Um Candidato Improvável ao Ministério

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Em resposta, Jesus declarou: “Digo-lhe a verdade: Ninguém
pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo”. João 3:3,
NVI

É em meio à exuberância expectante e esperançosa do Segundo Grande Despertamento que encontramos um candidato pouco provável ao ministério.

Na verdade, quando tinha vinte e poucos anos, Guilherme Miller (nascido em 1782) estava mais interessado em rir dos pregadores do que copiar sua conduta. Os melhores alvos para suas piadas eram seus familiares. Os “favorecidos” por essa atividade incluíam o avô Phelps (pastor batista) e o tio Elihu Miller, da Igreja Batista de Low Hampton.

As imitações das peculiaridades devocionais de seu tio e avô foram fonte de muita diversão para os colegas céticos de Miller. Ele imitava, com “seriedade jocosa”, as “palavras, os tons de voz, os gestos, o fervor e até mesmo a tristeza que manifestavam por alguém como ele”.

Além de fazer graça com os amigos, tais exibições revelavam o estado de espírito do jovem Miller. Assim como outros naquela época de rápidas transições culturais, ele passava por uma crise de identidade. Sem dúvida, parte da rebelião contra a família era um aspecto da eterna luta dos adolescentes para descobrir quem são em relação aos próprios pais.

Entretanto, Guilherme nem sempre fora rebelde com a religião. Durante a infância, havia sido intensamente devoto. A primeira página de seu diário (que começou a escrever durante a adolescência) contém a seguinte declaração: “Aprendi a orar ao Senhor ainda novo.” Trata-se da única frase descritiva sobre si na introdução do diário; portanto, deveria ser algo importante para ele como característica distintiva.

No entanto, isso não duraria. No início da idade adulta, Miller abandonou o cristianismo e se tornou um deísta cético e agressivo, que satirizava não só o avô, mas o próprio cristianismo em si.

Contudo, o velho vovô Phelps nunca desistiu dele. “Não se aflija tanto pelo Guilherme”, dizia, consolando a mãe do rapaz. “Ainda há algo para ele fazer pela Causa de Deus.” E foi isso mesmo que aconteceu. Infelizmente para ela, ainda demoraria para que essa profecia se cumprisse.

Phelps nunca parou de orar por seus filhos e netos. Eis uma lição importante para nós que vivemos no século 21.

Você pode ver aqui os outros dias dessa meditação

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