daniel tem muito a dizer sobre Jesus.

Jesus é o centro da Bíblia, e também é o centro do livro de Daniel.

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; João 5:39

E no livro de Daniel não é diferente. Jesus está presente em todos os capítulos desse livro, pois a experiência de Daniel é análoga à experiência de Cristo.

Em cada capítulo podemos ver a presença de Jesus, de maneira literal ou através de analogias. 

Outra coisa interessante é que existem seis princípios bíblicos que nos ajudarão a melhorar o foco à medida que aprendemos sobre Cristo no livro de Daniel.

Primeiro, Jesus é revelado na progressão histórico-redentiva e Ele é o alvo da história da salvação descrita nas profecias de Daniel.

Em segundo lugar, Jesus aparece no padrão de promessa-cumprimento apresentado nas profecias de Daniel.

Por exemplo, Jesus é o Filho do Homem e o Messias vindouro anunciado em Daniel 7 e 9, respectivamente.

Em terceiro lugar, ao estudarmos a tipologia bíblica, aprendemos que Deus estabeleceu alguns eventos e instituições para antecipar importantes aspectos do plano da salvação.

Assim Jesus é revelado no santuário/sacerdócio/sacrifício mencionados no livro de Daniel.

Em quarto lugar, vemos claras referencias e semelhanças entre os desafios enfrentados por Daniel e os que Jesus viveu aqui na terra.

Por exemplo, a pressão exercida sobre os amigos de Daniel para que se prostrassem e adorassem “a imagem de ouro” é refletida no episódio em que o diabo tentou Jesus: “E Lhe disse: Tudo isto Te darei se, prostrado, me adorares”.

E lhe disse: “Tudo isto lhe darei, se você se prostrar e me adorar”. Mateus 4:9

A fidelidade dos amigos de Daniel nos lembra a obediência de Jesus ao Pai.

Quinto, Jesus aparece nos temas longitudinais que apontam para Ele no Novo Testamento.

Por exemplo, a salvação aponta para Jesus como o Salvador de Seu povo.

Sexto, as referências ao livro de Daniel no Novo Testamento são outra forma de vermos Jesus.

Por exemplo, Apocalipse 13:1-8 faz alusão a Daniel 7. Em Mateus 26:64 e Marcos 14:62, Jesus Se referiu a Daniel 7:13 e aplicou a Si mesmo o título de “Filho do Homem”

Embora tenha sido escrito há mais de 2.500 anos, o livro de Daniel continua sendo relevante para o povo de Deus no século 21.

Esse livro nos mostra 3 lições básicas;

1.      Deus continua sendo soberano em nossa vida. Mesmo quando as coisas dão errado, Deus continua se preocupando em abrir caminhos para beneficiar Seus filhos.

A experiência de Daniel na Babilônia se parece com a de José no Egito e a de Ester na Pérsia.

Esses três jovens estavam cativos em países estrangeiros e sob o poder esmagador de nações pagãs.

Ainda que eles parecessem fracos e abandonados por Deus, o Senhor os fortaleceu e os usou de forma poderosa.

Ao enfrentar provações, sofrimentos e oposição devemos olhar para o passado e lembrar dessas historias.

2. Deus dirige o curso da História. Às vezes nos sentimos aflitos neste mundo cheio de pecado e violência.

3. Deus apresenta um exemplo para Seu povo do tempo do fim. Daniel e seus amigos servem como exemplos para nossa vida em uma sociedade que defende uma visão de mundo muitas vezes em desacordo com a da Bíblia.

Quando pressionados a transigir com sua fé, eles permaneceram fiéis à Palavra de Deus.

A experiência de fidelidade e compromisso absoluto com o Senhor nos fortalece ao enfrentarmos oposição e até mesmo perseguição por causa do evangelho.

Ao mesmo tempo, Daniel mostra que é possível oferecer uma contribuição ao estado e à sociedade e permanecer comprometido com o Senhor.

O livro de Daniel, juntamente com apocalipse, é mais uma prova de como Deus previa e fez questão de alertar todas a gerações a respeito do que está por vir.

Em seu livro Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, Ellen White faz questão de enfatizar que: “Há necessidade de mais íntimo estudo da Palavra de Deus; especialmente Daniel e Apocalipse devem merecer a atenção como nunca antes. […] A luz que Daniel recebeu de Deus foi dada especialmente para estes últimos dias” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 112, 113).

Contracultura#191 – Aquele Velho Jesus

Transcrição:

Localizada na região do rio Eufrates, onde atualmente encontra-se o Iraque, Babilônia foi um dos grandes Impérios Mundiais, tendo sua cidade principal sendo citada pela primeira vez em Gênesis 11, sob o nome de Babel. Sua religião era politeísta, mas também pode ser descrita como polidemoníaca, uma vez que atribuíam tudo à magia e aos demônios. Na visão babilônica, os seres humanos foram criados para servir aos deuses.

