O Título
“O título do livro em hebraico significa ‘e estes são os nomes” , corresponde as duas primeiras palavras do texto original e segue a antiga prática de dar nome a uma obra literária com base em suas primeiras palavras. O título em português, Êxodo”, baseia-se na tradução grega Septuaginta, que usa o termo exodus, saída , adotado posteriormente pela vulgata latina. O título hebraico demonstra a ligação com Gênesis, já que começa com a conjunção “e”, sugerindo, dessa maneira , uma continuação da história anterior.” (Bíblia Andrews)
Autor e Data
“A questão da autoria do livro de Êxodo está estreitamente ligada à autoria dos demais livros do Pentateuco, principalmente à de Gênesis, do qual Êxodo é uma continuação. O livro de Êxodo desempenha um papel importante na identificação do autor do Pentateuco, uma vez que algumas de suas declarações designam Moisés como o autor de trechos específicos dele. Por exemplo, Moisés devia registrar a batalha contra os amalequitas “num livro” (Êxodo17:14). Isso, em comparação com Números 33:2, indica que Moisés tinha um diário. Êxodo 24:4 afirma que ele mesmo anotou as orientações contidas em Êxodo 20:21 a 23:33, o “livro da aliança” (Êxodo 24:7). E, de acordo com Êxodo 34:27, ele foi quem escreveu a revelação registrada nos v. 11-26. A evidência preservada no próprio livro de Êxodo, portanto, indica Moisés como o autor de relatos históricos e de outros registros contidos nele. No Pentateuco, não há menção de ninguém além de Moisés como autor de qualquer parte desses livros. O uso de muitas palavras egípcias e a descrição minuciosa da vida e dos costumes egípcios que aparecem na primeira parte do livro sugerem que o autor foi educado no Egito e estava familiarizado com essa nação e sua cultura. Após o tempo de José, nenhum outro hebreu era mais qualificado para escrever a história do Êxodo. Apenas Moisés parece ter sido “educado em toda a ciência dos egípcios” (Atos 7:22). Contudo, a prova mais contundente da autoria de Moisés se encontra no Novo Testamento. Em Marcos 12:26, Cristo cita Êxodo 3:6 e se refere à sua fonte como “o livro de Moisés”. Essas três considerações: o testemunho direto do próprio livro, a evidência indireta de que o autor foi educado no Egito e o testemunho de Cristo, garantem a exatidão da tradição judaica de que Moisés escreveu o livro de Êxodo.” (Comentário Bíblico Adventista)
Contexto Histórico

imagem Livro Entenda As Profecias de Daniel e Apocalipse – Pastor Marco Calderon
“Gênesis, o primeiro livro de Moisés, apresenta um breve esboço da história dos escolhidos de Deus desde a criação do mundo até o fim da era patriarcal, um período de muitos séculos. Entretanto, os primeiros dois capítulos de Êxodo como uma continuação do Gênesis, abrangem cerca de 80 anos, e o restante do livro, apenas um ano, aproximadamente. Embora a ausência de evidência arqueológica impeça de dogmatizar a respeito de vários pontos da história dos israelitas no Egito, parece haver razões suficientes para justificar a conclusão de que José e Jacó entraram no Egito durante a época dos hicsos. Esses governantes semitas eram amigáveis com seus irmãos étnicos, os hebreus, e, sob o domínio deles, José alcançou honra e fama. Porém, como invasores e governantes estrangeiros, os hicsos eram odiados pelos egípcios nativos, muito embora tenham governado com mão leve e trabalhado para o bem de seus súditos.
Após 150 anos de domínio hicso no Egito (c. 1730-1580 a.C.), Sekenenré se rebelou. Ele era príncipe egípcio de uma jurisdição no alto Egito e vassalo dos hicsos. O registro dessa rebelião aparece num relato lendário de uma data posterior e não revela o sucesso ou o fracasso da tentativa de Sekenenré em restaurar a independência do Egito. Sua múmia mostra terríveis feridas na cabeça, possivelmente recebidas no campo de batalha enquanto lutava contra os hicsos.
