A Mensagem de Apocalipse 1 – Comentário de C. Mervyn Maxwell

CPB – Aqui você encontra este e mais outros livros sobre o Livro Apocalipse

1. Jesus Tem as “Chaves da Morte”

[…] Fui confortado por promessas como estas:

“Não fiquem maravilhados com isso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a voz dele e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” João 5:28,29

“Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.” 1 Coríntios 15:22

“Porque o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolem uns aos outros com estas palavras.” 1 Tessalonicenses 4:16-18

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Apocalipse 21:4

[…] Sessenta e seis anos haviam transcorrido desde o dia em que Jesus ascendera ao Céu, envolto pela nuvem, e os anjos prometeram que numa nuvem Ele haveria de retornar. No Discurso do Olivete, Jesus prometera pessoalmente que retornaria. Um após outro, os amigos de João haviam tombado ante a morte, alguns arrastados pela doença ou pela idade, enquanto outros haviam sofrido o martírio. Seus pais, Zebedeu e Salomé haviam morrido. Seu querido irmão Tiago fora decapitado por amor a Cristo. Maria, a mãe de Jesus, que João acolhera e protegera após a crucifixão, obviamente não mais existia. Pedro fora crucificado em testemunho do Mestre, e Paulo havia sido decapitado, tal como Tiago. Todos os doze – exceto ele próprio – já repousavam em seus sepulcros, e ele mesmo não dispunha de muito tempo mais. Quão triste era ver que Jesus ainda não retornara! Será que Ele retornaria, de fato, algum dia? Será que a ressurreição realmente ocorreria?

Quão ardorosamente ansiava João ter um novo encontro com Cristo, antes de ser recolhido pelos braços da morte!

Começa a primeira visão de João

“Achei-me no Espírito, no dia do Senhor, e ouvi atrás de mim uma voz forte, como de trombeta, dizendo: — Escreva num livro o que você vê e mande-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.” Apocalipse 1:10-11

De repente, o devaneio de João se interrompe bruscamente. “Voz forte, como de trombeta“, explodiu por detrás dele. “O que vês, escreve em livro e manda às sete igrejas”, foi a ordem transmitida pela voz. (v. 10-11)

[…] João volveu-se tão rápido quanto possível, a fim de ver quem estava falando. Deslumbrado, pôde ver que o terreno vulcânico da ilha parecia incandescente. Sete candeeiros de ouro ocupavam o espaço onde pouco tempo antes havia apenas rochas desnudas.

“e, no meio dos candelabros, um semelhante a um filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com um cinto de ouro. A cabeça e os cabelos dele eram brancos como alva lã, como neve. Os olhos eram como chama de fogo. Os seus pés eram semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha. A voz era como som de muitas águas.” Apocalipse 1:13-15

Aqui estava o ser como Daniel contemplara em idade avançada. Veja Daniel 10 . Tal como Daniel, João caiu ao solo como morto.

João também ouviu palavras afáveis, como as ouvira Daniel. “Não temas!”. […]

Foi o próprio Mestre que Se apresentou ao velho e fiel amigo, dizendo: “Eu sou o primeiro e o último e aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno.” Apocalipse 1:17,18

Então Jesus ainda estava vivo! Exceto pelo curto período entre a cruz e a ressurreição, Ele sempre estivera vivo; e vivo continuaria para sempre e sempre!

Ele também afirmava possuir as “chaves da morte”. Naturalmente! Quando Roma, o mais forte império o crucificou, colocando-O numa sepultura escavada na rocha e postando diante desta uma guarda de cem soldados, Jesus retornou à vida, levantou-Se da tumba, e com Seus próprios pés caminhou para fora, passando pela guarda.

“Tenho as chaves da morte”

Se Jesus estando morto, pôde retornar à vida e triunfar sobre Sua própria sepultura, não cabe agora qualquer dúvida de que Ele pode colocar-Se diante de todos os demais túmulos e chamar os seus adormecidos ocupantes para que tornem a viver.

João, ali em Patmos, deve ter lembrado nesse momento que Jesus havia ressuscitado pessoas antes mesmo de Sua própria ressurreição. As palavras de Cristo: “Eu sou. . . aquele que vive”, relembravam expressão semelhante que Ele utilizara havia muitos anos, diante do túmulo de Lázaro.