No topo da hierarquia divina da religião babilônica estava o deus Anu, o deus do céu, Enlil, o deus do ar e Hadad, o deus do clima. Subordinados a esses deuses estava a tríade de deuses astrais: Sin, o deus lua; seu filho Shamash, o deus sol; e sua filha, o planeta Venus, cujos nomes eram Ishtar e Inanna. Ela era frequentemente representada cavalgando uma besta sagrada com aparência de leão. A terceira tríade consistia de Ea ou Enki, o deus do submundo; Marduk, filho de Ea; e o filho de Marduk, Nabu ou Nebo, o deus da arte de da escrita. Abaixo desses três grupos de deuses havia centenas de deidades. O deus patrono da cidade de Babilônia era Marduk, o deus da sabedoria, cujo nome popular era Bel (senhor). Ele era frequentemente representado carregando uma pá e acompanhado de seu animal de estimação, Mus-hussu (Mušḫuššu).

Este monstro mítico era descrito na forma de um dragão híbrido com escamas cobrindo seu corpo, dois chifres, pernas de gato e pássaro, com uma cauda com um ferrão de escorpião. A cidade babilônica tinha cerca de 16 templos, incluindo a estrutura chamada de Etemenanki, que acredita-se ser o templo mais antigo da Terra, e Esagila, o templo dedicado à cidade do deus patrono, Marduk. Além disso, Babilônia continha 43 centros de culto e cerca de 900 capelas. Uma das ruas, localizada na proximidade de Esagila, era chamada de “Que Deus é semelhante a Marduk!” (Ayu ilu ki Marduk em Acadiano), testificando a presença de fortes sentimentos religiosos entre a população da cidade e seus sacerdotes.

Alguns dos templos babilônicos eram construídos no formato da pirâmide de degraus mesopotâmica (zigurate), levando os pensamentos de seus adoradores em uma subida em sua escada para o céu. Em alguns templos, o altar onde os sacrifícios eram regularmente oferecidos eram localizados na base da escadaria. Na maioria das vezes, ficava no topo. O dia mais importante no calendário político e religioso da Babilônia era o primeiro mês (Nisanu) do ano. Nesse dia, novos reis eram inaugurados e a famosa procissão de deuses acontecia, que era o ponto alto de uma cerimônia conhecida como festival Akitu. A procissão começava dos portões de Ishtar e prosseguia até Esagila, onde no quinto dia da cerimônia o sumo sacerdote entrava primeiro, seguido, quando um novo rei era inaugurado, pelo aspirante real, que ainda não estava usando seu manto real. O rei se ajoelhava diante da imagem de Marduk.

Então lhe batiam na face para que suas lágrimas aprimorassem suas confissões diante do sumo sacerdote e na presença da imagem do deus de Babilônia. Após essa cerimônia, o novo rei era oficialmente reconhecido como o governador legítimo em Babilônia, e seu primeiro ano de reinado era contado a partir de então. Este ritual claramente mostra o poder que os sacerdotes exerciam em nome dos deuses da Babilônia e que frequentemente sua autoridade excedia a do rei. Os oráculos dos profetas bíblicos escarneciam da procissão dos deuses, fossem ao longo da Rua das Procissões ou nos barcos flutuando no rio Eufrates.

Os profetas diziam que, em contraste com o Deus de Israel, Yahweh, que conduziu seu povo através do deserto “como um pai carrega seu filho” (Deuteronômio 1:31), os ídolos da Babilônia “eram carregados por bestas de carga” (Isaías 46:1) (Bel e Nebo, os deuses da Babilônia, se curvam enquanto são postos no chão. São transportados em carros de boi, e os pobres animais tropeçam por causa do peso; NVT). Uma vez que nem podiam andar, “são tolos os que levam consigo seus ídolos de madeira e oram a deuses que não podem salvar!” (Isaías 45:20). Trecho traduzido livremente de Daniel – Wisdom to the Wise – Zdravko Stefanovic Imagens: Acervo do Museu Britânico e Museu do Louvre”

Tradução: Pastor Jurandir Gouveia


Introdução ao Livro de Daniel – Parte 1 – por Siegfried J. Schwantes

Introdução ao Livro de Daniel – Parte 2 – por Siegfried J. Schwantes

Daniel Capítulo 1

Daniel Capítulo 2

Daniel Capítulo 3

Daniel Capítulo 4

Daniel Capítulo 5

Daniel Capítulo 6

Daniel Capítulo 7

Daniel Capítulo 8

Daniel Capítulo 9

Daniel Capítulo 10

Daniel Capítulo 11

Daniel Capítulo 12

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