A verdadeira luta pela independência começou com Kamés, o filho e sucessor de Sekenenré. Ele teve êxito em expulsar os hicsos do alto e médio Egito e limitar o poder deles à região leste do Delta. Contudo, Kamés não viveu para ver a expulsão definitiva dos hicsos. Isso foi alcançado por seu irmão mais novo, Ahmés, que derrotou os odiados inimigos e os forçou a entregar sua capital, Avaris. Com a queda de Avaris, os hicsos perderam sua última fortaleza no Egito. Então, foram para Saruhen, no sul da Palestina, que, por sua vez, foi conquistada por Ahmés depois de três anos de campanha militar. A perda de Saruhen e a fuga dos hicsos para o norte marcaram o fim de seu domínio, bem como seu desaparecimento da história. Após derrotarem os hicsos, os governantes de Tebas se tornaram monarcas absolutos de todo o Egito. Como reis da 18a dinastia, eles não apenas libertaram o Egito, mas subjugaram a Núbia e a Palestina, além de construir um império forte e próspero. Era natural que esses governantes, que não conheciam José (Êxodo 1:8), considerassem suspeitos os israelitas que ocupavam a terra de Gósen na região oriental do Delta. Também é compreensível que os egípcios nativos não confiassem neles, pois haviam se estabelecido ali no tempo do domínio dos hicsos, eram etnicamente aparentados e tinham sido favorecidos por eles.
A cronologia dos reis da 18a dinastia ainda não foi fixada de forma definitiva. As seguintes datas, embora baseadas nas melhores evidências disponíveis, são apenas aproximadas. Ahmés foi sucedido por Amenhotep I (1546-1525 a.C.), que empreendeu campanhas militares no sul e no oeste. Seu filho Tutmés I (1525-1508 a.C.), que levou a cabo uma campanha militar na Síria e no Eufrates, foi o primeiro rei a registrar o trabalho de escravos asiáticos na construção de seus templos. É possível que fossem os hebreus. Ele foi sucedido por seu filho, Tutmés II (1508-1504 a.C.) e, após a morte desse último, Hatshepsut, filha de Tutmés I, governou o Egito pacificamente por 22 anos (1504-1482 a.C.). É provável que ela tenha sido a mãe adotiva de Moisés, uma vez que os primeiros 40 anos da vida dele foram durante os reinados de Tutmés I, Tutmés II e Hatshepsut. De acordo com a cronologia bíblica adotada neste comentário, Moisés fugiu do Egito alguns anos antes que Tutmés III reinasse como único rei.
No início do reinado de Hatshepsut, uma revolução dos sacerdotes a forçou a aceitar a corregência de seu sobrinho, Tutmés III. Seu desaparecimento repentino pode ter sido resultado de violência ou causas naturais. Se Hatshepsut foi a princesa que adotou Moisés, essa revolta dos sacerdotes deve ter acontecido em decorrência da recusa de Moisés em se tornar membro da casta sacerdotal (ver PP, 245). Assim que Tutmés III se tornou o único governante (1482-1450 a.C.), partiu para a Palestina numa campanha militar e derrotou uma coalizão de príncipes sírios e palestinos, em Megido. Seu império asiático se manteve unido graças a uma demonstração de força por meio de campanhas anuais. Como seu avô, ele afirmou que escravos asiáticos trabalharam em seus programas de construção de templos. Provavelmente, era ele o faraó de quem Moisés fugiu.
Depois de Tutmés III, seu filho Amenhotep II subiu ao trono (1450-1425 a.C .). Ele deu início a um reinado de terror sistemático sobre suas possessões estrangeiras e se enquadra notavelmente bem no papel do faraó do êxodo. Por alguma razão, não mencionada em registros fora da Bíblia, não foi o príncipe herdeiro que sucedeu Amenhotep II no trono, mas seu outro filho Tutmés IV (1425-1412 a.C.). O desaparecimento do príncipe herdeiro pode ter acontecido devido à morte de todos os primogênitos na décima praga do Egito. Esse é o contexto histórico dos eventos dramáticos descritos de modo vívido no livro de Êxodo. Não existem registros do êxodo além da Bíblia. Os egípcios nunca relatavam eventos desfavoráveis a si mesmos.” (Comentário Bíblico Adventista)
Tema chave: Deus nos liberta para que possamos Lhe servir.
Êxodo 6:6-8
“O principal objetivo de Moisés ao escrever o livro de Êxodo foi o de narrar a maravilhosa intervenção divina em favor de Sua nação escolhida ao libertá-la da escravidão e Sua bondosa condescendência ao fazer uma aliança com esse povo. O tema que atravessa todo o livro tem o propósito de mostrar que a repetida infidelidade do povo escolhido e a oposição da maior nação da Terra não puderam frustrar o plano de Deus para Israel. Os relatos do êxodo falam à imaginação dos jovens e fortalecem a fé dos mais velhos, suscitando confiança na liderança divina e compelindo-nos a seguir a Deus humildemente aonde quer que nos conduza.” (Comentário Bíblico Adventista)
“Um tema chave de Êxodo é a autorrevelação de Deus. […] Outro tema teológico é o evento do êxodo em si. Deus Se mostrou capaz de libertar os quebrantados e oprimidos, e disposto a fazê-lo. Ele ouve e lembra-Se e, em consequência, age em favor de Seu povo. Ao longo de todo Antigo Testamento, o evento do êxodo se tornou o padrão do livramento. […]
A entrega da Lei no Monte Sinai marca outro tema importante em Êxodo. No contexto da santidade divina o Senhor Se revela por meio de nuvem, fogo e fumaça – e de palavras humanas também. Os 10 Mandamentos, a base da Lei, são esclarecidos pelas leis do Livro da Aliança (Cap. 21 -24). As Leis divinas lembravam Israel do Deus Criador que escolhera Seu povo e merece a adoração humana.