A morte e ressurreição de Lázaro.

Foi o próprio João quem registrou a história de Jesus e Lázaro, no capítulo onze de seu evangelho.

[…] A morte de Lázaro não trouxe qualquer temor ao coração de Jesus. Para Ele, a morte de um crente era apenas um curto intervalo entre vida e vida – um período apenas um pouquinho mais longo, pelo prisma da eternidade, que o tempo transcorrido entre a hora de irmos dormir e a hora de despertarmos na manhã seguinte.

[…] Tenho repetido para mim mesmo idênticas palavras, pensando em minha mãe e em amigos que faleceram. Sem dúvida, em Patmos, João pensou a mesma coisa em relação à morte de seu irmão Tiago e de seus muitos outros queridos. […]

Ao Jesus dizer: ‘Todo o que vive e crê em Mim, não morrerá eternamente’, não era Seu propósito dar a entender que o crente não morre jamais […]. Mesmo porque Lázaro confiara nEle, entretanto morrera.

O que Jesus quis dizer é que a morte enfrentada por um cristão é apenas um sono à vista de Deus, pois, ao chegar o tempo adequado – estabelecido pelo próprio Deus – este cristão despertará para ingressar na vida eterna. E a promessa de vida eterna em Cristo é tão fidedigna, tão absolutamente certa, que é como se a nossa vida infinita começasse aqui e agora, é como se a morte nada mais fosse do que um descanso um pouco mais longo que o usual.

[…] Os cristãos choram sim; mas tendo em vista a esperança da ressurreição, eles não se entristecem, ‘como os demais, que não têm esperança’.1 Tessalonicenses 4:13

[…] Jesus tomou posição entre os que choravam à entrada do sepulcro, e solicitou que alguém afastasse a pedra. A esta altura, Lázaro já estivera morto por quatro dias. […]

Foi quando Cristo emitiu a ordem simples, mas vitalizante: ‘Lázaro, vem para fora!’ No instante seguinte, o cadáver da caverna retornou à vida. […]

Jesus é a ressurreição, tanto quanto a vida. Nele, nossa vida é eterna, não que jamais venhamos a dormir, mas porque – a despeito de dormirmos e depois de o fazermos – seremos ressuscitados por cristo, por ocasião de Sua vinda, no último dia.

‘Porque o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolem uns aos outros com estas palavras. 1 Tessalonicenses 4:16-18

A ressurreição do próprio Cristo

‘Estive morto,’ disse Jesus a João na Ilha de Patmos, ‘mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno’. 

A morte e ressurreição de Cristo constituem para nós a evidência, a garantia de que Ele realmente aniquilou a morte. Os turistas postam-se admirados ante os túmulos em que estão sepultados Abraão Lincoln, Napoleão Bonaparte, Simón Bolívar e outros; mas os cristãos dirigem-se anualmente à Palestina – aos milhares – a fim de contemplar a tumba vazia de Cristo. ‘Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito.’ Mateus 28:6 é o brado triunfante que se repete ao amanhecer de cada dia de Páscoa.

Cada uma de nossas esperanças repousa sobre a magnificente realidade da Páscoa. ‘E` se Cristo não ressuscitou’, raciocina Paulo coerentemente, ‘é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo.’ 1 Coríntios 15: 17-19

Paulo […] sabia que Cristo havia ressuscitado! Pessoas que ele conhecia bem, haviam visto a Jesus. Relembrava o apóstolo: ‘E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive;’ [cerca de uns 25 anos após o evento], ‘porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago e, mais tarde, por todos os apóstolos. Por último, depois de todos, foi visto também por mim, […]’ 1 Coríntios 15: 5 – 8

Em várias das ocasiões mencionadas por Paulo, João estivera presente e vira a Jesus; agora, era seu elevado privilégio – sozinho e avançado em idade – contemplar novamente a Jesus, na ilha de Patmos.

João escutou-O dizer: ‘Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno’. 

Um dia, muito em breve, Jesus usará esta chave para abrir os sepulcros de cada homem e mulher, cada menino e menina que adormeceram nEle. Creio que minha mãe estará entre os fiéis.