Ligados à entrega da Lei se encontram os temas da justiça e do juízo. Como foi demonstrado na experiência do bezerro de ouro (cap. 32-34), o amor de Deus não impede a manifestação de Sua justiça. As tábuas contendo os 10 mandamentos foram colocadas dentro da Arca da Aliança, coberta pelo propiciatório, numa boa ilustração de como a justiça e a misericórdia divinas se mesclam de maneira inseparável.
O tema do Tabernáculo se torna central, pois representa um modelo do relacionamento entre o homem e Deus e enfatiza o desejo divino de estar próximo a Seu povo. […]
O Êxodo de Israel do Egito é uma metáfora da salvação no Antigo Testamento e estabelece o padrão para a salvação plena e definitiva que Deus providenciou por meio do Messias. A figura de Moisés agindo como libertador aponta para Jesus, o supremo Libertador. Os primeiros anos de vida de Cristo e do início de Seu ministério (ida ao Egito), passagem pelas águas do batismo, suportando tentações no deserto e, por fim, revelando o caráter de Deus no monte; (Mateus 2-7) ecoa muitos elementos do livro de Êxodo. Jesus é também o verdadeiro cordeiro pascal e ‘habita” (sinônimo de “tabernáculo”; ver João 1:14) em meio ao Seu povo.
De Moisés ao Êxodo
. “Moisés era um descendente de Levi e filho de Anrão (Êxodo 2:1-4; 65:20; Atos 7:20; Hebreus 11:23) […] Instruído em toda a sabedoria dos egípcios (Atos 7:22, foi fiel ao seu povo (Hebreus 11:24-26)
. Tirou a vida de um feitor egípcio, e por isso teve que fugir do Egito. Na fuga encontrou refúgio entre os midianitas (Êxodo 2: 11 – 22;Atos 7:24-29)
. Juntou-se a família de Jetro, sacerdote de Midiã; e casou-se com Zípora, teve um filho, Gérson (Êxodo 2:15-22)
. Foi pastor de ovelhas no deserto de Horeb. Lá teve a visão da Sarça Ardente, quando Deus lhe revelou Seu propósito de libertar os israelitas e trazê-los para a terra de Canaã (Êxodo 3: 1- 10)
. Foi chamado para ser o líder dos hebreus (Êxodo 3:10-22; 6:13). deus realizou 2 sinais para convencê-lo: seu cajado milagrosamente se transformou em uma serpente, e sua mão ficou leprosa, e logo depois foi restaurada (Êxodo 4:1-9,28).
. Com sua esposa e filhos deixou Jetro, para realizar sua missão no Egito. Envolveu-se numa discussão com sua mulher por conta da circuncisão (Êxodo 4: 18-26)
. Encontrou-se com seu irmão Arão no deserto, e com ele reuniu os líderes de Israel. (Êxodo 4: 27-31). Junto com Arão, Moisés esteve diante de Faraó e exigiu a libertação de seu povo, em nome de Jeová (Êxodo 5:1)
. Seu pedido foi rejeitado por faraó, aumentando assim as dificuldades dos israelitas, o que fez o povo se queixar contra eles (Êxodo 5:20-21; 15:24; 16:2-3; 17:2-3; Números 14:2-4; 16:41; 20:2-5; 231: 4-6; Deuteronômio 1:12, 26-28).
. O povo de Israel recebeu o conforto e a segurança do Senhor, mas permaneceu incrédulo (Êxodo 6:1-9)
. Moisés novamente apelou a Faraó (Êxodo 6:11). Sob a direção divina trouxe terríveis pragas sobre a terras do Egito. (Êxodo 7:12)
. Atravessou o Mar Vermelho a pé seco, onde faraó e seu exército foram finalmente derrotados (Êxodo 14).
. Compôs uma canção para o povo de Israel sobre sua libertação do jugo do faraó (Êxodo 15)
. Reuniu-se com sua família no deserto (Êxodo 18: 1-120.