Esta certeza é uma parte da Revelação de Jesus Cristo.

O Testemunho de Jesus

[…]Diz o verso 5 que Jesus é ‘a fiel testemunha’. Isto significa que podemos confiar nEle. […]

Na corte judicial, a testemunha testifica ou “dá testemunho”: Jesus disse a Pilatos, durante o julgamento que precedeu Sua crucifixão, que Ele havia vindo ao mundo ‘a fim de dar testemunho da verdade’. S. João 18:37. À medida que progredirmos em nosso estudo do Apocalipse, poderemos confirmar que Jesus oferece um fiel testemunho, ao contar-nos a verdade: (a) acerca de nós próprios e (b) acerca das debilidades, vícios e violência da natureza humana. Ele também nos apresenta a verdade (c) a respeito de Satanás e da feroz oposição que este mantém contra Deus. De modo supremo, Jesus provê fiel testemunho ao falar-nos a verdade (d) acerca de Si próprio. O livro de Apocalipse é, primariamente, uma revelação acerca de Jesus Cristo.

O testemunho de Jesus

Jesus concedeu Seu testemunho a João, que o recebeu ‘no Espírito’. (v 10). Somos lembrados de que um dos dons do Espírito é o dom de profecia. Veja I Coríntios 12:10. Isso nos conduz a Apocalipse 19:10, onde é afirmado categoricamente que ‘o testemunho de Jesus é o espírito de profecia’. Falaremos mais a este respeito quando analisarmos Apocalipse 12:17.

O império Romano mandou João para o exilio em Patmos, como punição ‘por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus’. Apocalipse 1:9. A palavra de Deus é a Bíblia, as Sagradas Escrituras. Veja, por exemplo, Oséias 1:1; Joel 1:1; 2 Timóteo 3:15-16. Nos dias de João, o Novo Testamento ainda não havia sido com completado, e a Palavra de Deus era basicamente o Antigo Testamento. Centenas de frases obtidas do Antigo Testamento atestam quão carinhosamente João o prezava como a ‘palavra de Deus’. Ele cria nas profecias do Antigo Testamento que apontavam a Cristo e guardava os mandamentos que proibiam a idolatria, bem como os demais. Fiel aos ensinamentos do Antigo Testamento, é evidente que ele se recusara a prestar culto diante de um ídolo do imperador Domiciano. Portanto, João se encontrava em Patmos ‘por causa da palavra de Deus’.

João também se encontrava ali em virtude do ‘testemunho de Jesus’. Vimos há pouco que o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Os profetas do Antigo Testamento foram inspirados pelo Espírito de Cristo.

Veja I S. Pedro 1 : 10-12 .

Nos tempos do Novo Testamento, muitas pessoas também receberam o espírito de profecia. Mateus, Marcos, Lucas, Paulo, Pedro e o próprio João foram inspirados pelo Espírito Santo a escreverem o testemunho de Jesus, através dos Evangelhos, Atos dos Apóstolos e cartas do Novo Testamento. O ‘testemunho de Jesus’ originou um copo literário vivo e crescente, que revelou a verdade acerca de Jesus.

Ao afirmar que se encontrava exilado em Patmos ‘por causa do testemunho de Jesus’, João queria dizer que se encontrava lá em virtude de sua fé na (e pregação da) verdade que os escritores do Novo Testamento – inclusive ele próprio – haviam sido inspirados a escrever a respeito de Jesus.

‘O primogênito dos mortos’. No verso cinco, Jesus é identificado como ‘o primogênito dos mortos’. Não quer isso dizer que Ele foi a primeira pessoa a ressuscitar dentre os mortos. Antes de experimentar pessoalmente a ressurreição, o próprio Jesus ergueu dentre os mortos a filha de Jairo (S. Marcos 5:21-43), o filho da viúva de Naim (S. Lucas 7: 11-17) e Lázaro de Betânia (S. João 11). […]

Sem a ressurreição de Cristo nenhuma outra poderia haver ocorrido. É tão somente ‘em Cristo’ que alguém pode tornar a viver. Veja I Coríntios 15:22 .

Nos tempos bíblicos, o primogênito da família recebia a herança principal, ou ‘direito de primogenitura’. Veja Gênesis 43:33; Deuteronômio 21:17. Os privilégios dos primogênitos eram tão marcantes, que a própria palavra primogênito ganhou a conotação de ‘destacado’, ‘mais importante’ e ‘único’. Assim, em Jó 18:13 até mesmo uma enfermidade relevante é apresentada como ‘primogênito da morte’!

Jesus é o primogênito dos mortos por ser inquestionavelmente a pessoa mais importante a experimentar a morte e também a ressuscitar,

‘Que nos ama’

Com quanta simplicidade fala-nos ao coração o verso cinco! Ele ‘nos ama’. Como são confortantes essas palavras ditas, no exílio, por João a respeito de Jesus. Como é bom sabermos que a afirmação é verdadeira, sob quaisquer circunstâncias. Quão bondoso é Jesus, que nos permite saber disso! Veja João 14:23 .

[…]

‘Pelo Seu sangue nos libertou de nossos pecados’

Verso 5. Amar não é apenas proferir palavras. Amar é, sobretudo, realizar coisas. Jesus pagou a penalidade por nossos pecados ao deixar os Céus e viver sobre a Terra uma vida de intenso serviço, suportando todo tipo de críticas sem revidá-las e morrendo, por fim, de forma humilhante e dolorosa sobre a cruz.

‘Ninguém tem amor maior do que este: de alguém dar a própria vida pelos seus amigos.’ João 15: 13 . ‘Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.’ Romanos 5:8. ‘Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida!’ Romanos 5:10.

[…]

‘E nos constituiu reino, sacerdotes para o Seu Deus e Pai.’

Verso 6. Quando Deus conduziu os israelitas para fora do Egito, Ele declarou que o povo Lhe seria um “reino de sacerdotes”. Ao final das setenta semanas de Daniel 9:24-27, Deus instituiu uma nova nação, que consiste dos cristãos de todas as raças, inclusive os cristãos judeus. A esta nova nação, Ele designou como ‘sacerdócio real’. I S. Pedro 2:9 .

Se você é um cristão, Cristo o considera como parte de Seu ‘sacerdócio real’. O termo provoca reflexão. Qual é, de fato, o seu significado?

[…] Hebreus 5: 1

Pelo fato de os sacerdotes comuns exercerem muitas das mesmas funções básicas exercidas pelo sumo sacerdote, dediquei especial atenção para tentar compreender quais as funções que eu, como sacerdote real, terei o privilégio – concedido por Deus – de exercer. Percebi que Hebreus 5 diz que o sumo sacerdote é apontado por Deus para ministrar em Sua presença em favor dos homens e para oferecer dons e sacrifícios pelos seus próprios pecados e pelos do povo. Eu sabia que nossos ‘dons’ e ‘sacrifícios’ incluem nossas orações, oferecidas pela fé no sacrifício de Cristo realizado na cruz. Veja Hebreus 13: 15 ; Tiago 5: 16 . Pude ver que o significado de nosso sacerdócio é no mínimo este: que devemos orar em nome de Jesus, pedindo o perdão de nossos pecados e dos pecados de outras pessoas. Somos convidados, de modo especial, a orar em favor das pessoas que não nos apreciam. Veja Mateus 5:44 .

Entendi também que somos ‘nomeados’ por Deus para sermos sacerdotes. Isto só pode significar que Deus deseja profundamente que atuemos como sacerdotes. Ele deseja que oremos pelo perdão que nós mesmos necessitamos, e pela conversão e prosperidade dos outros – por nosso cônjuge, pais e filhos, nossos empregadores ou empregados, autoridades governamentais e parceiros comerciais. Ele deseja ainda que oremos pelo progresso do Evangelho entre os não-cristãos. […].

DEUS CUIDA e deseja nos ajudar. Ele nos instruiu a que peçamos as coisas. Ele nos estabeleceu como sacerdotes.

As coisas reveladas são para nós e para nossos filhos. Veja Deuteronômio 29:29. Deus designou que as crianças cristãs sejam sacerdotes, tão certamente como o fez com os adultos. Meninos e meninas que amam a Jesus, podem orar em favor dos outros, assim como o faz o ministro ordenado. Muitas crianças já tiveram a alegria de ver – por intermédio de suas orações – o papai ou a mamãe serem conduzidos a Cristo.