. por ordem de Deus instituiu um sistema de governo (Êxodo 18:13-26; Número 11: 16-30; deuteronômio 1: 9-18).
. Recebeu de Deus a Lei e vários estatutos. No Monte Sinai encontrou-se com Deus face a face (Êxodo 34: 29-35; 2 Coríntios 3:13)
. Reprovou seu irmão por fazer um bezerro de ouro (Êxodo 32:22)
. Condenou a rebelião de Nadabe e Abiú (Levítico 10)
. Suportou ainda o ciúme de Arão e Miriã (Número 12)
. Foi desafiado também por Coré, Datã e Abirão (Número 16)
. Ele nomeou a José como o seu sucessor (Número 27: 2,23; Deuteronômio 31:7-8,14, 23; 34:9)
. Não lhe foi permitido entrar em Canaã, mas viu a terra prometida do topo do Monte Pisga (Número 27:12-14; Deuteronômio 1:37; 3: 23-29; 32: 48-52;. 34:1-8)
. Tinha 120 anos de idade, quando morreu e foi sepultado pelo próprio Deus (Deuteronômio 34: 1-6)
. Teve o corpo disputado pelo diabo, mas o Arcanjo Miguel repreendeu o inimigo e o ressuscitou (Judas 9)
. Apresentou-se com Elias e Jesus no Monte da Transfiguração (Mateus 17: 3-4; Marcos 9:4 e Lucas 9:30)
. Foi ele mesmo um modelo de Messias (Deuteronômio 18:15-18; Atos 3:22; 7:37).
. O Livro de Êxodo apresenta acontecimentos que são fundamentais para a compreensão do plano divino da redenção da humanidade. O livro gira em torno das ações de Moisés e dos atos redentores de Deus. Trata ainda do estabelecimento de Israel no Egito, de sua escravidão e libertação de Faraó. E finalmente, da aliança e entrega da Lei no Sinai e da construção do Tabernáculo no deserto.
. Por meio do Santuário e seus serviços Deus apresentou um ritual que ilustrava a maneira como Ele trata com o pecado, e como o pecado será eliminado para sempre. A libertação do povo de Deus da escravidão no Egito é uma ilustração em miniatura de como Deus finalmente libertará Seus povo e o levará para a Nova Jerusalém (Êxodo, Hebreus e Apocalipse)” . [Livro Entenda As Profecias de Daniel e Apocalipse]” – Pastor Marco Calderon
. Patriarcas e Profetas: Moisés – Capítulo 22
ESBOÇO
I. REDENÇÃO: O SENHOR LIBERTA SEU POVO – ÊXODO 1-18
“[Eu] vos tirarei” (6:6)
- Israel no Egito: O Senhor chama um líder – 1 – 4
- O Senhor declara guerra contra o Faraó – 5 – 10
- O Senhor é vitorioso -11:1 – 15:21
- O Senhor provê para seu povo –
15:22 – 17:16
Cura – 15:22-27
Carne – 16:1-13
Maná – 16:14-36
Água – 17:1-7
Proteção – 17:8-16 - O Senhor aconselha seu líder – 18
II. ALIANÇA E LEI NO SINAI: O SENHOR SE APROPRIA DO SEU POVO -19-24 “Tomar-vos-ei por meu povo” (6:7)
- O povo se prepara – 1 9
- O Senhor declara a sua lei – 20 – 23
- A aliança é confirmada com sangue – 24
II. ADORAÇÃO: O SENHOR HABITA COM O SEU POVO – 25 – 40
“Eu sou o S e n h o r , vosso Deus” (6:7).
- As instruções sobre o tabernáculo – 25 – 27; 30 – 31
- A consagração dos sacerdotes – 28 – 29
- A desobediência do povo – 32 – 34
- A construção do tabernáculo – 35 – 39
- A glória de Deus entra no tabernáculo – 40
Vídeos
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Capítulos – Em Construção
. Capítulo 4
. Capítulo 5
. Capítulo 6
. Capítulo 7
. Capítulo 8
. Capítulo 9
. Capítulo 10
. Capítulo 11
. Capítulo 12
. Capítulo 13
. Capítulo 14
. Capítulo 15
. Capítulo 16
. Capítulo 17
. Capítulo 18
. Capítulo 19
. Capítulo 20
. Capítulo 21
. Capítulo 22
. Capítulo 23
. Capítulo 24
. Capítulo 25
. Capítulo 26
. Capítulo 27
. Capítulo 28
. Capítulo 29
. Capítulo 30
. Capítulo 31
. Capítulo 32
. Capítulo 33
. Capítulo 34
. Capítulo 35
. Capítulo 36
. Capítulo 37
. Capítulo 40
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