[…]

‘Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, […]’

Em Apocalipse 1: 7 é repetida a promessa feita por Cristo no Discurso do Olivete. João a ouviu dos Seus lábios naquela noite enluarada de terça-feira, cerca de 60 anos antes. Veja Mateus 24:30. […] o apóstolo escutara a mesma promessa proferida pelos dois ‘varões’ vestidos de branco que apareceram ao lado dos discípulos enquanto Jesus ascendia ao Céu envolto em uma nuvem. Veja Atos 1: 10-11. Paulo igualmente inspirado pelo Espírito de profecia, testemunhou que Jesus apareceria ‘nas nuvens’ por ocasião de Sua vinda. 1 Tessalonicenses 4:17 .

Mas, em Apocalipse 1: 7 quem são as pessoas que ‘O traspassaram’? Em Seu julgamento,Cristo dissera aos líder judeu, Caifás: ‘Jesus respondeu:

— É o senhor mesmo quem está dizendo isso. Mas eu lhes digo que, desde agora, vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.’ Mateus 26: 64 Individualmente, ninguém teve tanta responsabilidade pela morte de Cristo como Caifás. Ele certamente foi um dos que ‘O traspassaram’. É certo, contudo, que muitas outras pessoas envolveram-se criminalmente com Jesus e parece, assim, que elas -juntamente com Caifás – receberão o ‘privilégio’ de uma ressurreição especial, que ocorrerá com tempo suficiente para que vejam Jesus retomando, cercado da mesma glória que eles tentaram obliterar. O texto de Daniel 12: 1 – 2 ajuda-nos a confirmar essa interpretação. Diz o referido texto que, ao erguer-Se Miguel no fim do tempo, ‘muitos’ (não todos) dentre os mortos ressuscitarão. Uma vez que todos os justos despertarão nesse tempo (veja Apocalipse 20:6), parece-nos claro que somente alguns dos injustos terão idêntica experiência. (Os ímpios restantes esperarão até o final dos mil anos. Veja Apocalipse 20:5).

No grupo aqueles que ‘O traspassaram’ devem ser incluídos todos os que contribuíram diretamente para a Sua crucifixão. Porém, deve o termo abranger mais alguém?

Em Atos 9:5 Jesus explicou a Saulo, o perseguidor – que logo se tornaria Paulo, o apóstolo – que, ao perseguir os cristãos, ele em verdade estava perseguindo o próprio Cristo. ‘— Eu sou Jesus, a quem você persegue.’, disse Cristo. Isto nos leva à melancólica conclusão de que os principais perseguidores do povo de Deus através dos séculos, devem também ser incluídos no número daqueles que ‘O traspassaram’, e que se levantarão do túmulo numa ocasião que lhes permita testemunhar a Segunda vinda.

‘O Senhor Deus … que há de vir’ Deverá Deus, o Pai, acompanhar Jesus em Sua vinda? Apocalipse 1:4 descreve-O como ‘Aquele que é, e que era e que há de vir’. Conforme vimos acima, em Mateus 26:64 Jesus disse a Caifás que o Filho do homem haverá de retornar ‘assentado à direita do Todo-poderoso’’. Esta última expressão é um dos nomes atribuídos a Deus. Em Apocalipse 6:16, os impenitentes – por ocasião da segunda vinda – clamarão às rochas e montanhas que caiam sobre eles, a fim de escondê-los ‘Aquele que Se assenta sobre o trono, e da ira do Cordeiro’. A expressão ‘Aquele que Se assenta sobre o trono’, é frequentemente utilizada no Apocalipse em referência a Deus Pai. Veja, por exemplo, Apocalipse 5:6-8. A conclusão mais plausível é, pois; Sim, Deus acompanhará Seu Filho por ocasião da segunda vinda. Veja Apocalipse 7:15 ; 21:5 .

‘Eu Sou o Alfa e o Ômega’

O Novo Testamento foi escrito em grego, e nesse idioma a primeira letra do alfabeto é Alfa, e a última é Ômega. Em linguagem moderna, a expressão equivaleria a ‘Eu sou o A e o Z’.

Ao intitular-Se a Si mesmo de Alfa e Ômega no verso 8, Deus quer dizer que Ele é o primeiro e o último, o começo e o fim. Ele já existia quando o Universo teve o seu princípio, e existirá enquanto o mesmo persistir.

Incidentalmente, ômega é, na verdade, ‘O-mega, significa ‘O grande’ ou O maiúsculo, a fim de diferenciá-lo do minúsculo, chamado ‘omicron’.

[…] Tal qual Jesus, Ele nunca muda. Ele é o mesmo ‘ontem e hoje’… e o será para sempre’. Hebreus 13:8. Ele é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega.

Em Espírito, no Dia do Senhor

[…]

Todos sabem que muitos cristãos associam a expressão ‘dia do Senhor’ ao dia de domingo. O costume de assim proceder pode até mesmo ser traçado retrospectivamente até o segundo século da era cristã, onde talvez encontremos a expressão em cartas escritas por Inácio, dedicado, mas excêntrico bispo de Antioquia. Sendo as coisas assim, ou seja – sendo tão antigo e tão amplo o costume de chamar ao domingo de ‘o dia do Senhor’ – chegou-se ao ponto de a expressão ser mesmo usada em lugar do termo ‘domingo’ em muitos idiomas. 0 termo ‘domingo’ é designativo do primeiro dia da semana em português e em espanhol, sendo que em francês o termo correspondente é ‘dimanche’. Tanto ‘domingo’ quanto ‘dimanche’ são derivados de ‘domenica’, a palavra latina que designa ‘dia do Senhor’. Curiosamente, por volta do ano 1600 os puritanos ingleses começaram a associar o nome ‘sábado’ ao primeiro dia da semana. Na Grã-Bretanha e na América do Norte, onde a influência exercida pelos puritanos ainda permanece forte, milhões de cristãos chegaram ao ponto de crer que o domingo é o sábado, e também o dia do Senhor.

Reportando-nos agora à bíblia, constataremos que é correto associar o dia do Senhor ao sábado; mas constataremos, igualmente, que o dia do Senhor não é o mesmo que o domingo.

Nos Dez Mandamentos, diz a Bíblia que ‘o sétimo dia é o sábado do Senhor Teu Deus’. Êxodo 20:10. Nos tempos do Novo Testamento, Jesus disse: ‘0 Filho do homem é senhor também do sábado’. Marcos 2:28. Portanto, a Bíblia apresenta o sábado como sendo o dia do Senhor; o dia do Senhor é o sétimo dia.

Como podemos estar certos, contudo, de que nos longos séculos decorridos entre os tempos bíblicos e os nossos dias, não houve uma mudança?

Na verdade, houve uma mudança, ou pelo menos uma tentativa de operá-la. Há poucos momentos mencionamos a possibilidade de que em tempos

remotos como o segundo século d.C., o bispo lnácio tenha identificado o domingo como o dia do Senhor. No capítulo 7 de Daniel, a profecia nos indica que o chifre pequeno ‘cuidaria’ em mudar os tempos e a lei. […] a Igreja Cristã obrigou as pessoas à observância do primeiro dia da semana, em direta oposição à santificação do sétimo dia. Jesus, entretanto, advertiu Seus ouvintes a que não pensassem que Ele viera revogar a lei. Sua expressão é: ‘— Não pensem que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, mas para cumprir. Porque em verdade lhes digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.’ Mateus 5:17 e 18. […]

Em várias partes do mundo uma outra mudança tem sido experimentada. Os calendários começam a imprimir a segunda-feira como sendo o primeiro dia da semana, aparecendo o domingo como o sétimo dia. A razão oferecida para esse procedimento – diz-se que para a maioria das pessoas o trabalho começa na segunda-feira -parece ser bastante superficial.

Contudo, a despeito da história da igreja, e a despeito das modernas tentativas (via calendário), qualquer pessoa pode descobrir facilmente qual dia é o sábado verdadeiro. Mateus 15: 42 diz que Jesus foi crucificado no ‘dia da preparação’, isto é, a véspera do sábado’. Lucas 23: 36 mostra como no sábado os seguidores de Jesus ‘descansaram, segundo o mandamento’. Mateus 28:1 afirma que ‘no findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana’, Maria Madalena e – a outra Maria dirigiram-se ao sepulcro para ungir o corpo de Cristo, encontrando apenas uma tumba vazia. Em resumo, vemos que:

Um dia antes do sábado, Jesus morreu.

No sábado identificado pelos Dez Mandamentos, Seus seguidores descansaram.

Um dia após o sábado, Ele levantou-Se dentre os mortos.

Qualquer cristão sabe que Jesus ressuscitou no domingo.

Portanto, o sábado bíblico era – e continua sendo – o dia que precede o domingo, a despeito da história da igreja e dos modernos calendários, que erroneamente localizam o domingo como sendo o sétimo dia da semana.

O dia do Senhor é para nós

Se o sábado bíblico é o ‘sábado do Senhor’ e o ‘dia do Senhor’, torna-se claro que esse dia é o Seu dia. Todavia, Ele o fez para nós! Jesus declara textualmente que ‘o sábado foi estabelecido por causa do homem’ – para todos os homens, para a humanidade. Veja S. Marcos 2:27.

Por que, pois, foi o sábado feito para nós? A que propósito deveria servir esta providência? Uma das respostas a essa pergunta é dada em Gênesis 2: 1-3, que é o relato original do primeiro sábado na Terra. Nesse texto, a Bíblia afirma que, ao finalizar Sua obra criadora, Deus ‘descansou nesse dia [o sétimo] de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou’. A palavra ‘santificar’ significa ‘separar’ ou pôr à parte – para uso sagrado’.

Deus não descansou no primeiro sábado porque estivesse cansado. Ele descansou de Sua obra criadora, uma vez que em seis dias havia completado a criação da Terra. Ele descansou, abençoou e santificou o sétimo dia, com o propósito de colocá-lo à parte (separá-lo) para um santo propósito.

Qual é este propósito santo? Ezequiel 20:12 diz: “Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica.

O sábado foi criado quando Deus santificou o sétimo dia. Ainda hoje, tal fato nos relembra de que Deus também nos santifica, sempre que Lhe permitimos fazê-lo! Ele deseja colocar—nos à parte, a fim de preenchermos um propósito santo, voltado exclusivamente para a prática do bem. Por nosso intermédio deseja Ele que a parte do mundo em que vivemos seja um lugar melhor. Ele nos designa para sermos um reino sacerdotal. […] Ele nos convida a seguir o exemplo de Cristo, vivendo uma vida de bondade, a serviço daqueles que nos estão mais próximos. Veja João 13:12-17; I Pedro 2:21-24.

Uma vez que o sábado nos faz lembrar a criação do mundo, ele também nos faz conscientes de que não podemos tornar-nos bons por nós mesmos, assim como não podemos criar-nos a nós próprios. Tão-somente o Criador pode criar em nós ‘um coração puro’ e renovar dentro de nós ‘um espírito inabalável. Salmo 51: 10. ‘E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.’ 2 Coríntios 5: 17

Você poderá não ser um guardador do sábado, mas ainda assim é provável que Deus tenha estado a trabalhar em seu íntimo, purificando-o do pecado e recriando-o à Sua imagem. Agora que você está lendo essas páginas, é desejo de Deus que saiba – pela Bíblia – que o sábado do sétimo dia é o Seu dia, o dia que Ele escolheu para revelações especiais – e adicionais – de Si próprio, e para efetuar transformações em você. Ele também o lembra de que o sábado foi feito ‘para o homem’, para a humanidade, para qualquer pessoa. O sábado foi feito para mim. Ele oi feito para você. Por esta razão, ele também foi feito para João. O dia do Senhor em Patmos era o dia de João. Foi certamente um dos melhores dias em toda a sua longa e maravilhosa vida sobre a Terra. Que bênção extraordinária lhe adveio, pois ele achou-se ‘em espírito, no dia do Senhor’, mesmo encontrando-se exilado e sozinho.

Quantas bênçãos podemos receber, você e eu, quando guardamos o sábado do sétimo dia no poder do Santo Espírito; esse dia do Senhor é também o nosso dia! Guardemo-lo, pois, todos nós, junto com o nosso amante Senhor.

Você pode ver o estudo completo do Livro Apocalipse aqui

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